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Posts com a Tag Roger Federer

terça-feira, 5 de março de 2013 O leitor escreve, Tênis Masculino | 09:11

O tempo

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Não é de hoje que a leitora LuA nos brinda com seus textos. Este uma reverberação do meu texto anterior. Divirtam-se

Boa Noite!
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Tenho um tiquinho de embaraço ao tentar entender esta relação tatuada entre pai e filho. Uma conjunção entre Catavento e Girassol. Quando há.
Ao justo, melhor mesmo separar o coração: o pisar lento do piso rápido e mortal. Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Isto eu não sei. Só sei que estes dois aí são dois lugares num raio só. Não caem.
Se raio, lembrança. Rememorada como outras, mas não como as outras. Veio.
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O televisionamento dos principais torneios foi, realmente, uma lenha na alma dos fãs do Tênis e no coração dos Fedalmaníacos. Estes ardem de modo diferente daqueles, todavia com enlevo igual. Também no tempero a internet, o marketing, a beleza física (a outra é subjetiva e deixo para os fãs) e o carisma de ambos, com a marca de O Melhor de Todos os Tempos (já vistos) e o Rei do Saibro (até então).
Impossível mais!
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O velhinho tem mesmo que arriscar se preservando. A manhã será triste quando Mirka resolver que o pai precisa levar as filhas para a escola e sossegar o facho em casa. Quando chegar o anoitecer dele, meu choro de gratidão e saudade escorrerá, tem jeito não, é assim. Sempre foi.
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O novinho, dizem, sempre conviveu com a dor. O mal de todo atleta. E a terra vermelha com o pó beirando a rótula sempre foram um santo remédio. Não duvido que o novinho fique mais por aí. Mais na terra que no ar. Há muito mistério ainda nesta volta . Ele já mostrou outras vezes uma capacidade enorme de se reinventar.
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Nunca tive medo do novo que virá. Que já veio! Ortodoxo e fazendo o sinal da cruz para espantar os maus olhados. Como se dissesse “está repreendido” para os olhares cansados que se miram contra ele. Sinal da direita para a esquerda. Tanto faz! Vou com ele. O moreno queixudo me atrai e “pra mim não é qualquer notícia que abala o coração”. Se o Tênis não fosse também um constante Renoir, digo, Renovar, não teria o mesmo charme. Negócio seguinte. É entrar no barco e descobrir outras paisagens.
Levo também o mala com a mala tentando tirar uma roupa diferente da bagagem. Não resisto a uma novidade e não dispenso roupas com estações e formas diferentes. Fico sempre na esperança de sair de lá uma combinação boa que fuja do cotidiano. Chega de “me sorri um sorriso pontual “. Déjà vu com gosto de hortelã é bom, mas todo dia e toda hora enjoa.
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Fazer o que? Novos tempos. Aliás, o Tempo. O Tênis – a girar e a pulsar como a vida de quem está sempre entrando na quadra.
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domingo, 3 de março de 2013 Tênis Masculino | 20:39

Juras e promessas

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Os dois protagonistas da maior rivalidade tenistica da década vivem momentos delicados e distintos. Por conta disso, o tênis profissional masculino caminha por um fio da navalha que pode fazer com que a temporada 2013 apresente mudanças radicais no topo do ranking e nos corações dos fãs. Especialmente aqueles, em enorme número, que aprenderam a acompanhar e apreciar o tênis através do televisionamento dos melhores torneios profissionais, realidade que se instalou quase que concomitante na realidade brasileira com o surgimento desses dois protagonistas.

Como escrevi anteriormente, com a idade Roger Federer adquiriu certos direitos no circuito ATP. Um deles é sobre a obrigação de participação nos Masters 1000. Agora joga só o que quer, sem se preocupar com multas e pontos. Por conta disso, avisou que jogará Indian Wells, que caminha para ser o “O Torneio”, e dá uma esvaziada no Torneio de Miami e uma cutucada na IMG, dona do evento. Independente de cutucadas federinas, o torneio continua o favorito dos brasileiros. E vai ficar ainda melhor com os investimentos que farão, agora que a prefeitura estendeu o contrato.

Após Indian Wells, Federer só volta a jogar em Madrid e Roma, para treinar para Paris, e Halle para treinar para Londres. Com a petulância que lhe é costumas, ainda deve pensar em vencer um Grand Slam, mas o fato é que, a cada um deles, a tarefa fica mais difícil. Jogar bem uma quinzena de cinco sets é diferente de jogar bem uma semana em três sets. Por isso elegeu o blefe e o andar na corda bamba. Chegará a Paris sem ritmo, porém totalmente fresh, que é sua aposta. Como não poderia deixar de ser, acredita que o talento fará a diferença. A checar.

