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Posts com a Tag u.s. open

segunda-feira, 26 de agosto de 2013 Sem categoria | 11:30

Carpe Diem

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Carpe Diem. Estou cada dia mais ciente da frase eternizada por Horácio, da qual faço a adaptação à minha realidade. Para quem não sabe o significado, é algo na linha de “aproveite o momento” e suas consequências filosóficas. Ontem à noite, enquanto me preparava para digitar esta coluna, minha mulher começou a assistir ao filme Sociedade dos Poetas Mortos, de 1989, e pensei imediatamente que valia uma reavaliada.

Como com frequência acontece, algo eu pesco para minhas analogias com o tênis. O filme arrisca menos na declamação de poemas do que eu lembrava e esperava, ao contrário de um “Shakespeare Apaixonado”, algo mais ao meu gosto no uso da poesia, especialmente a do mestre. De qualquer maneira é ótimo ouvir/ler Whitman e Trudeau, especialmente nos dias de hoje e ainda condenado a São Paulo.

O filme é ótimo em vários aspectos e sofre em outros. A história acontece em 1959, quando posso imaginar a vida em uma academia para garotos na tradicional costa leste americana. Os acontecimentos, em especial de um dos personagens, me levaram a pensar sobre o livro “Na Praia”, onde o autor Ian McEwan deixa claro que por pouquíssimos anos as razões que causaram o drama da história se tornariam inviáveis pelos acontecimentos culturais e sociais que mudaram o mundo nos anos sessenta. No filme, aquela rigidez de pais e escolas estava prestes a ser abalada pela revolução dos anos sessenta, algo sobre o que os poetas beatnicks já estavam escrevendo enquanto o pessoal ainda lia Trudeau na caverna, um poet/pensador que seria revigorado nos anos sessenta.

No entanto, Neil, o rapaz que queria ser ator, e não médico como insistia e ordenava seu pai tirano, não consegue lidar com a frustração de se ver enviado para uma escola militar e dali para estudar medicina em Harvard, e mete uma bala na cabeça. Achei apelativo, dava pra criar um drama sem essa covardia do personagem. Afinal, estudar medicina em Harvard não é o fim do mundo e em uns três anos, Neil poderia mandar seu pai catar coquinho e fazer o que quisesse de sua vida. Acabar com sua vida foi uma covardia que me chocou e não condiz com o que o filme prega.

Roger Federer deve estar vivendo algum tipo de crise ao se olhar na chave e descobrir que é somente o cabeça de chave #7. É pouco para quem passou quase uma década construindo a fama de ser melhor do mundo e deve ser uma certa angustia pensar em um futuro que não irá ficar melhor, pelo menos como tenista. Sentiu-se até obrigado a fazer uma declaração de que está em Nova York para vencer o torneio – não para participar, o que não disse. Afinal são pouquíssimos os que estão na cidade com essa real intenção – menos do que cabe na minha mão.

Apesar de alguns sofasistas ficarem todos assanhados ao pregarem o fim da era Federer, chamando-o de acabado e por aí afora, o suíço não se encolheu, não largou raquete, não ameaçou terminar a carreira e obviamente não meteu uma bala na cabeça. Está na cidade, para o que der e vier, até porque o que o separa de tais sofasistas é tanto a capacidade de realizar como a tranquilidade de quem já fez. E o que vem por aí é uma série de jogos que poucos anos atrás não lhe desmanchariam o topete, mas que hoje em dia não dá mais para apostar. É óbvio que será triste e um desapontamento vê-lo partir pelas mãos não tão talentosas de um Zemlja, Giraldo, Querrey, Nishikori, Robredo ou mesmo um Tomic, todos em seu possível caminho para pegar Rafa Nadal ainda, quem diria, em uma quarta de final. Isso se o espanhol passar por outros, incluindo o grandão Isner na oitavas.

A fila anda, o mundo muda e o tênis se recicla. Dos anos 50 para os 60 foi um ganho enorme e com uma série de consequências benéficas para todos. Não estou vendo, pelo menos ainda, como o mundo do tênis ficará melhor com as inevitáveis e imediatas mudanças.

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sexta-feira, 15 de junho de 2012 Tênis Masculino | 12:58

Reformas no U.S Open

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Às portas de Wimbledon, os americanos divulgam seus planos de reformas no complexo do US Open. A surpresa foi que, entre tudo que pretendem realizar, não consta aquilo que era o mais esperado pelo público – uma quadra coberta.

