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Posts com a Tag Roger Federer

domingo, 2 de junho de 2013 Roland Garros | 13:39

Paparrão

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Deve ser um tanto frustrante para um dono da casa, no caso o Simone, entrar em quadra aplaudido, para em seguida entrar Roger Federer e ser aplaudido em dobro. Se tivesse um placar de decibéis ficaria até chato. Só quero ver se o suíço passar pelo Simone, e na próxima enfrentar o Tsonga, como é q vai ser o posicionamento do publico. Mas, por enquanto, O Bonitão vai ter q lidar com o El Paparrão Simon, o que não é assim tão fácil.  Ele levou o primeiro set, mas o francês acaba de quebrá-lo no segundo. E se nao me falha o HD, das cinco vezes q se enfrentaram, Simone ganhou duas. Tem jogo…

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sexta-feira, 31 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 10:59

Vapt vupt

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Imagino a frustração dos americanos. Simplesmente nao têm tenistas. Pelo menos no padrão q acham q deveriam ter. Técnicos presentes nao faltam, e nao estou falando de técnicos particulares e sim os contratados da Federaçao. Só hj vi três, logo após a partida entre Isner x Harrison. Sei lá, qual é o problema dos gringos. Na verdade tenho algumas idéias, mas fica para outra hora.

o clássico entre os dois melhores americanos, logo na 2a rodada, fala horrores sobre a situação deles. Foi-se a época q iam aos slams para se enfrentarem na final. O Harrison teve dois a zero e esqueceu q é melhor de cinco. Viajou na maionese. Quando acordou estava no quinto. Aí foi um festival de saque. Dá para ver q nenhum dos dois têm o menor gosto pela troca de bolas. O negócio tem q ser decidido nas primeiras três trocas senão é bola pro mato. O garoto deixou escapar, acho q foi 8/6 no 5o. Nao vai dormir hj.

O detalhe hilario ficou por conta do Harrison que no 40/40 do 6/6 cometeu uma dupla falta por conta do avião/câmera q fica singrando os ares do estádio. Ali na quadra 7 ele passa baixinho. Até o ano passado a câmera passava desapercebida, agora q o torneio fez um contrato de patrocínio com a Emirades agregaram um avião à câmera e o negócio fica bem mais visível. E corre super rápido sobre uns cabos de aço. O garotao jogou a bola para sacar e lá veio aquele boeing na linha de visão da bolinha. O americano ficou irado e o publico morreu rir. A desgraça de um, o delírio de outros. C’ést lá vie.

de volta a Central só para ver q o Federer tá jogando muito. À vontade e indo para as bolas, inclusive no revés. Nao deu espaço para o Benneteau. Esse assunto da chuva tem essa vantagem. Os tenistas nao querem passar um game a mais do q o necessário em quadra. É vapt vupt.

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quinta-feira, 30 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 12:49

Na mosca

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Pode parecer estranho e fora de lugar, mas teve um tempo em que eu tinha que “introduzir” o tenista Roger Federer aos meus leitores. Hoje eles sabem mais sobre o suíço do que sobre Pedra Alvares Cabral ou mesmo o Messi. Mas em 2003 a maioria ainda não conhecia e o breve artigo abaixo dá uma idéia da realidade do Bonitão então. E que ninguem me diga que não sou bom de previsões:

Roland Garros tem o poder de mexer com o emocional dos tenistas das maneiras mais imprevisíveis. Dos últimos oitenta e poucos torneios que o espanhol Alberto Costa  participou nos três últimos anos ele venceu somente um – Roland Garros 2002. Sua conquista veio aos 27 anos. Anteriormente nunca havia feito nada no torneio de Paris que tivesse orgulho de contar aos netinhos. Desde então, voltou a insignificancia de outrora e retorna a Paris com a responsabilidade de defender o título e os pontos do ranking. Algo que estou disposto a apostar considerável soma não vai se repetir.

