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sábado, 6 de julho de 2013 Tênis Feminino, Wimbledon | 16:53

ESTOJO

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“Se você puder encarar triunfo e desastre e tratar esses dois impostores igualmente” são os versos do escritor inglês Rudyard Kipling que aguardam os tenistas conforme eles entram na quadra central de Wimbledon. Desde jovem, quando descobri sobre a placa, os versos me intrigam e inspiram. Me inspiram pela verdade, um tanto difícil de compreender em certas épocas da vida, e intrigam por me perguntar quantos tenistas foram realmente tocados pela frase conforme adentravam o templo sagrado do Tênis.

A vida me mostrou, às vezes de maneira cruel, as verdades do poema de Kipling, que é mais extenso do que a frase acima, mas nunca soube de um tenista que confessasse a inspiração, apesar de muitos a mencionarem.

Quando Sabine Lisicki saiu da quadra após perder seis games seguidos, para supostamente ir ao banheiro, numa clara tática de interromper a partida e tirar o ritmo da adversária, tática cada vez mais usada no circuito, em particular no feminino, me irritei. O fato de ficar somente dois minutos – já ví mulher ficar 10 minutos por lá – mostrou que não estava muito à vontade com a pobre decisão.

A alemã não conseguiu dominar os nervos em toda a partida, a não ser quando já perdia por 6/1 5/1 e o inevitável se agigantava. Como é natural, entregou para Deus e a partir dessa decisão se acalmou e começou a jogar tênis, o que explica para quem quiser entender o valor das religiões. Enquanto isso, Marion começou a sentir a pressão de fechar para vencer o torneio, algo que já é difícil per si, ainda mais com a adversária começando a colocar as bolas em jogo após tanto desperdício.

Mas a nossa querida e exdruxula crente estava preparada para o que desse e viesse. Com as duas palmas das mãos indicava o foco que devia seguir – mais uma de suas ótimas involuntárias tiradas – e ia para o jogo. A moça foi uma rocha mental, até ajudada pela ausencia de infortúnios enviados pela adversária.

No fim do dia, a francesa se impôs e, como confessou, nada mais gostoso do que terminar com um ace, até pelo tanto que ela disse treinar o fundamento. Falem o que quiser da moça, mas ninguém tira o título de Wimbledon dela. Aqui com meus botões, lembro que a um ano atrás a federação francesa estava em guerra com a moça e não a indicava para as Olimpíadas, enquanto uma leva de cabeças de bagres que se vergavam às orientações das FFT conseguiam a indicação. Foi no apagar das luzes que a indicaram, após muita briga publica e sobre a qual aqui escrevi.

Mas, na verdade, foi algo mais que me emocionou e me levou às lágrimas. Não sei se na telinha do computador consigo passar o que foi. Sabine jogou boa parte do segundo set quase às lágrimas. Seus olhos marejados e o rosto contraído entregavam o estresse. Só foi sorrir no 3×5 quando já não acreditava mais na vitória. Tarde demais.

Mas voltemos ao poema de Kipling. Quando Sue Baker chamou a alemã para entrevista dentro da quadra, a moça devia estar no auge de sua vulnerabilidade. Já perdera, já chorara, já frustrara os seus maiores anseios e de todos so seu redor. Alí estava o cenário para emergir a real Sabine Lisicki. E foi ali que conseguiu o que nunca havia conseguido, mesmo após seus diferentes feitos tenisticos – ganhar meu coração. Baker levantou a bola e ela podia ter jogado para qualquer lugar. Ao invés de se refugiar na auto-piedade, jogou-a para a vencedora, enaltecendo-a e congratulando-a. Quando falou de si, falou com esperança e ainda encontrou a alegria para agradecer a todos que a apoiam. Mas tudo com muita elegância, sinceridade, altivez e simpatia. Os campeões no esporte são feitos de diferentes qualidades; os vencedores nesta vida repleta de fustigações de muitas outras – algumas que não necessáriamente fazem parte do estojo dos “campeões”.

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quarta-feira, 24 de abril de 2013 História, Wimbledon | 12:50

Aumento salarial

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Como em toda negociação que almeja o sucesso, a conversa entre tenistas e federações proprietárias de torneios do Grand Slam ficou, boa parte do tempo, restrita a quatro paredes. Como toda negociação que envolva algum tipo de sindicalismo, elas só começaram e foram adiante após um período de pressão, quando não de ameaças veladas. O que os tenistas aprenderam com o tempo foi usar a maior exposição que têm a seu favor.

