Publicidade

Posts com a Tag Tommy Robredo

quarta-feira, 18 de março de 2015 Rafael Nadal, Roger Federer | 14:54

Paixao pela vitória

Compartilhe: Twitter

O horário, após o jantar, é conveniente para se relaxar frente à TV, escoltado pela parceira de vida, para acompanhar os jogos de tênis, uma das paixoes divididas. Por conta disso, tenho acompanhado Indian Wells com certa frequencia e vibrado com a qualidade das partidas. Nao só a qualidade técnica, que algo que quase que tomo como fato consumado no tênis atual, mas o equilíbrio e, consequentemente, a diferença que a combatividade projeta no resultado.

Para mim, o fascínio do tênis competitivo reside, acima de tudo, na administração do tenista dos aspectos emocionais e mentais que a competiçao apresenta. É lógico que é uma maravilha curtir a técnica domada, a limpeza do golpe bem executado, o atleticismo e o talento natural, assim como o adquirido, algo claro para os olhos treinados, a velocidade das pernas e os jogos de pés, o instinto para o desenho da jogada, assim como o plano pensado. Tudo isso sao facetas interessantes do jogo, mas ainda, pelo menos pra mim, submissas ao “jogar”, aquela qualidade para alguns subjetiva, pelo menos aos olhos dos desavisados e sofasistas, que faz do tenista que a possui um verdadeiro jogador de tênis e nao um mero executador de golpes que fez do tênis uma carreira, mesmo que praticada com empenho e disciplina, mas sem a entrega suprema, regida pela paixao pela vitória e o horror pela derrota.

Dessa maneira, curti a vitória do operário Ferrer, um dos ícones do estilo “jogador”, qualidade sem a qual seria um tenista mediano, sobre o parceiro Dodig. Mas, mesmo essa qualidade nao foi o bastante para derrotar ManoTomic, que começa, finalmente, a entender o que é o Tenis, afinando seu enorme talento (que bela esquerda, tanto a reta como o slice), com o fator “jogo”, algo que salta aos olhos quando se considera, por exemplo, o coitado do Gulbis.

Nishikori é outro tenista que encaixa no quesito. Com golpes redondos e bem trabalhados, mas com pouca estatura, está entre os melhores do mundo porque sabe arrancar a vitória do adversário. O Robredo é outro para quem tiro o chapéu cada vez que o assisto. Com golpes nao mais do que padrao, sabe incomodar e vencer – um belissimo jogador. Será interessante ele enfrentar o “freak” Topetinho Raonic – alias o cara melhorou muito no fundo da quadra, era quase cego – dono do saque mais perigoso do circuito, um golpe que ele aprimora o tempo todo e o executa com maestria. Aiii se eu tivesse 2m de altura.

Nao vou nem falar do Nadal, o ícone máximo no assunto. Mas temos muitos excelentes jogos pelas oitavas de Indian Wells para acompanhar esta noite. E, lógico, vou até curtir o Federer, antes que se aposente, que voltou a ficar “esperto” em ganhar jogos sem se complicar, por conta da necessidade imperativa da idade e numero de jogos para vencer um evento, algo que ele tem feito raramente. Mesmo que para assistir o “mascara” Jack “Meias”, um tenista que se jogasse metade do que ele acha que joga varreria o Federer da quadra. Mas a realidade é cruel.

Autor: Tags: ,

domingo, 28 de julho de 2013 Sem categoria | 21:05

Os gatos

Compartilhe: Twitter

É o que dizem, quando os cachorroes se recolhem os gatos tomam conta do terreiro, ou algo assim. Os bad boys estao carregando suas baterias e o resto do pessoal trata de encher os bolsos com pontos e dolares. Eu adoro. Adoro uma variaçao e ela continuou esta semana.

Em Umag, no litoral da Croácia, Tommy Robredo mostrou que sabe o caminho das pedras e coroou o que vem mostrando desde o início da temporada, quando chegou a sair do Top100 por conta de contusao, em especial desde Roland Garros quando fez milagres. Um tênis competitivo de alguém que mesmo sem um grande golpe consegue sobreviver, e bem, no circuito. Após a vitória, Robredo confessou que antes de entrar na quadra disse a seu técnico: “é maravilhoso estar na final e sentir esse nervoso, um sentimento que o dinheiro nao compra e que ma faz agradecer em ter essa profissao e o amor pelo esporte. Eu curti o nervosismo e sabia exatamente o que fazer em quadra. Deu tudo certo e fiquei com a vitória”. Falou e disse.

O espanhol, que já foi #5 do mundo, volta a estar entre os 30 do mundo. Para ficar com o título, Tommy bateu o “Mascara” Fognini, que foi abençoado com três semanas maravilhosas de um tênis que nunca antes jogou. Foram três finais e dois títulos. Três semanas que o italiano afirma, com toda razao, que nunca na vida esquecerá.

