Publicidade

Posts com a Tag roland garros

segunda-feira, 27 de maio de 2013 Roland Garros | 09:05

Segunda feira

Compartilhe: Twitter

Sentado na Qadra Central, após um domingo de chegada e repleto de demonstrações contra a aprovação do casamento gay, que levou cerca de 200 mil a 1 milhão de pessoas as ruas de Paris, conforme as contas, acabo de ver Rafa Nadal dar uma dupla falta no break ponto no 4×5. O gigantesco fantasmaço não se fez de rogado, meteu a mão no saque e fechou como se tivesse crescido na QC. Agora Nadal terá q lidar com o problema de enfrentar um fantasma sem nada a perder e enfiando tudo quanto é pancada sem medo de ser feliz.

Lembrando, estou aqui com meu mini iPad e acentos não é um dos fortes do teclado. Respondendo ao amigo Glads, hj um dia q o sol abriu a quadra e as bolinhas estão razoavelmente rápidas, portanto a festa bradsiana até o momento.

Autor: Tags: ,

sábado, 25 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 15:56

Um rapaz de qualidades

Compartilhe: Twitter

Logo após Gustavo Kuerten vencer a sua primeira semifinal em Roland Garros, em oito de junho de 2007, sentei para escrever uma coluna para o Jornal da Tarde. Como a maioria dos brasileiros, eu estava abismado e sob o encanto de poder acompanhar um brasileiro jogar uma final de Roland Garros. O clima em Paris, entre aqueles poucos que acompanharam a trajetória da quinzena e aqueles que começaram a despencar na cidade com a possibilidade de ver um conterrâneo barbarizar no principal palco da Europa era esfuziante e, de certa maneira, de assombro. Ainda no estádio, sentei em minha mesa e escrevi o artigo abaixo, antes de sair pra o jantar de celebração com amigos.

Um rapaz de qualidades.

Quando o Brasil enfrentou a Bahamas pela Taça Davis, no início de 1995, convoquei três juvenis para treinarem e conviverem com o time. Um deles, Gustavo Kuerten, então com 18 anos, impressionou de maneira favorável a mim e seus companheiros de equipe. A figura do juvenil que vem aprender com os profissionais na Taça Davis é algo tradicional nas equipes que treinei. Como cada um deles lida com a oportunidade é o diferencial.

Os profissionais testam a personalidade, a boa vontade, o tênis e, às vezes, a paciência dos garotos. Guga tinha ali dois “carrascos” nas pessoas de Fernando Roese e Luiz Mattar. Os dois fazem os mais corajosos tremerem com suas brincadeiras. Alguns lidam mal com isso, chegando a se revoltar e perder esportiva. Guga tinha como companheiros o mineiro André Sá e o também catarinense Márcio Carlson, este um pouco mais velho. Gustavo, como sempre, procurava o lado positivo da situação, cumprindo as exigências da dupla de capetas com um sorriso, enquanto os outros dois discutiam ou confrontavam, tornando suas situações piores. Ele parava a um inteligente passo de ser um mero puxa-saco,  mostrando sua habilidade natural de lidar com pessoas e controlar situações.

Apesar de não estar escalado para jogar, estava ali só para treinar e aprender, Gustavo estava sempre disponível. Já tinha um saque fortíssimo e passava horas sacando para Mattar e Meligeni, que precisavam do treino. O braço doía, mas o garoto não reclamava e aproveitava para aprimorar o golpe. Um dia, o chamei de lado, como chamei aos outros, dentro da piscina aquecida do Clube Tijuca nos vestiários, para conversarmos sobre tênis e sua carreira. Sempre atento, Guga pontuava o quase monólogo com perguntas e colocações que mostravam seu interesse e inteligência. Passamos ali uma hora e meia.

Aos poucos eu descobria o prazer de conviver com o sorridente “Catarina”. Grande contador de histórias, Guga era capaz de contar piadas por um jantar inteiro, para surpresa e divertimento de todos. Soube por sua mãe, D. Alice, que Gustavo trazia para a Taça Davis revistas de piadas, que ele lia e estudava à noite e antes das refeições, para poder entreter a todos. Sabia de nossas expectativas e se preparava para melhor cumprir seu papel.

