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Posts com a Tag Roger Federer

sexta-feira, 25 de março de 2016 Sem categoria | 18:08

Ducha fria

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Um banho de agua fria, foi a descrição mais ouvida, vinda do público. O zumzum começou logo depois de Federer fazer seu aquecimento, que foi breve. Bem breve.

 

Logo depois chegava a notícia de que o monstro abandonava o confronto contra Del Potro. A maior parte do publico descobriu quando outro argentino, Zaballos, entrou em quadra e nao Federer. Teve gente que só veio do Brasil pra ver o torneio porque o suíço confirmou a presença!

 

Uma coisa eu escrevo. Pior do que a ausencia de Federer é ver Del Potro jogar, totalmente incapacitado de bater aquele revés maravilhoso que pegava na subida, cobria a bola e acuava o oponente. Hoje é só slice. Fico até constrangido de ver o adversário jogar seguidas bolas ali – imagino que eles fiquem também. Será que um dia vai melhorar?

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terça-feira, 12 de novembro de 2013 Copa Davis, Masters, Tênis Masculino | 15:31

A diferença

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Pelo andar da carruagem Rafael Nadal corre o risco de um dia encerrar a carreira sem vencer o Masters. O evento nao tem o peso de um Slam, nem de longe, mas tem sua importância. A pegadinha é que ele é sempre jogado indoors e em quadra razoavelmente rápida. Alguns anos atrás, o Tio Toni já falava cobras e lagartos a respeito da escolha do piso, quando o evento ainda era na China. Agora, com Rafa já crescidinho, é o tenista que acusa a ATP de “nao deixá-lo ganhar o Masters”. Isso porque os caras nao colocam o evento em algum piso mais lento, o que ficaria mais a seu feitio.

É um pouco de cara de pau do espanhol. No saibro é que nao vai rolar, nao nessa hora da temporada. Após mais uma choradeira iberiana Federer afirmou que do jeito que está, está de bom tamanho, nao deixando a conversa se alongar. Fora que o evento em Londres é fantastico. E o Rio queria traze-lo para cá. Com a quebradeira do Eike ficou ainda mais impossível. O evento está definido que fica em Londres pelo menos até 2015, meses antes da nossa Olimpíada. É mais uma chance que perdemos.

O espanhol anda sem sorte, pelo menos nesse assunto. Se antes era Federer que nao lhe permitia ganhar, agora ele tem novo carrasco nas maos de El Djoko. Quando a quadra é rápida o espanhol ainda faz milagres, mas sempre fica faltando um.

Se antes era difícil bater o suíço, agora o sérvio tem o edge a seu favor. Nadal reclamou que o saque foi a diferença na final. Foi uma das. A diferença mesmo todos sabem, mas o espanhol nao vai ficar falando publicamente. Aquele revés com as duas maos, pegando o “ganchao” na subida e distribuindo para os dois lados da quadra é o que desequilibra a partida e a correria do espanhol. Ele deve ficar louco da vida com aquele antídoto ao seu melhor golpe. É mané, todos temos nosso algoz.

Desta maneira ficou bom para Djoko e Nadal, que deve ser, mais uma vez, a grande rivalidade de 2014. Nadal teve uma temporada inesquecível, especialmente após a contusao do ano passado, e Djoko conseguiu ter uma ótimo segundo semestre, coroando-o em Londres. Os dois vao chegar à Austrália hiper confiantes. E o sérvio ainda tem a final da Copa Davis, o que deve lhe dar ainda mais alegrias e confiança. A Sérvia é a favorita contra a Rep Checa, inclusive por jogar em casa.

 

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013 Tênis Masculino | 00:28

Bom de análise

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Sao 22 derrotas e 10 vitórias de Roger Federer contra Rafael Nadal. Entao alguém ainda vai ter que me explicar, e convencer, de como fica a história de melhor da história. Mas isso é uma outra história e também nao tira os inúmeros méritos de Roger Federer, o maior deles sendo que o rapaz conquistou tudo que conquistou jogando um tênis elegante e de uma maneira que nos “engana” a todos nós tenistas – ele nos faz crer que é fácil jogar tênis.

