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Posts com a Tag Nadal

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 Copa Davis | 21:53

Esvaziando a Davis

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Será que os novos ídolos do tênis estão com a intenção deliberada de esvaziar a Copa Davis? Muito se tem falado sobre um novo formato, algo que já escrevi aqui e uma furada, pelo o que a Davis representa para o tênis como um todo.

A verdade é que cada vez mais os tenistas querem jogar cada vez menos. Ou pelo menos preferem se dedicar àquilo que lhes interessa. Quem já disse que tenista é um símbolo do individualismo que beira o egoísmo?

Só para se ter uma idéia a quanto anda essa “participação”, nos próximos confrontos – 5 a 7 de Março, faltam ainda três semanas – cinco dos top 7 tenistas do ranking mundial elegeram deixar seus times na mão, por uma razão ou outra: Federer, Nadal, Murray, Del Potro e Roddick.

Destes, não dá para criticar severamente o americano e o espanhol, sempre disponíveis para seus capitães. O argentino também não parece ser um que vá ficar escapando com frequência, mas está com o pulso machucado. A Argentina enfrenta a Suécia fora de casa e também duvido que Nalbandian compareça.

Já Roddick cansou de carregar o Blake e nem quis ouvir falar da fria de ir a Belgrado enfrentar Djokovic na terra, uma semana antes de Indian Wells e Miami, estes nas duras. Vai sobrar feio para os grandalhões coadjuvantes Isner e Querrey, porque o Blake continua com alergia ao saibro.

Já Murray deve estar cansado de carregar um bando de pernas de pau nas costas, inclusive o irmão. Do jeito que ele aparenta ser, não será a única vez que vai deixar os britânicos falando sozinhos.

Nadal, que precisa economizar o corpo, deve ter pensado; “bem, se o outro (Federer) não vai, eu também posso ficar de fora”, se referindo à indesculpável decisão de Federer de não participar do confronto contra a Espanha. Uma pena, pois o confronto seria histórico. Isso sim é uma esvaziada.

descontentamentoEsvaziando…

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 16:46

O sorteio da chave masculina

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A maioria dos tenistas fica apreensiva com a publicação da chave do torneio. Afinal, o rolar dos dados decide a sorte de muitos, para o bem ou para o mal. Alguns – eu sempre suspeito essa afirmação – juram que não olham, mesmo depois que o torneio começa. São adeptos de um susto por vez.

Como sempre, alguns gostaram do sorteio, outros nem tanto e vários devem ter odiado – mas não o confessam nem debaixo de boladas.

Como não odiar o sorteio o Luczak, que enfrenta o Nadal, e o Andreev, que enfrenta o Federer? Voar até o outro lado do mundo para encarar esses malas?! Apesar que existem uns “losers” que adoram pegar essas encrencas logo de cara para poderem dizer que pegaram o favorito ou o campeão. Tem cabeça para tudo.

Federer enfrenta Igor Andreev na 1ª rodada, mas tem Davydenko, o zebrão, nas quartas e, talvez, Baghdatis, uma zebrinha, antes.

Djoko e Gasquet, que voltou jogando bem, podem se encontrar na 4ª rodada. Haas e Tsonga podem colidir na 3ª rodada em um jogo de atacadores. Nessa chave, Marcos Daniel tem um clássico sul-americano com o colombiano Falla – uma partida bem ganhável para o brasileiro. O vencedor encarara o Soderling.

Thomaz Bellucci encara o casca-de-ferida russo Teimuraz Gabashvilli. Não é fácil, mas tem que ganhar essas. O vencedor encara Roddick. Nessa chave tem ainda o Berdich, o Querrey e o Gonzalez.

O Marin Celic vai, infelizmente, acabar com a carreira do mago Santoro. O Delpo, se jogar, por conta de contusão, enfrenta aquele baixinho Russel que quase eliminou Kuerten em Roland Garros. Se vencer, encara o vencedor de Blake x Clement, um jogo que pode ser tanto emocionante como de cortar os pulsos.