Quando foi para a equipe principal pela primeira vez, em Santiago do Chile, no início de 1995, Guga jogou somente as duplas. Eu já tinha planos para o “surfista dourado”, porém queria ir com calma em sua escalação. Passou a semana treinando duplas e voleios, ao que não estava acostumado. Às vezes eu percebia seu aborrecimento, ouvia seus resmungos, mas ele era incapaz de pedir para o treino parar. Através dos anos ouvi tudo quanto é desculpa de tenista, para interromper ou abreviar treinos. O talento que mostram nesse quesito quase que ultrapassa o talento que têm para jogar. Gustavo, por seu lado, não sofre numa quadra de tênis. Aliás, não sofre em lugar algum. É capaz de passar horas treinando e sempre tem algo mais a dar, não importa quanto o técnico já exigir.

Foi nas inumeras conversas sobre tênis foi quando Kuerten me convenceu de que seria um bom jogador. Como técnico, sempre procuro apresentar soluções para problemas, alternativas para certezas, não só da parte técnica, como nos detalhes da vida e na carreira do jogador. Em qualquer área Guga é um interessado e tem suas posições. Na parte técnica é o melhor tipo de jogador a ser treinado. Não tem problemas em ouvir e obedecer a ordens, conselhos e opiniões. Sabe lidar com a figura do técnico, alguém que está ali para ajudar – não sofrendo, como muitos jogadores, que se sentem menores, quando se tenta fazer deles pessoas-tenistas melhores. Consegue assimilar imediatamente uma colocação e, aí o diferencial – vai além – colocando sua posição sem criar o conflito. Se você lhe der um-dois, ele capta e lhe dá de volta três-quatro. A cada treino seu existe um progresso, pois essa é sua ânsia e objetivo.

Um campeão, e uma história de sucesso, são feitos com uma série de detalhes, sempre difíceis de definir. Mas, determinadas qualidades estão sempre presentes. Aqueles que conviveram comigo nos últimos dois anos sempre souberam que eu acreditava no sucesso do “surfista dourado”. A questão era quando isso aconteceria. É óbvio que os resultados desta quinzena ninguém esperava, mas é com felicidade que assisto a essa incrível aventura em Paris. O melhor é que não poderia acontecer a melhor pessoa. A paixão que carrego pelo tênis só é maior pela paixão que anseio nas pessoas. Gustavo me conquistou desde os primeiros instantes pela pessoa que é.

Extremamente positivo, aprendeu no seu núcleo familiar como lidar com adversidades. Sua mãe, Alice, conseguiu, através de uma série de reveses na vida, unir a família e fazer de Guga uma pessoa positiva e feliz. Seu sucesso vai ser assimilado, como foram as dificuldades, e servir de trampolim para maiores saltos no futuro. Com certeza, não lhe serve ser um grande tenista, rico ou famoso, e ser uma pessoa menor. Guga cativa porque dá mais do que pede. Aliado a isso, possui uma série de talentos que não tem vergonha de exibir. Da mesma maneira que pode jogar uma final de Paris, contar uma estória ou cantar uma música, sem querer Guga nos conquista. Seremos sempre seus fãs, esperando pela próxima maneira em que nos encantará com seus talentos.

Autor: Tags: ,

quarta-feira, 22 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 01:38

In loco

Compartilhe: Twitter

Caros leitores, não sei vocês, mas eu vou para Paris, para Roland Garros. Faz alguns anos que não acompanho o evento in loco; desde que comecei a fazer os comentários ao vivo pela TV em 2006.

Não era exatamente o meu plano A. Fui tantos anos a Roland Garros que queria mudar de ares e assunto. Mas, “aconselhado” pela minha mulher, desta vez vou em outro clima – sem grandes obrigações. Vou curtir o torneio, a cidade, a família e dividir isso com vocês da melhor maneira. Vou ter que achar o tom. E vocês vão poder me ajudar, dando suas opiniões e sugestões durante o evento e a cobertura.

O evento, que é bem maior do que se imagina à distância, já começou – O Qualy iniciou ontem e só resta um brasileiro na chave; João “Feijão” Sousa. Só para vocês terem uma ideia das dificuldades, estão no qualy tenistas como Volandri, Bogomolov, Darcis, Stebe, Devvarman, Ginepri, Capdevile, Golubev, Gabashvile, Sock, Kunitsyn, Berrer e um bando de jovens que querem um pouco do bem bom de um Grand Slam.