Para nós fãs é lucro. Quanto mais tempo Federer achar que dá para ficar competitivo – e a nos encantar – melhor. E, em um evento como Wimbledon, ele ainda pode surpreender sues adversários. É só os ingleses cortarem um pouquinho mais a grama e, nos dias certos, o tempo estar úmido que o bicho pode pegar. Mas com o MalaMurray por perto eu duvido que o façam.

Rafael Nadal também vai segurar as rédeas daqui para frente. O quanto, talvez nem ele saiba. Será interessante ver como o Animal irá se domar. O fato é que a sua carreira dificilmente será mesma daqui para frente. Aquela entrega que surpreendeu o mundo dificilmente será a mesma. Além disso, terá que administrar a carreira – e aí me refiro a pontos, ranking, pisos e torneios. Não dá para ficar no topo só jogando no saibro – por isso sua insistência em tentar intimidar, e dobrar, a ATP em aumentar o número de eventos na terra. Bom para ele, não necessariamente para o tênis, os fãs e o resto dos tenistas.

Sua vitória em São Paulo e Acapulco mostrou que o cara é fera e fora de série – como se ninguém soubesse! É só ver como uma mortal como a Venus, que teve problemas de saúde e ficou longe das quadras, encontra dificuldades em pegar o ritmo de vitórias, bem diferente de ritmo de jogos.

Esta 2ª feira Rafa vai a New York judiar de seu joelho por um saco de dinheiro. Será uma maneira de ver como o bichado reage nas quadras duras. Lá mesmo deve dizer se vai ou não à Califórnia. Eu apostaria um cachorro quente e uma coca que sim. E não duvido que o tal do Ellisson, dono do evento, não lhe de uma telefonada encorajadora. Vai lá e vê como funciona. Se não machucar muito, vai a Miami também. Mas depois não vá reclamar! Ou então joga no seguro, pega um voo da Ibéria de volta para casa, vai gastar o saibro europeu e dar graças a Deus que ainda joga na terra. Mas, como todo mundo que já teve problemas com contusão sabe, uma coisa é quando dói; a gente faz juras e promessas, outra é quando a dor some e a euforia toma conta. Aí voltamos a acreditar que somos inquebrantáveis e invencíveis. Doce ilusão.

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 Tênis Masculino | 14:34

Adrenalina

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É duro acordar 6h da manhã. Na época que fazia os comentários na TV acordava antes das 5h. No caminho, via aquelas pessoas no ponto do ônibus ou acelerando os passos para o trabalho e me invadia um sentimento estranho na alma assistir aquelas pessoas cumprindo suas tarefas cotidianas. Sabia que eu tinha que durar duas semanas, e ainda estava de carro, enquanto elas o fazem há anos e anos por vir, para chegar ao fim do mês e a coisa toda mal dar para pagar as contas.

Agora eu não tenho que acordar o que é diferente de acordar por opção. Ontem à noite cheguei de viagem, ficamos conversando em família até tarde, sempre um bom programa, mesmo sabendo do horário do jogo. Federer x Murray em GS é jogo imperdível e, como já escrevi antes, aproveitem porque durará pouco. Quando minha mulher começou a se mexer de manhã eu estava no meio de um sonho estranhíssimo, uma redundância, porém algo extremamente tranquilo e prazeroso, o que sempre me faz relutar em voltar a este mundo.

Os primeiros sets foram “assistidos” com um olho na TV e outro no mundo paralelo. Mais neste do que naquele. Os comentários da Patricia me traziam de volta quando necessário e um sexto sentido desenvolvido me acordava para os pontos importantes. Assisti todo o TB do 2º set, crucial, e no 3º já estava alegrinho. No quarto estava comentando mais do que o Meligeni, para alegria da Patricia.

O quarto foi o set. De tudo um pouco. Muito de bom e pouco de ruim. É uma beleza assistir tênis nessa qualidade, com intensidade de drama e comprometimento. Especialmente drama.

É raro ver os cachorões se estranhando em quadra como aconteceu hoje. Geralmente o respeito fala mais alto ou alguém acaba engolindo em seco e pronto. Hoje na hora do showdown alguém piscou e esse alguém, surpreendentemente, foi o Federer.

Como já disse eu pisquei várias vezes, mas duvido que a coisa começou antes do finzinho do 4º set, ápice do drama da partida de hoje. Começou com a juíza de linha de fundo engolindo sua própria chamada. Chamou pela metade, mas chamou. Aliás, pensando bem começou antes. Começou no Murray sacando 5×4 no 4º set, primeiro ponto. O escocês joga a bola para sacar e Federer pede para parar. Argentinada? Sei lá, podia ter algum gaiato lá atrás. Mas começou.