O Murray caiu na chave do Nadal, nas quartas-de-final, o que viria a ser uma partidaça, com um monte de coadjuvantes entre eles. Os que podem incomodar são o Monfils, que está mais perto do escocês, e o Isner e o Kohlschreiber que estão perto do Nadal – ou seja, o espanhol não está, como eu, perdendo o sono. Nessa chave temos uma 1ª rodada também tanto imperdível como de cair no sono. Stepanek e Karlovic se enfrentam em mais uma melhor de cinco. Na última, o croata bateu o recorde mundial de aces e fez a proeza de perder o jogo.

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Alguem ao olhar a Chave.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 Tênis Masculino | 18:45

Opções

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Poucos anos atrás não havia muito que inventar. Os tenistas tiravam suas férias, onde pensavam e faziam tudo, menos tênis. Voltavam aos treinos para realizar a pré-temporada, o momento quando refazem suas prioridades e estratégias, pensando o que querem e como conseguir.

Passavam cerca de três semanas entre academia e quadra, fortalecendo e protegendo a musculatura, aumentando a velocidade, afiando as raquetes e os golpes. Escolhiam entre os escassos torneios preparatórios e embarcavam para o primeiro GS da temporada. Não havia muito que inventar.

Hoje, se olharmos os melhores, e lá para baixo não é muito diferente, cada cabeça uma sentença e as opções são varias, pelo menos em o que e quantas semanas competir antes do GS.

O Federer jogou uma exibição e um torneio lá nas arábias. O Nadal também. Os dois encheram a mala de petro-dólares, pegaram o avião e fecharam a preparação para a Austrália duas semanas antes. Devem ter parado em alguma ilha do Pacifico para contar a grana e descansar um pouquinho. O Nadal já descobriu que voltou a ser um perigo. O Federer nem tanto.

O Roddick foi a Brisbane para ganhar um torneio e confiança. Se deu bem, apesar de que a competição era amena. O Davidenko, ninguém o convidou para a exibição, foi lá e venceu Doha – acho que foi o que se deu melhor. É um novo Davydenko?

O Murray só jogou a Hopman Cup, um caça níqueis, mas uma maneira de jogar umas partidas tranquilas já na Austrália, o que o Djoko fez uns dois anos atrás, quando venceu o evento e dançou logo no início do AA. Não quis voltar. Ficou só com uma exibição sem vergonha. Delpo, Soderling e Verdasco também – só na maciota, e assim mesmo o argentino se machucou. Este está à meia boca há alguns meses.

São várias cabeças e várias sentenças – não existe mais um consenso. O que fica claro é que os torneios preparatórios que os australianos realizam, ficaram reduzidos aos tenistas do segundo escalão. Os cachorros grandes preferem só aquecer os motores onde lhes molham as mãos bem molhadinhas, o que não é o caso dos preparatórios. Se alguém pensa que eles vão a Doha pelo clima está delirando.

Como escrevi acima, o único cachorrão que se apresentou nos preparatórios, e se deu bem, foi o Roddick. Talvez a nova realidade só sirva para confirmar que os tenistas adoram mesmo uma graninha, o que ninguém pode recriminar.

Talvez sirva também para os australianos pensarem como os ingleses, que fazem um torneio forte, onde vários cachorrões jogam, em Queens e deixam a semana anterior a Wimbledon para treinos leves. Mas ali ninguém pode fazer nada na grama nas semanas anteriores por conta de Roland Garros. O Aberto dos EUA e Roland Garros, possuem uma realidade bem distinta, com um encorpado circuito preparatório, inclusive com eventos da Série 1000.

