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domingo, 27 de janeiro de 2013 Tênis Feminino | 15:05

Ojeriza

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Ontem não me dei ao trabalho de acordar de madrugada. Primeiro que agora existe o luxo de se gravar e assistir, a hora que se quiser, dando um pulo nos comerciais, que foi o que fiz quando veio a chuva, após o met tênis e o cair da tarde. Além disso, não gosto das das tenistas envolvidas. Do estilo ainda gosto, um pouco, da Na Li, que pelo menos verga o corpo para sacar e um pouco de graça para jogar – a Azarenha parece um robô sacando, zero de molejo.

Mais grave, tenho certa ojeriza pela personalidade de ambas. Primeiro, que fique claro, tenho enorme respeito por qualquer atleta que atinja o que ambas atingiram em suas carreiras. Infelizmente Azarenka mostrou o que é, e, mais sério, onde estão as cabeças dessas moças atualmente, que é o que me irrita, ao sumir no vestiário por 10 minutos no game anterior a que sua adversária sacaria para o set. Se fosse eu não estaria lá quando voltasse – pior, a arbitragem atual é conivente com essas macaquisses. A própria Sloane, que ficou por lá contando carneirinhos, disse que na 2ª rodada já havia tomado idêntico aluguel de outra. Como a moça é nova no circuito, as outras forçam a barra. E Azarenka ainda mentiu de tudo quanto foi jeito quando perguntada a respeito; pior, ficou ofendida com as perguntas e a indignação geral. A que ponto chegou.

A Li é daquelas que tratam as pessoas como se fossem serventes e em publico vende, para quem quiser comprar, a imagem de gueixa bem humorada. Não vou entrar em detalhe, quem quiser que leia suas entrevistas. Atentos, pois parecem textos traduzidos pelas ferramentas de internet que não funcionam.

O que dizer do jogo? Como dizia o amigo Bebeto Freitas sobre o vôlei, quando este era em sets até 15. É um jogo até 12 e outro, mais tenso e para poucos, depois. A chinesa mandou no jogo até a hora de vencer em dois sets – aí segurou o braço. No set final, Azarenka procurou não inventar e a Li, mais uma vez, amarelou na hora da onça beber água. A bielorussa é mais jogadora e o resultado espelhou isso.

Mais tarde, o jogo dos machos.

A campeã.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011 Tênis Feminino | 12:36

Dureza.

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A questão da confiança é tema frequente aqui e nos meus comentários na ESPN. Com certeza por conta da importância do assunto em um esporte como o tênis. Um temo que só é totalmente avaliado por quem tem maiores intimidades com a competição. As outras pessoas avaliam cada uma de sua própria maneira, sempre de forma subjetiva. Só sabe a dor quem a sente. A confiança, ou, especialmente, a ausência dela, só se sabe verdadeiramente quem as vive. Quem lê o Blog sabe o quanto eu valorizo a tal Confiatrix e a ausência dela.

A crueldade, ou o assombro do assunto, dependendo de que ponta se está, é que a bichinha é como um vírus que se auto-alimenta. Um ser hiper confiante, como o Djokovic atual, faz coisas do tipo do match-point no jogo contra Federer em New York, onde enfia a mão na bola em um tremendo “dane-se” e a bola cai em cima da linha. Aquilo é confiança, gerando um fato que aumenta ainda mais a tal – uma maravilha!

Infelizmente existe a outra face da moeda, como tantas vezes vimos e comentamos. O caso atual é o da chinesa Na Li, ou Li Na – nem ela mais sabe como quer ser chamada, o que talvez seja reflexo da sua crise.

A moça não ganhou mais nada depois de vencer Roland Garros. Não só não ganhou como vem tomando uns cacetes incompreensíveis, especialmente para ela mesma. O ultimo – oh desgraça! – foi perder em casa, na frente de milhões, o que no caso dela é mais de bilhão. Li perdeu em Pequim, na 1ª rodada, para Monica Nicolescu, que não é nenhuma Serena, por 6/4 6/0. Até mais do que a rodada, o placar mostra onde está a cabeça e o coração da moça.

Perder por 6/4 é até compreensível. O inferno é não encontrar forças ou maneiras de reagir. Pior, não ter nenhuma certeza se vai se conseguir colocar a próxima bola na quadra, que foi o que ela confessou após a partida, uma duvida, como já escrevi, só compreensível por quem viveu esse drama.

Uma tenista que há quatro meses conseguiu o feito de se tornar a primeira chinesa a vencer um GS, e Roland Garros, talvez o mais difícil deles, se ver nessa posição é algo que fala alto sobre a realidade e as dificuldades do nosso esporte. A chinesa fez nesses meses o trajeto entre o céu e o inferno e só ela mesmo para saber onde foi que ela fez os pit stops que a levaram a tal bancarrota emocional e, consequentemente, técnico.

Na Li – dor e constrangimento.

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