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segunda-feira, 12 de março de 2012 Curtinhas, Light, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:29

Surpresas

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Como qualquer um, adoro boas surpresas. Uma vitória de Thomas Bellucci sobre Jurgen Melzer na quadra dura tem que ser considerada uma. Pelo menos pelo o que o brasileiro vinha apresentando em geral desde São Paulo e sua renegação às quadras duras. Como eu já disse antes que ele pode se dar bem nesse piso, pelo arsenal que tem, fico surpreso com a vitória, mas não com o resultado.

Não vi, mas o fato do Melzer não ter cumprimentado direito o brasileiro não é surpresa, ou vocês acham que ele é o MalaMelzer à toa? Talento ele tem de sobra, chatice idem. Mas sua aversão pode ter outra razão.

Vários tenistas tiveram que abandonar o torneio por conta de um vírus que está atacando Coachella Valley, a área de Indian Wells. Os tenistas têm dito que o problema é um vírus estomacal. A organização e as autoridades médicas locais insistem que é um vírus que se autoconsome no período de 24 a 48h é transmitido pelo ar e por contato e não por comida.

Os oito tenistas que abandonaram o evento por conta disso até agora são Zvonareva, Seppi, Kohlschreiber, Rybarikova, Mattek-Sands, Vania King, Monfils e Melzer, que abandonou as duplas após as simples. Federer também reclamou de febre, mas não passou disso. As autoridades dizem que há uma alastro por todo o estado da Califórnia e que muitos jovens têm faltado à escola por conta. Além de tenistas, pegadores de bola, juizes de linha e jornalistas foram atendidos e alguns hospitalizados. A ver se haverá novas baixas no torneio.

Outra surpresa foi a derrota de Murray, que não reclamou de febre ou mal estar. Só sentiu o golpe e que vai avaliar as razões da derrota. O fato é que o espanhol Garcia-Lopez jogou muito tênis e mereceu a vitória, algo que alguns fãs sofasistas tem dificuldades de entender. Para estes o esporte só tem graça se desenvolvido dentro de suas (deles) expectativas. Na verdade, a graça do esporte está justamente na competição e mais no improvável do que no esperado. Mas é mais fácil torcer do que entender.

Uma surpresa final foi o incidente que passou despercebido por muitos, mas não por um jornalista canadense, Tom Tebutt, um dos mais veteranos e respeitados do circuito.

Ele acompanhava o jogo de Llodra e Gulbis quando o francês usou o idioma de Montaigne para ofender uma chinesa que torcia pelo adversário, fato que o jornalista reportou em seu tuiter. O fato, junto com outro – Llodra ofendeu uma pegadora de bola e o supervisor desta durante a partida – levaram o torneio a multá-lo em U$2.500,00.

Não sei o que levou Llodra a tais indesculpáveis baixarias, mas o cara devia estar de mal com a vida para arrumar tanta confusão junta. No entanto, dois pequenos adendos que se não explicam talvez elucidem.

Não sei se é o caso, mas certos torcedores parece que fazem questão de “entrar na cabeça” de um tenista na maneira como torcem. Às vezes um único chato atrapalha mais do que 5 mil torcedores contra. Isso acontece muito em torneio juvenil e eventos menores.

Dá para perceber que quase todas as pegadoras em Indian Wells são bonitinhas, mas nem todas eficientes. Algumas não conseguem lançar uma bola e muito menos pegá-las quando elas chegam mais fortes. Vai ver as prioridades do francês não são as mesmas dos organizadores. Mas educação cabe em todo lugar. O assunto parece ter trazido mais incovenientes do que foi divulgado, até pela derrota de Llodra nas duplas, em parceria com Zimonic, perdendo para Nadal e Lopez, o que é uma surpresa sem tamanho.

Uma pegadora, uma toalha e Roddick

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 Tênis Masculino | 12:41

Aproveitadores e Petrodólares

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Não foi só os espanhóis que se aproveitaram da ausência dos cachorrões. O canadense Raonic volta a jogar bem exatamente na mesma época que começou a colocar as manguinhas de fora na temporada passada. Venceu  Não por acaso a temporada de quadras cobertas, cenário ideal para seu estilo sacador. Cenário ideal para seu estilo sacador. Nas 5 finais que jogou, ele disputou 12 sets, 11 desses foram longos e 9 no tie-break, o que dá uma dimensão exata do estilo que compartilha com Isner e Karlovic.