Mas ele foi derrotado em dois sets e assim nao dá para escrever um Post só de elogios para esse fenomenal tenista que vive o crepúsculo de sua carreira de forma brilhante, como pudemos ver novamente na partidaça em que eliminou o assanhado argentino Delpo que, pelo tênis que vinha jogando, deve ter pelo menos sonhado em levantar o troféu em Londres.

E qual a crítica que tenho para fazer a Federer? Pensando bem é um pouco de cara de pau fazer crítica a Federer. Mas tenho que escrever um Post e o que me veio a cabeça é repetir o comentário que fiz à minha mulher durante a partida e que repeti à noite comendo uma japa com a família após pegar o maior sol durante a tarde. Deixo claro que é uma família de tenistas e sofasistas por alí nao há.

A crítica, e já tive a oportunidade, mais de uma vez, de fazê-la, é de Federer ser um tenista de muito pouca disciplina tática para um jogador de sua estatura. Às vezes chega a ser inacreditável o quanto.
Primeiro set, jogo parelho, Rafa tendo sua conhecidas dificuldades com as quadras mais rápidas e, por isso, errando mais do que seu normal. Mesmo assim ele chega ao ponto de sacar para o set no 5×4. O que Federer faz? Esquece o negócio de ficar retocando o topete, se concentra na tática e joga exatamente como um bom técnico desenharia na prancheta para ele vencer o espanhol. Nao deu outra – quebrou o Rafa, deixando tudo igual.

E o que faz o Boniton no game seguinte? Volta à sua galhardia que tange a galhardia que tange a soberba, joga fora a tática e passa a jogar como se tivesse do outro lado da quadra algum tenista de Futures. A coisa foi tao ridícula que chegou a ser bisonha no 15×15 quando o Boniton teve uma bolinha no meio da quadra, com Rafa caído para o lado esquerdo da quadra, e Federer decidiu jogar a bola mais juvenil da partida; um slice bem do sem vergonha, que picou no meio da quadra e na direita! do espanhol. A única possibilidade de ganhar o ponto ali era se o Rafa decidisse parar a bola com a mao, tamanha a surpresa pelo golpe. Como o espanhol nao é dado a cortesia tais em quadra, meteu-lhe uma passada na cruzada que deve ter deixado Roger sem saber de que lado passou. Dois pontos depois estavam ambos sentados em suas cadeiras onde Rafa teve tempo de repensar o valor do primeiro saque na quadra e acabar com o set. Porque a partida acabou naquele 15×15.

Após a partida Federer deu, pra variar, a sua manjada chorada de quando perde – especialmente para o Animal. Ele menciona o quanto fica surpreso e ver “o quanto Nadal joga bem, mesmo jogando tao atrás da linha de fundo. Mas esse é o tênis de hoje e parabéns a ele”. Aí vem a choradeira. “O fato de Nadal ser canhoto e ser tao consistente muda o padrao de meu jogo. Se você olhar a minha partida contra Delpo é um jogo totalmente diferente e tenho que fazer muitos ajustes para enfrentar Nadal. Nao é desculpa, mas o que acontece. Já ele joga igual, independente do adversário. Eu tenho que me adaptar”.

Ótima análise. Podia até escrever um Blog. Mas o fato é que ele é um jogador, e segundo ele mesmo deve mesmo acreditar, o melhor da história. Sua análise praticamente é uma confissao que nao é bem assim.

Das duas uma. Ou ele tem o tênis para vencer qualquer um com o tênis que joga, como diz que faz Nadal, ou teria que ter a humildade de se adaptar para enfrentar o maior rival. O que ele nao faz, e por isso seu blog já nao seria tao bom, é dar o devido crédito ao espanhol, que faz sim ajustes necessários, além de manter uma rigidez tática de deixar qualquer técnico sonhando acordado, tanto quando exigido pelo piso como pelos adversários. Só que ele faz mesmo, sem a menor cerimônia e sem o menor sinal de orgulho ferido. Ele faz para ganhar e ganhar ele faz.

