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sexta-feira, 8 de março de 2013 O leitor escreve, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:36

Osmose

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Alguem fugir de suas características é algo que não se pode classificar como fácil ou mesmo normal. Exige uma motivação maior, um despreendimento libertador, uma dose de audácia pessoal, uma consciência das vantagens da humildade construtiva e uma generosa pitada de disciplina.

Por isso, me chamou a atenção o meu leitor e nosso personagem Flávio Bet@, o popular Barão, figura consagrada por aqui, sair um tantinho da sua característica para comentar sobre Thomaz Bellucci – confesso que só não entendi aquele drill, espero que inexistente, já que todas as bolas vão para o mesmo lugar e o tenista-batedor se move!?

Mas, especialmente por deixar claro nas entrelinhas a necessidade de mudanças, porque não dizer providencial fuga de suas características não tão positivas, para uma mudança de rumo na carreira do tenista, algo que ele mesmo se propos dois ou três anos atrás, sonhando com glórias maiores e alegrias enormes a seus fãs que, na verdade, são todos os brasileiros. E, of course, não estou a falar de mudanças na terceirizada área de gerencia de sua carreira.

Abaixo o texto do Bet@:

Eu fico triste de ter acertado (assim como vários aqui) meu pitaco que o Bello não decolaria. Falta a ele os demais ingredientes para transformar seus golpes em um bolo chamado jogador. A tristeza é porque, mais do que o prazer em acertar pitacos, bom mesmo seria ter um brazuka brigando lá na linha de frente.

A questão da contusão preocupa porque, no meio desse dilema se para e vai pra faca ou continua e fica no chazinho milagroso, a carreira não deslancha, seja pra que lado for.

Tenho lido muitos colegas escreverem sobre o Thomaz começar de novo, como o fez o Dumont, ou procurar focar somente no saibro, que é o seu piso preferido. O problema é que ele não ganha quase nada seja onde for.

Alguém aí queria um cenário melhor do que um saibro rápido como o do BR Open para ele cacifar? Pois é, só que ele não usou as vantagens da quadra e bolinha para angariar pontos com seu saque e drive e ainda se enrolou todo na hora de devoluções e rebatidas.

Há algo meio estranho no jogo desse garoto, porque parece que do nada ele desaprende o que já sabia. O guri faz uma partida daquelas contra o Isner (ainda que o Isner não tivesse no seu melhor dia) e depois sofre feito um condenado na gira latina de saibro.

A dificuldade em lidar com a responsabilidade de ser o protagonista quando enfrenta adversários mais fracos já beira o absurdo, pois ele não tem mais 20 anos de idade. Porém, o que sempre me chamou mais a atenção no Bello é a aparente incapacidade de aprender a jogar tênis e não ser apenas um golpeador de peludas.

Pelo tempo de estrada, já era para ele ter absorvido, nem que fose por osmose, diversos conceitos que compõem uma partida de tênis e vão além do famoso drill “duas cruzadas de forehand e uma paralela de esquerda”!

Esse pra mim sempre foi o ponto principal de entrave na carreira do menino e fica escancarado quando se vê o rapaz ao vivo, estampado na expressão dele: não lê o jogo, não escolhe os melhores golpes na hora certa e inventa moda sempre na hora errada.

Com um bom drive e o serviço que sabe fazer ele poderia ir bem mais longe do que vai, tanto que já ganhou seus canecos. Mas como o resto joga contra, a conta de créditos e débitos normalmente fecha no preju.

Trabalhar, pelo que dizem, ele trabalha até mais do que se espera. Porém, para certas atividades, só suor não resolve. O duro é saber se um dia ele vai se libertar das amarras que ele próprio se impõe para poder jogar, como disse o Aviador, leve e sem culpa.

Em todo caso, quando entrar em quadra, estarei por aqui torcendo pelo seu sucesso. É o nosso melhor brazuka e, ainda que menos do que se deseja, consegue um caneco vez ou outra. Então, na falta de tu, vai tu mesmo …

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quinta-feira, 7 de março de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:29

Pandora?

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Enquanto alguns gastam seu tempo, e o nosso, tentando parecer mais inteligentes do que são por conta da velha e batida ironia (um pouco colore, muita entedia), o caro Dumont aterrisa e apresenta uma perspectiva sobre a nova crise de nosso atual melhor tenista que na pior das hipoteses acrescenta à discussão. Isso, enquanto aumentam os rumores pelo grapevine que Bellucci estaria abrindo a atual parceria com a Koch Tavares, empresa que há anos gerencia sua carreira. A confirmar.

