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Posts com a Tag Roger Federer

terça-feira, 30 de julho de 2013 Sem categoria | 13:45

No trambone

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Novak Djokovic pode estar lançando o livro biográfico no fim de Agosto, mas quem está fazendo o marketing do livro, e do filho, é o Sr. Srdjan, pai do tenista. Ele não tem mais acompanhado o filho em tempo integral, até porque teve problemas de saúde sérios e o filho deve ter pedido mais espaço, mas esta semana deu extensa entrevista para um jornal sérvio quando, entre outras coisas, meteu a boca em dois dos três maiores rivais de seu filho.

Sobre Nadal ele diz que enquanto o espanhol enchia seu filho de bola eles eram bons amigos. Mas que a amizade não sobreviveu a reviravolta de quando Novak colocou Rafa na sua caderneta. No mesmo dia, após perguntado, Nadal respondeu que a amizade segue sólida e que o pai deveria restringir seus comentários ao filho.

Me lembrou de uma história contada pelo grande Ken Rosewall, sobre quando entrou no circuito profissional, com o americano/mexicano Pancho Gonzales, um dos mais difíceis caráter que apareceu no circuito. Enquanto Pancho enchia Rosewall de bola, até pela diferença de idade, o americano nunca olhou na cara do australiano e nem lhe deu bom dia. Quando Rosewall ganhou a primeira vez, no dia seguinte, no café da manhã no hotel, Pancho sentou à sua mesa, lhe deu bom dia e ficou conversando. Na próxima vitória do americano, este voltou a ignorar o australiano, e na próxima derrota voltou à tática de “amaciar” o adversário.

Sobre Federer o buraco é ainda mais embaixo. Srdjan diz que o suíço pode ser o melhor tenista do mundo, mas como pessoa é a antítese. Reclama que em 2006 o suíço deu péssimas declarações sobre seu filho após um confronto de Copa Davis. Federer declarou que “ Eu não acredito em suas contusões. Eu acho uma piada quando o assunto é ele e suas contusões”. Na época, Djokovic tinha o péssimo hábito de sair da quadra, alegando contusão, quando estava perdendo certos jogos. Não foi nem uma nem duas vezes.

Além disso, tivemos dois incidentes famosos. O da mãe de Djoko declarando aos jornais que “o rei morreu, salve o novo rei”, após Novak vencer o Aberto da Austrália em 2008, muito antes de Novak se colocar como #1 do tênis, e a grosseria de Federer para os pais de Novak durante as semis de Monte Carlo do mesmo ano, quando os pais de Novak ficavam gritando em sua orelha, o que também não é nada legal, e o suíço simplesmente os mandou calar a boca, o que foi captado pela TV.

Para não ficar tão mal na parada, Srjdan falou bem de Murray. Diz que os dois se conhecem desde garotos – eles têm cerca de uma semana de diferença de idade – e “sempre se trataram bem e são ótimos companheiros, apesar de que agora, como #1 e #2 do mundo não são mais tão próximos como antes, o que é compreensível”. Quem prestou atenção viu como a mãe de Novak foi dar um beijo carinhoso na mãe de Andy após a partida final de Wimbledon este ano. Algo que dificilmente vamos ver com os pais de Federer, menos ainda com o pai deste, que é de uma rudeza impar.

No fundo são só coisas do vestiário que o Sr Srdjam decidiu trazer à tona seu ponto de vista e que não vai fazer a vida de seu filho nem um pouco mais fácil no locar de trabalho. O que não quer dizer que não sejam verdades, nem fatos.

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sábado, 20 de julho de 2013 Sem categoria | 19:05

Sem esperar

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Nao preciso esperar pelos resultados das finais de Hamburgo ou Bogotá. Como diria Julio – a sorte está lançada. Estou mais interessado no fato “finalistas” do que os vencedores ou mesmo “Federer”, como meus caros leitores estreitam suas colocações.