Como contraponto o suíço Roger Federer, cabeça-de-chave número cinco e um dos três tenistas com a melhor temporada até o momento. Venceu os Torneios de Marselha e Munique e chegou à final do Aberto de Roma. Quando entrou ontem na Quadra Central para sua estréia, logo depois do passeio da atual campeã Serena Williams, simplesmente congelou. Não jogou nada e tomou um vareio do peruano Luis Horna, que não fez nada esta temporada e nem em nenhuma outra.

Federer, de apenas 21 anos, é um dos tenistas mais talentosos da atualidade e dono da esquerda mais bonita do circuito. Assisti-lo batendo na bolinha – com top spin, reto ou mesmo com “slice” – é algo comparável a assistir Zenedine Zidane, nos seu melhores dias, acariciando a redonda nos gramados. Federer ainda vai vencer um torneio de Grand Slam, mas suas chances são maiores na grama e nas quadras duras.

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quarta-feira, 29 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 09:49

Na real

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Uma das primeiras coisas que fiz hj foi dar uma olhada nas quadras de treino. Razão simples. Com os jogos atrasados queria ver com estavam lidando com a situação avançando sobre as quadras de treino. A situação é conhecida: chove, a rodada atrasa e a única maneira de voltar ao normal em um dia da primeira semana, lotada de jogos, é escalar algumas partidas lá atrás nas quadras de treino.

E foi exatamente o que vi. Devem ser umas nove a dez quadras por lá. Uma delas eles inventaram de colocar uma quadra de beach tennis, nao me perguntem por que. Das outras, somente duas reservadas para treino, o resto todas com jogos. Parece tudo bem, só um probleminha – inevitável a esta altura, mas…

Os tenistas odeiam. Por que? Porque quer dizer que eles têm q ir a outros clubes para treinar, e pior, para aquecer. Aí é de derrubar. A alternativa é chegar antes das 11h e treinar no complexo. Mas se o cara joga no meio da tarde nao dá.

Porém, há sempre as exceções. E essas são sempre para quem? Adivinharam. Para os melhores, para as estrelas. A primeira quadra estava lotada, impossível de chegar perto. Logo pensei; é bem capaz de lá estar o El Boniton. Como a credencial de imprensa abre algumas portas lá fui eu, para o incomodo de alguns q se acotovelavam na tentativa de chegar perto da barreira e entrei.

Encostado na cerca lateral acompanhei a ultima parte do aquecimento entre Federer e o mano Monfils. Como sempre o suíço extremamente casual e cool. Como se estivesse batendo uma bolinha lá no clube sábado à tarde. A um certo momento começou a tirar uma com a carinha do companheiro de treino, imitando sua esquerda com as duas mãos. Monfils riu.

deram alguns poucos voleios, Monfils menos do q o outro, o que diz de suas intenções de ir à rede naquele que deve ser um outro jogaço contra o maluco do Gulbis ainda hj.

Um detalhe me chamou a atenção. Federer com dois técnicos em quadra e nenhum dos dois diz uma palavra a ele a não ser q o Boniton lhes diga algo antes. E pelo o q vi o rapaz só falou amenidades nas rarass vezes q falou com eles. Falou até mais com o Monfa.

No final do treino entram na quadra a simpática Wozniacki, ainda acompanhada do pai, e de um garoto para bater bola. Beijinhos pra cá, beijinhos pra lá, os rapazes se despedem e caminham para uma saída estratégica, q evita o publico ansioso por uma foto ou algo mais. Mais um detalhe. Federer carrega uma raquete nas mãos. As outras e a mala seus técnicos que se virem. Monfa nem uma raquete carrega. Seu técnico, ou seria seu pai, carrega uma sacola q com ela dava para fugir de casa. Me lembrei do tio Toni: “eu nao carrego raquetes de ninguém a nao ser a minha” Faz ele muito bem, além de manter o sobrinho na real.

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domingo, 26 de maio de 2013 Roland Garros | 09:59

À la santè

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Desta vez uma coluna do O Estadão de sete anos atrás, provando que algumas coisas mudaram nestes sete anos e outras nem tanto. Um detalhe interessante dela é o contexto da menção do nome de Novak Djokovic, então um desconhecido do público, até de seu mais ferrenho fã atual.