Voltando à juíza que cantou pela metade. O Murray reclama, o juiz de cadeira deve ter dado overuled, não sei porque os narradores continuaram falando, o Murray reclama mais e o Federer se aproxima para acompanhar. O juizão fala para o Murray que se quiser desafie, o que não faz sentido, porque se a juíza de linha cantou quem teria que desafiar era o Federer, a não ser houve mesmo o overule. O escocês desafia e descobre que pegou linha. Pouco antes, enquanto Murray estava ruminando o Federer retruca para o juiz – e se foi boa, vai repetir? Pressão. O juizão diz que foi um late call e não repetirá o ponto. Federer se afasta, sabe que a bomba vai estourar no colo do outro, como de fato estoura. Murray fica bravo, reclama, perde o game e segue reclamando no intervalo, mas não entendemos nada do que diz, pois os narradores continuam falando em cima. No final do intervalo, Federer, surpreendentemente ( e atenção) decide que também tem algo a dizer (provavelmente reclamando do Murray reclamando). Mais uma vez não ouvimos.

Game seguinte, Murray sacando em 5×6. Federer ataca vai à rede e o escocês lhe mete uma passada maravilhosa – a câmera nele. Claramente ele reage, incrédulo e irado, a algo que o suíço lhe grita. A adrenalina está no auge, o drama intenso e os fuck you voam pela Rod Laver Arena.

Federer vence o TB e jogo vai para o quinto. E aí veio o mais estranho que, suspeito, tenha algo a ver com o antes narrado. No intervalo Federer escolheu sair da quadra, o que, ajudou Murray a se recompor – será que o suíço penso nisso? No 1º game, Andy no saque, e ainda viajando, literalmente escapa de ser quebrado e ver o jogo ir para a cal, sabendo que no fundo continua sendo Andy Murray. E aí então a grande surpresa.

Federer vai para o saque e joga um game horrível, após tanta luta no quaro, sendo quebrado e dando a confiança para o outro sacar como um leão e abrir um 3×0 que provou ser irrecuperável. Antes, um detalhe. No 2º game, quando o suíço foi quebrado, um ponto marcante. Federer na rede e dá uma bolinha curta e convidativa. Murray vem na corrida e a bate de cima da linha de saque. Não escolhe ir na paralela ou na cruzada; vai mesmo no corpo no adversário – se pega nocauteia. O assunto ficara feio e pessoal. A partir desse momento Roger Federer murcha não jogou mais nada.

Nas entrevistas, quando perguntados, os dois desconversaram, dizendo que essas coisas acontecem, que o momento era tenso, coisas foram ditas e esquecidas após o jogo. Tenho sérias duvidas se Murray ficaria calado se tivesse perdido. Se por alguns momentos os rapazes perderam a elegância em quadra, fora dela souberam esgrimar os jornalistas e deixar a ênfase na excelência do tênis apresentado. Isso, é óbvio, vai sem dizer, mas, como em uma partida dessas é um ou dois detalhes que fazem a balança pender para um lado, aqui foi a versão oculta do drama hoje.

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sábado, 19 de janeiro de 2013 Tênis Masculino | 11:35

Tomic

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Os australianos estão todos contentes pela postura de Bennie Tomic na derrota, em três sets, para Federer. Afinal, ele não barbarizou, não largou ostensivamente a partida, jogou um ótimo set – o segundo – quando teve suas chances de vencer e ainda deu uma entrevista equilibrada onde elogiou o oponente e não fez nenhuma declaração controvertida. Mas…

Que o australiano é um talento diferenciado eu escrevo desde de ele tem 16 anos, sempre com alguma controvérsia para apimentar o texto. Até aí nenhuma novidade. O jogo de hoje continuou sem novidades.

Ele confessa que se distraiu, para não dizer intimidou, ouvindo a lista de títulos de Federer no bate bola, jogou de igual para igual o segundo set, quando não existia tanta pressão, teve suas chances e não conseguiu cacifar. Até aí tudo bem.

O fato, não vou escrever problema, é que no 3o set Tomic mostrou mais uma vez a sua grande questão. Ao se ver dois sets abaixo, abaixa a guarda e entrega a rapadura. Levou 6×1. E a luta?

É nesse detalhe que Tomic deixa transparecer a falta em sua personalidade e a razão para não deslanchar na carreira, não cacifando seu potencial e assim frustrando seus fãs. Mudou? Ainda não. Só deu uma melhorada, apazigou seus críticos locais e uma lustrada na reputação.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 Tênis Brasileiro | 17:56

Paralelos

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Enquanto o Aberto da Austrália bomba, duas outras notícias movimentam o tênis. Uma lá fora, outra aqui. Aqui, a organização do Aberto do Brasil anuncia oficialmente, algo que eu já anunciara como bem provável, que teremos Rafael Nadal fazendo sua reentrada no circuito internacional em São Paulo, o que deve deixar os fãs locais do espanhol bem feliz, especialmente após a glamorosa passagem de seu arquirrival pela cidade.

