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sexta-feira, 25 de março de 2016 Sem categoria | 01:26

Uma bela 6a feira no Aberto de Miami

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Da mesma maneira que se pode escrever que a jornada desta 5a feira foi fraquinha no Aberto de Miami, também se pode dizer que a de hoje, 6a feira, será ótima e imperdível.

 

A melhor do dia e que deixará, pela primeira vez, a quadra central lotada será entre Roger Federer e Del Potro, protagonistas de uma das melhores finais do US Open que já assisti.

 

Infelizmente, nenhum dos dois está em boa forma. O argentino ainda luta para encontrar sua forma. O pouco que o vi jogar chegou a me incomodar de tão chateado. Ele nao tem mais confiança no pulso esquerdo para bater o revés e, volta e meia, vai para o slice, algo que raramente fazia, o que o faz perder muito poderio. Vamos ver hoje.

 

Federer volta de sua primeira cirurgia. Em sua entrevista disse que o que mais o incomodou foi o emocional de passar por uma cirurgia – ele tinha a esperança de encerrar a carreira sem passar por uma. E contou que o click no joelho foi em casa, dando banho nas meninas, fazendo um movimento trivial.

 

Este é o primeiro torneio que ele joga após a cirurgia no menisco. Afirmou que tudo correu bem, mas que ainda nao sabe como o joelho irá reagir. Mas diz que se sentir qualquer incomodo no joelho sairá da quadra.

 

Será um jogo interessante e curioso entre dois dos tenistas mais admirados do circuito. Isso entre vários outros grandes jogos no dia.

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sexta-feira, 6 de julho de 2012 Tênis Masculino | 13:47

13.47h – 6a Feira

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Fico imaginando como ficam os sofasistas que se atrevem a torcer contra Roger Federer. Não é uma questão de torcer contra seus oponentes, como era hoje o excelente Novak Djokovic. É o quanto alguém tem que não gostar do Tênis para torcer contra um tenista como ele. Entendo alguém torcer para o adversário, mas não reconhecer a qualidade de um tenista que está perto de nos abandonar tem que ser algo bem triste. É algo na linha de subir no Corcovado, olhar aquela maravilha lá embaixo e ficar desejando que aquilo fosse um sertão.

Interessante que um confronto entre o #1 e o #3 do mundo não seja a atração principal do dia – esta sendo a partida do britânico Murray. O jogo também marca um recorde – é a 11ª vez que esses dois tenistas se enfrentam em um GS, passando Federer x Nadal e Lendl x McEnroe.

A partida foi realizada sob o teto retrátil, já que chovia em Wimbledon pouco antes do início da partida. Fica em aberto a especulação sobre quem levou vantagem com o fato. Isso entre os tenistas, porque vantagem mesmo levaram os fãs e os organizadores que, mais uma vez, tomaram seus chás e maltes cantarolando Yankee Doodle.

Os três primeiros sets da 1ª semifinal do dia foram jogados em um padrão delirante. Cada ataque era respondido com um contra ataque à altura. Nada de encolher o braço.

A partida foi decidida no hiato entre o 3×3 do 3º set e o 2º game do 4o set. Na segunda parte do 2o sets tiveram momentos brilhantes e emocionantes culminando com a vitória do suíço. Mas, partida foi definida quando o sérvio mostrou que sua confiança e cabeça não estão mais no mesmo lugar da temporada 2011. Sacando em 0x1, cometeu o erro fatal de perder o serviço, uma armadilha para lá de manjada. Pelo seu lado, o suíço, demonstrando reconhecer a importância do momento em sua carreira – pode voltar a ser #1 e passar Sampras em semanas como #1, algo que deve ter tirado seu sono durante um bom tempo, e abrir mais um título de GS de vantagem sobre os adversários como Nadal e Djoko. O rapaz levou a partida na ponta dos dedos como se tivesse em uma Ferrari.

Agora, espera o adversário que, pelo andar da carruagem, deve ser o escocês Murray. E aí, com quem ficará a torcida e quanto ela torcerá, descaradamente, pelo conterrâneo? Mas será que escocês é conterrâneo de inglês? Mas, antes ele tem que bater o francês Tsonga.

Eu sou o cara!

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sexta-feira, 8 de junho de 2012 Tênis Masculino | 19:02

Vontade

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Como escreveu o leitor Cambuí, onde vou arrumar inspiração para comentar a segunda semifinal? No mesmo lugar que arrumei para comentar a primeira?

Como escreveu o leitor Santos Dumont, eu esperava mais desse jogo.

 Mas aquele segundo set acabou com o Federer, e com o jogo.

Tem uma coisa, na verdade duas ou três, que o suíço nunca aprendeu em sua carreira. Que é pisar no pescoço de um adversário que ele coloca no chão – detalhe vital em um esporte tão competitivo e contra adversários que se recusam no chão ficar. Ter o game de saque para fechar o set, após perder o primeiro, contra um oponente do calibre de Novak Djokovic, e deixar a oportunidade escapar é suicídio tenístico. Ali o jogo começou a acabar; dois games depois acabou de fato. O terceiro set foi só para inglês, ou francês, ver.

Outra coisinha que o Federer insiste é jogar só intuitivamente – zero de tática. Contra um tenista intenso e de difícil vulnerabilidade é quase suicídio.

