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Posts com a Tag thomas bellucci

sexta-feira, 18 de junho de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 17:02

Probabilidade

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Fico imaginando quais a probabilidade de dois canhotos se enfrentarem na primeira rodada de um Grand Slam e qual a probabilidade que os dois sejam brasileiros. Alguém aí deve saber fazer a conta – eu não sei – mas imagino que as chances sejam bem magrinhas.

No entanto, é isso que vai acontecer com Thomas Bellucci e Ricardo Mello, dois brasileiros na chave de Wimbledon. Bem, um brasileiro está na 2ª rodada, enquanto que outro estará fora do torneio.

O favorito tem que ser o Thomas Bellucci, até pelo fato de ser um dos cabeças-de-chave. Ricardo tem mais quilometragem na grama de Wimbledon. Já esteve lá em quatro oportunidades, sendo que em três ficou no qualy. Quando passou, perdeu na 1ª rodada. Ou seja, não tem nada que o credencie a intimidar Bellucci.

Thomas só esteve lá em 2008, quando venceu um jogo e perdeu o outro. Ganhou do Kunytsin e perdeu do Stadler. Também não tem nenhum resultado para intimidar o Mello.

Thomas é sacador, enquanto Ricardo é devolvedor. Thomas tem golpes pesados enquanto Ricardo é mais regular. Thomas é lento, enquanto Ricardo é mais rápido. Os dois sabem volear, apesar de nenhum dos dois ser bom junto à rede.

A diferença, já que estarão jogando na grama, poderá ser o saque de Bellucci, que se usar o slice pode incomodar. Fora isso, Mello terá que devolver bem e mexer bem a bola, duas coisas não tão fáceis de fazer na grama.

Bellucci venceu a vez que se enfrentaram no saibro, em 2008 em um Challenger, e Ricardo venceu este ano, também no saibro, no Aberto do Brasil. O provável vencedor será aquele que mais acreditar que pode jogar bem na grama. Porque acreditar mesmo nenhum dos dois acredita. Mais uma coisa: Clássico é Clássico, sempre interessante e imprevisível. Uma pena que eu não esteja lá para assistir.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:44

Briga boa

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Estava dando uma olhada na chave do Aberto do Brasil. Um lado ficou uma baba e o outro uma dureza. A chave de baixo tem o Montanes, Andreev e Cuevas. A de cima tem o Bellucci, Gasquet, Ferrero, Chela e o Hanescu.

Bellucci enfrenta na 1ª rodada o rival Thiago Alves, que adora essas 1as rodadas, em casa e sem pressão, para enfiar a mão em tudo que aparece pela frente – lembrem do Moya. Nas quartas estão na chave do Hanescu, que tem o Melo e o Feijão por perto para surprender. Numa semifinal Thomas enfrentaria o vencedor da chave acima que tem Ferrero (ex numero 1 e campeão de RG) e Gasquet (louco para mostrar serviço), tenistas com muito tênis para mostrar, especialmente no saibro.

Na chave de baixo, Marcos Daniel jogo com um qualy e então com o vencedor de Andreev e Potito Starace, dois tenistas que adoram ver o que a Bahia (ou as baianas) tem. Alias o russo é sempre um perigo em potencial. Mas perde umas partidas incompreensíveis. Por baixo, brigam um bando de azarões como o Montanes, Zeballos, Granolers, Arguello, Hernandes e daí pode sair qualquer um e fazer qualquer coisa. O torneio é de 250, mas a qualidade é grande e a briga boa.

Veja a chave completa: http://www.atpworldtour.com/posting/2010/533/mds.pdf

brigaCachorrões – Briga boa.

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Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 01:19

Bellucci campeão

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Thomaz Bellucci campeão em Santiago! E jogou como um campeão. O ponto do jogo: Belucci sacando 1×2, terceiro set, vantagem contra, Monaco chega à rede no revés de Bellucci que, pressionado, executou uma passada cruzada milimetricamente perfeita. Conseguiu manter o serviço e no game seguinte jogou seu melhor tênis, quebrando o saque do argentino, com uma devolução vencedora com seu backhand.

Assisti pela internet, TV chilena, comentado pelo Horacio de La Pena e o Jaime Fillol (quem lembra dos dois?). Agora vou dormir, sonhando com a vitória brasileira e minha viagem à Bahia lá pela quinta-feira. E os agourentos que durmam com o barulho!

barulho

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:34

Definindo

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Conversei com Thomaz Bellucci poucos dias antes do tenista embarcar para a Austrália. Ele falou sobre suas ambições e metas para a temporada e sobre alguns detalhes técnicos que buscaria inserir em seu tênis.

Assisti e comentei na ESPN boa parte de sua derrota para Andy Roddick na 2ª rodada do Aberto da Austrália. Cada partida tem sua realidade e um tenista pode, de acordo com o adversário, jogar melhor ou pior, assim ou assado. Particularmente um adversário como o americano, um dos mais experientes do circuito, entre os 10 melhores a mais tempo do que qualquer outro na ativa.

Thomaz vem melhorando a cada partida sua que assisto. Talvez, pela ansiedade de torcedor, podemos pensar que esse progresso poderia ser mais rápido. Porém tem sido constante e levou o tenista, aos 22 anos, a estar entre os 40 melhores do mundo.