Mas seu saque não foi o bastante para derrotar o MalaMelzer, um dos meus tenistas favoritos de se assistir. Ele é totalmente “out of the box”, um alívio nos dias de hoje. O austríaco, que já havia se metido entre os Top10 teve um ano conturbado e horrível em 2011, mesmo aos 30 anos encontrou forças, já que o talento e habilidade não o abandonaram, para ir dentro da casa dos gringos – o Torneio de Memphis é um típico evento americano – e levar a taça.

Del Potro fez a lição de casa. Colocou 73% de seus 1ºs serviços em quadra, e se você não sabe a importância disso contra um tenista como Michael Llodra é melhor levantar do sofá, e venceu o evento realizado na sempre densa Marseille. É o primeiro título indoors do argentino, algo que me remete àquela final da Davis na Argentina. Mesmo assim, os franceses fizeram bom uso da semana. Llodra, que só joga com empenho quando lhe dá na telha, fez um belo torneio, sendo derrotado na final. Até lá nos lembrou do quanto emocionante e plástico é o estilo saque/voleio. Tsonga, mesmo derrotado por Delpo na semifinal, melhorou seu ranking para colocá-lo como o 5º do mundo, o seu melhor, nada mal em tempos de Fab4.

Uma semaninha bem democrática, que ajudou muita gente. Só não ajudou quem não quis ou não precisa. Mas esta semana, os petrodólares tiram todos os cachorrões, menos Nadal, da toca e os colocam no Dubai.

Delpo – levou a taça em Marselha.

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segunda-feira, 28 de março de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:10

Padecendo no paraíso

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Um dia completo de tênis deve passar pela mais completa gama possível de opções para se tirar o melhor proveito da oportunidade.

Uma partida entre dois tenistas diferenciados por seus estilos é um prato cheio de entrada. Michael Llodra é um tenista com um estilo em extinção, para a tristeza dos reais fãs do tênis. Seu oponente de ontem, Marcel Granollers é um daqueles mágicos do circuito. O confronte entre eles foi pau a pau, decidido na bacia das almas depois de muita disputa, drama e oportunidades que é o que enriquecem um jogo de tênis.

Assisti uma dupla feminina só é algo possível, pelo menos para mim, se houver algum encanto a mais em jogo. Isso sempre aparece com a presença de Aninha Ivanovic em quadra – mesmo de parceria com a tal de Petkovic, que pode ser uma gracinha dançando, mas é uma anta consagrada em quadra.

Nada melhor do que pegar o último game da Clijsters, em vitória apertada, tomar um sorvete regado por uma soda gelada, porque o calor dos últimos dias estava de rachar deixando a vida do público e tenistas um inferno (hoje, segunda-feira, o dia amanheceu nublado – chuva a vista) e depois acompanhar a partida que mais prometia no dia: Soderling x Del Potro. Prometia..

Isso porque o argentino deu um chocolate no sueco, que deve estar tentando entender o que aconteceu até agora. E o que aconteceu é que esses dois arrasa-quarteirões das quadras de quase 2m de altura, enfiaram a mão na bola como nunca deixando as arquibancadas excitadas. Mas isso era o esperado.

A vitória do argentino aconteceu, até de maneira categórica, porque esteve mais confiante em quadra, até porque não é o #4 do mundo nem tem que defender ranking – pelo contrário – que era o caso do sueco.

Mas isso não vem de graça. Enquanto os dois davam na bola como gente grande, o que não é difícil no caso deles, um fato me chamou a atenção e não o desconsideraria como o diferencial no resultado.

Del Potro soube misturar, acrescentando, por toda a partida, bolas altas, bolas longas e bolas com peso distinto, às pancadas que retratam seu estilo e o do adversário. Soderling permaneceu na estreita faixa da pancadaria e nela padeceu. Alôôôuuu!!

E antes que alguem venha me lembrar, atualmente não tem jogo do Novak Djokovic. Tem exibição. Até alguem pisar no calo dele.

