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Posts com a Tag Tommy Haas

quarta-feira, 5 de junho de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 07:22

Zebras?

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Odeio fazer prognósticos, então me resumo a analisar fatos. Muitas vezes eles nos levam a deduções corretas, às vezes não. Um fato a se analisar é o de Novak Djokovic ser o tenista mais jovem de todos os envolvidos nas quartas de final. E já estamos na metade do caminho às semis.

Além disso, não é tão dificil dizer que ele é o tenista mais bem preparado fisicamente e um dos dois mais fortes mentalmente. Além de que está babando por um título em Paris – o que também pode ser um fator extra de ansiedade; como sempre a ambiguidade.

Enfrentar Tommy Haas é uma caixa de surpresas para Djokovic. Não resta duvidas de que o fator físico em 5 sets está na mente de ambos. O alemão vai tentar os pontos e o jogo. A sérvio, alongar ambos. Haas está muito solto e conseguindo explorar seu talento e habilidades como nunca – nada como a idade para domar as emoções. Mas o Djoko vai tentar sobreviver e levar o assunto para o inferno físico e mental.

Wawrinka é outro que a idade tratou bem. Está mais tranquilo, agressivo e dedicado em quadra. Com isso sobra menos espaço para tremer, sempre o seu problema, assim como o do alemão acima. Será que suas magistrais esquerdas diagonais e paralela serão o bastante para derrotar Nadal? O espanhol tambem tentará levar o assunto para a hora da onça beber água. Mas não é o físico que fará a diferença. Nadal vai querer levar a partida para aqueles momentos densos onde os grandes conseguem performar melhor do que os meros mortais. E Nadal é grande há tempo.

No fundo é uma disputa entre o óbvio e as zebras. Ambas as zebras dispoe de arsenais para surpreender, o que torna o confronto mais interessante. Mas por enquanto os ingressos das semifinais de 6a feira são os mais valiosos do evento.

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domingo, 5 de maio de 2013 Tênis Masculino | 18:58

Doces

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Muitas cositas boas e interessantes acontecendo no circuito enquanto os senhores lobos não vem. Tommy Haas finalmente venceu em Munique e batendo outro alemão, Kohlschreiber, na final. O alemão está aproveitando o fim da carreira para lavar a égua, o que vem trazendo certa alegria para os fãs do tênis-arte. Mesmo assim  deu uma gelada no fim da partida, quando sacou para vencer, como sempre lhe foi o hábito. Mas é um prazer vê-lo jogar, especialmente considerando como o tênis-eficiencia da atualidade abriu mão da plasticidade. Se não fosse um dos mais arrogantes do circuito até daria para torcer por ele.

Em Portugal o título ficou outro protagonista do tênis-arte – o suíço Wawrinka, que bateu na final o operário Ferrer. Não vi, mas gostei.

O Thiago Fernandes tirou um urubu das costas e venceu seu primeiro título profissional. Foi um Futures, o menor dos torneios, mas é um marco. E um bom marco. Foi na Turquia, que está hospedando vários torneios pequenos e os brasileiros estão se esbaldando por lá. O garoto tem tênis e potencial, mais do que lhe dão crédito; é bom caráter e não tem como não torcer por ele.

O Feijão passou pelo Qualy de Madrid. E batendo o Paul Mathieu, outro tenista que nunca cumpriu o que prometia – e ainda foi o último tenista a bater Kuerten. Fazia algum tempo que eu não tinha a oportunidade de comentar um bom resultado do Feijão – estou feliz, ele é outro bom caráter do tênis brasileiro. Vai enfrentar o francês Paire na 1ª rodada.

Para terminar em nota ainda mais doce, o Brasil conquistou o tri campeonato Sul-americano de 16 anos feminino em La Paz. Bateu as donas da casa, que souberam usar a altitude de La Paz – como é difícil jogar lá –  para chegar à final, mas não deu para bater as brasileiras – 3×0 a final. As campeãs foram Julia Gomide, Leticia Vidal e Luisa Stefani. Se vocês querem um nome para guardar, guardem o de Luisa. Os meninos – Orlando Luz, Fernado Yamacita e Jose Evaldo Neto  ficaram com o quarto lugar.

Julia Gomide, Leticia Vidigal e Luisa Stefani – campeãs sul-americanas.