Thomaz e seu técnico, João Swetch, reconheceram que seria necessário melhorar a regularidade do revés, onde cometia muitos erros não forçados. Definitivamente o quesito melhorou e o golpe como um todo também progrediu. Mas ainda não é um golpe que domine com confiança.

O que mais me chamou a atenção foi a insistência de como Thomaz cruzava seu revés, no golpe forte e consistente do adversário, e não procurando o seu golpe frágil, o que forçaria Roddick naturalmente cruzar no golpe forte de Bellucci ou então ao incomodo de mudar a direção da bola. Esse detalhe técnico deixou o americano em uma zona de conforto durante a maior parte das trocas de bola, assim como dificultou a vida de Thomaz.

A razão disso, creio, seria um desconforto técnico de Thomas em ir para a paralela com seu revés, já que até a maioria dos meus leitores sabem a gritante diferença de qualidade dos golpes do americano, como se vê pelos “comentários”.

Até mesmo se tivesse sido extremamente conservador e trocasse a direção das bolas com um slice ou bolas mais altas seguras e longas, do que fortes e penetrantes, teria mais sucesso do que cruzando e colocando mel na sopa americana. De qualquer maneira, o revés de Bellucci melhorou barbaridades, ele não bate mais só na cara da bola, colocando um razoável spin nas bolinhas, o que cria uma margem de segurança e ângulos.

Sei que uma de suas mudanças, que já apareceu na temporada passada, foi aumentar a porcentagem de 1º serviço em quadra e não só tentar aces. Hoje ele enfrentou um adversário que aprendeu isso depois de anos de carreira, graças a uma exigência do atual técnico. Assim, Roddick, que é um sacador, e por isso vivia em zona de alto risco, conseguiu a incrível, e bota incrível nisso, marca de sacar 80% de 1º serviço em quadra. Isso colocou muita pressão no brasileiro que não tinha espaço para jogar nos games do saque adversário.

Mas me pergunto se essa porcentagem se manteria se o jogo ficasse mais apertado e se Thomaz também aumentasse a sua porcentagem, que foi de 61%, ou se, alternativamente, fosse mais incisivo. Além disso, importante, Andy venceu 78% dos pontos com os 1ºs serviços enquanto que Thomaz ficou com 65%.

Outro projeto de Bellucci para a temporada é ir mais à rede para definir os pontos, já que sabe volear, tem uma ótima envergadura e não gosta de pontos longos. Mostrando disciplina tática, o que é uma forte qualidade no tenista, Thomaz foi à rede 28 vezes, o mesmo número de Roddick, e teve sucesso em 17 delas, uma a mais do que o americano.

Olhando de fora, sempre mais confortável, vejo uma enorme margem de possível progresso para o brasileiro. Técnico, emocional e físico. Achei que ele mostrou cansaço no terceiro set, o que seria fatal se o jogo estivesse parelho. Talvez fosse físico, talvez um desconforto com a eminente derrota.

Por vezes fica a impressão que Thomaz poderia “morder mais a raquete”, o que o tornaria mais perigoso do que provavelmente imagina. Por outro lado, segue uma característica de sua personalidade que o possibilitou ser o tenista brasileiro de maior sucesso desde Gustavo Kuerten.

Resta a ele a possibilidade de tentar modificar e acertar, dentro do possível e de sua vontade, suas características, limites e possibilidades para que a definição do seu sucesso na carreira seja escrito por suas mãos e não pela mão do Divino.

TENNIS-OPEN/

Bellucci e seu novo revés, quase lá.

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terça-feira, 28 de julho de 2009 Tênis Brasileiro | 20:14

Nas alturas

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Os dois brasileiros, Marcos Daniel e Thomaz Bellucci tiveram um dia feliz nos Alpes suíços. Daniel, que obviamente adora jogar em cidades altas – vejam seu recorde na Colômbia -, obteve uma das melhores vitórias de sua carreira ao bater o francês Paul Mathieu, #27 do ranking, na cidade de Gstaad, Suíça a 1025 m de altitude. Uma vitória da confiança, já que venceu dois tie-breaks seguidos. Acho que Marcos, de 30 anos, está no melhor momento de sua carreira.

Bellucci passou por um “Lucky Loser”, que é sempre um ótimo adversário para a primeira rodada. Assim mesmo se complicou barbaridades. Mas como o que vale é a vitória, o paulista deve dormir contente, já que teve que salvar dois match points e lutar por mais de 3hs em quadra, o que acrescenta barbaridades ao emocional. Mesmo não sendo a mais brilhante vitória, para Bellucci conta muito. O rapaz devia estar cansado de perder partidas na bacia das almas e uma vitória por 6/7 7/6 6/4, independente sobre quem seja, faz um bem danado à confiança.

Na próxima rodada Bellucci enfrenta Wawrinka, em partida sem maiores responsabilidades, a não ser para cima do suíço, e Daniel encara o francês Benneteau, que é agressivo, vai à rede e também se dá bem na altitude.

Daniel, adora jogar nas alturas.

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