A conta ficará em centenas de milhões, o que mostra que não estão para brincadeiras. A USTA (a federação local), se recusa em colocar um preço exato nas obras neste momento. O que transparece é que eles querem por um lado aumentar o faturamento e por outro melhorar a vida de quem comparece ao evento, duas decisões bem compreensíveis.

Como diz o Diretor Executivo da USTA não existe um respaldo econômico para uma quadra coberta. Além disso, o complexo está sobre terreno instável e o Estádio Arthur Ashe não aceita o peso de uma cobertura. Ele afirma que a única solução seria “um prédio sobre um prédio, o que seria uma abominação em termos de arquitetura”. Ele afirma que consultaram inúmeros arquitetos e engenheiros e ainda não descobriram uma maneira de resolver a questão, mas que continuarão buscando, já que o Estádio deve durar por mais cerca de 30 anos. Vale lembrar que as ultimas quatro edições do US Open terminaram na segunda, ao invés do domingo, por conta das chuvas.

O que vem então?

Primeiro estão negociando com a prefeitura para comprar uma área adjacente, a mesma situação de Roland Garros. O prefeito Bloomberg acenou positivamente.

Eles querem acabar com a Grandstand, charmoso mini-estádio de 6.000 lugares e passá-lo para outro local.

O antigo estádio principal, Louis Amstrong, que já foi para 16 mil pessoas, foi reduzido para 10 mil, alguns anos atrás e voltará para 15 mil. Talvez um dia eles se decidam. Como tem dinheiro na caneca vamos fazer obra!!

As quadras de treinamento receberão arquibancadas para o público poder acompanhar os treinos, algo que os fãs adoram e é praticamente impossível de fazer nos GS. Em Wimbledon eles nem deixam a plebe entrar no local. No US Open só olhando por baixo da tela de fundo ou ficando pendurado em alguns assentos laterais. Novas garagens também estão nos planos.

As obras devem ter início em 2016 ou 2017 e será em fases, sendo o Louis Amstrong o ultimo a se mexer.  As renovações permitirão a venda de mais 100 mil ingressos na quinzena e do televisionamento em um numero maior de quadras.

Fica a esperança de que consigam, como mencionam, mexer também em detalhes do complexo, que não é dos mais amigáveis e charmoso. Mas isso eu já não sei se é uma possibilidade, dado o torneio acontecer em Nova York e toda a ausência de charme e hospitalidade que cerca a cidade, a verdadeira anfitriã do evento.

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:11

Ontem

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Ontem me emocionei com a partida entre Juan C. Ferrero e Gael Monfils. O francês tinha tudo para vencer a partida. Tudo, menos a determinação do espanhol. Não vou entrar hoje no assunto Monfils – este é um assunto à parte. Prefiro escrever sobre o Ferrero que tem 31 anos, foi #1 do mundo há quase 10 anos e sobreviveu a frustração de não ter mantido o apogeu, ameaçou umas duas ocasiões em abandonar a carreira nos últimos dois ou três anos, não chama a quadra dura de preferida e vai lá derrota um top 10, que tem um dos melhores físicos do planeta em partida de quase cinco horas. Uma lição de esportividade. Quem quiser que aprenda.

Vi em quadra a Marjana Lucic. Os arrivistas não conhecem, mas era para ter sido a melhor do mundo e foi vítima de um daqueles “pais do inferno”. Perdeu para a Schiavone.

O partida do Djokovic contra o argentino Berlocq deu vergonha alheia. O argentino é um tenista limitado e um grande lutador. Ontem passou por maus bocados na Arthur Ashe. Felizmente, para ele, conseguiu achar o “clima” para lidar com a situação e escapou de levar um triciclo. No fim até o sérvio estava maneirando.

Fico imaginando como é a cabeça dos Sergeis Bubkas – pai e filho. O pai foi um assombro no seu esporte, é um ícone no atletismo e queria porque queria que o filho fosse tenista. Ele é, mas nunca será um Bubka no tênis. Foi derrotado na 2ª rodada pelo Tsonga.

Atenção. Comecem a preparar os corações para a partida entre Serena Williams e Viktoria Azarenka. O jogo na próxima rodada.

O Karlovic botou a Gasquet para fora do torneio. Por isso digo que que existe espaço para muita realidade no tênis.

Kevin Andreson bateu Llodra 6/1 6/1 6/2. Esse foi um jogo “back to the past”.