A chave principal será feita na 6ª feira, a partir das 6.30h da matina. Já se sabe que Murray e Del Potro não estarão nela e que o Wawrinka ainda não confirmou presença. Reza a tradição que os campeões do ano anterior fazem o sorteio. Rafa Nadal e Maria Sharapova já sabem o que fazem nessa manhã. Aliás, a russa confessou que Dimitrov a está fazendo se sentir mais jovem. O amor é lindo. Nenhuma palavra de Rafa sobre Xisca.

O tempo está horrível em Paris, com chuvas esparsas e ausencia de sol até sábado, o que tem atrapalhados os jogos. Assim que eu chegar, muda.

O tenista Simon Greul esperando a chuva passar.

Autor: Tags:

sexta-feira, 8 de junho de 2012 Tênis Masculino | 12:23

Nada

Compartilhe: Twitter

Imagino que deve haver uma lei na Espanha dos tempos da Inquisição em que um top10 espanhol não pode ser confrontado por um conterrâneo. Só isso para explicar a falta de atitude daqueles cabrões todas as vezes que entram em quadra com o Animal Nadal.

O que vou escrever sobre essa semifinal que foi mais fria do que a temperatura que está lá fora e me força para debaixo da manta que acoberta meus pés e impede que minhas costas enrijeçam de vez?

Rafael – o ameaçador.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 7 de junho de 2012 O leitor escreve | 13:25

Au rain voir

Compartilhe: Twitter

Mais um, e infelizmente ultimo, post do nosso leitor Matteoni, que exerceu a sua paixão indo À Europa para acompanhar Roland Garros. Para o temos dos ingleses ele agora atravessa o Mancha e segue para Londres. Mas antes, seus ultimos pereceres de Paris.

Roland Garros – Dernier Jour

                Pois é ! Chegou ao fim hoje minha jornada em RG.

                Inicialmente vi uma parte da partida de duplas na Quadra 1 entre J. McEnroe & P. McEnroe x A. Gomez x E. Sanchez – ele ainda é conselheiro da CBT??? You can not be serious!

                Depois, seguindo nossa política aqui de dividir os jogos irmanamente, fui assistir Kvitova x Shvedova na Suzanne Lenglen, enquanto o amigo se deliciava com Maria Shut up ova. Acho que nessa troca saí perdendo. Eu nem…

                O fato é que a Shvedova mandou no 1o set, e parecia manter o ritmo no 2o, quando quebrou a Kvitova logo no 1o game, mas… Kvitova devolveu a quebra em seguida e daí em diante dominou e virou o jogo. Mas não pude ver K vitória da Petra, pois o jogo da Maria acabou antes e eu fui lá assistir Nadal x Almagro.

                Eu já falei aqui e vou repetir : o Almagro é ao meu ver o tenista mais consciente de suas possibilidades e limitações no circuito, ou, em outras palavras, ganha de quem tem que ganhar, e perde de quem tem que perder. Sem afetações. E hoje era seu dia de perder. E ficou de bom tamanho : título em Nice, emendando com quartas de final em RG. E tem gente por aí descansando. Eu hein…

                Almagro fez um excelente 1o set, encarou Nadal de igual pra igual (será ?) até onde deu. Aí, na hora da onça beber água, no tie-break do 1o set, cometeu ao meu ver, sentado no sofá da Phillipe Chatrier, um grande erro na escolha do golpe : tentou uma curtinha (que só tinha tentado 1 vez no set todo e tinha errado) que ficou no meio da rede. O cara passa o set todo sólido, aguentando a pressão no fundo de quadra, e vai querer inventar logo no 1o ponto do tie-break ? Levou o mini break e aí com Nadal largando com 3 x 0 no tie é só acender a vela. O resto, foi o de sempre : baixou a guarda e Nadal sacramentou sua 50o vitória em RG. E Tá difícil dele perder lá. Eu when ?

                Entre um dos intervalos do jogo, tirei um tempinho para assistir alguns games de outra partida divertidíssima de duplas, entre Ivanicevic & Stich x Krajicek & Bruguera. O Ivanicevic é uma figuraça ! Ainda tive a audácia de perguntar se ele ainda sonhava com aquele final de Wimbledon, e ele sorrindo (e surpreso !) falou :

–          It’s my best dream !

