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domingo, 25 de novembro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 21:04

A Final em São Paulo

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Enquanto lá fora já apagaram as luzes da temporada, aqui no Brasil entramos em duas semanas que vão agitar o tênis nacional. A partir de 6 de dezembro, todos já sabem, acontece a Semana Federer, que, na verdade, será bem mais ampla do que isso. Aliás, quem não tem ingresso e ainda tem alguma esperança de ir, sem recorrer aos cambistas, a organização do evento colocou ingressos à venda nas bilheterias do Ginásio do Ibirapuera a partir deste fim de semana. Para quem gosta de tênis, pode matar dois coelhos com uma cajadada – tentar comprar os ingressos e assistir a ATP Challengers Finals, que acontecerá no Ibirapuera a partir de 3ª feira.

O evento não reúne a nata do circuito profissional, mas reúne ótimos tenistas, em um ambiente competitivo, o que acaba sendo mais interessante, tenisticamente falando. A Semana do Federer será uma mega-festa, mas não um evento competitivo. Para quem quer ver a cobra fumar e por tenistas de qualidade eu diria para aproveitar as Finais.

O evento poderá ser assistido por dois prismas. De um lado, tenistas já consagrados, com anos de circuito, sem nunca fazer um grande impacto, pelo menos para o torcedor acostumado a abraçar ídolos como Nadal, Federer etc. Por outro lado, uma ótima oportunidade para o público conhecer jovens promessas, que tem no evento uma chance de fechar bem a temporada e turbinar a confiança para o ano que vem.

Na primeira categoria, temos o romeno Victor Hanescu, de 31 anos, que já deve arranhar bem o português de tantas vezes que veio para cá. Já foi #26 do mundo e ganhou de muita gente boa. Uma curiosidade; tem quase 2m de altura, mas não é sacador – é um esquerdista! Outro veterano romeno, de 27 anos, Adrian Ungur, fez carreira no circuito Challenger e sua mais conhecida vitória foi este ano em RG, batendo o Pança Nalbandian.

O espanhol Rubens Hidalgo é mais um veterano, 34 anos, que já foi #50 do mundo e hoje vive faturando o que for possível nos Challengers. Mais um é o italiano Paolo Lorenzi, 30 anos, outro de carreira quase restrita em Challengers – seu maior progresso foi esta temporada e o seu melhor ranking é o atual, #63. Hanescu e Hidalgo já experimentaram o filet mignon do circuito e hoje lutam para fazer o melhor possível de suas carreiras enquanto podem correr atrás das bolinhas. Os outros nunca realmente chegaram lá.

Do outro lado, temos os tenistas mais jovens, aqueles que ainda lutam por galgar pelos Challengers para chegar aos ATP Tour, onde estão os pontos, o dinheiro e razão principal para todos os esforços que fizeram em suas vidas até agora.

O esloveno Aljaz Bedene, 23 anos, é um que pode estourara qualquer momento. Já ganhou cinco Futures e cinco Challengers, mas nunca conseguiu progredir entre os cachorrões. Pela idade, precisa ter cuidado para não se enraizar e dar o pulo do gato. É o atual #83 do ranking e um que quero dar uma olhada.

Temos também o argentino Guido Pella, um jovem de 22 anos, canhoto, o que muitas vezes significa uma habilidade a mais, e se aproximando da quebra da barreira dos 100 melhores. Recentemente venceu um Challenger em Campinas. Os argentinos adoram jogar bem por aqui – às vezes até mais do que muitos brasileiros.

O português Gastão Elias, 21 anos, é treinado pelo paulista Jaime Oncins. Depois de passar por algum sofrimento por conta de contusões, Elias volta a jogar seu melhor tênis. Também venceu um Challenger recentemente por aqui e tem essa oportunidade a mais de alavancar a carreira. Vamos ver se seu técnico consegue inspirá-lo para jogar em São Paulo, sua cidade natal.

Por ultimo, a presença de Thomaz Bellucci. O paulista é um peixe fora desta água, convidado que foi pela organização, que também é a administradora de sua carreira. Thomaz se instalou já faz um tempo na categoria acima e tem sabido se manter entre os cachorrões. Teoricamente poderia, deveria, vencer o evento. Afinal seus fãs merecem vê-lo vencer um evento ao vivo.

