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Posts com a Tag petra kvitova

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 Tênis Masculino | 17:07

Pecado

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O mais significativo dos jogos acabou sendo o ultimo – acabou já na madrugada australiana. O que não deixa de ser interessante. Em um dia onde não houve grandes surpresas, a zebrinha do dia foi onde um observador mais atento já podia ver a chuva vindo no horizonte.

Tanto por parte da britânica/australiana Laura Robson, que aos poucos vai se tornando uma força no circuito feminino, como por parte da Petra Kvitova, que aos poucos vai desperdiçando seu enorme talento.

Robson chamou a atenção do público quando aguentou o rojão e não enterrou o parceiro Andy Murray nas Olimpíadas, até pelo contrário. Ficaram a um game do ouro olímpico, mas, com certeza, a moça sentiu ali que grandes e melhores coisas podiam estar a caminho.

Kvitova é uma incógnita, pelo menos para mim. Tem aquilo que só Deus dá e de sobra. Mas parece carecer do desejo de ser uma campeã e menos ainda uma grande tenista. Lembro que após vencer Wimbledon a moça sumiu. Estava curtindo a fama. Até entendo, mas em um circuito como o do tênis dá para curtir uma semana, talvez duas, depois tem que colocar a faca nos dentes e ir à luta. O Delpo deu uma vacilada na mesma linha após o seu GS, não fou o único, o que mostra que a grandeza não é para todos.

Eu ficava desapontado em ver a tal Kvitova aparecer torneio após torneio com seu top curtinho deixando à mostra uma saliente, flácida e obscena pancinha. Não porque é horrível, mas porque denigre o esporte – quer dizer que dá para vencer Wimbledon com uma barriga daquelas?!

Mesmo após vencer a seu primeiro, e único – e eu esperava que fosse o primeiro de muitos – a moça não se animou a trabalhar o que precisava trabalhar para utilizar o seu enorme potencial. Não dá para colocar uma tenista como ela no mesmo planeta que um Djokovic, um tenista sem esse tal talento, mas com uma vontade de progredir, de ser cada dia melhor, que faz acreditar que todos podemos ser melhores em nossas vidas, seja no que for.

Petra não precisava chegar a tanto, bastava ter a mesma consciência de um Federer, a determinação de uma Sharapova, a coragem de uma Serena, ou mesmo a vontade de tantas outras que sem o seu talento conseguem fazer das tripas coração no circuito. Petra é um talento impar que está jogando tempo – algo sem preço e que não volta mais – fora como se crescesse em árvore. Não trabalha o físico, algo imprescindível nos dias de hoje, é mais lenta que transito das 18hs na Marginal, e depende de um bom dia para enfiar a mão em tudo que lhe aparece pela frente e que os deuses direcionem nas linhas certas.

Maltrata sua confiança como se esmaga uma flor e depois fica com os olhos marejados quando a casa cai ou comete 20 duplas faltas em uma partida. Se fosse uma tenista qualquer seria de um ridículo perdoável, esquecível e sem o valor da menção, mas, com o talento que recebeu de mão beijada, torna-se uma pecadora, um símbolo de como desperdiçar algo que os deuses distribuem com parcimônia e que por conta disso se torna sagrado e precioso, algo que deveria receber toda a atenção do privilegiado. Prefiro um trabalhador sem o mínimo dos talentos – é mais honroso.

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terça-feira, 19 de junho de 2012 Tênis Feminino | 13:19

Protuberância

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Continuando a saga “não aposte um centavo ganho pelo suor no tênis feminino”, a atual campeã de Wimbledon, Petra Kvitova caiu hoje, nas mãos de Ekaterina Makarova, na 1a rodada de Eastborne, tradicional preparatório para Wimbledon.

Continua sendo um livro fechado o futuro da talentosa Kvitova. Antes de Wimbledon 2011 eu já escrevia que ela estava próxima do sucesso por conta de suas qualidades. As quadras de grama encaixaram como uma luva ao seu estilo agressivo e ela atingiu o Nirvana das quadras.

