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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:20

Psique

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O MestreMalaMurray tem seus colegas de complexidades na profissão. Alguns até mais velhos que ele, como nosso velho conhecido David Nalbandian. Outros mais jovens, como o nosso também já velho conhecido Thomaz Bellucci. Todos eles adeptos do tênis-bipolar.

Ontem, com o congraçamento de um jogando em seguida do outro, ficou um tanto mais evidente do que se trata esse estilo que enlouquece as arquibancadas com suas emoções e, imagino, maltrata, pelo menos um pouquinho, a psique dos envolvidos.

Na verdade, acho que maltrata mais a do nosso caro Bellucci, que ainda tem poucos anos de estrada e um baú enorme de expectativas para carregar. Já o argentino é velho de guerra, sabe o que pode ou não fazer e não me parece que sofre muito com o que acontece ou não em uma quadra de tênis. Aliás, se sofresse mais e se importasse mais teria tido ainda mais bons resultados do que teve. Porém, lembremos, um homem deve saber seus limites e suas ambições na palma da mão para manter a paz e conquistar o sucesso pessoal que é a paz constante. O sucesso para os outros sempre será uma possível infinita fonte de frustrações.

Bellucci ainda é um tenista tentando se firmar e se afirmar nos corações de seus torcedores e conterrâneos. Apesar das dificuldades entre os envolvidos, ontem no Ibirapuera me pareceu que a torcida estava torcendo para ver o instável Bellucci conseguir desenvolver o seu melhor. Ao meu lado, um torcedor comentava como seria o tenista hibrido com a cabeça do Ricardo e o jogo do Thomaz. É um pensamento, mas se é para se imaginar híbridos… Mas a realidade é que tivemos azar em termos nossos dois tenistas se enfrentado tão cedo na chave.

Já no estacionamento, meu sobrinho e minha irmã, que não é sofasista, pois foi campeã sul-americana aos 15 anos, o que faz tempo que não acontece por aqui, teciam suas impressões e assombro sobre o peso de bola de Bellucci. Realmente, o cara pega pesado e faz a peludinha andar barbaridades. Talvez mais do que o Nadal?!

Os primeiros seis games de ambos os jogos foram de outra dimensão. Nalba enfiou 5×1 e quase perdeu o set, ganho só no tie-break. Mas naqueles primeiros games deu para ver do que é capaz esse talentoso e sólido argentino, quando quer.

Thomaz enfiou um 6/0 no 1º set em Melo que não sabia mais para que lado correr – e não dá para dizer que ele estava jogando mal. Aí veio aquele surto que já vimos antes. Perda de concentração e foco, erros não forçados e confiança abalada. No segundo set, brigou com seu tênis, mostrando o quanto pode ser instável técnicamente quando quer acertar.

O terceiro foi pau a pau até Thomaz voltar aos seus instintos e a soltar o braço, após alguns games de bolas com mais spin e mais seguras. Quando viu suas bolas de ataque entrarem, fez as pazes com a confiança e foi embora.

Ainda tivemos – mais uma vez – uma bola que poderia ter mudado o jogo e que, no entanto, acabou por sacramentar a vitória do rapaz de Tietê. No 4×2, 0x15, Ricardo colocou Thomaz para correr e esteve prestes a conseguir um 0x30, em um jogo que ainda estava tenso e indefinido. Quando a bola ficou curta, com o adversário pregado no fundo, Ricardo foi para a curtinha e não deve ter acreditado na recuperação daquele. Thomaz, que havia abandonado algumas curtinhas, sabendo da importância do ponto, ligou o turbo, chegou e fez um contra ataque cruzadinho, para a surpresa do campineiro, que esqueceu de sair do mata-burro e cobrir a rede. O publico urrou; olhei para minha mulher e decretei: acabou! Bellucci ganhou oito pontos seguidos até o fim do jogo.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:33

Ibira

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Fiquei na duvida se ia de moto ou de carro. Como o transito em São Paulo é difícil, fui de moto mesmo. Só que o estacionamento, dentro do complexo, é $30,00 moto ou carro. Porrada igual.

Já dentro do ginásio, o próprio organizador me dizia que os “guardadores de carro” de rua cobram os mesmos $30,00 – e não há nada a se fazer. Só mesmo a prefeitura ou a polícia – nenhuma delas atuando, pelo menos nessa área. E se você não paga só Deus sabe em que condições encontrará o veículo. Enquanto isso o alcaide Kassab nos assegura que tudo está em ordem na cidade. Autoridades estacionam dentro do ginásio e não pagam. Sei!

