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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:22

Exuberância

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Uma bela e boa vitória do campineiro Ricardo Mello, batendo Pere Riba por 6/4 6/2. Boa porque nunca é simples bater um espanhol, mesmo que ele seja #90 do mundo. Bela porque conquistou a vitória jogando um tênis de primeiríssima, independente de o adversário o permitir ou não. Jogar bem e vencer é um ótimo casamento que faz um bem danado para a confiança.

Será interessante ver se Mello levará essa exuberância para a próxima rodada, quando enfrentará Thomaz Bellucci, que saiu de cabeça-de-chave e não teve que jogar – são 28 tenistas em uma chave de 32, sendo 8 adiantados.

O piso é mais para Thomaz do que para Ricardo. Mas quadra de saibro não está nem um pouco lenta, pelo contrário. Mas este já jogou, e bem, o que fará uma diferença no confronto, já que Thomaz ainda entrará testando seus golpes e a quadra. Por esse equilíbrio, a partida promete. Aguardem.

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:09

Delírios?

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Hoje está mais difícil. Com esse assunto de acordar 5h da manhã – bem antes do meu habitual – fica a óbvia obrigação de ir dormir bem antes também. Ou a a casa cai. E de vez em quando cai mesmo, já que tem noite, como ontem, que devo ter passado da hora e aí a próxima hora não chegava. Um inferno.

É como jogo de tênis, você vai ficando confiante que a coisa está sob controle e pisa no tomate. Quarta-feira e eu me sentindo confiante, achando que o assunto estava dominado. Dancei.

Além disso, logo cedo jogo do Thomaz Bellucci. Jogo de brasileiro é diferente de jogo de estrangeiro. Tem o envolvimento emocional. Lembro que na época do Kuerten eu “me preparava” desde café da manhã – e o jogo era à tarde!

Por isso, hoje vou inovar. Adoro inovar – e inovo pouco. Bem menos do que deveria.

Dois comentários dos meus leitores chamaram a minha atenção. Como ambos são relevantes e interessantes, uso-os como raiz. Um deles de um leitor que diz ser antigo, no entanto não me lembro de tê-lo lido antes. O outro, o Bruxo, alguém que começa a aparecer com maior frequência por aqui.

Primeiro, o do Bruxo, falando sobre o jogo do Ricardo Mello:

“Só vi o jogo do Ricardo Mello essa noite. Ele fez o que pode. A única coisa que poderia ser melhor foi o saque. Quando você joga contra um animal como o Tsonga, se você começa a precisar muito de segundo saque, você basicamente está morto, porque ele vai te furar com o drive. O que falta pro Ricardo Mello começar a ter chance contra alguns cachorros maiores é um saque mais confiável (não precisamos ir longe, um saque como o do Falla, regular, com alta porcentagem de acerto no primeiro saque faria o Ricardo subir de nível).
Nos ralis achei o Ricardo taticamente esperto. Todas as vezes em que ele fez o Tsonga correr pra direita, ele anulou o potencial de ataque do Tsonga daquele lado e colheu alguns erros não forçados. Fica a dica para os próximos adversários do Tsonga: mudanças de direção são o caminho (ele voltou pesadão da pré-temporada e tem algumas dificuldades em jogar na corrida, e ele gosta de ter liberdade de movimentação pra fugir da esquerda). A partir do momento em que você consegue fazê-lo de limpador de para-brisa (correndo de um lado a outro e tirando a liberdade de movimentação dele), ele é extremamente vulnerável. Foi fazendo isso que o Ricardo embaçou os três sets.
O Tsonga por sua vez mostrou uma capacidade absurda de sair dos buracos. Não me lembro de nenhum break-point pro Ricardo onde ele tenha dado bobeira. Pelo contrário, o Tsonga vinha com um torpedo no saque, com um bom voleio, ou com uma patada troglodita de direita. Foi 3×0 pro Tsonga muito por mérito dele também.
O Tsonga tem bola demais pro Ricardo, mas ele fez um belo jogo. Foi a melhor derrota possível.”

