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Posts com a Tag marion bartoli

quarta-feira, 21 de agosto de 2013 Sem categoria | 12:40

Distintas

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Ainda estou tentando compreender a decisão da atual campeã de Wimbledon, a francesa Marion Bartoli, de abandonar a carreira, semanas após conquistar o torneio de Wimbledon, o maior feito de sua carreira. É algo simplesmente inexplicável, apesar das explicações da moça. Para tentar entender sua decisão, avalio o contraponto, sendo este a anunciada decisão de Maria Chatapova (me sinto bem mais à vontade em mudar o nome da moça agora) de mudar seu nome, para logo em seguida anunciar que não mais o faria.

Existem duas personalidades mais distintas do que as de Marion e Maria? A francesa, uma graça de pessoa e muito mais simpática e generosa do que a russa, sempre foi o patinho feio do circuito, pelo descuido com seu visual, o tênis não ortodoxo, para dizer pouco, os métodos de treinamento adotados pelo pai/técnico e a total ausência de charme ou carisma. Do outro lado a Maria, arrogante e antipática, que faz todos os esforços possíveis em sem par no circuito, para ressaltar o que tem em dotes físicos, porque se for por outros dotes, tipo simpatia, morre dura, e um comprometimento perene e incansável em faturar em cima da própria imagem.

Marion vai completar 29 anos em outubro, uma idade em que a decisão de abandonar tudo por conta de ter o corpo cansado – razão alegada – surpreende. Maria tem dois anos a menos e parece que ainda vai longe. Pode-se alegar que Marion sempre carregou quilinhos a mais em quadra, o que uma hora cobra o preço, como tinha treinos físicos extenuantes, o que também cobra um preço. Mas o que instiga é a opção de fazê-lo após chegar ao paraíso – conquistando o “maior” torneio de todos.

Considerem o que a moça poderia faturar nos próximos doze meses. Os franceses tem uma séria carência por vencedores de Grand Slam, especialmente Wimbledon, e uma economia razoável capaz de gerar bons patrocínios. É verdade que um ou dois conselhos femininos/marketeiros da russa, mais do que dobrariam os números. Isso sem contar a maravilha que seriam as mordomias, inclusive as financeiras, no próprio circuito, o real “escritório” dos tenistas profissionais. Uma campeã de Wimbledon demanda, e consegue, coisas que vossas imaginações sequer cogitam. Na pior das hipóteses, jogando o que fosse, Marion seria alguns milhões mais rica e viveria no paraíso durante um ano que fosse, algo que toda criança que um dia pegou uma raquete sonhou. Foi-se com o vento.

Enquanto isso, Maria, mesmo perdendo precocemente em Wimbledon, e na 1ª rodada do único torneio que jogou desde então, e fracassando no relacionamento com seu recém contratado técnico, conseguiu agitar a mídia americana ao divulgar que ira mudar seu nome para Maria Sugarpova durante o US Open. Isso mesmo! Ele teria ido a um cartório para requisitar a mudança, algo que explodiu na imprensa americana e não só na esportiva. Logo em seguida avisaria que a mudança não mais aconteceria. Tudo isso só serviu para agitar o lançamento de uma linha de assessórios que acompanham agora a linha de doces da moça, lançada exatamente um ano atrás, com o nome de Sugarpova. Marion, com sua personalidade, talvez esteja dando graças a Deus de não ter ido a Nova York, onde o US Open começa na próxima 2ª feira, e ser ofuscada na mídia em sua maior hora pela moça dos doces.

Maria Sharapova candy line called sugarpova

 

B

 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 4 de julho de 2013 Tênis Masculino | 13:47

Nooossa!