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terça-feira, 23 de agosto de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:46

Perigo à vista

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Os americanos são mesmo umas peças. Nem sei mais se a questão é esse negócio de “politicamente correto”, já que essa causa eles abraçam quando querem e sob o prisma que bem entendem. Depois que eles “decidiram” que a batata frita (french fries) passaria a ser chamado de batatas da liberdade (freedom fries), após os franceses não comprarem a idéia de eles invadirem quem e quando quisessem, eu acredito quase em qualquer coisa.

A organização do evento, com o consentimento, eu diria com a orientação, da Federação Americana de Tênis, decidiu que Serena e Venus Williams não terão um “ranking” diferenciado para a determinação dos cabeças-de-chave. Eles irão obedecer o ranking da WTA.

É bom lembrar que em passado recente eles fizeram escolhas diferentes nessa área, algumas bem criticadas outras nem tanto. Lembro quando eles deram um “downgrade” em Alex Corretja, que colocou a boca no trombone nos vestiários e na mídia e houve até ameaça de boicote – tanto lá como em Wimbledon que é bem mais “politicamente incorreto”. O fato ajudou a eleger Corretja presidente da ATP, fato que ajudou a colocar o tênis americano no caixão que hoje vive. Mas isso é outra história.

Como Serena é a #29 do ranking, ela pode, teoricamente, enfrentar uma das cachorronas logo na 3ª rodada. Lembrando que recentemente Serena vem chutando as meninas à gosto. Só para complicar, Venus sequer será cabeça de chave, podendo cair logo na 1ª rodada com a irmã ou, por exemplo, com a “cruzadinha” Wozniacki, que não deve estar gostando nada dessa história.

Fechando o assunto, e voltando à questão das ambiguidades americanas, se vocês abrirem o site do torneio hoje, duas das cinco notícias principais do evento são sobre Serena e a chamada principal do evento é uma foto-montagem de Djoko e Serena. São mesmo “politicamente corretos” enquanto objetivamente incorretos.

Serena – estrela e favorita, mas cabeça de chave não….

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domingo, 21 de agosto de 2011 Tênis Masculino | 20:50

Artista e sofredor

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As realidades mudam e todos, inclusive os fãs, tem que se adaptar. Gostem ou não. Até alguns anos atrás era muito difícil um tenista sair da quadra, a não ser que estivesse pela hora da morte e somente por conta de contusão inesperada. Hoje em dia, os caras não têm muito conflito interno em marchar até a rede, cumprimentar o adversário e mandar uma banana para o público. Tenho certeza que alguns “fanáticos” vão vestir a carapuça e chiar, mas é o pessoal que descobriu o tênis agora e está aprendendo dentro dessa nova realidade. Pragmática, porém contestável.

Após tirar benefício do mesmo raciocínio na semifinal, quando Berdich lhe apertou a mão, Djokovic deu sua entrevista dizendo que já sabia do problema de Berdich e que ele tinha algo semelhante. Perguntado o que, respondeu que era “exaustão”, o que é compreensível. Hoje, após cumprimentar Murray, disse que o problema era o ombro, que não podia sacar, nem bater de direita. Mas após um primeiro set bem disputado começou uma serie de encenações que anunciavam o que vinha pela frente. Até a Poliana lá em casa cantou a bola.

Eu já havia escrito que estava cheirando essa delícia. Perdendo, ele aliviou um pouco a panela, que iria – vai de qualquer jeito – chegar chiando em New York, onde a imprensa americana e mundial espera o sérvio de braços abertos. Lá o bicho pega.

Bom para o Murray que após jogar pedrinhas no Canadá venceu um Masters 1000 sem perder um set, o que não é brincadeira. Ainda acho que o melhor cenário para o tênis seria a conquista de um Grand Slam por parte do britânico, o que lhe daria a confiança necessária para se tornar o jogador que pode ser – e, diria mais, lhe abriria o caminho para ser #1 (Xiii, marquinho, lá vem a turba!!). Mas, enquanto não ganha, seguirá sendo esse tenista sofredor em quadra que pode tanto nos encantar como um  artista campeão como nos irritar como um mega desperdício.

Andy Hulk Murray – sofrendo e vencendo.

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sexta-feira, 22 de julho de 2011 Tênis Feminino | 12:01

Protegida

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Só uma curiosidade. Imaginando como os organizadores do U.S. Open irão lidar com o fator Serena Williams. Ele é a atual #172 do ranking, o que a deixa fora do torneio. O torneio não precisará lhe oferecer um convite, já que ela usará seu “ranking protegido” da WTA. O fator a que me refiro é como eles usarão a prerrogativa de lhe dar um status de cabeça-de-chave – se no mesmo cenário de Wimbledon, onde ela foi #7, algo melhor, ou pior? Provavelmente seus resultados até o torneio farão uma diferença. Mas o quanto eles a respeitam é que será determinante.

