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domingo, 18 de setembro de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 20:48

Perdas e ganhos

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Esta é a semana mais interessante da Copa Davis, que é a competição mais interessante do tênis. Não vou explicar a segunda colocação, porque já a expliquei inúmeras vezes – quem conhece tênis sabe do que falo, quem não conhece não vai entender mesmo.

É a semana mais interessante da competição porque se joga as semifinais e os “play-offs”. Ou seja, por um lado se decide os finalistas, por outro quem fica no filet-mignon da competição e quem vai amargar uma carne de segunda por mais uma temporada.

Para o Brasil foi, por um lado, mais uma data triste. Por outro, nem tanto. Poderiamos ter subido e não conseguimos. Mas dentro da derrota fizemos uma boa figura, o que tem sempre muito valor.

Em Copa Davis o que importa para o tenista que entra em quadra é ganhar. O resto é resto. Para o analista não é tão preto e branco; existem áreas cinzas. O Brasil ficou fora do Grupo Mundial. Mas, olhando de fora ou de dentro há outras miradas.

Nossos fracassos anteriores na hora da onça beber água não foram nada animadores. Dois deles, que me vêem à mente, de doer; Equador em casa e Índia lá fora. Duas babas que não deveriam ter escapado. Caso encerrado.

A derrota para a Rússia foi outra história. Não importa que a Rússia não é mais um poder mundial como era a poucas temporadas atrás. Jogavam em casa, em suas condições, o que é sempre uma vantagem, mesmo sendo naquele “cemitério” em Kazan – o pessoal de lá não parece dar muita bola para tênis. Ganhar nessas condições é sempre uma enorme dificuldade.

O técnico russo flertou com o perigo, seja lá qual era a razão dele. Alias, ficou a um único ponto de amargar uma séria derrota. Bellucci fez o trabalho dele no 1º dia, a dupla fez a dela no 2º dia – que prazer vem uma dupla afiada e bem jogada – e nossos dois singlistas fizeram o que podiam e mais um pouco no terceiro.

Hoje ninguém teve câimbras, passou mal, vacilou ou pensou na morte da bezerra. Todo fizeram seu trabalho como esperamos que façam. Nessas circuntâncias, vencer ou perder são consequência de entrar em quadra.

A partida que vai dar o que falar, por algum tempo, será a dos dois melhores de cada país. Thomaz Bellucci jogou, assim como no 1º dia, como esperamos que jogue nosso melhor tenista. Sem vacilos emocionais. Se existiram vacilos são parte do jogo. Com certeza, Thomas gostaria de jogar melhor inícios de sets; dois dos três sets que perdeu foram com seus serviços sendo quebrados no 1º game do set.

O terceiro set foi épico. Muito do que penso e sinto sobre Copa Davis esteve presente. Na parte emocional e mental Bellucci não nos decepcionou – pelo contrário. Superou nossas expectativas.

Dois comentários. Poderia ter feito o adversário jogar no 1º match-point. Um erro de devolução é tudo que o oponente pede nesse momento. No segundo MP não há criticas a se fazer. Só elogios à audácia do Youzhny que atacou sem perdão com sua direita na diagonal.

O segundo é que se eu fosse o técnico do Belo o faria assistir, algumas dezenas de vezes, até entrar em seu cérebro e subconsciente, o game onde quebrou o saque do russo no quinto set. Por que ele não joga sempre assim, ao invés de ser tão perdulário com os pontos? Se ele jogasse com essa estratégia em mente, o tempo todo, com o saque que tem, seria extremamente perigoso.

O pecado de Ricardo Mello foi começar tão mal a partida. Talvez ele não tenha se recuperado da derrota de Thomaz antes de entrar em quadra– algo que só foi, aparentemente, assimilado com o transcorrer da partida. A partida mostrou-se mais ganhável do que ele deve ter imaginado e do que o primeiro set mostrou. Como das outras vezes, Ricardo mostrou que tem um bom temperamento para a competição e que luta com seus limites.

A melhor notícia que sai dessa derrota é que os fãs de Thomaz Bellucci podem o encarar com outros olhos daqui para frente. Hoje ele foi o tenista que todos esperam. Aliou seu arsenal técnico a uma mentalidade e uma atitude condizente. Nenhuma séria crítica pode vir por aí.

