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segunda-feira, 6 de abril de 2015 Masters 1000, Novak Djokovic | 20:01

A distância

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A distancia entre o céu e o inferno na vida de um indivíduo é medida pela diferença entre aquilo de melhor que ele poderia ser e o que de fato foi. O único abrandamento a essa perspectiva é se o indivíduo fizer de caso pensado a decisao de nao explorar seus limites, cedendo à prerrogativas pessoais, algo que requer ou coragem ou inconsequência, sendo difícil julgar à distância qual das duas prevaleceu.

Quem segue há tempos meu Blog sabe como enalteci o tênishabilidoso e tático de Andy Murray, sendo tal louvação criado certa ferrenha oposiçao por parte de uma pequena leva de sofasistas que mal podiam distinguir um slice de um top spin. Nos idos tempos, o mundo ainda se dividia entre o bem e o mal e Federer e Nadal. Hoje está cada dia mais difícil para as pessoas distinguir os primeiros, para mim nunca houve duvidas, e a nada temperada rivalidade FeDal está cada dia mais próxima de ter seus dias contados.

A rivalidade entre Djokovic e Murray vem tentando se firmar e substituir aquela que deve passar para a história como a maior de todas. Pelo menos por parte de Novak Djokovic. Porque, ao contrário do que muitos, pelo menos os que cabiam dentro de uma Romi Isetta, podiam imaginar, Murray está perdendo sua carona na história. Ele tornou-se um grande jogador, um tenista tecnicamente gostoso de assistir, mas quase impossível de se torcer por ele por conta de quase esquizofrenia em quadra. Ainda está longe de encontrar o caminho da grandeza, algo que Djoko vem buscando incessantemente, mesmo com suas limitaçaoes que, para ele, um grande guerreiro, só servem de motivaçao, nunca de empecilho.

Murray, por outro lado, se entregou á pequenez. Investiu como nenhum no preparo físico e se tornou o maior buscador de bolinhas do circuito. Corre como um cavalo para os lados, para a frente e para trás, dura mais do que qualquer um em um ponto. Mas quando tem que mexer os pés, para dar dois ou três passos de ajustes para definir pontos importantes, prefere a letargia. Consequentemente se posiciona com erro e perde pontos ridículos de fáceis para sua capacidade. Ele joga de igual, técnica e fisicamente, com os melhores do mundo, mas carece de uma mentalidade que faça face aos cachorroes. Se permite alternâncias de qualidade que um jogador com mais altas ambiçoes nao pode se permitir. Por isso morre na praia da magnificência.

Na final de Miami, do outro lado da rede, seu adversário, que conhece seu jogo e estilo melhor do que a palma da própria mao, entra em quadra com o jogo ganho. Para isso, carrega tao somente a certeza de que deve jogar o seu melhor, com disciplina e constância, que o MalaMurray entrega a rapadura na hora da onça beber água.

Nao custa lembrar os dois se conhecem desde os tempos de infanto-juvenil e formam uma das mais longevas rivalidades. Além disso, tem somente uma semana de diferença de idade (Murray sendo o mais velho) entre eles. Do total de confrontos com profissionais, Djoko tem 18 vitórias e 8 derrotas, tendo vencido as ultimas sete; das ultimas onze venceu dez, sendo a exceçao a final de Wimbledon2013 – onde Murray tinha uma motivaçao extra – o que deixa ainda mais evidente o meu ponto.

Murray melhorou consideravelmente quando sob a tutela de Lendl, mas nem tanto sob Mauresmo, mais uma “decisao Murray” no seu caminho. A única coisa nova que apareceu recente foi a direita angulada, que cria um buraco na quadra adversária mas, por outro lado, perdeu a direita paralela, que é o complemento da jogada.

Já Novak fez mais uma de suas cartadas na busca do topo do ranking e da história, ao contratar Boris Becker. Duvido que Becker acrescentou muita coisa no aspecto técnico, e nem acho que foi para isso que veio. Talvez o saque – com certeza nao o smash! Que vergonha esse golpe do servio, parece um 3a classe em mau dia.