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sexta-feira, 29 de março de 2013 Tênis Masculino | 20:37

Abílios

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Alguns dos meus queridos leitores creem que Haas perdeu o jogo para o Operário Ferrer, 6/3 no 3º set, por conta de cansaço. Daqui a pouco alguém vai aparecer por aqui afirmando que crê em Papai Noel. Cansou quando; depois de fazer 2×0 e perder o saque, jogando o pior game da partida até então, ou depois de fazer 3×1 e saque e aproveitar o embalo para perder cinco games seguidos.

Depois de nos encantar a semana quase inteira, nos fazendo acreditar que o mundo pode ser prático e lindo ao mesmo tempo, Haas deixou seu genoma falar mais alto, como se poderia ser diferente, e voltou a encolher na hora da onça beber água, algo que, para seu desespero, foi sempre sua marca registrada e o empecilho para maiores glórias.

Agora resta torcer pelo Gasquet, para ver se um dos “abílios” vai para a final, ou se será mesmo entre dois “corredores”.

Aliás, para nossos leitores, uma segunda opção de nos iluminar com as estratégias do Tênis, já que na primeira tentativa alguns tentaram, até vieram com boas opções e visões, mas nenhuma que cravasse a estratégia principal de Gasquet para bater o Berdich. Qual foi a estratégia principal do Ferrer na partida contra o alemão?

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quarta-feira, 27 de março de 2013 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 10:39

Dodô

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Foi uma das melhores e mais interessantes apresentações no tênis profissional dos últimos tempos – e coloquem tempo nisso. Tommy Haas, que um dia foi #2 do mundo, antes de enfrentar alguns problemas que derrubariam os menos fortes, nos brindou com um espetáculo onde não seria uma sacanagem se na saída cobrassem outro ingresso. Se cobram um ingresso para assistirmos certa mesmice com pitadas de desinteresse de alguns tenistas – e Tsonga ontem foi um exemplo disso – mais do que aceitável cobrarem dois para assistirmos o que o Haas nos brindou.

Posso ficar aqui tecendo elogios mil sobre a classe, categoria, finesse, variações, precisão, criatividade, imprevisibilidade do jogo do alemão, mas a esta altura estaria sendo redundante e repetindo comentários já feitos.

Poderia também me estender sobre porque um tenista de 34 anos de repente faz come back como o de Haas. Ou, mais intrigante, os porquês de Haas não ter sido mais consistente na carreira – até para apaziguar os desejos sofasistas que acham que um tem que ganhar todas senão passa a ser um nada – na sua carreira. Óbvio, consistente em vitórias, e vitórias nos grandes e nos importantes momentos que são os que marcam a carreira de um atleta. E, nestes, Haas não foi o campeão que ele poderia e gostaria de ter sido.

No entanto, esse mero, e crucial, detalhe não apaga o enorme talento e tudo mais que ele já fez em quadra e menos ainda é o foco deste Post.

O que eu quero salientar é que a apresentação do alemão tem a tênue possibilidade de criar um novo interesse por um Tênis que caiu no esquecimento e, infelizmente, está mais para ter o destino do Dodô do que se tornar padrão nas academias mundo afora. Até porque muita coisa que Haas faz não se ensina e sim se burila e se aprimora. Mas, seria deveras interessante mais tenistas capazes de “sair da caixa” e fazer o que esse alemão sabe fazer.

Ontem, Tommy nos ofereceu um flashback de mais de uma coisa que foi para o ralo da história. Um slice bem dado, para tirar o ritmo do adversário e da zona de conforto. Idas à rede, como variação, como ameaça, como tática. A arte de se jogar em cima da linha, tirando o tempo do adversário e, mais importante, sempre o ameaçando com idas à rede e assim forçando erros precoces, algo que um dia Federer soube fazer e esqueceu, talvez pelo medo das passadas. Além do que o suíço não tem nem metade do slice do alemão e quem acha que seu slice é mais do que razoável cresceu assistindo futebol ou ainda não cresceu.

Haas nos lembrou, e com sorte talvez tenha ensinado seus colegas, como se posiciona na rede, sem falar de como se voleia, especialmente de revés. É só ver o posicionamento de um Djokovic quando na rede para se ter vontade de chorar. Clássico exemplo foi no ultimo game, quando o alemão invadiu a rede com golpe de direita na paralela, chegou na zona do agrião e fechou o ângulo na diagonal, voleando quase em cima da rede, ao invés de ficar parado três metros atrás da rede, tentando advinhar o lado e terminar passando vergonha.

