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Posts com a Tag thomaz bellucci

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 09:46

Merecendo

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Após a combatida vitória sobre o polonês maluco Lukasz Kubot, um tenista que gosta de jogar no limite de seu potencial quando não é o favorito, Thomaz Bellucci declarou que “mereceu esta vitória”.

Achei curiosa a declaração, que presumo ser mais um desabafo. Nunca vi no tênis uma vitória que não fosse merecida.

Mas talvez de para entender por trás das palavras a intenção do brasileiro. Vencer uma partida de 3h, em uma melhor de três sets, é sempre uma tarefa árdua, um feito. Mais uma vez não assisti a partida, porque, creio, não foi mostrada, nem na TV nem na internet.

Mas, acompanhei parte pelo Ao Vivo. O que transparece, após tanta briga, ou altos e baixos como escreveu um leitor, “sofasista” creio, é que Thomaz começa a vencer partidas onde o componente “briga” é uma exigência. E aí existe a mão do treinador.

Isso fica ainda mais claro na declaração de Larri Passos que o pupilo “esteve perfeito até o 3×1, 40×15 do 1º set”. Após perder a vantagem, e o primeiro set, no TB, Bellucci ainda encontrou forças para virar uma partida que deve ter sido “brigada” ponto a ponto. Não entrou em depressão após se complicar, nem se encolheu em definitivo quando a hora da onça beber água chegou. É bom lembrar que sacou para fechar no 5×3 do 3º set, perdeu o saque e encontrou uma maneira de vencer no game seguinte. Não era difícil “pirar” nessa hora, como acontecia.

Voltando à declaração de Thomas, ele devia estar muito contente com seu desempenho e o fato de ter mostrado a seu técnico, e a ele mesmo, que sabe sim brigar por um resultado.

Espero que seja por aí. E que o seu histórico de não vencer partidas que exijam muito de uma sempre necessária combatividade fique, cada vez mais, para trás em sua carreira.

Na semifinal, hoje às 20h, o brasileiro enfrenta o espanhol Nicolas Almagro que está na crista da onda após vencer sua 12ª partida consecutiva no saibro latino-americano.

Pode-se dizer que Bellucci estará cansado após a maratona de ontem. No entanto, se seu adversário está muito confiante, aos poucos o seu físico também deve encurtando. Ontem venceu, também em partida longa, o colombiano Giraldo por 7/6 5/7 6/4 em 2.30h de jogo.

Com isso, Almagro está no meio de uma terceira semana seguida de batalhas. Uma hora o corpo arria. É mais uma oportunidade, desta vez de chegar a uma final, que surge e pode ser aproveitada pelo brasileiro. E o seu técnico sabe bem disso.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 13:09

Novos sabores

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O brasileiro Thomaz Bellucci joga esta noite em Acapulco uma daquelas primeiras rodadas temidas por todos. Thomaz, #36 do ranking, ficou a uma posição de ser cabeça de chave no torneio, e com isso ter uma posição privilegiada na chave. O ultimo cabeça de chave foi o argentino Juan Chela, #37 do ranking.

Com isso, o brasileiro, um tenista com a mão pesada, perigoso e respeitado, ficou solto na chave. Ruim para ele e ruim para seu adversário, o cabeça de chave #2 Fernando Verdasco. O fato não é confortável para nenhum dos dois.

Para o brasileiro, pela óbvia razão de enfrentar um dos favoritos do evento e #9 do mundo. Para o espanhol por que enfrenta um tenista perigoso que, em uma das raras oportunidades na temporada, jogará sem a responsabilidade da vitória.

Sem a responsabilidade em termos. É óbvio que nas casas de aposta Thomaz não é o favorito – nem na sua cabeça. No entanto, pelo andar da carruagem, Bellucci adoraria vencer esta partida. Primeiro porque está precisando vencer partidas – seu ranking começa a sofrer o impacto das derrotas. Depois deve estar ansioso para mostrar, e ver, que sua parceria com Passos está no caminho certo, além de que é a típica partida boa de vencer para se receber uma confiança na veia.

Por outro lado, teoricamente, o espanhol estará “esperto” por conta da chacoalhada que levou do Raonic na 1ª rodada em Memphis. Além disso, a teórica vantagem que o paulista teria, por estar vindo de torneios no saibro e uma semana de descanso, o espanhol recuperou tendo mais dias disponíveis para treinar no saibro, além de descansar a cabeça e o corpo.

