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Posts com a Tag robin soderling

segunda-feira, 18 de julho de 2011 Tênis Masculino | 11:32

Mornas

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Estas semanas de fim, e começo, de temporada, ficam um tanto mornas. Os jogadores, entre eles os quatro melhores, se recolhem, enquanto que outros vão atrás de algum dimdim e outras questões.

Com isso, surgem oportunidades que alguns sabem como cacifar. Foi o caso de Robin Soderling, #5 do ranking, que aproveitou para vencer em casa mais uma vez. O sueco tem agora 10 títulos, sendo quatro nesta temporada e dois em Bastad, o que sempre dá um gostinho diferente. Soderling começou bem o ano, deu uma descalibrada, inclusive por conta de contusões, e agora parece estar voltando à forma. É bom lembrar que ele é um all around player, pelo menos na questão dos pisos, e esta semana começa a temporada das duras na América do Norte.

O outro que soube aproveitar a oportunidade foi o espanhol Juan Carlos Ferreiro. Eu já nem arrisco dizer quando ele de fato abandonará as quadras, já que, seguramente, nem ele sabe. Aos 31 anos, uma das melhores direitas do mundo, ele sabe muito bem é ganhar jogos e com 16 títulos, Stuttgart foi o 1º em 2011, mostra tambem saber vencer torneios. De tempos em tempos surgem os boatos que estaria empacotando as raquetes, só para o ex-número 1 do mundo achar, mais uma vez, a motivação e o caminho ao pódio.
 
Este ano ele praticamente não jogou. Foram somente dois torneios – Barcelona e Madrid, o que mostra onde está a sua cabeça, apesar de seu afastamento ter sido por conta de um dos joelhos. Para quem não era sequer cabeça de chave e está, há tempos, com um pé na aposentadoria, foi uma semana dos sonhos, como ele descreveu. Mas há que se saber tirar proveito.

Quem mais surpreendeu foi Feliciano Lopez que, provavelmente, soube da aposentadoria de Marcos Daniel e foi à Bogotá jogar um Challenger de U$125 mil??!! Ganhou, lógico, perdendo só um set, até porque as condições da cidade totalmente favorecem seu estilo. Agora, porque ele, então #28 do ranking foi até Bogotá para jogar o que deve ser seu único torneio fora da ATP Tour e onde sequer podia se inscrever, só receber um convite, é algo que alguem teria que me explicar devagar e do comecinho para eu entender.

Foto encontrada amassada em vestiário londrino ao lado do armário de tenista britânico.

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quarta-feira, 1 de junho de 2011 Tênis Masculino | 16:49

A melhor

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Foi, de longe, a melhor partida de Rafael Nadal em Roland Garros 2011. Até o espanhol vinha pegando pesado na auto-crítica, dizendo que o tênis apresentado não era bom o bastante para vencer o torneio – a mais pura verdade desmentida hoje em quadra.

Sei lá qual foi a conversa com o tio/mentor. O fato é que o rapaz entrou em quadra hoje como se odiasse o adversário e a maneira como vinha jogando. É muita motivação junta. Desde o primeiro ponto. No fim do primeiro game eu dizia, na transmissão da ESPN, que o Animal não estava para brincadeiras hoje.

Soderling não teve espaço para se encontrar ou se entender. Apanhou do começo ao fim. Não se iludam – o sueco tem tênis para incomodar o espanhol. Mas não tem coração para tal.

De possível saco de pancadas, pelo que vinha apresentando, Nadal voltou, a ser o agressor. Tanto nos contra ataques como na iniciativa das agressões.

Se jogar assim as duas partidas que faltam, não serei eu que apostarei meu dinheirinho contra o Animal.

Não custa lembrar. Murray sabe como enfrentar Nadal. Além disso, corre por fora, longe das expectativas. É, de longe, a maior zebra entre os quatro semifinalistas que, alias, são os quatro melhores do ranking. Talvez esse fator, aliado ao fato que já esteve com os pés fora do torneio, na partida contra Troicki, possam tanto lhe tirar qualquer pressão como lhe acrescentar à confiança.