Mas Djokovic compensa essa e outras carências – como o saque, os voleios e a dificuldade de lidar com bolas sem peso – com outras importantes qualidades. O cara é uma Rocha de Gibraltar nos golpes de fundo, tem um preparo físico impecável, uma mobilidade e elasticidade de bailarino, uma vontade de ganhar ímpar (e aí acaba com seu PatinhoMurray) e entende a capacidade, e necessidade, de manter o padrao de qualidade durante um jogo e um torneio.

Considerando o conjunto da obra, Novak Djokovic segue sendo o melhor tenista da atualidade, especialmente quando colocado dentro do contexto de um campeonato. Sua maior qualidade é que entendeu, muito cedo na carreira, a importância que todo o aspecto mental acrescenta à carreira e ao jogo. É um tenista de limitadas habilidades, mas soube, melhor do que qualquer outro, colocar diferentes peças do quebra-cabeça no lugar e se tornar um magnífico atleta-tenista. Esse vai dormir tranquilo quando ao encerrar a carreira e enxergar o que poderia ter sido e o que foi. Enquanto isso, fica de exemplo para um universo de maricotes que por ter um pingo de talento/habilidade se acham os reis das cocadas pretas – uma das minhas delícias favoritas.

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domingo, 3 de março de 2013 Tênis Masculino | 20:39

Juras e promessas

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Os dois protagonistas da maior rivalidade tenistica da década vivem momentos delicados e distintos. Por conta disso, o tênis profissional masculino caminha por um fio da navalha que pode fazer com que a temporada 2013 apresente mudanças radicais no topo do ranking e nos corações dos fãs. Especialmente aqueles, em enorme número, que aprenderam a acompanhar e apreciar o tênis através do televisionamento dos melhores torneios profissionais, realidade que se instalou quase que concomitante na realidade brasileira com o surgimento desses dois protagonistas.

Como escrevi anteriormente, com a idade Roger Federer adquiriu certos direitos no circuito ATP. Um deles é sobre a obrigação de participação nos Masters 1000. Agora joga só o que quer, sem se preocupar com multas e pontos. Por conta disso, avisou que jogará Indian Wells, que caminha para ser o “O Torneio”, e dá uma esvaziada no Torneio de Miami e uma cutucada na IMG, dona do evento. Independente de cutucadas federinas, o torneio continua o favorito dos brasileiros. E vai ficar ainda melhor com os investimentos que farão, agora que a prefeitura estendeu o contrato.

Após Indian Wells, Federer só volta a jogar em Madrid e Roma, para treinar para Paris, e Halle para treinar para Londres. Com a petulância que lhe é costumas, ainda deve pensar em vencer um Grand Slam, mas o fato é que, a cada um deles, a tarefa fica mais difícil. Jogar bem uma quinzena de cinco sets é diferente de jogar bem uma semana em três sets. Por isso elegeu o blefe e o andar na corda bamba. Chegará a Paris sem ritmo, porém totalmente fresh, que é sua aposta. Como não poderia deixar de ser, acredita que o talento fará a diferença. A checar.

Para nós fãs é lucro. Quanto mais tempo Federer achar que dá para ficar competitivo – e a nos encantar – melhor. E, em um evento como Wimbledon, ele ainda pode surpreender sues adversários. É só os ingleses cortarem um pouquinho mais a grama e, nos dias certos, o tempo estar úmido que o bicho pode pegar. Mas com o MalaMurray por perto eu duvido que o façam.

Rafael Nadal também vai segurar as rédeas daqui para frente. O quanto, talvez nem ele saiba. Será interessante ver como o Animal irá se domar. O fato é que a sua carreira dificilmente será mesma daqui para frente. Aquela entrega que surpreendeu o mundo dificilmente será a mesma. Além disso, terá que administrar a carreira – e aí me refiro a pontos, ranking, pisos e torneios. Não dá para ficar no topo só jogando no saibro – por isso sua insistência em tentar intimidar, e dobrar, a ATP em aumentar o número de eventos na terra. Bom para ele, não necessariamente para o tênis, os fãs e o resto dos tenistas.

Sua vitória em São Paulo e Acapulco mostrou que o cara é fera e fora de série – como se ninguém soubesse! É só ver como uma mortal como a Venus, que teve problemas de saúde e ficou longe das quadras, encontra dificuldades em pegar o ritmo de vitórias, bem diferente de ritmo de jogos.