Eu conversava, durante a partida, que a vitória daria uma enorme injeção de adrenalina na carreira de Bellucci. Não só pelas suas duas vitórias como pela conquista do time. Se não aconteceu, paciência. Thomaz ainda pode pegar tudo o que aconteceu e injetar uma tremenda dose de confiança em sua carreira. Hoje ele viu, assim como todos que quiserem ver, que ele pode ser muito mais tenista do que vem sendo e que os fãs têm visto. Após cinco horas de correria, em um cenário de extrema tensão, que não me venham mais falar que o rapaz não tem preparo físico. O que lhe falta, ou faltava, foi algo que hoje ele encontrou dentro de si próprio.

Em Kazan um novo Bellucci.

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quinta-feira, 7 de julho de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:41

Sem entender

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Acho que o atual capitão do time brasileiro na Copa Davis, João Swetsch, ficou um tanto ressabiado na última edição da Copa Davis. Além disso, mais do que acho, há coisas na escalação do time que enfrenta o Uruguai, em Montevidéu, que não ficaram claras e que não sou eu que vou tentar explicar.

Digo que ficou ressabiado porque decidiu que queria ter um terceiro singlista no time, que pudesse também jogar duplas, abrindo mão de uma dupla formada e aí ficando sem um terceiro singlista para uma eventualidade.

No ultimo confronto, contra a Índia, ficou claro que Thomas Bellucci entrou em quadra para sua segunda partida, que acabou abandonando sem condições, físicas ou emocionais, escolham. A decisão do técnico de colocar o tenista em quadra não tinha o aval do jogador, o que terminou por gerar um estresse entre ambos que deu no que deu. Desta vez, João decidiu que quer ter uma opção tática, já que João Sousa pode jogar simples e duplas, assim como Bellucci e, óbvio, o bom mineiro Bruno Soares que seria sempre o homem fixo das duplas.

O que eu não sei explicar é o porque Ricardo Mello, de longe o mais experiente dos atuais tenistas brasileiros, e o que mais mostrou, até agora, captar o espírito da competição, ficou de fora. Especialmente lá pelo La Plata, onde o bicho pega. Li algo no sentido que ele poderia voltar ao time e que este confronto não era bem o caso, mas nada que explicasse.

Com a ausencia de Ricardo aumenta a responsabilidade de Thomas e Rogério Silva é colocado em quadra para levar o seu tênis combativo a importunar o adversário. Ele joga o primeiro jogo contra o Pablo Cuevas que é o melhor tenista uruguaio e um perigo até para Bellucci, mas que está sem jogar desde Paris por conta de problemas no joelho – sua condição física é uma incógnita. De qualquer maneira, se Rogério conseguir afinar seu emocional pode incomodar, e por que não ganhar, já que não há expectativas e pressão de vitória nessa partida.

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segunda-feira, 20 de junho de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:04

Imaginando

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Fico imaginando o que aconteceu na partida em que Thomas Bellucci foi derrotado pelo veteraníssimo Rainer Schuettler. Só imaginando. O alemão é, aos 35 anos, o mais veterano na chave. Até já parou de jogar, mas voltou.
 
Tem um tênis feio, mas muito produtivo. Sua direita é algo que eu nunca sei como entra, mas a esquerda, com duas mãos, é excelente. O saque é mais feio do que ofensas à mãe. Na rede, se vira, apesar de não ser um voleador. Foi finalista de duplas nas Olimpíadas, perdendo naquele célebre jogo para os chilenos na final.

Mas não se enganem. O cara é um jogador, que conhece os caminhos da pedra e que consegue dar nó em pingo d’água. Já foi à semifinal em Wimbledon em 2008, não me perguntem como, acho que nem ele sabe. De lá para cá perdeu na 2ª rodada e antes disso perdeu na 1ª rodada duas vezes seguidas. Pior mesmo é em Roland Garros; perdeu 10 vezes na 1ª rodada, sendo sete seguidas. No U. S. Open perdeu na 1a rodada as ultimas cinco oportunidades.
 
Mas é um bom devolvedor, especialmente se sacarem na esquerda. Na direita, pode ir em qualquer lugar, dependendo do dia, até na linha.

Este ano tem jogado mais Challenger, por conta do ranking. Mas entrou em Miami e bateu Ryan Harrison. Em RG não vou nem falar.