Mas jogar abaixo de seu nível é algo que exige know-how e foco. Há o perigo de se acomodar ou se pressionar. Para isso terá que se motivar e manter o seu padrão, acima do resto, mas volta e meia deixa cair. Se souber aproveitar a ocasião deixará muita gente feliz. Até para chegar afiado à exibição que fará na semana seguinte contra o Mestre.

Os dois grupos do evento – que é jogado como o Masters, com os dois melhores de cada grupo avançando para as semis – ficaram assim:

No grupo Verde Thomaz Bellucci, atual número 33 do mundo, Ruben Ramirez-Hidalgo (96º), Adrian Ungur (112º) e Guido Pella (124º).

Pelo grupo Amarelo, o italiano Paolo Lorenzi, atual 63º do ranking ATP, Victor Hanescu (64º), Aljaz Bedene (98º) e Gastão Elias (144º).

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quarta-feira, 31 de outubro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:59

Mais um dia de Federer

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Nada como todos tirarem proveito de uma coisa boa e que é boa para todos. Foi pensando assim que a Koch Tavares, responsável pela organização do Gillete Federer Tour, que acontece a partir de 6 de dezembro, decidiu apertar mais um pouco esse limão e aumentar a limonada.

Após vender todos os ingressos em tranches, e em minutos cada um deles, como não dá para expandir o Ibirapuera, pegaram no telefone e foram à luta. Conversaram aqui, convenceram ali e conseguiram acrescentar um dia a mais no evento. O que era de quinta a sábado agora será de quinta a domingo. Por isso, preparem suas carteiras, se for de fora de São Paulo liguem para a agencia de turismo e aproveitem a fim de semana na maior cidade do país. Bom tênis, ótimos restaurantes e muitos outros programas não faltarão.

Para o domingão os organizadores escalaram Thomaz Bellucci para enfrentar o espanhol Tommy Robredo como apetizer e como prato principal Roger Federer enfrentando o operário David Ferrer – é mané, Ferrer no Ibira também. Quero ver como o encardido vai encarar uma exibição – será que sabe jogar a brinca?

Abaixo a programação atual do evento. Sim, porque todos rezamos para que nenhum deles enfrente algum tipo de problema para vir à nossa festa. Os novos ingressos serão colocados a venda nos próximos dias. Já vi muito cara grande choramingando que não tinha comprado ingresso. Agora têm mais uma chance.

Data: 6 a 9 de Dezembro

Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Piso: Indoor Hard (quadra rápida coberta)

Programação:

6 de dezembro-Quinta-Feira
19h30 Bob/Mike Bryan vs Bruno Soares/Marcelo Melo
Não antes das 21h30 Roger Federer vs Thomaz Bellucci

7 de dezembro-Sexta-Feira
19h30 Maria Sharapova vs Caroline Wozniacki
Não antes das 21h30 Thomaz Bellucci vs Jo-Wilfried Tsonga

8 de Dezembro-Sábado
19h Serena Williams vs Victoria Azarenka
Não antes das 21h Roger Federer vs Jo-Wilfried Tsonga

9 de Dezembro-Domingão
16h Thomaz Bellucci vs Tommy Robredo
Não antes das 18h Roger Federer vs David Ferrer

Ferrer – “o que, a brinca!??!”

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 13:24

Um dia após o outro…

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Roger Federer derrotou Thomaz Bellucci, na sua quadra favorita, no seu torneio favorito, o qual já venceu cinco vezes, somente na bacia das almas. Por quê? Por que o brasileiro consegue fazer uma partida tão intensa e disputada com o melhor do mundo, especialmente nesse piso, que não é o seu favorito e dá umas patinadas ainda surpreendentes com alguns digníssimos cabeças-de-bagre, se comparados ao suíço e mesmo a ele?