Esta 2ª feira Rafa vai a New York judiar de seu joelho por um saco de dinheiro. Será uma maneira de ver como o bichado reage nas quadras duras. Lá mesmo deve dizer se vai ou não à Califórnia. Eu apostaria um cachorro quente e uma coca que sim. E não duvido que o tal do Ellisson, dono do evento, não lhe de uma telefonada encorajadora. Vai lá e vê como funciona. Se não machucar muito, vai a Miami também. Mas depois não vá reclamar! Ou então joga no seguro, pega um voo da Ibéria de volta para casa, vai gastar o saibro europeu e dar graças a Deus que ainda joga na terra. Mas, como todo mundo que já teve problemas com contusão sabe, uma coisa é quando dói; a gente faz juras e promessas, outra é quando a dor some e a euforia toma conta. Aí voltamos a acreditar que somos inquebrantáveis e invencíveis. Doce ilusão.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012 Tênis Masculino | 12:15

O surpreendente calendário do Mestre

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Dizem que onde há fumaça há fogo. Esta semana Roger Federer divulgou em seu site o seu calendário para 2013. O calendário deve estar pronto desde Setembro, mas após o ultimo evento da temporada é a hora que os tenistas começam a divulgar seus planos, quando divulgam.

Um detalhe em seu calendário fez alguns dos meus amigos tenistas entrarem em depressão. Uma boa leva de fãs brasileiros invade Miami para o torneio em Março. Recentemente, os residentes da cidade votaram em que o torneio permaneça na cidade, o que foi uma excelente notícia para todos, especialmente os donos do evento. Mas não só de boas notícias vive o circuito.

Roger Federer deixou o Torneio de Miami fora de sua lista, o que entristeceu os fãs do suíço e do torneio, já que não se sabe até quando o rapaz jogará.

Por que ele fez isso? Isso, alguém terá que perguntar a ele e mesmo assim tenho cá minhas duvidas se ele será totalmente transparente a respeito. Antes, deixo aqui uma pitada de informação; pela primeira vez em cinco anos Roger Federer não foi convidado para o evento-exibição em Abu Dhabi, no fim do ano. Por que?

Este ano Federer não renovou seu antigo contrato com a IMG, maior firma de administração de esportes do mundo. A IMG é dona de inúmeras propriedades no mundo do tênis; torneios e exibições, academias e administrações carreiras, como de Nadal e Sharapova. São cerca de 20 eventos em que eles estão envolvidos de alguma forma, de Wimbledon a Aberto da Austrália, e outros onde são donos, como, adivinharam, Miami e Abu Dhabi.

Não sei o quanto aquele problemão do final de 2010, quando foi divulgado uma ação na justiça de Los Angeles contra Ted Forstmann, o dono da IMG, por apostas em esportes, especificamente uma final de Roland Garros envolvendo Roger Federer. Federer fez das tripas coração para explicar que suas conversas com Ted eram puramente sociais, o que eu acredito, até porque o cara apostou nele e não contra e o suíço não faz nem um pouco esse perfil. Mas o fato de ter levado Federer à justiça e aos jornais, talvez tenha algo a ver com ele não ter renovado o contrato com a IMG em Julho deste ano, quando terminou. Não renovou com a IMG, mas levou Toni Godsick, o homem de sua confiança dentro da IMG, com quem tem contato no dia a dia e está sempre presente em suas partidas. Desde então eles têm trabalhado juntos e, dizem por aí, abrirão uma empresa em sociedade.

Como essas conversas rolam nos bastidores há algum tempo, pode-se supor que não há grande amor perdido entre as partes. O fato de Federer não ser convidado para a festa caça níquel em Abu Dhabi, onde rola um grana fácil e ampla, e a surpreendente ausência do Mestre em um Masters 1000 em quadras duras, indicam essa possibilidade.

A partir de 2013, Federer não tem mais as mesmas obrigações contratuais com os eventos Masters 1000 que os outros tenistas mais jovens têm, e por isso pode escolher aonde quer levar o seu show.

Abaixo, a lista dos 13 eventos que ele lista atualmente. Os 4 Grand Slams, of course, Rotterdan, um dos torneios mais ricos do circuito, Dubai, praticamente sua segunda residência, Indian Wells, um tremendo torneio, Madrid, o único evento no saibro europeu jogado acima de 100m de altitude, Roma, tradicionalíssimo, Halle, na grama e onde ele é muito bem vindo e bem pago, os dois Masters na América do Norte, Xangai, o único na Ásia e Paris, o mais rápido dos Masters Series. Dos oito Masters 1000 mandatórios ele só não joga Miami. E, por enquanto, nada de Copa Davis.  Abaixo a lista de Federer para 2013.