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013 História, Tênis Masculino | 20:02

Prioridades

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A maior novidade da semana é Rafael Nadal voltar ao topo do ranking mundial, de onde saiu em Julho 2011. Já era esperado e era uma das prioridades do espanhol. O outro lado da moeda é que existe uma chance, não tão remota, de que Roger Federer fique fora do Masters de Londres.

Esta semana Nadal joga em Xangai e tenta ser o 1º tenista, a vencer seis Masters1000 em uma temporada. É bom lembrar que esse negócio de Masters 1000 já mudou mais de nome e de torneios do que eu de canal com o controle na mão. Este ano ele está com 29 vitórias e uma única derrota nos Masters1000. Não dá para colocar um adjetivo nisso, mas explica porque de ele voltar ao topo do ranking. Além disso, venceu dois de quatro Grand Slams. Ainda acho que os cinco títulos de seis nos Masters 1000 são mais impressivos. Em Julho, o falastrão Ivan Lendl dizia, para quem quisesse ouvir, que o pupilo MalaMurray era o melhor da temporada. Sei.

Federer, com 3055 pontos, caiu para 7# do ranking. Seu companheiro Wawkinka (2970), os franceses Gasquet(2950) e Tsonga(2650) e Raonic ( (2680) estão em seu cangote. O suíço se classificou pata todos os Masters Cup (outro evento que muda de nome adoidado) desde 2002. Imagino que ficar de fora deste ano estragaria as férias do Bonitão. Eu sei que o rapaz não deve mais ter grandes sonhos de voltar a ser #1 do mundo – se perguntarem ele dirá que sim – mas também não deve fazer parte, ainda, de seus planos de sair da matilha dos cachorrões.

Ontem ele declarou que está voltando à forma. Não duvido que jogue bem em Xangai – os chineses o adoram e a quadra por lá é sempre rápida, o que lhe ajuda bastante. Mas o fato de aceitar jogar duplas com o chinês Ze Zhang, atual #271 em simples e #438 em duplas, diz claramente que as prioridades do topetão estão mudando. Ao mesmo tempo em que não é difícil pensar que os chinas podem ter-lhe dado um pato de Xangai estufado de verdinhas para tal condescendência, Roger pode simplesmente estar abraçando com mais fervor a causa de embaixador do tênis mundo afora. E esse tipo de ação pode fazer maravilhas pelo esporte e os tenistas quando estão priorizando os resultados tendem a ficar longe delas. Vamos ver o que mais virá pela frente.

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quinta-feira, 19 de setembro de 2013 História, Porque o Tênis., Tênis Masculino | 14:47

E a pimenta?

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O assunto já foi tema de mais de um dos meus Posts. Nos comentários na TV eram ainda mais frequentes. Imagino que qualquer pessoa que acompanhou o tênis nas ultimas décadas deve pensar da mesma forma.

O tema virou assunto novamente por conta de recente artigo escrito por Pat Cash para um jornal. Cash, australiano que venceu Wimbledom era um tenista quase que exclusivamente de saque/voleio. Sempre flertou com a contra mão – dentro e fora das quadras, durante e após a carreira. Sempre foi visto como um crítico. Às vezes sem razão, às vezes com.

Com todo o tato que os anos lhe concederam, ele agora critica a homogeneização do tênis, salientando que jogadores como Nadal e Djokovic têm, no entanto, inúmeros méritos – físicos, técnicos e mentais. Porém, apresentam um tênis unidimensional, sem nuances, colado no fundo da quadra.

Não sei mais onde as palavras de Cash terminam e onde começam as minhas, já que vemos a mesma coisa, sem que o assunto me incomode tanto quanto a ele.

O tênis mudou muito nos últimos anos. Essa mudança maior começou, como já escrevi e falei inúmeras vezes, com a parceria de Mark Miles, como presidente executivo da ATP e o tenista Alex Corretja, como presidente da ATP.

