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domingo, 22 de julho de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:07

Bellucci vence Gstaad

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Como explicar tais fatos, que podem ser erroneamente avaliados como coincidências? Nos anos 70 e 80, o húngaro Balazs Taroczy, um elegante tenista, dentro e fora das quadras, tanto pelo seu estilo clássico como por sua postura e personalidade, venceu 13 títulos de simples e 26 de duplas. O que chama a atenção é o fato que dos 13 títulos de simples, seis foram conquistados no Torneio de Hilversum, uma cidadezinha no interior da Holanda. Talvez o mais significativo desse fato é que tenistas são afetados, de maneira intangível e mágica, por determinados eventos e vitórias, que passam a ter um significado de conforto e confiança em suas carreiras.

É certeza que isso acontece no aspecto positivo – Luiz Mattar ganhou o Torneio do Guaruja três vezes e provavelmente não ganhou mais porque mais não teve. Mas ele ia para o evento com uma certeza intima de que poderia vencê-lo, algo na linha do que se passa com Nadal, e Gustavo Kuerten em Paris e Federer em Londres. É provável que tenistas sejam afetados igualmente de maneira negativa, mas aí é mais difícil de comprovar (com derrotas constantes no mesmo local) e bem menos interessante.

Thomaz Bellucci e Gstaad também tem sua história de amor. Se ele (ainda) não venceu seis vezes como Balazs, venceu dois dos seus três títulos por lá, o que torna totalmente relevante a minha colocação, e a de nosso leitor Matteoni, sobre qual será sua decisão de calendário nas próximas temporadas. Continuará jogando Gstaad no apagar das luzes da temporada de terra europeia, ou voltará a investir no início da temporada norte-americana de quadras duras, que é onde está o cerne dos pontos do segundo semestre?

Depois de vencer na Alemanha e perder na semifinal em Stuttgart, havia a expectativa de um bom resultado em Gstaad, torneio que reúne duas facetas que se adaptam bem ao tênis do brasileiro; quadras de saibro e altitude. Isso temperado por uma dose de Confiatrix que vinha se acumulando nas semanas recentes.

A evidencia foi comprovada na final de hoje, justamente contra Janko Tipsarevic, o mesmo que o eliminara nas semis em Stuttgart em partida equilibrada e apertada.

Hoje Thomaz perdeu o 1º set em conhecido feitio seu, algo que já nos deixou de cabelos em pé inúmeras vezes. Após abrir 6×1 no tie-break no set inicial e deixar a vantagem se esvanecer de maneira inacreditável após a troca de lados e deixar de ter o vento a favor. Como não poderia deixar de ser, acusou o golpe logo no início do 2º set. Mas aí apareceu o “novo” e confiante Bellucci. Ao invés de permitir que o abatimento lhe custasse a partida, encontrou dentro de si as forças para ficar no combate. Venceu o 2º set e partiu para a vitória no 3º set. Como tem mais golpes do que o sérvio, em situação emocional semelhante passou por cima do top 10, sobrando para todos os lados.

A fofoca da conquista está sendo em cima da presença da psicóloga Carla de Pierro em Gstaad. A parceria é bem recente, coisa de poucas semanas, e deve ser uma maravilha dar frutos tão rápido. Não sei muitos detalhes a respeito, mas uma coisa eu tenho certeza. A presença da moça no Team Bellucci tem muito a ver e passa pelo técnico Daniel Orsanic. O argentino sabe o valor de cada peça na preparação ideal de um atleta e não tem o melindre de recrutar ajuda, nem a megalomania de exigir exclusividade no acesso ao tenista. Deve ter tido boas dificuldades em convencer o eleitorado da necessidade de um trabalho emocional com o atleta. Mas, comendo pelas beiradas e com uma boa dose de paciência, uma de suas virtudes, deve ter colocado a moça no time e ainda oferecido o mapa da mina para quem sabe como administrá-lo. Agora o ouro começa a ser extraído.