Quando acabou o jogo do Nadal, fui para frente dos telões da Suzanne Lenglen, assistir o jogo do Murray x Ferrer, que estava empatado em 1 x 1 com 1 x 0 pro Ferrer no início do 3o set. Em pouco tempo começou a chover e o jogo foi suspenso. Os telões mostravam « Match Canceled » ou algo assim. Achei muito estranho a mensagem, mas realmente muita gente foi embora.  Não foi difícil conseguir um ingresso, no bom e velho « Vous Partez » ? Eu rain… !

Depois de um tempo a chuva passou, o sol abriu e o jogo foi reiniciado. Murray alisou as costas, de um lado, do outro, mais outra vez, e deve ter pensado que o próximo jogo seria contra Nadal, e uma surra do lombo que estava por vir só iria piorar sua lombalgia. Sacou pessimamente e perdeu por 3 x 1. E o Ferrer atinge uma semi de RG pela 1a vez.

E nas semi-finais : Djokovic x Federer e Ferrer x Nadal (tou ruim de bolão !?) Eu bem !

Au revoir…

See you in Queens !

Autor: Tags:

terça-feira, 5 de junho de 2012 Tênis Masculino | 18:15

Cognac, s'il vous plait

Compartilhe: Twitter

O melhor que Del Potro e Tsonga fazem depois desta terça feira é comprar uma garrafa de Cognac Hennessy Eclipse cada um, eu ia falar para dividirem já a bouteille custa $2000 Euros cada uma, existem algumas bem mais caras, mas com o prêmio de $155 mil Euros garantidos, eles podem se dar a esse luxo para ajudar enfrentar a noite que indubitavelmente irá lhes assombrar.

Delpo tinha dois sets a zero enquanto Federer estava naquele padrão “será que estou despenteando meu cabelão?” quando alguém na arquibancada falou mais alto do que a etiqueta sugere, lhe tirando do estado de estupor, o que acabou lhe irritando, e o fez lembrar que slice também vale quando enfrentando um adversário de 2m de altura. Virou o jogo. Delpo teve dois sets a zero, mas nunca sentiu o gostinho da vitória. Meia garrafa talvez resolva.

Já Tsonga nem uma inteira vai lhe dar a paz que irá buscar entre os lençóis. Talvez melhor mesmo seria um passeio pelo bas-fond de Paris em busca do afeto de alguma perversa que não tenha a menor ideia do significado do anglicismo match-point e seja boa de copo, de ouvido e do que mais a natureza lhe proporcionou.

Nos três primeiros sets, Djokovic lembrou o Djoko de dois anos atrás, correndo atrás de tudo e rezando pelo erro adversário. Tsonga foi muito mais audaz, como apreciaria o conterrâneo Danton “audace, tojour l’audace”. Ia para as bolas vencedoras, de esquerda e direita, do fundo e à rede – um tenista muito mais interessante de assistir. Compreensível – um tinha muito a ganhar o outro muito a perder.

Mas o diabo sempre está à espreita em uma quadra de tênis. Depois de ter quatro match-points, onde se não justificou a idolatria de Danton também não foi nenhuma Mauresmo, Tsonga viu o sérvio crescer das trevas e mostrar que nos Bálcãs o buraco é mais embaixo. Na hora da onça beber água, no finzinho do quarto set, o sérvio encarou o francês, que se fez de morto ao dizer que nenhum deles franceses tinha chances ao título, tática que quase funcionou, assim como encarou a torcida francesa que tentava manter o orgulho local em alta após todas as chibatadas que os europeus em geral veem levando.

Após ver a vaca francônica pular a cerca e invadir o brejo de barro do quinto set, Tsonga desistiu emocionalmente, enquanto Djoko ficou ainda mais forte. O set final foi um passeio, mais tranquilo do que uma promenade pelas ruas de St Germain. Tsonga afirmou que foi a pior derrota de sua carreira. Mas isso ficou para trás. Enquanto Djoko irá tomar um ou dois goles de uma Moet Chandon só para celebrar, Tsonga terá que enfrentar seus fantasmas, o que promete ser pior do que os que enfrentou naquela meia hora do quinto set. Por que é tão humanamente difícil se recompor após uma grande decepção?

Autor: Tags: , , , , , , ,

Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:04

Hoje e amanhã

Compartilhe: Twitter

Parece que os organizadores gostaram, já que repetirão a dose amanhã, mas eu detestei colocarem os dois jogos femininos na 1ª hora (9hs aqui) e assim os dois encontros masculinos acontecerem ao mesmo tempo.

E assim passei a tarde no fico no Federer x Del Potro ou vou para o Djokovic x Tsonga?