À la santè

Há dez anos espero para tomar o champagne prometido pelo ex-técnico de Gustavo Kuerten, Larri Passos. Na verdade, desisti faz tempo, porém tenho em mente excelentes alternativas enológicas para a semana. A promessa foi feita em um sábado como este, às vésperas do início de Roland Garros, após Gustavo Kuerten vencer a última rodada do qualifying, garantindo a estréia na chave principal do torneio que marcaria sua carreira, algo sempre válido para uma celebração.

A alegria de Kuerten durou pouco, eliminado na primeira rodada por Wayne Ferreira, então 11º do ranking. A partida aconteceu em um fim de tarde encoberto e teve como testemunhas alguns gatos pingados na quadra 11. Kuerten, então com 19 anos, jogou bem para as circunstâncias, mas foi derrotado em três sets. Porém, pegou gosto pelo cenário que o deixaria famoso e onde reescreveria a história do tênis brasileiro. No ano seguinte, tornou-se uma das maiores surpresas da história ao vencer como 62º do ranking. Algo como se Novak Djokovic, promissor sérvio de 19 anos, 63º no ranking e de quem a maioria dos fãs nunca ouviu falar, vencesse este ano. Este é o primeiro Roland Garros sem Kuerten desde então. Sua ausência torna o evento um pouco mais vazio para os fãs brasileiros. Quem viu, viu, quem não viu não acredito que vá ver algo igual.

O torneio é o mais atraente do circuito pelas características técnicas excepcionais e por ser realizado em uma das cidades mais charmosas do planeta. Esse casamento o torna único e imperdível, com ou sem Gustavo Kuerten. Nestes dez anos teve um sabor especial para os brasileiros, especialmente os que fizeram questão de acompanhar in loco. Mas o Aberto da França, jogado desde 1891, em Roland Garros desde 1928, segue sendo um sucesso de público e objeto de desejo de fãs e tenistas do mundo inteiro. Não há tenista que não cresça sonhando em levantar a taça na Quadra Philippe Chatrier – taça que não leva para casa e sim uma pequeníssima réplica. Assim como não há real fã do esporte dos reis que não tenha acompanhado o torneio pelo menos em uma ocasião, ou sonhe em fazê-lo. Os franceses abraçam o evento apaixonadamente e fizeram dele o must do início da primavera. A capa das principais revistas, das de moda às de atualidade, homenageiam o evento. A cobertura local da imprensa escrita e da TV é da proporção de uma Copa do Mundo no Brasil. O estádio recebe cerca de 400 mil pessoas na quinzena e a esta altura ingressos só nas mãos de cambistas.

O evento masculino terá como atração à parte a rivalidade entre Roger Federer e Rafael Nadal. O suíço tentará provar que é um campeão em qualquer piso, dos Grand Slams só falta vencer no saibro, enquanto Nadal, atual campeão, é o homem a ser batido.

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terça-feira, 21 de maio de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 08:00

Silêncio

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Bem, se Roger Federer não achou importante a final de Roma, não seria eu que iria contradizê-lo. Aliás, o meu silêncio sobre a final foi a minha afirmação a respeito. Escrever sobre Rafael Nadal per si é quase uma redundância, sem um adversário à altura do outro lado uma desnecessidade.

Alguém aí perguntou qual o papel do Annaconne como técnico do Federer. Não sei dizer. Vi no início da partida uma ou outra tentativa, das mais mixurucas, de Federer em tentar alguma fórmula tática. Mas o cara estava tão fora do jogo que no primeiro fracasso largou mão. E o que ele esperava? Que Nadal viesse para quadra sem estar preparado para cada alternância tática. Então ele não sabe que o espanhol, ao contrário dele, é um tenista extremamente disciplinado, inclusive tática e estrategicamente? Se quer ganhar do Animal, especialmente na terra, tem que jogar tudo e mais um pouco. E Federer só jogou muito pouco.