Com esse cenário colocado, a partida ganhou novos sabores, o que pode ser um prato mais interessante a ser aproveitado no início desta madrugada pelos fãs do brasileiro.

Para aproveitar nesta madrugada.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 12:32

Duas realidades

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Dois tenistas, duas realidades.

Ricardo Melo, de quem o público brasileiro não espera muito ou quase nada, vai, comendo por fora, surpreendendo a muitos, e chega, pelo segundo ano consecutivo, à semifinal do Aberto do Brasil.

Thomaz Bellucci, de quem o público brasileiro espera muito e mais um pouco, fracassa, mais uma vez, no principal torneio do país.

Ricardo teve seu momento de encruzilhada alguns anos atrás e não conseguiu dar o pulo do gato, algo que Thomas, bem mais jovem, realizou de maneira mais contundente. Afinal o canhoto de Tiete já se enfiou entre os 25 melhores do mundo o que não é pouco.

Ricardo pegou toda a pressão que existe sobre um tenista e a jogou no lixo. Não lidou muito com ela. Não criou expectativas sobre sua carreira, para o bem e para o mal.

Thomaz assumiu, publicamente, que tem altas expectativas para sua carreira, inclusive se meter entre os Top 10 – uma meta tão audaz quanto difícil.

Ricardo aceita a vida como ela é e sua carreira como parte dela. Treina, viaja, compete, luta, mas nunca teve um compromisso com uma meta que o forçasse a romper barreiras e limites, seus e do circuito.

Thomas tem essa ambição. Junto com ela, e nunca é de outra maneira, tem também as pressões e os medos do fracasso que se esgueiram pelas mentes dos que sonham alto e buscam suas realizações. Não resta dúvida de que a maneira como lidará com esse aspecto da sua carreira, determinará a grandeza de seu sucesso. Ao contrário de, por exemplo, Gustavo Kuerten ou mesmo Luiz Mattar, essa é a fragilidade de Bellucci. Como ele a atacará e resolverá, ou não, nos resta a ver. Como dizem, às vezes se quer tanto algo que se torna ainda mais difícil conseguir.

Por seu lado, Ricardo, com a estratégia “Chaves” do “não querendo querendo”, ou seria o inverso, chega, mais uma vez, a semifinal do Aberto do Brasil, sem nunca ter tido um ranking melhor do que #50 do mundo.

Thomaz, que já foi #21 do mundo, como disse o meu caro leitor abaixo, continuará convivendo com seus demônios, até que consiga os exorcizar.

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Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:35

Demônios

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Mais uma vez pesco um comentário para colocar aqui na Home por conta de seu conteúdo. Não existe um único parametro para que eu o faça, até porque os inúmeros Comentários de qualidade que por aqui aparecem são de qualidades distintas. Algo que agregue à discussão, o olhar inusitado, a coêrencia, a escrita, o inusitado e outras baos razões. O abaixo, do leitor Joaquim Gloor, tem algo que vai na veia de quem entra em quadra, independente de seu padrão ou categoria, enfrenta seus demônios, uns dias os vence outros não, mas não deixa de ser apaixonado pelo tênis até por conta desses desafios. Aí reside a razão do tênis. 

Bellucci luta com aquele que pode ser o nosso pior inimigo, a nossa própria cabeça! Confesso que quando vejo jogos dele, nos quais ele joga como no dia de hj, não fico com raiva ou nervoso como muitos daqui, fico triste mesmo.