Pensando bem, os australianos continuam em uma sinuca como sempre estiveram. Mas souberam fazer da adversidade a motivação para realizar o GS mais apreciado pelos tenistas – apesar de ser jogado na pior época, do outro lado do mundo e um fuso horário lazarento.

south-pacific-mapMuitas opções no Sul do Pacífico

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domingo, 10 de janeiro de 2010 Tênis Masculino | 13:18

Carpe Diem, Davydenko

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Nikolay Davydenko sempre foi diferente. Estranho. Nunca foi um dos caras. Nunca foi também um dos malas. Só estranho, longínquo.

Ucranianos e russos não gostam de ser confundidos. Davy nasceu na Ucrânia, mas mora e joga na Rússia. Em Volgograd, que um dia foi Stalingrad e cujo cerco na Segunda Guerra tornou-se o momento pivotal do século passado, descrito por Antony Beevor e tirou meu sono por tantas noites. Lá mora também a Isinbayeva, que bem poderia ter me deixado sem dormir por tantas noites.

Por um tempo, Davydenko tentou, sem sucesso, não ser nem ucraniano nem russo e sim alemão ou austríaco. Queria ser europeu. Não o quiseram. Não sei se se impondo sobre suíços e espanhóis sem muita parcimônia a reação deles vai mudar.

Nikolay sempre foi um tenista tecnicamente completo, sem ser o campeão que prometia. Seus golpes são excelentes. Poucos têm o equilíbrio de forças – drive e backhand – do rapaz. Seu saque não é lá essas coisas, entrega em certas horas, mas é um bom serviço. Sua velocidade é assustadora. Chega bem e bate bem, o sonho de todo tenista – e de todo técnico.

Falta-lhe aquele “Q” dos campeões, como tem faltado a todos os excelentes russos e russas que têm aparecido no circuito. Sei, ele é ucraniano, mas vive na Rússia, joga pela Rússia, talvez até pense como um russo. E russo é pessimista.

O incidente com apostas, e o fato de existir uma máfia russa, não ajudou muito. Se fosse americano, mesmo com o fato de existir uma máfia americana, talvez o pessoal da ATP jogasse por debaixo do tapete. Sendo russo..

Nokolay tem 28 anos, uma idade onde os tenistas equilibram, técnica, emocional e experiência em benefício de suas carreiras – especialmente se o físico fizer parte dessa equipe.

Depois de ser um dos maiores fregueses de Roger Federer, muito pela sua triste característica de entregar a rapadura na hora da onça beber água, livrou-se do “complexo gerulatis” e colocou o suíço na sua caderneta. Junto com o espanhol. É o único tenista a ter cinco vitórias e um saldo positivo contra Nadal, além de tê-lo batido nas ultimas três partidas. Alias, é o segundo tenista a vencer um evento após bater ambos.

Apesar das espetaculares vitórias nos últimos meses, ainda não vejo muitos fãs do russo/ucraniano por aqui. Falta-lhe um título no Grand Slam. Aí então o pessoal pode esquecer a falta de sal na sua personalidade, apesar de que ainda não existem tantos potristas.

Será que o rapaz conseguirá esse feito? Um feito especial devo dizer. Porque faz tempo que um Grand Slam não tem tantos favoritos. Todos jogando bem e sedentos por provar algo – Federer, Nadal, Delpo, Murray, Djoko e Davy, mais uns dois ou três que correm por fora, podem e querem uma casquinha australiana.

No caso de Davydenko, este vai ter que ser um pouco menos russo e ser um pouco mais europeu como ele tanto queria ou quer ser. Ser um pouco mais confiante, um pouco mais audaz, um pouco mais corajoso sob pressão, um pouco mais vibrante, ter um pouco mais de auto-estima. Ser um pouco menos russo. Ser um pouco menos pessimista, ter um pouco menos de “strakh”, esse veneno que os russos adquiriram após tantos anos de frustrações e sapos enfiados goela abaixo.

