Publicidade

Posts com a Tag sara errani

domingo, 20 de dezembro de 2015 Copa Davis, História, Juvenis, Masters 1000, Novak Djokovic, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 19:21

Os melhores do ano

Compartilhe: Twitter

Com o fim do ano e da temporada surgem as pesquisas dos “melhores do ano” para a apreciação dos fas. Interessante que nem sempre os votos dos “experts” coincidem com o dos fas. Qual vale mais? O que vale mesmo é o que você pensa, até porque se nao for o caso é melhor só usar pra pentear. Pode ser também o que você sente, já que em termos de escolhas esportivas o emocional fala alto. Nao é futebol, mas o Tênis também cria suas paixões.

Recebi dois ou três pedidos de enviar meus votos e o fato me inspirou em deixar aqui no Blog os meus pensamentos a respeito dos “melhores do ano”. Divirtam-se divirjam se forem capazes!

Os fatos marcantes mais mencionados foram: Os 3 Slams do Djoko e da Serena, a vitória da Penetta em Nova York, a conquista da Davis pelos britânicos.

Se Djoko ou Serena, os dois melhores tenistas do ano, tivessem ganho os quatro seria difícil ter outro fato mais marcante, o que nao tira o imenso mérito de ambos em conquistar algo dificílimo e merecedor de muitos aplausos. Mas a Serena foi, em um jogo, do Fato do Ano para a Afinada do Ano, ao perder para a Roberta Vinci nas semis e deixar escapar o Grand Slam que a colocaria como candidata a maior da história.

A vitória de Penetta, no apagar das luzes de sua carreira, foi a maior surpresa da temporada e uma conquista maravilhosa para uma tenista maravilhosa. E eu adoro surpresas em quadra, além de pernas bem torneadas. Alias, o fato é ampliado pela presença de duas italianas na final – na Itália elas vao ganhar todos os votos.

Mas Murray, o tripolar das quadras, liderar uma conquista da maneira como foi feita, e aí o diferencial, para o país que tem Wimbledon e Murray e nada mais em termos de tênis, apesar dos milhões investidos, foi um fato marcante. Eu fico com a vitória na Davis, pelo impacto que terá no país que inventou o tênis e as emoções que causou mundo afora.

As decepções? A Bouchard no feminino. Mais uma tenista que tropeçou na fama e na máscara, achou que era maior e melhor do que realmente é. Além de ainda nao ter conquistado lhufas ainda. Agora perdeu a confiança, perde jogos que nao deveria perder e ainda tem que enfrentar as consequências do tombo que levou – figurativamente e de fato.
Entre os homens, temos o Dimitri que pensou que era o rei da cocada preta, enquanto só foi o plebeu que pegava a rainha. Tem tênis pra ser mais do que apresentou. Eu nao vou falar do Gulbis porque ele nao é mais uma decepção e sim uma certeza.

As esperanças? Temos aí o Zverev que tem golpes e serviço pra incomodar, o Kyrgios que tem o serviço, um pouco de golpes e a personalidade pra incomodar, o Thiem que tem uma bela direita mas precisa achar uma esquerda, o Coric que tem uma bela esquerda mas precisa melhorar a direita, o Kokkinakis que é um fantasmao com um belo serviço e se acertar os golpes vai ser bem perigoso.

Os que mais melhoraram fora dos radares. O Anderson aprendeu tirar o melhor de seu tênis limitado, provavelmente ouvindo sua mulher que é bem mais do que uma digitadora de texto ou uma fazedora de biquinhos. Outra melhora surpreendente, que me pegou de calças curtas, foi o Benoit Paire. O cara tem, de longe, a pior direita do circuito, pior do que os 3a classes lá no clube, além de tropeçar na própria mascara. Mas tem uma tremenda esquerda! Milagres acontecem, amigos. Entre as mulheres, a suíça Bencic, que ano e meio atrás jogava no mesmo nível da Bia Maia – as duas eram rivais no juvenil – e hoje é 12a do mundo.

O idiota do ano? O Kyrgios leva fácil. O cara investe no quesito com frequencia e sem medo, além de ter uma família que aplaude seu esforço. Alias, poderiam dar uma dica para narradores e comentaristas de TV. O nome do cara se pronuncia Kirios e nao Kirgios – meu, é só ouvir o juiz de cadeira falar. O interessante é que a Austrália, que sempre foi celeiro de tenistas extremamente educados e divertidos deu de exportar tenistas idiotas. Harry Hopmann deve estar tendo surtos na cova.