As vaias ouvidas no Foro Itálico dá uma ideia de quem ninguém está imune a elas ao desrespeitar o público pagante. Já escrevi sobre isso aqui. Deve ter sido uma das raras vezes que o suíço passou pelo desconforto, ele que é idolatrado mundo afora. Até entendo que enfrentar Nadal com dores deve ser horrível – mas não é uma desculpa.

Agora uma parte dos pros vai para Nice e outra para Dusseldorf. Aqueles com maiores pretensões em Roland Garros ficam fora desses eventos – existe um histórico que aqueles que vão bem na semana anterior nunca jogam o seu melhor nos slams. Os big dogs vão mais cedo para Paris, que oferece todas as facilidades aos tenistas, e começam a focar no mais difícil dos Grand Slams.

El Boniton largou o jogo muito cedo.

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sábado, 18 de maio de 2013 Masters 1000, Tênis Masculino | 18:26

Mau humor

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Os sofasista se assanham – é hora do maior clássico da ultima década, e um dos maiores da história, entre dois tenistas excepcionais, estilos e personalidades distintas. Está de ótimo tamanho para mais uma final.

Não assisti o jogo do Nadal com freguês Berdich, vencido em dois sets pelo espanhol. Não sai jogo. Já jogo do Federer foi um tédio. Não sei se me abraçou um sono porque foi durante e pós uma bela massa, com um molho de tomate e especiarias que nem sob tortura eu abro, mas tenho o maior prazer em fazer para amigos, se foi pela cara de sonso do francês Paire ou pelo mau humor do suíço. O fato é que tinham várias coisas melhores para se fazer.

O Federer deu, mais uma vez, de Federer. Jogou na birra, na teimosia. O adversário tem um tremendo revés e uma direita cega. Onde ele joga? No revés. Só ia na direita quando o negócio pegava fogo. Ganhou o primeiro set no TB e o segundo com uma mínima quebra, após flertar com o perigo a toda hora – poderia ter saído Foro Itálico mais cedo.

Tenho uma razoável certeza de seu mau humor. Primeiro, óbvio, o incomodo das costas. Dava para ver a cinta que ele está usando, o que parecia ser uma barriguinha à primeira vista. Com dor é muito chato. Além disso, o colocaram, pelo segundo dia seguido, que eu saiba, para fazer a ultima partida do dia. Ontem saiu de quadra mais de meia-noite. Hoje umas 22h. Ficar o dia inteiro esperando jogo é um tédio, além da tensão maior. Ir dormir tarde, pior ainda. Enfrentar Nadal no dia seguinte, sem preço.

Ele, melhor do que eu e você, sabe que amanhã, na final, às 11h de Brasilia, enfrentará seu maior carrasco, que foi descansar mais cedo, não está com dores nas costas, está fazendo misérias no saibro, exatamente o piso onde ele, Federer, é mais frágil e o oponente mais forte, e deve estar babando para aumentar a freguesia (19×10). E dá-lhe mau humor.

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segunda-feira, 15 de abril de 2013 Masters 1000, Tênis Masculino | 09:06

Sócio do MCCC

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Diz a lenda que o vencedor do Aberto de Monte Carlo recebe, à parte do prêmio em Euros, um título do charmoso Monte Carlo Country Club, um dos mais fechados e desejados da Europa. Como Rafa Nadal já venceu oito títulos consecutivos, fico imaginando se ele pode distribuir seus direitos para outros membros da família, e também amigos, porque não sei se a família é tão grande.

O fato é que o espanhol segue vivendo na Ilha de Majorca e, presumo, só põe os pés no Mônaco durante o torneio – assim os títulos do MCCC não lhe trazem grande benefício. Ao contrário, por exemplo, de Novak Djokovic, que adotou residência no principado, porque a vista é legal, e treina bastante no clube, sempre como convidado, afinal é o #1 do planeta, mas sem as regalias, ou o prestigio, de um sócio, já que nunca conquistou o torneio, nem o direito ao título do clube. Isso é uma das dificuldades de ser contemporâneo do Animal.