Pelo o que os últimos meses mostraram, este é momento de Nikolay Davidenko. O rapaz nunca jogou tanto tênis, nunca esteve tão confiante, nunca venceu com tanta autoridade. Talvez seja a hora de deixar de lado aquele bando de pessimistas escritores russos de lado, pegar um volume com as Odes de Horacio e se concentrar em Carpe Diem.

carpe

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domingo, 27 de dezembro de 2009 História, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:48

Destaques de 2009

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Posso até confessar minha preguiça, mas não fujo aos meus deveres. Abaixo os destaques de 2009. Se alguém quiser acrescentar…

O MELHOR
Roger Federer conseguiu sair do feitiço do espanhol Rafael Nadal – graça aos seus inúmeros talentos, alguns erros estratégicos do espanhol e a ajudinha de um sueco – virou a mesa e conseguiu aquilo que alguns começavam a duvidar. Dono de inúmeros recordes, se solidificou como o melhor da história, segundo muita gente que entende do riscado.

Wimbledon 2008

A MELHOR
Pelo menos tecnicamente, Serena Williams mostrou que não tem adversárias a sua altura. Sempre que a coisa aperta, ela sobe o padrão, na mesma proporção que suas principais adversárias descem. E no fim do dia é isso que distingue os campeões.

O MOMENTO – A vitória de Robin Soderling sobre Rafael Nadal em Roland Garros, escancarando algumas raras fragilidades do espanhol, mudando o curso da temporada, tirando o espanhol do topo do ranking a abrindo as portas para o suíço deitar e rolar.

A SURPRESA – A volta de Kim Cljisters. E não adianta pensar que foi só porque as adversárias amarelam. Ela bateu também, em partida memorável, Serena Williams. E não adiante dizer que foi com a ajuda daquela juíza de linha fantasma, porque ela iria ganhar de qualquer jeito.

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O GATO – O tenista que melhor deu o pulo do gato foi o argentino Del Potro. Comendo pelas beiradas foi subindo de produção e ganhando confiança, culminando no U. S. Open, em especial naquela inesquecível final contra Federer. O que ele deu de pancada aquele dia levou o padrão do tênis a um novo patamar. Uma pena que ele tenha desperdiçado o momento e jogado o resto da temporada fora.

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PARA VER DE NOVO – A final de Wimbledon, deixou claro, mais uma vez, que o tênis está, pelo menos para aqueles que entendem um mínimo do riscado, um degrau acima dos outros esportes em termos da simbiose qualidade/emoção. Aliás, os ingleses devem estar estáticos. A final, que raramente é um momento de alto padrão técnico em um torneio, foi o momento máximo da temporada dois anos seguidos. E ambas partidas entre as melhores da história.

TENNIS-WIMBLEDON/

A FAÇANHA – A vitória de Rafael Nadal no Aberto da Austrália. Bater o conterrâneo Verdasco naquela partidaça pela semifinal e depois encontrar forças, físicas e mentais, para bater um Federer babando por uma vitória, em um piso onde este era franco favorito, é um feito que não pode ser menosprezado em sua magnitude. Que o digam as lágrimas de Federer.

SAUDADES – Marat Safin, Fabrice Santoro e Amelie Mauresmo, três tenistas extremamente talentosos, não competem mais profissionalmente. Os três vão fazer falta. Safin ameaça de jogar os torneios de veteranos, o que não deixaria de ser uma surpresa. Se é para competir que vá jogar com os melhores.

BRASILEIROS – O destaque fica restrito a Thomaz Bellucci, que sentiu o bafo no cangote, soube controlar os nervos e mudar o rumo de sua temporada. Entrou e deve se consolidar entre os 40 melhores do mundo. A partir daí é um novo desafio e ele também é novo. Marcos Daniel teve o seu melhor ano e não deixa de ser legal ver um tenista veterano mostrando amor pelo esporte e vontade de melhorar.

Tennis - Allianz Suisse Open Gstaad 2009

ASSUSTADOR – A maneira como as tenistas tops continuam amarelando emocionalmente nos momentos importantes das partidas e dos torneios. Onde estão as Grafs da vida?

