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Posts com a Tag thiago monteiro

sábado, 27 de fevereiro de 2016 Brasil Open, Olimpíadas, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:19

Yes, you can.

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Ontem, sexta feira, foi um dia lindo no Brasil Open. Exatamente o que se espera, quando se espera coisas boas, de um evento tenístico. Todos os ingressos vendidos, publico lotando as quadras, inclusive as de treino, que, ao meu ver, merecem uma mini arquibancada, já que o publico adora ver essa informalidade nos tenistas, as alamedas repletas com pessoas transitando e atendendo às lojas instaladas na alameda principal do evento e, vital, brasileiros em quadra.

 

 

Sim, aí um dos diferencias de um evento realizado no Brasil: a presença de um dos nossos em quadra. E como à noite teríamos os mineirinho e a nova sensação em quadra, à procura por ingressos era insana. Tive inúmeros conhecidos ligando para ver se eu arrumava ingressos. Eu, que nada tenho a ver com o evento? Imaginem os que têm. E assim sofrem os que não se programam.

 

 

O outro lado da moeda é que olhando a chamada de hoje não encontramos mais nenhum dos nossos nas quadras. Os mineiros tiveram uma derrota inesperada. Thiago, um esperada.

 

 

Mas Thiago chegou a passar os dedos pela vitória. E aí nós vemos a diferença que faz a experiência, a quilometragem. Ele venceu o 1o set jogando melhor do que Cuevas. Começou o 2o quebrando e abrindo 2×0 e o uruguaio dando sinais que apitaria. Foi então que Thiago jogou o game que vai lhe tirar o sono e render boas conversas com o técnico.

 

 

Fez algo gritante de errado? Nao. Mas também nao fez o que precisava, que era jogar a pá da cal no cadáver que se prostrava do outro lado da rede. Jogou o game esperando que o outro se enterrasse sozinho. O outro não é jogador de futures ou challengers. É argentino/uruguaio, tem brios por baixo daquela carinha de coitado. Ficou no jogo. Thiago não se perdoou pelo vacilo e não foi mais o mesmo. A partir daquele game virou presa fácil para o comedor de canhotos.

 

 

Tudo isso faz parte do aprendizado e esta semana Monteiro aprendeu mais, em quadra, do que em toda a carreira. A principal delas, aquilo que virou mote do Obama: “Yes, you can!” Especialmente porque, além de ter um jogo redondo, tem brios, coragem, vontade, determinação e atitude em quadra, qualidades que lhe servirão para progredir no circuito e, importante para nós, cativar seus fas em casa. Que siga o trabalho e ouvindo aqueles que são responsáveis por seu progresso.

 

 

O porque do fracasso dos mineiros Melo e Soares? Não sei lhes dizer. Ainda não estão à vontade em quadra. Digo ainda porque para todos os brasileiros o importante agora é a participação deles no Rio 2016. Sim, eles tem altas chances de medalha, independentes dos resultados das duas ultimas semanas. Quanto a parte técnica já escrevi o porque, acredito, eles nao conseguiram render o que se esperava por aqui. Mas faltou algo mais e por isso ainda acho que deveriam jogar juntos antes das Olimpíadas. O mote de Obama também vale, totalmente, para eles. A dupla é uma entidade maior do que a individualidade, no caso. Eles precisam ganhar juntos para adquirirem a confiança para vencerem juntos. Catch 22!

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016 Brasil Open, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:44

De novo

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De novo? Essa foi a colocação/exclamação de um amigo tenista meu quando me viu, logo após a derrota de Thomaz Bellucci no Brasil Open. A minha cara, assim como a dele, foi que não havia necessidade de se estender sobre o assunto.
O adversário do Belo foi um espanhol de 22 anos, #122 no ranking e tenista bem abaixo tecnicamente do brasileiro, sendo que este o trucidou no 1o set. E por que este perdeu? As chances são que eu escreveria algo que vocês já leram. De novo.

 
Do novo mesmo bom foi a vitória do Thiago Monteiro. Desta vez pegou um espanhol veterano, #72 no ranking. O garoto jogou bem, manteve o padrão que vem apresentando, na verdade mostrando mais confiança, e com isso mais qualidade, a cada partida que joga.

 
Apesar de começar perdendo o primeiro set, Thiago seguiu mostrando a atitude que vem cativando os fas brasileiros: garra, luta, determinação, foco e empatia com a torcida, qualidades que sempre fizeram parte do arsenal de tenistas brasileiros de sucesso. Pelo menos até recentemente.

 
Uma coisa que deu gosto foi ver a torcida se empolgar e participar, assim como já tinha feito contra Almagro. Comparando com o que havia acontecido pouco antes em quadra, quando a torcida se frustrava a cada vez que tentava motivar Thomaz e este respondia com o mais gelado dos ares.