Apesar de Nadal ser “só” cabeça-de-chave #3 do torneio e estar passando por um momento delicado na carreira, por conta de seu joelho, as bolsas de apostas devem estar bombando o nome do espanhol como favorito. Ele é o homem a ser batido. Resta saber por quem. Federer jogou a toalha e nem apareceu. Está escolhendo a dedo seus eventos e o quintal do Nadal não faz parte da lista. Djokovic, o eterno milongueiro, faz um doce danado para confirmar, ou não, sua presença e já estamos no segundo dia do torneio, por conta da torção que sofreu no primeiro set, na ultima partida da Copa Davis, quando venceu em três sets. Pelo menos já tem uma boa desculpa preparada em caso de ficar, mais uma vez, sem o título do MCCC.

Murray anda dizendo que nunca chegou tão bem preparado para o saibro como desta vez. Não sei dizer por que, já que até outro dia só estava jogando sobre quadras duras, mas será interessante ver se o escocês vai “tentar” se dar melhor nesse piso nesta temporada.

Nadal tem oito títulos consecutivos e só perdeu na sua primeira participação no evento, em 2003, na 3ª rodada, para o argentino Coria, que foi ouvido dizer em uma bar de Buenos Aires que do Nadal, em Monte Carlo, nunca perdeu.

As quadras principais do MCCC, que no torneio viram uma.

Vestiário do MCCC, banho à porta fechada.

Enquanto isso Federer treina na terra em algum lugar desconhecido. Pelas rochas, na Suíça, e em local sem o glamour de Monte Carlo. Como se ve, não é preciso muito para um bom treino, apsar que o local transmite altas vibrações.


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sexta-feira, 15 de março de 2013 O leitor escreve, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:40

Eu não

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Normalmente, trago para os Posts um Comentário diferenciado de alguma forma; na maneira que se apresenta e se expressa, no ineditismo da idéia, no lirismo, que acrescente ou inicie um debate. Pretendo fazer isso com mais frequencia, sempre dependendo do que é apresentado. Alias, ontem, tive tremenda surpresa agradável, quando no meio de uma conversa importante no Clube Pinheiros, foi brevemente interrompido por alguem que se apresentou como o Becker, nosso arquiteto preferido, e que, como ele mesmo confessou, está afastado dos comentários do Blog. Eu havia saído da quadra e ele estava indo para uma – quase cai de surpresa e espero vê-lo novamente por lá.

Voltando ao assunto inicial. Hoje escolhi este texto do Bet@  porque é um texto que se resume a reportar o que aconteceu ontem à noite na partida Nadal x Federer (acho que a primeira vez que inverto a ordem dos dois). Isso, porque simplesmente eu me recuso a escrever sobre um confronto que não aconteceu e que beirou o desrespeito. O mínimo que se espera em um espetáculo pago e envolvendo prêmios em dinheiro é que os participantes se entreguem de corpo e alma ao confronto, algo que ontem simplesmente não aconteceu por parte do Sr. Federer.

Bastaram dois games para se saber o que iria rolar no jogo da dupla dinâmica. No primeiro, serviço do suíço, dificuldade para cacifar e só fechou porque o saque entrou bem várias vezes. No segundo, serviço do espanhol, as devoluções mal voltavam para sua quadra, fechou sem a menor dificuldade. Daí pra frente, era questão de apostas:

– Em qual game Federer será quebrado?
– Quantos games ele conseguirá fazer na partida?

A primeira pergunta escapou por pouco no quinto game, mas no sétimo não teve jeito. Isso ainda porque o suíço sacou bem no começo desse game e fez 40×15. Dali pra frente, tudo errado e quebra. Fazer 4 games no primeiro set foi lucro, como escreveu o Querubim lá pra cima.

A segunda, pelo início do segundo set, apontava para chance de um pneu ou algo próximo. Porém, durante dois games, o quarto e o quinto, Federer jogou um pouco mais de tênis e Nadal um pouco menos. Foram as últimas oportunidades de se ver algo de bom saindo da raquete do Federico. Final: 6/4 e 6/2.