Os tenistas boicotaram Wimbledon em 1973, o que, entre outras coisas, solidificou a recém criada ATP. Naquela época quase todos os melhores ficaram de fora (foram 81 boicotando), por conta da eterna briga entre jogadores e cartolas. A FIT suspendera um iugoslavo, Pilic, por não jogar a Copa Davis e os tenistas não queriam mais esse tipo de musculatura pra cima deles. Jogaram os tenistas da cortina de ferro, porque ou jogavam ou não poderiam mais sair de seus países. O tcheco Kodes bateu o russo Metreveli na final. Muitos outros jogaram porque viram uma oportunidade de se dar bem – sempre tem isso também. Foi também a primeira participação de Borg, então com 17 anos.

Na época, a repercussão perante o público foi totalmente negativa, já que a imprensa britânica ficou com os organizadores e taxava os tenistas de mimados. Consequentemente o público ficou contra os tenistas amotinados e abraçou os que compareceram. Mas a ATP segurou a onda e o tênis mudou para sempre. Não dá para comparar as duas épocas, do tênis e do mundo, assim como não se pode comparar tenistas de então e de hoje.

Os torneios, especialmente os GSs, continuam sendo mega eventos, mas em tempos atuais os tenistas tornaram-se também mega importantes e, acima de tudo, aprenderam a utilizar a mídia disponível a eles. Fica mais difícil Wimbledon proclamar que é mais importante que os jogadores, como foi sua postura por mais de um século.

Rod Laver não estava na sala das pessoas a cada evento através de imagens de TV, não tinha sítio na internet, nem todo o universo da internet levando suas imagens e declarações mundo afora, nunca ouviu falar de press manager, não tinha 10 milhões de fãs no facebook e uma multidão de fãs de todas as idades mundo afora. Tudo isso foi utilizado para “vazar” informações que sutilmente sugeriam que os vestiários estavam em indignada revolta, por conta da distribuição de prêmios e o valor de dinheiro que entravam para os cofres das federações, e uma ameaça de boicote contaminava ainda mais o odor de suor dos vestiários.

Muita conversa aconteceu entre os representantes dos GSs e tenistas e seus representantes. Os “donos” dos GS começaram a se mexer e individualmente começaram a apresentar suas propostas de aumento. Cada um que apresentava garantia a presença dos tenistas em suas quadras. Mas todos negando que cederam à pressões. Os aumentos, afirmam, foram de livre e espontânea vontade, mas quem assistiu Indian Wells viu, logo na primeira fileira, o diretor de Wimbledon, presente para conversas com tenistas.

Desde o primeiro momento, os tenistas bateram na tecla que eles procuravam aumento dos valores nas primeiras rodadas, o que garantia que a majoração atingisse a maioria, que é quem agita os vestiários. Um socialismo esportivo. Os cachorrões também gostam de dinheiro e quanto mais, melhor. Mas, no caso deles, já têm bastante e, a um certo ponto da carreira, se joga mais pela glória do que pelo cash.

Foi levando isso em consideração que o Torneio de Wimbledon divulgou esta semana um aumento de 40% no prêmio distribuído, o que dá para afirmar ser um senhor aumento e deve ter deixado os vestiários com o perfume de gardênia.

O total, para homens e mulheres (estas não pressionaram, mas receberam sua parte) passa a ser U$34.4 milhões, o maior de todos os GSs. Os vencedores receberão $2.4M cada. No ano passado receberam U$1.75. Mas a diferença é mesmo para aqueles que naufragam no evento qualicatório e nas três primeiras rodadas da chave principal. Os primeiros terão um aumento de 41% e os outros de 60%! O evento de duplas teve um aumento de 22%, o que deve ter deixado os mineirinhos felizes.

Provando que a grana não é um problema em Wimbledon, os ingleses anunciaram também que vão cobrir a Quadra 1 para o torneio de 2019, quando terão então duas quadras cobertas. Dizem que a decisão foi feita entre piadinhas a respeito da eterna falta de quadra coberta no U.S. Open.

Nic Pilic, pivô do boicote em 73′, mais do que acertou suas contas com a Copa Davis. Jogou pela Iugoslávia, foi capitão da campeã Croácia, técnico da Sérvia e capitão da Alemanha, derrotada pelo Brasil no Rio de Janeiro em 1991.