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segunda-feira, 25 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:39

A semana

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Começa hoje em Belgrado a temporada de Novak Djokovic sobre a terra. O torneio é da família Djokovic o que, em circunstâncias normais, poderia ser considerado um conflito de interesse. Em tempos atuais é visto como um investimento da família no esporte sérvio. O torneio é um evento secundário que consegue arregimentar uma chave bem mais forte do que qualquer torneio latino americano. São sérvios, espanhóis, japoneses, argentinos e até o brasileiro Ricardo Melo que enfrenta na 1ª rodada o americano Isner. A semana em Belgrado serve para a torcida sérvia matar as saudades do melhor tenista do mundo da temporada, e homenagear os atuais campeões da Copa Davis das mais diversas maneiras.

Thomaz Bellucci passa a semana em Lisboa jogando nas quadras do Estoril. O torneio, sempre restrito, são três eventos na Europa na mesma semana, mas sempre arrojado, desta vez levou Soderling, Verdasco, Tsonga, Simon, Raonic, Del Potro entre outros. É uma bela chave para as circunstâncias e uma grana preta em garantias. É um belo lugar, incrustado entre Cascais e Sintra, oferecendo um charme especial aos tenistas. O evento ganhou, em 2010, o Prêmio de Marketing da ATP, o que demonstra os esforços de João Lagos, dono do evento, e ajuda assegurar a participação dos patrocinadores.

O torneio de Munique é um evento acomodado, que nunca teve ambição de crescer, mas que prossegue sólido como as montanhas próximas à charmosa cidade bávara. O torneio existe desde 1900, o que deve deixar sofasistas de cabelo em pé e é realizado no Clube Iphitos desde 1974. O pessoal que aparece por lá é outro. Davidenko, Youzhni, Wawrinka, Cilic, Kohlschreiber, Stakhovsky. É a turma do lado de lá. As quadras são pesadas para danar, uma característica local, até pelo clima molhado. Só tem um latino americano inscrito e nenhum espanhol, uma raridade no saibro.

Duas boas notícias para o tênis brasileiro na semana passada. A nova conquista de João “Feijão” Sousa. O rapaz venceu o Torneio de Santos, o que o levou ao 148º lugar do ranking. É mais um respiro que os torcedores do tenista paulista dão na expectativa que uma hora o rapaz consiga engrenar, pegar confiança e começar a conquistar as vitórias que seu talento possibilita.

A outra é o fato de que Andre Sá igualou o numero de conquistas de títulos de duplas em torneios Challengers ao vencer Santos com o parceiro Franco Ferreiro. Mas isso é razão para outro Post.

Tenistas sérvios reconhecidos pelo seu país – bando de burgueses e seus passaportes diplomáticos.

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sábado, 26 de março de 2011 Tênis Masculino | 00:31

Surpresas

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Em um dia de sol escaldante e muitas surpresas, a idéia foi se movimentar o mínimo, assistir ao máximo e beber muito líquido.

Acompanhei a derrota do Murray. Ele até que não jogou mal e seu adversário, Bogomolov, jogou bem. A diferença é que a confiança do escocês está na sarjeta. Já escrevi dezenas de vezes – não se pode ficar dando milho para bode achando que a hora que quiser se resolve a parada. Murray, do jeito que está jogando, está frágil e batível. Essas são as boas notícias. A ruim é que agora ele vai para o saibro, onde nunca foi tão bom quanto em outros pisos, e depois pula da frigideira para o fogo de Wimbledon. Eu lhe desejo boa sorte – vai precisar.

O fantasmaço Granollers jogou muito tênis e bateu o favorito Wawrinka. Thomaz Bellucci poderia dar uma olhadinha nos jogos desse espanhol para entender como se pode fazer muito com pouco. Deu gosto ver a vitória do rapaz, especialmente na hora da onça beber água no 3º set. Lindo ele sacando para fechar a partida, indo à rede e voleando com carinho em um dois “drop volleys” seguidos para fechar.

Gasquet super focado, tentando esquecer os beijos proibidos do ano passado. O começo de sua partida contra o italiano Lorenzi foi enrolado. O francês manteve o foco, a dominância e venceu com facilidade.