Na época, o tênis beirava o precipício do ponto decidido em uma ou duas bolas. O saque era o grande diferencial e o Tênis era um jogo de muito saque, muitas devoluções, certas ou erradas, poucos voleios e quase nada mais, durante boa parte da temporada, com exceção da temporada sobre o saibro. Era a dominância da cultura tenistica americana. Corretja foi o primeiro presidente fora da área de influencia dos americanos e o pessoal de fora tinha suas próprias ideias sobre o circuito há anos.

A partir dessa parceria o tênis toma outra forma. Os pisos são equalizados para serem mais lentos. As quadras de carpete começam a sumir do circuito. São substituídas, quando no circuito indoors, que ia de Setembro a Abril na Europa e EUA, por pisos semelhantes aos já mais lentos pisos duros. Isso foi minando o reinado dos sacadores/voleadores e homogeneizando o tênis.

Ao mesmo tempo, os tenistas ficam mais fortes e, principalmente, mais rápidos, cobrindo melhor o fundo da quadra. Os golpes de fundo vão ficando mais técnicos e muito melhores, a esquerda com as duas mãos vira quase que padrão, dá qualidade ao contra ataque, dificultando a vida do voleador.  As raquetes e os encordoamentos facilitam a vida dos tenistas desse estilo. Isso faz com os tenistas que estão sendo formados foquem seus arsenais no jogo de fundo, sacrificando o de rede. Tornam-se “cegos” junto à rede. Os singlistas jogam menos e menos duplas e tem cada vez menos contato com a rede e os voleios. E, quando jogam, vários, como, por exemplo, Nadal, sacam e ficam atrás. Em pouco mais que uma década o tênis mudou radicalmente.

Hoje o padrão são Nadal, Djokovic, Murray etc. Federer, por outro lado, era um verdadeiro “all around”, sem dúvida a razão maior de ser tão querido por quem acompanha o tênis a mais tempo. No entanto, para sobreviver, teve que se adaptar. É só entrar no You Tube e assistir a vitória dele sobre Sampras em Wimbledon, o canto do cisne do Tênis multifacetado. Nadal, Djoko etc nem em sonhos podem ter uma vitória como aquela.

Ficou chato? Eu não diria isso. Ficou menos interessante? Não necessáriamente. Ficou menos emocionante. Não.

Mas, eu digo, sem pestanejar, falta algo. Falta alma. Falta variação, a pimenta.  Falta a essência do tênis, que é o que o voleio sempre foi, até porque foi criado para jogar na grama, onde o quique é péssimo. O melhor cenário seria a volta da cultura do voleio, sem perder o que se melhorou e se ganhou no fundo da quadra. Um tenista mais completo, que pudesse ir à rede com mais frequência e sem temores. Até porque seria melhor voleador do que se vê por aí. Imaginem os confrontos de estilos dentro de uma mesma partida.

Tenistas que investissem e, consequentemente, melhorassem o jogo de rede, para chegar aos padrões atuais do fundo de quadra. Tenistas que desenvolvessem o instinto de para aonde vai a passada e desenvolvessem a “mão” para acariciar uma bola junto à rede, com um Stepanek, um dos últimos moicanos, sabe fazer – talvez a razão de seu sucesso com as tenistas(atualmente está namorando a Kvitova).

Hoje os caras deixam passar bolas que a minha avó não deixaria passar, simplesmente porque não acreditam que possam colocar a raquete. Talvez pior; tenham receio de colocar e não saber o que fazer. Ao primeiro erro se acovardam e só voltam naquela direção para trocar de lado.  Aquele Isner é um aborto da natureza; tem mais de 2m, não sabe volear e as bolas passam por ele como se não tivesse envergadura ou reflexo junto à rede. Imaginem se soubesse.

Deixo aqui a mensagem. O tenista do futuro, se Deus for benevolente com os fãs do esporte dos reis, será rápido, veloz e ágil junto à rede, como hoje o são no fundo da quadra. Poderá até ser alto, mas não um poste. Terá voleios na mesma qualidade dos atuais golpes de fundo – e eles nunca foram tão bons na história do tênis. Saberá equilibrar o uso de ambas as qualidades para formar um atleta mais denso, rico, empolgante, surpreendente, emocionante. Eu mereço ser feliz.