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terça-feira, 27 de novembro de 2012 História, Juvenis, Tênis Masculino | 12:51

Introdução

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Na semana passada, o ubber campeão Boris Becker esteve presente na conferencia Hindustam Times Leadership, na Índia. Na ocasião, conversou longamente com um jornalista local, que mais de uma vez tentou encurralá-lo, o que resultou em uma entrevista imperdível para os fãs do tênis; divertida, direta, interessante e autoindulgente, tudo condizente com a personalidade do tenista.

Tenho várias histórias de Becker, mas confirmo uma que um leitor postou por aqui tempos atrás. Logo após o time brasileiro da Copa Davis ter vencido a Alemanha pelo Grupo Mundial na Copa Davis, o alemão, um dos maiores tenistas da história, estava arregaçado por conta do massacrante confronto, debaixo do infernal sol carioca de fevereiro, quando derrotou Luiz Mattar em cinco sets, após defender 5 match-points, e da dupla, quando foi derrotado em três sets por Motta e Roese. Mesmo com a depressão de uma derrota tão doída, em vários sentidos, Becker mostrou sua personalidade e cavalheirismo indo, imediatamente após a partida decisiva, ao vestiário brasileiro, insano com as celebrações, congratulando e apertando as mãos de cada um dos integrantes da equipe, dos reservas ao capitão.

No vídeo da conferencia, que considero um achado, Becker conta inúmeras histórias. O publico logo abaixo para que vocês possam curti-lo – infelizmente está em inglês, língua amplamente falada na Índia e que Becker domina, apesar do carregado sotaque.

Ali ouvimos o relato de como conquistou seu primeiro Wimbledon, aos 17 anos – vocês tem ideia do que é isso? O mais novo (até hoje), mais novo que o campeão juvenil daquele ano (o mexicano Leonardo Lavalle), o primeiro alemão, e sem ser cabeça de chave. Conta como esteve prestes a perder nas primeiras rodadas quando o adversário (Joachim Nystrom) sacou duas vezes para jogo, e como chegou a caminhar em direção à rede para cumprimentar o oponente, após sentir uma contusão, e foi impedido pelos gritos de seu técnico Gunther Bosch.

Em outra história ele conta como foi introduzido ao “cavalheirismo” de muitos tenistas de então, na primeira vez que enfrentou McEnroe, nos EUA, ainda com 17 anos. Após o primeiro game da partida, já sentado em sua cadeira, o americano veio até ele e vociferou: “i am going to beat the shit out of you”, algo que ele não entendeu na hora e depois nos vestiários foi pedir para McEnroe repetir. O alemão ganhou aquela partida, teve quatro match points contra, assim como ganhou oito das dez que disputaram, uma delas em uma das partidas mais emocionantes de Copa Davis .

Boris Becker In Conversation with Vir Sanghvi from Hindustan Times on FORA.tv

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quarta-feira, 25 de julho de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:52

Zebras na grama?

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Amanhã, quinta-feira, saem as chaves olímpicas e os sonhos de muitos começam a ficar mais reais, ou mais próximos de pesadelos. O torneio olímpico é de várias maneiras diferente de outros eventos e essas diferenças mexem com as probabilidades e planejamentos padrões. Fica um pouco mais próximo de um samba do crioulo do que de um Wimbledon normal.

A chave é menor, exatamente a metade, com 64 tenistas e uma rodada a menos, o que é mais o perfil de um Master Series do que um Grand Slam. O evento é jogado em 9 dias, novamente mais para o perfil de um MS. Mais crítico é o fato de que existem muito mais pangas na chave do que um torneio normal, por conta dos limites de tenistas por país e a distribuição de convites para alguns cabeças de bagre – o que não é o caso do Bellucci.

Além disso, as partidas são jogadas em três sets – só a final masculina é melhor de cinco sets – sendo esta uma grande diferença técnica do evento, uma janela de oportunidade para alguns tenistas e um sinal de perigo para outros. Por que?

Ninguém sabe como estará a grama, mas não seria surpresa se estiver de alguma maneira mais instável do que o normal. Em jogos em três sets são mais fáceis de acontecerem surpresas do que em cinco sets. A zebra pode sair dando pancada em tudo que lhe aparece pela frente e existe menos tempo hábil para o favorito entrar, ou voltar, no jogo e fazer valer seu favoritismo. É bem mais simples manter a surpresa, assim como a agressividade, por um tempo menor. Além disso, o saque falará bem mais alto do que o normal, pela mesma razão. Dois fatores que podem favorecer fantasmas e sacadores.