Aninha sacando. Uma visão e uma dificuldade.

Teve gente que preferiu assistir Llodra no telão.

A torcida argentina acompanhou a vitória do hermano Delpo.

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sábado, 13 de novembro de 2010 Tênis Masculino | 23:46

Ótimos momentos

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Não é de hoje que acredito que a melhor opção para acompanhar um esporte não é como torcedor. Afinal, qualquer filtro que nos faça ver as coisas que não seja pela limpidez da realidade, sempre vai nos fazer ver algo que não é a verdade, além de nos ocultar o melhor lado do esporte que é o embate do homem com ele mesmo e, depois, tão importante, o embate com seu(s) adversário(s).

Sigo esse credo mais por natureza do que por filosofia, o que muito me ajuda e, por isso, tão pouco me estresso quando me vejo transgredindo-o. Sendo assim, não me deprimo, pelo contrário, quando, por alguma razão, escolho um lado só para, mais uma vez, esbarrar na frustração.

Este sábado, após fazer minha fisioterapia, programei-me para acompanhar as semifinais de Paris, que prometiam. Analisando os oponentes, e os possíveis encontros na final, decidi que “torceria” por Michael Llodra e Roger Federer.

Por que?

Porque o “maluco beleza” Llodra é um dos últimos moicanos capaz de nos presentear com o espetáculo do tênis saque/voleio bem executado. É uma beleza, um prazer indescritível, vê-lo sacar, correr à rede e ser capaz de mudanças de direção espetaculares seguidas de voleios magistrais – uma arte perdida em um mundo de grunhidos, pegadas radicais, tenistas robóticos, estilos engessados e unidimensionais. Arrêêêê! Além disso, só mesmo os marrentos vikings e as princesas escandinavas para torcer por Soderling e serem perdoadas.

Do outro lado da chave, pensava com meus botões, teria que ser louco ou francês, e não que, necessariamente, sejam sinônimos, para eleger torcer pelo “Mala” Monfils. Primeiro, porque Federer traz às quadras aquele algo a mais sublime que só os grandes artistas são capazes de oferecer. Uma mágica simbiose de Astaire com Kelly, se pensarmos em dançarinos, ou um Picasso com um Rafael, se pensarmos pintores.

Como se os deuses decidissem me punir por meu desvio filosófico, me forçaram a assistir dois dos melhores jogos da temporada no mesmo dia e amargar o fato dos meus dois “favoritos” saírem da quadra derrotados.

Não consegui ver o Llodra levar seu tênis à final em casa, após 3 match-points, o que o vai deixar sem dormir em paz por alguns dias. Mas, assisti um Soderling levantar o seu jogo em momentos cruciais, o que não era necessariamente a sua natureza, e é algo sempre louvável, especialmente na casa lotada do adversário.

Não me foi dão o prazer de ver um Federer agressivo e focado derrotar seu adversário e ir à sua primeira final em Bercy, mesmo tendo cinco MP. Pude, no entanto, ver um Monfils mais consciente, adulto e focado em ganhar, e não mais aquele tolinho mascarado, interessado em fazer papagaiadas em quadra e crente que poderia ser um campeão empurrando bolinhas para o outro lado da rede.

O que vamos ver, neste Domingo, às 12h, na SporTv, são dois tenistas em ótimos momentos em suas carreiras, explorando seus limites e seus respectivos talentos, que não são poucos, e por isso capazes de oferecer um grande espetáculo.

Se fosse escolher alguém para vencer, seria o francês, pela simples razão de ter aquele público, extremamente conhecedor e apaixonado por nosso esporte, mais feliz. Que os deuses não me ouçam.