Entre os brasileiros tivemos bons sucessos. Marcelo Melo virou o Tenista do Ano no Brasil por se tornar #1 do mundo em duplas. Tenho minhas reservas em eleger um duplista à frente de um singlista. Mas ser #1 do mundo nao é mole nao. Marcelo soube aproveitar as oportunidades e administrar a temporada lindamente e colocou o tênis nacional na mídia de maneira positiva – parabéns! Bellucci nao foi grandes notícias, mas teve seus momentos – na Davis no Ibirapuera foi um deles. Permanece o 1o de nosso ranking e 30 do mundo, o que nao é nadinha mal. Parabéns também para Teliana Pereira, que soube fazer o necessária para sair das sombras e ir para as luzes do circuito principal. Fecha como 54a do ranking mundial e conseguiu dar seu salto à frente aos 27 anos, idade em que a maioria das tenistas já mostrou o seu melhor. Vale lembrar Orlando Luz, que aos 17 anos se tornou um dos melhores juvenis do mundo e, suponho, encerrou sua carreira entre a garotada, apesar de só completar 18 em 2016. Agora vai buscar o caminho do sucesso naa transição para o profissional, momento que separa os garotos dos homens.

Se vocês tiverem outras categorias que queira explorar, sejam meus convidados. E aproveito para desejar boas festas a todos que com sua leitura, e comentários, fazem deste Blog um local de amor ao tênis.

Autor: Tags: , , , , , , ,

sábado, 9 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:44

Ocasiões

Compartilhe: Twitter

Será uma quinzena que a italiana Sara Errani jamais esquecerá. Depois de tantos anos investindo em sua carreira, a moça chegou até morar nos EUA como adolescente, aos 25 anos ela consegue fazer todas as variáveis se afinarem e ter as duas melhores semanas de sua vida, ao chegar a duas finais de Roland Garros; nas simples e duplas. É um momento especial, o que ela deixou transparecer ao responder ao horrível entrevistador, o tenista Cedric Pioline, que lhe perguntou se ele tinha noção que sua vida mudaria a partir de hoje, ao que ela retrucou– espero que não. Na primeira final ela foi derrotada pela Maria Sharapova, na segunda ela venceu, em parceria com sua melhor amiga, Roberta da Vinci.

Se Sara não teve a quinzena perfeita foi porque a adversária também vinha se preparando há tempos para a ocasião e, por conta da maior experiência nas grandes ocasiões, e mais ainda por ter muito mais arsenal do que a oponente.

A russa mostrou ser uma profissional de primeirissima linha ao fazer de uma situação adversa e sofrida – uma contusão séria no ombro – uma ocasião para se reinventar como tenista. Investiu no preparo físico, melhorou bastante a movimentação – era uma patachoca de 1.88m de altura e muita dificuldade para se movimentar -, aprendeu a ser paciente e mexer a bola, fugindo do óbvio e do risco desnecessário, e a levar o jogo em si mais nas pontas dos dedos, como um bom cavaleiro leva uma égua de raça. Maria é hoje muito mais tenista do que quando venceu seus GS anteriores, onde o ímpeto falava mais alto do que a categoria. Hoje as qualidades se inverteram.

Até por fugir de suas características, gostei muito de Sharapova no final da partida e na premiação. Ela botar os pernões para escalar o Camarote Presidencial, sem a menor cerimônia ou vergonha, foi uma visão inesquecível. Ir às arquibancadas abraçar seu time foi sem preço e mostrou categoria e nobreza por parte da moça. Mais ainda quando, na cerimônia, além de agradecer individualmente ao seu time, em especial ao novo técnico, Hogstead, que tem de ser creditado pelas mudanças, e fazer sua declaração de amor aos pais, ausentes há anos dos torneios, Maria teve a lembrança de agradecer seu antigo técnico, Michael Joyce, com quem já não trabalha desde o fim de 2010, o que tem que ser uma das raras ou a única vez que vi isso.

Uma campeã é feita de inúmeros detalhes, alguns importantes, outros ainda mais importantes, e alguns que transparecem certas características de caráter, que o melhor dos marqueteiros não traz à tona, que só acrescentam ao título de campeã. Agora uma das poucas campeãs que pode dizer que venceu cada um dos Grand Slams e que ao mesmo tempo chega a termos a termos com algumas de suas antigas carências.

Sara e Maria – as finalistas em Roland Garros.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 7 de junho de 2012 Tênis Feminino | 15:36

très intéssant ?

Compartilhe: Twitter

A segunda semifinal feminina não aconteceu. Petra Kvitova esqueceu seu jogo em algum lugar entre o hotel e o vestiário e Maria Sharapova teve somente que usar sua experiencia para levar a partida só na maciota.

