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sexta-feira, 27 de agosto de 2010 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:08

As chaves no U. S. Open

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Saiu a chave do U. S. Open. É sempre uma comoção, tanto na mídia como entre os tenistas, o sorteio e a divulgação da chave. Os jornalistas presentes procuram colocar divulgar o mais rápido, para depois virem os comentários. No local, assim que termina o sorteio, colocam chaves nos vestiários e nos lounges do tenistas.

Assim como os jornalistas, os jogadores fazem seus comentários entre eles e técnicos, tanto de seus próprios jogos como de amigos e “clássicos” em geral. Ao contrário dos jornalistas, os tenistas evitam especular sobre futuras rodadas e quem vai cair contra quem. Para eles, pouco importa quem vai estar na semifinal ou na final, se não forem eles mesmos.

Um pouco de sorte é o que todos querem, desde os qualys e convidados até os favoritos. Os primeiros querem ficar longe dos segundos e os segundos querem ficar longe de um “fantasmão”.

A esta altura, após descobrir com quem joga, o pessoal está mais preocupado em descobrir em qual dia estréiam, pois dependem disso para montar seus treinos. Enquanto não descobrem, vão tentando driblar a chuva que vem caindo em N. York, forçando-os a treinar “indoors”, o que eles odeiam, mas é melhor do que nada.

As estrelas geralmente conseguem um aceno prematuro da direção do torneio – esse papo de democracia e direitos iguais é para marciano ver – de quando devem estrear. Se o Nadal, por exemplo, estréia na quarta e não na segunda, sabe que ainda pode “puxar” nos treinos até Domingo, diminuir na segunda e maneirar na terça. Se for na segunda ou na terça é obrigado a antecipar. Se não souber, tem que adivinhar, o que nunca é tão bom.

A maioria jura, quando perguntada, que não olha a chave para a frente. A maioria olha, mas não fala que olha. Alguns não olham mesmo, o técnico que olhe e decida se vai mencionar ou não. Alguém é bom saber para não passar o constrangimento de pedir para treinar com adversário.

Todos adoram quando acontece um “clássico” ou um “daqueles” jogos nas primeiras duas rodadas. Fica aquela tensão no vestiário. Tem “clássicos” mundiais, mas os melhores os regionais são, de longe, os melhores. Causam maiores tensões.

Algumas partidas para prestar atenção na 1ª rodada:

Safina x Hantuchova, a grande 1ª rodada do torneio, exatamente a situação que ninguém quer para si e nós adoramos ver. Em um ano a russa, que virou um meteoro perdido na chave, viu seu ranking #1 despencar para #59 e caiu contra a cabeça #24. Kuznetsova x Kimiko Date ( japonesa quer acabar a cerreira com um Bang). Chakvetadze x Radwanska (duas jovens tentando deslanchar). Petrova x Petkovic (bom duelo). Kvitova x Hradecka (duas checas).

Entre os homens:

Kolchschreiber x Kamke e Becker x Brands (todos alemães). Ferrer x Dolgolopov (interessante tenista). Chardy x Gulbis (dois locs). Fognini x Verdasco (vão jogar umas 5 hs). Murray x Lacko (o Thomaz que o diga). Stepanek x Benneteau o checo é o cabeça mas deve tomar um castigo). Berdich x Llodra (este é sempre um fantasma). Troicki x Djoko (sérvios).

Teorias: Federer x Soderling nas quartas e x Djoko, que tem que passar pelo Roddick nas semis.

Nadal x Nalba nas quartas. Murray x Berdich nas quartas. Os vencedores na semi.

Final: sei lá, mas será interessante ver Federer x Murray ou alguém mais inesperado aparecendo por fora.

Os canais ESPN; ESPN, ESPN-BRASIL e ESPN-HD, vão mostrar os jogos diariamente, ininterruptamente, a partir das 12h até o término da rodada noturna. Eu estarei narrando/comentando na ESPN, no horário das 20h, a partir de segunda-feira 30/08 e a partir do dia 08/09 desde o início das transmissões.