Não há dúvidas que Nadal tem a receita básica para derrotar o suíço, mas há algumas condições mínimas para isso ocorrer. Ontem, parecia que Nadal jogava em Cincinatti e Federer em Monte Carlo, tal a diferença de velocidade da bola de cada um.

O radar do placar mostrava que a velocidade dos saques do suíço eram bem inferiores a sua média, confirmando em números o que se via na quadra. Nas trocas, enquanto Nadal fazia a bolinha voar, Roger parecia estar empurrando as bolas. E quando vinha alta então, parecia um jogador com reumatismo, tamanha a dificuldade em bater de forma decente na peluda.

Nadal tem um revés muito potente e que sempre andou muito, desde que ele chegue inteiro na bola e se posicione bem. Aí, gera uma potência significativa. Quando ele não consegue chegar nessas condições, seu revés é bem mais comum e deixa de ser incisivo. Ontem, com a bola do Federico andando em terceira marcha, foi um prato cheio para o espanhol, que fez aquela festa toda.

Outra coisa que finalmente o Rafa resolveu fazer (e nunca entendi porque levou tantos anos para isso) é usar aquele seu monstruoso forehand como arma de ataque e não só de contra-ataque. Além dessa batida poder variar facilmente entre uma veloz e uma cheia de spin estratosférico, encurta os pontos e mostra quem manda no jogo.

Federer teve um mérito ontem a ser reconhecido: mesmo estando visivelmente torto, foi lá, apanhou calado e permaneceu em quadra mesmo sabendo que ia ser feio. Não houve nenhum c’mon, não vibrou em nenhum ponto e aceitou passivamente sua condição de inferioridade. Morte anunciada. A Mirka até que acreditou um pouco no começo, mas depois relaxou e ficou lá brincando no seu celular, esperando o apito final.

A dificuldade que ele estava em se movimentar lateralmente era evidente, tanto que ele não chegava em algumas bolas que até um manco chegaria sem problemas. Comparando com sua movimentação no AO, por exemplo, a diferença era gritante. Não havia movimentação de pés, mal conseguia fugir da esquerda para bater de direita (tática que usou e resultou em vitória nesse mesmo IW ano passado) e as suas batidas de esquerda nunca completavam o movimento, parava o braço no meio do caminho.

Junto à rede estava duro, não conseguia se posicionar corretamente, não vergava o tronco, tudo que não se deve fazer para um voleio. Fora que as subidas eram quase todas com aproaches curtos, sem velocidade e mal colocados. Seus melhores voleios vieram em cima das poucas bolas que voltaram flutuando e altas, sendo que seu último voleio foi algo patético de se ver.

O único momento em que conseguiu fazer algo decente foi nos dois games que cacifou no segundo set, pois os do primeiro set foram ganhos principalmente por ter conseguido fazer bons saques. Nos games do segundo set que ele ganhou, uma quebra e um serviço seu, jogou dentro da quadra, conseguiu pegar as bolas na subida (só nessas ocasiões sua bola andou um pouco) e devolvê-las fundas, baixas e no pé do espanhol, tanto que foram os dois únicos games em que Nadal errou bastante.

O resto do jogo foi um disparate a favor do espanhol, que foi disciplinado taticamente (como sempre) e não tinha nada a ver com os problemas de movimentação do seu oponente. Jogou muito bem, fora aqueles dois games já citados, atacou muito, sacou bem e fez o seu.

Nas devoluções, Nadal ficou lá atrás, como de costume, e contou ainda a falta de velocidade de muitos serviços do suíço, principalmente o aberto no iguais. A bola vinha tão lenta que, mesmo angulada, dava todo o tempo do mundo para o espanhol chegar nela, se posicionar e meter aquele revés com spin alto lá no fundo, complicando a segunda batida do suíço.

O forehand do espanhol está andando muito e, aproveitando a espantosa velocidade de braço que ele tem, tá conseguindo jogar mais dentro da quadra. A mistura de antecipação na batida com a velocidade gerada está fazendo estragos em cima dos adversários. A movimentação ruim que foi vista no Chile e no Brasil desapareceu e, se não é exatamente a mesma dos bons tempos, está muito próxima disso.

