Publicidade

Posts com a Tag Roger Federer

domingo, 15 de janeiro de 2012 Tênis Masculino | 15:56

Pimenta

Compartilhe: Twitter

Parece que o “namoro” entre Rafael Nadal e Roger Federer pode estar perto do fim. Os dois sempre mantiveram um cavalheirismo impar para um esporte tão competitivo e individual. Duvido que isso vá abalar o cavalheirismo reinante, mas agora é que não vão passar um fim de semana junto jogando truco, falando de futebol, música e crianças.

A questão que os separa não é de hoje, mas ficou mais visível. A questão são mudanças, ou não, na organização do circuito. E parece que desde a recente eleição do Presidente da ATP, a quem Federer endossou e Nadal não, a coisa ficou pior e mais óbvia. E se não era óbvia o bastante Nadal fez questão de deixar.

Dois dias antes do inicio do Aberto da Austrália o espanhol chuta o balde, põe a boca no trombone e coloca o gato no telhado. Quando perguntado, até que maneirou quando as perguntas eram em inglês, mas mandou ver no espanhol. Essa é uma tendência, e muitas vezes um tropeço dos tenistas. Em inglês, que é a entrevista para todo mundo, eles maneiram. Na língua nativa, para os jornalistas de sua casa, eles são bem mais abertos e francos. Só que vivemos em um mundo global.

Rafael disse, entre outras coisas: “é muito fácil para ele (Federer) ficar calado enquanto outros (no caso ele mesmo) se queimam externando suas posições. Ele passa por “gentleman” e nós não”. “Acontece que a maioria pensa como eu e ele, como presidente dos tenistas, não fala nada”. “Talvez ele tenha um super corpo e termine a carreira como uma flor. Djokovic, Murray e eu temos que dar duro em quadra e isso tem um preço no corpo”. “Eu não acho certo acabar a carreira com o meu corpo destruído”

A briga toda está parece estar no “approach” à questão. Parece-me que mesmo Federer é a favor de mudar o Calendário e diminuir as semanas. A grande diferença é que Federer é contra chutar o balde e levar a questão ao publico – o que ele acha que faz mal ao esporte. Já Nadal, e seu tio, sempre foram bem verbais sobre o assunto, culpando inclusive pelas dificuldades do espanhol. Murray, quando falou, como descendente do Wallace, foi logo falando em boicote – aí falaram para ele calar-se, e não foi o Juan Carlos.

Neste sábado houve mais uma reunião fechada dos tenistas, onde cada um fala o que quer – na verdade uma minoria fala e uma maioria escuta. Nela se sabe que o assunto “boicote” foi mais uma vez levantado, apesar de que isso é uma atitude extrema e a ultima delas.

Os tenistas ainda não estão se manifestando sobre o que se falou às portas fechadas, até porque a maioria prefere focar no torneio – o que sempre é um paradoxo, já que essas reuniões acontecem nos Slams porque é onde a maioria dos tenistas se encontra. Mas devemos ter alguns sinais de fumaça nas próximas semanas e em Miami eles devem voltar a se reunir e decidir o quanto vão ser enfáticos.

Por enquanto, a mudança mais visível pode acontecer quando alguns desses novos cachorrões, especialmente Nadal, se encontrar com Federer pelos corredores dos vestiários ou mesmo pelas quadras. Nada como uma pimetinha às portas de um Grand Slam.

“Ô suíço, chega desse papinho de gentleman e vamos botar uma pimentinha no relacionamento”

Autor: Tags: , , ,

sábado, 14 de janeiro de 2012 Tênis Masculino | 22:00

A chave masculina

Compartilhe: Twitter

Melhor do que os confrontos de Djokovic, que não tem grandes adversários nas primeiras rodadas, serão, na mesma chave, os jogos do Roddick e do Raonic, que, se vencerem, podem se enfrentar na 3ª rodada. Ah, o Hewitt está perdido por ali.

Nas quartas o sérvio poderá encontrar o “operário” Ferrer, que só deve ter problemas na quarta rodada, com o Tipsarevic, o Gasquet ou o Youzhni.