O segundo, do LF, como ele se identifica, apesar de utilizar um email válido:

“Não acho que o Bellucci tenha jogado tão mal assim: falta personalidade e convicção nos pontos importantes. Ele teve inúmeras chances de quebrar o saque do Monfils, mas não cacifou. Ele continua pecando no mental, baixando a cabeça quando perde pontos que estavam sob seu controle.
Falta mais movimentação lateral e vertical: chegando frações de segundo atrasado em algumas bolas com a empunhadura que tem fica mais difícil ainda.

Pontos positivos: melhora sensível no slice (tanto cruzado quanto paralelo), ganhando alguns pontos com sua utilização. Instinto matador mais aguçado, indo para a rede volear (e bem!) quando sente que desequilibrou o adversário. Posicionamento mais aberto no saque: tirou a força e acrescentou efeito no serviço; fez menos aces, mas trabalhou bem com o saque aberto; fez menos dupla-falta também.

No mais, quero dizer que acompanho o blog há algum tempo e acho que seja o melhor do ramo no país. Acompanho o patrão na ESPN e aprecio muito seus comentários. Curto bastante a maioria dos blogueiros, todos contribuem bastante em termos de diversão e discussão.
Abraço a todos.”

Ambos, é óbvio, são tenistas. Suas colocações o evidenciam. Não assisti a partida do Ricardo, mas acompanho o raciocínio do Bruxo. Suas ponderações sobre o Tsonga são interessantes e reais. Suas colocações sobre o Ricardo também são boas, o que me lembra da máxima americana: o tenista é tão bom quanto seu 2º saque. Da mesma maneira que os cachorrões se distinguem dos outros pela sua capacidade de “fechar a porta” nos pontos importantes, como os BP.

LF – será Luiz Felipe? – foi na veia quanto a Thomaz. Ele não jogou mal – lhe falta personalidade e convicção. Na mosca e só com uma outra forma de dizer o que tanto insisto. Alias, disponibilizo abaixo um link para uma entrevista feita pelo jornalista Julio Gomes da ESPN com o tenista brasileiro, logo após entregar a rapadura em terra de canguru. Nela, questionado diretamente pelo Julio, Thomaz admite algumas coisas pela primeira vez – um passo na direção correta.

A percepção de LF de como e quando Thomaz “abaixa a cabeça” é correta. Assim como a deficiência na movimentação lateral – gritante quando dividindo a quadra com Monfils.

Sua análise dos pontos positivos também é de quem entende e sabe “ler” o jogo. Os slices, que Thomaz tanto relutava em usar (aqui a influencia do técnico que, também canhoto, utilizava bastante o golpe). Não sei sobre o “instinto matador”, mas concordo com as idas – necessárias – à rede para fechar o ponto. A mudança conceitual no serviço é um dado, apesar de que Bellucci é sacador e não pode abrir mão de umas duas vezes por game ir para o ace, nem que seja para intimidar – hoje ele foi quebrado em demasia.

Vi também um terceiro Comentário, onde alguém delira sobre se tivéssemos um tenista com a técnica de Bellucci e a cabeça de Ricardo Mello. Já li também sobre a mesma mistura com a entrega de Meligeni. É isso que dá quando se ouve pessoas que só começaram acompanhar tênis após Gustavo Kuerten e não tem Luiz Mattar ou Jaime Oncins, que seriam melhores exemplos. Vou dormir! – mas antes vou bater uma bolinha.

http://espn.estadao.com.br/australianopen/noticia/236194_VIDEO+EXCLUSIVO+BELLUCCI+CULPA+ERROS+BOBOS+POR+VIRADA+E+ADMITE+QUE+PRECISA+MELHORAR+ATITUDES

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terça-feira, 18 de outubro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:34

Começou o Pan

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O tênis masculino e feminino brasileiro devem viver realidades bem distintas no PanAmericano de Guadalajara. Os homens devem botar para quebrar e as meninas sequer passaram da primeira rodada.