Bellucci – jogando bem atrás da linha de fundo confundiu o sérvio.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:49

Semis nos Alpes

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Esse negócio de Confiatrix exacerbada por eventos que o tenista já ganhou no passado são um dos segredos do tênis. Mais uma vitória de Thomaz Bellucci, desta vez sobre o favorito da Sra Murray, Feliciano Lopez. Dois setinhos rápidos, 3 e 3, o que mostra o quanto Thomaz está jogando. O brasileiro venceu Gstaad em 2009, vindo do qualy e dando um gás na sua carreira. Apesar de Lopes ser um tenista perigoso, graças ao seu serviço e voleios, Thomaz tem mais jogo da linha de base, a mão mais pesada, além de ser ótimo sacador também.

O confronto foi nas quartas de Gstaad, uma charmosa vila nos Alpes suíços, onde a altitude ajuda os sacadores. Até por isso a vitória sobre Feliciano, um dos grandes sacadores do circuito, fala alto. Além do fato de que o espanhol devia estar com a corda toda, porque ontem com o default de seu amigo Rafa, ele garantiu um crachá à Vila Olímpica, algo que dinheiro não compra e se guarda para sempre. Nas semifinais, Bellucci enfrenta o talentoso búlgaro Dimitrov.

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quarta-feira, 18 de julho de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 17:59

Passo à frente

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Papai já dizia – nada como um susto para nos colocar na linha. O problema é que o susto dele vinha acompanhado do canto da cinta, o que traz lá seus problemas para o recebedor, apesar de abreviar barbaridades o assunto. Mas a cinta não faz mais parte do treinamento esportivo e assim o susto vem mesmo é nos resultados. Geralmente as coças em quadra falam tão alto quanto as da cinta, pelo menos para quem quer ouvir. Mas, garanto que tem muito atleta que é mais surdo do que uma porta, para não dizer outra coisa, quando o assunto é ele mesmo. Aliás, não é só atleta não.

Depois de começar a enxergar que a sua então realidade estava mais para dar adeus aos top100 do que alô para os top10, Thomaz Bellucci resolveu ouvir que Lenine, não o cantor, dizia para fazer sua revolução; um passo atrás para dois à frente.

Lembrou então que existe vida, e pontos, e prêmios, em torneios Challenger e que não inventaram melhor droga (doping mesmo) para tenista do que a danada da Confiatrix que, por algum encanto dos deuses das quadras, só faz efeito quando acompanhada por um punhado de vitórias.

Hoje, Thomaz venceu mais uma partida, desta vez no ATP Tour de Gstaad – um lugar mágico e maravilhoso para todo mundo, e em especial para Bellucci que já venceu o torneio por lá – batendo o soldado Youzhni, sempre um encardido e, pior, que lhe havia tirado o pirulito da boquinha no ultimo confronto da Davis contra a Rússia, algo que deve lhe fortalecer o emocional para o confronto que se avizinha. Foi uma típica vitória de quem acredita em si. Perdeu o 1º set e ganhou a partida no 3º. Tá ótimo.

A meu ver, apesar dos comentários ad eternum de alguns leitores, Bellucci fez o que tinha que fazer com sua estratégia no ano passado. Pagou para ver, como todo jogador tem que fazer em algum, ou alguns, momentos na vida. Se não tem peito para fazê-lo que vá ser bancário ou comentar blogs. Não deu certo, paciência. Deve, espero, ter aprendido alguma coisa. Talvez não fosse a hora, vai saber. Agora, depois de apanhar mais do que mulher de pagodeiro, deu seu passinho atrás e por conta disso vem dando seus passinho à frente. Nada como um dia atrás do outro. Ninguém, ou bem poucos, nascem sabendo. Às vezes aprendem rápido, às vezes lentamente, às vezes só na cinta, às vezes na conversa, às vezes vivendo, errando e assimilando. O importante é tirar a bundinha do sofá, construir uma carreira, se expor, ir à luta, enfrentar um leão por dia, saber a hora de sair correndo e a de acabar com o jogo.

Lenine – um passo atrás para dois à frente.

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domingo, 15 de julho de 2012 Tênis Masculino | 22:15

Semaninha boa

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Essa foi uma daquelas semanas do circuito masculino que se os big dogs descansam e a cachorrada se diverte. Quatro torneios ATP 250 na mesma semana abrem portas únicas para os tenistas deitarem e rolarem arrecadando pontos e prêmios.