Mas passou uma rodada em Queens, onde bateu Reynolds e passou o qualy em Eastborne, onde também perdeu na 2ª rodada.
Bellucci não quis jogar Eastborne, preferindo ficar em Londres, a tática dos cachorrões, que ficam na cidade jogando exibições para treinarem na grama sem sair da cidade. Parece que não funcionou para ele. Hoje era uma rodada administrável e que eu esperava uma vitória. A derrota só imaginando.

Escolhi esta foto porque me emociono com a carinha de ambos – Kiefer e Schuettler – após perder a final para os chilenos.

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segunda-feira, 18 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:44

Vitórias e derrotas

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Como a SporTV só vai mostrar Barcelona a partir de quinta-feira, só nos resta imaginar como foi a derrota de Thomaz Bellucci para o colombiano Santiago Giraldo, um tenista imprevisível e perigoso, adjetivos que também podem ser utilizados com o brasileiro.

O jogo foi um festival de quebras de serviço, o que diz algo sobre a velocidade das quadras do torneio e sobre as dificuldades de Bellucci, que teve seu saque quebrado cinco vezes, o que não é pouco em dois sets.

Mais uma vez Thomaz sacou para fechar um set, só para ter seu serviço quebrado e terminar por perder o set. A frustração, mais uma vez, lhe abaixou o espírito e fez com que perdesse o set seguinte de maneira mais fácil do que o primeiro. O rapaz segue tendo dificuldades em lidar com os aspectos emocionais e mentais do jogo de tênis da faixa de competividade que frequenta.

Thomaz ainda não encontrou seu melhor caminho, mesmo sob a direção de Larri Passos, o que deve ser frustrante para ambos. Como não poderia deixar de ser, o técnico bate na tecla de que é necessário paciência com a fase de aprendizado e ajuste. Nem todos os atletas maturam, técnica ou emocionalmente, na mesma idade, e torcedores tendem a ser totalmente cegos à qualquer realidade que não seja seus desejos. Faz parte do trabalho do técnico lembrar desse detalhe a todos os envolvidos. Hoje assisti a um documentário sobre Diego Forlan – que esteve entre ser tenista e boleiro – e que só desabrochou como jogador aos 26 anos e atingiu seu ápice, na ultima Copa, aos 30 anos.

Como Bellucci é um tenista ainda com um emocional instável e, de certa maneira influenciável pelo o que acontece durante a partida, duas verdades paralelas se impõe.

As derrotas lhe fazem muito mal emocionalmente e impedem seu crescimento, na mesma medida que vitórias poderiam lhe trazer aquele algo a mais que faria a diferença em sua carreira. O problema segue sendo que uma derrota indiscutivelmente lhe coloca fora de um evento e todas as consequências que com isso vem, enquanto suas vitórias nem sempre conseguem motivá-lo e lhe dar a confiança necessária de seguir vencendo até a final. Esse é o equilíbrio que Thomaz Bellucci ainda busca.

Thomaz ainda busca seu equilíbrio.

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quinta-feira, 7 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:24

A Gira Européia de Bellucci

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Thomaz Bellucci viajou ontem e divulgou hoje sua gira européia. Esta é uma fase do ano para ele, e qualquer tenista que dependa seriamente dos pontos sobre o saibro, quando são jogados os principais eventos da temporada européia sobre a terra.

O início é em Monte Carlo, um dos eventos mais charmosos do circuito e um dos mais difíceis. É lento, disputado, com muita gente boa presente. Thomaz, mostrando seu comprometimento com o circuito, viajou ontem, quarta-feira. Muitos tenistas chegam um dia antes do evento. Mesmo considerando o fuso horário e as distâncias para quem está na Europa, a ida de Thomaz é de ótimo tamanho.

Para quem ficou se perguntando por que ele não jogou esta semana, em Casablanca, é só olhar a lista abaixo para ver que o número de torneio está mais do que bom, beirando o exagero o tempo longe de casa. Mas esta é a hora e há que se encontrar um equilíbrio de abdicar do descanso e jogar o que há para ser jogado.

Monte Carlo

Barcelona

Estoril

Marid

Roma

Semana Off

Roland Garros

Queens

Wimbledon

A decisão sobre o restante da temporada sobre o saibro europeu; Gstaad, que ele já venceu, Hamburgo, que mudou de data e Bastad ficam mais para frente quando ele e seu técnico puderem avaliar os resultados das próximas semanas.