Está certo que a final em condições semelhantes em Moscou, na semana passada, lhe deu uma confiança extra para entrar em quadra e desafiar o suíço no seu quintal e na frente de seus amigos. Mas não é só isso. E o resultado mostra. Sem a expectativa de vencer, Bellucci pode jogar o seu melhor, no seu limite, o que o resultado apertado espelha qual é. A derrota – 6/3 6/7 7/5 – espelha algo mais. Lá no fundo de sua alma Thomaz não carregava a expectativa da vitória, nem de sua parte nem do resto do mundo, algo que possibilita que se vá para certas bolas com um determinado desprendimento impossível de ser registrado. Chegar na hora da onça beber água, no terceiro set, acende uma luzinha alertando para a possibilidade de vencer tal partida, tal adversário. E quando essa luzinha acende…

Bellucci tem uma questão perene e ainda em andamento com seu emocional. A própria final em Moscou a atesta. Deixou escapar a vitória na final, na hora da onça beber água, algo que voltou a acontecer na Basiléia. A diferença é que em Moscou era contra Seppi, a quem acreditava piamente, e com razões, que poderia vencer. Na Basiléia a ficha só deve ter caído quando foi sacar no 5/6 da negra.

Thomaz completa 25 anos no final deste ano. Ainda é um tenista em formação, especialmente na área emocional, não muito distante do padrão sul americano e do que foi o padrão mundial durante décadas. O tenista chegava – chega? –  a sua maturidade lá pelos 27 anos. Lógico que existem as exceções, que só provam a regra, assim como existe também alguns poucos que, quando muito jovens, jogam surfando na inconsequência que batiza e avalia a juventude, abençoados por Perséfone, a deusa da intuição. Thomas não é um deles.

É um tenista talentoso, com um arsenal poderosíssimo, algo que os sofasistas gostam de menosprezar, porque, afinal são sofasistas e mais entendidos em torcer por alguém ou por algo, do que no jogo em si. Equilibrando esse arsenal e impedindo que seja um tenista ainda melhor está seu emocional que ainda não cozinhou por inteiro.

Thomaz ainda é um tenista em certas ocasiões e outro em ocasiões diversas. É um tenista quando tem a “obrigação” de vencer e outro quando essa “obrigação” está do outro lado da rede. Quando, e se conseguir, administrar essa questão e atingir esse equilíbrio, poderá entrar entre os 10 melhores do mundo, algo que muito almeja e que por almejar poderá conseguir.

Eu diria que se mantiver a disciplina e o trabalho, algo que acredito, pela disciplina de trabalho que mostrou até hoje, não ficar mais trocando de técnico, e assumir a difícil tarefa de encarar e modificar o perfil psicológico, imagino que chegar aos 27 será uma benção para o tenista paulista.

Thomaz esteve trabalhando com uma psicóloga que pode ajudar a encurtar o caminho. Não sei se continua, espero que sim. Mesmo que Tio Nadal não se importe muito com eles, afinal se eu treinasse o Rafa também acharia desnecessário, a não ser para curar algumas manias, que, no entanto, não lhe fazem perder jogos.

Mas é só um dia após o outro, uma partida atrás da outra, a avaliação correta e sincera de vitórias e derrotas, entre ele e seu staff, e as consequentes decisões, no caso corretas, que o levarão a dominar essa questão e atingir seu potencial e suas ambições.

Perséfon com seus narcissus, antes de ser levada para as profundezas.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012 História, Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:33

Et tu…?

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A minha mulher adora contar uma história quando estamos com amigos do tênis. Ela, que tem pouca quilometragem nos grandes torneios internacionais, diz que eu faço pouco proveito dos eventos que hoje acompanho. Por isso gosta de contar da nossa experiência na partida entre Nadal e Tsonga em Miami este ano.

Após Nadal vencer fácil o 1º set por 6/3 e no 2º set quebrar o saque de um apático Tsonga fazendo 3×2, eu virei para ela falei que era hora de ir embora. Era a ultima partida da noite, o estádio estava lotado e o transito seria infernal no fim do jogo. Ela aquiesceu à contra gosto – queria mais Nadal. Quando chegamos ao hotel o jogo estava no 3º set, após Nadal não conseguir fechar no 5×4, algo raro – a mulher abriu um bicão. No final, Nadal deu um jeito e bateu o francês no 3º set em um jogo que saiu do sonolento para o dramático por conta de um game mal jogado pelo espanhol – até tu, Nadal? .