O local está bem legal. Vários stands fora do ginásio coberto e uma vez lá dentro o ginásio melhorou bastante dos últimos anos. Mas o mais impressionante é ver aquela quadrona de saibro lá embaixo. Vale lembrar que por debaixo do saibro está o cimentão do ginásio, o que deixa a quadra mais rápida do que o normal.

São bastantes lugares para convidados, ainda bem. Há convidados dos patrocinadores, que são quem paga as contas, e dos organizadores, que é quem paga o pato. Há também uma boa bancada para a imprensa, que tenho minhas duvidas acomodará a todos os credenciados.

Na sala de convidados é difícil ficar tranquilo. São muitos os conhecidos. Amigos e conhecidos. Entre os amigos encontrei Carlos Kirmayr, que logo me passou um pendrive com fotos das antigas. Se vocês se comportarem uma hora mostro algumas. Depois disso, a demanda por conversas era tão grande que fiquei segurando uma mini-pizza um tempão antes de conseguir comê-la. Logo fui para a quadra acompanhar o jogo do João Feijão.

O rapaz, infelizmente, não conseguiu fazer o seu melhor jogo como gostaria. Como saiu perdendo o saque logo de cara, o adversário, o romeno “sorrisinho” Hanescu, não largou mais o osso. Uma bela partida mental desse tenista que nem sempre consegue manter o foco e o padrão – mandou do começo ao fim e não abriu a porta. Quanto a Feijão, ele ainda tem que encontrar a maneira de jogar no mesmo padrão em tempo integral entre os seus novos adversários, o pessoal do ranking entre 50 e 100. Jogou bem no Chile e queria, por razões óbvias, jogar bem aqui. Mas está trabalhando e progredindo. Perguntado, respondeu que irá investir em perder peso, ficar mais rápido e errar menos. A final do Aberto da Austrália fazendo seus efeitos.

Uma pena que perdi a maior parte da entrevista do Fernando Gonzalez. Só o ouvi explicando que vai até Miami porque lá tem uma tremenda torcida chilena e ele acha que será um bom local para o adeus final. Eu queria fazer duas perguntas a ele – mas não vou falar quais, vai que eu ainda consiga perguntar.

Quem estava todo feliz pela vitória era o mineiro Marcelo Melo, sempre acompanhado do irmão/técnico. Ele jogou com Bellucci e derrotaram os espanhóis Mantanes e Ramos. Seus próximos adversários serão Bruno Soares e Eric Butorac, um confronto entre ex-parceiros, o que sempre acrescenta algo.

Hoje devo voltar. Teremos Nalbandian em quadra e Bellucci x Melo, um clássico que promete ser interessante. Se conseguir me entender com o meu novo celular, prometo umas fotos diferentes.

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quinta-feira, 7 de julho de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:41

Sem entender

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Acho que o atual capitão do time brasileiro na Copa Davis, João Swetsch, ficou um tanto ressabiado na última edição da Copa Davis. Além disso, mais do que acho, há coisas na escalação do time que enfrenta o Uruguai, em Montevidéu, que não ficaram claras e que não sou eu que vou tentar explicar.

Digo que ficou ressabiado porque decidiu que queria ter um terceiro singlista no time, que pudesse também jogar duplas, abrindo mão de uma dupla formada e aí ficando sem um terceiro singlista para uma eventualidade.

No ultimo confronto, contra a Índia, ficou claro que Thomas Bellucci entrou em quadra para sua segunda partida, que acabou abandonando sem condições, físicas ou emocionais, escolham. A decisão do técnico de colocar o tenista em quadra não tinha o aval do jogador, o que terminou por gerar um estresse entre ambos que deu no que deu. Desta vez, João decidiu que quer ter uma opção tática, já que João Sousa pode jogar simples e duplas, assim como Bellucci e, óbvio, o bom mineiro Bruno Soares que seria sempre o homem fixo das duplas.

O que eu não sei explicar é o porque Ricardo Mello, de longe o mais experiente dos atuais tenistas brasileiros, e o que mais mostrou, até agora, captar o espírito da competição, ficou de fora. Especialmente lá pelo La Plata, onde o bicho pega. Li algo no sentido que ele poderia voltar ao time e que este confronto não era bem o caso, mas nada que explicasse.