Monte Carlo – o primeiro da Gira Européia de Bellucci

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segunda-feira, 14 de março de 2011 Tênis Masculino | 12:16

A foto do Federer

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Mais um Post do Leitor, novamente com o Gabriel Dias, passando o fim de semana em Indian Wells, ele que estuda em Los Angeles. Após um fim semana que ele mesmo diz inesquecível, cheio de acontecimentos e emoções, Gabriel ainda teve a generosidade de sentar e nos enviar o texto e fotos – ambos os quais agradeço muito. Enriqueceu deveras nosso espaço. Ah, e seu maior desejo acabou se realizando..
 
 
Fala galerinha,
 
Espero que tenham gostado to texto que enviei ao Cleto antes de ontem. A pedidos escreverei um pouco mais do meu sabado e domingo no complexo de Indian Wells.
 
Bom,
Hoje, sabado, vivi varias emocoes. Com certeza um dos melhores finais de semana que ja vivi, esse com certeza sera daqueles para ficar guardado na memoria. Hoje eu comecei o dia assistindo o Mello jogando contra o gigante Isner na quadra central de Indian Wells. O jogo foi muito bom, o Isner joga demais. Apesar de ser titulado por muitos como um cara que so tem saque, ele tem uma movimentacao decente e golpes de fundo bons. Claro que, deu pra ver que quando o Mello mexia o grandao ele nao aguentava, mas assim mesmo o cara é bom.
Eu vendo o jogo ao vivo, a sensacao é totalmente diferente. Coisas que agente nao ve na tv sao os detalhes que faz duma partida num stadiun principal ficar emocionante. Assistir jogo pela tv e otimo, assistir ao vivo sao outros 500. Como todos sabem e que nao e nenhum segredo o Isner saca muito, impressionante o tanto que ele sai do chao para sacar e o como ele saca bem quando esta na frente do placar. O Mello deu trabalho pro grandao, foi um jogo legal de assistir, apesar da derrota achei que faltou um pouco mais de bola na quadra pro Mello levar o jogo pro terceiro set. Torcemos muito mas nao deu para o brasileiro.
 
Logo apos o jogo do Mello, entrou o Roddick contra o Blake. Iamos, eu e o meu amigo, dar uma volta e ver as outras quadras agregadas, mas quando vimos o classico americano que estava por vir, resolvemos ficar e assistir aos americanos. O jogo foi otimo. Pancada para tudo quanto foi lado. Uma coisa que eu percebi e que na tv nao da pra ter nocao de quao rapido a bolinha anda, porque ao vivo os caras batem na bola forte demais. O jogo foi legal, a torcida ficou meio que imparcial. Totalmente diferente do jogo do Isner contra o Mello que so tinha eu e meu amigo dando forca para o brasileiro. O roddick saca muito. Tirando as pancadas de inside outs de direita winners ou semi winners que o americano solta de vez em quando,  cada pancada que o blake nem via a bola. O Blake tambem nao deixava barato, era pancada pra todo o lado, um batendo mais forte que o outro. Foi super interessante ver o Roddick sacando e o Blake enfiando a mao na bola. O Blake me parecia machucado no joelho pois estava mancando no jogo e fazendo gelo depois na salinha dos jogadores.
 
Depois resolvemos ir para os Players Lounge ve o que tava pegando e tambem para almocar. Chegando la vimos o Isner almocando com uns outros americanos. Vimos tambem a Schiavone jogando conversa fora com uns outros italianos. O Robredo andando com seu ray ban junto com o Lopez. E tambem tava a Clijsters indo embora. Na grama tava o Mardy Fish aquecendo para jogar contra o Raonic no stadiun 3. Que por sinal esses americanos sao todos espertos. Colocaram os 2 la porque a torcida ia fazer do jogo um caldeirao. A quadra lotada, parecia jogo da Davis. Um barulho cada vez maior quando o Fish ganhava um ponto do Canadense. Enfim, um ambiente legal. Compramos nosso almoco com a Petkovic atras de nos esperando para fazer o pedido. Quase virei para ela e falei, danca um pouquinho ai para agente ver. haha, brincadeira, nao tenho tanta cara de pau assim.
 