Em Hamburgo, Federer, com raquete nova, a falta de ritmo que se impôs, acho que ele ainda acha que o Rei da Cocada, nao foi à final, mas deve ter feito bom uso de uma semaninha de bons jogos sobre o saibro, onde é obrigado a bater mais bolas, para subir a necessária quilometragem de jogos e raquete. Foi-se o tempo em que o suíço vencia com o nome – hoje tem que suar como os outros mortais, apesar de que ele nao sua como os outros mortais.

Delbonis fez bom uso de ser canhoto, de ter um bom forehand cruzado e ter assistido algumas vitórias de Nadal sobre Federer. O rapaz veio do qualy, pegou ritmo e confiança, chutou o traseiro do Verdasco, mesmo com 2 MP abaixo e nao quis morrer na praia – alugou o backhand do suíco. Mais um hermano para nos fazer pensar porque eles sim e nós nao.

Talvez morra na areia, já que amanha enfrenta o nuovo uomo Fognini. Desde de que foi pras cabeças, contratando o espanhol Jose Perlas, que nao é flor que se cheire e nao está na estrada à brinca, Fognini vem melhorando seu tênis; e muito disso passa pelo seu emocional. O rapaz já era um talento, batendo na bola como se acarinha uma donna. Há alguns meses vem fazendo bons jogos e batendo na trave, porque nada acontece da noite para o dia. De repente, mesmo após o término da temporada do saibro, que teoricamente acabou em Paris, mas tem uma sobrevida de após a temporada de grama, uma daquelas maravilhas que ninguém tem coragem de mexer e acertar, o italiano venceu Stuttgart, seu primeiro título de simples, e agora joga a final de Hamburgo. Está a nove jogos sem perder. E aja pizza.

Depois de ver seu ranking despencar (atual #155), Ivo Karlovic, o gentle giant, decidiu pagar para ver em Bogotá, onde a bola anda bem mais do que nos barros europeus. Ivo bateu na final outro gigante, o sul africano Anderson, e nao teve seu serviço quebrado. Aliás, ele nao perdeu o serviço uma única vez em Bogotá e só teve que lidar com um BP, contra Anderson. Isso é o que chamo de corta físico. Um fantasmaço de 2.08m, sacando aces adoidado (22 contra Anderson), a 2.650m de altitude, em um piso duro – uma delicia de assistir, uma experiência que só perde a estar do outro lado da rede. Vai enfrentar na final o Falla, o dono da casa, com seu tênis habilidoso e sua cara de sono. Vao me dizer que nao é um fim de semana diferente?

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quinta-feira, 11 de julho de 2013 Light, Porque o Tênis. | 14:17

Sem lenço nem documento

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 Os tempos são outros e eles não deixam de nos surpreender. E como tudo, o esporte mudou de várias maneiras. Os atletas de vários esportes são regiamente recompensados pelos seus esforços e até mesmo esportes que nunca deram carreira para ninguém remuneram bem seus atletas. Não custa lembrar que uma tenista como Maria Esther Bueno, que venceu seu primeiro Wimbledon em 1959, ganhou um sweater, um quarto de hotel, um vale Bride de 15 Libras e um “thank you very much” dos velhinhos do All England para vencer Wimbledon. Este ano a vencedora, Marion Bartoli, depositou cerca de R$5.4 milhões na conta. Dá para ficar frustrada com a data de nascimento.

Na época não existiam os dólares de Nike, Adidas, Correios e de todos outros patrocinadores que hoje alimentam as contas dos atletas. Era um Deus nos acuda para pagar a passagem aérea – não vou nem entrar no assunto. Quando muito, tenistas como Maria Esther ganhavam uniformes, pelo menos para Wimbledon, do designer Ted Tinling, uma figuraça sobre o qual um dia tenho que escrever, e que vestiu diferentes campeãs de Wimbledon por 30 anos. Ele criou o maior bafafá em Wimbledon 1949 quando colocou rendinhas nas calcinhas da tenista americana Gussie Moran. O tênis feminino nunca mais foi o mesmo.

 

Mas foi só nos últimos anos, coincidindo com TV a cabo, internet, Anna Kournikova, David Beckham etc que o marketing atingiu em cheio o esporte em geral e o tênis especificamente. Se Agassi dizia que “imagem é tudo” e muitos não acreditaram ou criticaram, hoje se a imagem não é tudo, ajuda muito, especialmente no tênis feminino, e engorda bastante as contas paralelas dos atletas.