O Brasil levou homens em um padrão acima do restante dos países participantes – isso se considerarmos os tenistas disponíveis em cada um deles. Consequentemente, três dos primeiros quatro cabeças-de-chave são brasileiros: João Feijão Souza, Ricardo Mello e Rogério Dutra. A exceção é o 1º cabeça-de-chave, o argentino Horácio Zeballos, um tenista que deve fazer bom uso da altitude. O resto da chave está no padrão de um Future, o que demonstra a falta de importância do PanAmericanos para os tenistas profissionais.

Já os brasileiros, ao contrário de argentinos, uruguaios, colombianos etc, vão porque há uma certa tradição onde os tenistas do segundo e terceiro escalão vêem no evento uma ótima oportunidade de defender o Brasil, aparecer na mídia e agradar patrocinadores. Um probleminha é que a transmissão na Recorde não dá a mesma reverberação que dá a Globo.

Com certeza os homens podem trazer mais de uma medalha nas simples e também uma nas duplas masculinas e outra nas mistas. Resta ver qual dos nossos vai utilizar melhor a oportunidade e as condições de altitude com quadra dura. Feijão é sacador, Mello é experiente e gosta mais de dura do que de saibro e Rogério venceu recentemente em Campos do Jordão, em condições muito semelhantes. Imagino que Feijão e Ricardo joguem a dupla masculina, onde eu arriscaria dizer devem ficar com o ouro.

Já as meninas vão ter que se esforçar para trazer alguma coisa nas duplas para ficar no padrão dos últimos Pans. As moças não venceram nenhum set contra tenistas que não eram nenhuma Sharapova, o que deixa o nosso tênis feminino na mesma situação desconfortável de há algum tempo. Teliana e Segnini jogam em uma chave de apenas nove duplas. Nas mistas jogam Rogério e Ana Clara. Ainda existem boas chances de medalhas.

PS: João Feijão Souza foi eliminado, surpreendentemente, logo na 1a rodada, pelo desconhecido equatoriano Julio Campozano, #399 do ranking, em dois sets!

Ricardo Mello – um dos favoritos ao ouro no Pan

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:18

Nas alturas de Guadalajara

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A delegação brasileira de tênis que jogará o Pan-Americano em Guadalajara embarcou ontem à noite, via Dallas. Aquele aluguel aéreo de sempre.

A expectativa da CBT são cinco medalhas, o que não me parece tão ambicioso, já que mandamos um time forte, especialmente o masculino. Ainda não consegui ver quem serão os adversários, mas geralmente não são lá tão fortes. Os nossos estão em um padrão bem competitivo para os Jogos.

As informações disponíveis são poucas, mas os jogos serão no Centro Telcel e lá as quadras, até onde sei, são duras, o que Ricardo Melo deve adorar e o Feijão Sousa nem tanto.

Um detalhe que, espero, tenha sido atentado por todos é que Guadalajara está a 1650 m de altura. É como jogar em Campos do Jordão – a bolinha anda bem. Fato que deve fazer uma diferença em vários esportes. Entre os tenistas, a primeira mudança é na tensão das cordas das raquetes – mais duras – para assegurar o controle das peludinhas. Além disso, o estilo de alguns se adapta melhor do que o de outros. Por exemplo; o sauqe do Feijão deve andar barbaridades. Mas todos tem que fazer alguma adaptação se não o bicho pega.

Os jogos começam na 2ª feira, o que deve dar tempo de todos se aclimatizarem.

Quadra Central em Guadalajara

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:35

Tá pronto o Feijão?