Tipsarevic acabou ficando com o título em Stuttgart, uma típica conquista de que a confiança faz uma diferença enorme no tênis. O outro top 10 sérvio teve não sei quanto match points contra nas quartas-de-finais, suou para bater Bellucci nas semis e teve que fazer das tripas coração para bater o argentino Juan Monaco que, por conta de contusão, perdeu o bonde no melhor momento de sua carreira.

Na verdade, ao contrário do que escrevi anteriormente, Marin Cilic venceu o seu 2o torneio da temporada, desta vez ganhando em casa, em Umag, no litoral adriático. Ele bateu o espenhol Granollers, em dois sets, fazendo valer a máxima que há que se ganhar em casa.

Na grama da chic costa lesta americana o gigante Isner acordou um tanto tarde para a temporada na grama. Na final, tirou o pirulito da boca do Lleyton Hewitt que não vai ter muitas chances de ganhar outra no que resta de sua carreira – 7/5 6/4. Eu preciso descobrir qual é o recorde de carreira nos TB do americano. A estratégia dele é muito simples: eu não perco o saque, não quebro o seu e decidimos no TB. Ninguém joga mais TB do que ele, a não ser, talvez, o Karlovic.

E, para finalizar, teve a final espanhola em praias escandinavas, com a vitória de David Ferrer sobre Nicolas Almagro, em dois sets.

Entre as mulheres, Serena Williams pode não ter pedigree para cursar Stanford mas não tem dificuldades em deixar sua marca nas quadras da iniversidade. Ganhou seu segundo título consecutivo por lá, batendo a americana Coco Vanderweghe, a primeira final americana em solo americano. em 14 anos.

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História, Light, Tênis Brasileiro | 00:43

No Hall of Fame

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Enquanto Thomaz Bellucci fazia seus esforços na Alemanha para chegar a mais uma final de um ATP Tour, esforços que infelizmente se provaram infrutíferos, ao ser derrotado na semifinal pelo sérvio Tipsarevic no 3º set, Gustavo Kuerten, apesar da quase década longe das conquistas, foi receber os louros da imortalidade em um país que sabe respeitar e homenagear as glórias do passado.

Homenageado pelo Hall of Fame do Tênis, instituição que segue a ampla tradição dos americanos de homenagearam os melhores, de roqueiros a atletas, Kuerten só ouviu falar do local e da homenagem quando foi sondado sobre esta. Como nunca quis saber de colocar os pés no tradicional evento de Newport – em um maravilhoso e tradicional clube, e local da instituição, na costa leste americana, por ser um torneio menor e jogado sobre a grama – para ele bastava ter que jogar Wimbledon sobre esse piso – Gustavo desconhecia o peso da homenagem, mas foi facilmente convencido e seduzido quando informado da tradição envolvida.

Aliás, nada mais justo, já que foi numero 1 do mundo, com três títulos de Grand Slam, o que pode parecer pouco em dias em que os melhores ganham muitos, mas merecido também pela personalidade e carisma. A homenagem também faz, de alguma forma, reparos a maneira como o público americano tratava Kuerten durante sua carreira, com uma certa ausência de respeito pelo o que ele conquistou.

Kuerten aproveitou a homenagem para bater umas bolinhas na grama de Newport, onde neste Domingo Isner e Hewitt fazem a final do ATP Tour local.

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terça-feira, 26 de junho de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:12

O close

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Thomaz Bellucci nos fez, por alguns minutos, sonhar com uma zebrinha e momentos de felicidades tenisticas. Ilusão.

Thomaz abriu 4×0 no 1º set, só para ver Rafa Nadal abrir a caixa de ferramentas e mostrar que ali, no seu escritório, o buraco é mais embaixo.

O resultado – 7/6 6/2 6/3 – e os quatro primeiros games me mostram, mais uma vez, as realidades distintas de Bellucci e Nadal. E a distinção está mesmo no espírito dos dois, algo que não carece novas investidas da minha parte.