Vimos o Nadal despachar o Golubev mais cedo para Miami. Ao vivo o jogo e outro. O Nadal coloca tanto spin na seu drive que da ate para compreender melhor o porque da dificuldade do Federer para com o spin do nadal. Um forehand que anda demais. O Nadal quando pegava de jeito a deireitinha cruzada alta na esquerda do Golubev ele nao aguentava, a bola ficava curta e o Nadal chegava e matava. O jogo foi meio que baseado nisso. Garra e spins. Tirando o tanto que o Nadal sempre ta na pegada em todos os pontos. Pulando e falando vamos para ele mesmo. O cara nao parava nunca, realmente ao vivo deu para ver mais ainda a sede que ele tem para ganhar. Sangue nos olhos e o que nao falta para o espanhol.
 
Vi um trecho da Sharapova jogando tambem. Foi tambem na quadra central. Os gritos sao os mesmos escutados pela tv, mas bem maior e mais penetrante digamos assim. A russa nao voleia de jeito nenhum, pode chamar pra rede, dar curtinhas e faze-la voleiar que for que ela inventa e da um jeito de fazer um swing volley. Ja smashar nao preciso nem comentar ne? se a beleza russa nao voleia quanto mais smashar. Por isso fui eu ver a outra beleza jogar, Schiavone com seus slices, gritos e grandwillys. Antes de ir, a russa ganhava facil o jogo e depois se complicou e acabou perdendo o segundo set no tiebreak para a espanhola. Nao vi o terceiro set pois nao estava um dos melhores jogos e tambem como estava sentado muito perto da quadra, os gritos estavam alto demais. Resolvi entao dar umas voltas. haha
 
Vi depois o Bellucci ganhar do alemao B Becker. O Bellucci jogou bem demais, tava firme de fundo e jogou bem, variando as jogadas. Faltou um pouquinho de voleio aqui e ali. Mas no mais foi bem, deu umas titubiadas em uns pontos mas valeu a torcida. Varios brasileiros la dando apoio. Dava pra ouvir o Larri dando apoio pro Bellucci pois estava sentado pertinho dele. Parabens a ele. E o interessante e que logo depois que o alemao perdeu, ele foi jogar futebol com um pessoal que tava jogando bola no gramado. Vai ver, foi da uma descontraida.
 
Acabando o jogo do Bellucci, fui eu no players lounge ver o que tava pegando e me preparando para ir pra quadra central ver o Federer em acao e logo depois o Djokovic. Dois jogassos em seguida na quadra central. Tava andando e quando derrepente apre a porta e quem me sai com seu preparador fisico. Ele, o mestre dos mestres e meu idolo. Roger Federer. Quando eu vi, dei uma baita de uma cutuvelada no meu amigo e falei, olhe quem ta ali, ai quando ele olhou e viu, falou, e agora, vamo la ou nao. Pensei comigo, vamo la ne, nao vamo amarelar na hora da onca beber agua. O maximo que vamos levar e um nao. Vamo que vamo, ai fui eu e ele. Chegamos e pedimos educadamente se podiamos tirar uma foto com ele. Ele respondeu, claro que sim, mas por favor seja rapido pois tenho que ir. Ai falamos claro, vai ser rapido. Ai tiramos rapidao a foto com a lenda viva do esporte, depois o meu amigo pediu para que ele assinasse o bone do federer dele, ai ele assinou e falamos, obrigado e boa sorte. Ele falou de nada e obrigado. Pronto, ja podia ir para casa. Foi demais. Pensei, que sorte a nossa, tirar foto com o Federer nao e pra qualquer um nao.
Agora fica faltando da Aninha e do Nadal. Vamo que vamo!
 
Dai fomos ve-lo jogar na quadra central. O Andreev ate que jogou bem mas nao deu para ele nao. O cara simplesmente e um genio. A tecnica dele parece ainda mais perfeita ao vivo. Perna certinha, sempre batendo equilibrado. Parece uma maquina. Simplismente o cara.
 
Depois de 2 setinhos duros com o Andreev, entrou o Djokovic para detonar na sua estreia. Jogo facil, deu nem graca. So dava emocao quando o Novak soltava umas pancadas de direita que passava a 1 centimetro da rede e caia la na furquilha, deve ter acordado umas 20 corujas. O jogo foi legal, deu para ver os caras batendo sem do na bola.
 
So faltou mesmo ver o Soderling, Del potro e o Murray jogando simples. O murray eu vi jogar dupla contra os brasileiros, mas simples eu nao vi. Mas tambem nao faco tanta questao porque pessoalmente o jogo do escoces nao me atrai nem um pouco. Muita defesa para pouco carisma.
 