 
Após a partida, conversei no lounge com o diretor e o dono do torneio. Hoje colocaram Thiago, que enfrenta o campeão do Rio Open, na 2a partida da noite, logo após a dupla dos mineiros Melo/Soares. Parece que o técnico de Cuevas, o ex-tenista argentino top 10 Alberto Mancini, reclamou bastante, já que ele queria que fosse o 1o jogo. Felizmente aqui é São Paulo e não Montevideo ou Buenos Aires e aqui quem manda não são eles.

 
Aliás, o leitor, garanto, não tem a menor idéia da queda de braço que é fazer a chamada a cada dia do torneio. Todos querem as coisas do seu jeito e que encaixem suas agendas. No frigir dos ovos, as pessoas que realmente decidem são o diretor do torneio, o supervisor e o representante dos jogadores (ATP). Se o bicho pegar, e o bicho pega, ganha a coalizão de forças e, na pior das hipóteses, quem for mais poderoso; o supervisor, que pode sempre tirar o ás da manga e dar uma cartada em todo mundo, ou o diretor, que se tiver muuuito prestígio.

 

O sentimento dos organizadores é que Thiago tem chances de bater Cuevas e, até, ir à final. Organizadores são otimistas por natureza. O que não se deve esquecer são dois detalhes. Cuevas é, ainda, mais tenista, mais rodado e mais confiante do que Thiago. Além de Thiago ser um canhoto, como eram todos os adversários que ele bateu no Rio e o que bateu na 1a rodada em Sao Paulo – o que é um recorde no circuito.

 
Por outro lado, após vencer o Rio Open, seu corpo começa a pedir descanso. Um vacilo e Thiago, que tem ótima postura e sangue nos olhos, coloca o pé na sua porta.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:34

A hora

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As melhores notícias do tênis brasileiro no Rio Open correram por fora. Paula Gonçalves e Thiago Monteiro. Paula teve que passar pelo qualy e, se perguntada antes do Rio Open sobre suas pretensões no torneio, com certeza iria falar sobre as duplas, onde tem tido mais sucesso.

 

 

Thiago, que teve sucesso como juvenil, teve sérios problemas de contusão, ficou afastado das quadras um bom tempo e faz a sempre sofrida “volta”. Ela entrou na chave através do qualy, ele de um convite do torneio.

 

 

Paula foi preterida na escolha dos convites, até porque estes seguiram o critério do ranking. Teliana Pereira foi a única brasileira a entrar por méritos próprios, era à favorita ao título, mas ficou pela 1a rodada. Bia Maia e Gabriela Ce estavam à frente de Paula no ranking. Ela seria a próxima a receber o convite, quando a romena Cirstea, a bonitona que atualmente é #199 do ranking, já foi #21, e joga bem menos do que poderia, pediu o convite e Paula dançou.

 

 

Bem, uma coisa eu escrevo com toda tranquilidade – o azar de Paula foi sua sorte. Eu duvido que ele teria ganho essas mesmas duas rodadas na chave principal se não tivesse passado pelo qualy.

 

 

Tenista em geral odeia jogar qualifyings. Preferem atravessar os portões do inferno. Mas o fato é que depois que passam por um se sentem como os reis/rainhas da cocada preta – já com toda a razão.

 

 

Paula até agora ganhou quatro jogos – todos de tenistas melhores rankeadas. E não inventaram, nem inventarão melhor remédio para a confiança do que vitórias, em especial sobre tenistas melhores rankeados. E o que chamo de Confiatrix.

 

 

Ontem antes de entrar em quadra Paula chegou a preocupar seu time. Alegava um mal estar. Pensou-se uma virose, até a paranóia da zica voou por perto. Entrou em quadra com o pé atrás e começou mal. Aos poucos colocou o esquema que seu técnico Carlos Kirmayr lhe passara, virou o jogo e não olhos mais para trás. Acho que estava mais para ansiedade.

 

 

Independente do resultado da 3a rodada, Paula e seu técnico podem/devem buscar um novo olhar para sua carreira. Eu sei que para este ano eles colocaram metas mais altas. Olhando de fora, acredito que chegou a hora da moça fazer suas apostas nas simples. Até hoje, pelas circunstâncias, construídas pelos resultados, ela vem priorizando as duplas e tentando as simples. Afinal as primeiras é onde vem tendo mais sucesso – é compreensível.

 

 

Perante os resultados no Rio Open eu diria que é hora da moça jogar suas maiores fichas onde o bicho pega e lidar com a responsabilidade. As simples é onde o tenista quer estar e onde realmente o tênis profissional tem maiores reverberações. Senão acaba por se acomodar, ou encaixar, unicamente nas duplas que, convenhamos, é para quem não conseguiu sucesso nas simples.

 

 

O pior, ou no caso, o melhor, é que aos meus olhos Paula tem mais qualidades técnicas para ser uma melhor singlista do que duplista – e não que não seja boa duplista. Mas tem tamanho e envergadura, golpes sólidos e um saque que machuca. Tem pernas grandes e fortes que ajudam na necessária boa movimentação. Tem o peso e a altura para “montar” nas bolas e machucar e não ser só uma “passadora” de bolas. Tem muita coisa a seu favor para não arriscar ser melhor do que é. Chegou sua hora de descobrir se tem o que, no final, faz a diferença. Aquele “it” que separa as “cachorronas” das outras. Bem, a esmagadora maioria sequer tem a oportunidade e, especialmente, as ferramentas para tentar descobrir. Paula Gonçalves tem.