 

Cinco anos atrás a revista ESPN, publicada nos EUA, lançou um numero especial chamado The Body Issue. Convidaram cerca de 30 atletas a se despirem e posarem para seus fotógrafos. Só não mostram a genitália, o resto está lá. A capa foi Serena Williams e o sucesso tão grande que lançam um numero a cada ano. Sempre misturando atletas dos mais variados esportes. Não é a primeira vez – já vi de livros a calendários de atletas pelados – mas a revista tem um impacto gigantesco. Até por isso não devem ter muitas dificuldades em arregimentar modelos. Não divulgam, mas fico pensando quem foi convidado e não aceitou.

 

Uma eu aposto foi Sharapova, ou vocês acreditam que um o convite não passaria pela cabeça de qualquer editor. Mas a russa não está lá – essa está mais nas revistas de moda. Aninha também deve estar na lista. Nadal e Federer com certeza. Então há jogadas e jogadas de marketing e nem todas são para todos. Apesar de que Federer é extremamente ligado a um conceito de marketing – o cara é mesmo um case – mas não na linha peladão – a dele é mais um blazer com suas iniciais.

 

Os tenistas convidados da Body Issue 2013 são Agniezka Radwanska e John Isner. Duas surpresas pelos perfis. Isner faz mais o estilo All American tradicional, com boné, calçãozão e conservador. Radwanska é uma menina católica, e por isso está sendo criticada na Polônia, e nunca foi das mais “aparecidas”. Mas estão lá, sem nenhuma peça Lacoste ou Lotto.

 

As fotos são quase sempre de bom gosto e o resultado aprazível, já que o corpo de um atleta é, na maioria das vezes, algo bonito de ver. No mínimo interessante. E em tempos de macho, fêmea e coluna do meio não é só as mulheres atletas que tiram a roupa.

 

Mas, para mim, o ponto principal é o fato dos atletas, que sempre foram conservadores, até por receio de desagradarem patrocinadores, times e fãs, começam a colocar até mais do que as manguinhas de fora, exatamente para agradar e atrair os mesmos. Mudaram os atletas, mas primeiro mudaram todos os outros.

Moran e seus lacinhos cor de rosa

Moran e seus lacinhos cor de rosa

 

radwanska e suas bolinhas

radwanska e suas bolinhas

 

Isner - 2 metros de peladão.

Isner – 2 metros de peladão.

 

 

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domingo, 30 de junho de 2013 Tênis Masculino, Wimbledon | 13:07

Domingo do meio 2013

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Domingão chuvoso e preguiçoso. Não vou poder jogar como planejado, o que me deixa frustrado, senão irritado. Futebol na TV só à noite, quando vou torcer a favor do Brasil e contra a Espanha – percebam que não é simplesmente uma redundância. Enquanto isso pesquei o artigo abaixo, escrito em Londres, tambem em um domingo sem jogos em Wimbledon. O ano é de 2003, poucas coisas sobrevivem no tênis desde então – entre elas Federer e o fato de não ter jogos no domingão. Divirtam-se:

No “domingo do meio”, como o chamam os ingleses, não tem tênis em Wimbledon. O porque nem perguntando a eles. Se você o faz, eles te dão aquele olhar 48 e não respondem. A verdade é que não sabem. Simplesmente é, como muita coisa é por aqui, incluindo guiar do lado errado da rua. E por isso continuam sendo. Soa como uma lógica um tanto feminina, mas eles a chamam de tradição.

Aproveito o domingão para fazer o meu passeio. Vejo uma das centenas das lojas da Ladbrokes, a maior cadeia de casas de apostas da ilha. Lá dentro o esperado bando de vagabundos acompanhando uma corrida de cavalo na TV. Cada figura mais gosmenta do que a outra. A loja também recebe muitas pessoas que entram e fazem rapidamente suas fézinhas. Perguntar no o que eles não apostam é mais o caso do que perguntar no o que apostam.

