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Posts com a Tag victoria azarenka

sábado, 28 de janeiro de 2012 Tênis Feminino | 11:29

Forja

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Quem acompanhou meus comentários na TV, internet e aqui nas ultimas duas temporadas ouviu e leu, mais de uma vez, meus comentários sobre a inevitável subida ao topo do ranking da intensa Azarenka. Veja um deles em: http://paulocleto.ig.com.br//2011/04/02/as-pernas-da-vitoria/

Era uma questão de tempo e amadurecimento – ela invadia a área da ansiedade extrema em momentos importantes. Aos poucos foi administrando o problema, crescendo dentro do circuito e chegou à Melbourne, após conquistar Sidney, respaldada pelo #3 no ranking mundial.

Victoria deu um cacete na Sharapova. Sem piedade nem dó. A russa deve ter sentido vergonha, especialmente no 2º set, quando levou um banho de realidade que poucas vezes deve ter levado na carreira. Ambas possuem, razoavelmente, o mesmo estilo, com a diferença de a garota ser muito bem mais veloz, o que faz diferença na velocidade que a bola feminina está andando, e ter um pouco mais de margem de erro (spin) nos golpes.

A questão era se Azarenka manteria as emoções sob controle, já que se perdesse a precisão dos golpes seu jogo iria para a cucuia. E, convenhamos, a moça não sabe, e não ganha de ninguém, se tiver que “empurrar” a bola.

A bielorrussa tem qualidades e personalidade para brigar pelo topo do ranking e conquistar outros GS carreira afora. Vai ter a companhia de Kvitova, outro talento que já ganhou seu Slam, mas ainda está longe de ter chegado ao seu melhor tênis. Se os deuses ajudar terão a companhia de novos valores e, eventualmente, de alguma das várias tenistas que, em dado momento, podem surpreender qualquer outra.

O tênis feminino atravessa um momento interessante, rico e, principalmente, com profundidade de valores. Victoria Azarenka é um desses nomes, que hoje mostrou uma maravilhosa capacidade de aliar intensidade, força, velocidade, técnica, postura e coragem, uma aliança que forja campeões.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:27

1000!! e sem surpresas

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Os meus leitores são um capítulo à parte no meu Blog. Logo que resumo meu trabalho na ESPN e ligo para minha mulher, ela me avisa que o Blog está bombando e que o pessoal está excitado com a aproximação dos 1000 comentários.

Como marquei hora com meu colega Romeu para bater umas bolinhas no Clube, mesmo debaixo do sol que ferve São Paulo, mesmo que só para tirar a inhaca, não vou poder postergar muito este meu post, que não será o definitivo do dia – adivinhem qual será o tema deste!? Será que será antes do milésimo – eu e o Federer flertando com esse numero redondo!

O fato é que o tema de outro recente post – “Fabulous Four” – acabou sendo profético sobre o Aberto da Austrália. Os quatro melhores do mundo chegam às semifinais, provando que eles estão um degrau acima do resto.

Um colega meu de ESPN me pergunta se isso não mostra um momento menor do circuito. É a história do meio copo d´água. Eu vejo como um momento diferenciado, só que pelo melhor. São quatro excelentes tenistas e qualquer um deles pode ficar com o título que não seria nenhuma surpresa.

Desses quatro, Djoko, Nadal, Federer e Murray, só este não tem um título. Por isso, e só por isso, a minha “torcida” pelo Mala. Aí nos próximos, incluindo as Olimpíadas, teríamos realmente quatro tenistas em igualdade de condições. MalaMurray precisa de um título para tirar esse urubu dos ombros e poder explorar seus limites.

Na chave das mulheres uma interessante ambiguidade. Três tenistas – Kvitova, Sharapova e Azarenka – com chances de terminar a quinzena como #1 do mundo, algo muito difícil de acontecer e que acrescenta no drama do torneio – CruzadinhaWozniacki não poderá, pelo menos por enquanto, levantar seu dedinho indicador mundo afora.

No entanto, a favorita ao título, o que também não quer dizer muito, ainda é Kim Clijsters, que, e aí a ambiguidade, está fora dessa corrida. Ela tem jogado menos e seus pontos não são o suficiente para a colocar na “briga”. A belga de 28 anos tem mais experiência do que todas e quatro títulos de GS. Ela e Sharapova já foram #1 do mundo e ambas já venceram em Melbourne. Kvitova nunca foi #1, mas ganhou Wimbledon. Por fora, a intensa Azarenka, que nunca foi #1 nem ganhou um GS. Mas aí também a vitória de qualquer uma delas não será uma surpresa.