Mais em baixo, ainda na chave de cima, os dois principais cabeças são o malaMurray muhamedTsonga. O escocês enfrenta de cara a nova esperança americana Harrison. Por ali Bogomolov e o playboyGulbis. Aliás, a chave do escocês deve estar deixando o Lendl de cabelos em pé. Monfils, Troicki e Bellucci, que tem mais uma oportunidade de se vingar do israelense Sela – uma hora aprende. Um deles enfrenta o escocês na quarta rodada – o bicho pega por ali.

Por baixo, ainda por cima, Tsonga pega o Istomin logo de cara e se ganhar pode pegar o Ricardo Melo, que enfrenta o quali espanhol Roberto Bautista, uma bela 1ª rodada. Na chave do francês estão ainda o Granollers, Dodig, Nishikori, o Simon e o Feijão, que enfrenta o da casa Mathew Ebden. Um grandalhão perigoso, que gosta de ir à rede, mas que nunca deslanchou.

Na chave de baixo, começando por cima, tem os cabeças Fish, Delpo, Monaco, Mayer, além de outros como Falla, Kohlschreiber, Muller e outros – pode sair qualquer coisa dalí, especialmente o Delpo.

Na próxima, tem Federer – que 2ª feira às 6h joga, e eu comento na ESPN, contra o russo Kudryavtsev, Dolgolopov e Melzer. Perdido ali o corta-físico Karlovic e o habilidoso Tomic, que está na hora de começar a apresentar serviço contra os big dogs – ele enfrenta o Verdasco na 1ª rodada, provavelmente a mais interessante delas.

Na 2ª chave de baixo, Berdich na área do sacador Anderson, Wawrinka na chave do Baghdatis, Chardy e do talentoso Dimitrov, que também está na hora de mostrar mais serviço, e do Almagro – chavinha encardida.

Mais embaixo, outra chavinha travada: O giganteamaral Isner, Niemenem, que foi à final esta semana, Nalbandian, que pode decidir jogar, Davydenko, que deve estar considerando a aposentadoria, mas é imprevisível, e o Deliciano Lopez que melhorou bem na temporada passada.

Na ultima chave de baixo Nadal é o cara e um cara de sorte. Por ali só Haas e Ljubicic, dois super vets. Podemos ter Nadal x Isner na 4ª rodada. Berdich, se não inventar, deve encontrá-los nas quartas.

Para os sofasistas; Nadal x Federer e Djoko x Murray nas semis. Para os que gostam de tênis, mais uma chance de assistir muitos jogos de primeiríssima linha, a partir de Domingo à noite nos canais ESPN. Serão três canais envolvidos, com os principais jogos na ESPN, ESPNHD e alguns tapes na ESPN-BRASIL. Eu estarei com vocês a partir de 2ª feira às 6h da manhã. Bons sonhos.

A CHAVE.

Autor: Tags: , , ,

sábado, 31 de dezembro de 2011 Tênis Masculino | 19:52

Aforismos sem juízo

Compartilhe: Twitter

Não sou muito chegado a assistir exibições – prefiro acompanhar uma boa e disputada partida de pangas lá no clube. Exibições são mais para se ter a oportunidade – muitas vezes raras, dependendo do local onde se vive – de se assistir um tenista ao vivo. Já na TV é forçar a minha paciência.

Por que? Porque o tênis é um dos jogos mais competitivos que existem, e aí seu maior interesse, e em partidas de exibição esse componente é praticamente inexistente. Os caras estão ali mais para um treininho bem do sem vergonha, já que em treinos os caras até que se aplicam para ganhar, levar uma grana legal e, após umas férias, testar o corpo.

Isso ficou claro nas declarações Federer após esse evento caça níquel sei lá onde: ele disse algo na linha do que estava ali mais para testar algumas coisas no seu jogo do que para ganhar.