O Djoko falou bem. Os cacetes que tomou pelos anos afora, dos dois melhores da década, fizeram dele um tenista melhor. Tenista no conceito mais amplo da palavra. O sérvio mostrou que se não tem carisma e talento sobrando, compensa com muita vergonha na cara, determinação acima de qualquer suspeita, uma vontade inabalável de aprender e melhorar, e outras qualidades que deixo para outro momento.

Esta vontade é algo que falta ao suíço que, após alguns anos de dominância, deve ter se convencido que o que tinha bastava para mandar e desmandar pelos anos que lhes restavam de carreira . Está ai o sérvio adoidado, também, porque já tinha o espanhol tarado, para lhe botar o dedinho na carinha a dizer nananinhanão!!! Para ganhar desses caras, especialmente em quadras mais lentas, é preciso, além de tudo o mais, muuuuita vontade e determinação em quadra. Não largar osso até a última bola. Aproveitar as raras oportunidades. Jogar muito tênis.

Por ultimo, chegam à final de Roland Garros, o palco maior da terra batida, os dois tenistas mais fortes do circuito. Mais fortes não só fisicamente, mas, em especial, os mais fortes mentalmente. Nem Ferrer nem Federer tem a força mental que Nadal e Djokovic possuem. Dois tenistas com talentos e habilidades não mais do que razoáveis que conseguiram, graças a uma fantástica força interior, crescer como atletas a um nível onde transformaram o que lhes foi disponibilizado pela natureza, ou pelos deuses, em armas de uma qualidade que lhes permite subjugar os mais talentosos, e mesmo os mais fortes que, no entanto, ainda estão um pequeno degrau abaixo. Pelo menos em certas circunstâncias, como o saibro em baixa altitude ou a dura/lenta, e por um certo espaço de tempo, como atualmente. Mas, como deve estar pensando o Federer, na semana que vem vão todos para a grama – mas está é outra história. A de agora só termina no Domingo e com o que promete ser mais uma batalha épica.

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sexta-feira, 1 de abril de 2011 Tênis Masculino | 14:00

Torcicolo

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Quando começou a partida entre Roger Federer e Gilles Simno eu disse a minh mulher, sentada ao meu lado no estádio. Voce vai ver hoje o que é um paparra, ao seu comentário de que Federer deveria ganhar fácil a partida.

Após dois games, onde o francês ainda estava sem ganhar um ponto eu virei para ela e disse que havia algo com o rapaz. Durante o terceiro game, Gilles falou com o juiz de cadeira e eu disse a minha mulher; tem algo errado com esse cara. Pior ainda ficou quando eu vi que durante o atendimento, o fisioterapeuta seque colocou as mãos no rapaz. Aí sentenciei: o jogo acabou!

Federer levantou da cadeira, foi para o jogo, mas não passou da cadeira do oponente; Algo estava errado. Simon levantou e informou o adversário.

Após a partida, na entrevista, Federer estava todo falante, já que tinha tempo de sobra. Sua família – uma entourage de mães e sogras, irmãs, babás, carrinhos e crianças – passou por onde eu tomava meu refrigerante, o calor onde voltou a ser de rachar, se dirigiram ao elevador e de lá ao estacionamento, onde Mirka assumiu a direção.

Federer passou logo depois em direção a sala de imprensa onde ficou um tempo recorde. Pelo o que entendi estava fugindo, descaradamente, do seu técnico que queria que ele batesse uma bolinha. Afinal foram 10 minutinhos do jogo.

Simon abandonou por conta de um torcicolo, algo comum nos EUA onde calor lá fora e um freezer indoors, por conta de ar condicionado no máximo. Nesse país, quando mais fino o local mais gelado eles deixam. Não há pescoço ou gripe que resista. É ao contrário do Brasil: camiseta ao ar livre e casaco, pesado, indoors. Com Simon é um problema recorrente que volta e meia se agrava. A origem está na sua postura – vocês já perceberam o quanto ele tem as costas retas. Parece engessado para jogar.

Minha mulher, e a torcida do Corinthians, acharam um absurdo o abandono de Simon. Dizem que se não dá para jogar não entre em quadra – se dá para entrar tem que jogar. É um tanto radical.

Ele foi sonoramente vaiado pelo publico presente. Federer o defendeu, mas disse que entrou na mesma quadra que ele para aquecer, que foi quando Gilles sentiu, e não percebeu nada. Só achou, lembrando, que ele sacou pouco. O suíço confessou que em Indian Wells também ficou com o pescoço travado – maldito ar condicionado!

A dor dos outros nunca dar para medir. Como dizem, pimenta no rabicó alheio é refresco, se me permitem a expressão. Jogar com torcicolo é impossível. Aliás, isso me lembra que ainda tenho que contar aos leitores a minha infeliz experiência com o fato na Copa Davis que propiciou um tenista marqueteiro a sair mentindo deslavadamente sobre o assunto. Mas virá a tona.

O que Simon sentiu só ele sabe. Talvez a sua entrada em quadra tenha sido uma deferência ao publico, que não viu dessa maneira nem de longe. Talvez tenha sido exagerada, e o francês tenha feito a decisão considerando o adversário. Minha mulher diz que se fosse o Nadal ele jogava de qualquer jeito. Mas é torcedora fanática do rapaz, não conta.

Simon abandona a quadra sob vaias.

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