Abaixo o texto do Dumont:

Enviado em 07/03/2013 às 20:20

Boa noite.

Thomas Bellucci perdeu mais uma vez. E isso – sem a mínima ironia ou brincadeira – me parece grave. A despeito do desejo futebolistico brasileiro em torná-lo Guga – que exige que alguém com personalidade tão introspectiva transforme-se em um leão que bate no peito e chama a torcida para jogar consigo – entendo que algo sério está acontecendo. O folclore que criou-se pelo sua falta de carisma e por suas constantes derrotas deve ser revisto, pois nenhum tenista, qualquer que seja, se mantém por tanto tempo no top 50 se não tivesse flechas na sua aljava. E Bellucci tem.

Bellucci sofre pela falta de confiança e esta tem origem em muitos lugares. No final do ano passado, foi revelado pelo seu técnico, o argentino Daniel Orsanic, que Bellucci sofre com uma lesão no ombro esquerdo – lesão esta que o motivou a abandonar o Challenger Finals no ano passado. A lesão é crônica, e já foi motivo até possibilidade cirúrgica. O trabalho fisioterápico que vem sendo desenvolvido neste último ano é de aliviar a sobrecarga, sobretudo na mecânica e na intensidade dos treinos, e corrigir a postura de Thomaz, para fugir da cirurgia. Vale lembrar que Bellucci, como um grande sacador, sempre imprimiu uma grande sobrecarga no ombro pela mecânica do golpe e também por ter aquela empunhadura radical. Lembro-me de algo que foi muito batido por Larri Passos, que, durante a parceria, pedia encarecidamente que Bellucci “penteasse” mais a bola, já que era tendência certa de ele sempre querer ir para aces. Penteando a bola, ele conseguiria jogar mais com o primeiro serviço, reduziria a sobrecarga no ombro, e teria uma maior possibilidade de ter o domínio do ponto e um controle melhor da bola no retorno.

Eu pergunto: Como pode render um tenista sem confiança, tendo uma lesão crônica? Pergunto mais: Onde ele irá adquirir confiança? Ora, se alguém tem uma lesão, e se ele está fugindo de uma possível cirurgia, então que faça como Nadal fez. Não diria pelo afastamento, até porque já está realizando uma reeducação postural, mas voltar a mesclar seu calendário de top 40, no piso que gosta, e no lugar onde poderia ter uma possibilidade maior de uma sequência de vitórias, no caso os Challengers. Porque não? Ele já fez isso e teve bom êxito! O problema é manter o ranking? E a longevidade da carreira? Será que Bellucci confiante, sem culpas e remorsos, não poderia chegar ainda mais longe? Claro que o trabalho psicológico que está sendo feito com ele passa por essa alegria, que se define pela leveza, pela ausência de cobrança, exatamente o que acontece e faz o jogo dele crescer quando diante de um top figurão: Joga leve, sem culpa, faz bons jogos.

Aqui é uma opinião. Não sou eu que define o funcionamento da caixa de Pandora de ninguém. Mas não existe tenista confiante estando lesionado, perdendo a confiança do seu jogo no lugar onde não deveria jogar e se auto-cobrando por aquilo que não pode conseguir no momento. É hora de redefinir a carreira e de se posicionar.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:31

Ônus e Bônus

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Mais uma noite que Thomaz Bellucci preferiria não ter vivido. Sair de quadra vaiado pela própria torcida tem que estar no fim da lista de coisas que um atleta quer viver. O outro lado da moeda foi João Feijão Souza terminar o jogo derrotado por Rafa Nadal e ouvir seu nome gritado pela mesma torcida.

Crucificar Bellucci pelo acontecido não é exatamente a coisa a se fazer – é o movimento da massa ignara. Mas também vale lembrar que essa massa, desde os tempos de Roma, está acostumada a baixar, ou levantar, seu dedão conforme as performances apresentadas e seus sentimentos mais primitivos. Os que mostravam atitudes excepcionais, mesmo derrotados, tinham chances de saírem vivos da arena. Os outros sabiam que corriam sérios risco – e, pior, não tiveram opção de carreira.