PARA ESQUECER – Vocês podem escolher. A derrota do time “comandado” por Chico Costa ou a cafajestada de Serena no U.S. Open. A primeira pela incrível oportunidade perdida dentro de casa contra um time bem ganhável e a segunda pelo fato, pelo palco, pela violência e pela cara de pau de se fazer de boba quando confrontada.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009 História, Tênis Masculino | 00:55

A Partida Mais Importante do Ano

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Como eu esperava, a lista de grandes partidas em 2009 apresentada pelos leitores foi mais ampla do que eu lembrava. Mas há que se escolher uma e por isso há que se escolher alguns critérios.

Percebi que os leitores oscilaram entre grandes confrontos, grandes rivalidades, grandes partidas de seus ídolos e partidas importantes, coisas que se parecem mas são distintas. Como ignorar a final de Wimbledon, para mim a mais emocionante do ano, quando Federer tornou-se o “maior jogador da história” segundo seus pares? A batalha entre Nadal x Djoko em Madrid? A emoção de Nadal x Verdasco e o drama de Nadal x Federer na Austrália? O inusitado de Dent x Navarro? A gama de opções de qualidade reflete o momento do esporte.

Considerei emoção, drama, qualidade, momento, importância, circunstância, palco e atores.

Por conta de tudo isso, escolhi como a partida “Mais Importante de 2009” o confronto entre Rafael Nadal e Robin Soderling pelas oitavas de final de Roland Garros.

Àquela altura, Rafa Nadal era o 1º tenista do mundo, o maior tenista sobre o saibro da história junto com Bjorn Borg, dono do recorde de invencibilidade em Roland Garros com 31 partidas e levava seus rivais – incluindo Federer, que chegara às lágrimas após a derrota em Melbourne e começava a se duvidar de sua possibilidade de bater o recorde de Sampras – à loucura com sua capacidade de vencer sobre todas as superfícies e em todas as circunstâncias.

Três semanas antes, Nadal aplicara uma humilhante derrota a Soderling no saibro de Roma. Os dois tenistas nunca se bicaram e Nadal disse publicamente que o sueco é o tenista que menos gosta no circuito. Um ano antes tiveram um conflito desagradável na Quadra Central de Wimbledon, já mostrado aqui no blog, onde o espanhol vencera no 5º set. Tal rivalidade definitivamente acrescentou uma pimenta ao confronto.

Até o jogo começar Nadal era o franco favorito. Acredito que nem a mãe do Soderling entrara na internet para fazer uma fezinha no filho. Lembro que comentei a partida na TV ESPN e sugeri que o jogo poderia engrossar porque o estilo Soderling encaixa com o estilo Nadal. Nem nos meus maiores delírios imaginei o que viria.

Uma das razões da minha escolha é que essa vitória é o mais forte exemplo da força da arquitetura tática em um jogo de tênis, algo tremendamente subestimado pelos tenistas, mesmo os profissionais. Soderling, junto com seu técnico Magnus Norman, e não sei se o dedo de mais alguém – lembrando, os suecos não são os melhores amigos de Nadal – fizeram um desenho memorável da estratégia a ser utilizada.

Eu acredito, conhecendo os tenistas, que Robin só conseguiu ser tão aplicado por conta da raiva que sente pelo adversário. Geralmente há um limite, nem tão extenso, que o tenista se permite ouvir, captar, aplicar e manter, durante toda a extensão de uma partida, especialmente em 5 sets, uma estratégia pré-determinada. A vingança, um tremendo motivador, é um prato que se come frio.

Tal estratégia teve um tremendo e inesperado impacto no circuito, oferecendo a outros jogadores uma luz em como enfrentar Nadal, acabando com a áurea de invencibilidade do tenista espanhol que, àquela altura, parecia incontestável.