Sei que o suíço é chegadinho em umas desculpas quando perde – alias, tirando o Roddick, essa geração é bem dada ao quesito – mas dá para entender o que ele estava dizendo. Não vai ser em uma exibição que a gente vai ver o melhor do tênis. Mas, não se preocupem, logo logo a cobra vai voltar a fumar.

——–        ——–          ——

Tristeza e surpresa pela morte do jornalista Daniel Piza do Estadão. Morrer aos 41 anos de AVC me parece uma estupidez sem nexo. Gostava de ler o Daniel, mesmo, talvez inclusive, quando ele se passava no rococó das opiniões sobre tudo. Não deixava de ler sua coluna genérica, sempre plena de informações, ao mesmo tempo em que passava longe de seus pitacos futebilisticos. Tinhamos em comum uma paixão por Machado e Francis, o que, para mim, já o fazia especial.

Respeitava Piza pela erudição, a dedicação e entrega ao seu trabalho que, de alguma maneira, tinha uma leve tangencia com o meu. Sendo ele 22 anos mais jovem do que eu, era a minha expectativa acompanhar sua carreira e o desenvolver de seu pensamento. É estranho que ele tenha ido antes, tão antes. É a vida, não diria ele, como podemos ver na sua ultima coluna, publicada no dia 25/12, onde ele, como sempre, entre muitas outras coisas, escreve sobre ausências e que, como homenagem deixo o link abaixo:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,de-presentes-e-ausencias-,815145,0.htm

Autor: Tags: ,

segunda-feira, 28 de novembro de 2011 Curtinhas, Light, O leitor escreve, Tênis Masculino | 20:03

Encore

Compartilhe: Twitter

Uma leitora, Maria Helena, envia a caricatura abaixo, de um jornal canadense. Infelizmente não envia maiores informações, mas o assunto tem a ver com o Post anterior, o assunto do momento. Quem tiver mais infos a respeito nos envie.

O título é algo como: Federer mais uma dá a volta por cima.

Diz o Djoko: é pelo menos a 3a vez que cavo sua tumba

Diz o Murray: e ele nos enterra a todos.

Diz o Nadal: …….

Autor: Tags: , , ,

Masters, Tênis Masculino | 00:34

100 e 70.

Compartilhe: Twitter

 

Huumm! Estava pensando e, como escrevia Fernando, o Pessoa, isso nunca tem bom fim. Algumas poucas verdades se impõem neste fim de temporada. Primeira, Roger Federer apresentou uma confiança e, consequentemente, um tênis que há tempos não mostrava.

Segunda, seus principais adversários – Djokovic, Nadal e Murray – acabaram com a gasolina antes de cruzarem a linha de chegada. Enquanto ele sobrou, em Basel, Paris e Londres. Só espero que os idiotas de plantão entendam o que escrevo e não façam suas errôneas deduções – mas é um fato.

Federer é um tenista intuitivo e que joga na confiança. Quando está com a auto estima em alta é um perigo, um verdadeiro corta-físico, praticamente invencível. Mas um ou outro tem mexido com sua cabeça nas ultimas temporadas. Como eles não mantiveram o padrão e a janela de oportunidade surgiu, o homem cresceu barbaridades

A falha de Djoko é compreensível e perdoável. Nadal, de repente, tornou-se uma incógnita. A final da Copa Davis, esta semana, poderá se tornar um mau sonho e, duvido, mas não impossível, um pesadelo. Quanto a Murray, o cara, mais uma vez errou a mão – é muita instabilidade para quem é contemporâneo dos outros três.

Federer sempre gostou de jogar nas quadras cobertas – é quase uma unanimidade como o melhor nessa quadra na atualidade. Mas nunca havia vencido Paris-Bercy!? Talvez porque se poupasse para o Masters, que este ano ganhou pela sexta vez; sorry! Mais um recorde para a coleção.

Foi a 100º final e o 70 título – um ratio maravilhoso, para se dizer o mínimo, típico de um mega campeão. Como dizem, o verdadeiro campeão não morre na praia. E para quem teve que dividir espaço com Rafa Nadal a porcentagem fala alto.