Soderling escapou por pouco de perder para o Dodig, que vem jogando bem e ainda vai incomodar por aí. O sueco ganhou na experiência e na confiança.

O Verdasco é um brincalhão. Não está ganhando de ninguém e ainda fala mal de adversário.

Ninguém quer entrar em quadra contra o Djoko.

O Devverman, com aquele joguinho dele, sabe ganhar jogo e despachou o sacador Raonic. O jogo em Miami está bem mais lento do que em Indian Wells.

Granollers curtindo a fama debaixo das arquibancadas.

Gasquet trocando os sapatos-tênis.

Bogomolov curtindo a fama na Quadra Central.

Bogo atirou a camisa nas arquibancadas. A incrível iluminação da QC. A troca de rede na QC.

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terça-feira, 22 de março de 2011 Tênis Masculino | 11:44

Chave de Miami

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Como adiantei, a chave de Miami colocou Nadal e Federer na mesma chave – os dois podem se enfrentar nas semifinais. É uma nova época para ambos e seus fãs.

Nadal deve encarar Jeremy Chardy na segunda rodada, que vem confiante da Copa Davis, é sacador, perigoso e sem nada a perder. Por ali ainda tem o Dog e o Tsonga. Para quem acha que ele pode fazer uma diferença, o Berdich também.

Federer parece mais tranqüilo. Apesar de Baghdatis estar por ali. O Youzhni eu não conto. Na mesma chave, para ver quem o enfrentaria em uma quarta de final; Roddick, Cilic, Simon e Melzer, o que faz dela uma chavinha encardida.

Djokovic tem lá seus problemas. Pode enfrentar Bellucci na 2ª rodada, se este não vacilar com o ex futuro campeão mundial James Blake. Mas não é bem esse o problema a que me referia, nem a Troicki ou Querry. Apesar de que Troicki é sempre uma ameaça para o Djoko.

O perigo aparecerá nas quartas na figura do escocês Murray – aliás, o rapaz atualmente anda mais escocês do que gostaria. Mas agora jogará em Miami, seu local favorito para treinar. Tem um esquema na cidade e se sente bem à vontade por aqui. Além disso, não deve ter nenhuma expectativa de vitória, dois fatores que podem torná-lo mais perigoso. Com o mais bipolar dos cachorrões não tem como fazer previsões. Pode estar à beira da depressão, com vem sendo o caso, perdendo para qualquer um, como pode sair da cama se achando a reencarnação de William Wallace. De qualquer maneira, Djoko x Murray em uma quarta de final de um Master 1000 é um clássico.

Na ultima seção, temos Soderling, que andou falando grosso recentemente, mas miou quando chegou perto dos big dogs. Na segunda rodada o simpático sueco enfrenta o vencedor da partida entre Kohlschreiber, a quem encontrei passeando no Dadeland Mall, e o hermano Delpo, que é uma mina solta na chave – êêta chavinha enjoada. As primeiras rodadas têm algumas atrações garantidas, mesmo sem olhar a chave feminina. Vou aproveitar para fazer meus passeios por agora.

Murray – precisa baixar o espírito do ancestral.

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sábado, 22 de janeiro de 2011 Tênis Masculino | 10:29

Engoliu e cuspiu

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Mais alto para Tomas Bellucci do que sua derrota para Hernich, fala a contundente vitória de hoje do sueco Robin Soderling sobre o mesmo checo. Se perder para um tenista #241 do mundo, e 31 anos de idade, mesmo que perigoso, não deixa de ser surpreendente para um cabeça de chave a fácil vitória de Soderling – 3/1/4 – o que evidencia a distância que separa o brasileiro de sua ambição de estar entre os 10 melhores do mundo e ser um fator nos torneios Grand Slams.

Thomas concentrou seus comentários sobre a partida na capacidade do adversário em jogar reto e o incomodar. No entanto, Soderling pegou essa mesma qualidade do adversário, rasgou, engoliu e cuspiu. Nem tomou conhecimento.