Mais do que para me encher, ela usa o exemplo para divagar sobre as dificuldades de sacar para fechar o jogo, um momento mágico que ela, ainda uma 4ª classe, acha difícil de entender do porque. Já chegou a falar em não jogar mais depois de deixar escapar uma dessas oportunidades. Eu tento falar, explicar, convencê-la da universalidade da dificuldade, sem grande sucesso. Suspeito que ela, grade fã do Nadal, queria ter visto seu ídolo pisar no tomate pelo menos uma vez ao vivo – São Tomé!.

Quem joga, especialmente torneios, uma realidade bem distinta de quando é treino, onde já é difícil o bastante, conhece o sentimento que invade a mente do sacador nesses ocasiões. É uma das armadilhas mentais mais conhecidas dos tenistas, algo que ele enfrenta desde os seus tempos de infanto-juvenil. Por mais que o tempo passe, a duvida sempre dança pela cabeça do tenista nessa hora. Não importa quantos anos e títulos tenha nas suas costas.

De um lado existe a pressão por fechar o jogo, algo que faz com que o tenista se cobre o seu melhor. A arte, que às vezes o tenista parece adquirir, só para de repente perder, é encontrar o equilíbrio entre jogar em um padrão bom o bastante para levá-lo a vitória, sem invadir o limite dos erros não forçados, enquanto fica longe do outro limite, onde permite o adversário neutralizar a vantagem do saque e começar a barbarizar. Parece simples, mas não é.

Especialmente porque o espírito do adversário muda completamente nessa hora. Lógico que não me refiro àqueles tenistas sem garra, coração e autoestima. Aqueles que nessa hora abaixam a cabeça e viram menininhas, independentes de serem homens ou mulheres. A maioria, mesmo entre os amadores, entra nesse game sabendo que está contra parede e com pouco a perder. O resultado é que instintivamente assume maiores riscos. Não esqueçamos que no outro lado da quadra o adversário tem vantagem do saque – especialmente se for o primeiro – ao mesmo tempo em que está mais conservador do que o normal. Esse choque de emoções diferenciadas produz algumas surpresas e emoções.

Se os golpes do recebedor começam a entrar, enquanto os do sacador, intuitivamente, começam a encurtar, ou pior, errar, é um deus nos acuda na cabeça do sacador, enquanto o outro vai adquirindo a repentina confiança para meter a mão na bola como se não tivesse amanhã, o que, convenhamos, é bem real.

Para fechar a conta do sacador, que tem uma grande vantagem nas suas mãos, ele tem que saber utilizar a vantagem – o saque. Se conseguir colocar bons primeiros serviços em quadra facilita bastante sua tarefa. Tudo isso é facilitado se vencer o primeiro ponto desse game, que tem uma importância desmesurada para não abrir uma janela de esperança para o inimigo. Não fazer erros na primeira bola é o próximo passo. Manter a agressividade e o adversário acuado é mais do que necessário. O resto fica bastante por conta da afinação emocional nesse momento chave da partida, algo que inevitavelmente distingue o vencedor do perdedor.

E foi exatamente isso que roubou a grande chance de Thomaz Bellucci vencer seu primeiro torneio indoors em Moscou – contra o italiano Seppi, que passa pelo melhor momento de sua carreira – algo que lhe daria uma grande confiança neste fim de temporada. Dizer que amarelou, como alguns fãs insinuam e afirmam, é um pecado – até por tudo que escrevi acima. Porém, ele mesmo confessou, o que também é um crescimento d sua parte, que esteve nervoso na hora de fechar e jogou abaixo do padrão do que até então apresentara. Pior, em duas oportunidades, no 5×4 e no 6×5 do 2º set. Infelizmente vai passar uns dias revendo o videomental, se cobrando os erros de 1º saque, os erros não forçados do seu melhor golpe (o forehand) e a dupla falta que expos o seu martírio. Só espero, alias tenho certeza, que isso não lhe roubará o brilho do que conquistou durante a semana.

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terça-feira, 9 de outubro de 2012 Curtinhas, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:19

Dupla perfeita

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Isto não é um Post – é um twipost.

Não me passou desapercebido, apesar de que poderia, a parceria, e consequente derrota, da dupla (im)perfeita Bellucci/Tomic, perdendo para Butorac/Petzschner na 1a rodada de Xangai por 6/0 6/1, um resultado quase inacreditável nas duplas. Das seis ou sete vezes que sacaram venceram só um serviço!? E olhem que Thomaz tem uma patada de saque e Tomic não é mal voleador.