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Ontem no fim do dia fui abordado por um amigo me perguntando se eu não achava que o João Feijão Sousa poderia/deveria ter jogado a Copa Davis no lugar do Ricardo Mello. Quando alonguei o olhar sem responder, meu amigo adiantou que acabara de ler sobre a vitória de Feijão sobre o espanhol Tommy Robredo em Bucarest.

Talvez seja a melhor vitória do paulista até agora, sempre algo a festejar. Mais importante é a sequencia de bons resultados que começam a aparecer. Aos 23 anos, João vem encontrando seu jeito dentro do circuito. Seu ranking atual, #84 do mundo, é o melhor da carreira. Com ele consegue entrar em boa parte dos eventos da ATP Tour, o que é um enorme passo na carreira de qualquer tenista. É a primeira evidencia de que entrou na matilha. Agora a realidade muda e é uma nova, e crucial, fase de solidificação.

Quanto à pergunta do meu amigo que abre a post, a resposta é não. Primeiro porque Ricardo Mello já havia provado seu valor em Copa Davis dentro de suas limitações. Segundo porque Feijão atravessa tal fase. Isso quer dizer que, se fosse colocado e não conseguisse bons e surpreendentes resultados, sua auto-estima poderia ser afetada, algo nem um pouco aconselhável, neste e em qualquer momento. Ele e Bellucci são praticamente contemporâneos e, consequentemente, poderão caminhar juntos na Davis por alguns anos. Tudo em sua hora.

Além disso, João vem elegendo as quadras de saibro como suas favoritas – a Davis foi em quadra dura – e nela tem passado a maior parte de sua carreira e vitórias. Uma limitação que ele tem armas para enfrentar. O rapaz é grande, sacador e pega pesado nas bolas e sabe volear. Com certeza poderia ser mais rápido. Um cenário não muito distante do que Bellucci que vem corrigindo.

A escalação foi correta e tranquila. Não adianta decidir em cima de pressões e pressas. Se o Feijão continuar seu caminho, este o levará até a titularidade da Copa Davis.

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domingo, 18 de setembro de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 20:48

Perdas e ganhos

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Esta é a semana mais interessante da Copa Davis, que é a competição mais interessante do tênis. Não vou explicar a segunda colocação, porque já a expliquei inúmeras vezes – quem conhece tênis sabe do que falo, quem não conhece não vai entender mesmo.

É a semana mais interessante da competição porque se joga as semifinais e os “play-offs”. Ou seja, por um lado se decide os finalistas, por outro quem fica no filet-mignon da competição e quem vai amargar uma carne de segunda por mais uma temporada.

Para o Brasil foi, por um lado, mais uma data triste. Por outro, nem tanto. Poderiamos ter subido e não conseguimos. Mas dentro da derrota fizemos uma boa figura, o que tem sempre muito valor.

Em Copa Davis o que importa para o tenista que entra em quadra é ganhar. O resto é resto. Para o analista não é tão preto e branco; existem áreas cinzas. O Brasil ficou fora do Grupo Mundial. Mas, olhando de fora ou de dentro há outras miradas.

Nossos fracassos anteriores na hora da onça beber água não foram nada animadores. Dois deles, que me vêem à mente, de doer; Equador em casa e Índia lá fora. Duas babas que não deveriam ter escapado. Caso encerrado.

A derrota para a Rússia foi outra história. Não importa que a Rússia não é mais um poder mundial como era a poucas temporadas atrás. Jogavam em casa, em suas condições, o que é sempre uma vantagem, mesmo sendo naquele “cemitério” em Kazan – o pessoal de lá não parece dar muita bola para tênis. Ganhar nessas condições é sempre uma enorme dificuldade.

O técnico russo flertou com o perigo, seja lá qual era a razão dele. Alias, ficou a um único ponto de amargar uma séria derrota. Bellucci fez o trabalho dele no 1º dia, a dupla fez a dela no 2º dia – que prazer vem uma dupla afiada e bem jogada – e nossos dois singlistas fizeram o que podiam e mais um pouco no terceiro.