Olhando em um quadro descubro que o atual favorito ao título de Wimbledon é o americano Andy “psicho kid” Roddick, o tenista com o olhar mais demente no circuito. Se alguém de branco prestar um pouco mais de atenção em seu olhar o manda trancar na hora. Mas, como diz o seu novo técnico Brad Gilbert, outro que não pode passar muito perto do Juqueri sem correr perigo, o segredo é focar suas frustrações. Gilbert, ex-técnico de Agassi, afirma, e com toda a razão, que não adianta ser um idiota como Rusedski – ficar gastando saliva xingando o juiz, levar uma multa e ainda perder os contratos de patrocínio. Além de perder a partida. O negócio é focar a raiva onde ela funciona. Ou seja, no adversário. Gilbert afirma que vivia odiando seus adversários desde o dia anterior à partida e, às vezes, no dia seguinte. Com tanta raiva no sistema não é à toa que seus pinos estejam batendo há tempos. Nos EUA é considerado um gênio. Mas no EUA o Bush é o presidente.

O garotão Roddick paga 7/4, enquanto que o segundo colocado, André Agassi, paga 3/1. Amanhã vou descobrir como estão as apostas de um contra o outro, caso aconteça. Mas partida só aconteceria em uma final e Roddick teria que passar antes por Roger Federer, entre outros. Federer é o meu favorito. Muito mais por razões emocionais e estéticas. Um campeão como Federer seria o melhor de todos os mundos. O rapaz é um gentleman. Sua educação, dentro e fora das quadras, é de lord inglês. Daqueles dos romances, porque os de verdade eu não sei não. Além disso, assisti-lo jogar é um prazer. Qualquer individuo que já tentou bater uma esquerda aprecia a arte do suíço. Federer tem um jogo que cobre todas as áreas da quadra. Saca bem, uma forte direita de ataque, bons voleios ( o de esquerda é uma tijolada) e faz absolutamente o que quer com a esquerda. E para ser um campeão na grama é preciso uma boa esquerda. Limpa, breve e precisa. Não é por acaso então que Federer é o terceiro na lista da Ladbrokes, pagando 4/1.

O quarto da lista é o inglês Tim Henman, que empenhou a palavra publicamente que um dia venceria Wimbledon. Graças à palavra empenhada, e a algumas semifinais, é o esportista mais bem pago do país. Com certeza, atrás de David Beckeham, que afinal de contas, como confessou Ronaldo, cheira bem até após uma partida de futebol. Até hoje não decidi se seu atual companheiro de time escorregou ou foi muito macho ao fazer tal afirmação. Atrás dos quatro vem o resto. E, por enquanto, é o que são.

Só por curiosidade, para quem não sabe. 2003 foi o ano em que Federer conquistou seu primeiro título em Wimbledon. E eu ganhei uma graninha a mais….

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quinta-feira, 27 de junho de 2013 Tênis Masculino, Wimbledon | 12:08

A fila anda

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Não sei se na Inglaterra tudo acaba em pizza or fish and chips, mas o fato é que eu acho que o jardineiro responsável pela grama do All England Club está com seus dias contados. Ontem o diretor de Wimbledon teve que fazer um comunicado dizendo que o clube não acha que a grama mudou um tiquinho sequer em comparação ao que era.  Sei. Reagia às massivas reclamações dos tenistas sobre a grama escorregadia e perigosa e consequente tombos e contusões dos atletas. Bem, se teve que explicar é porque tem algo ali.

Para agravar, o dia teve dez abandonos e WO por contusões, um recorde, sendo que pelo menos algumas por conta de escorregões. Como esse tipo de coisa não estoura na mão de diretores, suponho que o recém promovido fulano que toma conta das quadras seja rebaixado ao chatíssimo serviço de arrancar ervas daninhas. Para quem não sabe, o atual jardineiro-mór de Wimbledon assumiu a responsabilidade logo após Wimbledon 2012 – este é seu primeiro Wimbledon e parece que o trabalho não agradou aos tenistas.

O que não explica as outras contusões, como a de Darcis, o que eliminou Nadal na 1ª rodada, sentiu o ombro e não apareceu para o jogo. Isso é assunto para outro dia.

