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Posts com a Tag Masters de Londres

quarta-feira, 11 de novembro de 2015 História, Masters, Tênis Masculino | 15:01

O Masters homenageia a história

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Reverenciando o passado, algo que sempre diz boas coisas sobre qualquer cultura, a ATP decidiu nomear os grupos do ATP World Tour Finals com nomes de tenistas que marcaram a história do evento. Assim, ao invés de Grupo A, no evento de simples, teremos Grupo Stan Smith, vencedor do primeiro Masters, realizado em Tókio em 1970 – desde entao havia uma tentativa de agitar o tenis masculino japonês, algo que só se tornou realidade com a chegada de Kei Nishikori, que estará presente. Na época o torneio teve somente seis jogadores, no sistema round-robin de um contra todos.

O Grupo B será o Grupo Ilie Nastase, homenageando um atleta carismático, manhoso, bad boy e com um talento da estirpe de Roger Federer. O romeno Nastase venceu o evento em 1971, 72, 73 e 75, em uma época de nomes como Stan Smith, Arthur Ashe, Jimmy Connors, Rascoe Tanner, Vitas Gerulatis e, nos primeiros anos, ainda pegando o fim das carreiras de Laver, Rosewall e Newcombe – atentem, quase todos americanos e australianos crescidos em quadras super rápidas, piso que imperava na época junto com o estilo saque/rede.

Seguindo a recente formato das duplas serem jogadas no mesmo local e data das simples, os grupos também receberam nomes de grandes duplistas. O Grupo A será Ashe/Smith, vencedores do primeiro evento – percebam que Stan Smith fez barba e cabelo em Tokio. O Grupo B recebe uma homenagem ainda mais marcante. McEnroe/Fleming, uma dupla que, nos seus respectivos auges, pegaria os Bryans e faria-os dançar o twist de trás pra frente. Eles venceram o Masters SETE anos consecutivos – lembrando que ao mesmo tempo McEnroe venceu as simples do Masters três vezes e enquanto teve 71 títulos de duplas, brigava pelo topo do ranking em simples, onde teve 77 títulos. Uma pena que eu nao era amigo do cara na época, pois teria uma chance de faturar um título também! A melhor dupla do mundo entao era ele e mais um.

O Barclay ATP World Tour Finals, que começou como “Masters”, e teve teve diferentes nome nos últimos 45 anos, começa no Domingo. É jogado no maravilhoso “O2 Arena” em Londres e deve ser transmitido no Brasil pela SporTV.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 13:37

Dramas em Paris

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Se eu fosse pegar tudo que fanáticos escrevem ou querem eu estava perdido. No entanto, ontem fui dormir com a pauta do dia na cabeça e não é que a fanática pelo Djoko teve a mesma sugestão?!

A grande pauta extra quadra do Torneio de Paris é a decisão das três vagas que faltam ser completadas para o Masters de Londres, o evento final da temporada.

A dança das cadeiras se resume a três vagas disputadas por sete tenistas.

Como sempre acontece, chega nessa hora alguns piram e tremem e outros crescem.

Não é só o fato de ir a Londres. O evento, além de distribuir uma boa grana, implica em prestígio, o que implica em garantias melhores para a temporada seguinte, e melhores bonificações vindas de seus respectivos patrocinadores. Abrem muitas portas subjetivas também que os tenistas sabem bem a diferença que fazem. É a carteirinha do Clube dos Big Dogs.

Os tenistas, pela ordem de pontos, são Berdich, que a ATP em descuido chegou a anunciar como confirmado na chave só para desmentir horas depois, Tsonga, Fish, Almagro, Tipsarevic, Simon e Monfils. Enquanto escrevo, todos ainda têm chances.

Os com melhores chances são os três primeiros, que só ficam fora se fizerem bobagem e se algum dos outros barbarizar. Estes têm que pensar em termos de final e ainda torcer por tropeços dos primeiros.

De qualquer maneira, será interessante acompanhar o dia a dia dos jogos para ver como cada um deles reage a essa pressão extra. Os jogos com uma pimentinha a mais são sempre mais dramáticos e interessantes.

Aliás, em falando em chances e dramas parisienses, os mineiros Soares/Melo ainda têm chances de chegar a Londres. São remotas, não dependem só deles, mas existem. Torcemos!

PS: No fim do dia 09/11 os resultados confirmaram Berdich, Tsonga e Fish se confirmaram nas três vagas restantes. Ou talvez os outros quatro não conseguiram lidar com a pressão.

Thomaz Berdich – a ATP lhe puxou o tapete, mas deve ir a Londres

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 16:13

Escolha

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Rafa Nadal mandou um au revoir para os franceses e avisou que não joga o Aberto de Paris na próxima semana. Os Masters 1000 são obrigatórios para os tenistas que para eles se classificam, a não ser que contundidos – algo que não é o caso do espanhol. Ele mesmo nos informa no seu facebook que não joga Paris porque quer se preparar para o restante da temporada: o Masters de Londres e a final da Copa Davis. Ele avisa também que tem treinado bastante nas ultimas duas semanas com um juvenil chamado Frederico, o que deixa evidente que machucado não está.