Para aqueles que já passaram por situações semelhantes na vida, seja no tênis ou em qualquer outro lugar, sabe, que não ha nada mais sofrível do que lutar contra sí mesmo, contra nossa própria cabeça, pois é uma briga contra um “inimigo” invisível e mesmo desconhecido, que possui mistérios que nossa vã filosofia nunca irá alcançar ou controlar. E acho que talvez seja a coisa mais decepcionante da vida quando temos a certeza que somos menos do que poderíamos ser, e o pior, que a culpa disso é só nossa e de mais ninguém.
Não acho que falta ao Bellucci vontade, sangue nos olhos, foco e todos esses clichês de psicologia esportiva. Ninguém dedica sua vida, embarca de cabeça em uma escolha feita por sí mesmo sem ter vontade, sem querer. Ninguém está entre os melhores do mundo na sua profissão quando lhe falta vontade, dedicação, entrega. Por isso não acredito que este seja o problema dele. Acredito que a dificuldade do Bellucci é simplesmente a dificuldade de todos nós, que é lidarmos com nós mesmos, com defeitos e qualidades em carne e osso.
A dificuldade está na dúvida que nos invade em frações de segundos na hora da escolha de um golpe; na pulga que se acolhe nas nossas orelhas encolhendo os nossos braços; no medo de errar que, obviamente, conduz ao erro; no estresse produzido por nossa própria cobrança que obriga o cérebro a pedir descanso nos devaneios sedutores da desconcentração; naqueles momentos que, cansados já de tanta luta em vão, entregamos os pontos, fechando os olhos, e, simplesmente para descarregar, colocamos toda a raiva e frustração nos músculos e disparamos uma pancada na bolinha, nos sobrando apenas a reza para que, como que em um milagre, o tiro perdido acerte a linha e se transforme em um maravilho winner, coisa que pode até acontecer, mas dificilmente se repetirá.

E é por perceber essas dificuldades que fico triste, pois percebo como ele sofre ao lutar contra seus demônios, assim como, de uma forma ou de outra, todos sofremos…

E por não querer poluir o ambiente com imagens grotescas, publicos estes demônios, que são tudo de bom.

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sábado, 22 de janeiro de 2011 Tênis Masculino | 10:29

Engoliu e cuspiu

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Mais alto para Tomas Bellucci do que sua derrota para Hernich, fala a contundente vitória de hoje do sueco Robin Soderling sobre o mesmo checo. Se perder para um tenista #241 do mundo, e 31 anos de idade, mesmo que perigoso, não deixa de ser surpreendente para um cabeça de chave a fácil vitória de Soderling – 3/1/4 – o que evidencia a distância que separa o brasileiro de sua ambição de estar entre os 10 melhores do mundo e ser um fator nos torneios Grand Slams.

Thomas concentrou seus comentários sobre a partida na capacidade do adversário em jogar reto e o incomodar. No entanto, Soderling pegou essa mesma qualidade do adversário, rasgou, engoliu e cuspiu. Nem tomou conhecimento.

Isso porque é capaz de impor seu estilo e não se preocupar com o do outro. É justamente essa capacidade – técnica e mental – de se impor, e sustentar essa imposição, que ainda falta a Bellucci.

O trabalho do brasileiro para melhorar consiste não só em resolver suas carências técnicas, como contra-atacar com qualidade e consistência; resolver e melhorar suas melhores armas, como saque e drive e ainda mais importante, acertar seu emocional, sua consistência, sua postura, sua resolução.

O momento que Bellucci conseguir lidar com os Hernich da vida, será a hora em que o brasileiro conseguirá fazer a transição que o tirará do atual limbo, onde já provou que pode frequentar, para se instalar no clube privée dos cachorrões do circuito.

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:56

Duas seguidas

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Se Thomaz Bellucci não conseguiu vencer o colombiano Santiago Giraldo, um tenista imprevisível, o que já nem mais sei dizer se é bom ou ruim no circuto do tênis, pelo menos conseguiu vencer dois jogos seguidos, o que não deixa de ser interessante.

Pelas declarações de técnico e jogador, ambos reconhecem que Bellucci ainda está fora do padrão e do caminho que Passos imagina para o pupilo. Pegar a bola na subida, jogar dentro da quadra, saber escolher a bola vencedora, contra atacar com qualidade são coisas que um tenista tem que aprender e saber. Mas o que realmente vai fazer a diferença no tênis do brasileiro é ele brigar pela vitória a cada rodada. Seu maior objetivo é bons resultados em Grand Slams e isso exige mais vitórias consecutivas do que qualquer outro evento. E quanto a isso, o Aberto da Austrália começa neste Domingo pelos canais ESPN.

 Bellucci vai à rede.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:55

A boa ou a má?

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Voces preferem a boa ou a má noticia primeiro?

Quem preferiu a má, leia abaixo. Quem preferiu a boa, pule o(s) próximo(s) paragrafo(s), leia-os e depois volte para a má.