Por aí que entra, entre outros, o tal de Andy Roddick, que passou os últimos meses jogando como um aposentado e venceu dois eventos desde Junho (Eastbourne e Atlanta). Ele sabe que se conseguir aliar sua experiência na grama e 9 dias de grandes serviços pode incomodar muita gente, inclusive tenistas que se impõe graças à regularidade de fundo de quadra e não de grandes serviços. Eu não ficaria surpreso, pelas mesmas razões, se o torneio tivesse também bem mais voleios do que os últimos Wimbledon. Infelizmente não vai ser tão fácil conferir, já que acho que vamos ver muito pouco tênis nas telinhas.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012 Olimpíadas, Tênis Masculino | 15:54

Tocha Olimpica em Wimbledon

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A Tocha Olímpica chegou hoje ao All England, home of Wimbledon, e, óbvio, Andy Murray estava lá, todo alinhado e de branco, para recebe-la.

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quinta-feira, 5 de julho de 2012 Tênis Masculino | 11:22

11.22h

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Desde os tempos de Martina Hingis eu não vejo em quadra uma tenista com a inteligência intuitiva da polonesa Agnieszka Radwanska, que hoje passou à final de Wimbledon batendo a alemã Angelike Kerber.

Agni é uma tenista fora do padrão. Não faz força para jogar, em uma época que as moças estão cada dia mais forte. Não geme para bater na bola, enquanto parte de suas oponentes parecem ter orgasmos siderais a cada forehand. Tem uma ótima antecipação ao mesmo tempo em que a maioria das tenistas espera o óbvio para fazer o óbvio. É uma moça que usa a cabeça em quadra, e aqui eu não digo mais nada, para executar golpes que fogem daquele total engessamento que os técnicos colocam suas tenistas e seus golpes.

Só pelo acima já dá para torcer pela moça, já que se é para gostar de tudo igual eu prefiro minhas balas de goma amarelas. Mas ela traz para as quadras também uma personalidade distinta do que se vê em profusão por aí. Personalidades que vivem nos extremos – arrogantes ou idiotas. Aquelas que acreditam que tem que sempre dizer e fazer algo “inteligente”, lembrando que o padrão das moças no quesito é triste de baixo. Ou então nem isso – com respostas padrões treinadas por agentes que tentam evitar o pior.

Não conheço muito a polonesa e não sei realmente o quanto é interessante ou inteligente pessoalmente. Talvez o nosso leitor californiano, que usava credencial dada por ela em Indian Wells, possa nos iluminar sobre a questão. Mas o que ela passa em suas entrevistas, e especialmente em quadra, sugere mais o que escrevi acima do que a padrão já manjado na WTA.

Sua quieta vibração, acompanhada de singelos pulinhos no mesmo lugar, após vencer Kerber, mostrou contenção e respeito pela amiga derrotada. Sua ausência de gritos para bater na bola mostra respeito pelo público, adversárias e pelo jogo em si. Hoje, ao se classificar para sua primeira final de GS, onde não será a favorita, independente da adversária, é uma tenista que comendo pelas bordas, sem posar de bikinis pelas revistas de modas, sem tentar tolas declarações bombásticas, muito menos tentando ser engraçadinha na quadra ou fora dela, mostrando que inteligência é um fator para se ganhar jogos, Radwanska é um alento no circuito.

Enquanto isso, vamos ao jogo Serena x Azarenka, em tantas maneiras o contraponto de tudo acima.

Agnieszka e seus pulinhos da vitória.

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quarta-feira, 4 de julho de 2012 Tênis Masculino | 11:48

11.48h

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Conforme transcorre o torneio os tenistas adquirem um ritmo mais confortável sobre a grama. Com isso, os tenistas mais encorpados tecnicamente conseguem se impor com maior facilidade e as chamadas zebras acontecem mais raramente. As vitórias contundentes de Federer sobre Youzhni e Djokovic sobre Mayer, ambas em três sets rápidos, atestam o fato. Os dois se enfrentam agora, na semifinal do torneio, no que promete ser o confronto do evento.

Teoricamente a mesma verdade vale para a partida entre Tsonga e Kohlschreiber, apesar de que essa o desequilíbrio é menor, até por uma certa instabilidade do francês e uma certa audácia do alemão, do que o grande confronto do dia, que já está em quadra entre MalaMurray e o OperárioFerrer. Essa partida vai botar fogo na Quadra Central.

Djokovic e Federer venceram hoje se enfrentam na semifinal de Wimbedon.

