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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 História, Minhas aventuras | 12:04

Referências

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O tempo passa e as referencias mudam. Leio que o pai da Norah Jones morreu ontem em San Diego. Para o pessoal de minha geração a notícia leria que Ravi Shankar morreu aos 92 anos. Para quem não conhece nem um nem outro sugiro um pouco mais de educação musical. No caso de Norah, cantora com nove Grammys em um gostoso estilo fusion de jazz, pop e country com uma interessante incursão como atriz no filme Blueberry Nights.

No caso de Ravi Shankar é preciso gostar de música hindu e ter um pézinho nos anos sessenta. Curtir os Beatles é um must, já que foi ele que inspirou e ensinou George Harrison tocar a cítara, ouvida em músicas dos FabFour como Norwegian Wood e Within and without you entre outras.

Tinha uma época que eu adorava colocar seus discos, isso antes dos CDs, deitar e me perder na viagem sideral proporcionada pelo casamento das intricadas harmonias e melodias da cítara com os sons hipnotizantes da tambura e o alucinante batuque da tabla. Hoje que tenho disponível os CDs e os magníficos estéreos não o ouço tanto e quando ouço é de música de fundo – preciso rever urgentemente alguns de meus hábitos atuais.

Lembro que no meio dos anos 70 Shankar esteve em São Paulo e tocou no Teatro Municipal. Carreguei o Felipe Tavares, o mesmo que na semana passada organizou o evento Federer, para o Municipal, onde sentamos na primeira fileira das poltronas vermelhas. Foi uma experiência.

A música de Ravi influenciou mais do que suas filhas. Dos Beatles a John Coltrane, que deu a seu filho o nome do mestre hindu, o que, considerando as influencias e a influencia de Coltrane não é pouco.

O estilo Norah não foi influenciado nem de longe pelo pai, com quem, leio, tinha uma relação distante e tumultuada, apesar de que a genética ajudou. Ravi tem uma segunda filha música, Anoushka, que toca o mesmo dificílimo instrumento do pai e hoje é concertista internacional.

Tenho no meu ipod tanto o pai como a filha. Já sei o que vou fazer nas próximas tórridas noites em que preciso deixar as janelas abertas para que um pouco de brisa me permita parar de transpirar, acalmar o corpo e relaxar a mente. Vou colocar uma raga e checar a quanto anda minha sensibilidade musical.

Shankar no famoso Festival de Monterey de 1967

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