Não custa lembrar que essa mesma massa ignara também é conhecida como torcida e pode, se bem manipulada, ou pelo menos satisfeita, mostrar carinho e vibração, com isso podendo fazer maravilhas pelo emocional do tenista em quadra, tendo até a capacidade de ressuscitar um Lázaro – mas é preciso fé. Que o digam Luiz Mattar, Jaime Oncins e Gustavo Kuerten que com sua raça e determinação levantaram e levaram ao delírio inúmeras arquibancadas Brasil afora. Thomaz declarou ontem que “não é fácil jogar no Brasil”. Aqueles outros adoravam.

Há mais de uma coisa a se considerar.

Diferentes personalidades reagem de diferentes maneiras a diferentes circunstâncias. Não vejo como Thomaz vá se comportar diferente do que já conhecemos. Não acredito que esteja em sua agenda agir de maneira diversa. Talvez fosse possível, talvez não. Eu sou um que acredito que podemos mudar certas características se assim quisermos – e coloquem a ênfase nesta ultima palavra.

Outra consideração é que Bellucci jogou pressionado – algo que ele odeeeia e lida pessimamente – enquanto Feijão jogou sem expectativas. Dois universos paralelos. Aí novamente a personalidade. Você colocava Mattar e, especialmente, Kuerten sob pressão e viravam grandes competidores. Nem todos são assim.

Pelo o que conheço Thomaz, que não é muito, mas é algo, ele é uma pessoa do bem. É aquela história; o mundo está repleto de pessoas do mal que são ótimos marqueteiros de si próprios e com isso ludibriam as pessoas da A a Z, e isso vale para esportes, política e todo o resto, assim como está recheado de pessoas do bem que são carentes de carisma e habilidades marqueteiras e por isso sofrem no seu relacionamento coletivo.

Atletas são pessoas publicas. E há algo que eles tendem a ignorar. Eles focam suas carreiras no seu próprio umbigo. A sobrevivência do esporte, e consequentemente as suas, faz parte da área de entretenimento. E essa área exige a participação do publico que irá influenciar toda a máquina que gere o dinheiro para fazer a carreira do atleta uma realidade. Quando você tem dificuldades com esse prisma da carreira sofre, quando tem fácil entendimento e boa reação ao fato o céu é o limite. Que digam os Federers e os Neymar do universo.

Mas uma coisa fique clara. Se Thomaz Bellucci trava daquela maneira, há fortes indícios de ser por conta de nervos, estresse e a angustia da frustração. Não vejo falta de vontade e displicência pela competição. Por isso não concordo com as vaias. Essas deveriam aparecer em outros casos, em outras áreas, para outras pessoas. Bem mais apropriado seria o estádio ser encher de temperança e benevolência. Mas, suponho que não é isso que o publico procura em uma arena esportiva. E o atleta fica, como todos nós mortais, com o ônus e o bônus.

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:54

Vai comer?

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A razão, a estratégia de Rafael Nadal dar o ar de sua graça no circuito latino-americano, algo que caiu como uma luva para ele e seus fãs locais, é testar e trabalhar seu corpo, afiar seus golpes e fortalecer sua mente, arsenal que foi prejudicado e enfraquecido por sete meses longe das competições, um tempo enorme no circuito masculino. Entre as mulheres pode até rolar, entre os homens isso normalmente tem um custo pesado – é só lembrar o passado e a história de inúmeros tenistas.

Por conta disso, chegar à final no Chile deve ser considerado um sucesso e ter deixado o espanhol feliz. Afinal, chegou à final de simples e duplas, sendo que corpo e mente perderam nos últimos meses um pouco daquele que sempre foi o diferencial do Animal.

Se não tiver nenhuma recaída por conta de alguma dor, algo que ele não acusou, o torneio em São Paulo deve acrescentar à preparação de Nadal. Vale lembrar que na sua aritmética estes torneios valem pouco mais do que por aquilo que mencionei acima. Os pontos são poucos e a grana já está no banco. Para ele, vale mesmo é chegar à Europa “jogado” – é lá que as onças vão beber água – nos Series 1000 e, culminando, em Roland Garros. Para o espanhol, este ano, tudo é aquecimento até Monte Carlo, “seu” evento e, especialmente, Roland Garros.

Para os fãs brasileiros, uns pequenos detalhes sobre o espanhol em São Paulo. Interessante que ele preferiu jogar duplas por aqui com Nalbandian e não com Bellucci, algo que, talvez, o mais marketeiro Federer faria. Afinal, jogar com Monaco, outro argentino, no Chile, é compreensível por serem “amichelos”. Que jogasse com Nalba em Buenos Aires. Suspeito que o relacionamento com Bellucci não passe de “hollas”.

