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Posts com a Tag thomas berdych

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 Sem categoria | 12:43

Surpresa?

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Surpresa? Nao! Berdich, neste torneio, jogou como nunca e, na hora da onça beber água, perdeu como sempre. Chegou à semifinal sem perder um set. Arrancou o 1o set de Andy Murray na marra. No início do 20 set, quando deveria pisar no acelerador, afinal valia vaga na final de um GS, jogou como uma menininha. Levar um 6/0, após brigar mais de uma hora para vencer o set anterior, em uma semi de GS, é coisa de juvenil.

No terceiro lembrou que o jogo era de campeonato, mas a viagem continuou e o passeio de Murray também. Aí o cara acorda para a realidade no 4o set  e quer virar o jogo. Acha que do outro lado da rede está o ·90 do mundo? Murray entrou com a faca nos dentes e assim ficou até o fim – sem perdao.

O banho final da realidade berdichiana foi na 4×4 do 4o set. Mostrou mais uma vez que treme nos graaandes momentos. Jogou muito mal, dupla falta à la sharapova no 15×30 e uma esquerda medrosa no 15×40. Ciao.

Murray nao se fez de rogado. Cravou o prego no caixao como manda o figurino. Nao deu uma frestinha no game. O Berdich que vá sonhar com aquela escancarada no 2o set pelos próximos meses.

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domingo, 18 de novembro de 2012 Copa Davis | 23:01

Herói caseiro

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Adoro Copa Davis. Ela tem o poder de florescer em alguns indivíduos algo que por si só não conseguem encontrar no fundo de sua alma, até porque a maioria esmagadora não tem ideia das profundezas possíveis. Felizes os que conseguem, e estes são os heróis verdadeiros, e infelizes, por vezes desgraçados, os que não conseguem.

Infelizes são os que vagam pelas quadras como almas penadas, cumprindo o que o destino traçou, conforme a dose generosa, ou não, que lhe foi cedida de talento e de espírito. Na categoria dos infelizes coloco os que têm um, ou o outro, componente, carecendo mais do segundo e tendo mais do primeiro.

Desgraçados são aqueles que têm o talento e carecem do espírito. E desses existem aqueles que têm a consciência dessa carência e sofrem por isso, assim como temos os que fazem tal esforço para camuflar essa carência, que acabam por acreditar nessa realidade paralela onde eles se colocam acima do bem e do mal e agem como se nada os tocasse. Passam as entrevistas, e por vezes a vida, mentido para si mesmo e para todos os que lhe cederem os ouvidos. Se forem carismáticos ou bons mentirosos, e alguns são ambos, muitas vezes tentando vender a imagem de heróis com pés de barros, enquanto a maioria crédula crê no conto do vigário.

A final desta histórica Copa Davis – a centésima – teve personagens para todos os gostos. David Ferrer foi o herói tombado. Jogou com coragem e determinação, ambos do sei feitio, honrou a responsabilidade colocada sobre seus ombros com a ausência de Rafa Nadal, mostrou aos companheiros como deve ser feito, não perdeu um set sequer e viu seus esforços morrerem na praia.

Nicolas Almagro foi Nicolas Almagro. Um tenista talentoso, com recursos e frio. Desde de que o vi se encolher e praticamente entregar uma partida para Nadal em Paris nunca acreditei em seu espírito. Tremeu, mas não tremeu tanto. O que lhe faltou foi determinação e vibração. Sua postura, a mensagem que enviava, era de que se der deu, se não der ..deu. Pois é.

O técnico Alex Corretja pagou o preço por ter apostado em Almagro. Tinha a opção de colocar Feliciano Lopes no time e tirar Almagro. Acreditou no ranking do rapaz e desconsiderou os fatos de que Feliciano já estivera em uma final na casa adversária, contra a Argentina, onde venceu as duplas e bateu Del Potro em quadra semelhante a de Praga. Alex não dorme esta noite.

Ainda entre os espanhóis, Marc Lopez vai continuar sorrindo como sorriu durante, e mesmo depois do jogo – sabe que a culpa da derrota nas duplas não será jogada sobre seus ombros. Granollers, que, e aí o mais inacreditável, simplesmente acabou com o jogo no primeiro set, entrou em parafuso a partir do segundo set, perdeu a confiança e enterrou o parceiro e o time.

Entre os checos, aos vencedores as batatas. Foi um time de dois tenistas do começo ao fim do torneio.

Thomaz Berdich vacilou, mas levou. Ganhou o que tinha que ganhar, contra Almagro, e foi apertado, ganhou as duplas que era um jogo aberto e onde dividiu a responsabilidade com Radek, o que é sempre bom, e perdeu o grande jogo do confronto – o pega dos cachorrões do 3º dia.