Quem conhece Luis Felipe Tavares, o líder da empresa Koch-Tavares, sabia que não deixaria escapar a oportunidade. Ele é o mais antigo realizador de eventos tenisticos do país, e, após trazer Federer, sabia o impacto que tal presença terá no seu evento e no tênis nacional. Deve ter se armado com seu melhor estoque de charme para ir atrás do respaldo financeiro com seus patrocinadores, já que a pedida do espanhol não foi pouca. Mas, quem o conhece sabe que Tavares é bom de negociação. A pedida, dizem, foi de 1 milhão de Euros, o numero fechado ainda uma incógnita.

Lá de fora chega a notícia que Brad Drewet, presidente da ATP há um único ano – após uma longa busca e cuja indicação causou rusgas até entre Nadal e Federer – anunciou que está se afastando do cargo para se tratar de uma daquelas doenças  malditas – a chamada Doença de Gehrig, assim batizada por ter afligido um dos maiores jogadores de baseball dos EUA. A ATP anunciou que iniciará de imediato a procura pelo substituto, o que deverá movimentar o mundo do tênis masculino, que atravessa um momento delicado por conta das diferenças com a FIT – Federação Internacional de Tênis.

Enquanto isso na Austrália, entre outros, Thomaz Bellucci não se adaptou, mais uma vez, às quadras duras, e quiçá rápidas e, o que é pior, especialmente para ele, deixou de progredir além das primeiras rodadas de um Grand Slams, algo que já foi declaradamente  seu principal objetivo, mas que segue sendo tão fugidio quanto sempre foi.

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domingo, 13 de janeiro de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:34

A chave do Aberto da Austrália

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Começa hoje o mais improvável dos Grand Slams, aquele que subsistiu a todo tipo de adversidade, especialmente à distância dos centros do universo e uma data que maior mico não poderia ser. Sobreviveu graças à tradição do tênis local e uma mudança radical no evento, realizada pela federação local nos anos oitenta. Hoje é o GS mais gostado pelos tenistas, apesar dos senões.

Com a ausência de Rafa Nadal e presença de todos os outros, o evento, por ser o primeiro da temporada, é sujeito a pequenas zebras. É uma oportunidade para os tenistas que correm por fora conseguir bons resultados. Detalhe; as notícias que chegam afirmam que as quadras estão mais rápidas este ano, o que ajuda alguns e prejudica outros – inclusive no tête à tetê, sempre bom para las zebritas. Vejamos como ficou a chave masculina.

El Djoko começa contra Mathieu, que sempre ameaça, mas nunca cumpre. Pode pegar o jovem Harrison em seguida, se este passar pelo Giraldo. Por ali Troicki enfrenta Stepanek – nossa!

Wawrinka enfrenta Steebe, que ainda é uma incógnita, mas um talento. Monaco pode pegar Anderson na 2ª rodada, o que não é uma boa para o argentino.

Fechando o quadrante, Berdych, sem ninguém que o ameace por perto. Se ninguém estragar a festa, o checo deve encontrar o sérvio nas quartas.

No próximo quadrante, Ferrer deve enfrentar Karlovic na 2ª rodada. Dois metros de altura, em quadra rápida, não legal! O outro cabeça desse quadrante é o sérvio Tipsarevic, que enfrenta o malaHewitt de cara – duvido que passe. Tem que ser um dos quadrantes mais babas que já vi em GSs.

A chave de baixo começa com El Federer jogando com o francês Paire na 1ª rodada e, talvez, Davydenko na 2ª – interessante! Logo acima, Tomic, que acaba de vencer Sidney, enfrenta o argentino Mayer e pode, na 3ª rodada, enfrentar Federer, que já mandou uma mensagem para o australiano, quando perguntado a respeito – vai com calma, mané, que ainda tem muito feijão para comer.

Raonic, #13, está por ali – lembrem-se da quadra rápida! E pode enfrentar o fantasmaço Rasol na 2ª. Por ali também Bellucci, que encara o esloveno Kavcic, #93 do ranking. Nesse quadrante um presentinho para os fãs e uma sinuca para os amigos Tsonga e Llodra, que se enfrentam de cara. O Tsonga quando chegou na Austrália afirmou que chegou a hora de vencer um GS. Bellucci, que enfrentaria um australiano na 2ª, caminha em direção aos franceses.

No ultimo quadrante, Murray de um lado e Delpo do outro. O escocês deve ter olhado a chave e pensado que só complica se for sozinho nas 1as rodadas. Joginho encardido será Monfils e Dolgopolov – dois lixeiros. Simon x Volandri vão decidir quem empurra mais a bola – se for na madruga ninguém merece. Delpo também sem maiores problemas no início, a não ser que vocês considerem Chardy ou Granollers problemas.

