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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:11

O sorriso

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Como estará a cabeça dos integrantes do time brasileiro na Davis? Contentes por terem feito uma boa participação na casa do poderoso adversário? Frustrados por terem, talvez um pouco tarde, descoberto que o bicho papão não era tão feio e que uma vitória, mesmo que uma zebra, era possível?

Lembro que eu ficava um tanto vazio após um confronto como capitão da Copa Davis. Mesmo quando vencíamos; pior quando perdíamos, porque somado à frustração e a pura desolação. Na época o estresse era bem maior. Bem menos pessoas envolvidas, o que acarretava em um acumulo maluco de funções. Hoje a CBT consegue arregimentar uma série de pessoas com diferentes cargos e tarefas, o que facilita bastante o trabalho de todos – e assim deve ser. Benefícios dos patrocínios disponíveis e conquistados que na minha época inexistiam, infelizmente.

Fazer uma avaliação precisa sobre as razões de derrotas/vitórias é um tanto ineficaz à distância. Primeiro porque muitos elementos e variáveis são desconhecidas de quem não está presente. Mesmo entre os presentes, a maioria não sabe de tudo o que se passa na semana da competição. Melhor tecer meras considerações, o que sempre tem as desvantagens e, porque não, os benefícios da distância.

Normalmente o melhor tenista do time é o líder e, muito importante, o motivador e inspirador, através de suas ações, em especial dentro da quadra. Fora delas não tão raro a motivação até vem de outros elementos. Infelizmente essa regra nem sempre é verdadeira. Tive jogador que temporariamente era foi o melhor rankeado do time e quando colocado sobre sua posição de líder, pelas circunstâncias de então, simplesmente amarelou, esperneou e exigiu que não lhe fosse dada essa responsabilidade. Como se fosse uma mala a ser carregada, quando a exigência é de atitude e personalidade.

Neste confronto, o time começou a tomar forma na atitude do Thiago, ainda na primeira partida quando foi derrotado pelo Isner. Muito positivo, se comunicando com seus companheiros, se motivando através de boa expressão corporal, tentando encontrar soluções, não se entregando. Atitudes que faltaram a Thomaz contra Querrey. Felizmente, no 3º dia Bellucci fez uma feliz autoanálise confessando seu extremo negativismo em quadra contra Querrey, mais um passo na direção de sanar seus problemas.

O time adquiriu, de vez, personalidade na maravilhosa vitória dos mineiros sobre os mascarados Bryans. Uma vitória de se tirar o chapéu por tudo que esteve envolvido. Fora de casa, contra adversários de muita qualidade, piso adverso, abalos emocionais durante a partida, exigência do placar do confronto. Tudo isso e mais eles souberam administrar e mostrar a todos que quiseram ver como se comporta em quadra quando em defesa de seu país.

Imagino que a conversa nos vestiários deve ter sido objetiva e direta. Antes dos jogos do 3º dia Bruno Soares, um líder nato, nos assegurava que a atitude de Thomaz seria diferente. Tinha certeza e razão. Foi.

Independente das condições –  de quadra, circunstâncias e adversário – a postura e a vitória de Bellucci foram o que esperávamos tão ansiosamente. Além do que já fez, tenho certeza que Thomaz poderia ter feito mais. Na verdade, acredito que era jogo que ele poderia ganhar em três, no máximo quatro sets, sempre pensando em suas qualidades técnicas. O problema é esse. Eu sei, ele ainda não.

Não vou nem me estender sobre, por exemplo, a ausência do uso extensivo de slices em partida que assim exigi – quantas vezes o usou, e essa quadra adora essa bola. Mas, para ficar mais claro: durante 3 ou 4 sets Thomaz insistiu em errar devoluções por tentar fazer demais contra um tenista que não tinha condições de jogar com ele do fundo da quadra. No fim chegou ao ponto de simplesmente cutucar a bola em quadra para assegurar a “entrada” no ponto, o que ficou bem melhor do que os erros. Não que só isso fosse adiantar, pelo contrário, mas não precisava de tanto como imaginou. Apesar de que teve algumas devoluções importantes com seu forehand no lado da vantagem.