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terça-feira, 3 de setembro de 2013 Sem categoria | 00:46

All things must pass

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All things must pass, já dizia George. E ele já parodiava, entre outros, Mateus. Há mais de um ano eu escrevi que os fãs que se preparassem para novos tempos no tênis, estes sem Roger Federer. Foi bom, muito bom, enquanto durou. Ainda vai ser legal por um tempo, um tempo que nem ele sei se sabe qual será.

Esta temporada Roger fez suas apostas – ficando longe dos torneios um tempo surpreendente – e a aposta não vingou, pelo contrário. Talvez ele já soubesse de suas limitações físicas – e não há razão para ficar divulgando essas fraquezas.

Jogar tênis é como andar de bicicleta, ninguém esquece. Porém, para jogar competitivamente, em um padrão de qualidade que o mundo se acostumou a ver em Roger Federer, e contra os adversários soltos por aí, é preciso físico privilegiado. E isso Roger, que sempre se esmerou no quesito, bem mais do que lhe davam crédito, não tem mais.

A derrota do suíço para o espanhol Tommy Robredo pode ser caracterizada como uma surpresa – este tanto ainda devemos a Roger. Mas ninguém pode dizer que foi imprevisível e fora do radar.

Acima de tudo convenhamos e não esqueçamos – apesar do foco estar no bonitão, Robredo jogou o fino do fino, do começo ao fim e tem mais ver com o resultado do que Federer. É que a gente sempre espera uma mágica do Houdini. O espanhol vem jogando muito bem faz algum tempo e mostrando, após ter ficado longe do circuito por um tempo, que ainda tem muita disposição para competir. E, imprescindível para seu estilo, com muito gás e pernas – lembrem-se de suas “viradas” em cinco sets em Roland Garros, e como se moveu para bater o suíço ontem. Mas, não custa lembrar, ele é somente 9 meses mais jovem do que Federer. Será que isso pode ser uma inspiração para o topetudo?

O que nos fez pensar como Federer vai lidar com essa fase de sua carreira. Terá cabeça para lidar com as adversidades e novidades? Isso ele não tem demonstrado nos grandes momentos, que pra ele são os Grand Slams.

Se olharmos com frieza, cada GS que passa mais difícil fica para ele acrescentar outro título no seu currículo. Nos últimos três GS perdeu para tenistas fora dos Fab4, que era o máximo que lhe acontecia. No penúltimo para um tenista fora dos top100 e neste ultimo fora dos top20. Mas, lembrem-se de dois detalhes. Pete Sampras estava fora dos top10 quando venceu seu ultimo GS, aos 31 anos de idade – e ele não tinha o preparo físico do Federer, e nem adversários com o físico dos adversários do suíço. O ultimo detalhe é que nunca enterrem um grande campeão antes da hora.

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terça-feira, 27 de agosto de 2013 Sem categoria | 10:48

Ovos

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O publico do U.S. Open em New York é conhecido por ser tanto participativo como conhecedor do esporte. Por ali muito tenista, mesmo que pangarés, e poucos sofasistas. Por isso, quando eles berram algo das arquibancadas é bom ouvir.

A americana Sloane Stephens, tenista negra louca para roubar o lugar de Serena Williams, com quem já teve estresses pela imprensa, no tênis americano, passou por essa experiência na sua primeira rodada. Como a moça jogava muito mais para panga do que para pro, seus fas, ao menos fas do tênis americano, decidiram dar uma força para nao dizer outra coisa.

A moça declarou, mais para um desabafo, que tinha uns 75 técnicos na arquibancada. “Joga na direita dela”, “saca na esquerda”, “vai pra rede” e por aí vai. Mas teve um cara que realmente mexeu com ela quando, após perder o 10 set e estar cheia de gracinhas para perder o 2o, mandou um aviso alto e claro das arquibancadas: “se você nao se acertar aquela mulher vai pegar o seu prêmio de segunda rodada”. Como Sloane nao é ainda nenhuma Serena, pelo menos em termos de conta bancária, achou melhor “get it together” como sugeriu o “coach” das arquibancadas, que merecia pelo menos um novo ingresso, se nao um jantar, já que a diferença ali era de U$21 mil.