Dessa maneira, sem lãs zebritas, as 4as de final ficariam assim: Federer x Tsonga e Murray x Delpo. Os vencedores vão para a semifinal. Na chave de cima, Djoko x Berdych e Ferrer x ??? (escolham aí entre Tipsarevic, Hewitt, Almagro e outros), na chave mais barbada do torneio.

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domingo, 6 de janeiro de 2013 Tênis Masculino | 20:42

Come on

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É Austrália mais uma vez. E a cara da Austrália nos últimos anos foi a de Lleyton Hewitt, depois dos aussies terem tido o privilégio de terem a cara do Pat Rafter. Recente eu li uma entrevista de Hewitt, que vive o outono de sua carreira, para um jornal australiano.

O garoto fez sua primeira marca aos 17 anos, sendo um dos mais jovens vencedores de um torneio ATP, no caso Adelaide, após receber um convite. Construiu uma carreira na marra, mostrando uma personalidade forte dentro das quadras, muitas vezes tida como desagradável e até mesmo nojenta. Independente da leitura, não se pode tirar dele o fato de ter sido campeão de Wimbledon, do US Open e #1 do mundo aos 20 anos com um tênis até certo ponto diminuto, onde nunca faltou comprometimento, garra e determinação, o que serve de lição para muita gente.

Na entrevista ele fala de um de seus assuntos favoritos. O seu desprezo pelos argentinos, reassaltando que Del Potro e Monaco são ótimas pessoas e com quem não tem problemas – não menciona que nos últimos anos deixou de ser um cachorrão e, principalmente, de agir como mala dentro da quadra, o que, talvez, baixou a sua famosa competitividade.

Seu primeiro caso foi com Chela, que cansou de suas baixarias e come ons e mandou uma cusparada em sua direção em plena Rod Laver Arena. Ele afirma que seu técnico Roger Rashid foi para cima de Chela, seu técnico e preparador no vestiário após o jogo. Com Nalbandian tinha um relacionamento e treinavam juntos, inclusive após bater o argentino na final de Wimbledon. Mas que naquele mesmo Aberto da Austrália ele enfrentou o Pança pelas quartas de final. Venceu os primeiros dois sets, perdeu os próximos dois e no quinto set os dois se colidiram na virada – o clima ficou horrível a partir dali, com mutuas ofensas. Hewitt venceu 10/8. Nunca mais se falaram e se odeiam, como ficou claro nos confrontos seguintes.

Ele omite as trocas de ofensas em diversas partidas com Guillermo Coria, que também lhe cuspiu e deu-lhe um smash no peito em uma partida. Fala horrores do Mariano Puerta – uma dsgraça para o esporte – pego no antidoping em duas ocasiões, uma delas em Roland Garros, onde perdeu na final para Nadal. Em uma Copa Davis, na Austrália, declarou que os argentinos eram todos cheaters (tomadores de droga) o que é uma generalização infame. Quando teve que jogar em Buenos Aires pela Davis foi tratado como cachorro louco e teve que ouvir tudo quanto era barbaridade, inclusive um coro liderado por Nalbandian e cantado pelo estádio “que el hewitt se cago”). Os argentinos venceram. Confessa que jogou alguns de seus melhores matches fora de casa na Davis, o que me fez lembrar da surpreendente vitória sobre Kuerten em Floripa.

Elogia Federer, e diz que ninguém o massacrou tanto em uma quadra como o suíço. Afirma que tem um relacionamento à distância com Roger e que este não é próximo de ninguém no circuito – é bom dia e tchau para todos. O mesmo sobre Djoko, que só se relaciona com os sérvios e croatas. Diz também, no que tem razão, que muitas partidas são vencidas no vestiário, por pura intimidação, e que Nadal é mestre nisso.

O espanhol é seu tenista favorito, com quem treina e conversa, pela postura e garra, algo que ele elogia e admira. Menciona que o show de intimidação do espanhol começa no sorteio, onde a fera fica rondando e encarando. O ato de Nadal tem uma clara mensagem, diz: ameaçar e intimidar, lembrando que ele está pronto para ficar ali horas, até a morte – Federer e Djoko que o digam. Ressalta, e lembra que isso o publico não percebe, que o espanhol é o tenista que mais enfia a mão nas bolas no aquecimento (algo que Agassi também fazia), o que é algo um tanto quanto indelicado e corta físico.

Aos 31 anos Hewitt teve cinco cirurgias nos últimos quatro anos e não incomoda mais como antes. Ainda não fala em aposentadoria, diminuiu muito os come ons que enviava na direção dos adversários, mas ainda fica nervoso ao entrar em quadra, o que, segundo ele, é uma boa indicação do quanto você ainda quer ganhar.

Hewitt – come on!!!