Amanhã, após as mulheres; Sharapova x Kanepi na Quadra Central e Kivitova x Shvedova na Suzanne Lenglen, seguidas de Nadal x Almagro e Ferrer x Murray. Agora, a minha intuição diz que o dia de amanhã, no masculino, não chegará aos pés dos de hoje. Nadal deve matar o Almagro, a não ser que este decida enfrentá-lo, algo que nunca decidiu. Quanto a Murray e Ferrer, a coisa deve ser longa e tediosa, a não ser pelas possíveis emoções de placar.

Já entre as mulheres, eu não tenho a menor ideia do que pode acontecer. Mas a Sharapova é a tenista que mais cresceu taticamente entre as moças, o que a deixa ainda mais perigosa, e a “gelada” Kanepi é totalmente imprevisível. Também tenho curiosidade em ver como a “intelectual” Shvedova, aquela carinha de secretária não me engana nem um pouquinho, vai lidar com a habilidosa barrigudinha Kvitova.

Shvedova, a secretária das estepes.

Autor: Tags:

Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:27

12.27h

Compartilhe: Twitter

Já escrevi que não sei o que dão para as meninas na Itália, mas bem que poderiam dar para os rapazes também. Essa Errani é uma casca de ferida, corre como uma lebre, tem golpes compactos e sem a menor cerimônia em enfiar uma rosca na bola a jogando para cima. A inspiração da moça deve ser o Rafa Nadal. Passou pela alemã Kerber, que passou o jogo enfiando a mão na bola, em vão, por 6/3 7/6.

A segunda partida feminina teve a vitória da Sam “O’Connors” Stosur, que acabou se convertendo em uma excelente tenista sobre o saibro – foi à semi em 09 e vice em 2010 em RG. A fortinha passou pela baixinha “Road Runner” Cibulkova por 4 e 1, uma vitória contundente.

Infelizmente as duas juvenis brasileiras foram eliminadas na 2ª rodada. Beatriz Hadad pela #2, a alemã A. Beck por 6/4 6/2, e Laura Pigossi pela #5, a checa Katerina Siniakova por 6/7 7/6 6/1, uma partida apertada que, pelo placar, mostra que a brasileira sentiu quando deixou escapar o TB no 2º set.

Já o juvenil Thiago Monteiro fez barba e cabelo. Derrotou o australiano Jordan Thompson por 2 e 2 e passou para a 3ª rodada, e logo depois venceu as duplas, em parceria com o italiano Quinzi. Gabriel Friedrich passou pelo espanhol Lobato por 1 e 6.

Agora, com licença, vou acompanhar os cachorrões.

Sara, muitas vezes atrasada, mas nunca desistindo.

Samantha – sempre atacando.

Autor: Tags:

segunda-feira, 4 de junho de 2012 Tênis Masculino | 16:33

Interrupções

Compartilhe: Twitter

Esse negócio de adiar jogo de um dia para o outro, como aconteceu de ontem para hoje, deixando alguns jogos interrompidos perto do final e outros sem sequer iniciar, é sempre um martírio e uma roleta russa. Especialmente os jogos interrompidos, porque invariavelmente são partidas que já desenrolaram um bocado, se não nem entrariam em quadra, e são interrompidas em situações delicadas.

Tive oportunidade de acompanhar de perto duas dessas partidas, entre outras, que ficaram na memória. Jaime Oncins x Lendl, em 1991, interrompida no início do quinto set, e Kuerten x Medevedev, em 1997, interrompida em 2×2 no quinto.

Existem algumas regras não escritas, até porque árbitros adoram fazer e manobrar as suas próprias regras. Uma delas é que se procura sempre terminar, se há chances de se terminar. Só que se pode errar na mão, um game demorar mais, o tempo mudar, até porque são games tensos, e se enfiar em uma fria.

Outra regra é que se deve parar sempre em games pares, e de preferência sem que exista uma vantagem em games. Outra é que se deve tentar, se possível, terminar o set. Geralmente os árbitros e supervisores, duas figuras distintas, mas isso é outra história, ficam por ali nas quadras principais avaliando e decidindo. O juiz de cadeira, no caso, não manda lhufas – só obedece.

Às vezes os tenistas são consultados, para ver se há um acordo. Mas, mesmo assim, já vi os tenistas estarem de acordo e árbitro fazer o que quer, só para mostrar que manda. Uma coisa que tanto tenistas como o árbitro consideram é quanto tempo eles terão que jogar no dia seguinte, já que o fato rouba o dia de descanso do vencedor e perturba o andamento das partidas do dia seguinte.

