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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:34

A hora

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As melhores notícias do tênis brasileiro no Rio Open correram por fora. Paula Gonçalves e Thiago Monteiro. Paula teve que passar pelo qualy e, se perguntada antes do Rio Open sobre suas pretensões no torneio, com certeza iria falar sobre as duplas, onde tem tido mais sucesso.

 

 

Thiago, que teve sucesso como juvenil, teve sérios problemas de contusão, ficou afastado das quadras um bom tempo e faz a sempre sofrida “volta”. Ela entrou na chave através do qualy, ele de um convite do torneio.

 

 

Paula foi preterida na escolha dos convites, até porque estes seguiram o critério do ranking. Teliana Pereira foi a única brasileira a entrar por méritos próprios, era à favorita ao título, mas ficou pela 1a rodada. Bia Maia e Gabriela Ce estavam à frente de Paula no ranking. Ela seria a próxima a receber o convite, quando a romena Cirstea, a bonitona que atualmente é #199 do ranking, já foi #21, e joga bem menos do que poderia, pediu o convite e Paula dançou.

 

 

Bem, uma coisa eu escrevo com toda tranquilidade – o azar de Paula foi sua sorte. Eu duvido que ele teria ganho essas mesmas duas rodadas na chave principal se não tivesse passado pelo qualy.

 

 

Tenista em geral odeia jogar qualifyings. Preferem atravessar os portões do inferno. Mas o fato é que depois que passam por um se sentem como os reis/rainhas da cocada preta – já com toda a razão.

 

 

Paula até agora ganhou quatro jogos – todos de tenistas melhores rankeadas. E não inventaram, nem inventarão melhor remédio para a confiança do que vitórias, em especial sobre tenistas melhores rankeados. E o que chamo de Confiatrix.

 

 

Ontem antes de entrar em quadra Paula chegou a preocupar seu time. Alegava um mal estar. Pensou-se uma virose, até a paranóia da zica voou por perto. Entrou em quadra com o pé atrás e começou mal. Aos poucos colocou o esquema que seu técnico Carlos Kirmayr lhe passara, virou o jogo e não olhos mais para trás. Acho que estava mais para ansiedade.

 

 

Independente do resultado da 3a rodada, Paula e seu técnico podem/devem buscar um novo olhar para sua carreira. Eu sei que para este ano eles colocaram metas mais altas. Olhando de fora, acredito que chegou a hora da moça fazer suas apostas nas simples. Até hoje, pelas circunstâncias, construídas pelos resultados, ela vem priorizando as duplas e tentando as simples. Afinal as primeiras é onde vem tendo mais sucesso – é compreensível.

 

 

Perante os resultados no Rio Open eu diria que é hora da moça jogar suas maiores fichas onde o bicho pega e lidar com a responsabilidade. As simples é onde o tenista quer estar e onde realmente o tênis profissional tem maiores reverberações. Senão acaba por se acomodar, ou encaixar, unicamente nas duplas que, convenhamos, é para quem não conseguiu sucesso nas simples.

 

 

O pior, ou no caso, o melhor, é que aos meus olhos Paula tem mais qualidades técnicas para ser uma melhor singlista do que duplista – e não que não seja boa duplista. Mas tem tamanho e envergadura, golpes sólidos e um saque que machuca. Tem pernas grandes e fortes que ajudam na necessária boa movimentação. Tem o peso e a altura para “montar” nas bolas e machucar e não ser só uma “passadora” de bolas. Tem muita coisa a seu favor para não arriscar ser melhor do que é. Chegou sua hora de descobrir se tem o que, no final, faz a diferença. Aquele “it” que separa as “cachorronas” das outras. Bem, a esmagadora maioria sequer tem a oportunidade e, especialmente, as ferramentas para tentar descobrir. Paula Gonçalves tem.

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terça-feira, 16 de abril de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 10:57

Prêmio Coração

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A tenista brasileira Paula Gonçalves, treinada por Carlos Kirmayr, foi uma das quatro premiadas hoje pela FIT com o “Heart Award”, ou o Prêmio Coração, pela sua participação na rodada de Fevereiro da Fed Cup.

Dez tenistas são apontadas por um painel de sete indicados pela FIT, entre eles ex-tenistas e jornalistas, e entre os escolhidos quatro são eleitos por votos públicos através do site da Fed Cup.

Além de Paulinha Gonçalves, Hantuchova, Agnieszka Radwanska e Galina Voskoboeva foram eleitas.