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 História, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:53

Memórias de um privilégio

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Tivemos outros grandes eventos de tênis em São Paulo que, infelizmente, se dispersaram na memória e na história, sempre mal mantida de nosso esporte. Nos anos setenta, o mesmo Ibirapuera foi invadido pelo circuito WCT que arregimentava a nata do tênis clássico de então, bancado por um milionário texano. O evento, oficial, não uma exibição, trouxe a São Paulo nomes como Rod Laver, Roy Emerson, Arthur Ashe, Bjorn Borg e muitos outros.

Já nos anos oitenta, novamente no Ibira, tivemos uma super exibição/competição com nomes como Ivan Lendl, Jan Kodes, Ilie Nastase, Gene Mayer entre outros, e os brasileiros Kock e Kirmayr jogando um evento que reuniu na final Lendl e Nastase, dois megas campeões. Através dos tempos, torneios como o Grand Smash Cup, um outro com a presença de Maria Esther Bueno, exibições com Gustavo Kuerten, apesar de lotar o mesmo inevitável local não tiveram o mesmo impacto.

Nada disso se compara com esta semana de Roger Federer. São outros tempos, o tênis está nas TVs e na internet, e os grandes ídolos atuais não são só de tenistas, mas da enorme legião de sofasistas. O cara conseguiu ofuscar a presença de Maria Sharapova, Serena Williams, Azarenka e Tsonga. É muito brilho. Lógico que as cartas foram dadas para o jogo ser assim. Mas o suíço fez sua parte, e muito bem, atuando como uma verdadeira mega estrela, esbanjando carisma, qualidade primordial para quem quer brilhar nos dias de TV e internet, disponibilizando simpatia para um povo que enxerga nisso uma inquestionável qualidade. Porém, mais importante, na hora da onça beber água matou a cobra e mostrou o pau. Ou seja, o que ele fez na quadra do Ibirapuera nunca mais será esquecido, nem repetido.

O meu massagista, que nunca jogou nem acompanha, assistiu um pouco pela TV, como muitos o fizeram em um domingão que só assiste o Faustão quem não tem mais nada para fazer na vida. Sabe o que mais o impressionou? “O cara faz aquilo parecer muito fácil enquanto o outro se matava em quadra”. Essa a mística de Roger – ele faz esse dificílimo esporte parecer fácil. Tanto na parte técnica, no executar dos golpes, plásticos e virtuosos, como no aspecto físico, fazendo com que oponentes pareçam transformers se movimentando pela quadra, enquanto ele lembra um Nureiev dançando no espaço.

Eu venho batendo há tempos na tecla que temos que aproveitar Federer enquanto está por aí, jogando seu melhor tênis. Felizmente foi o que aconteceu. Imaginou se o cara só aparece por aqui capengando, sem fôlego, errando tudo, total fim de carreira?

Federer apareceu por aqui jogando muito e mais um pouco. E aí mostrou mais uma vez seu enorme talento. Como outros, e outras, está no meio das férias, dias antes postou uma foto sua enterrado nas areias de uma praia, fora de ritmo e, consequenteente, sem a mesma força. Você notou? É só lembrar das dificuldades que Serena e Azarenka mostraram em quadra em um joguinho de dar dó. Federer parecia um cavalo árabe nas pontas dos cascos.

Pior, ou melhor, ainda, se deu ao luxo de mesclar o bom de uma exibição com o bom da competição. Não fez corpo mole, pois sabe que todos perceberiam. Se jogou mal em algum momento foi no início do 3º set com Bellucci – e aí deixo em aberto sobre a magnanimidade do rapaz. Mas jogou com um desprendimento que, infelizmente, as competições não permitem, o que fez com se atrevesse a coisas em situações de jogo que simplesmente não se faz. E um Federer desprendido e ao mesmo tempo com vontade de impressionar é algo que os deuses só permitem em ocasiões raras. Sim fomos privilegiadíssimos nesse sentido – duvido que se viu, ou se virá, Roger nas mesmas circunstâncias e com o mesmo resultado.

Todos que assistiram – in loco muito melhor – terão momentos inesquecíveis para contar a seus netinhos. Alguns serão unanimes. Vários inundam minha memória. A minha já elegeu a sua e para isso terei que descartar uma passada de direita na corrida contra Tsonga que abalou as estruturas do estádio e fez o Mestre flexeonar os músculos como Hulk.

Fico com Tsonga sacando, e não é qualquer sacador, e Roger aproveitando três segundos saques, no lado da vantagem, para fugir para o corredor, se arremessar no ar como se tivesse molas nos pés, indo em duas ocasiões para uma direita na diagonal e outra na paralela, com toda a velocidade permitida para uma bolinha de tênis, utilizando a munheca como se fosse uma catapulta romana, se arremessando sobre o golpe com um desprendimento que liberou em nós os nossos medos de errar, inspirando o mais cru dos pangas, e nos fazendo sonhar que tudo é possível, esta a verdadeira missão do artista. Só espero que Deus seja magnânimo e nunca apague da minha memória todas essas imagens pelas quais esperei uma vida de tenista. E se alguém encontrar as imagens acima na internet que seja generoso e divida conosco.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 Light, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:21

De bom tamanho

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Teve gente que gostou outras que nem tanto. Nenhuma novidade. Mas o primeiro dia de exibições foi de primeira linha, pelo o que se propõe.