Durante um breve espaço de tempo, como já está ficando mais do que um padrão definido, Bellucci mostrou do que seria capaz, se tivesse outro quadro emocional. É verdade que Nadal começou lento, até por isso Belo brilhou e soltou belíssimos golpes naquele início. Foi só o espanhol crescer para o brasileiro, na mesma proporção, encolher. Até as balanças se equilibrarem mais uma vez.

Um close das câmeras de TV em seu rosto, logo após perder o 1º set e sentar para pensar na vida, deixou claro o que passava por sua cabeça e, pior, por seu coração. Não era legal.

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quinta-feira, 24 de maio de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:39

Quinta-Feira

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Quem leu meu texto poucos dias atrás http://paulocleto.ig.com.br//2012/05/20/em-nice/ não ficará tão surpreso com o placar da derrota de Thomaz Bellucci para Simon – 7/5 6/0. Um primeiro set disputado, jogado, e um segundo set sem empolgação.

É quinta-feira e, suponho, a cabeça de Bellucci já está dividida entre Nice e Paris. Não serei eu que direi que deva ser assim ou assado, pelo contrário, mas imaginava que poderia ser. Afinal, anos acompanhando o circuito e tenistas servem para alguma coisa. Desta maneira, Bellucci chega a Paris mais “rodado” do que se não jogasse Nice.

O maior sonho de consumo do brasileiro é bons resultados em torneios Grand Slams, que é onde o tenista tem o melhor palco para mostrar suas qualidades, além de oferecerem mais pontos e maiores prêmios. E o Grand Slam onde Thomaz Bellucci tem mais chances de brilhar é no saibro de Roland Garros.

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domingo, 20 de maio de 2012 Tênis Brasileiro | 12:45

Em Nice

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Imagino que a decisão de Thomaz Bellucci jogar Nice, tendo que passar pela qualificação, tem bastante da influencia do técnico Daniel Orsanic. É a decisão do bom senso, algo que faz uma diferença invisível na carreira de um tenista.

Ao contrário do que pode parecer, o sucesso, ou fracasso, de uma carreira tem muito a ver com o que o tenista faz, ou não faz, fora das quadras. Como eu digo sempre, um tenista faz umas 10 decisões por dia, a maioria fora das quadras, que podem espelhar na sua performance em quadra, de maneira positiva ou negativa. O público não as vê, e pode pensar que por conta disso não são importantes. Infelizmente para alguns tenistas, não tão raro eles também não as vê, ou não sabem reconhecê-las, ou não sabem fazer a melhor decisão.

Bellucci ir à Nice tem tudo a ver com um tenista que foi pego no contra pé pela contusão. Seguindo sua estratégia ele não se inscreveu para não jogar antes de um Grand Slam. Como o técnico diagnosticou que está lhe faltando ritmo, e vitórias, nada mais certo do que enfrentar um qualy, pegar ritmo e se preparar para Paris. Fora que ainda tem o Festival de Cannes por alí, o que deixa a vizinhança uma maravilha.

Na verdade, e isso, óbvio, ele nunca vai dizer ou admitir, a conta para ele bate se jogar até lá pela quinta-feira – vamos dizer uma quarta de final. Depois disso passa a ser contraproducente para Paris, já que isso prejudicaria uma possível série de jogos de cinco sets. E então, sempre ouvindo o técnico, terá que decidir se arrisca e leva adiante o evento de Nice, ou se se poupa para o Grand Slam, que são as horas da onça beber água do circuito. Mas isso ainda está há alguns dias e algumas vitórias de distância.

Nice – um bom détour.

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terça-feira, 8 de maio de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:46

Fácil não é

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Não vou dizer que é fácil, porque não é, mas um detalhe, até mais do que um detalhe, que ajudaria Thomaz Bellucci, seria ele conseguir jogar no mesmo alto padrão de qualidade durante toda a partida.

Já escrevi, e insisto, para o terror de sofasistas e pessimistas, que Bellucci tem jogo perigosíssimo. No entanto, ele não consegue manter o nível durante o jogo. Não que assim queira ou simplesmente perca a concentração.