Eu ia comentar o final do segundo set, quando Roger sacou para vencer o torneio e foi quebrado. Viagem? Tremeu? Tsonga jogou muito? Bem, sei lá. A SporTv, em uma marcada enorme, já mostrando a partida em video, horas após a realização desta, simplesmente interrompeu o jogo no 5×4 para Federer e não mostrou a quebra, nem o tie-break do set, vencido pelo Tsonga – tudo o que deve ter sido o momento mais emocionante do confronto! Mas tivemos a chance e o privilégio de assistir o game que em que o suíço teve sua segunda oportunidade de ganhar e o fez como campeão: sacou bem, pressionou, foi à rede, não cometeu erros e não deu espaço nem esperança ao adversário. Ciao e benção.

Autor: Tags: ,

sexta-feira, 25 de novembro de 2011 Copa Davis, Masters, Tênis Masculino | 00:56

quemquantas

Compartilhe: Twitter

Quem quiser entender o valor e o porquê daquele 6/0 do Federer sobre o Nadal é só ter assistido o 2º set da vitória sobre o Mardy Peixe. Aliás, brincando com minha mulher, sobre o assombro de alguém carregar o nome “peixe” no sobrenome. Aí eu lembrei do pinto, do coelho, lobo, aranha, leão, bezerra, leitão, mas não porcão, e até barata. Aí não achei o “peixe” nada demais.

O Nadal sem a disposição, a entrega, a loucura, a marra, a obstinação não é Nadal – é Normal. E normal não é nadal. Alguém aí escreveu que ele se encheu de ser Nadal. E aí vai ser o que? Menininha de cachorrão? Não vai não. Não sei como vai ser a Davis, mas acho que nalba, delpo e capitão vasquez estão se regozijando com a janela que se abriu. Nada que umas semanas de pescaria e um trato de xiscagem não resolva. Enquanto isso, o Operário quer virar Engenheiro.

E alguém aí disse que o Djoko era um gentleman por cumprimentar a Peixe após a derrota na frente de 15 mil pessoas. Aí tomou seu banho, fez sua massagem e foi para a entrevista coletiva e obrigatória rezar o seu rosário de desculpas. Pelo menos ficou quase um ano sem precisar delas.

Será que o Tsonga perguntou para o Nadal, antes de entrarem em quadra, se o espanhol estava se sentindo bem e melhor?  E será que perguntou depois do jogo?

Quantas declarações e quantas desculpas você já leu do Operário Ferrer?

O Murray não tem técnico, nem mesmo o Lendl, que formaria com ele a dupla “pelo amor de deus”, mas tem uma matilha de preparadores físicos, fisioterapeutas, massagistas e a escambau. Aí, no fim da temporada, ele ganha três torneios seguidos, sendo dois sem maior importância, perde nas quartas de Paris e estoura a virilha no 1º jogo do Masters dentro da sua casa. Quem ele vai despedir??

Autor: Tags: , , , ,

quarta-feira, 23 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 00:31

Orgasmo de gala

Compartilhe: Twitter

Imaginei mesmo que o Blog estaria repleto de federistas e sentindo a ausência dos nadalistas. Quando esses dois excelentes competidores se encontram é quase sempre a mesma coisa. A pequena diferença é que hoje os fanáticos pelo espanhol não encontraram muito espaço para contra atacar – assim como seu ídolo.

E o que aconteceu hoje?

Comecemos pelo fim, que na verdade é o começo – quase sempre se começa pelas desculpas.

O Nadal não conseguiu apresentar o seu melhor tênis, por razões próprias. Não vem jogando bem, como escrevi antes. No entanto, como em todas as partidas de tênis as desculpas são para “losers”. Se Nadal tinha problemas, problema dele.

Isso colocado, vamos ao que interessa.

Nada de grandioso acontece sem uma somatória de variáveis.

A partida começou parelha, com ambos tentando se impor e impor seus jogos.