Com a ausencia de Ricardo aumenta a responsabilidade de Thomas e Rogério Silva é colocado em quadra para levar o seu tênis combativo a importunar o adversário. Ele joga o primeiro jogo contra o Pablo Cuevas que é o melhor tenista uruguaio e um perigo até para Bellucci, mas que está sem jogar desde Paris por conta de problemas no joelho – sua condição física é uma incógnita. De qualquer maneira, se Rogério conseguir afinar seu emocional pode incomodar, e por que não ganhar, já que não há expectativas e pressão de vitória nessa partida.

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domingo, 22 de maio de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 22:07

Começou

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O torneio de Roland Garros começou neste Domingo e não aconteceu muito. É o quinto ano que os franceses iniciam o evento no Domingo. Antes, começava na 2ª feira e o Domingo era um dia de festa, exibições de 9 games e bilheteria para caridade. A primeira e a ultima continuam, mas agora as partidas são oficiais, apesar de usarem bem menos quadras e, consequentemente, menos partidas acontecem. Desafoga um pouco a 1ª rodada e deixa o pessoal que pode frequentar só os fins de semana mais felizes.

Quem não vai ficar muito feliz são os fãs do Thomaz Bellucci, que não vão poder acompanhar sua partida, já que não há câmeras na Quadra 4, onde ele joga. Talvez os fãs brasileiros fiquem mais contentes em saber que vão poder acompanhar a partida, ou pelo menos boa parte dela, entre Ricardo Melo e Mardy Fish.

Quem vai ficar feliz, com certeza, é fã do tênis em geral que verá, a partir das 7:30, na ESPN, as partidas de Novak Djokovic, que hoje completou 24 aninhos e é o centro das atenções em Paris, enfrentando holandês viajante Thiemo de Bakker, e a de Roger Federer, que pode, ou não, estar feliz por deixar de ser a grande estrela, ou mesmo a segunda, do evento, contra o sacador/voleador Feliciano Lopez, de quem ganhou as oito partidas que jogaram. É um petisco assistir esses dois, um após o outro – a Quadra Central estará lotada.

Outra partida que pode vir a ser interessante será entre Richard Gasquet e o checo Radek “Galã de Praga” Stepanek. Dois tenistas talentosos e de estilos distintos. Duvido que mostrem muito, mas algo devem mostrar dessa partida. Eu adoraria ver.

A ESPN-BRASIL mostrará a partida de Del Potro e o “corta-fisico” sacador Karlovic a partir da 6h. Mas a idéia é quando começar o Ricardo Melo é mostrar esse jogo e flashs do argentino. O hermano deve mostrar com quantos paus se faz uma jangada, pelo menos após pegar o jeito do serviço, o que deve demorar um set.
 
Entre as mulheres, devemos ver alguma coisa da “Cruzadinha” Wozniacki e a coroa/gueisha Kimiko Date, de 40 anos e sempre perigosa.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:21

Não sobrou ninguem

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Com uma série de coisas a fazer no computador, acompanhei no Ao Vivo de Roland Garros a partida de João “Feijão” Sousa, uma derrota que completou a total eliminação de brasileiros no Qualy do torneio – anteriormente, Rogerio e Julio Silva, Ricardo Hocevar, Fernando Romboli e Thiago Alves já haviam perdido.  Como entre as mulheres nenhuma sequer entrou no qualy, o Brasil será representado em RG por Thomaz Bellucci e Ricardo Melo nas simples, e Andre Sá, Bruno Soares e Marcelo Mello nas duplas.

Andy Murray estava treinando com o japonês Nishikori quando sentiu uma contusão na virilha que o fez abandonar a quadra. Esse tipo de contusão pode ser desde uma coisa mínima até algo que pode o tirar do torneio. A ver.

Por outro lado, a belga Kim Clijsters está em Paris e treinando, mostrando estar recuperada da contusão que a afastou das quadras recentemente. Ela machucou o tornozelo ao tropeças de salto alto no casamento da irmã!

Coloquei tambem abaixo uma foto da Azarenka, fiquem de olho na moça neste torneio!, para alguem me explicar que treino é esse?!

Andy sente a virilha!

Que pasa??

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quarta-feira, 27 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:37

Injeção

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A confiança do tenista é algo tão tênue e misterioso que não existe uma regra única para como conquistá-la ou perde-la. No entanto, uma das variáveis mais conhecida para ela chegar é a vitória apertada – aquela conquistada na hora da onça beber água.