Australian Open, Melbourne

ABN AMRO World Tennis Tournament, Rotterdam

Dubai Duty Free Tennis Championships, Dubai
BNP Paribas Open, Indian Wells
Mutua Madrid Open, Madrid
Internazionali BNL d’Italia, Rome
Roland Garros, Paris
Gerry Weber Open, Halle
Wimbledon
Rogers Cup, Montreal
Western & Southern Open, Cincinnati
US Open, New York
Shanghai Rolex Masters, Shanghai
BNP Masters , Paris

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sábado, 29 de setembro de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:31

Miami em Miami

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Complementando o Post anterior, publico abaixo um texto meu de 1998 durante a minha presença no Torneio de Miami, que serve para afinar a perspectiva do assunto.

Enquanto passo pelo Sea Aquarium e seus golfinhos, dos dois lados da estrada vejo o mar, que não consigo distinguir se verde ou azul. Nas minhas costas ainda dá para ver a linha de prédios da Brickel Avenue. Na minha frente, um arco-íris de cimento une Miami à ilha de Key Biscayne. Em menos de cinco minutos chego ao Crandon Park.

Alguns anos atrás se alguém quisesse ganhar dinheiro fácil, apostaria contra possibilidade de se fazer um torneio de tênis aqui. Pior ainda, que desse certo. O que era a princípio um sonho, se tornou uma teimosia e finalmente uma realidade. O homem por trás disso é Butch Buchholz, ex-jogador de Copa Davis dos Estados Unidos e ex-presidente da ATP.

O local que tem hoje um estádio maravilhoso e 17 quadras de tênis era o depósito de lixo da cidade. Na primeira vez que chegou aqui, Butch garante que não dava para entrar pelo cheiro. Um estacionamento para cinco mil carros, para uma praia sempre deserta, do outro lado da rua, e a possibilidade de começar do nada foi determinante. Óbvio que o negociado com a cidade também. Mas não faltaram problemas. O pior foi convencer a família Matheson, que doou o local em 1940 para que a cidade construísse um parque que nunca aconteceu. Enquanto era lixo, tudo bem. Quando tentaram fazer algo, caíram de pau. No final saiu um acordo, onde surgiu inclusive a obrigação de esconder o estádio com coqueiros, para não ferir a paisagem de quem atravessa a estreita ilha.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:32

Miami fora de Miami?

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Será que o Torneio de Miami irá para alguma outra cidade? A possibilidade existe, é bem real, e a decisão foi colocada nas mãos dos residentes de Dade County, o município da Grande Miami.

Assim como outros torneios que tem uma parceria com a prefeitura da cidade que os abriga, o Torneio de Miami tem que administrar a parceria e cativar seus habitantes. De acordo com mudanças na legislação da cidade, qualquer mudança e obras no Candon Park, local do evento que foi doado à prefeitura, tem que ser avalizado pelos cidadãos em um plebiscito ou referendo, não bastando a canetada do prefeito.

Em New York foi um prefeito que bancou as grandes mudanças que possibilitaram o evento ficar no Corona Park, onde está e de onde dificilmente sairá. Em Indian Wells o assunto foi extremamente desgastante, com acusações voando por debaixo de tapete, envolvendo Prefeitura, Câmera e donos do torneio, até o Presidente da Oracle entrar em campo aos 45 de 2º tempo, salvar o evento e o manter onde está. Em Paris, a conhecida briga com a Prefeitura, que tem a última palavra, é suscetível à mudanças e pressões políticas. E por aí vai. Até aqui no Brasil a história não foi muito diferente e a parceria com o governo de São Paulo foi imperativa para a realização do Aberto do Brasil.

A partir de 27 de outubro até 6 de novembro os residentes da grande Miami votarão no referendo #238. Ele autoriza o torneio, agora conhecido como Sony Open, a executar mudanças no parque Crandon, local do evento. As mudanças seriam a construção de duas mais quadras de porte e arquibancadas condizentes, mais áreas cobertas permanentes para abrigar o público, plantação de árvores nativas e novas áreas verdes, a um custo aproximado de U$50 milhões, totalmente bancado pelo evento.