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Tênis Masculino | 09:51

9.50h

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Liguei a TV e a SporTV mostrava imagens da derrota de Cljisters para a alemã Kerber, canhota com as pernas fortes para danar. Fiquei pensando que a derrota da belga – por quem, declarei inúmeras vezes, tenho a maior simpatia – é boa para o tênis feminino. Não fica nada bem para as moçoilas permitir que uma tenista sem um maior comprometimento com o circuito tivesse tanto sucesso à custa delas, as que, supostamente, até pelo número de torneios jogados, assumem esse compromisso. Após sua volta ao circuito, a extremamente talentosa, simpática e adorável Kim Clijsters era uma mais uma “tennis mommy” do que uma profissional dedicada, deixando claro que sua prioridade era a família e não as adversárias. Era hora de tanto as moças começarem a criar vergonha na cara, e encontrar maneiras de se impor em quadra, como de Clijsters viver em paz com suas escolhas. Ela que abandona, mais uma vez, a carreira no U.S Open, evento que a definiu como a grande campeã que foi.

Como chove em Wimbledon, e como chove em Londres!, não há jogos, por enquanto, no All England, a não ser na Quadra Central, debaixo de seu teto retrátil. As outras quadras estão cobertas por lonas aguardando uma virada do tempo. Os responsáveis pelo torneio devem ficar em seus lounges, tomando seus maltes ou chás, dependendo do horário e do freguês, olhando para aquelas fotos de moças de saias longas, até o meio das canelas e homens de calças longas com suas raquetes de madeira que mais lembram tacapes, dizendo coisas do tipo – “my goodness, como somos espertos e progressistas e como aqueles caipiras da Nova York são tolos e retrógados “

Quando começou a partida entre Del Potro e Ferrer havia somente dois indivíduos na Royal Box – o resto dos convidados ou não sabe da existência do teto ou não achou que, pelo menos o início, valia a pena acompanhar o confronto, ou não sabem que hoje as partidas começaram mais cedo por conta do atraso da programação de ontem. E vai tentar conseguir um assento no local!

O primeiro game dessa partida durou 10 minutos, com Ferrer sacando. 10 minutos em uma quadra de grama! Sendo que o encardido Ferrer, que teve vários BP contra, conseguiu manter seu saque. Del Potro, que tentou dar um “Jaguaré” no juiz na ultima bola do game, teve seu serviço quebrado quarto game. Vamos ver o que vem por aí.

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sábado, 30 de junho de 2012 Tênis Masculino | 19:49

19.48h

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Consegui achar um desses sites de apostas que mostrava a partida de Sá/Soares na Quadra 18. O dia estava lindo, sol e céu azul, apesar de que aquele quadra tem uma sombra sinistra, por conta do paredão que sobre ao lado dela. Os brasileiros enfrentaram os hermanos Chela/Schwank e, depois de reagirem de 2×0 abaixo, perderam no quinto set. Mas, foi muito divertido acompanhar a reação, além do que estava repleto de brasileiros por lá. Por conta disso, as duplas mistas de Sá e Soares ficaram para 2ª feira.

Andy Roddick até que nos enganou um pouco no 1º set com a possibilidade de um progresso inesperado. Mas permitiu que o Operário Ferrer vencesse o TB do 2º set e aí foi água ladeira abaixo. Ferrer 3×1. Não sei se a Quadra Central voltará a ver o americano que esteve em três finais e não levou nenhuma para seu eterno desgosto. Especialmente a de 2009, quando perdeu para Federer no crepúsculo do 5º set – aquela vai ficar amargando seu coração para o resto da vida. Interessante que tenha caído justamente contra um dos tenista que ele admite ser um dos que mais respeita no circuito, apesar de terem muito pouco em comum. O espanhol pega o argentino Del Potro na próxima.

Tsonga atropelou Lukas Lacko – 3×0. Cuidado com o francês! Mardy Peixe passou para 4ª rodada batendo o belga Goffin 3,6,6. Os dois se enfrentam na próxima rodada.

Azarenka passou pela Cepelova 2×0.

Duas torres sacadoras decidiram tirar a coisa a limpo hoje. Marin Cilic encontrou uma maneira de derrotar Sam Querrey por 7/6 6/4 6/7 6/7 17/15 em 5 1/2h, sendo o segundo jogo mais longo da história em um festival de saques e aces. O gigante croata enfrenta Murray na próxima rodada.