Wimbledon sempre foi terreno fértil para zebras nas primeiras rodadas. Faz parte da tradição e das circuntâncias, abordadas em meu recente post Escorregou na Grama.

A maioria faz sentido, considerando estilo dos envolvidos, outras nem tanto, como a derrota de Sharapova para a atrevida portuguesinha Brito, que teve que jogar o Qualy. A moça era para ser uma grande tenista quando juvenil, ambição que bateu no fato de ser pequena. Mas sempre teve uma direitaça e foi insolente, como quando levou advertência de uma juíza por gemer muito alto e chiou de volta “se fosse a Sharapova vc não fazia essa advertência”. Pois é, ontem as duas berraram como bezerras desmamadas e ninguem disse nada. No final, a portuguesinha com sua direita manteve a russa sob pressão e se movendo, o que causou tres quedas ao chão da patachoca, que não deve ter gostado também do espelho auditivo. Pode-se dizer que Brito ganhou no grito.

A vitória de Stakhovsky e suas contigencias também foram abordadas precocemente no ultimo post. É a vitória do compromisso e da boa execução com o saque/voleio na grama. O ucraniano fez a decisão no dia anterior e ficou com ela até o fim. Foi bonito de ver – Federer costumava fazer isso. Mas o Bonitão não é mais o mesmo – nem no estilo nem na cabeça. Ainda dá para curtir muito quando ele está em quadra, mas me parece claro que ele não tem mais o que exige para ser o campeão que um dia foi. O que, convenhamos, é normal aos 31 anos.

Até por isso, há que se fazer mais acertos do que erros, dentro e fora das quadras. Federer sempre se deu ao luxo de fazer incompreensíveis erros em quadra, só para se impor graças ao imenso talento. Na imensa maioria das vezes funcionou. Hoje funciona menos.

Lembro-me que um ou dois anos atrás grande polêmica houve no Blog por conta do calendário de Thomaz Bellucci. Para quem nunca conseguiu entender, ele arriscou e não deu certo, algo que acontece na vida de quem opta pela audácia de querer mais do que tem, algo que vejo com bons olhos. Federer errou em seu calendário este ano, algo que dá para ver agora, mas quando o fez fazia seu sentido. Jogar menos e focar onde teria mais chances, considerando a idade e adversários que tem. Com isso chegou a Wimbledon, seu grande momento na temporada, junto com o US Open, sem o devido ritmo e a devida confiança. Quando pegou um fantasmaço jogando muito e abafando junto à rede não soube/conseguiu contra atacar o tsunami adversário. Teve uma época que lidaria com isso só com seus instintos. Hoje ele está fora. A fila anda.

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quarta-feira, 26 de junho de 2013 Porque o Tênis., Wimbledon | 13:14

Gasparzão(ões)

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Hoje deve dar certinho; quando terminar os jogos de Wimbledon começa a semifinal Brasil x Uruguai.

Fiquei pensando sobre a vitória do Gasparzão Dustin Brown pra cima do MalaHewitt. Pontos interessantes a se avaliar. Hewitt bate Wawrinka, que virou top 10 e está na sua melhor fase, sem dó nem piedade. Mas leva um tranco do rastabrown que é #189 do ranking.

O Gasparzão tem um estilo, hoje peculiar, que se encaixa como uma luva na grama. Tanto que o mano sofre em outros pisos – o cara não deve gostar de sujar os tênis de barro.

Alto, 1.96, é sacador e sabe usar o saque slice, uma arma esquecida nas épocas atuais, como poucos. Além disso, tem muita mão junto à rede. Entre os top10 só Federer tem habilidades semelhantes no quesito. No fundo da quadra é outro cenário – é ruim mesmo e arrisca para não se alongar. O que, per si, não explica seu ranking de #189. Credito isso mais à personalidade viajandona do rapaz. Mas, hoje na Quadra 2 de Wimbledon, mais conhecida como Cemitério dos Campeões, o rapaz se inspirou e enfiou a mão. Saiu chorando de emoção da quadra e nem autógrafos distribuiu – vai ter tempo para isso.