O estilo da moça é quase tudo que um purista aprecia, mesmo usando duas mãos no backhand. Golpes fluentes, domínio de amplo repertório, inclusive junto à rede. A checa alia a força e altura predominante nas tenistas de hoje, com habilidades manuais privilegiadas, o que a torna ainda mais interessante e perigosa.

Mas a moça mostrou fraquezas e deficiências também. Primeiro por ter se acomodado com as láureas da vitória, jogando abaixo do padrão estabelecido em Londres pelos meses seguintes. Sem mencionar a protuberância na cintura, um pecado em tempos de dietas sem glúten, o que acusa uma ausência de comprometimento total. Mais ainda pela inconstância de sua qualidade até mesmo dentro de uma partida, evidencia de uma questão emocional ainda não resolvida, o que acaba prejudicando seu desempenho nos torneios. A derrota prematura em Eastbourne é um reflexo claro dessa instabilidade.

Kvitova chegará a Wimbledon como uma das favoritas, tanto pela força do título conquistado em 2011 como pelas vantagens de seu estilo na grama. Porém, como ela irá lidar com a pressão de defender esse título, ficou ainda mais uma incógnita a partir de hoje.

A barriguinha de Petra

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quarta-feira, 6 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:15

Showdown no OK Curral

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Escrever sobre jogos do Nadal torna-se repetitivo e sem graça. O cara não deixa os confrontos nem se tornarem, no mínimo, interessantes. Não perde sequer um set quando adentra o palco vermelho.

O Almagro é um ótimo tenista, perigosissimo na terra, mas quando vê o Animal do outro lado da rede vira menininha. Hoje até que tentou, no primeiro set, colocar um shortinho para enganar. Mas após perder o primeiro set no TB voltou para o vestidinho e miau.

O MalaMurray, o judas favorito de alguns sofasistas que babam em ovos nadalenhos, ainda não decidiu o quanto perigoso quer ser no saibro. Tem dias que ele põe a fantasia da “drama queen”, outros que dá uma aula de tênis para o coitado do outro lado e ainda outros em que flerta com a grandeza para terminar na pobreza.

O Ferrer é o antonimo do escocês. Tracem uma linha horizontal de um lado ao outro do quarto e terão a variação da determinação do espanhol através de uma partida. A não ser quando enfrenta o Animal no saibro ou o Federer na rápida. Aí, até ele vacila.

As mulheres, ahh as mulheres! Big Mary Sharapova continua surpreendendo pela qualidade. Ela aprendeu a jogar no saibro e vem depurando a cada jogo essa qualidade. Ela não tem mais aquela ansiedade, que vinha da falta de confiança em sua refularidade, de terminar o ponto de imediato. Aprendeu a “mexer”a bola. Como já pegava pesado e tem uma espirito guerreiro de primeirissima grandeza, alguém vai ter que se superar para batê-la em Roland Garros. E vai ficar mais difícil ainda quando forem para a grama.

A minha professorinha vacilou, porque teve chances de vencer, e dançou. Kvitova é mais tenista que a russa/cazaque Shvetova; conseguiu administrar seus altos e baixos e passar para a semifinal. A checa tem golpes poderosissimos e pode varrer qualquer uma da quadra. O problema da moça é que nem sempre entra tudo, já que joga bem reto. Às vezes nada entra. Mas que habilidade, que arsenal. Hoje, ela definiu a partida. Quando entrou, ponto dela, quando não, ponto da outra.

Shvetova tem o melhor par de pernas do circuito. Para não ficar no subjetivo, que é o meu e o seu gosto, me refiro à sua movimentação. A mulher é uma égua de tres anos. Ela não tem golpes contundentes, mas sua destreza em quadra é para dar inveja à muitos dos homens, sem falar no mulheril lentão. Além disso, tem um sorriso lindo, dentro e fora de quadra, onde assume uma persona bem distinta da que vemos entre as linhas.