Imagino como esteja o campo hindu com a derrota massacrante de Buphati/Mirza para Hanley/Kudryvteseva por 3 e 1. Lembrando, eles queriam jogar as mistas juntos nas Olimpíadas, mas parece que Mirza terá que engolir Paes.

Marcelo Melo e Dodig bateram a dupla israelense Ram/Erlich, que já foi uma das melhores do mundo, por 3×0.

A juvenil paulista Beatriz Maia eliminada na 1ª rodada pela #11, Kontaveit da Estônia, por 4/6 6/3 6/1. A outra brasileira, Laura Pigossi, passou pela britânica Lana Rush por 7/6 6/3.

Roddick – o adeus final à Quadra Central de Wimbledon?

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Tênis Masculino | 13:09

13.08h

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Não é só o futebol que tem sua caixinha de surpresas. Por vezes, o Tênis apresenta as suas. Após eliminar Rafael Nadal, realizando a zebra do torneio, o tcheco Rosol voltou ao seu padrão anonimato e foi eliminado pela alemão Kohlschreiber em três sets seguidos. Não deu nem para curtir o seu status.

Eu falo que o tênis feminino é um barato… Não é nem o caso de surpresas. A secretária dos sonhos Svedeva entrou em quadra contra a Errani, vice campeã de Roland Garros e adivinhem. Venceu 24 pontos seguidos = 6/0! Isso mesmo, o chamado golden set. Sobre a vice de RG! Para não deixar a italiana ainda mais mau humorada, perdeu os oito seguintes = 0x2. Depois foram se acertando até a Secretária fechar em 6/0 6/4. Depois eu falo….

A Tamira Paskek venceu mais uma, sobre a belga Wickmayer, que, aliás, tem um dos mais belos par de pernas do circuito. Esta moça era para ser top 10 atualmente, mas os belgas a trataram como lixo e piraram com a cabeça da mocinha que, aos poucos, tenta voltar ao seu melhor tênis.

O Cinderela Brian Baker passou para a quarta rodada batendo o francês Paire. História única, a desse tenista. A mídia americana devia esquecer os dinossauros e as promessas infrutíferas e concentrar nesse cara – pelo menos por agora.

O soldado Youzhni marchou sobre o baixinho Tipsarevic em 3 sets. Dá para dizer que é uma surpresa? Dá. Mas o Youzhni sempre foi um perigo, algo que os adversários reconhecem e temem. Mas depende do dia.

Assisti parte da vitória de Serena sobre a chinesa Zheng – 6/7 6/2 9/7. Uma partida emocionante, como mostra o placar, entre duas forças que marcam o Tênis. O ataque e o contra-ataque; aqui com a vitória do primeiro. Esta foi a sexta vitória seguida de Serena sobre Zheng. Assim mesmo a chinesa lutou como se estivesse certa da vitória, uma prova de personalidade e caráter. A americana escapou no fio da navalha, inclusive buscando um 0x40 na negra que podia mudar o rumo da partida.

Magoei. Zero de Aninha pra mim. A moça continua relegada à Quadra 2 e nós condenados às Quadra Central e Quadra 1. E a vitória dela foi sobre a alemã Georges – um espetáculo imperdível que nós perdemos.

Hoje na Royal Box celebridades como Boris Becker e esposa, o golfista americano Jack Nicklaus, um dos maiores da história, Martina Navratilova, Ilie Nastase, Bobby Charlton (vai me dizer que não sabem quem é?), Mary Pierce. Dustin Hofman estava no box das Williams. Diariamente o torneio distribui a lista de quem foi convidado para a RB à imprensa.

Delpo passou pelo japa Nishikoro por 3×0. O argentino adora dar pancadas o que na grama é uma loteria indefensável. Se entrar um abraço. Para ganhar dele tem que ter arsenal e pernas. A quadra tinha um canto só de orientais com suas câmeras em punho, como sempre acontece quando um japones joga em Wimbledon.

Wimbledon teve seu dia de Rio de Janeiro. Na noite de quinta para sexta-feira roubaram Rufus, o falcão xerife do torneio. Já escrevi sobre ele no passado – aliás os franceses imitões agora também tem o seu em RG. Algum gaiato aproveitou que deixaram a janela da van aberta onde ele estava guardado nos arredores do torneio e escafedeu-se com gaiola e Rufus. Os pombos estão programando um raid à quadras do All England Club. Cubram-se..

Aninha – vocês acharam que colocar fotos de quem?!

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