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Adoro assistir a frantica crente Marion Bartoli jogar. Essa realmente é fora da caixa. Além de bater com as duas mãos de ambos os lados, a moça é maluquete total. A coreagrafia que arma entre os pontos é nunca dantes vista. Dos agachamentos aos treinos dos golpes antes dos pontos. Mais incrível é assistir suas entrevistas – a moça é pura meiguice. Hoje ela passou por cima da belga Flipkens em uma das surpreendentes semifinais. Lembrando, já esteve na final de Wimbledon em 2007, perdendo para Venus Williams.

Na segunda semifinal a “cara de quem não gostou” Radwanska usou de toda sua inteligência tenistica para realizar uma bela batalha contra a alemã Sabine Lisicki, que no fim conseguiu vencer por 9/7 no set final. A Radwanska tem mais habilidades, é uma tenista pensante, mas falta-lhe um saque para se impor. A falta desse golpe é a diferença entre ficar na semi, mais uma vez, e vencer um Grand Slam. Aliás, tremanda falta de classe a maneira como cumprimentou a adversária ao final do jogo. Já a alemã assume que o negócio dela é porrada, ao risco de fazer algumas bizarrices em quadra. Mas o jogo dela se encaixa na grama e por ter um bom saque consegue enfrentar, e bater, qualquer uma.

A final é um jogo aberto. As duas gostasm de agredir. A francesa já esteve lá e agora deixou o pai em casa e ficou com a direção de Mauresmo, uma mulher inteligente que deve conseguir falar bem com o emocional de Marion. Quanto a alemã, ela oscila um pouco mais emocionalmente, mas tem a mão pesada para incomodar e atrasar a Bartoli, que não tem tanta movimentação. Um bom confronto que, suspeito, vence quem trouxer a melhor estratégica para a quadra. E, como toda final, quem controlar as emoções melhor.

Antes de terminar, as felicitações e alegria pela vitória de Marcelo Melo e o seu eficientíssimo parceiro Dodig sobre a dupla malamór Stepanek/Paes. Nooossa, chegar à final de Wimbledon, batendo esses dois, e enfrentar então os Bros Bryan é tudo de bom. O mineiro vai dormir como um anjo esta noite.

A alemão Sabine

A francesa Marion

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terça-feira, 28 de maio de 2013 Roland Garros | 09:22

Após o almoço de terça

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Liberaram as quadras, mas o clima ainda está incerto – não sei não, mas pode ser.

Só para deixar mais claros àqueles que perguntaram. Tempo frio, a bola fica mais pesada. Tempo quente, mais leve. Quando chove muito ou há humidde no ar a quadra fica mais pesada e, consequentemente, mais lenta. Vocês fazem a conta a cada situação. Só digo que faz uma diferença, conforme o estilo do jogo. E também depende do adversário.

A QC está abandonada. Pode ser por conta da chuva e o frio que assustou as pessoas – é só lembrar ontem do dia lindo com Nadal e depois com o Gael – ou pode ser porque a Bartoli está lá.

Deve ser estranho para os orgulhosos gauleses torcer por negros, que são estrelas tenisticas desde Noah, e não é o francês padrão, ou pela Bartoli, que não é padrão em lugar nenhum. A moça está cada dia mais estranha. E não é só do estilo tenistico que estou falando. Ela deu mais uma engordadinha que a blusa justinha entrega fácil.

Aliás existe um livro famoso e interessante chamado “Mulheres francesas não engordam”, escrito por uma ex executiva francesa, que fala sobre, entre outras coisas, comer bem e não engordar, além de ótimas dicas sobre a Provence. A Marion bem podia dar uma olhadinha.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 Tênis Feminino | 13:42

Bondage

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Enquanto todo mundo espera São Pedro dar sua colher de chá ao evento em N. York, coloco abaixo o que espera Maria Sharapova. A russa está enfrentando, e perdendo por 0x4 no 1o set, a francesa Marion Bartoli.

Quando eu digo que a francesa é uma peça raríssima é pouco. Deem uma olhadinha no aquecimento da moça na Quadra 11 do complexo Billie J. King – local do US Open. Pernas amarradas, bolas quadradas, bolas amarradas etc..