Enquanto isso, Serena, que vive uma nova fase na carreira, onde humilhar as oponentes é só uma continuaçao do mesmo, fez a campea de Roland Garros Francesca Schiavonne reavaliar a carreira ou a aposentadoria. Deu-lhe um 6/0 6/1 e pior nao foi porque deve gostar da italiana.

Roger Federer nem entrou em quadra por conta da chuva – hoje seria uma oportunidade dos organizadores falarem algo sobre o possivel teto da quadra central. Fora isso, o japanes Nishikori, cabeça 11 deve estar pensando de onde veio esse fantasmaço inglês Evans que lhe deu de chicote. Falando em surpresa, mas seria mesmo, o Gulbis perdeu do austriaco Maurer em 5 sets após liderar por 2×1. Eu ia escrever sobre a derrota do Thomaz Bellucci, mas achei melhor nao. O brasileiro, pelas suas caracteristicas emocionais, é um tenista que precisa estar confiante para jogar seu melhor. Como isso nao vem acontecendo, entra no processo do ovo e a galinha. E nao se faz uma omelete sem quebrar os ovos.

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Francesca nos ombros de um pegador de bolas.

 

 

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013 Sem categoria | 11:30

Carpe Diem

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Carpe Diem. Estou cada dia mais ciente da frase eternizada por Horácio, da qual faço a adaptação à minha realidade. Para quem não sabe o significado, é algo na linha de “aproveite o momento” e suas consequências filosóficas. Ontem à noite, enquanto me preparava para digitar esta coluna, minha mulher começou a assistir ao filme Sociedade dos Poetas Mortos, de 1989, e pensei imediatamente que valia uma reavaliada.

Como com frequência acontece, algo eu pesco para minhas analogias com o tênis. O filme arrisca menos na declamação de poemas do que eu lembrava e esperava, ao contrário de um “Shakespeare Apaixonado”, algo mais ao meu gosto no uso da poesia, especialmente a do mestre. De qualquer maneira é ótimo ouvir/ler Whitman e Trudeau, especialmente nos dias de hoje e ainda condenado a São Paulo.

O filme é ótimo em vários aspectos e sofre em outros. A história acontece em 1959, quando posso imaginar a vida em uma academia para garotos na tradicional costa leste americana. Os acontecimentos, em especial de um dos personagens, me levaram a pensar sobre o livro “Na Praia”, onde o autor Ian McEwan deixa claro que por pouquíssimos anos as razões que causaram o drama da história se tornariam inviáveis pelos acontecimentos culturais e sociais que mudaram o mundo nos anos sessenta. No filme, aquela rigidez de pais e escolas estava prestes a ser abalada pela revolução dos anos sessenta, algo sobre o que os poetas beatnicks já estavam escrevendo enquanto o pessoal ainda lia Trudeau na caverna, um poet/pensador que seria revigorado nos anos sessenta.

No entanto, Neil, o rapaz que queria ser ator, e não médico como insistia e ordenava seu pai tirano, não consegue lidar com a frustração de se ver enviado para uma escola militar e dali para estudar medicina em Harvard, e mete uma bala na cabeça. Achei apelativo, dava pra criar um drama sem essa covardia do personagem. Afinal, estudar medicina em Harvard não é o fim do mundo e em uns três anos, Neil poderia mandar seu pai catar coquinho e fazer o que quisesse de sua vida. Acabar com sua vida foi uma covardia que me chocou e não condiz com o que o filme prega.

Roger Federer deve estar vivendo algum tipo de crise ao se olhar na chave e descobrir que é somente o cabeça de chave #7. É pouco para quem passou quase uma década construindo a fama de ser melhor do mundo e deve ser uma certa angustia pensar em um futuro que não irá ficar melhor, pelo menos como tenista. Sentiu-se até obrigado a fazer uma declaração de que está em Nova York para vencer o torneio – não para participar, o que não disse. Afinal são pouquíssimos os que estão na cidade com essa real intenção – menos do que cabe na minha mão.