Resumindo: ganhou quem já vinha fazendo um torneio melhor e está jogando bem. O outro, apesar de alguns problemas físicos evidentes, perdeu porque está jogando pior e isso é incontestável.

Derrota da semi do ano passado devolvida, Nadal segue firme para a final, pois é mais fácil o Federer ganhar dele no saibro do que o Berdych fazer isso em qualquer ocasião. Agora, do outro lado da chave, vai sair faísca hoje …

Não foi só eu que não gostei…….

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quinta-feira, 14 de março de 2013 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 10:17

Game, set e match

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Assisti a mais um derretimento mental de Wawrinka, na hora da onça beber água, frente a seu algoz e parceiro El Roger, acompanhado da minha querida mulher, enteado, trancinhas de mel e um pote de sorvete La Basque.

Patricia passou o jogo torcendo pelo suíço errado e falando sobre seu sentimento ambíguo com Federer – coisas de amor e ódio femininos. É lógico que, sempre propenso em ver o circo pegar fogo, eu também torcia pelo Wawrinka. Primeiro porque existe o tema de torcer pelo mais fraco, segundo variações são bem vindas, depois há a minha quase incondicional parceria com a parceira, aliás atenta leitora deste Blog.

Wawrinka jogou como quase nunca e perdeu como quase sempre frente a Federer. O pior é que durante uma boa parte da partida foi disciplinado táticamente, colocando seu maravilhoso revés no revés adversário – literalmente fugindo da direita alheia. Não todo o tempo, e quando não o foi eu aproveitava para apontar o deslize mental à tenista ao meu lado.

O ultimo game foi uma piada – antes disso tenho que dizer que a qualidade do jogo foi altíssima, com dois tenistas de muito talento encantando os admiradores do tênis-arte, algo valioso em dias de Conans armados de raquetes.

Depois de muita briga e bolas maravilhosas (veja o 1o video abaixo), Federer não conseguiu fechar a partida sacando em 5×4 no 2º set. Após uma série de mágicas e vencer o 2º set no TB, Wawrinka tinha que fazer seu serviço, o que vinha fazendo com certa facilidade, e levar a partida para o TB do 3º set. Começou com 0x30 e flertando com erros táticos. No 13×30 deu uma encolhida no braço que me constrangeu a milhares de quilômetros do estádio. No 15×40 pirou. Espera aí, não acabou o jogo e você tá sacando – lute! O rapaz deu uma bola no meio da quadra, quase no centro e na direita do topetudo e foi à rede – imagino que para apertar a mão do Roger! Este ficou tão surpreso com que devolveu na mão, só para Wawrinka volear de volta na direita do bonitão – aí dançou mesmo. Crau, game, set e match!

Mas foi um ponto solto no início do 3º set que causou a polêmica e a irritação do melhor do mundo. Federer sacou aberto no iguais e, raridade, foi à rede, quando foi assaltado pela duvida se o serviço havia sido bom, apesar de nada ter sido chamado.

Com certa displicência voleou a bola na rede, virou para o juiz de cadeira e pediu o desafio de seu próprio saque, algo permitido – desde que dentro dos parâmetros do Desafio. O juizão negou, alegando que ele não interrompera o ponto, fazendo o voleio. Federer alegou que foi tudo muito rápido e o voleio instintivo. O juiz insistiu que fora um golpe a mais do que o permitido. Federer pediu o Supervisor, que só pode regular sobre regras, nunca sobre fatos.

Federer ainda tentou pegar o Supervisor em um contra pé verbal (veja o 20 video abaixo). Ao ser informado que a decisão era de fato e não de regra. Roger disse: quer dizer que você concorda com a decisão?

O Supervisor, com tremenda categoria, respondeu seco que ele não havia dito aquilo que o tenista insinuava, virou as costas e partiu, já que nada mais tinha a fazer por ali e não fica bem em atrasar o jogo. Ponto e jogo para os dois oficiais e quem não entendeu se perdeu.

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