A dupla entre os mineiros Melo/Soares x Bryan Bros seguiu o roteiro; um set para cada dupla e vamos decidir no 3º set. Como havia tempo de sobra até as 21.30h, horário do jogo principal, deu para jogar um set normal e não um tiebreacão, padrão da ATP. Os Bryan ganharam. Tivemos algumas boas trocas de bolas, deu para ver aquilo que não se vê nos clubes, e nem nas TVs, excelentes voleios de reflexos, muita movimentação, intervenção, lobs, devoluções nos pés etc. Para quem gosta de tênis, um bom prato.

A simples veio logo a seguir, anunciada em quadra pelo mestre de cerimônias, o meu colega de transmissões Marco A. Rodrigues. Havia um frisson no estádio, que se encheu após as duplas, quando Marco Antonio chamou os tenistas. Alguns leitores escrevem que não estava cheio. Estava. Praticamente lotado. Existem locais que não são vendidos por conta da localização e a falta de vista para a quadra; como atrás das câmeras de TV fica um retângulo amarelo de assentos livres. Nas primeiras filas dos assentos laterais também não dá para ver nada e por isso não são vendidas. A área do governo, aquelas poltronas escuras em um recinto fechado na lateral tinha muito lugar sobrando. Fora disso só mesmo um ou outro que não foi apesar de ter os bilhetes nas mãos, por conta dos imprevistos – conheço alguns.

A simples foi acima das minhas expectativas. Um set para cada um e vamos decidir na negra. O Federer sentiu o calor e perdeu o foco uns 3 games no set decisivo. O Belo ainda vacilou, mas administrou e levou. Por trás disso, o fato que ainda acho que essa partida deveria ter sido deixada para o domingo. Ontem o jogo foi mais frio do que eu esperava e com certeza do que o Federer esperava. Acho que ele ficou surpreso com o publico frio, apesar do Ibira ester um forno em uma noite de pleno verão.

Mas o que poderia o publico fazer? Torcer para o suíço contra o brasileiro? Não vai rolar. Atrás de mim um sofasista insano e agitado profetizava antes do jogo que o brasileiro levaria uma entubada e apostava que não fazia quatro games. Me senti tentado em tirar uma grana dele. Torcer para o brasileiro contra o Mestre? Também não iria rolar. Imaginou a Ibira lotado torcendo insanamente pelo Belo? O suíço iria embora no primeiro avião. O público mostrou educação e respeitou. Só foi ao delírio em uma ocasião, após longuíssima troca de bola, o que não é o padrão de nenhum dos dois. O resto do tempo foi de aplausos tranquilos, gritos abafados e um clima de respeito que se traduziu mais em um clima de um espetáculo de mestres da música do que um show de madonas.

Os dois tenistas nos brindaram com um jogo disputado e sério na medida correta. Thomaz parecia deixar claro que sua postura seria de “você ganha o milhão que eu vou atrás da vitória”. Federer entendeu e manteve as brincadeiras ao mínimo, tentou uma homenagem ao nosso futebol com umas embaixadas fracassadas, e nos brindou com alguns toques e contra pés. Mas abusou, para nosso prazer, de direitas de ataques magistrais, o que serviu de aula para quem se ligou, muitas mais idas à rede do que normalmente faz, esbanjando seus voleios vorazes.

Ficou claro que se nas exibições falta o elemento competitivo, o que tira aquele ansiedade do ar, enquanto possibilita certas firulas técnicas que não vemos nos torneios. Quem souber aproveitar uma e não sentir falta da outra ficou feliz, porque ,em termos de exibições, foi um belo espetáculo e os tenistas souberam fazer a sua parte e, muito importante, respeitar o público. E este soube fazer, e muito bem, a sua parte.

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:48

Imperdível

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A sempre polêmica sem perder a candura e a elegância leitora Maysa, ocupa seu espaço nos comentários para declarar sua ojeriza às chamadas “exibições”. Não é a primeira que me passa essa mensagem, ao mesmo tempo em que outros declaram seu amor pelas mesmas. O que separa as duas vertentes?

Exibição foi algo criado sabe-se lá quando, só posso dizer que há muito tempo, para trazer algo para o qual havia uma demanda. No caso, a presença de estrelas, das mais variadas grandezas, para próximo de seus fãs, em um cenário que não abrigava pelas mais diferentes razões, da tradição à falta de estrutura, torneios compatíveis com a presença de tais tenistas.