Apesar de alguns sofasistas ficarem todos assanhados ao pregarem o fim da era Federer, chamando-o de acabado e por aí afora, o suíço não se encolheu, não largou raquete, não ameaçou terminar a carreira e obviamente não meteu uma bala na cabeça. Está na cidade, para o que der e vier, até porque o que o separa de tais sofasistas é tanto a capacidade de realizar como a tranquilidade de quem já fez. E o que vem por aí é uma série de jogos que poucos anos atrás não lhe desmanchariam o topete, mas que hoje em dia não dá mais para apostar. É óbvio que será triste e um desapontamento vê-lo partir pelas mãos não tão talentosas de um Zemlja, Giraldo, Querrey, Nishikori, Robredo ou mesmo um Tomic, todos em seu possível caminho para pegar Rafa Nadal ainda, quem diria, em uma quarta de final. Isso se o espanhol passar por outros, incluindo o grandão Isner na oitavas.

A fila anda, o mundo muda e o tênis se recicla. Dos anos 50 para os 60 foi um ganho enorme e com uma série de consequências benéficas para todos. Não estou vendo, pelo menos ainda, como o mundo do tênis ficará melhor com as inevitáveis e imediatas mudanças.

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segunda-feira, 12 de agosto de 2013 Sem categoria | 13:56

Tanto com tão pouco

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Foi-se o tempo em que me surpreendia com Rafael Nadal. Atualmente eu mais me maravilho do que qualquer coisa. Afirmar quem é o maior tenista da história é um risco a acaba-se por ficar com o tenista com mais títulos significantes, o que não nos deixa nem um pouco mal servidos com Roger Federer. Mas o espanhol se encaixa com certa facilidade na minha denominação de o maior competidor/vencedor que eu já vi em uma quadra de tênis e, após mais de cinco décadas, posso dizer que já vi bastante deles.

É um mágico. Insisto em dizer que seu arsenal técnico é limitado, mesmo se comparado somente com o de muitos que ainda estão por aí. E insisto que ele melhorou bastante em vários quesitos técnicos através de sua carreira, novamente por conta de sua postura e determinação. Mas ele traz para a quadra algo tanto subjetivo e abstrato quanto real e tangível. É o rei do paradoxo.

Ninguém consegue ganhar tanto com tão pouco. E olhem que temos atualmente exemplos como o de Ferrer e Hewitt, que já foi #1. Não é à toa que Ferrer é um tremendo freguês de Rafa. O rapaz sabe que tem pela frente um adversário que lhe é superior exatamente naquilo que ele, Ferrer, é superior a todos os outros tenistas.

Eu assisto as partidas de Nadal e logo no primeiro ou segundo game estou rindo sozinho. O cara faz coisas inexplicáveis, vencendo pontos não se sabe como, sempre pronto para tirar mais um coelho da cartola quando ninguém mais acredita que outro pernalonga irá aparecer. Não creio que precise me alongar – todos que gostam de Tênis sabem a que me refiro. Há algo em seu interior que faz com que saia por cima nas situações mais bicudas.

Esse evento em Montreal foi só mais um exemplo. O espanhol foi mais cedo do que o normal para as Américas, uma semana antes de sua primeira partida, procurando um pouco mais de ritmo, treinando com seus adversários, buscando um bom início de temporada nas quadras duras. Como dizem, “a vitória ama a preparação”.

Dois detalhes sobre sua conquista do 25º título de Masters 1000. Da semifinal contra El Djoko ressalto um momento. O tie break do set final. Na primeira bola Rafa já foi pro pau e não parou mais. Enquanto o sérvio tentou administrar o TB, o espanhol assumiu o risco e foi para as bolas. Típica atitude de tenista audaz, confiante e com tática definida. Ele sabia exatamente o que tinha que fazer naquela altura da partida. A sua técnica e confiança fizeram o resto. Djoko só foi mudar sua postura no match point. Tarde demais. Rafa na final.