Isso porque é capaz de impor seu estilo e não se preocupar com o do outro. É justamente essa capacidade – técnica e mental – de se impor, e sustentar essa imposição, que ainda falta a Bellucci.

O trabalho do brasileiro para melhorar consiste não só em resolver suas carências técnicas, como contra-atacar com qualidade e consistência; resolver e melhorar suas melhores armas, como saque e drive e ainda mais importante, acertar seu emocional, sua consistência, sua postura, sua resolução.

O momento que Bellucci conseguir lidar com os Hernich da vida, será a hora em que o brasileiro conseguirá fazer a transição que o tirará do atual limbo, onde já provou que pode frequentar, para se instalar no clube privée dos cachorrões do circuito.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010 Curtinhas, Tênis Masculino | 11:15

Golpe de vista

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Algum tempo atrás escrevi sobre a eventual importância de um determinado ponto dentro da partida para a determinação de quem ganha ou perde o jogo.

Na ocasião alguns contestaram a colocação, talvez por não ter a vivencia no assunto. Fico imaginando se os ajudou trocar de posição após assistir o set point desperdiçado por Robin Soderling ontem, no tie-break, ao largar um voleio ao fazer um ridículo golpe de vista, que estava mais para um “pelo amor de Deus sai” do que “esse eu sei que sai nem que seja um dedo”. Pelas declarações de ambos, pelo menos para eles não há duvidas sobre o assunto.

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 00:28

Alma e ritmo

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Primeiro dia em Londres e nenhuma surpresa. Federer ampliou a caderneta que tem o nome de David Ferrer escrito nela. No primeiro set – 6/1 – Ferrer esteve abaixo do padrão. No 2º set – 6/4 – o espanhol melhorou, chegou a dar trabalho, mas àquela altura já tinha alimentado a confiança do adversário. E Federer, desta vez, não mostrou sinais de querer ficar em quadra mais do que o necessário.

O confronto esperado entre Murray e Soderling ficou na promessa – 6/2 6/4. O escocês lidou bem com a pressão, soube manter o adversário sob controle e dominou o jogo do fundo da quadra, onde foi decidido. A quadra está lenta, o que se não necessariamente ajuda Murray, não ajudou o sueco, que gosta de apurar os adversários com suas patadas.

Em sua entrevista pós-jogo, Federer endossou meu pensamento sobre o evento ser realizado em Londres – algo que alguns críticos menores do blog tentaram transformar em exame do ENEM, tentando me dar um puxão de orelhas pelo fato do evento do ano passado não ter sido realizado na China, enquanto que o ponto do argumento era totalmente outro. Enfim, cada um contribui da maneira que é capaz.

Federer declarou que não pode imaginar melhor lugar para realizar o Masters, já que é jogado perante um público que aprecia e entende o tênis. Interessantes e sinceras palavras; duvido que o bastante para fazer o público torcer por ele, provavelmente o bastante para o público não torcer contra, no confronto de 3ª feira contra Murray.

Amanhã, a partir das 12h, Djokovic enfrenta Berdich. O sérvio lidera 3-1, mas amarga a derrota da semi em Wimbledon 2010. A participação do sérvio é ainda uma incógnita, já que o ponto alto de sua temporada acontece em duas semanas com a final da Copa Davis contra a França, que não tem nenhum tenista em Londres. Será que sua alma vai estar em Londres, o que é totalmente necessário para que o jogo do sérvio desabroche?

Mais tarde, a estréia de Nadal e Roddick, que se enfrentaram seis vezes e uma única vitória do americano, justamente esta temporada em Miami. A quadra está mais ao feitio do espanhol, mas este nunca começa um evento com seu melhor tênis, enquanto que o americano e seu serviço vão tentar não lhe dar ritmo. A ver.

Federer – olha na bola e no título.

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domingo, 21 de novembro de 2010 Tênis Masculino | 00:16

Começa em Londres

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Começa hoje, Domingo, o ATP Finals em Londres. A partir das 12h entram em quadra o favorito local, o britânico Andy Murray, e o sueco Robin Soderling. Uma partida crucial para os dois, pois pode decidir quem será um dos semifinalistas do Grupo B.