Uma homenagem aos leitores deste Blog. Abss

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domingo, 30 de outubro de 2011 Tênis Feminino | 14:16

A estratégia turca

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Estou com a telinha ligada para acompanhar a final feminina de Istambul, naquele que, supostamente, deve ser o Masters feminino e o torneio de encerramento da temporada. Confesso, como já escrevi, ser mais fascinado pela cidade e pelo sucesso em que os turcos transformaram o evento do que pela partida em si.

O fascínio pela cidade é mais do que compreensível, e já dei dicas sobre ele aqui mesmo. O sobre os turcos é o fato que eles praticamente não tem tenistas profissionais no país, e tão somente um outro evento do circuito da WTA, e nenhum da ATP. Para os que acompanharam as transmissões ficou evidente que o estádio esteve lotado diariamente, o que é sempre melhor do que aquele cenário de fim de festa dos torneios realizados na China e no Dubai e Cia. Os tenistas, como todo artista que se preze e tenha autoestima, adora um bom público.

A estratégia dos turcos, que além de quererem entrar na EU querem trazer os Jogos Olímpicos de 2020, e por isso tem que começar a impressionar o eleitorado com mega eventos (algo que o Lula conseguiu só no gogó, para o que, gostemos ou não, temos que tirar todos os chapéus a ele pelos próximos anos), foi baratear os ingressos para não afugentar o público. Funcionou. Os turcos gastaram cerca de U$42 milhões para realizar o evento, o que eu acho uma barbaridade. Mostra porque não temos um evento desse calibre, só possível quando os governos abrem os cofres – com valores até bem mais baixos do que isso é prejuízo na certa.

Enquanto isso, em quadra, mais um jogo tipicamente feminino. Kvitova abre 5×0, deixa a Azarenka empatar em 5×5 e fecha em 7/5. Vamos em frente.

Azarenka ganha o segundo e leva para a negra. Apesar da beilorussa ter uma esquerdaça – e um tremendo par de coxas, o que não tem nada com o jogo, mas não pode deixar de ser mencionado – quem decide mesmo a partida, de um jeito ou do outro é a checa.

Petra tem mais arsenal, apesar de ser muito desengonçada e uma tremenda e feia barriguinha. Mas compensa pelo estilo. Se joga no seu limite é mais tenista que a Azarenka e que quase todas as outras, com a possível exceção de Serena e Kim. Aí depende quem estiver em um dia melhor.

A checa é sacadora, usa bem o “saque canhoto”, um excelente drive, o cruzado é de arrepiar, bom revés com las duas manos, tem a finesse para o slice e a curtinha, e é muuuuito acima do padrão junto à rede, graças a sua mão santa. Uma belíssima tenista, de apenas 21 anos, que está colocando as manguinhas de fora e nos encantando com seu talento e habilidades.

Eu e minha tenista favorita em Istambul.

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sábado, 14 de maio de 2011 Tênis Masculino | 16:57

Romanas

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Ao mesmo tempo em que os homens se digladiam no Foro Itálico, as mulheres encantam as mesmas quadras com suas presenças. Acho ótimo esse perfil, que deve ser o futuro do tênis, de homens e mulheres jogarem na mesma semana, como vem acontecendo mais e mais nos Masters 1000 e sempre aconteceu nos Grand Slams.

O tênis feminino, bem ao contrário do masculino, passa por um mometo de indefinição de seus líderes e ídolos. Ninguem pode dizer que diabos acontecerá nesse circuito nos próximos meses. Aliás, que se arrisca a dizer o que faráuma mulher?

As irmãs Williams continuam longe das quadras. Não jogaram Roma e não jogarão Paris. Kim Clijsters também está fora.

Tenistas como Safina, Jankovic, Kuznetsova e Aninha Ivanovic deixaram de ser relevantes. Outras estão batendo na porta, mas ainda não entraram: Azarenka, Kvitova, Radwanska.

Sharapova, que sempre teve dificuldades na terra e ama a grama está na final de Roma, após derrotar “Cruzadinha” Wozniacki, em um jogo que deve ter sido uma loucuuuura.

A rainha da sonoplastia vai enfrentar a australiana Stosur, outra tenista que tem o estilo moldado para jogar em quadras rápidas e se agiganta quando chega perto de Roland Garros. Vai entender. Mas quem se arrisca a entender as mulheres?