O torneio é propriedade da IMG, a mesma que recém fez uma parceria com o Eike Batista. Durante três semanas do ano o local é utilizado e administrado pelo evento e nas outras 49 semanas pela prefeitura, para uso da população local, algo como é feito pelo local do U.S. Open.

Os muitos brasileiros que visitam o evento sabem bem das dificuldades que eles propõe atacar. O local é um tanto precário para o público, que não tem bons lugares para comer em paz e conforto e praticamente sem locais para sentar e descansar, lembrando que a temperatura pode ser massacrante, além de que, tirando a Quadra Central, as outras são pouco mais do que pequenas arquibancadas de metal temporárias, com exceção da Grandstan, que é uma grande arquibancada de metal temporária, sem nenhum conforto e charme. Este ano, 326 mil pessoas estiveram no torneio, sendo que 20% destas vieram de fora dos EUA, o que causa um impacto no turismo local e muito dimdim para a economia local.

O atual contrato contempla mais nove anos no local. A IMG quer que seja renovado por mais 20 anos para executarem os investimentos. No referendo, 2/3 terão que dizer “Sim” para valer a aprovação. Para colocar um pouco de pimenta no molho, a IMG deixa saber, sem oficializar, que se não houver a aprovação eles vão levar o evento para outro local, o que, suponho, não será tão difícil de encontra ali mesmo pela Flórida.

PS: A partir do início de Outubro haverá mudanças no Blog do Paulo Cleto, como a possível mudança de Portal e endereço. Para tal, fiquem atentos a mais notícias e, se necessário, recorram ao endereço: www. tenisnet.com. br  ou à página do Blog no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

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terça-feira, 3 de abril de 2012 Light, Minhas aventuras, Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:46

O torneio em Miami

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Ir a Miami, ou outra cidade, e acompanhar o torneio é uma experiência bem mais ampla do que acompanhar jogos pela TV. E não estou falando só sobre tênis. Existe mais em uma viagem dessas do que apreciar partidas de tênis. Houve uma época em que eu passava mais horas à beira de uma quadra, hoje prefiro um equilíbrio que pende para outras áreas.

Com a experiência adquirida, tenho alguma ideia do que pode se apresentar em quadra como interessante, marcante, surpreendente e imperdível, sendo que a maioria das vezes me dou por satisfeito com a primeira qualidade.

Acompanhar um evento pela TV pode ser um ótimo programa, especialmente se a cobertura for encorpada e correta, como é o caso aqui no Brasil na maioria das vezes. A SporTV costuma fazer boas coberturas nos Masters 1000, a Band vem nos brindando com os torneios femininos e a ESPN faz ótimas coberturas nos Grand Slams, que são os grandes palcos dos tênis. Em todoss os casos, me refiro ao numero de horas mostradas, à produção, narração e comentários. No que se refere ao meu trabalho, deixo a avaliação a seu critério.

Não sou pago para ir a Miami. Fui porque acho um bom programa dentro dos conceitos acima e uma boa maneira de manter contato com o circuito. É diferente de quando eu o frequentava como técnico ou mesmo como um cronista mais assíduo. Serve para matar as saudades, de pessoas e situações. Além de curtir o evento e a cidade.

Algumas pessoas preferem acompanhar as finais e as partidas da Quadra Central – tenho uns amigos que a mulher e o filho chegaram no sábado de manhã, deixaram a mala no hotel, correram para o clube só para descobrir o WO do Nadal. O marido chegou só no Domingo, o bastante para ver o Djoko vencer em dois sets – voltaram todos no Domingo à noite. Estes são fanáticos e cheios de disposição.

A minha primeira opção em Miami era sempre pela Quadra 1 e 2. Em ambas o pessoal da imprensa tem assentos que ficam imediatamente atrás de onde descansam os tenistas nos intervalos – mesmo local dos técnicos, árbitros e supervisores. É um cenário semelhante na Grandstand, sendo que nesta ficam todos juntos em canto do fundo da quadra. Prefiro a 1 e 2.