Serena em recente evento da ESPN.

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quarta-feira, 20 de julho de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:40

Calendário

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Muita conversa sobre o calendário de Thomaz Bellucci. Diferentes opiniões, algumas realistas, outras mais opinativas e não poucas sofasistas.

A maneira mais fácil, e imprescindível, de entender o desenho do calendário da temporada de quadras duras na América do Norte, que culmina com o U.S. Open, é entende-lo pelo ponto de vista do tenista, no caso assessorado pelo seu técnico.
Ao contratar Larri Passos, Bellucci tinha em mente, bem claro, a vontade de dar mais um pulo do gato na sua carreira. Top 20 ele já foi, sua vontade é ser Top 10. Para isso, sabe ser muito importante se dar bem nos Grand Slams – é para eles que seus olhos, assim como o da maioria dos top players, são direcionados.

Roland Garros e as quadras de saibro já eram. Agora é o U.S. Open e suas quadras duras. Por isso, Bellucci abdicou dos últimos torneios no saibro, mesmo Gstaad, onde já venceu, para focar nas duras. Isso é bem claro e demonstra um comprometimento com sua estratégia e um sinal de amadurecimento, independente de dar certo ou não.

Alguns insistiram que ele deveria ir à Atlanta, primeiro torneio da gira. Se o fizesse iria empilhar com a Copa Davis e os torneios anteriores. Daquela maneira, teve um tempo para treinar e assimilar, mesmo que pouco, as mudanças que o piso exige. Algo que, no caso dele, é importante, considerando suas dificuldades. Thomaz deixa claro que está também investindo em aprender e melhorar seu jogo sobre as duras, algo que escrevo aqui há tempos ser obrigatório para quem tem suas ambições e talentos.

Thomaz jogará cinco torneios, começando em Los Angeles na semana que vem, completando com Washington, Montreal, Cincinnati e N. York o que está, sob qualquer ponto de vista compreensível, de ótimo tamanho. Se não estivesse ainda aprendendo eu diria até que é um pouco demais. Mas com cinco dá para administrar. Se vai mal pisa no acelerador, se for bem administra.

A decisão tem que ser olhada e considerada pelo momento do tenista, seus objetivos e sua realidade. Tudo isso considerado, o calendário está bem desenhado e mostra clareza de estratégia e coragem em assumir suas responsabilidades, deixar a zona de conforto de quem está contente com o óbvio. O resultado disso é o que Thomas foi atrás, embarcando esta noite para Los Angeles. Aos torcedores e tenistas em geral resta acompanhar, quiçá aprender, porque estou porraqui de ver nossos tenistas, inclusive Bellucci, se complicarem todos nesse quesito importantíssimo na carreira de um jogador.

Bellucci – nas duras

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terça-feira, 12 de julho de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:08

Longe do conforto

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Eu estava olhando o calendário e, mais uma vez, percebo a mão de Larri Passos no traçado da carreira de Thomaz Bellucci e a estratégia de tornar este em um tenista all around e mais completo. Se será um sucesso é outro assunto, que se descobrirá com o tempo. Mas, antes de se chegar lá é necessário desenhar uma estratégia que vise os grandes momentos e isso o tenista começa a fazer, após passar algum tempo de sua carreira investindo no óbvio.

Eu sempre escrevi que Thomaz poderia se dar bem nas quadras duras, algo que ele ainda não conseguiu e, pelo jeito, não se convenceu. Sua decisão de abrir mão do restante da temporada das quadras de saibro, seu feijão com arroz, e abrir mão de sua zona de conforto, especialmente o torneio de Gstaad, onde já venceu, e em condições, o saibro na altitude, onde sempre se dá bem, lembrem-se de Santiago, mostra que ele tem em mente um bom resultado no último Grand Slam do ano que é a hora da onça beber água.

Agora é acompanhar esse que será, talvez, a sua ultima chance de se enfiar entre os 20 do mundo esta temporada, e um divisor de águas na parceria com o técnico gaúcho. Lembrando que o paulista atingiu seu melhor ranking em Julho do ano passado, e a expectativa de ambos seria uma melhora dessa platafoma no fim desta temporada. Ele joga a partir do dia 25 em Los Angeles, depois vai a Washington e ainda joga os dois Masters 1000, Cincinnatti e Montreal. Termina a gira americana em Nova York, no final de Agosto.