Foi isso que Thomaz Bellucci conquistou hoje, mais uma vez, ao bater o francês Roger Vasselin em Portugal em quase três horas de jogo e salvar dois match-points. O adversário em si não é nada em especial. Mas a vitória, repleta de dificuldades, alternâncias (Thomaz sacou para fechar no 2º set) , catimbas, pode dar uma injeção na veia do brasileiro.

Como ele vem batendo na trave a alguns jogos e agora está nas quadras onde está mais confortável, talvez o conjunto faça a diferença que ele e o técnico Passos estão esperando.

Enquanto isso, Ricardo Melo conseguiu uma boa vitória, sobre John Isner, sempre mais vulnerável no saibro, mas sempre um perigo. Porém não conseguiu se inspirar e vencer um tenista mais frágil, mas sempre perigosos, como o desconhecido Blaz Kavic.

A dupla campeã de Blumenau e Santos, Andre Sá e Franco Ferreiro, fizeram uma longa viagem até Belgrado em cima da hora, por conta da final em Santos, e perderam logo de cara, o que não chega a ser uma surpresa. Muito vôo, muito fuso horário, muitos erros.

Bellucci – mais uma injeção de confiança

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segunda-feira, 25 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:39

A semana

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Começa hoje em Belgrado a temporada de Novak Djokovic sobre a terra. O torneio é da família Djokovic o que, em circunstâncias normais, poderia ser considerado um conflito de interesse. Em tempos atuais é visto como um investimento da família no esporte sérvio. O torneio é um evento secundário que consegue arregimentar uma chave bem mais forte do que qualquer torneio latino americano. São sérvios, espanhóis, japoneses, argentinos e até o brasileiro Ricardo Melo que enfrenta na 1ª rodada o americano Isner. A semana em Belgrado serve para a torcida sérvia matar as saudades do melhor tenista do mundo da temporada, e homenagear os atuais campeões da Copa Davis das mais diversas maneiras.

Thomaz Bellucci passa a semana em Lisboa jogando nas quadras do Estoril. O torneio, sempre restrito, são três eventos na Europa na mesma semana, mas sempre arrojado, desta vez levou Soderling, Verdasco, Tsonga, Simon, Raonic, Del Potro entre outros. É uma bela chave para as circunstâncias e uma grana preta em garantias. É um belo lugar, incrustado entre Cascais e Sintra, oferecendo um charme especial aos tenistas. O evento ganhou, em 2010, o Prêmio de Marketing da ATP, o que demonstra os esforços de João Lagos, dono do evento, e ajuda assegurar a participação dos patrocinadores.

O torneio de Munique é um evento acomodado, que nunca teve ambição de crescer, mas que prossegue sólido como as montanhas próximas à charmosa cidade bávara. O torneio existe desde 1900, o que deve deixar sofasistas de cabelo em pé e é realizado no Clube Iphitos desde 1974. O pessoal que aparece por lá é outro. Davidenko, Youzhni, Wawrinka, Cilic, Kohlschreiber, Stakhovsky. É a turma do lado de lá. As quadras são pesadas para danar, uma característica local, até pelo clima molhado. Só tem um latino americano inscrito e nenhum espanhol, uma raridade no saibro.

Duas boas notícias para o tênis brasileiro na semana passada. A nova conquista de João “Feijão” Sousa. O rapaz venceu o Torneio de Santos, o que o levou ao 148º lugar do ranking. É mais um respiro que os torcedores do tenista paulista dão na expectativa que uma hora o rapaz consiga engrenar, pegar confiança e começar a conquistar as vitórias que seu talento possibilita.

A outra é o fato de que Andre Sá igualou o numero de conquistas de títulos de duplas em torneios Challengers ao vencer Santos com o parceiro Franco Ferreiro. Mas isso é razão para outro Post.

Tenistas sérvios reconhecidos pelo seu país – bando de burgueses e seus passaportes diplomáticos.

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segunda-feira, 14 de março de 2011 Tênis Masculino | 12:16

A foto do Federer

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Mais um Post do Leitor, novamente com o Gabriel Dias, passando o fim de semana em Indian Wells, ele que estuda em Los Angeles. Após um fim semana que ele mesmo diz inesquecível, cheio de acontecimentos e emoções, Gabriel ainda teve a generosidade de sentar e nos enviar o texto e fotos – ambos os quais agradeço muito. Enriqueceu deveras nosso espaço. Ah, e seu maior desejo acabou se realizando..
 
