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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 Tênis Masculino | 19:03

Escada abaixo

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Algumas vezes, quase sempre de brincadeira, digo durante as transmissões que tenista é tudo louco – tem que ser para jogar tênis como meio de vida. Digo na brincadeira porque senão vão dizer que falo sério. Mas não estou tão longe da verdade.

Durante a transmissão da partida entre Rafael Nadal e Fernando Verdasco algumas vezes mencionei que Roger Federer devia estar em seu quarto recebendo um cafuné da namora e comendo amendoins enquanto acompanhava os dois se pegarem em quadra madrugada adentro. Descubro agora, ledo engano.

Após o jantar Federer estava em seu quarto no 30º andar do Crown Hotel quando as luzes se apagaram. Para quem não sabe e não ouviu eu contar nas transmissões, a cidade de Melbourne, entre outras, passou por sérios problemas elétricos durante o evento por conta de incêndios decorrentes do calor.

O suíço estava tão decidido em acrescentar mais um título ao seu currículo que decidiu que isso não o impediria de acompanhar o jogo de seu futuro adversário. Desceu 30 andares a pé e foi para o Melbourne Park acompanhar a partida. Isso que dá em não contratar um técnico para fazer essas coisas, ou talvez o rapaz goste de fazer as coisas ele mesmo.

 Chegando lá se instalou nos vestiários, pegou seu prato de amendoins, um refri gelado e acompanhou a partida pela TV, enquanto o jogo acontecia ao vivo a poucos passos dele – o que diz maravilhas sobre o valor e qualidade da transmissão que eu e vocês acompanhamos, e também, com certeza, sobre tenistas.

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domingo, 9 de novembro de 2008 Tênis Masculino | 14:00

Dores nas costas

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Estava aqui pensando com meus botões – preciso aprimorar ou, pelo menos, atualizar essa expressão; permanece o fato de que sem internet e outros agitos comecei a pensar nas contusões que cerceiam os tenistas da atualidade.

O que me levou a esse doloroso pensamento foi uma maldita dor nas costas que me acompanha desde jovem. Se um dia eu me inspirar conto como fui condenado a esse martírio eterno. O que fez com que ela voltasse foi a bobagem de levantar uma pedra, algo que sou proibido da fazer. A fisgada apareceu, a inflamação se instalou e a musculatura da região lombar enrijeceu. 

Pior do que a dor e o incomodo é o pensamento de que, provavelmente, não poderei jogar na segunda-feira. Isso altera o meu humor e eu não ganho absolutamente um centavo para entrar em quadra. É só o prazer negado de exercer uma paixão, o que, convenhamos, não é pouco. Especialmente quando não se é mais jovem para encarar aventuras dia sim e outro também; preciso de, pelo menos, um dia de intervalo e em casos de dores nas costas mais ainda. 

Com isso, me volta à cabeça que a dor de uma contusão é o inferno do esportista. Esta semana acompanhei a entrevista da ginasta gaúcha Diane na ESPN BRASIL, onde ela confessou que se entupia com antiinflamatórios por conta de dores perenes. Os tenistas não são diferentes. Nos últimos anos de sua carreira, Gustavo Kuerten também atravessou a linha da parcimônia com o uso dos antiinflamatórios. Eu já tomei um ontem, um hoje e estou considerando tomar outro antes de dormir. Quero muito jogar na segunda.

Será que os tenistas se contundem mais atualmente do que antigamente? E por conta do calendário, como reclamam? Não acho que hoje haja mais contusões do que antigamente. Se, por um lado, os tenistas exigem mais de seus físicos, por outro estão muito mais preparados fisicamente para enfrentar as demandas do estilo do tênis atual. O que há, como já havia antes, são estilos que exigem mais do físico do que outros.

Nadal e Federer são dois atletas muito bem preparados para enfrentar o circuito com seus estilos. Porém não há duvidas de que o espanhol sempre terá mais problemas com contusões do que o suíço. Enquanto este pratica um tênis atlético, rápido e forte, o primeiro agrega a todos esses fatores uma brutalidade que o outro se recusa a trazer para a quadra.

O estilo de arranques, guinadas e brecadas do espanhol se adapta muito melhor no saibro do que nas quadras que não permitem o deslizamento. Por conta disso, Nadal, pelo menos enquanto profissional, terá que enfrentar inflamações e dores nas juntas de tornozelos, joelhos e quadris. Sem contar dores mais democráticas que atingem tenistas em geral, dos melhores aos piores – como nas costas, as quais divido com o estiloso suíço – ombros, pés e braços.

Nadal sequer embarcou para o Torneio de Xangai, que acontece na próxima semana e se poupa para defender seu país na Davis. Federer já está por lá, provavelmente posando para umas fotos, talvez um filminho, e ganhando alguns milhões com sua presença na China. Quanto a mim, ficarei contente se puder jogar na segunda-feira, melhorar meu humor e dormir bem à noite. O tênis é um esporte democrático.

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