Amanhã os homens descansam. Às 9h, Stosur x Errani na Quadra Central e a seguir Sharapova x Kvitova.

Na primeira, uma partida de duas moças com muitas pernas, ótima movimentação, fortes e dois estilos distintos. A australiana atacadora e a italina contra atacadora.

Sharapova e Kvitova é uma partida para pegadores e juizes de linha acompanharem com atenção redobrada para não sobrar para eles. O bicho vai pegar e a bola vai andar. As duas são de ir pro pau e salve-se quem puder e leva quem acertar mais. A única possibilidade de não ser um verdadeiro showdown no OK Curral é se o técnico de Kvitova lembrar que existe slices e convencer a pupila que essa seria uma maneira interessante e sutil de tirar a Shatapova, perdão, esse meu teclado vida própria, de jogo. Mas talvez eu esteja pedindo demais.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:27

1000!! e sem surpresas

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Os meus leitores são um capítulo à parte no meu Blog. Logo que resumo meu trabalho na ESPN e ligo para minha mulher, ela me avisa que o Blog está bombando e que o pessoal está excitado com a aproximação dos 1000 comentários.

Como marquei hora com meu colega Romeu para bater umas bolinhas no Clube, mesmo debaixo do sol que ferve São Paulo, mesmo que só para tirar a inhaca, não vou poder postergar muito este meu post, que não será o definitivo do dia – adivinhem qual será o tema deste!? Será que será antes do milésimo – eu e o Federer flertando com esse numero redondo!

O fato é que o tema de outro recente post – “Fabulous Four” – acabou sendo profético sobre o Aberto da Austrália. Os quatro melhores do mundo chegam às semifinais, provando que eles estão um degrau acima do resto.

Um colega meu de ESPN me pergunta se isso não mostra um momento menor do circuito. É a história do meio copo d´água. Eu vejo como um momento diferenciado, só que pelo melhor. São quatro excelentes tenistas e qualquer um deles pode ficar com o título que não seria nenhuma surpresa.

Desses quatro, Djoko, Nadal, Federer e Murray, só este não tem um título. Por isso, e só por isso, a minha “torcida” pelo Mala. Aí nos próximos, incluindo as Olimpíadas, teríamos realmente quatro tenistas em igualdade de condições. MalaMurray precisa de um título para tirar esse urubu dos ombros e poder explorar seus limites.

Na chave das mulheres uma interessante ambiguidade. Três tenistas – Kvitova, Sharapova e Azarenka – com chances de terminar a quinzena como #1 do mundo, algo muito difícil de acontecer e que acrescenta no drama do torneio – CruzadinhaWozniacki não poderá, pelo menos por enquanto, levantar seu dedinho indicador mundo afora.

No entanto, a favorita ao título, o que também não quer dizer muito, ainda é Kim Clijsters, que, e aí a ambiguidade, está fora dessa corrida. Ela tem jogado menos e seus pontos não são o suficiente para a colocar na “briga”. A belga de 28 anos tem mais experiência do que todas e quatro títulos de GS. Ela e Sharapova já foram #1 do mundo e ambas já venceram em Melbourne. Kvitova nunca foi #1, mas ganhou Wimbledon. Por fora, a intensa Azarenka, que nunca foi #1 nem ganhou um GS. Mas aí também a vitória de qualquer uma delas não será uma surpresa.

Uma homenagem aos leitores deste Blog. Abss

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Tênis Feminino | 12:17

Maldição?

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Esse assunto de #1 do mundo pega bem mais do que imaginamos na cabeça dos envolvidos. Especialmente entre as mulheres – ahh as mulheres, serão elas realmente mais frágeis? O tênis não tão raro insinua que sim, apesar de eu ter cá minhas sinceras e mais fortes duvidas sobre o assunto no dia a dia.