 
Fala galerinha,
 
Espero que tenham gostado to texto que enviei ao Cleto antes de ontem. A pedidos escreverei um pouco mais do meu sabado e domingo no complexo de Indian Wells.
 
Bom,
Hoje, sabado, vivi varias emocoes. Com certeza um dos melhores finais de semana que ja vivi, esse com certeza sera daqueles para ficar guardado na memoria. Hoje eu comecei o dia assistindo o Mello jogando contra o gigante Isner na quadra central de Indian Wells. O jogo foi muito bom, o Isner joga demais. Apesar de ser titulado por muitos como um cara que so tem saque, ele tem uma movimentacao decente e golpes de fundo bons. Claro que, deu pra ver que quando o Mello mexia o grandao ele nao aguentava, mas assim mesmo o cara é bom.
Eu vendo o jogo ao vivo, a sensacao é totalmente diferente. Coisas que agente nao ve na tv sao os detalhes que faz duma partida num stadiun principal ficar emocionante. Assistir jogo pela tv e otimo, assistir ao vivo sao outros 500. Como todos sabem e que nao e nenhum segredo o Isner saca muito, impressionante o tanto que ele sai do chao para sacar e o como ele saca bem quando esta na frente do placar. O Mello deu trabalho pro grandao, foi um jogo legal de assistir, apesar da derrota achei que faltou um pouco mais de bola na quadra pro Mello levar o jogo pro terceiro set. Torcemos muito mas nao deu para o brasileiro.
 
Logo apos o jogo do Mello, entrou o Roddick contra o Blake. Iamos, eu e o meu amigo, dar uma volta e ver as outras quadras agregadas, mas quando vimos o classico americano que estava por vir, resolvemos ficar e assistir aos americanos. O jogo foi otimo. Pancada para tudo quanto foi lado. Uma coisa que eu percebi e que na tv nao da pra ter nocao de quao rapido a bolinha anda, porque ao vivo os caras batem na bola forte demais. O jogo foi legal, a torcida ficou meio que imparcial. Totalmente diferente do jogo do Isner contra o Mello que so tinha eu e meu amigo dando forca para o brasileiro. O roddick saca muito. Tirando as pancadas de inside outs de direita winners ou semi winners que o americano solta de vez em quando,  cada pancada que o blake nem via a bola. O Blake tambem nao deixava barato, era pancada pra todo o lado, um batendo mais forte que o outro. Foi super interessante ver o Roddick sacando e o Blake enfiando a mao na bola. O Blake me parecia machucado no joelho pois estava mancando no jogo e fazendo gelo depois na salinha dos jogadores.
 
Depois resolvemos ir para os Players Lounge ve o que tava pegando e tambem para almocar. Chegando la vimos o Isner almocando com uns outros americanos. Vimos tambem a Schiavone jogando conversa fora com uns outros italianos. O Robredo andando com seu ray ban junto com o Lopez. E tambem tava a Clijsters indo embora. Na grama tava o Mardy Fish aquecendo para jogar contra o Raonic no stadiun 3. Que por sinal esses americanos sao todos espertos. Colocaram os 2 la porque a torcida ia fazer do jogo um caldeirao. A quadra lotada, parecia jogo da Davis. Um barulho cada vez maior quando o Fish ganhava um ponto do Canadense. Enfim, um ambiente legal. Compramos nosso almoco com a Petkovic atras de nos esperando para fazer o pedido. Quase virei para ela e falei, danca um pouquinho ai para agente ver. haha, brincadeira, nao tenho tanta cara de pau assim.
 
Vimos o Nadal despachar o Golubev mais cedo para Miami. Ao vivo o jogo e outro. O Nadal coloca tanto spin na seu drive que da ate para compreender melhor o porque da dificuldade do Federer para com o spin do nadal. Um forehand que anda demais. O Nadal quando pegava de jeito a deireitinha cruzada alta na esquerda do Golubev ele nao aguentava, a bola ficava curta e o Nadal chegava e matava. O jogo foi meio que baseado nisso. Garra e spins. Tirando o tanto que o Nadal sempre ta na pegada em todos os pontos. Pulando e falando vamos para ele mesmo. O cara nao parava nunca, realmente ao vivo deu para ver mais ainda a sede que ele tem para ganhar. Sangue nos olhos e o que nao falta para o espanhol.
 