A partir do 3×2, com a primeira quebra, a casa caiu. Com a vantagem, Federer se inspirou, abriu os poros  e deixou a confiança brotar. Do outro lado, Nadal encolheu.

Imagino que Federer entrou em quadra sabendo que tinha uma oportunidade diferenciada. O piso um aliado, dois títulos consecutivos e um adversário fragilizado.

A diferença? Poucas vezes vi o suíço tão focado em seu jogo e, não menos importante, talvez mais – pelo oponente e pelo histórico – em sua tática. Sim, ele, o indisciplinado taticamente desta vez estava tão a fins de vencer que resolveu fazer uma exceção.

Foi uma visão e tanto assistir um dos maiores talentos da história jogando como se não houvesse ninguém do outro lado. Porque foi isso que pareceu. Federer entrou na viagem, “in the zone” e jogou como se estivesse em um wii game. No oponent. No distraction.

O suíço grudou no revés do espanhol como um carrapato e, com a velocidade da bola e da quadra, não permitiu que este fugisse para bater o drive e sair da situação incomoda. Se a bola do espanhol ficava curta, crau. Pra lá e pra cá. Se conseguia alongar, o suíço não se afastava e ia para o bate pronto – só no instinto.

Chegou a um ponto, logo no início de segundo set, após, novamente, a primeira quebra, que o dique se abriu e Federer entrou de vez no orgasmo cósmico que de vez em quando o tenista é permitido experimentar. Começou a ir para todas as bolas, até para vencedoras de esquerda na direita do oponente. Massacre. Um orgasmo de gala.

Até o fã incondicional federista Dacio Campos viajou. Acreditou que Federer poderia ter pena, e ceder um mísero game no fim do set em respeito ao oponente. Deve ter se esquecido do quesito final de um “vencedor”. Algo que, por vezes, Federer pecava – o instinto matador.

Hoje o rapaz estava com o sangue nos olhos, a “swiss knife” nos dentes. No mercy. No survivals. Ou alguém supôs que ele esqueceu todas as vergonhas que o espanhol já o fez passar em quadra? Aquele 6/0 não escaparia. Nem ………..

Federer adentrando para uma apresentção dos sonhos

Autor: Tags: ,

terça-feira, 22 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 10:14

Federer x Nadal

Compartilhe: Twitter

Hoje tem mais um Federer x Nadal, a maior rivalidade da ultima década e uma das maiores da história. Os dois já se enfrentaram 25 vezes com 17 vitórias do espanhol e 8 do suíço.

Eles não se enfrentam desde Roland Garros 2011 e os ultimos 3 confrontos tiveram a vitória de Nadal.

É a primeira vez que se enfrentam sem que um dos dois seja o #1 do mundo!

Nadal tem 25 e Federer 30 anos. Nadal é #2 e Federer #4.

Federer tem 69 títulos e Nadal 46.

Nadal corre atrás do seu primeiro título no ATP Finals, até porque Federer não tem dado muito espaço com seus 5 títulos, feito que divide com Lendl e Sampras – o que mostra que os grandes vêem esse título com orgulho e carinho.

O momento é de Federer, que vem de dois títulos seguidos e está querendo mandar uma mensagem a seus rivais sobre a temporada de 2012. Nadal vem sofrendo com falta de ritmo e outras cositas más. Mas quem aposta contra o espanhol?

O jogo acontece lá pelas 18h com transmissão da SporTv

Federer x Nadal – a rivalidade inteligente e interessante.

Autor: Tags: ,

sexta-feira, 11 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 00:58

A sexta-feira em Paris

Compartilhe: Twitter

A sexta-feira parisiense promete ser um prato cheio para os fãs do tênis, o que me faz pensar onde eu iria jantar se lá estivesse. Seis dos oito melhores tenistas da temporada estarão em ação. É tênis para todos os gostos.

O evento está totalmente em aberto, apesar de que tenho cá o meu favorito ao título. Deixemos claro; meu favorito tecnicamente, porque favorito emocional não tenho.