O Aberto de Paris, jogado na semana que vem, é jogado sobre um piso rápido, o qual Rafa nunca venceu e que não deve fazer parte de sua lista de favoritos. Fatos que provavelmente têm algo a ver com a sua estratégia. Londres é jogado duas semanas depois e a final da Davis imediatamente na semana seguinte. O primeiro é jogado em piso duro indoors e a Davis em saibro coberto.

O assunto todo é uma sinuca de bico – eu me refiro à final Copa Davis, um evento capital e tão tarde na temporada. Esse é bem o caso do Calendário não amigável que os tenistas tanto reclamam. Nadal decidiu priorizar o Masters e a Davis, o que deixa evidente, mais uma vez, onde está seu coração. Lembro que esse assunto foi a razão principal da desavença entre Nabandian e Del Potro na final da Davis jogada em Mar Del Plata.

Os cachorrões estão jogando esta semana, jogam Paris e Londres, o que comprova que o foco deles é Paris e, mais ainda, Londres (só Federer que tem suas razões especiais para jogar, e ganhar, em Basel).

O ultimo torneio jogado por Nadal foi Xangai, na 2ª semana de outubro, duas semanas atrás, derrotado precocemente na 2ª rodada pelo alemão Mayer. Obedecendo as contas que os cachorrões fazem, Nadal até poderia jogar Paris, já que descansa também esta semana. Como no Masters lhe é assegurado jogar no mínimo três partidas, ele deve então adquirir algum ritmo para o evento e a semana seguinte. Mas é a final da Davis que deve ter falado mais alto, mais uma razão para os espanhóis tirarem o chapéu para seu ídolo.

Nadal e a Copa – gosta tanto que se pudesse comeria.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009 Masters, Tênis Masculino | 13:01

State of the art.

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Fui algumas vezes ao Masters quando era realizado em Nova York e Hannover. Na primeira, o evento era ótimo, na segunda uma droga. Na primeira, era realizado no Madison Square Guarden, em Midtown New York, uma cidade que ferve. Na segunda, em um complexo mastodôntico, feito para uma feira mundial, nos arredores de uma cidadezinha fria que era o fim da picada. Não fui a Xangai, onde presumo adoraria a cidade e odiaria o evento.

Nova York era campeã pela cidade, pelo local e pelo público, componentes chave de um evento, além dos os atletas, of course. Enriquece demais o calor do público que sabe como e quando aplaudir e quando silenciar. O tenista intui quando o pessoal das arquibancadas é tenista ou pára-quedista e seu desempenho espelha o fato. Para o público visitante, a cidade onde é realizado o evento é uma enorme diferença, para o bem ou para o mal.

Hannover tinha um bom público, os alemães viviam a febre de Graf e Becker, além de entenderem o tênis, o local era estranho, mas passável – algo como um gigantesco Anhembi – mas a cidade era de chorar. Um frio cão, ninguém nas ruas, nenhum lugar para ir, uma tristeza de cortar os pulsos.

Xangai, eu imagino, seja uma cidade interessante, o local devia ser bom, mas o público era de chorar. O pessoal e o tênis estavam em galáxias distintas. E para nós, que acompanhamos pela TV, evento do outro lado do mundo é de ir à loucura pelo fuso horário. Minha mulher deve pensar seriamente em me largar durante o Aberto da Austrália e as transmissões da madrugada. Eu, se pudesse, me largava.

Por conta disso, a minha expectativa com o Masters em Londres é bem positiva. A cidade é ótima, quanto a isso não há duvidas, apesar de que o local do evento, a Arena O2, ser fora do centro da cidade, lá onde Judas perdeu as botas no lado oeste e do outro lado do rio. Nada que um “tube” ou um taxi não resolva.

A Arena é “state of the art”, um local que nos faz sentir terceiro mundo apesar de sermos a sede da próxima Copa do Mundo e Olimpíadas. Imagino se um dia teremos um lugar daqueles por aqui e com os eventos para acompanhar.

O público inglês é também um dos melhores, tem por quem torcer, e tenho a suspeita será mais participativo do que o que comparece ao All England Club, local que inibe e constrange. Já foram vendidos 250 mil ingressos para os oito dias. Além disso, a imprensa é a melhor do mundo, de longe, e bota longe nisso. Isso ajuda a elevar o padrão do evento, dentro e fora da quadra, de maneiras objetivas e subjetivas.

Grupo A
Roger Federer
Andy Murray
Juan Martin del Potro
Fernando Verdasco

Grupo B
Rafael Nadal
Novak Djokovic
Nikolay Davydenko
Robin Soderling

DUPLAS

Grupo A
Daniel Nestor-Nenad Zimonjic
Mahesh Bhupathi-Mark Knowles
Frantisek Cermak-Michal Mertinak
Mariusz Fyrstenberg-Marcin Matkowski

Grupo B
Bob Bryan-Mike Bryan
Lukas Dlouhy-Leander Paes
Lukasz Kubot-Oliver Marach
Max Mirnyi-Andy Ram

Considerações a respeito dos grupos em post futuro.

o2ink101uploadedimage Bons ingredientes: Londres, Masters, O2 Arena, público, tênis.

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