Dalí podemos ver a gota de suor do tenista descendo pela sua face nos momentos mais dramáticos. Acompanhamos cada detalhe de suas tensões e reações, o escorregar e o brecar de seus sapatos, sem contar com as vantagens da proximidade para acompanhar os golpes e o jogo em si. Ouvimos ele bufar, reclamar, vibrar, falar, sozinho ou com alguém. Fazemos parte do jogo. Acompanhamos o movimento e a vibração das viradas de lado, hora em que a TV sai para os comerciais – e lhes digo, ali acontece muita coisa.

O local da imprensa na Quadra Central é confortável, espaçoso e com uma boa vista. Abrindo a porta do camarote, estamos na sala onde se escreve e onde são disponibilizadas as informações – refrescada por ar condicionado, algo crucial em Miami. Tenho um conhecido que passou mal durante a final feminina, disputada com o sol a pino. Foi atendido no próprio local, viu muitas estrelinhas, mas ficou sem ver a partida.

Um programa imperdível em um evento desses é acompanhar treinos, aquecimentos e jogos de duplas. Presenciamos coisas que não se vê nas simples nem na TV – fora a casualidade de acompanhar um ídolo a poucos metros, dentro de uma informalidade ímpar, sem perder o fascínio que eles e o esporte apresentam.

A maioria das pessoas reclama das refeições disponíveis na área de alimentação. É aquela típica americana para locais de muito público – trash food. Existem locais mais caros e restritos, um pouco melhores, mas na mesma linha.

Não existem restrições à venda de álcool e as bebidas são servidas em vários locais. Mas não vi nenhum problema por conta disso, o que talvez nos faça pensar que o problema não é o álcool e sim as pessoas. Mas, é claro, indispensável não dar a elas a oportunidade de fazer merda e por isso sou totalmente a favor de restrições tipo em beiras de estrada. Mas essa polêmica da Copa me parece bobagem – o que se tem que fazer é aplicar a lei e hoje existe uma condescendência sem fim com os fora da lei uniformizados que se passam por torcedores em estádios. Sem eles a presença de famílias seria muito maior e o ambiente sem comparação.

Centenas de brasileiros estiveram no Torneio de Miami que, como eu já disse, muda de nome oficial no ano que vem. O evento é interessante e acontece na cidade favorita dos brasileiros nos EUA. Não é a minha, mas nem por isso deixo de aproveitar cada dia que por lá passo, especialmente acompanhando tênis.

Na Quadra Central de Miami. Não é o meu assento favorito, mas está de bom tamanho.

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terça-feira, 20 de março de 2012 Light | 11:19

Torneio de Miami

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Aqui está o espaço para o Cavalcanti e amigos leitores divertirem-se com suas opiniões sobre a chave do torneio, algo que, insisto, não endosso e nem tenho coisa alguma a ver.

Informo tambem que o IG está trabalhando para resolver a questão dos incessantes bloqueios nos Comentários. Espero resolver a questão em breve.

Divirtam-se e que acerte mais o melhor.

Abaixo um PS do Cavalcanti:

Parabéns a Tácito Albuquerque por seu primeiro título no Bolão. Esse torneio foi decidido no photo chart, já que o que deu a vitória a ele foi seu desempenho na fase de OITAVAS-DE-FINAL, na qual ele teve 11 acertos, contra 8 de Rafael Pimenta. Assim, foram TRÊS tenistas, e não um apenas, que conferiram o título a Tácito. Foram eles Nicolás Almagro, Gilles Simon e David Nalbandian.
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Aliás, à medida que o número de participantes aumenta, a importância dos acertos nas fases iniciais de um torneio cresce em igual proporção. Basta lembrar do Bolão AUSTRALIAN OPEN ‘2012. Ali, Antonio José e Fabio Teotonio tiveram rigorosamente a mesma pontuação a partir das QUARTAS-DE-FINAL. O que premiou Antônio José foi o fato de ter cravado 10 acertos nas OITAVAS-DE-FINAL, contra 9 de Fabio. E como o primeiro colocado acertou todos os 9 palpites do segundo, um único tenista fez a diferença, dando o título a Antônio José.
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Quem foi ele? Foi o australiano Bernard Tomić, o Neymar Atômico.
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Abraços em todos
P.S.: Depois coloco o ranking atualizado após INDIAN WELLS ‘2012. E ainda resta o Bolão MIAMI ‘2012 para compvtar!