A “vingança”, no bom sentido, pois o fato é totalmente marginal e somente curioso, sem conotações pessoais, pode vir na quadra do Ibirapuera. Explico. São Paulo é uma cidade que Belo está acostumado a jogar, terá a torcida a seu favor (bem que alguém poderia lhe dar umas aulinhas de como aproveitá-la) e um detalhe que não deve passar desapercebido. São Paulo fica a pouco mais de 600 metros de altitude, parecido com Madrid, algo que lhe convém e importuna Nadal – o circuito europeu onde ele deita e rola é todo jogado na altura do mar Paris fica a 90m, irrelevante) e os melhores resultados de Belo aparecem justamente em maiores altitude; Gstaad e Madrid, por exemplo. É só um detalhe e até uma possível semifinal entre ambos terão que passar por dificuldades. Nadal na luta com tudo que mencionei acima e Bellucci com sua tendência de naufragar frente a adversários mais inexpressivos e quando todos esperam um pouco mais dele. Mas a oportunidade está à mesa e braço para o feito ele tem. Mas tem que comer.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:11

O sorriso

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Como estará a cabeça dos integrantes do time brasileiro na Davis? Contentes por terem feito uma boa participação na casa do poderoso adversário? Frustrados por terem, talvez um pouco tarde, descoberto que o bicho papão não era tão feio e que uma vitória, mesmo que uma zebra, era possível?

Lembro que eu ficava um tanto vazio após um confronto como capitão da Copa Davis. Mesmo quando vencíamos; pior quando perdíamos, porque somado à frustração e a pura desolação. Na época o estresse era bem maior. Bem menos pessoas envolvidas, o que acarretava em um acumulo maluco de funções. Hoje a CBT consegue arregimentar uma série de pessoas com diferentes cargos e tarefas, o que facilita bastante o trabalho de todos – e assim deve ser. Benefícios dos patrocínios disponíveis e conquistados que na minha época inexistiam, infelizmente.

Fazer uma avaliação precisa sobre as razões de derrotas/vitórias é um tanto ineficaz à distância. Primeiro porque muitos elementos e variáveis são desconhecidas de quem não está presente. Mesmo entre os presentes, a maioria não sabe de tudo o que se passa na semana da competição. Melhor tecer meras considerações, o que sempre tem as desvantagens e, porque não, os benefícios da distância.

Normalmente o melhor tenista do time é o líder e, muito importante, o motivador e inspirador, através de suas ações, em especial dentro da quadra. Fora delas não tão raro a motivação até vem de outros elementos. Infelizmente essa regra nem sempre é verdadeira. Tive jogador que temporariamente era foi o melhor rankeado do time e quando colocado sobre sua posição de líder, pelas circunstâncias de então, simplesmente amarelou, esperneou e exigiu que não lhe fosse dada essa responsabilidade. Como se fosse uma mala a ser carregada, quando a exigência é de atitude e personalidade.

Neste confronto, o time começou a tomar forma na atitude do Thiago, ainda na primeira partida quando foi derrotado pelo Isner. Muito positivo, se comunicando com seus companheiros, se motivando através de boa expressão corporal, tentando encontrar soluções, não se entregando. Atitudes que faltaram a Thomaz contra Querrey. Felizmente, no 3º dia Bellucci fez uma feliz autoanálise confessando seu extremo negativismo em quadra contra Querrey, mais um passo na direção de sanar seus problemas.

O time adquiriu, de vez, personalidade na maravilhosa vitória dos mineiros sobre os mascarados Bryans. Uma vitória de se tirar o chapéu por tudo que esteve envolvido. Fora de casa, contra adversários de muita qualidade, piso adverso, abalos emocionais durante a partida, exigência do placar do confronto. Tudo isso e mais eles souberam administrar e mostrar a todos que quiseram ver como se comporta em quadra quando em defesa de seu país.

Imagino que a conversa nos vestiários deve ter sido objetiva e direta. Antes dos jogos do 3º dia Bruno Soares, um líder nato, nos assegurava que a atitude de Thomaz seria diferente. Tinha certeza e razão. Foi.

Independente das condições –  de quadra, circunstâncias e adversário – a postura e a vitória de Bellucci foram o que esperávamos tão ansiosamente. Além do que já fez, tenho certeza que Thomaz poderia ter feito mais. Na verdade, acredito que era jogo que ele poderia ganhar em três, no máximo quatro sets, sempre pensando em suas qualidades técnicas. O problema é esse. Eu sei, ele ainda não.