Em Atlanta, os americanos e o pessoal que curte uma quadra dura iniciou o caminho ao US Open. Na final, dois gigantes, em altura, fizeram a final. O maior, 2.08m ganhou. John Isner bateu o sul africano Anderson por um placar nada surpreendente, considerando o estilo de ambos. Três tie-breaks e nenhuma quebra de serviço. Anderson até que teve um 0x40 no início do 3o set, mas Isner decidiu sacar. No fim de cada temporada ninguém joga mais tie-breaks do que Isner – know-how nao lhe falta.

Mas o torneio da semana foi mesmo Gstaad, pela tradiçao e mais ainda pelo local. Sempre foi um dos meus lugares favoritos. Cidade minúscula, no topo do mundo, charmosíssima, cercada por montanhas gramadas e picos nevados, ótimos hóteis e gastronomia first class. Um dos melhores, mais caros e restritos ski resorts do mundo e um jóia única no verao. Da outra vez que Federer esteve por lá venceu o torneio e ganhou uma vaca leiteira. Destra vez lhe deram a vaca logo de cara e Roger foi pro brejo rapidinho. Sorte alheia. E quem aproveitou foi o holandês Haase, que foi à final, e o soldado Youzhiny, que nao vencia um torneio desde o inicio do ano passado – Gstaad foi seu nono – chegou a dar sinais de aposentadoria, agarrou o osso e, por fim, levou o título que no ano passado foi de Bellucci. Youzhiny é um tenista sólido, garrudo, difícil de bater. Nem sempre joga bem, mas quando joga é um encardido e quando joga bem a semana inteira pode ficar com o título – se nao tiver nenhum cachorrao por perto.

gstaad

Gstaad – imagem que peguei emprestado do juizao Bernardes. 

 

Autor: Tags: , ,

segunda-feira, 3 de junho de 2013 Roland Garros | 06:11

Exceção

Compartilhe: Twitter

Só para constar, antes que eu esqueça. Acompanhei in loco, na Suzanne Lenglen, a reação do Robredo para cima do Monfils. Não comentei porque saí de lá tardissimo e naquela quadra não tem wi-fi, porém a imprensa fica no melhor lugar da quadra, ao contrário da Central – atrás a partir da 3a fila e fenomenal. Fiquei grudadinho na cadeira. Então, o Monfils era a notícia e o espanhol um mero coadjuvante. Não mais.

Robredo é o primeiro tenista desde Henri Cochet, um dos quatro moqueteiros, a vencer três jogos consecutivos após estar perdendo por 0x2. Posso garantir ser uma tarefa hecúlea – os 86 anos de hiato provam o que digo.

Na 1a rodada ela já havia penado para passar pelo holandês Sijsling. Depois pelo Monfils que teve, que eu lembre, 2 match points sacando e deixou escapar. Agora podemos dizer que o espanhol não o deixou fechar.

Ontem Robredo completou a trinca amargurando a vida do conterrâneo Almagro, que deve ter começado a suar frio quando perdeu o 3o set e lembrou do perfil do adversário. No fim da partida Robredo, que já havia emocionado o publico, e Monfils, que ficou mexendo o dedo de um lado para o outro com as corridas do adversário, como a dizer “como esse cara consegue correr tanto”, logo ele Monfils, ontem Tommy se desmanchou e chorou em plena Lenglen de emoção. O publico o abraçou de aplausos. A imprensa não deve aplaudir nos jogos, mas exceções são exceções.

Autor: Tags:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 Tênis Masculino | 10:38

A chavinha

Compartilhe: Twitter

A última oportunidade que trabalhei com a CBT foi como técnico especial no Sul Americano masculino de juvenis, realizado no Clube Sírio em São Paulo, acredito em 2002. Na ocasião o time brasileiro era formado por Marcello Mello e Franco Ferreiro. O Brasil venceu o evento, batendo na final a Argentina que tinha o 1º do ranking mundial, Brian Dabul.

Franco bateu Dabul nas simples, numa grande surpresa, e os brasileiros venceram as duplas. Na ocasião, me chamou a atenção a intensidade, o saque forte e os bons golpes de fundo do tenista gaúcho. Infelizmente, as expectativas não se confirmaram nos anos seguintes, aquele ainda era o seu primeiro ano no juvenil, inclusive no profissional.

Franco se transformou em um tenista “tímido”, pelo menos se considerarmos o “fogo nos olhos” daquele sul-americano. Agora, pela primeira vez, consegue chegar às quartas-de-final de um torneio da ATP, em Buenos Aires, enfrentando hoje Tommy Robredo.

Independente do resultado, deixo aqui os meus parabéns, assim como meus votos de muito sucesso daqui para a frente, inclusive no jogo de hoje. Tenho, no meu intimo, que se Franco conseguir “ligar” aquela “chavinha” ainda pode ter e dar muitas alegrias no circuito, porque tem o potencial para isso.

Franco Ferreiro sorrindo novamente.

Autor: Tags: , , , ,