Hoje ninguém teve câimbras, passou mal, vacilou ou pensou na morte da bezerra. Todo fizeram seu trabalho como esperamos que façam. Nessas circuntâncias, vencer ou perder são consequência de entrar em quadra.

A partida que vai dar o que falar, por algum tempo, será a dos dois melhores de cada país. Thomaz Bellucci jogou, assim como no 1º dia, como esperamos que jogue nosso melhor tenista. Sem vacilos emocionais. Se existiram vacilos são parte do jogo. Com certeza, Thomas gostaria de jogar melhor inícios de sets; dois dos três sets que perdeu foram com seus serviços sendo quebrados no 1º game do set.

O terceiro set foi épico. Muito do que penso e sinto sobre Copa Davis esteve presente. Na parte emocional e mental Bellucci não nos decepcionou – pelo contrário. Superou nossas expectativas.

Dois comentários. Poderia ter feito o adversário jogar no 1º match-point. Um erro de devolução é tudo que o oponente pede nesse momento. No segundo MP não há criticas a se fazer. Só elogios à audácia do Youzhny que atacou sem perdão com sua direita na diagonal.

O segundo é que se eu fosse o técnico do Belo o faria assistir, algumas dezenas de vezes, até entrar em seu cérebro e subconsciente, o game onde quebrou o saque do russo no quinto set. Por que ele não joga sempre assim, ao invés de ser tão perdulário com os pontos? Se ele jogasse com essa estratégia em mente, o tempo todo, com o saque que tem, seria extremamente perigoso.

O pecado de Ricardo Mello foi começar tão mal a partida. Talvez ele não tenha se recuperado da derrota de Thomaz antes de entrar em quadra– algo que só foi, aparentemente, assimilado com o transcorrer da partida. A partida mostrou-se mais ganhável do que ele deve ter imaginado e do que o primeiro set mostrou. Como das outras vezes, Ricardo mostrou que tem um bom temperamento para a competição e que luta com seus limites.

A melhor notícia que sai dessa derrota é que os fãs de Thomaz Bellucci podem o encarar com outros olhos daqui para frente. Hoje ele foi o tenista que todos esperam. Aliou seu arsenal técnico a uma mentalidade e uma atitude condizente. Nenhuma séria crítica pode vir por aí.

Eu conversava, durante a partida, que a vitória daria uma enorme injeção de adrenalina na carreira de Bellucci. Não só pelas suas duas vitórias como pela conquista do time. Se não aconteceu, paciência. Thomaz ainda pode pegar tudo o que aconteceu e injetar uma tremenda dose de confiança em sua carreira. Hoje ele viu, assim como todos que quiserem ver, que ele pode ser muito mais tenista do que vem sendo e que os fãs têm visto. Após cinco horas de correria, em um cenário de extrema tensão, que não me venham mais falar que o rapaz não tem preparo físico. O que lhe falta, ou faltava, foi algo que hoje ele encontrou dentro de si próprio.

Em Kazan um novo Bellucci.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:04

Tamborim x Balalaica

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Lá nos cafundós da Rússia o Brasil tentará, mais uma vez, voltar ao Grupo Mundial da Copa Davis. Infelizmente desde o fim da era Gustavo Kuerten a equipe tem colecionado uma série de fracassos e desiludido as expectativas. Fica a ver se será lá nos cafundós que isso se acertará, mas só o peru morre na véspera.

A equipe formada pela CBT é encorpada, preenche os requisitos da competição atual e a formação de uma equipe moderna. Pelo menos em termos de cargos e infra-estrutura está tudo lá e mais um pouco. Se os escolhidos são os melhores é o que determina o sucesso ou não.