A partir daquela derrota o circuito tomou uma direção diametralmente oposta a que vinha apresentando. Nadal não foi mais foi o mesmo; seu corpo deu sinais de fadiga, a confiança foi abalada e a somatória precipitou o fim do absurdo respeito que tinha por parte dos adversários.

Federer, vendo seu maior algoz fora do caminho, em Roland Garros e depois em Wimbledon, soube aproveitar a oportunidade, vencer ambos eventos, realizar seus maiores objetivos e se estabelecer como “The Greatest” – a partir dali tudo foi lucro para o suíço, nada foi como dantes para o espanhol e até o sueco mudou de categoria. Aquela partida na Quadra Philippe Chartrier mudou a história da temporada, e mais.

rafael-nadal-robin-soderling

Não encontrei nenhum video que preste do jogo, mas a foto fala alto.

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 Light, Tênis Masculino | 10:32

Acabou, mas vai começar.

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Com a facílima vitória espanhola na Davis chega ao fim a temporada de 2009. O time espanhol já é forte de qualquer maneira, jogando em casa todas as partidas fica imbatível. Uma boa parte do crédito dessa vitória deve ir para a união e a força do grupo e o comprometimento, a entrega e a liderança de seu melhor tenista: Rafael Nadal. Não há time campeão sem esses quesitos. Esse é um compromisso que o Federer não assumiu, seriamente, até hoje, especialmente agora que eles têm o Wawrinka.

Teremos entre agora e o início da temporada 2010, no começo de Janeiro, uns dias para repassar o que de melhor e pior aconteceu no mundo do tênis, o que eu não sou lá muito fã de fazer, além de explorar algumas pautas que os leitores costumam pedir, o que acho mais interessante. Agora será a hora de me lembrar delas.

Vou ver se consigo também o livro do Agassi, que será minha cultura inútil para a época festiva. O problema é que o meu cartão de crédito já levou dois paus no site Amazon e não sei de ninguém voltando do EUA nos próximos dias.

Aos leitores reservo também uma outra agradável surpresa que divulgarei ainda esta noite ou amanhã cedo. Só não o faço antes porque assumi o compromisso de não fazê-lo. A expectativa também pode ser positiva.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009 Copa Davis | 23:58

Mental, mental.

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Mental, mental, mental. Se eu fosse capitão do time checo estava considerando o harakiri – ou, melhor, matar alguém, de preferência um de seus pupilos. Não pelo que vem pela frente – alea jacta est – mas pelo o que aconteceu hoje.

Primeiro, o Berdich confirma aquilo que todos sabem – o homem tem tênis de campeão e sangue de barata. Jogou de igual para igual o primeiro set, mostrando, menos para ele, que uma vitória era possível. Depois de perder o 1º set virou menininha. Dá nojo. Aquilo é Copa Davis, era só olhar do outro lado da rede para entender como deve ser.

Aí entra o Radek. Por dois sets eu fiquei a imaginar as maravilhas que eu escreveria sobre o tênis do tcheco. Ele é um dos meus tenistas preferidos de assistir. Mas não dá para torcer por ele.

O cara só não fez chover em quadra. Deu uma aula para o “pedreiro” que eu pensei que o Ferrer fosse sair de quadra de tanta vergonha. Mas o espanhol mostrou que tem, e muita, é vergonha na cara. Ficou em quadra que nem cachorro desprezado por dono sem coração, esperando que lhe atirassem uma migalha para não morrer de fome.

Ah; o galã de Praga é generoso. Deu uma viajada logo no início do terceiro set e o jogo mudou mais do que amigo que fica rico. Radek, que vinha usando todo seu extenso repertório a cada ponto, sentiu a possibilidade de ganhar, pensou duas vezes e passou só a administrar. Vai administrar até o ano que vem.
Até aquele momento eu presenciava uma das melhores aulas de tênis já dadas em campo adversário em Copa Davis – 6/1 6/2 em 70 minutos. Um passeio.
Eram ataque surpreendentes mesclados com contra-pés, voleios magistrais que me lembravam o Edberg, curtinhas perfeitas, variações que nem o Federer tentaria. Tudo acabou no início do 3º set.