Vi um trecho da Sharapova jogando tambem. Foi tambem na quadra central. Os gritos sao os mesmos escutados pela tv, mas bem maior e mais penetrante digamos assim. A russa nao voleia de jeito nenhum, pode chamar pra rede, dar curtinhas e faze-la voleiar que for que ela inventa e da um jeito de fazer um swing volley. Ja smashar nao preciso nem comentar ne? se a beleza russa nao voleia quanto mais smashar. Por isso fui eu ver a outra beleza jogar, Schiavone com seus slices, gritos e grandwillys. Antes de ir, a russa ganhava facil o jogo e depois se complicou e acabou perdendo o segundo set no tiebreak para a espanhola. Nao vi o terceiro set pois nao estava um dos melhores jogos e tambem como estava sentado muito perto da quadra, os gritos estavam alto demais. Resolvi entao dar umas voltas. haha
 
Vi depois o Bellucci ganhar do alemao B Becker. O Bellucci jogou bem demais, tava firme de fundo e jogou bem, variando as jogadas. Faltou um pouquinho de voleio aqui e ali. Mas no mais foi bem, deu umas titubiadas em uns pontos mas valeu a torcida. Varios brasileiros la dando apoio. Dava pra ouvir o Larri dando apoio pro Bellucci pois estava sentado pertinho dele. Parabens a ele. E o interessante e que logo depois que o alemao perdeu, ele foi jogar futebol com um pessoal que tava jogando bola no gramado. Vai ver, foi da uma descontraida.
 
Acabando o jogo do Bellucci, fui eu no players lounge ver o que tava pegando e me preparando para ir pra quadra central ver o Federer em acao e logo depois o Djokovic. Dois jogassos em seguida na quadra central. Tava andando e quando derrepente apre a porta e quem me sai com seu preparador fisico. Ele, o mestre dos mestres e meu idolo. Roger Federer. Quando eu vi, dei uma baita de uma cutuvelada no meu amigo e falei, olhe quem ta ali, ai quando ele olhou e viu, falou, e agora, vamo la ou nao. Pensei comigo, vamo la ne, nao vamo amarelar na hora da onca beber agua. O maximo que vamos levar e um nao. Vamo que vamo, ai fui eu e ele. Chegamos e pedimos educadamente se podiamos tirar uma foto com ele. Ele respondeu, claro que sim, mas por favor seja rapido pois tenho que ir. Ai falamos claro, vai ser rapido. Ai tiramos rapidao a foto com a lenda viva do esporte, depois o meu amigo pediu para que ele assinasse o bone do federer dele, ai ele assinou e falamos, obrigado e boa sorte. Ele falou de nada e obrigado. Pronto, ja podia ir para casa. Foi demais. Pensei, que sorte a nossa, tirar foto com o Federer nao e pra qualquer um nao.
Agora fica faltando da Aninha e do Nadal. Vamo que vamo!
 
Dai fomos ve-lo jogar na quadra central. O Andreev ate que jogou bem mas nao deu para ele nao. O cara simplesmente e um genio. A tecnica dele parece ainda mais perfeita ao vivo. Perna certinha, sempre batendo equilibrado. Parece uma maquina. Simplismente o cara.
 
Depois de 2 setinhos duros com o Andreev, entrou o Djokovic para detonar na sua estreia. Jogo facil, deu nem graca. So dava emocao quando o Novak soltava umas pancadas de direita que passava a 1 centimetro da rede e caia la na furquilha, deve ter acordado umas 20 corujas. O jogo foi legal, deu para ver os caras batendo sem do na bola.
 
So faltou mesmo ver o Soderling, Del potro e o Murray jogando simples. O murray eu vi jogar dupla contra os brasileiros, mas simples eu nao vi. Mas tambem nao faco tanta questao porque pessoalmente o jogo do escoces nao me atrai nem um pouco. Muita defesa para pouco carisma.
 
Depois ja a noite, fomos ver a dupla dos que eram brigados mas que agora estao aparentemente cuidadando dos negocios, Leander Paes e o Buphathi. Ganharam em 2 sets. Muito indiano vendo o jogo. Os caras jogam muito. E o Paes apesar da barriguinha e muito rapido e sabe voleiar. Os 2 fizeram a festa dos Indianos e ganharam.
 