A dificuldade real começa por jogar fora de casa, em um país que conseguiu formar uma certa tradição nos últimos anos. O problema ameniza quando se verifica que os russos não têm mais um time temível, nem os indivíduos que faziam a diferença. Foram-se Kafelnikov, Safin e Davydenko. Ainda resta Youzhni, que não queria jogar e o técnico trouxe no laço e na chantagem emocional. Mas, mesmo ele já não é o mesmo perigo, apesar de ser um “jogador de Davis”.

O Brasil não surpreendeu com seus singlistas. Bellucci e Ricardo Mello são as melhores opções. Bellucci porque é o nosso melhor tenista – ver o ranking – mesmo não tendo mostrado o tal espírito de Copa Davis. Ricardo todo mundo sabe do que é, ou não, capaz. E já mostrou que cresce na competição, o que conta. Desta vez o técnico/capitão levou dois singlistas e dois duplistas, formação ideal e com seus riscos. Se um dos singlistas ficar dodói é um problemaço.

Os russos surpreenderam. Escalaram Youzhny, nenhuma surpresa aí, que enfrenta Melo. Mas, deixaram Tursunov fora e colocaram Andreev para enfrentar Bellucci. Das duas uma: ou o técnico/capitão Tarpicshev, que manda mais no tênis russo do que o pessoal da antiga KGB, sabe algo que não sabemos, o que não seria nenhuma novidade, ou a arrogância do Capitão pode custar caro.

Técnico surpreender a todos não é nenhuma novidade. Ele sabe todas as cartas do baralho e nós só sabemos as que ele quer mostrar. Mas, se ele quis poupar o Tursonov, por alguma razão, ou mesmo para as duplas, achando que o Youzhny ganha de qualquer jeito do Mello e o Andreev pode bater o Belo, o Czar pode cair do cavalo legal.

Mais uma vez o sucesso do nosso time passa pelo Bellucci. Ou ele joga ou nós toma. O Ricardo perder é esperado, mas, pelo o que jogou com o Simon em Nova York, dá para fazer uma fezinha bacana no campineiro. O jogo do Thomas é mais para ele do que para o adversário. O cara não joga bem faz tempo, tem um ranking bem pior e na única vez que se enfrentaram o brasileiro venceu (Gstaad 09). Os dois se dão melhor no saibro – então o Belo que ganhe.

Considerando um 1×1 após a sexta-feira, a perestroika russa pode azedar nas duplas do sábado. Os nossos – Melo/Soares – são mais duplistas, independente de quem entre em quadra pelos russos. O que é legal, mas tem um detalhe: a responsabilidade da dupla pão de queijo. Precisam ganhar ou vencer.

O terceiro dia eu deixo em aberto. Só garanto uma coisa. Se o Brasil abrir 2×1 para o Domingo, o tamborim pode tocar mais alto do que a balalaica e o estádio de Kazan pode se tornar um Gulag para Tarpicshev e seus camaradas.

A garotada vai invadir e pode tomar conta.

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terça-feira, 21 de junho de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:51

Virada

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O Ricardo Mello e esse Frank Dancevic não se entendem mesmo. E depois da partida de hoje o canadense, além de não entender não vai querer sequer ouvir falar no campineiro.

Na única vez que os dois se enfrentaram, na Copa Davis em 2007, a situação já foi um tanto escabrosa. Qualquer partida vencida, ou perdida, por 9/7 no 5º set deixa um gosto na boca. Amargo ou doce. Naquela ocasião, jogando em casa, o brasileiro conseguiu virar de um déficit de 0x2 sets abaixo para vencer na bacia das almas.

Fico imaginando o que passou na cabeça dos dois quando, mais uma vez, o agressivo canadense abriu 2xo em sets hoje em Londres. Desta vez vai?! Ou vai engrossar novamente? E o que passava pela cabeça do Ricardo quando, no terceiro set, quebrou o serviço alheio e, no game seguinte, deixou ficar 0x40 no seu serviço, só para fechar a porta, confirmar o saque e ganhar o set. Segundo ele, foi a partir desse game que o jogo mudou.