Caroline Wozniacki é a #1 do mundo há bastante tempo e mesmo assim não recebeu o reconhecimento que gostaria, muito por conta de nunca ter vencido um Grand Slam, o que mancha o seu ranking. Até mesmo em casa ela é acuada pela mídia, como ela mesma choraminga. Isso sempre mexeu com a cabeça da moça, que vem focando em passar a imagem de uma sorridente e bem humorada garota. O que é provavelmente verdade, a não ser quando está disputando um Grand Slam – aí o bicho pega.

Agora o bicho vai pegar tambem em outras paragens também. A simplória checa Petra Kvitova está às portas de destronar Caroline e começou a sentir “La pressione”. Petra perdeu ontem para a chinesa Na Li – outra que pirou após vencer um GS e que recentemente disse que o maridão como técnico era um ótimo marido – e assim perdeu a chance de chegar a Melbourne como “el numero 1”. Fato que, imagino, seria mais benéfico à Caroline do que à Kvitova. Caroline, no fundo de sua alma, bem que gostaria de jogar este GS correndo atrás e não na frente. A derrota da checa não deixou. Vai sofrer mais uma vez.

Fico imaginando como será esse evento feminino na Austrália. Talvez melhor não imaginar. De qualquer maneira, o assunto está em aberto, com as irmãs Williams cada vez mais longe das quadras e dos títulos, o que deixa um vácuo estelar no ranking feminino. Isso sem falar nas outras que já tentaram casar GS com #1, fracassaram, algumas abandonaram as quadras e outras ainda estão por aí tentando se acertar. Quem tiver mais sangue frio sobreviverá e ficará com o título e, talvez, com a posição de #1. O que, entre as mulheres, atualmente, tem sido mais uma maldição do que uma benção.

Caroline – ainda se agarrando à posição de #1 do mundo.

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domingo, 30 de outubro de 2011 Tênis Feminino | 14:16

A estratégia turca

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Estou com a telinha ligada para acompanhar a final feminina de Istambul, naquele que, supostamente, deve ser o Masters feminino e o torneio de encerramento da temporada. Confesso, como já escrevi, ser mais fascinado pela cidade e pelo sucesso em que os turcos transformaram o evento do que pela partida em si.

O fascínio pela cidade é mais do que compreensível, e já dei dicas sobre ele aqui mesmo. O sobre os turcos é o fato que eles praticamente não tem tenistas profissionais no país, e tão somente um outro evento do circuito da WTA, e nenhum da ATP. Para os que acompanharam as transmissões ficou evidente que o estádio esteve lotado diariamente, o que é sempre melhor do que aquele cenário de fim de festa dos torneios realizados na China e no Dubai e Cia. Os tenistas, como todo artista que se preze e tenha autoestima, adora um bom público.

A estratégia dos turcos, que além de quererem entrar na EU querem trazer os Jogos Olímpicos de 2020, e por isso tem que começar a impressionar o eleitorado com mega eventos (algo que o Lula conseguiu só no gogó, para o que, gostemos ou não, temos que tirar todos os chapéus a ele pelos próximos anos), foi baratear os ingressos para não afugentar o público. Funcionou. Os turcos gastaram cerca de U$42 milhões para realizar o evento, o que eu acho uma barbaridade. Mostra porque não temos um evento desse calibre, só possível quando os governos abrem os cofres – com valores até bem mais baixos do que isso é prejuízo na certa.

Enquanto isso, em quadra, mais um jogo tipicamente feminino. Kvitova abre 5×0, deixa a Azarenka empatar em 5×5 e fecha em 7/5. Vamos em frente.

Azarenka ganha o segundo e leva para a negra. Apesar da beilorussa ter uma esquerdaça – e um tremendo par de coxas, o que não tem nada com o jogo, mas não pode deixar de ser mencionado – quem decide mesmo a partida, de um jeito ou do outro é a checa.

Petra tem mais arsenal, apesar de ser muito desengonçada e uma tremenda e feia barriguinha. Mas compensa pelo estilo. Se joga no seu limite é mais tenista que a Azarenka e que quase todas as outras, com a possível exceção de Serena e Kim. Aí depende quem estiver em um dia melhor.