A má notícia é que Thomaz Bellucci se enrolou mais uma vez em uma partida que tinha sob controle. O rapaz venceu o primeiro set por 6/4, levou a partida em rédeas curtas até o 5/4 no segundo set, quando sacou para fechar a partida e deixou escapar, perdendo o game de 0x40! O que não é bom para a confiança.

Para quem pensa que a má noticia acabou, tem mais. Foi para o tie-break e perdeu com uma dupla falta no set point. Quer mais?

Perdeu o saque de cara e, não contente, perdeu de novo, com duas duplas faltas, deixando o adversário, Michael Russel, fazer 3×0 e saque no 3º set. Chega?

Chega sim, porque eu tambem prometi boas notícias. O fato é que o brasileiro decidiu que não iria entregar a rapadura, vestiu a roupa de superman e foi atrás da vitória, vencendo quatro games seguidos. Foi que foi, levou o set até um um pouco antes da bacia das almas e fechou por 7/5 em quase tres horas de jogo.

Não sei se Bellucci pensou o que teria que ouvir de seu novo técnico se perdesse uma partida ganha do outro lado do mundo. O fato é que encontrou forças e um jeito de reagir, o que é sempre bom para a confiança.

Vocês decidam se, no frigir dos ovos, imperam as boas ou a más noticias. Como Bellucci está na 2ª rodada, a resposta se torna um tanto óbvia.

Bellucci em Auckland – variedade de situações no mesmo dia.

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terça-feira, 9 de novembro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:53

Progresso

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Uma boa vitória do Thomas Bellucci sobre o alemão Kohlschreiber, por 7/6 5/7 6/3, em jogo bem equilibrado. Thomas deixou escapar a oportunidade de levar o segundo set para o tie-break, como havia acontecido no primeiro set, mas não abaixou a cabeça no terceiro – pelo contrário.

Uma, porque veio de jogar um torneio sobre o saibro no Brasil, o que exigiu mudança de piso, continente e fuso.

Duas, porque o alemão é encardido, não dá jogo de graça e já é um dos grandes rivais do brasileiro, jogaram 4 vezes esta temporada, e está na mesma faixa de ranking – Bellucci #30 e o adversário #33.

Mais importante do que tudo isso é o fato de que Thomas jogou bem. E o jogar bem inclui algumas coisas que ele precisa fazer para se dar bem nas quadras duras: sacou bem, não teve ansiedade para matar os pontos, cortou os erros, tentou variar as devoluções, brigou pelo jogo. Ainda têm várias outras coisas que podem melhorar – mas é um progresso.

Seu próximo adversário é o sempre perigoso Davydenko, atual #11 do mundo, muito rápido e muito regular, o que incomoda o brasileiro. Resta saber o quanto Bellucci vai conseguir incomodá-lo com seu serviço e com sua direita. Os dois nunca se enfrentaram.

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sábado, 23 de outubro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:21

Críticas no atacado.

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O beneficio da dúvida é um consenso na jurisdição. Por isso, porém não só, elejo, desta vez, relevar, até certo ponto, as recentes declarações de Thomaz Bellucci na sua entrevista anterior a sua estréia na Copa Petrobrás. Veja no link abaixo trechos da entrevista que tanto pano para manga tem dado. Se voce não conseguir visualizar entre na pagina de esportes então de tênis do IG:

http://esporte.ig.com.br/tenis/2010/10/22/bellucci+critica+falta+de+apoio+de+ex+tenista+na+formacao+de+novos+talentos+9799099.html

Quando recebi cerca de cinco telefonemas de diferentes jornalistas me arguindo sobre as declarações, a minha primeira reação, após a surpresa, foi perguntar em que contexto havia sido feitas. Como estava ocupado cuidando do meu joelho, só fui conhecer os detalhes no fim do dia.

Pelo tom e conteúdo, imagino que o rapaz estava guardando algo no fundo do baú da amargura só esperando a hora de abri-lo. Pensei que se ele estava querendo atingir alguém, deveria ter feito melhor uso de um rifle com luneta em não disparos com uma “12”, onde o atirador acaba mirando onde quer e atingindo Deus e o diabo e também o que, talvez, não quer.