Tem também o fator “placar”. É bem mais interessante ir dormir com 2×1 em sets acima do que 1×1 ou 2×2. Sem mencionar o 1×2, o que é um desconforto. Se o momentum é de um tenista, que está virando ou mandando no jogo, este quer continuar e o outro quer melar.

Quem vai sacar primeiro no dia seguinte também é uma questão – é melhor sacar depois. O que leva à questão do aquecimento. Se aquece bastante ou se aquece pouco? Se aquece bem cedo e se toma um banho e come algo, ou se deixa para aquecer em cima da hora e vai direto para o jogo fervendo e “no jogo”? Afinal se foi dormir tarde e se teve que acordar cedo. Se o placar está 2×0, se aquece muito para jogar e ganhar um set ou se aquece menos porque o negócio pode ir para o quinto set?

Quando Oncins enfrentou Lendl, este era bem mais experiente, vencedor de vários GS e recordista de semanas como #1 do mundo e Jaime era um jovem no circuito. A interrupção era, lógico, mais interessante ao experiente, que estava “virando” o jogo. Oncins, que jantou no próprio quarto, mal dormiu à noite por conta do estresse. Eu sei porque estava lá. Além disso, a partida foi interrompida mais uma vez, no dia seguinte, acho que no 2×2, no quinto set, por conta de chuva. Assim mesmo, o brasileiro levou vantagem, o que faz com que toda essa salada não tenha uma receita infalível.

Kuerten também era menos experiente do que Medvedev e se deu melhor. O jogo de Oncins foi interrompido mais pelo Lendl, que saiu da quadra 2 abruptamente sem consultar o juiz de cadeira, após perder o 4º set, e ninguém se atreveu a ir buscá-lo vestiário. O jogo de Kuerten foi interrompida após muita discussão entre os tenistas e o juiz de cadeira, que falava com o árbitro pelo rádio (eles estavam na Suzanne Lenglen). Os tenistas quiseram interromper quando a partida foi para o quinto set, o que fazia sentido, e o juizão ordenou que continuassem, mesmo sabendo que não daria para terminar – eles saíram da quadra 21.45h com lanternas na mão. Como eu disse, não há regras escritas, justamente para o pessoal fazer o que acha melhor, mesmo sem pé nem cabeça, mas, imagino, tentando mais acertar do que errar, e mesmo porque nos dias claros se joga até mais tarde do que nos dias encobertos, o que se impede de se marcar um horário de encerramento dos jogos.

Curta e comente na página do Blog no Face: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

Não tem muito a ver com o Post e tem tudo a ver com o Post. Maria teve seu jogo adiado, lutou, brigou com a juiza, caiu na quadra e ganhou o jogo. Não vale a foto?

Autor: Tags:

Tênis Masculino | 15:25

A programação da TV

Compartilhe: Twitter

O assunto que alguns leitores insistem sobre a grade das TV nos torneios de tênis é algo que vivi e convivi durante o tempo que comentei na ESPN. A ESPN, até onde sei, tem acesso a três sinais para distribuir pelos dois canais boa parte do tempo, mas não sempre. Um é o sinal da ESPN americana, outro da ESPN latina e o chamado “world feed”. Qualquer coisa além disso custa à parte, já que tem que se comprar um sinal de satélite.  Geralmente a divisão dos jogos é feita no dia anterior pela produção daqui e de Bristol, EUA. O padrão atual da ESPN é usar os canais ESPN e o ESPNHD – deixando a ESPN-BRASIL de fora. Algumas vezes eles liberam para quem está ali fazendo os jogos ao vivo dar um pitaco sobre mudanças de sinais e de quadras. Mas se fica restrito ao que chega, e como chega, e nem sempre chega como uma parte dos fãs gostaria. É óbvio que o sinal americano puxa a sardinha para os americanos e a latina para os argentinos. Mas nem sempre são imagens diferentes nos três, o que pode resultar em redundância. Não sei se há uma estartégia definida de mostrar os “melhores” jogos em um ou outro canal, até porque esse “melhor” pode ser subjetivo. Mas o pessoal está sempre tentando fazer o melhor para o público em geral, o que, lógico, não satisfaz a gregos e troianos.

Autor: Tags:

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última