Particularmente pensei que Navratil poderia ter colocado o Rosol no 1º dia, contra Ferrer e o liberado para dar porradas, a torto e a direito, sem responsa e sem medo de ser feliz, assim como fez contra Nadal em Londres. Não quis ou o Stepanek não deixou. Fiquei com receio que o galã não tivesse pernas no terceiro dia, especialmente em um possível quinto set. Seria interessante guardar o Radek para as duplas e o jogo final. Isso poderia ter custado o sono do Navratil, mas o Almagro é um amigão.

Bem mais do que isso, Navratil apostou no seu jogador. Apostou nos quase 34 anos de Stepanek e a experiência em consequencia, apostou nas inúmeras vezes que Radek fechou um confronto de Davis, por conta de sempre jogar atrás do Berdich, apostou no estilo, na personalidade, no espírito do galã. Vai dormir como um anjo.

Quanto ao Galã de Praga, colocou seu nome do olimpo do tênis tcheco, o que não é pouco. Não fez nada que não sabe fazer, mas não deixou de fazer tudo o que sabe, ao contrário dos outros, menos Ferrer. Sabia que era o jogo de sua vida, de sua carreira, que deve, a qualquer momento, encerrar. Nas simples, se quiser, porque duplas pode continuar ganhando por anos, se quiser.

Fez o que todo tenista sonha. Jogar, e ganhar, uma final de Copa Davis na frente de seu público. E mais, oferecendo uma performance digna de um campeão, que sentiu medo, como todos sentem, o dominou, porque a determinação, a coragem e o espírito eram maior do que o temor, e, por conta disso, conseguiu jogar, do começo ao fim, o que é ainda mais difícil e a ser aplaudido, em um padrão e maneira que só os heróis conseguem.

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domingo, 16 de setembro de 2012 Copa Davis | 11:31

Argentina x Rep. Tcheca

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O Brasil voltou ao Grupo Mundial, essa a grande notícia da semana da Copa Davis, pelo menos para nós. No entanto, Davis sempre produz grandes episódios, grandes momentos tenisticos. Alguns que me chamaram a atenção. Vamos à primeira:

A Argentina está à beira de perder em casa para a Rep. Tcheca. Berdich encontrou uma maneira de bater o Juan Monaco, em Buenos Aires, sempre uma aventura, no 5º set. Com certeza uma partidaça emocionante. Na primeira partida Delpo batera Stepanek, que no saibro não o incomoda e a dupla argentina tomou tres setinhos dos checos. Agora Berlocq vai ter que encontrar uma maneira de bater Berdych, o que não será nada fácil, mas a chance de sua vida de se tornar um herói, e se não tem tênis para fazê-lo com certeza tem fibra, para levar o confronto para o 5º jogo – Monaco x Stepanek – e assim o confronto viraria novamente.

Berlocq está em quadra porque, mais uma vez, Delpo saiu de um confronto de Copa Davis por conta de contusão – foi a 5ª vez. Ele alegou novas dores no pulso para não enfrentar a batata quente.

Time argentino em Puerto Madero.

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sábado, 3 de julho de 2010 Tênis Masculino | 22:54

Os bons.

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O vencedor leva um milhão de Libras e o perdedor metade. Rafael Nadal permanece como 1º do mundo independente do resultado. Thomas Berdych pode ficar 7º 0u 8º.

Se encontraram, até hoje, dez vezes. Nadal venceu sete, sendo as ultimas seis. Aliás, são 14 sets consecutivos. Mas, recentemente, Berdych aprendeu a ganhar jogos importantes.

Os dois tiveram sérias diferenças, trocaran sérias farpas, por conta de uma partida no Aberto de Madrid, em 2006, na última vitória de Berdiych. Dizem que de lá para cá se entenderam. Mas…

Ambos têm 24 anos. Nadal tem 40 títulos, Berdych 5. Nadal tenta seu 2º título em Wimbledon, 8º nos GS, enquanto Berdych persegue seu primeiro. É a 4ª final consecutiva de Nadal em Londres – ele não jogou em 2009 por contusão.

Talvez a melhor final da história foi a vitória de Rafa sobre Federer em 2008.

Se Nadal vencer empata em títulos de GS com Lendl, Connors, Agassi, Fred Perry e Ken Rosewall.

Nadal tem a melhor campanha da temporada com 46 vitórias e 5 derrotas.

Berdych é o 3º checo nas finais de Wimbledon, depois de Jan Kodes, que venceu em 1973 (ano do grande boicote) e Ivan Lendl, que perdeu 86 e 87.

Apesar da idade, é o sétimo Wimbledon de Berdych.

É o segundo GS consecutivo que Berdych atinge a final. O cara está ficando bom.

Até hoje Nadal jogou nove finais de GS – venceu sete. O cara é bom.

Berdych – aprendeu a vibrar e a ganhar.

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