O que terão ambos pensado quando, ao sacar para fechar o quarto set em 6×5, Ricardo vacilou e perdeu o game! E que tenebrosas nuvens terão entrado na mente do Dancevic quando perdeu o tie-break e se viu novamente no 5º set com o marrudo brasileiro? Tenebrosas o bastante para que o set final fosse mais rápido da partida.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 12:32

Duas realidades

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Dois tenistas, duas realidades.

Ricardo Melo, de quem o público brasileiro não espera muito ou quase nada, vai, comendo por fora, surpreendendo a muitos, e chega, pelo segundo ano consecutivo, à semifinal do Aberto do Brasil.

Thomaz Bellucci, de quem o público brasileiro espera muito e mais um pouco, fracassa, mais uma vez, no principal torneio do país.

Ricardo teve seu momento de encruzilhada alguns anos atrás e não conseguiu dar o pulo do gato, algo que Thomas, bem mais jovem, realizou de maneira mais contundente. Afinal o canhoto de Tiete já se enfiou entre os 25 melhores do mundo o que não é pouco.

Ricardo pegou toda a pressão que existe sobre um tenista e a jogou no lixo. Não lidou muito com ela. Não criou expectativas sobre sua carreira, para o bem e para o mal.

Thomaz assumiu, publicamente, que tem altas expectativas para sua carreira, inclusive se meter entre os Top 10 – uma meta tão audaz quanto difícil.

Ricardo aceita a vida como ela é e sua carreira como parte dela. Treina, viaja, compete, luta, mas nunca teve um compromisso com uma meta que o forçasse a romper barreiras e limites, seus e do circuito.

Thomas tem essa ambição. Junto com ela, e nunca é de outra maneira, tem também as pressões e os medos do fracasso que se esgueiram pelas mentes dos que sonham alto e buscam suas realizações. Não resta dúvida de que a maneira como lidará com esse aspecto da sua carreira, determinará a grandeza de seu sucesso. Ao contrário de, por exemplo, Gustavo Kuerten ou mesmo Luiz Mattar, essa é a fragilidade de Bellucci. Como ele a atacará e resolverá, ou não, nos resta a ver. Como dizem, às vezes se quer tanto algo que se torna ainda mais difícil conseguir.

Por seu lado, Ricardo, com a estratégia “Chaves” do “não querendo querendo”, ou seria o inverso, chega, mais uma vez, a semifinal do Aberto do Brasil, sem nunca ter tido um ranking melhor do que #50 do mundo.

Thomaz, que já foi #21 do mundo, como disse o meu caro leitor abaixo, continuará convivendo com seus demônios, até que consiga os exorcizar.

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domingo, 9 de janeiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 20:55

Tetra

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Vencer um torneio duas vezes é um feito que deixa qualquer tenista especialmente feliz. Vencê-lo mais vezes é uma felicidade ainda maior. Após a segunda vez, o tenista adquire, mesmo sem nisso pensar, uma confiança subjetiva e indefenível, que toma conta de seu emocional e o coloca em um patamar distinto do de seus adversários. Ricardo Mello vive essa realidade no Challenger de São Paulo.

O campineiro ganhou o evento pela primeira vez em 2005. Depois disso não deu muito bola ao evento até vencê-lo novamente em 2009. De lá para cá, se encantou com o gostinho de começar o ano ganhando e não parou mais. São 15 vitórias e três títulos consecutivos. Aos 30 anos é uma bem vinda injeção de confiança e motivação – especialmente por enfrentar e bater tenistas bem mais jovens, a maioria dos participantes desses evento.

Vale ressaltar o finalista – um jovem paulista de 20 anos que veio do qualy para sua primeira final de Challenger. Rafael Camilo recebeu, ou melhor, conquisitou um belo presente de início de temporada. Uma semana dessa faz horrores para a confiança de um jovem tenista. Bom proveito!

Mello e Camilo – início do ano com pé direito.

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