Falta ainda Thomaz encontrar sua sintonia em quadra – a maneira de posicionar a mente para o jogo. O seu negativismo brocha a todos em especial a ele. Adorei ele ter dado um sorriso em direção ao banco dos brasileiros quando jogava aquele game estressante quando tinha inúmeras vantagens e não conseguia quebrar para abrir as portas da vitória no quinto set. Talvez tenha sido uma inspiração da sua psicóloga, sei lá. Só sei que perante a adversidade e o estresse, ele achou aquele sorriso desarmado, real, meigo, cativante eque lhe fez mil maravilhas. Naquele ponto, como por instinto ou inspiração, a decisão de escolher o slice de revés, que saiu longo e lento, quebrou o adversário e lhe abriu as portas da felicidade.

Thiago Alves fez o que sabe e mais um pouco na partida final, o que traduz, ao pé da letra, o tal “espírito da copa Davis”. Ontem não deu. Mas, uma série de atitudes e acontecimentos podem ter aberto as portas para que o Brasil volte a ter um time de Copa Davis que se não nos traz títulos, nos traga felicidade, orgulho e vontade de torcer.

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sábado, 2 de fevereiro de 2013 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:47

A Davis é quente

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Não existe muito a escrever sobre o 1o dia da Davis Brasil x EUA. Thomaz Bellucci parece não ter empatia com a competição. A Davis é quente, ele é frio. Joga como se jogasse algum ATP250 aí pela temporada. Fica a impressão que tanto faz como tanto fez.

Espero que seja só impressão. Eu gosto de ter a certeza de que interiormente ele não se sente assim – deve até sofrer com o assunto. Mas está longe de mostrar que realmente entende o evento e as exigencias emocionais do mesmo. Thomaz conseguiu o sucesso que conseguiu jogando naquela frequencia, não parece ficar à vontade naquela que exige uma boa dose de sangue nos olhos.

Para um país com uma história com um bom numero de tenista que emprestaram a alma à Copa Davis para defender seu país, chega a ser triste vê-lo em quadra defendendo o Brasil. Mas como temos muitos fãs que não viram nossos melhores na Davis, e por isso também não devem conhecer o tal “espirito de Copa Davis”, não precisamos ir tão longe. É só ter assistido o 2o set do Thiago Alves. Pelo menos o cara lutou, tentou, buscou. A Davis exige sangue nos olhos e lava nas veias.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 18:50

A Davis x EUA

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Nesta sexta-feira mais um capítulo na saga do Brasil na Copa Davis. O país volta ao Grupo Mundial, de onde esteve afastado nas ultimas 10 temporadas e onde não vence um confronto desde 2001, contra o Marrocos, no Rio, na época Guga

Enfrentamos o EUA em Jacksonville, Florida, onde fica a sede da ATP e onde fiquei 6 meses nos meus 16 anos, na primeira vista ao país. Os americanos, que não são bestas nem nada, optaram por jogar em piso rápido indoors. Pelo que falam não está tão rápida, mas duvido que esteja ao gosto de Bellucci e companheiros.

O confronto abre com Bello enfrentando Sam Querrey e, em seguida, Thiago Alves encarando John Isner. Com um pouco mais de time e sorte seria um bom momento. Isner abandonou o AO por conta de dores no joelho e volta às quadras sem testar o joelhito em competição, muito diferente de o fazer em treinos. Querrey não joga bem há tempos. Porém, os dois são pirulões sacadores e dos bons. Belo precisa encontrar forças em algum lugar de seu íntimo, surpreender um pouco e vencer a 1ª partida, senão a coisa fica preta e pode acabar no Domingo. Não é fácil, mas não é tão difícil. O melhor cenário é o Belo vencer o Querrey, o Isner sentir o joelho, o Thiago vencer a partida de sua vida – pode até ser por desistência – e fecharmos em 2×0 – aí vou acreditar em papai-noel.

Tenho certeza que a nossa dupla deve ser o ponto mais confiante de nosso time em possível vitória. Afinal, venceram duas das três vezes que se enfrentaram. Deve ser um bom jogo contra os BrosBryan. Os mineiros tem cacife para ganhar, assim como sobra cacife para os gringos vencerem.

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quarta-feira, 4 de abril de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 17:24

4+1

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Tenho recebido os releases da CBT sobre o confronto de Copa Davis entre Brasil e Colômbia, sobre o qual pretendo escrever mais amanhã, após a realização do sorteio dos jogos.

Um detalhe interessante é que o confronto acontece em São José do Rio Preto, local que vem investindo em seu relacionamento com tênis. O Challenger realizado no Harmonia Tênis, anfitrião do evento, é um dos mais bem comentados no Brasil.