Kvitova depende muito dos alinhamentos galáticos dos planetas e de seus neuronios para que seu jogose acerte. Contra tenistas mais fracos até que funciona, e nem sempre funciona, contra uma cavala que soca tudo que ve pela frente, e acerta, com alguns GS na sua Louis Vuitton e golpes extravasando confiança a tarefa fica mais difícil. Não dá nem para comentar muito.

A final entre Sharapova e Errani será très intéressant por uma única razão. Pode uma bolonhesa de 1.64 de altura, com as pernas curtas, grossas e fortes de tanto correr, olhos azuis e lindos que destoam do resto, baloeira na “úrtima”, um segundo saque de dar dó, que deve ser a porta da felicidade da adversária, bater uma égua de raça e canelas finas, de 1.88m, intimidante pela atitude, força e currículo, extremamente confiante e combativa, duas qualidades por si avassaladoras, com golpes penetrantes que já não são mais as de uma desvairada sem nada a perder e sim de uma tenista que sabe distinguir a audácia da insensatez, e que vem jogando o melhor tênis do circuito há alguns meses?

Autor: Tags: ,

quarta-feira, 6 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:15

Showdown no OK Curral

Compartilhe: Twitter

Escrever sobre jogos do Nadal torna-se repetitivo e sem graça. O cara não deixa os confrontos nem se tornarem, no mínimo, interessantes. Não perde sequer um set quando adentra o palco vermelho.

O Almagro é um ótimo tenista, perigosissimo na terra, mas quando vê o Animal do outro lado da rede vira menininha. Hoje até que tentou, no primeiro set, colocar um shortinho para enganar. Mas após perder o primeiro set no TB voltou para o vestidinho e miau.

O MalaMurray, o judas favorito de alguns sofasistas que babam em ovos nadalenhos, ainda não decidiu o quanto perigoso quer ser no saibro. Tem dias que ele põe a fantasia da “drama queen”, outros que dá uma aula de tênis para o coitado do outro lado e ainda outros em que flerta com a grandeza para terminar na pobreza.

O Ferrer é o antonimo do escocês. Tracem uma linha horizontal de um lado ao outro do quarto e terão a variação da determinação do espanhol através de uma partida. A não ser quando enfrenta o Animal no saibro ou o Federer na rápida. Aí, até ele vacila.

As mulheres, ahh as mulheres! Big Mary Sharapova continua surpreendendo pela qualidade. Ela aprendeu a jogar no saibro e vem depurando a cada jogo essa qualidade. Ela não tem mais aquela ansiedade, que vinha da falta de confiança em sua refularidade, de terminar o ponto de imediato. Aprendeu a “mexer”a bola. Como já pegava pesado e tem uma espirito guerreiro de primeirissima grandeza, alguém vai ter que se superar para batê-la em Roland Garros. E vai ficar mais difícil ainda quando forem para a grama.

A minha professorinha vacilou, porque teve chances de vencer, e dançou. Kvitova é mais tenista que a russa/cazaque Shvetova; conseguiu administrar seus altos e baixos e passar para a semifinal. A checa tem golpes poderosissimos e pode varrer qualquer uma da quadra. O problema da moça é que nem sempre entra tudo, já que joga bem reto. Às vezes nada entra. Mas que habilidade, que arsenal. Hoje, ela definiu a partida. Quando entrou, ponto dela, quando não, ponto da outra.

Shvetova tem o melhor par de pernas do circuito. Para não ficar no subjetivo, que é o meu e o seu gosto, me refiro à sua movimentação. A mulher é uma égua de tres anos. Ela não tem golpes contundentes, mas sua destreza em quadra é para dar inveja à muitos dos homens, sem falar no mulheril lentão. Além disso, tem um sorriso lindo, dentro e fora de quadra, onde assume uma persona bem distinta da que vemos entre as linhas.

Amanhã os homens descansam. Às 9h, Stosur x Errani na Quadra Central e a seguir Sharapova x Kvitova.

Na primeira, uma partida de duas moças com muitas pernas, ótima movimentação, fortes e dois estilos distintos. A australiana atacadora e a italina contra atacadora.

Sharapova e Kvitova é uma partida para pegadores e juizes de linha acompanharem com atenção redobrada para não sobrar para eles. O bicho vai pegar e a bola vai andar. As duas são de ir pro pau e salve-se quem puder e leva quem acertar mais. A única possibilidade de não ser um verdadeiro showdown no OK Curral é se o técnico de Kvitova lembrar que existe slices e convencer a pupila que essa seria uma maneira interessante e sutil de tirar a Shatapova, perdão, esse meu teclado vida própria, de jogo. Mas talvez eu esteja pedindo demais.

Curta a página do Blog no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Autor: Tags: , , , , , ,