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sábado, 26 de março de 2011 Tênis Masculino | 00:31

Surpresas

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Em um dia de sol escaldante e muitas surpresas, a idéia foi se movimentar o mínimo, assistir ao máximo e beber muito líquido.

Acompanhei a derrota do Murray. Ele até que não jogou mal e seu adversário, Bogomolov, jogou bem. A diferença é que a confiança do escocês está na sarjeta. Já escrevi dezenas de vezes – não se pode ficar dando milho para bode achando que a hora que quiser se resolve a parada. Murray, do jeito que está jogando, está frágil e batível. Essas são as boas notícias. A ruim é que agora ele vai para o saibro, onde nunca foi tão bom quanto em outros pisos, e depois pula da frigideira para o fogo de Wimbledon. Eu lhe desejo boa sorte – vai precisar.

O fantasmaço Granollers jogou muito tênis e bateu o favorito Wawrinka. Thomaz Bellucci poderia dar uma olhadinha nos jogos desse espanhol para entender como se pode fazer muito com pouco. Deu gosto ver a vitória do rapaz, especialmente na hora da onça beber água no 3º set. Lindo ele sacando para fechar a partida, indo à rede e voleando com carinho em um dois “drop volleys” seguidos para fechar.

Gasquet super focado, tentando esquecer os beijos proibidos do ano passado. O começo de sua partida contra o italiano Lorenzi foi enrolado. O francês manteve o foco, a dominância e venceu com facilidade.

Soderling escapou por pouco de perder para o Dodig, que vem jogando bem e ainda vai incomodar por aí. O sueco ganhou na experiência e na confiança.

O Verdasco é um brincalhão. Não está ganhando de ninguém e ainda fala mal de adversário.

Ninguém quer entrar em quadra contra o Djoko.

O Devverman, com aquele joguinho dele, sabe ganhar jogo e despachou o sacador Raonic. O jogo em Miami está bem mais lento do que em Indian Wells.

Granollers curtindo a fama debaixo das arquibancadas.

Gasquet trocando os sapatos-tênis.

Bogomolov curtindo a fama na Quadra Central.

Bogo atirou a camisa nas arquibancadas. A incrível iluminação da QC. A troca de rede na QC.

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domingo, 20 de março de 2011 Light, Minhas aventuras, Tênis Masculino | 16:48

Djoko, panquecas e coca light.

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Lá pelo fim do primeiro set da final de hoje, pegarei um taxi em direção ao Aeroporto de Guarulhos com o destino a Miami. É, vou para o Aberto de Miami, cujo departamento de imprensa me enviou uma carta ontem me lembrando que o nome correto do torneio é Sony Ericsson Open. Bem, pelo menos perdi o hábito de chamar de “Lipton”, mas vamos com calma.

Não sei quando comentarei a aguardada final. Pode até ser que de para escrever lá no aeroporto – vai saber. Com esse negócio de Wi-Fi quase tudo é possível. Só sei que amanhã comerei panquecas com morango e creme de chantili de breakfast.

Na hora do almoço, minha mulher lembrou que daqui para frente, pelo menos por um tempo, Nadal e Federer podem se encontrar ainda nas semifinais, acabando com aquelas bizarras cenas de dono de evento se contorcendo nas arquibancadas torcendo pelos dois para assegurar “A Final”. O Djoko está mexendo com o sofrimento de muitos.

Como lembrou um amigo esta manhã, após o meu tênis, a curva do Djoko é ascendente enquanto do Federer é descendente. C’ést la vie. Além disso, a partir de agora, Federer teria que tirar de sua cartola um pouco daquela garra que existe no fim do arco-íris e que, me parece, Nadal e Djoko dividiram o pote.

Mais grave ainda, pelo menos para o meu lado, hoje, também logo após o tênis, D. Ruth afirmou que não vem assistindo os jogos de Roger para não se aborrecer, só para em seguida fazer uma abalizada avaliação da partida de ontem que, por sinal, não a deixou nada contente, especialmente no set final que, segundo ela, Federer “entregou”.

Mas o drama veio em seguida, quando minha mulher confessou, na frente da sogra, que é nadalista de carteirinha, respeitando muito mais quem luta para conseguir seus objetivos, do que quem é abençoado com um talento ímpar e vive jogando o cabelinho pro lado na hora da onça beber água. Ainda bem que as duas se amam, mas nessa hora eu levantei para ir buscar uma Coca Light.