Mas o que me chamou a atenção é o fato de que Thiago Alves – tenista paulista que recentemente venceu um Challenger no México – é de lá. Thiago não foi convocado para a equipe, mas foi convocado para treinar junto – nada mais justo. Além do que, Thiago até poderia estar no time.

Alves teve problemas sérios de contusão e ficou afastado um tempo do circuito. Sua volta agora, já quase balzaquiano, é na marra e na vontade.

Mas como pensar não paga imposto, estava imaginando que o rapaz poderia ter sido um tenista de Copa Davis por seu estilo e personalidade. Teve somente uma oportunidade, contra a Croácia, em 2008. Perdeu para Karlovic 7/6 7/6 7/5 (resultado karlovic), quando o Brasil foi derrotado em Zadar, Croácia. Que fique claro, são os tenistas que criam suas oportunidades nas equipes da Davis.

Aliás, sempre achei que Thiago poderia ter tido uma carreira mais rica. Tinha uma ótima direita e esquerda e saque abaixo do par. Mas sua disposição para a luta, quando se dispunha, era um diferencial que poderia ter sido melhor explorado.

O técnico João Zwetsch surpreendeu duas vezes na escalação. Deixou Ricardo Melo de fora, optando por Joao Souza, e voltou ao formato de ter dois singlistas e dois duplistas no time, algo que não fez no ultimo confronto, quando apostou que Bellucci poderia jogar as duplas também.

Abandonou essa esperança para não cansar seu principal singlista. Só que ficou sem opção para caso um dos singlistas se contundir ou cansar durante o confronto – aí teria que ir com um dos duplistas mesmo e nenhum deles compete em simples.

Thiago só poderia jogar se fosse colocado como um dos quatro titulares até a hora do sorteio de amanhã. O que não vai acontecer a não ser que um dos quatro anunciados titulares perca as condições físicas nas próximas horas. Thiago terá mesmo que se satisfazer em liderar a torcida local, já que deve conhecer cada um dos amigos nas arquibancadas.

Marcelo, Bruno, João, Thomaz, Feijão e Thiago em Rio Preto.

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segunda-feira, 19 de março de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 20:07

Sombrero

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Não pode passar em branco a conquista do paulista Thiago Alves em terras onde o Brasil está acostumado a brilhar – Guadalajara.

Thiago bateu na final o italiano Paolo Lorenzi por 6/3 7/6. O evento foi disputado nas quadras duras de um belo estádio que Guadalajara tem e nós não.

É a segunda conquista de Alves este ano no circuito Challengers, o primeiro foi em São Paulo logo no início do ano. Alves esteve por um bom tempo condenado aos torneios Futures, circuito de menor pontuação e para tenistas em formação ou aqueles que perdem seus rankings, por conta de uma contusão. O rapaz, que completa 30 anos em Maio, pensou em parar, mas reavaliou e voltou para mais uma investida. Com a vitória Alves já está como #162 do ranking.

Infelizmente, Thiago optou por não fazer a viagem a Miami e tentar passar pelo qualy do Masteres 1000, o que era arriscado e em cima da hora. Seu oponente na final está em Miami jogando esta noite, que foi o máximo de colher de chá que lhe deram. De qualquer maneira, é mais uma colherzinha no seu pote de confiatrix.

Thiago, vitória, troféu, sombrero, sorriso no estádio mexicano.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:01

De Belém a Campinas

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Aproveito para parabenizar o Caio Zampieri pelo resultado conquistado em Campinas neste fim de semana. Não deu para levar o título, mas a rapaz deve ter saído da cidade contente. Ele vem aproveitando a injeção de confiança adquirida com seu primeiro título do ano, conquistado um mês atrás em Santos – e que faça melhor proveito ainda daqui para frente, começando no Recife, onde acontece esta semana um Challenger, após receber a cidade um Future na semana passada.

Como a cidade é hospitaleira, Thiago Alves resolveu passar duas semanas por lá. Ontem venceu o primeiro torneio batendo o jovem Bruno Santanna na final. Lembro que nos anos 90 Luiz Mattar venceu uma final homérica contra Jaime Oncins, debaixo de um sol de 45º, três horas de jogo e as arquibancadas colocadas na Praia de Boa Viagem lotadas do começo ao fim, mesmo local do evento desta semana.