Foi aí que a realidade bateu e comecei a lembrar porque o Stepanek não tem grandes resultados apesar do tênis maravilhoso. O cara tem a personalidade para o espetáculo, mas não tem o caráter do campeão.

E o operário, com seu tênis reduzido, mas um coração infindável, lembrou a todos porque os espanhóis são campeões. E não tem nada a ver com os ensinamentos do Emilio Sanchez.

Rafael-Nadal-001 Nadal – e aqui ele está só torcendo.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009 Copa Davis | 19:22

Espanha x Rep. Checa

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Os espanhóis decidiram poupar Fernando Verdasco, que estava com dores em uma das pernas, no 1º dia de competição. Com isso, David Ferrer enfrenta Radek Stepanek na segunda partida de amanhã, logo após Nadal enfrentar Berdich.

Berdich hoje diz que é amigo de Nadal, mas em 2006 os dois armaram a maior confusão em Madrid, quando o checo mandou o público calar a boca e Nadal retrucou que ele que devia se calar. Na ocasião o checo foi pesadamente vaiado e reclamou muito do público. Agora diz que é amigão do Nadal – sei! Vamos ver amanhã.
Além disso, Thomas, que não aprendeu que em boca fechada não entra mosca, afirma que Soderling ensinou a todos como jogar com Nadal. E ele tem estilo semelhante ao sueco. Saber é uma coisa, fazer é outra. Veremos amanhã.

O jogo decisivo deve ser Stepanek x Ferrer. Pelas contas dos checos eles têm que ganhar uma partida na sexta-feira para o mingau não empedrar. É mais fácil contar com Stepanek do que com Berdich. Mas Stepanek ganhar de alguém no saibro? Só se for mesmo do Ferrer, que vem jogando pedrinhas. Mas o “pedreiro” tem coração de leão e é bom não apostar contra. O jogo deve ser de arrepiar de ruim e nervoso, ao contrário do Nadal x Berdich, que promete ser um jogão.
Eu diria, que pelo descrito acima, o negócio é decidido no 1º dia. A Espanha solidifica a vantagem ou os checos abrem uma porta para tentar a mágica e virar o jogo. Os espanhóis estão invictos em casa há dez anos.

Por enquanto os jogos são como abaixo, mas os técnicos podem mudar, e provavelmente o farão, a partir de sábado.

Rafael Nadal (ESP) v Tomas Berdych (Rep Checa)
David Ferrer (ESP) v Radek Stepanek (Rep. Checa)
Feliciano Lopez/Fernando Verdasco (ESP) v Lukas Dlouhy/Jan Hajek (R.C.)
Rafael Nadal (ESP) v Radek Stepanek (R.C)
David Ferrer (ESP) v Tomas Berdych (R.C)

esp x rep che Final da Copa Davis: Espanha x Rep. Checa.

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terça-feira, 24 de novembro de 2009 Light, Masters, Tênis Masculino | 12:50

Savile Row?

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Qual dos elementos abaixo está mais, e o que está menos, confortável, e o mais, e o menos, elegante, com a vestimenta formal que os organizadores acharam por bem colocar nos tenistas, por conta do evento ser jogado em Londres? Os dois elementos mais atrás, de chapéu coco, não contam.

Adianto, não por ter “inside information”, mas por utilizar simples métodos utilizados por famoso residente da Baker Street, próxima do local da foto, que as vestimentas não pertencem aos jogadores e sim foram cedidas pela produção local – atentem para o detalhe dos bolsos duplos em quatro deles, dois com bolsos altos e o mesmo corte do bolso em mais dois – o que prejudica, ou pensando bem, ajuda os tenistas.

Vejamos a avaliação fashion de nossos leitores. Opiniões femininas valem dobrado.

TENNIS-ATP-MASTERS

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