Mas, o que essa vitória me desperta é a ideia de que o tênis de saque e voleio ainda tem chances neste mundo. Afinal, Hewitt é um mestre jedi do contra-ataque, mesmo aos 31 anos. O Gasparzão simplesmente foi pra cima, com excelentes serviços, devoluções chip and charge e muita tranquilidade e habilidade dentro do retângulo, abafando o australiano que chegou a ter sonhos maiores para a semana.

Sim, o mundo precisa de um grandalhão habilidoso, atlético e que domine os fundamentos, tanto os da rede como os do fundo de quadra. Se um dia o circuito pertenceu aos sacadores e voleadores, especialmente nas quadras mais rápidas e nas cobertas, a maioria durante décadas, hoje, época de quadras mais lentas, pertence aos sólidos tenistas de fundo de quadra. O fato vem fazendo que os atuais, e a geração que vem por aí, se pelem de medo de ir à rede e passar vergonha.

Por isso, fica lançada a ideia para técnicos e jovens. Que se aprenda o tênis em todo o seu espectro e que venha, em um futuro breve, tenistas mais completos, que voltem a nos encantar com todas as possibilidades e habilidades. Roger Federer, aos 31 anos e 1.85m de altura não é exatamante o que tenho em mente. Mas o Bonitão Federer, um talento que sempre soube volear e abandonou a tática quase que de vez.  Talvez não tão engessado – sacando e voleando a toda hora. Mas, variando, saque e subidas, surpreendendo com chip and charges, slices de esquerda, enfim, que use o repertório que Deus lhe deu. Bem que podia se lembrar de sua maravilhosa vitória sobre Pete Sampras, quando os dois fizeram o ultimo confronto digno de nota sacando e voleando em 2001, doze anos atrás. O fantasmão mostrou que é possível.

Bem, aí está também o Stakhovsky que não me deixa mentir! Afinal, ele mostrou ao Bonitão como faz.

Gasparzão Brown sacou e voleou eliminando Hewitt.

E falando em Gaspar……

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segunda-feira, 24 de junho de 2013 Tênis Masculino, Wimbledon | 17:02

Escorregou na grama

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Sendo primeira rodada já é bicudo. Sendo grama, mais ainda. Ainda mais para um tenista como Rafa Nadal, para quem jogar na grama não vem naturalmente. O estilo do rapaz não é exatamente condizente com o piso. A grama começou a semana bem escorregadia por conta do clima. O fato de ter elegido descansar os joelhos após Roland Garros e não jogar nenhum preparatório na grama agravou tudo acima.

Steve Darcis não é nenhuma Brastemp, mas também não é nenhum panga. Ele sabia que Nadal teria dificuldades na primeira rodada e decidiu ir pro pau. E seu estilo se adapta legal à grama, especialmente contra o estilo de Nadal – talvez contra outro nem tanto. O belga tem bom slice de esquerda, que usou e abusou nos dois lados da quadra. A direita, que é meio cega, tende a ir para a cruzada, o que ajuda a achar o revés espanhol com mais facilidade. E por aí vai. Isso sem mencionar que o cara usou e abusou de jogar bem emocionalmente nos pontos decisivos. Afinal, independente de tudo aquilo que está no primeiro parágrafo, o espanhol levou os dois primeiros sets para o tie break e não conseguiu vencer nenhum dos dois. Ou melhor colocado, Darcis venceu ambos. Falar que o espanhol perdeu totalmente a confiança durante a partida é ser óbvio.

Federer passeou na quadra central contra o triste Hanescu – normal. O cara, que é um de seus parceiros de treino, nem tenta. O Murray esbanjou catega na primeira rodada contra o alemão Becker (o genérico).

Comprovando que as quadras estão escorregadia, Azarenka quase deixou o joelho na quadra. No final foi mais susto do que qualquer outra coisa. Essa francesa, Mladenovic, que perdeu para a Maria, é uma tenista très interessante.

Os ingleses são uns brincalhões. Colocaram uma tal de Keothavong, de 30 anos, na Quadra Central, só porque é inglesa, e a mulher tomou uma tunda da espanhola #59 do mundo. Que daibo de jogo é esse para a Central?!

