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Posts com a Tag torneio de madrid

quinta-feira, 9 de maio de 2013 Masters 1000 | 13:18

Caixa Mágica?

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Este é dos curtos. Estou assistindo a partida Federer x Nishikori. Essa tal de Caixa Mágica é uma verdadeira piada. Neste momento – final do 2o set – é simplesmente um martírio, para não dizer ridiculo, jogar tênis com a divisão de sol e sombra que a quadra apresenta. De um lado da rede, sol, do outro, sombra. Sem contar que lá vem sombra pela lateral. Quem joga sabe que é impossível a retina se adaptar – na velocidade da dos cachorrões então. Como se ve, não é só por aqui que acontecem essas barbaridades arquitetonicas..

E agora, no intervalo para o 3o set, o juiz pede para que seja feita uma regação diferenciada de cada lado e que passem “um poquito la escovita”, porque um lado está mais rápido do que outro, exatamente por conta de sol e sombra. Então, além de não dar para vez “zica”, um lado a quadra é rápida e do outro é lenta. E o cara de pau do espanhol técnico do Fognini vem aqui e reclama barbaridades como se lá fosse tudo rosas. Sei…

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quarta-feira, 9 de maio de 2012 Tênis Masculino | 19:24

Mestre Jedi

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Que belíssimo jogo de tênis entre Roger Jedi Federer e o Milos Smurf Raonic. A partida teve de quase tudo um pouco. De mais inusitado tivemos Roger Federer sacando e voleando como se tivesse entrado na máquina do tempo.

O Raonic que tem um canhão na mão e quase 2m de altura não ia à rede atrás do saque – só atrás de alguma bola curta do adversário. A teimosia de Federer em sacar e volear quase coloca o adversário na próxima rodada. Milos teve oito break-points na partida e só conseguiu cacifar um único. Perdeu nessa estatística. A maior parte desses BP nem o suíço sabe como escapou.

Mas o que valeu foi o espetáculo que a quadra de terra azul proporcionou. Não é saibro, não é dura e muito menos grama. É terra, é azul, escorregadia e joga rápido, até pela altitude de Madrid.

E essa a grande curiosidade. É uma dureza esse circuito de saibro europeu – mais por conta da altura das cidades do que pelo piso. Vejamos; Madrid é considerado um torneio aparte, por conta da altitude, que também não é lá essas coisas. São 655 m, menos do que São Paulo. Já os outros principais torneios, Monte Carlo, Roma, Hamburgo, Lisboa são todos jogados na altura do mar, o que é uma dureza enorme para o estilo Federer. Paris está a menos de 100m, o que dá quase igual ao mar. Ou seja, além de ser jogado na terra, é jogado a uma altura que impede muita outra arte a não ser dos mestres do fundo de quadra.

Por isso o jogo de hoje foi um espetáculo à parte. Dois tenistas extremamente agressivos brigando em uma rodada inicial em um cenário diferente. Raonic jogou muito e o bastante para confirmar que chegou para ficar e ainda dará muito que falar. Perdeu o medo de dar na bola no fundo da quadra, o backhand melhorou muito, inclusive mudando de direção como se fosse ele um cachorrão. Em breve vai aprontar uma cachorrada daquelas.

Federer mostrou, mais uma vez, que a força está ao seu lado. Escapou de situações que só um Jedi conhece os caminhos. E ainda chegou na hora da onça, ajeitou as mechas e enfiou a mão sem perdão, sem contar o show junto à rede, uma arte cada vez mais rara entre os empurradores de bola. É lógico que Milos vai perder umas noites de sono por conta daquela bola que errou no 4×5 do TB. Mas essas coisas acontecem – perguntem ao Bellucci – e o canadense chegará a Wimbledon jogando barbaridades, se não se contundir. Quem viver lembrará minhas palavras.

“Curtam” e acompanhem o Blog no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet?ref=tn_tnmn

Roger voleando e trocando a direção da bola. Olhem bem, o golpe está mais raro do que  uma balzaquiana virgem.

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terça-feira, 8 de maio de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 10:39

Daltonico?

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Ainda é muito cedo para um diagnóstico defenitivo, mas a quadra azul de Madrid é um tanto lúgubre durante o televisionamento para o meu gosto – pelo menos no impacto inicial. Piso azul e faixas de fundo azul é muito frio.

O  visual lembra o de uma quadra dura, ao qual os tenistas devem estar acostumados, mas dá para entender a revolta dos mais tradicionalistas. Para o “jogar” vamos aguardar a reação dos tenistas. Quanto mais longe eles forem mais devem se acostumar e, de repente, gostarem. Mas o escorregar e o quicar não me parecem comprometidos. Na verdade parece que a quadra está escorregando um pouco demais e ninguém está abusando de slices porque esses quicam “mal”, ressalte-se que quadras estão aparentemente um “tapete”, pelo menos para assistir, já que por vezes dá para ver o tenista tendo que corrigir na última hora.

O que achei positivo é que a marca da bola fica bem mais evidente do que no saibro vermelho, o que é pouco para desculpar a mudança. Mas o estranho é que, ou estou ficando ainda mais daltônico ou o amarelo da bola não ressalta tanto como eu esperava. Aliás, será que não era mais uma questão de mudar a cor da bolinha? Antes eram branquinhas e todo mundo tremeu e reclamou quando surgiram, aos poucos, as amarelas. Com as tais cores cítricas e tudo quanto é pesquisa e inovações de tintas e cores, podiam conseguir o mesmo, ou melhor, efeito do que o azulão na terra.