Não vou nem me estender sobre, por exemplo, a ausência do uso extensivo de slices em partida que assim exigi – quantas vezes o usou, e essa quadra adora essa bola. Mas, para ficar mais claro: durante 3 ou 4 sets Thomaz insistiu em errar devoluções por tentar fazer demais contra um tenista que não tinha condições de jogar com ele do fundo da quadra. No fim chegou ao ponto de simplesmente cutucar a bola em quadra para assegurar a “entrada” no ponto, o que ficou bem melhor do que os erros. Não que só isso fosse adiantar, pelo contrário, mas não precisava de tanto como imaginou. Apesar de que teve algumas devoluções importantes com seu forehand no lado da vantagem.

Falta ainda Thomaz encontrar sua sintonia em quadra – a maneira de posicionar a mente para o jogo. O seu negativismo brocha a todos em especial a ele. Adorei ele ter dado um sorriso em direção ao banco dos brasileiros quando jogava aquele game estressante quando tinha inúmeras vantagens e não conseguia quebrar para abrir as portas da vitória no quinto set. Talvez tenha sido uma inspiração da sua psicóloga, sei lá. Só sei que perante a adversidade e o estresse, ele achou aquele sorriso desarmado, real, meigo, cativante eque lhe fez mil maravilhas. Naquele ponto, como por instinto ou inspiração, a decisão de escolher o slice de revés, que saiu longo e lento, quebrou o adversário e lhe abriu as portas da felicidade.

Thiago Alves fez o que sabe e mais um pouco na partida final, o que traduz, ao pé da letra, o tal “espírito da copa Davis”. Ontem não deu. Mas, uma série de atitudes e acontecimentos podem ter aberto as portas para que o Brasil volte a ter um time de Copa Davis que se não nos traz títulos, nos traga felicidade, orgulho e vontade de torcer.

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domingo, 3 de fevereiro de 2013 Copa Davis | 13:34

Oportunidade

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Convenhamos algo; e ruim para o Belo jogar em quadras rapidas, como a de hoje, por diferentes razoes tecnicas: grip forehand radical, falta de habito de ganhar pontos pela via rapida, falta de confianca junto a rede, fuga premeditada de eventos nesse piso, cada dia mais raros e a crena ate hj inabalavel de que se eh saibro eh bom, se eh rapida eh ruim.

Por outro lado, o Isner esta tt fora de jogo. Esta se mexendo pior do q eu em um mal dia, sem confianca nos golpes de fundo, sem ritmo, rezando para acabar os pontos e o jogo. Continua sacando muito, que eh o minimo q pode fazer e indo assombrar junto `a rede que eh o que lhe resta fazer. Mas, sem duvidas, eh uma excelente, e bota excelente nisso, oportunidade para o Belo virar a mesa e ganhar um pouco de respeito de companheiros e fas.

Alem disso, o brasileiro tem um dos melhores saque do circuito para esse tipo de quadra – so q parece nao saber e ninguem conta para ele. O saque aberto seco no iguais, o saque no corpo com slice no iguais, o no corpo e o aberto com slice na vantagem, tudo misturado com pitadas de porradas. Se usar essas WMD do comeco ao fim, usar seu forehand para mover o adversario de um lado ao outro, sem dar duas bolas do mesmo lado para evitar subidas `a rede e forcar erros, usar com calma e angulos o slice no rev’es, e mais calma ainda, so colocando, o seu reves chapado, entao ter’a bem mais do que uma simples chance – pode ganhar o jogo sem grandes dificuldades. O uso do slice colocado cruzado e curto paralelo vai mostrar a sua determinacao de ser estrategico. Se trouxer a caixa de ferramentas adequada para o confronto, e utiliza-la, saberemos que quer a vitoria e nao meramente participar.

‘Obvio que tao importante quanto a caixa de ferramentas eh a necessaire de emocoes e postura, que eh o primeiro passo para uma boa apresentacao na Copa Davis.

Bellucci x Isner `as 15h na SporTV

Para quem nao percebeu – diretamente do meu ipad.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 18:50

A Davis x EUA

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Nesta sexta-feira mais um capítulo na saga do Brasil na Copa Davis. O país volta ao Grupo Mundial, de onde esteve afastado nas ultimas 10 temporadas e onde não vence um confronto desde 2001, contra o Marrocos, no Rio, na época Guga

Enfrentamos o EUA em Jacksonville, Florida, onde fica a sede da ATP e onde fiquei 6 meses nos meus 16 anos, na primeira vista ao país. Os americanos, que não são bestas nem nada, optaram por jogar em piso rápido indoors. Pelo que falam não está tão rápida, mas duvido que esteja ao gosto de Bellucci e companheiros.