Fico imaginando a cara dos dois a cada game de serviço perdido e as conversas para novas definições táticas na virada. Agora, quem foi que teve a idéia que Bellucci e Tomic podiam jogar juntos – e não estou falando sobre a técnica de ambos.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012 Copa Davis, História, Tênis Masculino | 10:57

O2 de Praga

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Os checos têm tambem a sua Arena O2 e será lá a final da Copa Davis 2012, a FIT confirmou hoje. O local é uma arena multi uso maravilhosa e, certamente, estará lotada nos três dias de confronto. A Davis é a maior competição anual de todos os esportes e jogando em casa os checos têm boas chances de interromper a hegemonia espanhola, que venceu em quatro dos últimos cinco anos, e voltar a escrever seu nome entre os vencedores.

Para isso, os checos devem colocar o piso mais rápido que encontrarem, e aprovarem, além de contar com a torcida da quase totalidade dos 13 mil que estarão presentes. Eles não são conhecidos por intimidar os adversários, mas acredito que vão arregaçar as mangas e torcer como poucas vezes.

A única vez que os donos da casa venceram a competição foi em 1980, um momento mágico do tênis checo. Jan Kodes, vencedor de Wimbledon – no ano do boicote – e tenista que mais defendeu o país na Davis, estava com 34 anos e Ivan Lendl acabara de 20 anos – duas grandes gerações se sobrepunham.

Os tchecos haviam vencido os favoritos argentinos em BA, liderados por Vilas e Clerc, dois maestros do saibro, em confronto histórico, com Lendl vencendo os três jogos e perdendo um único set, confirmando a vitória checa por 3×2. Na semana anterior à competição ele estivera em São Paulo jogando um torneio exibição no Ginásio do Ibirapuera que eu organizara e ele vencera, batendo Ilie Nastase na final. Ele jogava à noite no carpete do Ibirapuera e nas manhãs treinávamos no saibro das quadras do CPT.

A final foi sobre a Itália de Panatta e Barazzutti, o rei dos paparras. Os checos abriram 3×0 e venceram 4×1, sendo que a grande partida foi as duplas – Lendl/Smid x Panatta/Bertolucci, duas excelentes duplas, com a vitória checa por 6/4 no 5º set, sacramentando um momento único do tradicional tênis checo.

Em Novembro os jogos acontecerão em uma nova arena, construída em 2004 para o mundial de hockey sobre o gelo, esporte tradicionalíssimo por lá. A obra atrasou e os checos perderam o evento. Uma empresa de apostas esportivas bancou o término, mas acabou quebrando por conta das dívidas. Hoje é O2 e a casa de inúmeros shows de música e eventos esportivos.

O ultimo confronto entre os dois países foi em 2009, em Barcelona e no saibro. Os espanhóis deram de cinta nos checos (5×0) que, imagino, querem vingança. Os atletas eram os mesmos, com a exceção de Nadal, que não deve, imagino, jogar. Mas na quadra rápida e com a nova fase de Berdych, que precisará administrar os nervos, a história poderá/deverá ser outra.

Só duvido que em Novembro o piso será o saibro como na foto.

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domingo, 16 de setembro de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro | 21:56

Retorno

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Nove anos longe do Grupo Mundial, que reúne os 16 melhores times do mundo da Copa Davis. É muito? É bem mais do que deveria. Existem várias razões para essa ausência na elite mundial? Inúmeras, como não poderia deixar de ser. E elas vão desde a infraestrutura do tênis brasileiro, ainda carente em tantas maneiras, até a óbvia ausência de indivíduos que fizessem a diferença nesses anos todos. Mas esses são outros assuntos.

Agora é momento de festejar o retorno. Estamos de volta, o que garante que em 2013 jogaremos entre os melhores do mundo e mesmo que percamos na primeira rodada, ainda teremos o direito de permanecer se vencermos a repescagem. Tem aí uns seis meses para o time ficar mais forte, o que, infelizmente, não é uma possibilidade tão alta de acontecer.

Em Bellucci o time tem um tenista cada vez mais experiente e confiante. Um tenista que pode impor algum respeito aos adversários, mesmo os fortes. Mas, ainda longe de poder liderar o time com confiança e autoridade e garantir dois pontos contra um time mediano/bom do Grupo Mundial.