Depois ja a noite, fomos ver a dupla dos que eram brigados mas que agora estao aparentemente cuidadando dos negocios, Leander Paes e o Buphathi. Ganharam em 2 sets. Muito indiano vendo o jogo. Os caras jogam muito. E o Paes apesar da barriguinha e muito rapido e sabe voleiar. Os 2 fizeram a festa dos Indianos e ganharam.
 
Logo apos para terminar a nossa noite de domingo, fomos ver a dupla, Nadal/Lopez contra os croatas Cilic/Karlovic. Fui um jogao. O Karlovic e muito grande e saca demais. E literalmente de cima para baixo que ele saca. Dificil de pegar. O jogo foi legal, mas nao fiquei para ver o final. Estava tarde e tinha que voltar pois amanha e segunda e tenho aula e treino. Uma segunda feira normal depois de um domingo anormal.
 
Vamos ver se eu consigo da uma escapada essa semana para ver mais jogos. Espero que sim.
 
Espero que tenham gostado e desculpa se teve algum erro gramatico. E fico devendo os acentos pois neste pc nao tem.
 
Obrigado e espero que tenham curtido.
 
Gabriel Dias

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domingo, 13 de março de 2011 Curtinhas, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:03

Sorriso

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Para quem gosta de tênis, em especial para quem gosta do Thomaz Bellucci, tem que ficar contente com o sorriso que o brasileiro soltou ao final da partida, após bater o alemão Becker em Indian Wells, quando olhou para as arquibancadas após apertar a mão de seu adversário. Fazia tempo que eu não via o tenista tão espontaneamente contente – algo que só a alegria de uma procurada e desejada vitória pode trazer.

Na próxima rodada ele enfrenta Thomaz Berdich pela quarta vez. O checo tem duas vitórias e o brasileiro uma. Todas as partidas foram bem equilibradas.

Thomaz – sorrindo de novo.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011 Light, Minhas aventuras, Tênis Masculino | 13:00

Talvez

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Desde ontem, quando li a notícia da morte de Maria Schneider na internet, um surpreendente e quase inexplicável sentimento de tristeza me abateu. Surpreendente porque a moça nunca me inspirou nenhum tipo de sentimento como atriz ou mulher. Talvez puro preconceito.
 
 Talvez tenha sido o filme – O último tango em Paris – e tudo que ele representou na época, que hoje parece ser em outra dimensão. Naqueles duros anos de chumbo, o meu diretor favorito era o Bertolucci e o filme O Conformista, mais por razões estéticas do que qualquer outra. Só isso criaria certa expectativa quanto ao filme.

No entanto, o filme causou um rebuliço inimaginável para os jovens adultos da atualidade. Foi proibido em boa parte do mundo e só foi mostrado após inúmeras batalhas legais, inclusive por aqui, onde, no Rio Grande do Sul, organizavam excursões para irem a Montevidéu assistir o filme. Era uma época onde a penetração anal nunca poderia ser imaginável como algo que cairia na banalidade em inúmeros canais pornôs de TV e uma internet que é, entre outras coisas, uma teia inimaginável de sexo e pornografia.

Talvez meus sentimentos tenham mais a ver com a época e a idade do que com o filme em si. Afinal, aos 30 anos consideraramo-nos no auge em mais de uma maneira. Uma época super produtiva e de incansável procura, o que faz a vida ser mais aventurosa e perigosa no sentindo interessante. Ainda hoje carrego a certeza que viver os anos 60 e 70 foi uma benção. Talvez viver os meus 20 e 30 anos tenham sido a benção. Talvez a morte de Schneider tenha me atingido mais por conta desta minha irrecuperável perda.

Boa parte do filme foi rodada no 16º arrodissement de Paris, um dos mais luxuosos da cidade. Mesmo assim, Bertollucci não mostra essa riqueza, e sim uma leve decadência. Até hoje, no meu caminho para Roland Garros, quando atravesso o Sena, na peculiar ponte Bir-Hakein, uma de minhas favoritas, não tem uma vez que não lembre uma cena ali filmada, o que também ajudou a instalar o filme em uma gaveta especial de minha memória afetiva.