Logo apos para terminar a nossa noite de domingo, fomos ver a dupla, Nadal/Lopez contra os croatas Cilic/Karlovic. Fui um jogao. O Karlovic e muito grande e saca demais. E literalmente de cima para baixo que ele saca. Dificil de pegar. O jogo foi legal, mas nao fiquei para ver o final. Estava tarde e tinha que voltar pois amanha e segunda e tenho aula e treino. Uma segunda feira normal depois de um domingo anormal.
 
Vamos ver se eu consigo da uma escapada essa semana para ver mais jogos. Espero que sim.
 
Espero que tenham gostado e desculpa se teve algum erro gramatico. E fico devendo os acentos pois neste pc nao tem.
 
Obrigado e espero que tenham curtido.
 
Gabriel Dias

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro | 12:22

Coisas do circuito.

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Dois momentos no Aberto do Brasil de ontem.

Rogerinho deixando escapar a ótima oportunidade de derrotar um tenista do calibre de Juan Chela. O paulista venceu o 1º set, perdeu o 2º no TB e perdeu o seu serviço no 3×3 do 3º set em um game que teve bola para fechar. Nas arquibancadas, Larri Passos carregou Bellucci para acompanhar a partida junto dele. O narrador da SporTV mencionou que era porque o vencedor poderia enfrentar Bellucci na próxima rodada. A real razão é que Passos treina Rogério, que assim tornou-se companheiro de treino de Thomas.

Ricardo Mello sempre soube tirar leite de pedra. E gosta de jogar em casa. Derrotou, rapidinho, o colombiano Giraldo, que na semana passada foi à final em Santiago. Melo, veterano no circuito, sabe que isso quer dizer duas verdades ambíguas. Uma, o adversário vem confiante. Duas, o adversário vem cansado. Quanto a primeira, não muito a fazer. Quanto a segunda, fechar as portas e os espaços e deixar claro que esta a fins de vender caro uma derrota – o que às vezes basta para desmanchar a primeira verdade e enfatizar a segunda. Coisas do circuito.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009 Tênis Brasileiro | 14:46

Completando

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Completando o assunto do post acima – “Circo” – acrescento. Não estou discutindo a lei, até porque lei se obedece, se luta para mudar ou, na pior das hipóteses, se apela para a desobediência civil.

Como nos ilustrou o leitor Mazzantini, colocando algumas das leis e IN em seus comentários, a situação, como tantas vezes é o caso nas leis, é de difícil compreensão e pode passar por diferentes avaliações. Não defendo facilidades para esportistas, assim como não entendo facilidades para ninguém, nem as mais diversas autoridades que delas usufruem impunemente ou até mesmo com o amparo da lei. Por isso entendo a indignação de alguns que eu seria defensor de privilégios para quem quer que fosse.

No entanto, como fica o caso do tenista que sai mundo afora no cumprimento de seu trabalho, atravessando fronteiras e alfândegas semanalmente? Em cada lugar que entra tem que pingar? Chegou para o U.S. Open paga para entrar com suas raquetes? Vai para Wimbledon paga de novo? Volta para casa paga mais uma vez? Lembro que o Ricardo não chega com as raquetes para vender e obter lucro. A próxima vez que ele deixar o país, as raquetes saem novamente – e aí pagaria novamente onde fosse? Quer dizer que se o Roger Federer ou o Rafael Nadal chegar amanhã em Guarulhos vai ter que pagar imposto para jogar um dia que fosse, ou eles têm privilégios? O pior é que só aqui mesmo, porque já aconteceu exatamente isso. E esse é o ponto.

As raquetes e os materiais de tenistas não são taxados em nenhum outro lugar do mundo. Até na Nigéria – que garanto é dos piores lugares para se passar pela alfândega – eles fazem isso. E o resto do mundo não está exatamente minado economicamente pela ação de esportistas muambeiros.

Acreditem, ao reportar o acontecido, não quero, de jeito algum, que Ricardo Melo, ou seja lá quem for, tenha privilégios e facilidades. Só gostaria de viver em um país onde não se criasse tantas dificuldades, até para se melhor vender facilidades. Não quero, nem gosto de “jeitinhos”. Mas o bom senso sempre encontra seu lugar em qualquer matéria e discussão; desde que exista a vontade para tornarmos melhores como pessoa e cidadão e, consequentemente, ajudarmos construir um país forte e justo e não um país de baderneiros ou burocratas.

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