Paula venceu as cinco partidas que jogou – quatro simples e uma duplas. Ela foi a única que não passou para a rodada seguinte, já que o Brasil não se classificou. Dessa maneira ficou a conquista pessoal de Gonçalves, em quem Kirmay coloca a fé que nos próximos dois anos vai progredir muito. As outras receberão seus prêmios quando do próximo confronto. A FIT não informou como Paula receberá o seu. Além do prêmio, cada tenista tem direito a uma quantia em dinheiro para entregar a uma instituição de caridade. O da brasileira, no valor de U$1.000,00.

Paula fazendo a bola andar.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 12:46

As meninas do Brasil

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O tenista/técnico Carlos Kirmayr gosta de citar uma estatística feita com dados da WTA, dizendo que as tenistas maturam tarde, lá pelos 24 anos de idade. Com certeza a estatística não cobre as excepcionais, que estouram ainda adolescentes, nem eu sei detalhes da investigação de Kirmayr. Não deixa de ser interessante que o início de temporada está apontando nessa direção, com o sucesso de duas tenistas brasileiras já não tão jovens: Paula Gonçalves e Teliana Pereira.

Paulinha, 22 anos, que conheci meninha magrela ao chegar ao Centro de Treinamento Kirmayr, transformou-se em um mulherão, uma pessoa simpática e agradável e uma bela tenista. Vive hoje o melhor momento de sua carreira; semi em Campos do Jordão, quartas no Paraguai, campeã em Santiago e do Masters da CBT e primeira participação no Fed Cup, onde venceu todos seus jogos. Está nas trincheiras brigando pelo seu primeiro resultado em torneios maiores.

Teliana, 24 anos, está nas quartas de final do WTA de Bogotá, após bater Ivonne Meusburguer da Austria e a pirigueti francesa Alize Cornet, #30 do mundo e 2ª cabeça de chave do torneio. Joga amanhã com a tenista de Luxemburgo Mandy Minella para ir à semifinal. Está na estrada a um bom tempo. Não será hoje que vou contar sua história que com certeza é rica, como acontece com atletas que encaram o mundo profissional do tênis.

O fato a destacar é que ela, como várias outras, está por aí, mundo afora, comendo o pão que o diabo amassou boa parte do tempo, o que talvez não seja um drama para quem saiu do sertão pernambucano, mas não é um fim de semana na praia. O tênis a levou a cidades mundo afora que o leitor nunca ouviu falar. Profissionalmente, desde os 17 anos, sem contar os anos de juvenil. O sucesso desta semana coroa uma luta de anos, onde a moça teve que abrir mão de uma série de coisas que meninas de sua idade consideram normais. Duvido que para ela baste.

Na sua trajetória, Teliana passou por uma série de dificuldades – de contusões sérias no joelho a divergências com a CBT, que queria que abandonasse seu local de treinamento e aceitasse as indicações/exigências da CBT, o que fechou a torneira financeira da CBT para a moça – no fim do ano passado finalmente se acertaram, o que tem agora seus reflexos.

O tênis nacional estava tão deprimido que desde 2005 uma brasileira não vencia um jogo de simples no circuito da WTA. Nenhuma vencia duas partidas desde Vanessa Menga em 1999. Se Teliana se enfiar entre as 100 melhores (hoje é #156) pode ser a primeira brasileira a jogar um GS desde 1993 com Dada Vieira.

Não acredito muito em coincidências, por isso saliento outro detalhe. O Brasil hospeda o seu primeiro evento WTA em Florianópolis a partir de sábado, algo que, não sem razão, é celebrado por todo o tênis feminino brasileiro. Durante muito tempo não existiam eventos profissionais femininos no país. Nos últimos anos, acontceu um grande numero de eventos menores, numero até maior do que eu penso ser saudável, já que tende acomodar e confinar as/os tenistas dentro dos limites desses eventos. Quando tenistas almejam e brigam em torneios maiores, seus horizontes e ambições se ampliam e com isso eles crescem. Talvez o simples fato de saberem que pela primeira vez em suas carreiras jogariam um evento maior em seu país tenha servido de inspiração.

Enquanto Thomaz Bellucci e os homens decidem onde vão buscar sua próxima inspiração – já que o seu grande momento por aqui foi na semana passada – as meninas se dirigem a Floripa para fazerem a sua tão esperada festa. Quanto aos fãs, terão duas ótimas coisas a seguirem no tênis feminino nos próximos dias. As aventuras finais de Teliana em Bogotá – cidade que os tenistas brasileiros adooooram – e o WTA de Florianópolis, onde as meninas vão tentar elevar seus padrões por uma boa causa.

Teliana e o Djoko

Paula Gonçalves.

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