O confronto abre com Bello enfrentando Sam Querrey e, em seguida, Thiago Alves encarando John Isner. Com um pouco mais de time e sorte seria um bom momento. Isner abandonou o AO por conta de dores no joelho e volta às quadras sem testar o joelhito em competição, muito diferente de o fazer em treinos. Querrey não joga bem há tempos. Porém, os dois são pirulões sacadores e dos bons. Belo precisa encontrar forças em algum lugar de seu íntimo, surpreender um pouco e vencer a 1ª partida, senão a coisa fica preta e pode acabar no Domingo. Não é fácil, mas não é tão difícil. O melhor cenário é o Belo vencer o Querrey, o Isner sentir o joelho, o Thiago vencer a partida de sua vida – pode até ser por desistência – e fecharmos em 2×0 – aí vou acreditar em papai-noel.

Tenho certeza que a nossa dupla deve ser o ponto mais confiante de nosso time em possível vitória. Afinal, venceram duas das três vezes que se enfrentaram. Deve ser um bom jogo contra os BrosBryan. Os mineiros tem cacife para ganhar, assim como sobra cacife para os gringos vencerem.

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:34

Masters da CBT

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Bem interessante o formato do evento de encerramento da temporada realizado pela CBT. Reuniram em um único local, Costa do Sauípe, os melhores profissionais, juvenis e veteranos da temporada.

Só na categoria veteranos estiveram presentes 170 tenistas. Nem todos os melhores estiveram presentes, mas a categoria esteve bem representada. Os juvenis compareceram em igual numero, segundo a CBT, e aí praticamente todas as estrelas estiveram presentes. (A lista dos campeões juvenis: Joao Lucas 12M, Laura Wayerbacher 12F, Felipe Alves 14M, Nicoli Pereira 14F, Orlando Luz, jogando uma categoria acima, 16M, Gabriela Alves 16F, João V. Walendowsky 18M e Ingrid Martins 18F.)

Entre os profissionais houve uma certa acomodação para arregimentar os tenistas. Nem todos jogaram o evento principal. Vale lembrar que praticamente todos eles recebem alguma verba do Correio, patrocinador do evento, através da CBT. Imagino haver algum compromisso para que estejam presentes.

Mas não dá para ignorar que não é um momento de competições para Thomaz Bellucci. Nessa mesma época, a Koch Tavares, de mais de uma maneira parceira da CBT, realizou no local um treinamento reunindo Bellucci, Clezar, Zerbini, Ricardo Mello, que afirma estar com mais de um pé na aposentadoria, Demoliner, Kirche e de Paula. Estes tenistas ficam na Bahia, um clima semelhante ao da Austrália, fazendo a pré-temporada até 22 de dezembro.

Thomaz acomodou-se à situação participando no chamado “Desafio Olímpico Correios”, onde, junto com o veterano Andre Sá bateram a dupla mineirinha de Marcelo Melo e Bruno Soares por 4/6 7/6 11/9, o que acomodou também a participação dos nossos três duplistas mineiros. Na chave de simples Rogério Silva e Paula Gonçalves ficaram com o título.

De qualquer maneira, achei ótima a ideia e a realização de um evento nesse formato, uma verdadeira festa do tênis nacional. Ideias como essas agregam e motivam. Espero que seja um teste para futuros e melhores evento nesse formato. Dá para sonhar alto e expandir o formato, que foge da mesmice a que se acomodaram os realizadores de eventos, oferecendo algo diferenciado que atinge várias tribos do tênis. Não será fácil, dado a variedade de interesses, mas a CBT é hoje mais forte do que em qualquer momento de sua história e não parece ter melindres sobre usar sua musculatura.

Carla Forte, vice, e Paula Gonçalves, campeã no Masters.

Paulinha, a nossa Aninha.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 Light, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:21

De bom tamanho

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Teve gente que gostou outras que nem tanto. Nenhuma novidade. Mas o primeiro dia de exibições foi de primeira linha, pelo o que se propõe.