Os rapazes comentando a chave após o treino da tarde.

Courier e o sorteio de uma chave em N. York.

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:43

Dilema

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O torneio de New Haven, realizado no maravilhoso complexo da prestigiosa Universidade de Yale e jogado esta semana, vive um daqueles dramas que afligem os negócios que vivem na faixa dos dilemas. Tem vários ingredientes para o sucesso, ao mesmo tempo alguns que podem matá-lo.

O evento acontece na semana anterior ao U.S Open. Por conta disso não tem os cachorrões que preferem se poupar para o prato principal.

No entanto é fortíssimo no meio de campo, com muitos bons tenistas e uma chave duríssima que promete ótimos jogos. São 16 cabeças de chave – o primeiro, Baghdatis, #20 do mundo e o 16º, Hanescu, #54 do ranking, algo totalmente fora do contexto para um ATP250, o caso de New Haven.

Além disso, o evento reúne também na mesma semana um torneio de mulheres, um dos únicos quatro eventos do circuito a fazê-lo, o que acrescenta barbaridades à qualidade do evento oferecido ao público. Nele são oito cabeças, sendo a 1ª Wozniacki, #2 do mundo, e a 8ª Petrova, #20 do ranking e uma série de boas tenistas. A qualidade e a força das chaves só são possíveis pela proximidade com o U. S. Open.

Excelentes chaves, porém sem as grandes estrelas, com exceção de Wozniacki, que eu não sei o que está fazendo lá, e Dementieva, que deve estar precisando de milhagem, assim como Ivanovic que também viu seu ranking despencar.

A ausência das estrelas, e a minha surpresa com a presença das meninas acima, se deve ao fato que quem está pensando em uma grande participação no U.S. Open não joga na semana anterior. Quem joga um torneio esta semana não está pensando em estar em New York na segunda semana do torneio. Especialmente entre os homens, que deverão jogar melhor de cinco no GS.

Na cabeça de boa parte dos participantes esse torneio é só um treino de luxo muito bem remunerado. Muitos não querem pagar hotel e despesas em New York, nem se preocupar em achar parceiros e marcar quadras em Flushing Meadows. Vão olhar a chamada no dia anterior e se preparar para um ótimo “treino” no dia seguinte já que, teoricamente, as condições são idênticas ao u. S. Open.

É óbvio que vários não pensam dessa maneira e enxergam nisso uma oportunidade para faturar partidas, pontos e prêmios. Melhor um pássaro na mão do que dois voando. Agora é descobrir quem é quem.

Enquanto isso, os donos do torneio de New Haven deixam o mundo saber que não tem patrocinadores para 2011 – o atual é parceiro há 14 anos, mas a crise deu uma brecada nos seus investimentos – e tem até o fim do U. S. Open para encontrar um, já que é em New York que o calendário da próxima temporada é definido.

A pergunta que assombra os possíveis patrocinadores é se vale a pena investir em um evento a 130 quilômetros de New York, onde os mesmos tenistas, mais as grandes estrelas, estarão presentes disputando o maior torneio, no maior complexo, com a maior cobertura e o maior público do país. Façam suas apostas.

O Brasil não tem um complexo que chegue aos pés do da Universidade de Yale.

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domingo, 27 de dezembro de 2009 História, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:48

Destaques de 2009

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Posso até confessar minha preguiça, mas não fujo aos meus deveres. Abaixo os destaques de 2009. Se alguém quiser acrescentar…

O MELHOR
Roger Federer conseguiu sair do feitiço do espanhol Rafael Nadal – graça aos seus inúmeros talentos, alguns erros estratégicos do espanhol e a ajudinha de um sueco – virou a mesa e conseguiu aquilo que alguns começavam a duvidar. Dono de inúmeros recordes, se solidificou como o melhor da história, segundo muita gente que entende do riscado.

Wimbledon 2008

A MELHOR
Pelo menos tecnicamente, Serena Williams mostrou que não tem adversárias a sua altura. Sempre que a coisa aperta, ela sobe o padrão, na mesma proporção que suas principais adversárias descem. E no fim do dia é isso que distingue os campeões.