Não precisa ser muito envolvido com o tênis para saber quem era seu maior alvo. Deveria então ser mais preciso e não fazer o estrago que fez, se é que não queria fazer. Até porque foi de surpreendente deselegância como uma série de pessoas que, no mínimo, lhe tem pago um respeitoso silencio e, não esqueçamos, tem um passado no tênis brasileiro.

Imagino que seu alvo preferido seja um ex-tenista que não perde uma oportunidade para sair na mídia, ele que é capaz de qualquer macaquice para se manter visível. O rapaz claramente tem suas divergências com o atual número um do país – dizem as más, ou seriam boas, línguas que por conta de ciúmes – e se decidiu por contundentes críticas após o fiasco em Chennai. Logo ele que ficava todo melindrado e nervoso quando ouvia qualquer crítica às suas inimagináveis pisadas de bola na mesma Copa Davis, algumas mais passíveis de críticas do que as que dirigiu a Bellucci. Mas, como dominava a mídia com bem mais facilidade do que o atual #1 do Brasil, acabou por torna-se um queridinho do público, que comprou o personagem e desconhece as suas reais características.

Mas Bellucci criticou técnicos e ex-tenistas brasileiros em geral. E críticas no atacado, especialmente quando são opiniões e não necessariamente fatos, causam maiores e desnecessários estragos do que as bem dirigidas – por isso Thomaz merece um puxão de orelhas. Mas não sou eu que aqui vou dá-lo. Devem existir pessoas próximas a ele mais capacitadas para fazê-lo.

Talvez um fato, ainda inédito na imprensa, pelo menos enquanto escrevo e publico este post, possa explicar o inesperado destempero do nosso melhor tenista da atualidade: João Zwetsch não é mais seu técnico, o que, imagino, deva ser divulgado a qualquer momento.

As razões não as sei, porém imagino, assim como duvido que um dia sejam divulgadas pelos envolvidos, já que essas coisas geralmente são tratadas a portas fechadas. Não sei o quanto isso, sempre um fato frustrante e emocional para o atleta, foi catalisador da repentina verborragia do rapaz, mas imagino que tenha algo a ver. Mas aguardemos.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:28

Milho para bode

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Como diz um amigo meu, há que se cuidar ao ficar se dando milho para bode. A coisa pode começar a cheirar mal.

Desde o Torneio de Hamburgo – isso foi em meados de Julho, Thomaz Bellucci não vence duas partidas seguidas no circuito da ATP. Como eu já disse inúmeras vezes, a confiança do tenista é seu bem mais precioso. É dela, acima de todas as coisas, que o tenista tem que cuidar com o maior carinho e atenção. Senão o preço é caro.

Nesse quesito, quanto maior a mais se cede mais se é obrigado a ceder.

No primeiro semestre da temporada, Thomas conquistou um lugar ao sol, junto com um lugar nos nossos corações, além do respeito dos adversários, que é a segunda coisa mais importante. Neste segundo semestre, ele vem deixando que algumas escolhas e decisões errôneas coloquem em perigo todo o seu esforço e seu sucesso até o momento.

Ao perder na primeira rodada de Estocolmo para James Blake ele deu mais um passo na direção contrária do seu sucesso. Blake é um tenista perigoso apesar do seu péssimo momento? É! Porém, Thomaz já é #27 do mundo e deveria poder lidar com as possíveis más intenções de um tenista mais à beira do fastio do que do desespero.

Agora o brasileiro volta ao Brasil para disputar um Challenger em São Paulo, um evento abaixo de seu atual padrão, e volta a Europa para jogar um dos torneios mais difíceis da temporada.

O evento em São Paulo acontece na semana que vem nas quadras da Sociedade Harmonia de Tênis – uma excelente oportunidade para se acompanhar o melhor evento que acontece na cidade – e onde Bellucci defende os pontos de campeão. Os jogos serão em quadras de saibro – o que é uma boa e uma má notícia para Bellucci. Ele adora e prefere jogar no saibro, mas não o faz desde Hamburgo.

Para dificultar um pouco mais, duas semanas após São Paulo embarca para Paris, onde joga nas quadras duras de Bercy, um torneio onde todos os melhores do planeta batem cartão e pagam suas penitencias, já que é a ultima chance da temporada de conseguirem bons resultados. Depois disso é voltar para casa, viver com os louros e as frustrações até o ano que vem.’

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