O filme ficou famoso, de maneira infame, pela famosa cena da manteiga, uma maneira um tanto sórdida de utilizar um dos expoentes representativos da cuisine française. No entanto, por detrás dos encontros eróticos no apartamento da Rue L’Alboni, existe um outro filme que fala da inocência da época, nos papéis de Maria e seu avoado e cineasta noivo, e do desespero do homem que perdeu sua mulher e parceira. Talvez a clássica cena de Marlon Brando falando debruçado sobre o corpo de sua mulher seja ainda melhor compreendida por quem viveu drama semelhante.

Maria amaldiçoou o filme pelo resto de seus dias – dizia que as pessoas a olhavam com ironia e o rabo dos olhos. Chamou o diretor de cafetão e canalha e não tinha palavras muito elogiosas para Brando, que acusava de combinar com o diretor sobre a cena da manteiga sem falar nada a ela. Fato é que o filme a deixou famosa e ela, como outras, não soube administrar a fama e desperdiçou muito de sua vida com as drogas. Se amaldiçoou o filme, o jornalista português Jose P. Coutinho escreveu o texto abaixo abençoando sua alma.

“Existe uma explicação suplementar para a democracia ter derrotado o stalinismo em Portugal. E aqui Maria Schneider tem palavra importante. Durante quatro décadas, os portugueses viveram com a censura sobre os ossos. Com a revolução, Maria Schneider aterrava em Portugal. Com a manteiga. E Marlon Brando disposto a usá-la. As filas para o cinema eram quilométricas. Em 1974, os portugueses não estavam interessados em trocar uma ditadura por outra. Não trocariam a Coimbra de Salazar pela Moscou de Cunhal, sobretudo quando havia Schneider por perto. Alguém deveria contar esta história a uma mulher injustamente amargurada.”
 
E, para não dizer que não falei das flores, o quase xará de Bertolucci começa hoje, nas quartas de finais, uma importante fase de sua carreira, ao defender um de seus títulos de 2010 contra a paparrento italiano Fabio Fognini. Talvez ele conheça o Bertolucci, duvido que conheça a Maria.
  
Pont Bir Hakein
Bertolucci, Brando e Maria
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:48

Acabou a folga

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Um dos meus leitores me sugeriu contar um pouco de como é o intervalo das temporadas para tenistas. Como já contei isso anteriormente, faço uma pequena adaptação para os meus leitores atuais.

Enquanto a maioria das pessoas aproveita o final do ano para ficar de olho no verão e suas estripulias, os tenistas usam o período para realizar a pré-temporada, uma periodo de trabalhos extenuantes como poucos e de retorno assegurado.

Depois de duas ou três semanas de folga, onde uma parte deles fica tão longe quanto possível das raquetes e outra tenta pelo menos bater uma bolinha sem maiores compromissos, os jogadores se submetem ao que será o maior investimento na preparação física e técnica da temporada. Mas como o jogo é ganho na quadra de tênis, é preciso uma experiente orientação para dosar as horas nas academias com as horas nas quadras, em um total que deve passar das sete horas de esforço diário, o que nem sempre acontece.

Além disso, é hora do tenista sentar com o seu staff, seja lá o tamanho desta, e fazer sérios planos para a temporada. Planejar quase todos planejam, o que planejam é que são elas. O que tenho visto de jogador brasileiro fazer bobagens estratégicas em suas carreiras é uma grandeza. Nessa hora, ao invés de procurarem o know-how de pessoas com experiência, acabam ouvindo até a namorada.

Por mais que queiram ignorar, a dosagem dos torneios que serão jogados, com as semanas de treinamento e as semanas de folga, é uma arte que poucos dominam. O que se acaba vendo é algo na linha do samba do crioulo doido. Um racional, tanto simplista quanto enganosamente realista, impera. Enquanto os tenistas têm um ranking ruim, que o impede de entrar diretamente em torneios maiores, passam as semanas jogando torneios menores, raramente arriscando a qualificação em um torneio maior, onde poderiam surpreender e deslanchar.

Quando atingem um ranking melhor, o bastante para entrar nos torneios maiores, passam a jogá-los sem muito critério, ignorando a estratégia de um calendário equilibrado, com folgas, treinos e, quando necessário, torneios menores para refazer a confiança. Só pensam na grana e no “prestígio”. O resultado é que, após anos de tentativas e frustrações, “levantam” o ranking por uma temporada, para na próxima vê-lo despencar.