Pelo andar da carruagem os tenistas que tem mostrado mais chances de vitória neste ultimo Masters 1000 são Andy Murray, Roger Federer e Jo Tsonga. Desses o meu “favorito” ao título é o mala escocês. O cara está jogando muito, está confiante e tem o foco de se dar bem em Londres, jogado em duas semanas.

Roger adoraria vencer Paris depois de nove tentativas. É curioso que ele nunca tenha passado das semis nas quadras rápidas de Bercy. Bem curioso. Ele diz que está “fresh”, ou seja; está disposto, cheio de energia, com tezão de jogar. E de ganhar um título, imagino, já que não foram muitos esta temporada. E os franceses o adoram – o mesmo não dá para dizer sobre Murray; o cara é britânico, o que não ajuda, além de não ter nadinha do charme que os franceses esperam de quem quer que seja.

Vale lembrar que Federer e Murray, teoricamente, se enfrentam nas semis.

Tsonga joga em casa – isso diz tudo. Os franceses adoram torcer por franceses – uma postura que os tenistas americanos criticam no seu público. Tsonga vem jogando bem, gosta de jogar para o público, e tem um tênis que pode, incomodar qualquer um e, em um bom dia, bater quem quer que seja. Óbvio que para satisfazer seus desejos e de seu publico, Tsonga terá que bater Djokovic hoje, pelas quartas de final, tarefa nem um pouco fácil. Mas o sérvio ainda não jogou bem em Paris – sua vitória sobre o compatriota Viktor foi mais por conta deste do que o inverso. Mas, nesta temporada, você tem que ter um certo desprezo pelo dinheiro para apostar contra Djoko. Veremos.

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 8 de novembro de 2011 Tênis Masculino | 01:37

Legal!

Compartilhe: Twitter

Foi legal ver Roger Federer ganhar em casa. Primeiro porque fazia tempo que ele não ganhava nada – 10 meses. Acho que não deve ser nada bom para a mente de um ubber-campeão passar por essas privações. Além disso é legal o vendo fazer questão de ganhar em casa. Campeão que é campeão ganha em qualquer lugar – mas acima de tudo em casa. E pela quinta vez!

Mais legal ainda foi a vitória do espanhol Marcel Granoller, também em casa, em Valencia. É o 3º de sua carreira, o 2º nesta temporada (Gstaad), sendo que no ano passado já tinha batido na trave em Valencia. Granollers é um mágico que vem se transformando em um esforçado e, finalmente, um tenista. A sua melhora tem sido gritante. Uns 3 anos atrás eu não dava dois tostões furados por ele e menos ainda para o seu revés que “não tinha ninguém em casa”. Direita ele sempre teve – era o seu ganha-pão. Melhorou barbaridade seu ponto fraco, continuou jogando bem as duplas e melhorando seus voleios – ele sacava e ficava atrás nas duplas! Hoje ele se vira muito bem junto à rede, surpreendendo seus adversários atrás de sua direitaça. Adoro ver um tenista sair de sua zona de conforto, explorar seus limites, melhorar e surpreender os adversários. Aos 25 anos Granollers ainda tem mais para apresentar, apesar de suas limitações técnicas.

Estava no Clube quando acompanhei a “derrota” de Djokovic para o Nishikori. Duas coisas: o japonês vem melhorando a olhos vistos – sua maior confiança está visível. Deve estar “a faturando horrores no Japão – sua off season será bem busy off court.

A segunda: como dizem, maus hábitos são duros de esconder. Depois de tantas vitórias, em um ano que se tornou histórico, o velho Djoko mostra que ainda não esqueceu como se milonga uma partida quando vê que vai perder. Aquele 3ª set contra o japa foi uma coisa feia. Está machucado sai da quadra. Se permanece, que não fique usando isso como desculpa. Perder um jogo e ficar contando pra todo mundo que está dodói e na semana seguinte voltar para a quadra é uma tendência que apareceu no tênis atual e que os tenistas de antigamente prefeririam morrer a fazer.

Autor: Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 8
  3. 9
  4. 10
  5. 11
  6. 12
  7. 20
  8. Última