Vale lembrar também que outro jovem, Augusto Laranja, foi à final em La Paz e, na semana passada, e que Leonardo Kirche venceu simples e duplas no Future de Belém.

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terça-feira, 1 de setembro de 2009 Tênis Masculino | 13:14

Abaixo do padrão

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Dá para entender a performance do Thiago Alves? Dá. Mas não é fácil de aceitar. O rapaz vem fazendo um esforço danado para se enfiar entre os 100 melhores e assim entrar nos grandes e melhores eventos; quando consegue – congela.

O primeiro set foi uma das coisas mais horríveis que ele deve ter passado e jogado. Foi um erro atrás do outro, não saia jogo. O Hewitt só teve que ficar por lá, fazendo o feijão com arroz e tocando o boi para frente.

Jogo mesmo só foi sair quando o brasileiro decidiu, no seu emocional, que a vaca estava galopando em direção ao brejo e que o resultado, a derrota, seria inevitável. Ai entram aquelas vibrações de “dane-se”, o corpo relaxa, as bolas começam a entrar e o tenista pode, finalmente, se concentrar em fazer o que sabe e não ficar se martirizando com as coisas negativas que invadem a cabeça. Thiago só jogou algo parecido com o que sabe no terceiro set. Muito tarde.

Foi uma pena, porque a carreira não oferece tantas chances que possam ser desperdiçadas impunemente.

Comparo, de uma maneira obliqua, a performance da Venus Williams na estréia ontem à noite. A americana também jogou muito abaixo de seu padrão. Só que encontrou uma maneira de vencer. Essa é uma das características das irmãs. Com uma certa frequência as irmãs jogam de uma maneira horrível, bem abaixo de seu padrão, mas assim mesmo saem de quadras vitoriosas. Ontem ficou claro, mais uma vez, a razão. Ao invés da esmagadora maioria das tenistas, e dos tenistas, quando começam a errar as irmãs não se acovardam e se entregam. Saem batendo ainda mais, indo quase que para um “tudo ou nada” e suas consequências. Ou seja – ganham ou perdem jogando com coragem. E, consequentemente, como campeãs.

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terça-feira, 23 de junho de 2009 Tênis Brasileiro | 23:57

Lampejos

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Para nós, brasileiros, a notícia do dia foi a vitória do paulista Thiago Alves, único brasileiro na chave, masculina e feminina, de Wimbledon. Isso no ano em que se comemora cinquenta anos do primeiro título de Maria Esther em Londres.

O Thiago segue sendo, e provavelmente sempre será, uma incógnita. Pelo menos para mim. Tive algum contacto com o rapaz, que um dia foi treinado pelo Edvaldo Oliveira, o Bahiano, e sempre me pareceu educado e atencioso. Porém nunca conseguiu fazer sua carreira deslanchar como um dia acreditei.

A cada vez que parecia que seu tênis engrenaria, voltava a cair no esquecimento pela ausência de resultados. Nunca tivemos maiores contactos – ele surgiu quando eu já não viajava com tenistas. No entanto, sempre torci por ele, até pelas razões acima.

O tênis de Thiago sempre exigiu uma devoção e determinação – pelas características, suas e do estilo – que talvez ele nunca tenha conseguido entregar. Sem um grande serviço, com uma esquerda razoável e uma direita de ótimo tamanho, Thiago traz certas deficiências para a quadra que sempre tratou de suprir com sua vontade de bater o adversário – algo que, se olharmos o resto do ranking, não chega a ser um grande problema.

É um tenista garrudo e lutador, que não conseguiu ser constante na disciplina que a carreira exige. Porque é uma luta infernal o dia a dia da carreira de um tenista. No fim das contas, Alves é um jogador que mostrou, em lampejos, o tenista que poderia ter sido. Nesses momentos brilhou e, quando foi o caso, defendeu o nome do Brasil.

Alves, na garra.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009 Tênis Brasileiro | 15:06

Hoje em Roland Garros

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Os dois brasileiros, Thiago Alves e Franco Ferreiro, venceram suas partidas pela segunda rodada do qualy. Na ultima rodada Franco vai encarar o americano Amer Delic e Thiago o polonês Lukasz Kubot.

Marcos Daniel contra Ivan Dogic (Croácia) e Ricardo Hocevar contra Lucas Rosol (Rep Checa) jogam suas segundas rodadas amanhã.

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