A checa é sacadora, usa bem o “saque canhoto”, um excelente drive, o cruzado é de arrepiar, bom revés com las duas manos, tem a finesse para o slice e a curtinha, e é muuuuito acima do padrão junto à rede, graças a sua mão santa. Uma belíssima tenista, de apenas 21 anos, que está colocando as manguinhas de fora e nos encantando com seu talento e habilidades.

Eu e minha tenista favorita em Istambul.

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011 Tênis Feminino | 13:22

Enlouquecidas em New York

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Comendo por fora, Maria Sharapova volta a ser um fator no circuito feminino. A fashionista russa já é a #4 do ranking, após a vitória em Cincinnati, sobre Jankovic em quase 3hs de jogo por 4/6 7/6 6/3, e vai para New York como uma das favoritas, sob as luzes da ribalta que ela adora. Afinal, a moça ganha mais dinheiro do que qualquer uma de suas adversárias graças ao seu “trabalho” fora das quadras, no que ela é muito boa, e New York é o centro do universo para tirar proveito desse fator. Se você pode vencer lá, pode vencer em qualquer lugar.

Eu diria que Maria e Serena Williams, outra que vem aos poucos se impondo novamente e que apesar do longo tempo longe das quadras tem mais pegada do que qualquer uma, são as favoritas ao último título de Grand Slam da temporada. O diferencial a favor das duas seria a maior experiência em títulos nos grandes eventos e o piso, rápido, que as ajuda. Serena adoraria mostrar que ainda pode, especialmente dentro de casa, na frente do público mais indócil dos GS, um perfil que ela deve adorar. Isso sem falar que ela deve ter aquela quadra central engasgada.

Mas, do jeito que as gatas andam se estranhando, a nova geração deve ter péssimos planos para acabar com a festa de ambas e começarem a se impor de uma vez por todas. Azarenka, Kvitova, Na Li e, por que não, Wozniacki, todas têm cacife para entrar nessa briga. Isso sem contar com algumas outras, como Zvonareva, Radwanska, Jankovic, Kuznetsova e, por que não, Ivanovic, que podem enlouquecer na Big Apple e surpreender.

Sharapova x Jankovic – as duas se odeiam desde os tempos de meninas.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011 Curtinhas, Tênis Feminino | 15:52

Quase pronta

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Com muita frequencia me perguntam sobre a iniciação de jovens, se deve ser assim ou assado. Óbvio que não é o caso da maioria dos freqüentadores deste Blog – boa parte parece já saber tudo sobre tênis, alguns, talvez, desde a mais tenra idade.

Apesar de o básico pouco mudar com os anos, hoje existem técnicas de ensino bem distintas de anos atrás. Elas vão sempre mudando, com a FIT, Federação Internacional de Tênis, tendo um departamento especifico que é gerenciado por alguns dos maiores fantasmaços do tênis internacional.

Essa é uma “briga” internacional, a qual não vou entrar, muito menos aqui. De um lado esse pessoal “viajante”, cheio de “técnicas”, metodologias, biomecânicas, e do outro, a cada dia perdendo mais terreno, os mais pés no chão.
Os metódicos falam mais bonito, carregam planilhas e computadores, tem poucos resultados práticos para mostrar. Os da velha guarda têm mais resultados e gostam mais do mano a mano com seus pupilos.

Existem hoje técnicas modernas que são inquestionáveis, assim como existem algumas antigas que também o são. Como eu disse, aqui, pelo menos hoje, não será o fórum para tal. Talvez outra hora.

O que posso dizer é que, como em quase tudo, a virtude está no meio, para a frustração dos radicais. Coloco abaixo um vídeo da atual campeã de Wimbledon, a checa Petra Kvitova, aos 4 aninhos – uma idade considerada por alguns como prematura, por outros não.

A moça veio ao mundo com certas habilidades e talento. Para sua sorte, seus primeiros técnicos não inventaram muito e mantiveram as coisas simples. Alí, aos 4 anos, o seu drive já existia e pouco mudaria através dos anos. O drive de uma campeã de Wimbledon.