A dupla entre os mineiros Melo/Soares x Bryan Bros seguiu o roteiro; um set para cada dupla e vamos decidir no 3º set. Como havia tempo de sobra até as 21.30h, horário do jogo principal, deu para jogar um set normal e não um tiebreacão, padrão da ATP. Os Bryan ganharam. Tivemos algumas boas trocas de bolas, deu para ver aquilo que não se vê nos clubes, e nem nas TVs, excelentes voleios de reflexos, muita movimentação, intervenção, lobs, devoluções nos pés etc. Para quem gosta de tênis, um bom prato.

A simples veio logo a seguir, anunciada em quadra pelo mestre de cerimônias, o meu colega de transmissões Marco A. Rodrigues. Havia um frisson no estádio, que se encheu após as duplas, quando Marco Antonio chamou os tenistas. Alguns leitores escrevem que não estava cheio. Estava. Praticamente lotado. Existem locais que não são vendidos por conta da localização e a falta de vista para a quadra; como atrás das câmeras de TV fica um retângulo amarelo de assentos livres. Nas primeiras filas dos assentos laterais também não dá para ver nada e por isso não são vendidas. A área do governo, aquelas poltronas escuras em um recinto fechado na lateral tinha muito lugar sobrando. Fora disso só mesmo um ou outro que não foi apesar de ter os bilhetes nas mãos, por conta dos imprevistos – conheço alguns.

A simples foi acima das minhas expectativas. Um set para cada um e vamos decidir na negra. O Federer sentiu o calor e perdeu o foco uns 3 games no set decisivo. O Belo ainda vacilou, mas administrou e levou. Por trás disso, o fato que ainda acho que essa partida deveria ter sido deixada para o domingo. Ontem o jogo foi mais frio do que eu esperava e com certeza do que o Federer esperava. Acho que ele ficou surpreso com o publico frio, apesar do Ibira ester um forno em uma noite de pleno verão.

Mas o que poderia o publico fazer? Torcer para o suíço contra o brasileiro? Não vai rolar. Atrás de mim um sofasista insano e agitado profetizava antes do jogo que o brasileiro levaria uma entubada e apostava que não fazia quatro games. Me senti tentado em tirar uma grana dele. Torcer para o brasileiro contra o Mestre? Também não iria rolar. Imaginou a Ibira lotado torcendo insanamente pelo Belo? O suíço iria embora no primeiro avião. O público mostrou educação e respeitou. Só foi ao delírio em uma ocasião, após longuíssima troca de bola, o que não é o padrão de nenhum dos dois. O resto do tempo foi de aplausos tranquilos, gritos abafados e um clima de respeito que se traduziu mais em um clima de um espetáculo de mestres da música do que um show de madonas.

Os dois tenistas nos brindaram com um jogo disputado e sério na medida correta. Thomaz parecia deixar claro que sua postura seria de “você ganha o milhão que eu vou atrás da vitória”. Federer entendeu e manteve as brincadeiras ao mínimo, tentou uma homenagem ao nosso futebol com umas embaixadas fracassadas, e nos brindou com alguns toques e contra pés. Mas abusou, para nosso prazer, de direitas de ataques magistrais, o que serviu de aula para quem se ligou, muitas mais idas à rede do que normalmente faz, esbanjando seus voleios vorazes.

Ficou claro que se nas exibições falta o elemento competitivo, o que tira aquele ansiedade do ar, enquanto possibilita certas firulas técnicas que não vemos nos torneios. Quem souber aproveitar uma e não sentir falta da outra ficou feliz, porque ,em termos de exibições, foi um belo espetáculo e os tenistas souberam fazer a sua parte e, muito importante, respeitar o público. E este soube fazer, e muito bem, a sua parte.

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:48

Imperdível

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A sempre polêmica sem perder a candura e a elegância leitora Maysa, ocupa seu espaço nos comentários para declarar sua ojeriza às chamadas “exibições”. Não é a primeira que me passa essa mensagem, ao mesmo tempo em que outros declaram seu amor pelas mesmas. O que separa as duas vertentes?

Exibição foi algo criado sabe-se lá quando, só posso dizer que há muito tempo, para trazer algo para o qual havia uma demanda. No caso, a presença de estrelas, das mais variadas grandezas, para próximo de seus fãs, em um cenário que não abrigava pelas mais diferentes razões, da tradição à falta de estrutura, torneios compatíveis com a presença de tais tenistas.