Enquanto isso, lá na quadra 6, que é lá atrás, um joguinho feminino que deve ter sido uma batalha e tanto. A portuguesa de Brito, que era para ter sido a melhor coisa que saiu de Portugal desde as tres caravelas mas esqueceu de crescer, bateu a americana Oudin, que era para ter sido a melhor das americanas desde a Chris Evert segundo os gringos. Ganhou a portuga.

Rogérinho Dutra caiu na 1ª rodada contra o ucraniano Sthakovski. Seu estilo não ajuda na grama. Em compensação, se é que compensa, Marcelo Melo ganhou a 1ª rodada de duplas com o Dodig contra o Giraldo e o Russel. Eu nem sabia que jogavam duplas no 1o dia do torneio.

Sempre foi e sempre será divertido ver o Hewitt jogando. Especialmente quando está inspirado. Ele era outro que sabia que a 1a rodada seria cruel para o Wawrinka na grama. E hoje o suíço, que andava meio espanhol, voltou a ser suíço.

O Rosol? O Rosol já era.

Darcis – o autor do crime.

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segunda-feira, 3 de junho de 2013 Roland Garros | 19:08

Imperdível

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Nesta 3a feira os mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo entram em quadra para decidir, juntos com seus respectivos parceiros, quem irá para as quartas de final de Paris. A dupla de Andre Sá e Feliciano Lopez foi eliminada pelos epsanhois Marrero/Verdasco.

Bia Maia também estará em quadra, logo na 1a hora, 11h, enfrentando a #2 da chave, a suíça Belinda Bencic.

Isso sem contar que teremos na QC, talvez a partida mais aguardada pelo publico francês. O combate entre Rodgeur Federer e Jo Tsonga. Amanhã o publico terá que decidir com quem fica. Se com o tênis clássico do suíço ou vão ficar onde o passaporte e o coração mandam. Independente da torcida, que será um espetáculo à parte, a partida seá um belísimo confrontos, reuninado dois tenista que gostam de ir para as bolas, pressionar o adversário e jogar com audácia. É jogo para assistir na beira do assento. Imperdível.

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domingo, 2 de junho de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 19:57

Coroas.

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O jogo Federer x Simon saiu bem melhor do que a encomenda. Tanto pela reação e o despreendimento do francês perante a inevitabilidade, como pelo despertar de Rogeur perante a adversidade. O cara vai acabar a carreira e eu ainda ficarei abismado em como ele se permite sair de jogo e, na hora da onça, voltar. Sei, só nao faz isso com o Rafa, que não perdoa mesmo;

A chave masculina está repleta de veteranos. Que já atingiram a casa dos 30, ou mais, temos Federer, Youzhny, Haas, Ferrer, Robredo e o Kohlschreiber que este ano tbm completa trintão. De uma certa maneira é a experiencia fazendo frente à juventude.

Considerando que tanto Nadal como Kuerten, Borg e Wilander, entre outros, já tinham um título de Roland Garros aos 20 aninhos, é interessante saber que não tem nenhum dessa idade vivo na chave.

Na verdade, o mais novinho de todos, de longe, é o japones Nishikori com 23 anos. O que nos faz pensar; quem vai substituir essa maravilhosa geração que acompanhamos atualmente e deu uma tremenda injeção de adrenalina no tênis profissional? No padrão desses Fab4 eu não vejo, por enquanto, ninguem. A sorte está lançada e o campo está aberto e há a possibilidade de um hiato no futuro breve.

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Roland Garros, Tênis Masculino | 14:15

Rodgeur e Gilou

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Rodgeur, q é como os franceses pronunciam o nome do suíço, para variar deu mole, entrando no modo viagem, apos vencer o 1o set com facilidade, abrindo uma porta para Gilou, que é como Giles Simone é carinhosamente chamado pelo publico. Agora q o jogo pegou fogo, até porque Gilou entrou com as duas pernas na partida e nao erra mais uma bola. Grand Slams nao é lugar para viajadas, mas, por sorte, cinco sets permitem esse deslize. Mas agora vai ter q segurar o Gilou e seu publico. Nao é mole nao.

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