Haas esteve à vontade do começo ao fim. Se Djokovic não jogou o seu melhor foi porque o alemão não deixou. “Quer ficar ai no fundo correndo atrás de tudo e contra atacando e quando quiser tomar conta da quadra e me colocar pra correr? Nananinanão”. Hass se impôs, tirou o outro de sua zona de conforto, com variações e ameaças e deu de chicote – 6/2 6/4. Alouuuu Federer, bom preparo tático ganha jogo – e ainda acham o Anaconne um bom técnico; não o viram jogar. Pelo menos, sabia volear, e muito.

Dois fatos complementam o Post. A elegância, com pitada de resignação, de Djokovic ao reconhecer a derrota e apertar a mão do adversário como se deve. Campeões também são campeões quando perdem.

Aa cameras bem que poderiam ter completado o espetáculo com mais imagens de Sara Foster, esposa de Haas e um exagero de mulher. Além de ser, de longe, a mais bonita é a melhor esposa/torcedora do circuito, longe de ser uma estrela apagada/retraída ou de ser uma mera viciada em sms. A mulher sabe aplaudir, incentivar e, se necessário, se descabelar e cobrar o maridão. Ontem deve ter feito a festa. Na arquibancada e, espero, depois.

Dodô – ja extinto.

Sara, nas arquibancadas.

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segunda-feira, 18 de junho de 2012 Tênis Masculino | 00:13

Chute fora

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O Domingo sobre a grama até que não prometia tantas emoções, mas nunca podemos apostar nas certezas do destino.

Os alemães assistiram o conterrâneo Tommy Haas, aos 34 anos, ressurgir das cinzas e bater Roger Federer na final, dentro de um estádio maravilhoso, e na grama onde o suíço conquistou tantos títulos, lhes caiu tão bem como currywurst à beira de uma calçada berlinense.

Lá no fundo dele, acho que Federer não se importou tanto com a vitória, assim como com a derrota – não foi uma partida daquelas onde o tenista vai ao fundo do baú atrás da vitória. Já para Haas, a conquista valeu ouro, tanto por jogar em casa e ainda mais pelo momento da carreira. Ele que até pouco tempo só que iria jogar até o meio do ano, já fala em jogar também o ano que vem, quando completa 35 anos. O doce sabor da vitória.

Esse é um gosto que nenhum dos finalistas em Queen saboreou. Um deles, Marin Cilic, o que levou o título e o prêmio de campeão, porque não ganho a partida de fato. O outro, David Nalbandian, porque liderava o jogo quando, em um gesto intempestivo e de pura ignorância, jogou no lixo tudo aquilo pelo o que lutou e conquistou durante a semana.

O vídeo abaixo mostrará tudo em melhores detalhes do que eu poderia escrever. Basta dizer que Nalbandian deu um chute no chiqueirinho de madeira que cerca o juiz de linha, o destruindo e mandando um pedaço da madeira na canela, onde dói barbaridades, do juiz que começou a sangrar.

O momento era tenso – Nalbandian vencera o 1º set, ficara 1×3 abaixo no 2º set, igualou, só para ter seu serviço quebrado mais uma vez em 15×40. Nesse momento aproveitou o embalo da corrida atrás da bola que errou, para dar uma bica que vai lhe custar os olhos da cara, além de muitos aborrecimentos nos próximos dias. Posso imaginar os jornais ingleses de amanhã. E os argentinos.

A regra não deixa espaço para o supervisor, que determinou o default imediato do argentino. Esse tipo de incidente já aconteceu em outras ocasiões com outros tenistas. Fernando Meligeni foi desclassificado após em um ataque de braveza acertar um espectador em Lisboa com uma bolada. O mesmo Fernando foi desclassificado mais uma vez quando seu parceiro Gustavo Kuerten arremessado uma raquete, que eu acredito foi mirada na direção de sua mala, mas voou e foi parar na arquibancada. Tim Henman deu uma bolada que pegou em uma pegadora de bolas em Wimbledon, após um ataquezinho ainda no início da carreira. Malisse aprontou uma baixaria em Miami anos atrás, sem falar no que McEnroe Nastase aprontavam, porem sem machucar ningu-em. Esse alguns que me lembro de bate pronto. A partir daí é chuveiro sem perdão.

O público inglês vaiou a decisão, provavelmente porque não percebeu que o juiz de linha foi atingido e machucado. O público parecia estar com Nalbandian até o argentino, em uma falta de tato total, usar do microfone para meter o pau na ATP. Ai também foi vaiado.