Isso são um fato e uma realidade mundo afora, não somente no Brasil. Na verdade, hoje se joga bem menos exibições do que no passado. A demanda do circuito e consequente esgotamento dos atletas, o televisionamento de tudo quanto é torneio tenistico que coloca os ídolos na frente de sofás mundo afora, e, principalmente, o quase obsceno, pelo menos comparado com poucas décadas atrás, dinheiro distribuído em prêmios de torneios oficiais, o que deixa seus bolsos e mentes tranquilos quando não acomodados, são razões pela diminuição da presença das estrelas em exibições.

Por conta disso, as aparições, pelo menos das estrelas, são raras e bem caras – lembrem-se que há demanda no mundo todo. Até mesmo uma cidade como New York, que tem um Grand Slam, demanda e recebe exibições com Federer. Mas imaginem quantas cidades não demandam e aguardam pela oportunidade que provavelmente nunca chegará. Na Europa e na América há a demanda e a oferta por outro tipo de exibições – são os Masters, que atraem o público com seus nomes, mas oferecem pouco mais do que brincadeiras e seções saudades de volta. Não é por menos que a maior estrela dessa troupe é um iraniano naturalizado francês, Mansour Barahmi, que encanta o publico europeu com seus marabalismos em quadra.

A exibição em si é uma arte, muito distinta da competição em si. A personalidade dos envolvidos conta muito para que ela seja um sucesso. Ninguém joga uma exibição como se a vitória fosse a meta. Pelo contrário. É bem mais do que provável que quando dois tenistas se enfrentam, em um treino, longe dos olhos do público, vão procurar a vitória com mais determinação e entrega do que em uma exibição. Por isso, nestas ocasiões é de muito bom tom colocar em quadra somente tenistas que se deem bem – e especialmente se a estrela maior aceita bem o sparring.

Existem algumas regras não escritas, que quase sempre são respeitadas, ainda que por vezes não. Fica “feio” um dos tenistas mostrar que está a fim de ganhar. Tem que saber aliar bons golpes, com uma dose correta de intensidade e um pouco, não muito, de relax e até humor. Se errar a mão em qualquer dos quesitos fica horrível – e, acreditem, poucos dominam essa arte.

O jogador da casa sempre ganha. E aí eu pergunto, com Federer e Bellucci que será o jogador da casa? Afinal, a grande estrela que o publico quer ver e aplaudir é o suíço. Será que Federer obedecerá a regra e fará a gentileza? Ou será que Bellucci esticará o tapete vermelho? Nosso tenista dá suas esticadinhas de tapete, mas raramente contra tenistas mais fortes e as tais estrelas, a quem gosta de fazer sentir sua mão pesada, pelo menos por um tempo. Será interessante ver como se desenvolve essa apresentação que deve ser o ponto alto do espetáculo, até pelo envolvimento do publico. Lembrando, essa será a primeira partida do suíço, do total de três, que jogará em São Paulo. Eu teria colocado como a última. Ele enchia o Tsonga e o Haas de bola nas primeiras, para delírio do público, e o Bellucci ficava para quando a festa já estava assegurada.

Comentando o comentário da Maysa, é preciso entender que na próxima semana não teremos em São Paulo nem um torneio, nem uma exibição. Teremos um espetáculo, uma festa. Uma festa do Tênis. Uma festa exclusiva, já que os ingressos são caros e em boa parte corporativos. Uma festa que todos gostariam de participar. Uma festa para tenistas, sofasistas e até mesmo estrangeiros do tênis, aquele que irão não por conta do Tênis e sim do ser visto.

Vamos ter o creme de la creme do tênis como poucas vezes reunido, em qualquer lugar que seja – o mundo vai babar de inveja. O foco ainda está no Federer, até porque o patrocinador que pagou a conta principal é seu, as chamadas são dele e o cara é adorado. Mas teremos Tsonga e Haas, dois belíssimos tenistas, com estilos distintos e propícios para a festa, até mais do que Ferrer, que é mais “engessado” e que saiu. Os espetaculares irmãos Bryan enfrentando os mineiros Melo/Soares, o que deve vir a ser um espetáculo à parte, em especial para os fãs tenistas.

E as mulheres! Até as Olimpíadas, agradeçam por ela, não vamos ver tal constelação por aqui: Sharapova, Serena, Azarenka, Wozniacki! As meninas mereciam uma festa só para elas e iriam sobrar. Isso sem falar no Roger. Não será um Grand Slam, mas será um espetáculo que lotaria o Madison Square Garden, um local que já acolheu os melhores de todas as áreas, numa cidade onde if you make it there you make it anywhere. Agora é em São Paulo. Esta, Maysa, é imperdível.

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