Sam Stosur e a chave de Roma.

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sábado, 2 de abril de 2011 Tênis Feminino | 21:22

As pernas da vitória

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E quando falo da qualidade das pernas de Victoria, comparadas com as de Maria Sharapova, não me limito a falar sobre a arquitetura da musculatura e toda inspiração sensual que dela vem. Falo, em especial, sobre a movimentação da moça, em contra partida à de Maria, que é lenta quase parando. Victoria é rápida e cobre bem a quadra, o que faz com que não exista a exigência de viver no limite, como é o caso de Sharapova.

Azarenka ganhou porque tinha um plano de jogo elaborado e conseguiu exercê-lo. Enquanto a adversária só acordou com o fato de que sua tática estava errônea quando estava um set abaixo e 0x4. Ele tomou conta dos pontos desde a primeira bola e colocou Maria na defensiva, onde ela é uma gata, perdão, peixe, fora d’água. Mas aí nem se sabe se é tática ou é a decisão de quem se vê perdido e vai para o vai ou racha.

Azarenka, de 21 anos, está batendo na trave há algum tempo – é só lembrar que ela já venceu Miami em 2009, e da surra que estava aplicando no Aberto da Austrália de 2010, quando abandonou a partida por se sentir mal em quadra. De lá para cá a moça ainda apanhou de seu gênio, que, dizem, é de amargar, e vem pagando o preço por esse déficit emocional. Mas é muito perigosa, por conta de uma esquerda que alia potencia com acuidade como poucas e a harmonia da envergadura com a velocidade, e a partir de segunda-feira é a 6ª do mundo.

No passado, escrevi sobre Victoria e seu início no tênis, uma história interessante(http://paulocleto.ig.com.br//2009/04/04/o-anjo-da-victoria/ ) , por mostrar o quanto um atleta pode, de fato, ajudar outro, e não só ficar naquele monte da bobagem e marquetice que somos obrigados a ler a toda hora, com ex-atletas fazendo de conta que ajudam outros e as pessoas fingindo que acreditam – ou pior, acreditando.

Victoria Azarenka – dominando seu poder mental.

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sábado, 4 de abril de 2009 Tênis Feminino | 19:08

O anjo da Victoria

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No Aberto da Austrália 2009 comentei a partida entre Serena Williams e Victoria Azarenka, quando a bielorussa surpreendeu a americana com seu volume de jogo, venceu o 1º set por 6/3, parecia rumar para uma surpresa e acabou abandonando a partida por problemas com o calor. Na partida de hoje, pela final em Miami, a facilidade foi a mesma, só que a bielorussa manteve o padrão até a vitória. 

A moça tem somente 19 anos, já estava entre as 10 melhores e passa a ser uma das favoritas nos grandes torneios pelo volume de jogo e pela maturidade mostrada. Aparenta ser menos frágil do que Anna Ivanovic e menos afetada do que uma Jankovic ou uma Sharapova. Como será o futuro, só Ele sabe.

O que se sabe, e Victoria deixa todos saberem, é que a história por trás de seu sucesso é a de um outro esportista, o goleiro de hóquei dos Chicago Blackhawks, o russo Nicolai Khabibulin. A filha dele joga tênis e as mães de ambas são bielorussas. Mães e filhas se tornaram amigas desde os tempos de juvenis em Minsk. Em 2004 Nicolai, que também é tenista, bateu bola com Victoria e ficou impressionado com a determinação da garota. Como Azarenka estava tendo problemas com a federação local e seu centro de treinamento em Marbella, Espanha, não estava produzindo como ela gostaria, o casal Khabibulin fez a oferta de levar a menina para os EUA, junto com seu técnico, o português Antonio Von Grichen.

A vivencia de Nicolai no esporte ajudou bastante a menina a crescer no tênis, a percorrer os altos e baixos da transição de menina/tenista para mulher/jogadora, além da ajuda financeira que ele proporcionou. O acerto era que se ela desse certo pagaria de volta, senão, valeria a tentativa.

Victoria já pagou, mas continua vivendo com a família Khabibulin em Scottsdale, Arizona, um daqueles locais abençoado, repleto de resorts e excelente clima o ano inteiro, assim como continua bebendo na experiência de um dos melhores do mundo no seu próprio esporte, em conversas diárias por telefone, que a ajudam a manter a carreira e a vida em perspectiva. Encontrou um “anjo” tanto no investimento financeiro como no emocional.

Azarenka teve a sorte de achar seu anjo. 

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