Ainda me reservo aguardar e assistir mais alguns dias antes de um parecer mais definitivo, ao contrário de alguns que não testaram e já caíram matando, o que me faz suspeitar que algumas críticas passarão um pouco à margem da sobriedade e invadirão a área da política e, pior, do interesse pessoal, o que não foi o caso de Serena que disse que tanto faz como tanto fez vermelha ou azul e até prefere esta porque não suja a roupa. Mas, por enquanto, as famosas pegadoras de bola de Madrid me pareceram uma idéia melhor.

Serena Williams – quadra azul não suja a meia…

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quarta-feira, 25 de abril de 2012 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 13:12

Tudo azul

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Conforme chegamos perto do Aberto de Madrid aumenta a polêmica sobre o novo piso de terra azul que será usado pela primeira vez no circuito profissional.

A ideia é do dono do evento, o ex-tenista Ion Tiriac, que afirma que os torneios dependem das TV e melhorar as condições de televisionamento é fundamental.

Os tenistas desaprovam. Na verdade, eles desaprovam qualquer coisa que seja diferente. Sempre. Nadal já tinha reclamado publicamente e, provável, não se alongou porque é o torneio de casa. Agora é Djokovic quem reclama. Na verdade, reclama porque os principais tenistas não foram consultados. O que é a real polêmica. Tenistas têm que ser consultados a cada mudança? O esporte é maior do que o indivíduo?

Djoko afirma que é a favor de mudanças, entende a direção do torneio, mas que ele e os outros três mosqueteiros do tênis atual deveriam ser consultados. No ano passado, Tiriac deixou uma quadra de terra azul coberta na área do torneio para os tenistas testarem. Alguns poucos testaram e disseram que a bola quica diferente da outra. É possível. Na verdade, a bola quica diferente toda semana. É só comparar Madrid do piso vermelho com o vermelho de Monte Carlo – até parece outro piso.

Outra coisa que os tenistas ressaltam é que Madrid acontece 3 semanas antes de Roland Garros e eles não gostam da ideia de jogar em algo diferente, o que nos leva ao parágrafo anterior. Para acabar, ou começar, a discussão, o sérvio, #1 do mundo, diz que há uma regra no circuito da ATP, onde o presidente executivo desta pode fazer uma decisão, como a do piso de Madrid, sem consultar os tenistas e que isso é algo que deveria mudar.

Mais uma vez a questão de sempre – os tenistas da atualidade influenciando e mandando no circuito, sempre, óbvio, tendo como prioridade a sua própria agenda. Só que, geralmente, a outra agenda é a dos organizadores e ainda a dos dirigentes, agendas que muitas vezes não batem.

Mas, conflito de interesses – um conceito ético que deveria existir em cada área da sociedade, dos esportes à política – é algo há tempos passa longe das quadras, bastando lembrar que, também esta semana, Djokovic avisou que não vai defender o título do torneio que sua própria família organiza em Belgrado.

A quadra azul de teste em Madrid.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:59

Sacador

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Ainda é cedo para avaliar se Thomaz Bellucci vem fazendo bom uso do ambiente mais rápido das quadras de Madrid, um cenário idílico para seu tênis, por conta da força e excelência de seu serviço (é só lembrar do sucesso em Gstaad), ou se já adentrou o ambiente procurado por conta de sua parceria com Larri Passos. Até agora tem sido mais sofrimentos do que alegrias, o que não é tão estranho em momentos de mudança nem tão bom quanto os envolvidos gostariam. Mas, como escrevi em recente Post, nunca se sabe o que apertará aquele botão da Confiatrix que pode mudar o curso de uma carreira.

Não foi uma vitória retumbante ou acachapante. Mas uma boa vitória. O alemão Florian Mayer é um tenista que cresceu nas quadras de terra e sabe tirar o melhor delas com o tênis habilidoso que tem. Por conta disso, venceu o 1º set na bacia das almas e caminhava para uma vitória em dois sets. Bellucci conseguiu reverter essa trajetória, o que sempre é interessante e importante. Como, não sei por que não acompanhei. O fato é que o fez e isso fala por si.

Não sabemos, ainda, o que levou o alemão a abandonar no meio do terceiro set. Provavelmente uma contusão, pois já estava com dois breaks abaixo e o seu tênis despencando. O placar foi 6/7 6/3 3/0 e abandono.

Os números mostram que o brasileiro sacou bem, como esperado. Foram 11 aces (2 do adversário), 73% de pontos vencidos com o 1º saque (53% do Mayer) e 71% de pontos ganhos em serviço (52% do Mayer). Ou seja, o seu saque falou alto na conquista de hoje, algo com que o brasileiro sempre conta e se frustra quando não acontece, especialmente nas horas da onça beber água.

Na próxima rodada, Thomaz enfrenta o vencedor de Gilles Simon e Andy Murray, dois tenistas que ele prefere ver à distância que do outro lado da rede. São dois excelentes devolvedores, dois grandes contra-atacadores, dos que adoram pontos longos, ao contrário de Bellucci.

Primeiro, eles que se resolvam. Quem sobrar estará do outro lado da rede para enfrentar Thomaz. E nesse dia, mais do que hoje, o saque será a diferença, ou não, para o brasileiro.

Sacando nas alturas.

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