Bellucci e Gstaad – história do passado.

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terça-feira, 16 de novembro de 2010 Tênis Masculino | 22:50

U$300 milhões

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O que ninguém admite, pelo menos publicamente, dentro da Federação Americana de Tênis – USTA – é que quase duas décadas atrás os dirigentes da entidade pisaram na bola feio ao aprovarem o mastodôntico Estádio Arthur Ashe – quem já tentou assistir uma partida no anel superior do estádio sabe do que estou falando – sem contemplar a possibilidade de se colocar um teto no estádio.

Para quem não sabe, o local era aterro de resíduos, o que não sustentaria um peso maior com a estrutura existente. A USTA diz que a única possibilidade é de um dia existir uma tecnologia revolucionaria que permita tal obra.

Mesmo com todos os problemas da economia local, os americanos têm grana sobrando nos bolsos e nos cofres. A USTA vai construir um novo mini estádio para 3.000 pessoas, que deve ficar pronto para o evento de 2012.

Com um total de U$ 300 milhões aprovados para novas obras – dos quais 10% seriam dinheiro da entidade e o restantes “bonds” vendidos a investidores, assim como fazem os ingleses em Wimbledon – os americanos planejam outras obras.

Colocar no chão o Estádio Louis Amstrong, junto com a quadra a ele acoplada, a chamada “Grandstand”, e reconstruí-lo com a capacidade para 15 mil pessoas, ainda sem teto, mas desta vez com as condições estruturais de um dia receber o danado. Esta obra não deve começar nos próximos seis anos.

Querem também refazer o último anel do Arthur Ashe, melhorando os banheiros e as concessões de comida – aqueles balcões que vendem refrigerantes, cervejas, hot-dogs e aquele monte de lixo que eles adoram comer nas arquibancadas. O seguinte eles não dizem; melhor assim, porque assistir uma partida de tênis de lá é que não dá. Você só sabe que um é o Federer e o outro o Nadal se conseguir distinguir qual joga com a mão esquerda.

Os americanos – supostamente os reis do planejamento – gastaram U$250 milhões para construir o Estádio Arthur Ashe, pronto em 1997, e na ocasião tiveram que decidir entre construir um estádio para 20 mil pessoas e sem um teto, que foi o que fizeram, ou um estádio para aproximadamente 16 mil pessoas com um teto retrátil, que foi o que os australianos e os ingleses fizeram (e os franceses estão loucos para fazer). Sendo que o primeiro é usado somente em duas semanas do ano e o segundo poderia ser usado todas as semanas do ano com vários eventos, que é o que os australianos fazem

Por isso, os organizadores dos dois torneios dormem tranquilos com suas decisões, assegurando milhões fãs ao redor do mundo que o espetáculo é ininterrupto mesmo quando chove, enquanto que os americanos são obrigados a perder o sono, explicar a ausência do teto e amaldiçoar, a boca pequena, os que fizeram aquela decisão, a cada vez que cai uma chuva durante o evento.

Qual é o Federer??

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domingo, 12 de setembro de 2010 Tênis Masculino | 20:35

Chove chuva.

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O sérvio Novak Djokovic tenta desconversar, mas suspeita-se que suas conexões com os melhores bruxos ciganos dos escafundós da Sérvia funcionaram para conseguir uma dança da chuva que movimentasse os céus da costa leste americana.

A esta altura, imagino, todos já sabem que a final masculina entre Rafael Nadal e Novak Djokovic foi transferida de hoje para a amanhã, segunda-feira, às 17hs no mesmo local.

Isso oferece mais 24 hs ao sérvio para se recuperar da estafante semifinal de ontem com Roger Federer decidida em quase quatro horas de jogo por 7/5 no quinto set, fora o drama.

Apesar de não a melhor opção para o público, e muito menos para a organização, que deve ir à loucura para solucionar os inerentes problemas de logística, o adiamento deve deixar a partida mais equilibrada e disputada, para não dizer justa.

É o terceiro ano consecutivo que a final americana vai para a segunda-feira, o que de um lado lhes dá um maior know-how para soluções, ao mesmo tempo em que deve seguir o amaldiçoamento dos responsáveis pela construção de um estádio que custou quase quinhentos milhões de dólares aos cofres da prefeitura e da federação e, no entanto, perdeu o bonde da história e da atualidade ao não cobri-lo. Mas isso já são outros quinhentos.

Chuva e tênis não casam. Nem em New York.

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