Temos também uma ótima dupla, alias mais de uma, que pode sempre fazer uma diferença no importante dia do meio e abrir o caminho. Mas ainda não temos um segundo tenista que possa aguentar o rojão que o Grupo Mundial exigirá. Rogério Dutra está lá porque tem excelente espírito de equipe e uma capacidade de entrega fabulosa em quadra, inclusive na Davis, que é um animal distinto. Mas têm suas limitações, o que só faz com eu o respeite ainda mais.

Que possa fazer uma diferença em seis meses só o João Feijão, que deve ter ficado chateado em ficar de fora do time, o bastante para inspirá-lo a ganhar um Challenger nesta mesma semana, em Calí, Colômbia. Feijão já esteve melhor, nos fez sonhar, mas derrapou e hoje luta para se estabilizar. Feijão viu seu ranking despencar para em torno de 170, enquanto Rogério entrou entre os 100 melhores.  Certo está o capitão João em escalar Rogério, que é mais limitado, mas, hoje, mais confiável. Talvez até Rogério possa nos surpreender novamente e levar seu tênis e sua confiança a novos patamares – nunca se substime alguem que quer tanto algo e trabalhe por isso como esse rapaz. Mas o time precisaria de um Feijão jogando o seu melhor tênis, algo que ainda está devendo, para ficar mais sólido. Fora isso, sonhamos com o ovo ainda na galinha e os ótimos juvenis que começam a flertar com o desabrochar da carreira.

A diferença no time brasileiro, nessa vitória sobre os russos, foi o detalhe que o capitão João Zwetch lembrou em entrevistas. Os principais tenistas russos foram convidados pelo capitão russo e declinaram, porque acharam que o Brasil é muito fora de mão e prejudicaria seus calendários. O que tanto é verdade como história para boi dormir. Os brasileiros, ao contrário, pertencem a uma tradição de compromisso total com a Davis e o Brasil, algo que os fãs na sua ignorância tantas vezes “esquecem”.

Porque para os sofasistas só importa a vitória, o campeão, pouco importando o comprometimento, a entrega, a luta para fazer o melhor, nem sempre possível em patamares desejados – uma das facetas que mais desprezo em quem quer que seja. Mas foi esse comprometimento que inspirou e possibilitou que o time finalmente voltasse ao GM após tantas tentativas e fracassos. Ninguém, que eu saiba, ou mesmo suspeite, deixou de atender o chamado do capitão brasileiro e isso faz uma diferença enorme na alma do time. Por essa razão, e pelo 5×0 que enfiamos nos russos, estendo meus parabéns a todos os envolvidos nessa conquista que vai, certamente, inspirar nosso tênis.

Thomaz e o capitão Joãozinho, Rogério e a dupla Melo e Soares.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro | 15:54

Os russos

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A alma russa sempre foi uma incógnita. Dentro e fora das quadras. Não seria na Copa Davis que seria diferente.

Eles chegaram por aqui com um time surpreendente, deixando de fora jogadores como Davydenko, Youzhni, Kunitsen e Tursonov. Só esses formariam um time bem mais forte do que o que veio. Por quê? Sei lá. Pode ser prepotência, falta de dialogo entre federação e tenistas, renovação e outras razões.

Para serem coerentes, surpreenderam, mais uma vez, na escalação do time, no sorteio hoje realizado, ao colocarem Gabashvili(163) nas simples e deixarem de fora o tenista melhor rankeado do grupo, o maluco do Bogomolov(90), que bateu Bellucci nas duas vezes em que se enfrentaram. Então, por quê?

Só pode ser porque o cara é meio cego no saibro – este ano não pisou no barro uma vez sequer. Então, por que trazê-lo? Mais uma incógnita.

O sorteio determinou que Rogério Silva e Andreev abrem o confronto. Este russo já esteve várias vezes por aqui e conhece o ambiente, apesar de que nunca fez nada de importante. Em seguida, Bellucci enfrenta Gabashvili, onde o brasileiro é o favorito até debaixo d’água. O mineiro Bruno Soares disse que o sorteio favoreceu o Brasil. É algo que o dia de amanhã vai mostrar. Se Rogério vencer, quase sela a vitória brasileira. Se o russo ganhar, Bellucci entra em quadra, mais uma vez, com a obrigação de ganhar. Eu preferia o inverso, com Belo vencendo e dando a tranquilidade para Rogério surpreender.