O MOMENTO – A vitória de Robin Soderling sobre Rafael Nadal em Roland Garros, escancarando algumas raras fragilidades do espanhol, mudando o curso da temporada, tirando o espanhol do topo do ranking a abrindo as portas para o suíço deitar e rolar.

A SURPRESA – A volta de Kim Cljisters. E não adianta pensar que foi só porque as adversárias amarelam. Ela bateu também, em partida memorável, Serena Williams. E não adiante dizer que foi com a ajuda daquela juíza de linha fantasma, porque ela iria ganhar de qualquer jeito.

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O GATO – O tenista que melhor deu o pulo do gato foi o argentino Del Potro. Comendo pelas beiradas foi subindo de produção e ganhando confiança, culminando no U. S. Open, em especial naquela inesquecível final contra Federer. O que ele deu de pancada aquele dia levou o padrão do tênis a um novo patamar. Uma pena que ele tenha desperdiçado o momento e jogado o resto da temporada fora.

del potro us open

PARA VER DE NOVO – A final de Wimbledon, deixou claro, mais uma vez, que o tênis está, pelo menos para aqueles que entendem um mínimo do riscado, um degrau acima dos outros esportes em termos da simbiose qualidade/emoção. Aliás, os ingleses devem estar estáticos. A final, que raramente é um momento de alto padrão técnico em um torneio, foi o momento máximo da temporada dois anos seguidos. E ambas partidas entre as melhores da história.

TENNIS-WIMBLEDON/

A FAÇANHA – A vitória de Rafael Nadal no Aberto da Austrália. Bater o conterrâneo Verdasco naquela partidaça pela semifinal e depois encontrar forças, físicas e mentais, para bater um Federer babando por uma vitória, em um piso onde este era franco favorito, é um feito que não pode ser menosprezado em sua magnitude. Que o digam as lágrimas de Federer.

SAUDADES – Marat Safin, Fabrice Santoro e Amelie Mauresmo, três tenistas extremamente talentosos, não competem mais profissionalmente. Os três vão fazer falta. Safin ameaça de jogar os torneios de veteranos, o que não deixaria de ser uma surpresa. Se é para competir que vá jogar com os melhores.

BRASILEIROS – O destaque fica restrito a Thomaz Bellucci, que sentiu o bafo no cangote, soube controlar os nervos e mudar o rumo de sua temporada. Entrou e deve se consolidar entre os 40 melhores do mundo. A partir daí é um novo desafio e ele também é novo. Marcos Daniel teve o seu melhor ano e não deixa de ser legal ver um tenista veterano mostrando amor pelo esporte e vontade de melhorar.

Tennis - Allianz Suisse Open Gstaad 2009

ASSUSTADOR – A maneira como as tenistas tops continuam amarelando emocionalmente nos momentos importantes das partidas e dos torneios. Onde estão as Grafs da vida?

PARA ESQUECER – Vocês podem escolher. A derrota do time “comandado” por Chico Costa ou a cafajestada de Serena no U.S. Open. A primeira pela incrível oportunidade perdida dentro de casa contra um time bem ganhável e a segunda pelo fato, pelo palco, pela violência e pela cara de pau de se fazer de boba quando confrontada.

serena eats

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009 Tênis Masculino | 10:49

Bolão americano

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Daqui a pouco, às 13h, o Aberto dos EUA realizam o sorteio das chaves do evento, em cerimônia que será transmitida, nos EUA, pela ESPN que tem os direitos do torneio. Os americanos, sempre marqueteiros de primeira, bolaram um “bolão” onde o vencedor ganha uma viagem, para dois, para o torneio de 2010. Os que quiserem mais informações devem acessar o site do evento:

http://www.usopen.org/en_US/news/articles/2009-08-20/200908201250814368437.html

Hoje a sorte será lançada para os confrontos, tanto os das primeiras rodadas como os que determinarão os finalistas.

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