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quarta-feira, 27 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:14

11.13h

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Acabou o jogo do Federer e nada da Quadra 12. As imagens da SporTv voltaram com o meio do 3o set entre Stosur, a australiana e Rus, a holandesa.

Agora Melzer acaba o que poderia ter terminado antes, porém com mais drama.

Esse tipo de decisão, que tenho certeza não é da SporTv e sim dos ingleses, é a ditadura do que aparenta ser sobre o que realmente é. Tenho certeza de que o Dácio Campos adoraria ter comentado o fim do jogo de Melzer e Wawrinka.

É muito mais interessante acompanhar a conclusão de uma partida que começou o dia já na temperatura máxima, do que acompanhar um massacre ou um jogo sem maiores dramas e qualidade excepcionais (ressalto que a partida entre Hus e Stosur até teve sim suas qualidades dramáticas e técnicas, além da surpresa da eliminação de Stosur, que é mais frágil na grama do que no saibro, o que é uma certa incongruência pelo seu estilo e origem – mas é a idéia geral que tento passar).

Mas vá convencer a maioria dos fãs, que preferem ligar a TV e acompanhar os grandes nomes do que as grandes partidas. É só ler os “comentários” aqui no Blog – só falam de Federer, Nadal e, um pouco, de Djokovic, e menos ainda de Tênis.

Por isso que prefiro, na maior parte das vezes, as quadras secundárias na 1a semana dos GS, do que as quadras principais, onde os favoritos fazem, na maior parte das vezes, jogos burocráticos. O Tênis é um esporte onde o drama, as dificuldades, as decisões e indecisões, a disputa emocional, entre outras coisas, podem, na maior parte das vezes, falar mais alto do que o nome de quem está em quadra. Mas a disputa com o sofá é acirrada e, talvez, na maior parte das vezes, estéril .

E volta a chover em Wimbledon.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:15

Showdown no OK Curral

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Escrever sobre jogos do Nadal torna-se repetitivo e sem graça. O cara não deixa os confrontos nem se tornarem, no mínimo, interessantes. Não perde sequer um set quando adentra o palco vermelho.

O Almagro é um ótimo tenista, perigosissimo na terra, mas quando vê o Animal do outro lado da rede vira menininha. Hoje até que tentou, no primeiro set, colocar um shortinho para enganar. Mas após perder o primeiro set no TB voltou para o vestidinho e miau.

O MalaMurray, o judas favorito de alguns sofasistas que babam em ovos nadalenhos, ainda não decidiu o quanto perigoso quer ser no saibro. Tem dias que ele põe a fantasia da “drama queen”, outros que dá uma aula de tênis para o coitado do outro lado e ainda outros em que flerta com a grandeza para terminar na pobreza.

O Ferrer é o antonimo do escocês. Tracem uma linha horizontal de um lado ao outro do quarto e terão a variação da determinação do espanhol através de uma partida. A não ser quando enfrenta o Animal no saibro ou o Federer na rápida. Aí, até ele vacila.

As mulheres, ahh as mulheres! Big Mary Sharapova continua surpreendendo pela qualidade. Ela aprendeu a jogar no saibro e vem depurando a cada jogo essa qualidade. Ela não tem mais aquela ansiedade, que vinha da falta de confiança em sua refularidade, de terminar o ponto de imediato. Aprendeu a “mexer”a bola. Como já pegava pesado e tem uma espirito guerreiro de primeirissima grandeza, alguém vai ter que se superar para batê-la em Roland Garros. E vai ficar mais difícil ainda quando forem para a grama.

A minha professorinha vacilou, porque teve chances de vencer, e dançou. Kvitova é mais tenista que a russa/cazaque Shvetova; conseguiu administrar seus altos e baixos e passar para a semifinal. A checa tem golpes poderosissimos e pode varrer qualquer uma da quadra. O problema da moça é que nem sempre entra tudo, já que joga bem reto. Às vezes nada entra. Mas que habilidade, que arsenal. Hoje, ela definiu a partida. Quando entrou, ponto dela, quando não, ponto da outra.

Shvetova tem o melhor par de pernas do circuito. Para não ficar no subjetivo, que é o meu e o seu gosto, me refiro à sua movimentação. A mulher é uma égua de tres anos. Ela não tem golpes contundentes, mas sua destreza em quadra é para dar inveja à muitos dos homens, sem falar no mulheril lentão. Além disso, tem um sorriso lindo, dentro e fora de quadra, onde assume uma persona bem distinta da que vemos entre as linhas.

Amanhã os homens descansam. Às 9h, Stosur x Errani na Quadra Central e a seguir Sharapova x Kvitova.

Na primeira, uma partida de duas moças com muitas pernas, ótima movimentação, fortes e dois estilos distintos. A australiana atacadora e a italina contra atacadora.

Sharapova e Kvitova é uma partida para pegadores e juizes de linha acompanharem com atenção redobrada para não sobrar para eles. O bicho vai pegar e a bola vai andar. As duas são de ir pro pau e salve-se quem puder e leva quem acertar mais. A única possibilidade de não ser um verdadeiro showdown no OK Curral é se o técnico de Kvitova lembrar que existe slices e convencer a pupila que essa seria uma maneira interessante e sutil de tirar a Shatapova, perdão, esse meu teclado vida própria, de jogo. Mas talvez eu esteja pedindo demais.

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