Mas, de qualquer jeito que se olhe, o cenário é ótimo para o Brasil. Jogamos em casa, no piso escolhido, uma torcida motivada, com nosso melhor tenista cada dia mais experiente para as circunstâncias, e uma dupla afiada, o que sempre é uma tranquilidade a mais para os singlistas.

Os russos tem tido dificuldades em formar um time perigoso nos últimos anos e, pelo o que escalaram, vieram para cá um tanto quanto conformados e sem maiores ambições. É mais uma grande oportunidade para o time vencer e voltar ao Grupo Mundial depois de um rigoroso e tenebroso inverno.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:48

Os brasileiros contra os russos

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Não há surpresas na convocação da equipe brasileira de Copa Davis para o confronto contra a Rússia em São José do Rio Preto. Thomaz Bellucci, Rogério Silva, Marcelo Melo e Bruno Soares formam o time do capitão João Zwetsch.

Mais uma vez João vem com dois singlistas e uma dupla formada, uma formação clássica. No entanto, por conta da tendência atual de jogadores de duplas especializados, e que não disputam torneios de simples, o time fica capenga no caso de um dos singlistas ter uma contusão ou algo que o valha, já que então teria que entrar em quadra ou Soares ou Melo. São riscos do ofício. O inverso não é um problema, já que tanto Bellucci como Rogério podem se virar bem nas duplas.

Bellucci é incontestável em nosso time. Rogério mais do que fez por merecer a convocação com seus recentes resultados, inclusive a vitória no US Open sobre o russo Gabashvili (#174), e também considerando a ausência de resultados de seus mais próximos competidores – Ricardo Mello e João Feijão. Rogério tem um espírito bom para a competição e pode inclusive inspirar seu colega de simples com sua intensidade.

Nas duplas temos até uma certa fartura. Ficou de fora André Sá, que é mais experiente que seus colegas. Imagino que o capitão tenha seus motivos para escolher uns e deixar outro de fora, até porque só cabem dois e os dois jogaram juntos um bom tempo no circuito, além de terem sido convocados nos últimos cinco confrontos, o que mostra a confiança do capitão na dupla.

Os russos vem de Bogomolov, Andreev, Kuznetzov (21 anos #126 simples #252 duplas) e Donskoy (22 anos, #119 simples e #165 duplas) ambos jogadores de Futures e Challengers pouco experiência e zero dela na Davis. Deixaram fora medalhões como Davydenko e Youzhny, que seria, atualmente, o mais perigoso. As ausências deixam o time russo bem mais frágil. Bogomolov e Andreev vão ter que carregar o time. – azar deles. Tudo isso caracteriza mais uma excelente oportunidade do time brasileiro voltar, após tenebroso inverno, ao Grupo Mundial.

Rogério – agora também estrela do time.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:55

Belo

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Dá para dizer que o Pablo Andujar como 1ª rodada é um presentinho de Lady Luck. Mas como sorte não ganha jogo, cada um tem que fazer sua parte após um sorriso da senhora.

A derrota de Thomaz Bellucci me derrubou. Se eu fosse chegado a uma fezinha tinha perdido o produto do meu suor de bobeira. O espanhol é o típico tenista que ainda consegue atrapalhar vida de alguns no saibro – mas na quadra dura!?

Não dá para analisar porque não vi. Jogaram na Quadra 4 e lá não tem câmeras. Talvez tivesse nos sites aposta etc, mas não vi. O placar 7/6 3/6 7/6 7/5, em quase 4h de jogo, mostra que foi apertado, o que é pior, já que é sinal de que dava para ganhar e não soube.

Ao que parece Thomaz é um dos tenistas que não teve sorte com a arquitetura do calendário no complicado ano olímpico. Jogou um evento preparatório, em Winston-Salem, onde perdeu na 2ª rodada para Tsonga e já foi para New York, onde não teve a confiança para vencer um jogo ganhável. Como tudo que é ruim pode ficar pior, ficamos, em ambos canais, com a partida entre a Mattek-Sands e a Venus. Eu mereço…

Os pés de Mattek-Sands

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