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sábado, 2 de julho de 2011 Tênis Feminino | 13:59

Olhar #76

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Houve momentos em que a Petra Kvitova me deixou nervoso na final de hoje em Wimbledon. Houve um deles em que ela perdeu um game importante após errar duas bolas a dois metros da rede, dando uma pancada tão grande que parecia não haver alternativas para o golpe. No entanto, uma sutil delicadeza para o lado oposto ao da adversária teria feito o serviço com a exigida competência. Às vezes as mulheres podem me deixar irritado dentro de uma quadra de tênis, como alertei minha mulher enquanto assistíamos à partida, que me devolveu o olhar # 76 de desaprovação.

Mas a Petra tem muito mais talento e bola que a Maria, bastava ver se teria mais emocional nesta final. Mesmo com todas as vibrações negativas que devem ter atravessado sua mente, na sua primeira final de Grand Slam, ela administrou a situação. Teve seus momentos de safinaelenaanacaroline, mas mostrou que tem também whatitakes, ou seja, o espírito de campeã.

A moça saca muito, tem um drive fulminante e quando a adversária começa a achar que aquele lado não é um bom negócio, fica então a um passo do precipício, ao pensar em passar para o backhand, ainda mais venenoso, onde faz o que quer e mais um pouco – fiquei mais ainda irritado com sua recusa em usar mais o slice, algo que ela mesmo teve que se lembrar, para quebrar o saque de Maria no 1º set e, então, arquivar por uma eternidade.
 
É uma campeã muito bem vinda, pelo talento, habilidade e personalidade. Dona de um jogo vistoso, é menos vistosa pessoalmente – aquela blusinha salientando a barriguinha é terrível – tem ainda aquela simplicidade intocada; percebe-se pelo seu jeito e dos familiares, presente hoje no camarote, que veio de uma família bem simples.

Maria, como sempre esbanjando elegância, pelo menos nos outfits, fez o que pode, sendo arrojada e corajosa como sempre, ao mesmo tempo que limitada tecnicamente. Hoje encarou uma adversária que simplesmente pega mais pesado do que ela e não teve alternativa para apresentar – ao contrario de Petra, que teria mais variações – entre elas o SLICE – para apresentar.

Sobre a russa, se eu tivesse 10 minutos com a moça, garanto que não seriam gastos com uma balde na mão, em uma quadra de tênis e falando sobre a técnica de seu saque, que se é frágil, e o é, em momentos nervosos, não é por conta da técnica e sim do emocional, algo que continua crucificando as meninas em quadra.

Petra Kvitova – olho na moça…

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quinta-feira, 30 de junho de 2011 Tênis Feminino | 13:13

Experiência

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Experiência ganha jogo, assim como a falta desta pode trazer a derrota. Maria Sharapova derrotou a alemã Sabine Lisicki em dois sets rápidos porque há sete anos descobriu o caminho das pedras enquanto Sabine ainda não o achou.

Aalemã saiu na frente, abrindo 3×0, como se não fosse tomar conhecimento da russa, distribuindo pancadas enquanto Sharapova acumulava erros e duplas faltas. Ledo engano. Maria agüentou o rojão sabendo que sempre há um amanhã e que uma oponente pode sempre começar a pensar o que não deve.

Bastou igualar a partida, o que não foi difícil, para a Lisicki desmoronar emocionalmente como um castelo de cartas, expondo suas ainda existente deficiências técnicas. A partir desse momento, Maria soube enfiar a mão na bola, acuando e inibindo a adversária, apesar do martírio das duplas faltas, um total de 13 delas.

Maria e Petra fazem a final no Sábado. Uma final feminina, onde a devolução, e não o serviço, será o diferencial técnico. Mas o que determinará o título será, como muitas vezes acontece em finais, o fator emocional. Se Petra segurar a peruca leva, por ser mais completa; se vacilar leva Maria, mais experiente.

Maria – experiência, arrojo e uma bela direita.

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