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016 Brasil Open, Rio Open, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 01:01

Sorte?

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Se buscarmos a palavra “oportunidade” no google, aparecerão inúmeras frases interessantes que preencheriam um capitulo de um livro de auto ajuda. Talvez por ter se revelado pela primeira vez pra mim quando ainda estudava nos Estados Unidos, a seguinte tenha se tornado uma de minhas favoritas: “a sorte surge quando a oportunidade encontra a preparação”.

 

Pensando bem, a frase define com razoável precisão a surpreendente vitória de Thiago Monteiro sobre o francês, e # 9 do mundo, o Jo Tsonga.

 

Convenhamos, Tsonga deveria ter um mínimo de vergonha em se apresentar como o fez por aqui na América do Sul. Em Buenos Aires perdeu na 2a rodada, no Rio dançou na primeira, sendo que, como cabeça de chave #3, a expectativa é que chegasse, no mínimo, à semifinal.

 

Na partida contra Monteiro, Tsonga esteve bem abaixo de seu padrão. Pode-se imaginar que tenha subestimado o jovem brasileiro, #338 do mundo. Convenhamos, teoricamente o nosso tenista não seria páreo para o top 10. Teoricamente.

 

Na verdade, o que se viu foi um tenista que ou achou que o jogo estava ganho antes de entrar em quadra, ou não fez o esforço necessário para se preparar para a partida, o mínimo que se espera de um profissional como ele. Considerando Buenos Aires, parece que não fez uma preparação adequada para vir jogar no saibro da América do Sul. Seja lá o que for, o primeiro set do favorito foi quase ridículo. No 2o set melhorou, enquanto Thiago perdeu o foco, e no 3o ficou claro que quando quis ganhar não tinha na sua caixa de ferramentas o que era necessário.

 

E o que Thiago tem a ver com isso tudo? Tem, como diz a frase lá em cima, que ele se preparou para o que desse e viesse, fazendo jus à escolha do convite da organização e a responsabilidade atachada a ela.

 

Thiago chegou ao Rio para defender sua carreira, aproveitar a oportunidade e se apresentar, com orgulho e respeito, perante um público pagante que sai de casa para assistir tenistas profissionais, se enfrentando em uma arena que exigiu grandes investimentos e muito trabalho de todos envolvidos.

 

Será que Tsonga leva tudo isso em consideração quando exige e aceita, o que imagino, um grande valor somente para aparecer e jogar? Aparentemente não.

 

Por outro lado, Monteiro teve seu encontro com a sorte quando o destino lhe deu a oportunidade de estarr do outro lado da quadra de um adversário que não se deu ao respeito na 1a rodada de um grande torneio. Como estava preparado, pode realizar algo, e isso ninguém lhe tira, que em nenhuma hipótese é fácil de realizar: bater um tenista top 10.

 

 

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Thiago explica sua vitória a Dacio Campos.

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segunda-feira, 22 de abril de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 01:50

Na Turquia

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Uma coisa de cada vez. E começamos pelo o que é mais importante para nós brasileiros. Eu sempre achei que os ares da Turquia faz um bem danado. Poucos anos atrás passei um mês por lá e foi uma das melhores viagens que já fiz. O que me fez bem então fez muito bem também a dois jovens tenistas brasileiros.

Bia Maia, que completa 17 anos o mês que vem, ganhou mais um torneio profissional – é o seu quarto e o segundo em 2013 – desta vez na cidade de Antalya, na maravilhosa costa do Mar Egeu. Duvido que Bia tenha tido muito tempo para ver muita coisa por lá, além das quadras de terra tão verdes quanto o mar da região. A cidade é a “capital” da riviera turca e um lugar maravilhoso para passear. São três torneios seguidos no mesmo local, no mesmo Belconti Resort Hotel – este foi o segundo – na semana passada Bia perdera nas quartas de final.

Quem fez ainda melhor uso ainda dos ares turcos é o cearense Thiago Monteiro, 19 anos, que venceu o seu segundo torneio consecutivo – teve que passar pelo qualy em ambos! – no mesmo local onde Bia venceu. É também o quarto título da carreira profissional de Thiago. Além das coincidências turcas, ambos são canhotos e considerados esperanças da nova geração do tênis brasileiro.

Não tão importante, mas tão excitante, pelo menos para mim e alguns colegas, foi a conquista neste fim de semana, do interclubes de 60-65, pelo Clube Pinheiros, batendo na final o eterno rival Paulistano. O confronto foi decidido na bacia das almas (3×2), nas duplas, esta com a parceria Cleto e o colega Romeu Barbosa. Vou dormir como um anjo, com meus sonhos protegidos e embalados pela deusa Nike, que também guardará e iluminará os sonhos da Bia, do Thiago e do Novak, sobre quem escreverei amanhã. Boa noite.

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