 Isso porque,não antes das 18h, Roger Federer enfrenta o operário David Ferrer que não é um outsider só porque usa terno claro enquanto os outros usam escuro.

A partida inicial tem tudo para ser uma das mais interessantes do evento. Não só Murray carrega todas as expectativas locais, o que deve deixar o público excitado e Murray, só Deus sabe.

 Além disso, e mais interessante, os dois começam a construir uma séria rivalidade. Em quatro confrontos, duas vitórias para cada. Melhor, para nós, pior para o Murray, a semana passada Soderling roubou o quarto lugar no ranking mundial do escocês, o que não deve ter descido bem com o irascível rapaz. Aja Wii para acalmá-lo.

Os dois entram em quadra sabendo que podem estar jogando a ultima cartada da temporada nessa partida. Em caso de uma derrota, alguém terá que bater Federer para continuar na brincadeira, nunca uma tarefa agradável. É lógico que nesse departamento o Murray leva vantagem. Quando enfrenta Federer, Soderling tem o hábito de ligar para a companhia aérea antes da partida, Já Murray, acha que o suíço está mais para freguês do que para amigão. Mas…

 No fim da tarde – há partidas de duplas no hiato – Ferrer vai tentar quebrar a longa freguesia com o suíço. Em 10 partidas, o espanhol ainda está por ganhar uma. Federer sabe que tem que encarar um desafio de cada vez, mas no fundo do peito deve estar mais preocupado com a próxima rodada.

Murray joga em casa. Bom?

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domingo, 14 de novembro de 2010 Tênis Masculino | 20:21

Praga de torcedor

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É praga de torcedor. Foi só eu externar a minha “torcida” por mais um tenista que o rapaz leva uma entubada. Foram três seguidas.

Quem não tem cão que cace com gato, deve ter pensado o ex-mala Soderling. O rapaz perdeu duas finais no saibro de Roland Garros e lavou a alma na quadra dura de Bercy. É o primeiro título de Masters Series do viking, que deve ser inspirado pelas visões à margem do Sena e as boulevares do Monsieur Hausmann.

O sueco confessou que mal dormiu à noite e entrou na quadra bem mais nervoso do que o normal – o que evidencia o quanto um título diferenciado é importante na carreira de um atleta, mesmo quando experiente e consagrado.

Soderling dominou os nervos e fez uma partida impecável. Melhor ainda, mostrou uma tranquilidade inusitada, jogando uma final na casa lotada do adversário, que o possibilitou praticar um padrão campeão.

O outro lado da moeda foi a apresentação de Monfils, que continua sem um título nos Masters 1000 e perde na final de Paris pelo segundo ano consecutivo. Do jeito como começou a partida – muito devagar – evidenciou não só os nervos como o fato de que a partidaça contra Federer tirou muito do seu gás.

O melhor de tudo, para nós fãs, é que a final dará uma confiança a mais a esses dois excepcionais tenistas que devem crescer na temporada 2011. Soderling, aos 26 anos, tem, talvez, a mão pesada do circuito, como me confidenciou Thomaz Bellucci, e mostrou que quando é comandante de seu emocional torna-se ainda mais perigoso, um claro sinal da experiência incrementando o talento natural.

Monfils, aos 24 anos, um dos mais atléticos do circuito, também vem mostrando sinais de mudanças positivas na sua carreira. Mais uma vez o progresso é emocional e não técnico. Monfils sempre foi talentoso – quase conquistou o “Grand Slam” juvenil ao vencer Austrália, Paris, Londres e só perder nas quartas de New York.

Mas perdeu-se na “máscara” e nas papagaiadas em quadra, além de ter se acomodado, mais do que devia, em estilo marrento de contra-ataque. Percebi claramente a mudança no último confronto de Copa Davis, na sua exuberante vitória sobre Nalbandian. De lá para cá chegou à final de Tóquio e venceu Montpellier. Assim como Soderling, deve desabrochar de vez em 2011.

Soderling e Monfils – melhores a cada temporada.

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