Será que a Coca Light de lá tem o mesmo gosto da de cá?

Aguardem.

Miami, panquecas e tênis.

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sábado, 28 de março de 2009 Tênis Masculino | 20:27

Nós em Miami

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Estava falando com uns amigos que tem ido todos os anos a Miami assistir o torneio. Geralmente é um grupo de 10 a 12 homens que pedem, ou imploram alvará a suas esposas para passar 10 dias acompanhando jogos de tênis – um programão para eles e nem tanto para elas. Aposto que pagam caro por tal travessura. Não em Miami, mas em algum outro momento na companhia de suas respectivas.

Como o mar não está para peixe e todo mundo está pensando pelo menos duas vezes antes de enfiar a mão no bolso, o grupo emagreceu. Só dois deles foram este ano. Na verdade, três, um deles vai levar a esposa – até porque conseguiu ingressos, em um daqueles camarotes no primeiro anel do estádio, um lounge com drinks e comida e umas 12 cadeiras do lado de fora. São os melhores lugares do estádio. Geralmente estão na mão de corporações ou de ex-presidentes como Collor, quando morava em Miami, após a queda.

Ele, o meu amigo, conseguiu isso chegando junto no pessoal do Banco Itaú Private, um dos principais patrocinadores do evento como vocês podem ver nas transmissões. Está aí a dica para os amantes do tênis e da boca livre: o Itaú tem ingressos para vocês. A dúvida é se vocês têm pistolão ou grana para recebê-los. É a história de sempre, essas molezas só aparecem para quem realmente não precisa delas.

Não é só nos nossos bolsos que a crise chegou. A direção do torneio também afirma que estão economizando em várias frentes. Juram também que em nada que vá fazer o público sentir alguma diferença. Coisas como usar os mesmos banners e sinalizações do ano passado, ao invés de novas como em tempos de bonança.

Os organizadores têm que ficar atentos para não prejudicar o padrão. Afinal, segundo uma pesquisa deles, um terço do público do Aberto de Miami tem um patrimônio mínimo de U$1 milhão. Mais seleto que as arquibancadas do Pacaembu. Por isso você pode tanto encarar um cachorro quente, que não é nem tão caro nem tão barato como possam imaginar, ou ir comer no Clube Andaluzia, que é mais caro do que você imagina ou vale. Um programinha supimpa é pegar uma boa companhia, assistir um jogão debaixo do sol e no entardecer ir se refrescar com uma Viúva Clicquot ao ar livre enquanto assiste a banda passar.

Entre o estádio e as quadras secundárias existem tendas de um pouco de tudo que o capitalismo selvagem e abundante pode oferecer. De raquetes a jóias e carros. Se você for um dos que cedeu à chantagem de sua esposa e a levou para “assistir” tênis, saiba que ali ela vai encontrar jóias de até U$ 100 mil, um perigo aos olhos de mulheres que não apreciam um tie-breaker. Você pode contra-atacar ameaçando o equilíbrio financeiro do casal com uma Mercedez-Benz SL550 de U$117 mil.

Os ingressos para a final e semis já estão vendidos, me informou o amigo; um dos dois que sobrou do grupo original. Ele jura que nada tem a temer, a não ser o alívio de mais algumas notas de $100 no bolso, pois os cambistas lá são tão ativos como os daqui. Disse isso que ainda é mais barato do que encarar o pessoal daqui vendendo pacotes por preços exorbitantes. Por outro lado, a crise chegou aos hotéis de Miami, que estão mais baratos de 10 a 15%.

Miami é uma festa e esta época do ano é maravilhosa para estar ao ar livre e acompanhar boas partidas de tênis. Os americanos não são bobos e oferecem partidas diurnas e noturnas – os programas e as atividades são diferentes e você pode variar. O torneio é um dos favoritos com brasileiros, muito mais que o U.S Open ou Roland Garros. Por isso, se vocês, assim como eu, foram obrigados a assistir a horrível partida entre França e Lituânia – é mole?!, no lugar da partida do Murray, pode considerar esse programão para o próximo ano. Eu vou, ainda mais porque o Lula prometeu que a crise não passa deste ano.      

 

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