Leia: 

http://esporte.ig.com.br/tenis/2010/11/13/monfils+nao+toma+conhecimento+de+federer+e+chega+a+final+em+paris+10113097.html

http://esporte.ig.com.br/tenis/2010/11/13/soderling+supera+llodra+e+alcanca+final+do+masters+1000+de+paris+10113086.html

Monfils – muito mais tênis e menos palhaçadas. Enfin…

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quarta-feira, 23 de junho de 2010 Tênis Masculino | 13:44

Apagão

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Não entendo bem o relacionamento da TV Globo com a SporTV. Eles têm, no total, três canais mostrando a Copa e poderiam ter feito hoje algo diferente. A Globo mostrou Inglaterra x Eslovênia, jogo mostrado também pela SporTV, a SporTV2 mostrou EUA x Algeria – jogo bem emocionante e com um juiz mais uma vez fazendo lambanças – e por conta disso tiraram o jogo de Andy Roddick x Michael Llodra do ar no início do 3º set.
 
Não seria o caso de a Globo mostrar um dos jogos da Copa, a SporTV outro e a SporTV2 mostrar Wimbledon? Gregos e troianos felizes. Bem, ficou óbvio que para eles não seria o caso e assim ficamos sem o jogo de Wimbledon, que até o momento em que foi suspenso, meia hora antes do início da parte de futebol, estava bem interessante, por conta do estilo dos tenistas.
 
E já que a expressão “pegou”, ainda deu para ver o momento “Clarão” da partida. Llodra, jogando muito e, especialmente, confiante venceu o primeiro set, sempre mais perto de quebrar Roddick do que ao contrário.
No primeiro game do segundo, Roddick se viu contra a parede em 15 x 40. Uma quebra prematura colocaria o jogo em um trilho bem distinto daquele que tomaria.

Llodra, pressionando, encontrou uma maneira de chegar à rede antes do adversário, teve um voleio alto de direita para quebrar e errou.

Jogando bem, o americano escapou e encontrou um detalhe nos games de seu serviço que tirou uma vantagem do adversário que vinha lhe incomodando – deixou de sacar fechado no iguais, onde vinha levando umas lambadas, e insistiu no saque aberto, o que deixou o outro mais defensiva.

Mas a partir daquela bola, e eventualmente após aquele game, Llodra não teve a mesma confiança do 1º set e Roddick encontrou seu jogo. E LLodra só é adversário para um batalhador como o americano se joga, constantemente, no seu melhor padrão.

Roddick – teve que se virar para ganhar.

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domingo, 21 de fevereiro de 2010 Tênis Masculino | 20:11

A quarta.

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Para quem gosta de um clássico saque/voleio, nada como assistir uma partida do maluco beleza Michal Llodra. O rapaz não tem a menor cerimônia de usar das vantagens do canhoto para sacar e volear, assim como não pensa duas vezes em incomodar com o quase extinto chip and charge para atazanar o serviço alheio. E faz isso tudo como poucos.

Foi assim que Llodra voltou a venceu um torneio após dois anos de secura. Não poderia escolher melhor lugar. Marseille – França. Para completar a festa dos compatriotas, do outro lado da rede estava outro francês, Julien Benneteau, outro tenista que gosta de ir à rede, sem a mesma sofreguidão do adversário. Final interessante, nestes tempos de tenistas que só vão em direção à rede para trocar de lado ou cumprimentar o adversário.

Enquanto esse foi o quarto título do campeão em oito finais, Benneteau seguirá amargando a frustração de perder na hora da onça beber água. Foi a quarta vez.

llodra

Benneteau e Llodra, dois doidinhos na final em Merseille que voltaram para a quadra para vencer a final de duplas.

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quarta-feira, 24 de junho de 2009 Tênis Masculino | 23:03

Atropelamento

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Que a quadra de grama escorrega demais da conta, como dizem lá no planalto central, todo mundo sabe. Que isso pode causar certos acidentes e mesmo contusões também não é novidade. É só acompanhar os primeiros dias de Wimbledon que presenciamos vários tenistas com a bunda no chão.

No entanto, para fazer o estrago que foi feito, atropelando a cadeira do árbitro, nocauteando a boleira e, em função disso, ainda ter que abandonar a partida, tinha que ser o malucão Michael Llodra.

O francês foi atendido pelo fisio, duas vezes, mas sentiu dores nos quadris e não pode continuar. Como o jogo era o último do dia na Quadra 1 e o público ficou a ver navios, o adversário, Tommy Haas, ainda ficou em quadra batendo uma bolinha com a boleira atropelada e um outro colega. Para quem não viu o acidente, veja abaixo.

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