Pior são os que, após conseguir um patrocínio, gastam o dinheiro com tudo, menos naquilo para o qual o patrocínio é pensado – o investimento na carreira. Porque, a certa altura, não é mais patrocínio, é contrato de publicidade, que é o que atleta consagrado consegue e que tem outra função – engordar a conta, sem nenhuma culpa.

Lembro que certa vez fui obrigado a descartar um tenista de muito talento e nenhum juízo, porque a primeira coisa que fez, após assinar um contrato de patrocínio, foi torrar a grana em um automóvel e me dizer que não poderia viajar porque não tinha mais dinheiro. Como em qualquer negócio, o planejamento é mais do que uma necessidade. É uma obrigação, para a qual a maioria não está preparada e, pior, muitas vezes foge.

Atualmente, os tenistas tentam, quando possível se arregimentar. Treinar juntos é bom, porque um puxa o outro. É lógico que cada tenista tem que ter sua própria agenda e um técnico seguindo suas ações bem de perto.

Hoje, mais do que nunca, um planejamento físico é imperativo, já que o tênis se tornou mais físico e atlético do que nunca. Quem assiste um DVD da primeira vitória de Gustavo Kuerten em Roland Garro 97 tem aquela mesma estranha impressão de quem assiste um jogo da Copa de 70.

Não vou entrar em detalhes, porque certos know-how não são dispensados como amostra grátis, porque não se dá o devido valor. Mas a verdadeira pré-temporada inclui uma detalhada preparação física – considerando carências, necessidades e metas – um aprimoramento técnico que considera deficiências, melhoras técnicas, alternativas táticas, desenho de calendário, determinação de prioridades para a temporada (pelo menos o 1º semestre) e outros detalhes. Só adianto que uma parte dos segredos é a cronologia, a carga, a intensidade, o desenho dos treinamentos.

É lógico que cada caso é um caso. Mas normalmente o tenista não deve passar mais de três semanas treinando em quadra. Após esse tempo há o risco dele matar o treinador. As semanas de treinamento físico consideram a data de volta às quadras e o tempo existente para os treinos em quadra. Como exemplo, Bellucci começou a treinar em quadra na semana passada e planeja estrear em Auckland a partir de 10/01. São quatro semanas; lembra-se que temos uns dias de Natal, Reveillon e a perda de tempo com a longa e cansativa viagem à Oceania, fora o massacrante fuso horário.

Ao mudar de técnico no final da temporada, Thomas Bellucci demonstrou que vinha cozinhando certo descontentamento em seu interior e que a melhor hora para investir na mudança seria já pré-temporada, visando as conquistas que planeja a partir da próxima. Ele, como todos os outros profissionais do planeta, estão, neste momento, investindo na temporada 2011. Agora é acompanhar, especialmente a partir do Aberto da Austrália, o que cada um preparou para suas carreiras e seus respectivos fãs.

 Pré-temporada, período cansativo e necessário.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:48

Novo técnico

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Thomas Bellucci e Larry Passos finalmente confirmaram oficialmente que começam a trabalhar juntos a partir de amanhã. Os dois vinham conversando desde que o tenista dispensou seu antigo técnico, algumas semanas atrás.

Thomas tem bem claro em sua cabeça que quer, e pode, se enfiar entre os 10 melhores do mundo, que, no fim das contas, foi o que convenceu Passos, que tem suas mãos atarefadas com outras responsabilidades. Larry treina alguns juvenis – como Thiago Fernandes – e assumiu algumas responsabilidades com tenistas na China. Isso o obriga a ir ao outro lado do mundo com certa frequencia.

Os dois tiveram que conversar bastante sobre detalhes, assim como houve conversas de Passos com a Koch-Tavares, que administra a carreira de Bellucci, sobre outros detalhes.

As dúvidas eram mais da ordem de logistica do que filosoficas ou técnicas. Passos continuará com outros afazeres e viajará para os grandes eventos e oferecerá treinamentos em certas épocas.

A parceria tem grandes chances de sucesso, especialmente se Bellucci conseguir fazer a adaptação ao estilo Passos, que não é de aliviar para seus pupilos nem de “passar a mão na cabeça”. Se Thomas conseguir viver com aquilo que se propõe ao trabalhar com Passos, pode vir a dar o pulo do gato que deseja para sua carreira.

Talento o tenista tem. Conhecimento o técnico tem. Resta a eles fazerem o casamento dar frutos, que é o que toda a comunidade do tênis brasileiro deseja.

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