Isso são um fato e uma realidade mundo afora, não somente no Brasil. Na verdade, hoje se joga bem menos exibições do que no passado. A demanda do circuito e consequente esgotamento dos atletas, o televisionamento de tudo quanto é torneio tenistico que coloca os ídolos na frente de sofás mundo afora, e, principalmente, o quase obsceno, pelo menos comparado com poucas décadas atrás, dinheiro distribuído em prêmios de torneios oficiais, o que deixa seus bolsos e mentes tranquilos quando não acomodados, são razões pela diminuição da presença das estrelas em exibições.

Por conta disso, as aparições, pelo menos das estrelas, são raras e bem caras – lembrem-se que há demanda no mundo todo. Até mesmo uma cidade como New York, que tem um Grand Slam, demanda e recebe exibições com Federer. Mas imaginem quantas cidades não demandam e aguardam pela oportunidade que provavelmente nunca chegará. Na Europa e na América há a demanda e a oferta por outro tipo de exibições – são os Masters, que atraem o público com seus nomes, mas oferecem pouco mais do que brincadeiras e seções saudades de volta. Não é por menos que a maior estrela dessa troupe é um iraniano naturalizado francês, Mansour Barahmi, que encanta o publico europeu com seus marabalismos em quadra.

A exibição em si é uma arte, muito distinta da competição em si. A personalidade dos envolvidos conta muito para que ela seja um sucesso. Ninguém joga uma exibição como se a vitória fosse a meta. Pelo contrário. É bem mais do que provável que quando dois tenistas se enfrentam, em um treino, longe dos olhos do público, vão procurar a vitória com mais determinação e entrega do que em uma exibição. Por isso, nestas ocasiões é de muito bom tom colocar em quadra somente tenistas que se deem bem – e especialmente se a estrela maior aceita bem o sparring.

Existem algumas regras não escritas, que quase sempre são respeitadas, ainda que por vezes não. Fica “feio” um dos tenistas mostrar que está a fim de ganhar. Tem que saber aliar bons golpes, com uma dose correta de intensidade e um pouco, não muito, de relax e até humor. Se errar a mão em qualquer dos quesitos fica horrível – e, acreditem, poucos dominam essa arte.

O jogador da casa sempre ganha. E aí eu pergunto, com Federer e Bellucci que será o jogador da casa? Afinal, a grande estrela que o publico quer ver e aplaudir é o suíço. Será que Federer obedecerá a regra e fará a gentileza? Ou será que Bellucci esticará o tapete vermelho? Nosso tenista dá suas esticadinhas de tapete, mas raramente contra tenistas mais fortes e as tais estrelas, a quem gosta de fazer sentir sua mão pesada, pelo menos por um tempo. Será interessante ver como se desenvolve essa apresentação que deve ser o ponto alto do espetáculo, até pelo envolvimento do publico. Lembrando, essa será a primeira partida do suíço, do total de três, que jogará em São Paulo. Eu teria colocado como a última. Ele enchia o Tsonga e o Haas de bola nas primeiras, para delírio do público, e o Bellucci ficava para quando a festa já estava assegurada.

Comentando o comentário da Maysa, é preciso entender que na próxima semana não teremos em São Paulo nem um torneio, nem uma exibição. Teremos um espetáculo, uma festa. Uma festa do Tênis. Uma festa exclusiva, já que os ingressos são caros e em boa parte corporativos. Uma festa que todos gostariam de participar. Uma festa para tenistas, sofasistas e até mesmo estrangeiros do tênis, aquele que irão não por conta do Tênis e sim do ser visto.

Vamos ter o creme de la creme do tênis como poucas vezes reunido, em qualquer lugar que seja – o mundo vai babar de inveja. O foco ainda está no Federer, até porque o patrocinador que pagou a conta principal é seu, as chamadas são dele e o cara é adorado. Mas teremos Tsonga e Haas, dois belíssimos tenistas, com estilos distintos e propícios para a festa, até mais do que Ferrer, que é mais “engessado” e que saiu. Os espetaculares irmãos Bryan enfrentando os mineiros Melo/Soares, o que deve vir a ser um espetáculo à parte, em especial para os fãs tenistas.

E as mulheres! Até as Olimpíadas, agradeçam por ela, não vamos ver tal constelação por aqui: Sharapova, Serena, Azarenka, Wozniacki! As meninas mereciam uma festa só para elas e iriam sobrar. Isso sem falar no Roger. Não será um Grand Slam, mas será um espetáculo que lotaria o Madison Square Garden, um local que já acolheu os melhores de todas as áreas, numa cidade onde if you make it there you make it anywhere. Agora é em São Paulo. Esta, Maysa, é imperdível.

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