Se ele tem ou não razão sobre as reclamações sobre a ATP, que é seu sindicato, é um assunto para ser discutido em outro lugar e não uma cerimônia de uma final de torneio, onde ele acabou de ser desclassificado por uma clara e evidente “conduta anti esportiva”. A melhor coisa que ele tinha a fazer era pegar seu prêmio de vice, pedir mil desculpas, abaixar a cabeça e sair de fininho.

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sábado, 16 de junho de 2012 Tênis Masculino | 14:24

Final de 1 milhão

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Quando Rafa Nadal chegou à final de Roland Garros, e venceu, a tragédia se anunciou para a sua participação no Torneio de Halle. Esse evento, um preparatório para Wimbledon, foi marcado nos últimos anos pela presença de Roger Federer que, com certeza, ganhou uma pequena fortuna por lá.

O suíço venceu lá de 2003 a 2006 e novamente em 2008. Foi vice em 2010, perdendo para Lleyton Hewitt, e, para a surpresa da organização, decidiu não participar em 2011.

E aí fica a pergunta – e Nadal? O espanhol entrou no vácuo do Federer. Quando o suíço não jogou em 2011 os organizadores foram atrás de Rafa. Vocês sabem, alemão pensa grande enão queriam ficar sem uma estrela para o evento. No fim das contas, ficaram com duas, o que não é um mau negócio, mas um negócio caro. Eu diria que cada um ganha entre 500 mil a 1 milhão de Euros para participar.

É lógico que garantia paga não é garantia que o tenista irá performar. Rafa fez lá as contas dele após Roland Garros, considerou as dificuldades, pesou as vantagens e desvantagens e acabou por perder na 2ª rodada para a prata da casa, Kohlschreiber, que não quis nem saber das contas e dificuldades do espanhol. Foi logo o despachando e avisando que tinha sido a maior vitória de sua carreira. De um cara que tinha acabado de chegar de uma final de GS no piso mais antagônico que existe à grama?!

Mas Odin deve escrever certo por linhas tortas também. Se Rafa e seu milhão não passaram da segunda rodada e de Kohl, outro alemão, já com um pé na jaca e por isso com uma motivação extra para mostrar serviço, aproveitou tanto o vácuo do outro como a própria inspiração.

Tommy Haas foi vencendo jogos em casa e em um piso que gratifica seu estilo e agora terá a oportunidade de cruzar raquetes com o Mestre das gramas saxônicas. Uma final que reúne dois tenistas com estilo clássico, um verdadeiro colírio em uma época onde o clássico vem sendo tão magnificamente tripudiado. Sem mencionar a atração do “melhor da história” enfrentando alguém da casa. Melhor e mais envolvente não poderia ser. Uma verdadeira final de 1 milhão de dólares, ou Euros.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012 Tênis Masculino | 14:26

No win

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O leitor Rodrigo P questiona se o convite do torneio de Munique para Tommy Hass foi um “bom” ou “mau” convite, já que o convidado derrotou o principal tenista da chave Jo Tsonga.

É aquilo que em inglês se caracteriza como uma “no win situation” para os organizadores. Pagaram uma nota preta para o francês jogar o evento e convidaram Hass, um belissimo tenista que encara uma aposentadoria precoce por conta de inumeras contusões. Além do fato que Hass é alemão. Até aí tudo certo. Não custa lembrar que o alemão tem 34 anos, chegou a ser #2 do mundo em 2000, foi uma enorme promessa e nunca conseguiu ser o que poderia ter sido tanto por uma certa fraqueza psicológica como por uma série de contusões e um acidente com seu pai que o tirou do circuito por quase uma temporada.

Pois no sorteio, e alguém ali tem uma maozinha venenosa, coloca os dois fernte a frente na 1a rodada. Os organizadores devem ter tido um treco na hora e soltado uma scheiße atrás da outra.

Até algumas décadas atrás, os donos do torneio teriam melado o sorteio na hora. Nos dias de hoje é obrigado a presença do Supervisor e do Representante da ATP para que macaquisses não aconteçam nos torneios. Eu praticamente coloco a mão no fogo que assim é. A única vez que achei que tinha mico no circo foi em uma Copa Davis no exterior, mas isso é outro caso. Sendo assim, os organizadores tiveram que engolir o prejuizo e afogar a mágoa em alguma bierhouse da vizinhança só de ver o sorteio.