Thomaz não conseguiu ainda encontrar o ponto de equilíbrio entre o jogar em um nível conservador e um nível arrojado. Ele é mais perigoso e eficaz quando arrojado, até pelos penetrantes golpes que possui. Só que ninguém pode jogar só “lá em cima”. A maior parte do tempo há que se administrar os pontos, as circunstâncias, a vantagem etc. E aí ele sofre, oscila, cai de padrão.

Hoje, contra Richard Gasquet, não foi diferente de outras ocasiões que já acompanhamos. O placar – tie-break no 3º set, após estar 2×5 abaixo e salvar 6 match-points – mostra que não lhe faltou luta. Faltou foi manter a qualidade apresentada no 1º set quando varreu o francês da quadra. A partir do 2º set, e quantas vezes já vimos esse filme, ele tentou “administrar” e lidar com a inevitável subida do jogo do oponente. Não deu.

Gasquet até tentou dar uma de Gasquet, achando que já tinha vencido antes de fechar, chegou a perder 8 em 9 pontos naquela hora decisiva, o que permitiu a espetacular volta do brasileiro à partida. Mas a partida ficou para ser decidida no TB e aí não dá nem para dizer que esse ou aquele mostrou maior merecimento. Thomaz vai sonhar com o ponto de 3×2 e seu saque, quando errou um revés na cruzada – ali o jogo poderia ter ido em outra direção. Insisto, a diferença estaria bem mais em manter o padrão do 1º set e se impor através de toda a partida pela qualidade que pode ter. Mas isso é bem mais fácil dito do que feito.

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quinta-feira, 19 de abril de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:34

Penoso

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Não chega a ser uma surpresa a derrota de Thomaz Bellucci para o holandês Haase, #55 do ranking, após a belíssima vitória de ontem sobre o espanhol David Ferrer, #6.

Primeiro porque as condições da partida de hoje não favoreciam o estilo do brasileiro e favoreciam o do adversário. Thomaz é um tenista que gosta do saibro, desde que saibro do seu jeito. O saibro pesado e lento, como estava hoje em Monte Carlo, após as chuvas, inclusive durante a partida, não á praia do brasileiro. Já o holandês é um tenista sem nenhum golpe de definição, mas com golpes sólidos de ambos os lados e que pode manter a bola em jogo sem problemas.  O revés de Bellucci segue sendo inconstante, só funcionando em um cenário onde ele possa bater poucos deles e indo para as bolas sem receio – se é para alongar os pontos o bicho pega. O placar de 6/2 6/3 e os 40 erros não forçados de Thomaz completam a história.

O importuno da chuva e interrupções, as condições climáticas e do piso, são circunstâncias que afetam todo tenistas e que fazem parte da obrigação de cada um deles saber fazer os ajustes necessários para sobreviver e progredir no circuito. Infelizmente Bellucci não mostrou disposição para administrar o que pedia para ser administrado, modificado, durante a partida. A administração de problemas, crises e circunstâncias é a característica #1 de um tenista profissional.

O que nos leva ao que já sabemos e continua sendo tanto uma verdade, como o calcanhar de Aquiles de nosso principal tenista. Bellucci é um tenista quando entra em quadra e não sente a obrigação e a pressão pela vitória, vindo dos outros ou dele mesmo, e um outro tenista quando sente a obrigação de performar bem e vencer. É um tenista quando pode simplesmente soltar seus poderosos golpes como se não houvesse amanhã, castigando e intimidando quem quer que seja, e um outro jogador quando tem que trabalhar uma vitória, no ponto a ponto, na marra, na estratégia. Isso muda tanto de jogo para jogo, como vimos de Ferrer para Haase, como dentro de uma partida, conforme o momento desta, como tantas vezes vimos.

Como disse antes, e morrerei dizendo, o tênis é um jogo mental, onde o emocional tem uma importância difícil de ser avaliada para quem não está lá dentro. Thomaz Bellucci ainda é um tenista em busca de sua melhor moldura emocional dentro de uma quadra de tênis enfrentando os melhores do mundo. Enquanto estiver nessa busca, muitas vezes penosa, para ele e seus fãs, é natural que oscile, causando ainda mais inseguranças e mantendo um circulo vicioso.

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