Milo Raonic deve ter se sentido satisfeito, culpado e intimidado na final. É muita emoção ruim em quadra para quem tem Nadal do outro lado da rede. Sabendo como essas coisas funcionam, o espanhol foi agressivo desde o início, especialmente com as devoluções, sabendo que se controlasse o serviço do “garfo” canadense pouco restaria para o incomodar. Aquilo que o publico local esperava que fosse um verdadeiro duelo, acabou sendo mais um capítulo na carreira do tenista que mais sabe surpreender adversários e público.

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013 Sem categoria | 17:15

Bobagens

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O pêndulo do circuito vai todo para a América do Norte a partir de 2a feira, quando os cachorroes desembarcam em Montreal, a cidade de sotaque francês do Aberto do Canadá. Imagino que Rafa Nadal tenha um carinho especial pela cidade, onde ganhou seu primeiro Masters1000 em quadra dura, em 2005, batendo Andre Agassi na final, um marco em sua carreira. Após a partida o espanhol repetia: agora sei que posso vencer também na dura – mal sabia ele, e os outros. Até por isso desembarcou por lá com uma semana de antecedência do dia que deve estrear na chave de simples, o que deve acontecer só lá pela quarta feira. Mas antes disso ele terá a oportunidade de treinar bastante com colegas de trabalho e jogar o torneio de duplas para pegar ritmo de jogo.

Quem nao vai a Montreal é Federer, que nunca ganhou por lá – só em Toronto, do lado inglês do evento. Talvez por isso. Os canadenses alternam anualmente o local do evento entre as duas cidades com a WTA. Para variar ele nao deu muitas explicaçoes de sua ausência – especialmente agora que, por conta da idade, nao é obrigado a jogar os Masters1000. Podem ser as costas. Pode ser a raquete. Pode ser que nao está a fins. Pode ser que ele diga a real, pode ser que nao.

Enquanto os cachorroes jogam o ultimo evento no saibro europeu em Kitzbuhl, chamosíssima vila, onde o Monaco e o Granoller fazem a final no sábado, e outro na capital americana, já nas quadras duras, outras notícias, desta vez sobre bobagens de tenistas, ganham as manchetes.

A primeira, sobre a qual tenho lido pouco, é que o croata Marin Cilic foi pego em um antidoping com excesso de glicose. Ele nem vem jogando desde Wimbledon, onde descobriu, porque já sabe que vai dançar. Quer usar este tempo para debitar do tempo que vai ficar no gancho. Pelo que sei é mais um que dançou por comprar produtos em farmácias comuns e acabou ingerindo algo contaminado. A notícia oficial deve aparecer em dias. Acho interessante como os tenistas ainda caem nessas armadilhas. Duvido que alguem vá-se dopar com excesso de glicose, que de qualquer maneira é proibido. Mas o assunto virou tanto uma paranóia como uma incógnita. É uma paranóia viver na corda bamba de ingerir algo proibido sem querer, por descuido próprio ou de quem está por perto. Assim como é uma incógnita o que realmente os tenistas estao tomando que fica aquém do proibido e que de repente passa dos limites, no que chamam de contaminaçao e nao necessariamente um doping proposital – ambos proibidos, só que com puniçoes diferentes. Faz bastante tempo que nenhum tenista top é pego por conta de algo que claramente era ingerido para aumentar a performance pontualmente. Sao sempre coisas em que o tenista vai tomando para ficar “melhor” como um todo.

Uma outra bobagem desta semana é sobre a russa Olga Pushkova, que alguns tarados consideram “hot”. A moça, em um destempero, deu um drive em uma bolinha que acabou acertando em cheio um juiz de linha que foi a nocaute. Pegou no joelho – tem coisas piores. Nao é a primeira nem será a última. Tim Henman, logo ele, foi expulso de Wimbledon por acertar um juiz de linha, logo no início de sua carreira – foi um escândalo e depois disso o inglês ficou pianinho. Fernando Meligeni foi expulso de quadra no Estoril por acertar uma bolada em um espectador. Só para lembrar de dois. Nenhum deles teve intençao, assim como a russa, o que nao impediu a desclassificaçao e a multa. É um segundo de bobeira para a casa cair e a carreira ficar chamuscada.

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Olga – foi sem querer…

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