Se eles ficaram mais contentes com a vitória de Hass do que da possível, e esperada, vitória do francês já não sei dizer. Só posso garantir que o Angst vai cair como uma nuvem negra na Diretoria se o Haas tomar um cascudo do Baghdatis na próxima rodada.

Quem quiser olhar o quanto plástico é o tênis do alemão, assim para onde o Tênis poderia ter ido e, infelizmente não foi, é só olhar o video abaixo de seu confronto com Federer no AO 2006.

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sábado, 24 de março de 2012 Light, Minhas aventuras, Tênis Masculino | 14:18

Desolado

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Fui ontem para a Quarda 1 cheio de expectativas – nunca algo positivo, dizem os zen budistas, repletos de razão – para acompanhar a partida de Tommy Haas e o Galã de Praga Stepanek. E expectativa era de uma partida com um formato que não existe mais. Dois voleadores de mão cheia, habilidosos de primeira grandeza, talentos que não conseguiram brilhar como outros menos favorecidos nos primeiros quesitos.

A partida foi um deleite, especialmente no 1º set, decidido no TB. O jogo foi decidido nos dois primeiros games do 2º set. No primeiro Haas teve quatro chances de quebra sem conseguir cacifar – méritos do oponente. No segundo game, Haas teve 40×15, deixou o Galã voltar no game e, após várias vantagens de ambos os lados, ter o saque quebrado.

Após esses dois games o espírito do alemão foi aleijado. Mas, até ali, o que apresentaram foi para assistir de joelhos, especialmente no meu lugar, a um metro da quadra e ao lado do frustrado técnico do alemão. Foram voleios magníficos, bolas surpreendentes, inventivo uso do contra pé, a esquerda maravilhosa de Haas, a antecipação magistral de Stepanek e todo um repertório cada vez mais ausente das quadras, para minha completa desolação. Para completar, só faltou mesmo as respectivas esposas, que não estavam no reservado, mas duvido que estivesse longe.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009 Light, Tênis Masculino | 11:26

Programa sueco

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Esta semana, a partir de quinta-feira, estarei comentando o Torneio de Estocolmo na ESPN-Brasil. O evento, um dos últimos da temporada, tem como estrelas o dono da casa Robin Soderling, Tommy Haas, J. C. Ferrero e Juan Monaco. Para nós tem a participação de Thomas Bellucci, com uma boa chave para progredir e, esperamos, estar vivo ainda na quinta-feira.

O que promete dar IBOPE em Estocolmo não está acontecendo nas quadras, mas envolve dois tenistas, ainda não identificados. A história, ainda nebulosa, diz que os dois entravam no hotel dos jogadores acompanhados de duas prostitutas suecas, quando foram abordados e presos pela polícia local.

Para mim isso é mal entendido, coisa de polícia tentando fazer um exemplo com estrangeiros, que são os principais acusados de turismo sexual por lá, ou , na pior das hipóteses, dois tremendos incompetentes e preguiçosos tentando se dar bem.

É interessante e intrigante o fato que a Suécia não é exatamente um lugar difícil para se encontrar companhia, sem ter que pagar por ela, principalmente para jogadores, que são sempre assediados por belas mulheres. Por que então o programa?

A lei na Suécia, um tanto peculiar e com uma moral avessa ao padrão, diz que é proibido pagar por sexo, mas não é proibido vender. Ou seja, o freguês vai em cana, mas as moças podem continuar rodando suas louras bolsinhas. Segundos a legislação local, prostituição é uma violência dos homens contra as mulheres. A lei tem boa repercusão entre o público, mas tem tambem seus críticos, já que leva a prostituição para o underground e envolve tipos criminosos na atividade.

O diretor do torneio diz que o caso não vai interferir na participação dos jogadores e, suspeito, a coisa acaba por aqui.

Swedish Estocolmo – Programa perigoso

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sexta-feira, 3 de julho de 2009 Tênis Masculino | 12:11

Clássico

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FederAir no Match Point e na final

Como é legal voltar a assistir um jogo de tênis envolvendo saque/voleio, idas à rede, bons voleios, grandes devoluções e passadas de esquerda, bolas de ataque decisivas de direita, tudo aliado a uma grande dose de categoria, habilidade, finesse e elegância na execução. Isso foi o que nos foi ofertado na semifinal entre Federer e Haas. Se não foi um espetáculo em termos de emoções, o foi em termos de resgatar o tênis clássico, um estilo preciosamente plástico que, aos poucos, vem perdendo espaço para o tênis força.

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