Só mesmo o Dr Pardal do pai dela para fazer com que a filhinha pague esse mico. Ninguem mais no circuito usa uma parafernália dessas – e ela não está nem aí. Faz o que é mandada, joga com seu estilo, em mais de uma maneira, nem um pouco ortodoxo, e tem uma grande carreira. E por isso tiro o meu chapéu para ela. Vocês podem imaginar a Maria usando esse tipo de bondage – pelo menos numa quadra de tênis?

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quinta-feira, 31 de maio de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino | 10:43

Marion e a FFT

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Apesar de ser a federação mais rica, mais organizada e que mais investe em seus tenistas, os franceses ainda tem muito mais problemas do que se imagina com os jogadores. Já escrevi sobre o assunto em outras ocasiões. O assunto do momento reflete a derrota, de certa forma prematura, da Marion Bartoli, a tenista francesa melhor rankeada.

Bartoli sempre foi o patinho feio dos franceses. A federação não gosta muito dela, a imprensa acha que ela não é exatamente o que eles gostariam que uma tenista francesa fosse e quase que a ignoram e o público francês provavelmente preferiria que ela fosse belga.

Os franceses gostam, apreciam e respeitam os tenistas com uma boa dose de graça, carisma, um estilo vistoso e um bocado de firula. Dos que acompanham o tênis recente, que já não viu o Monfils e o Tsonga fazerem coisas totalmente desnecessárias para vencer, mas que fazem a galera vibrar. Noah era assim, Leconte então, e o veterano Barhami, que nunca jogou lhufas e é mais badalado até mesmo do que um Clement, outro “quadradinho”.

Bem, a Bartoli é o oposto de tudo isso que os franceses apreciam. Por isso, é esnobada “na úrtima” por todos eles. Sem mencionar que a moça é, para dizer pouco, estranhíssima em quadra, o que é imperdoável para os amantes da arte como os franceses. Para completar, a moça sempre esteve fora do radar da FFT, por quem nunca foi ajudada, não construindo um relacionamento com a cultura tenistica local. Ela sempre foi uma “filhinha do papai”, que foi quem apostou nela, abandonando sua própria carreira de médico para acompanhar e treinar a filha da maneira mais heterodoxa possível.

Mas o problema a que me referia no início. Marion, apesar de ser a mais bem classificada das francesas não jogará as Olimpíadas. Por quê? Por conta de uma regra da FIT e uma postura da FFT.

A regra diz que todos os tenistas para serem elegíveis para as Olimpíadas devem se colocar à disposição de sua federação para jogar a Fed Cup (ou Copa Davis) em duas oportunidades, se existentes, nos dois últimos anos (agora são quatro oportunidades o que fez aumentar a chiadeira)

A postura da FFT é de que nenhum técnico particular deve fazer parte dos times, restrito aos técnicos da FFT. Isso não é algo exclusivo da FFT – os americanos, e outras federações, também o fazem. Eu também tive problema com isso quando técnico da Davis.

Marion e seu pai nunca aceitaram essa regra. Ela diz que jogaria desde que o pai estivesse presente. A federação não cedeu – a regra é para todos e todos obedecem.

Marion não vai às Olimpíadas, mas prometeu colocar a boca no trombone após Roland Garros. Ela declarou que a FFT nunca fez nada por ela a não ser atrapalhar, culminando com o seu impedimento de ir às Olimpíadas, algo que traz prejuízos a todos, lembrando que a moça já foi vice na grama de Wimbledon, local dos próximos Jogos Olímpicos.

Já ciente do que vem pela frente, o presidente da FFT fez questão de estar presente nas duas partidas da moça em Paris e torcer ostensivamente pela moça, o que, ela confessou, a sensibilizou.

Marion pode ser uma esquisitona, mas é um doce de pessoa, coerente, bem falante e de bom raciocínio. Ela vazou alguns anos atrás que seu QI medido é de 170, o que, se verdade, faz dela um gênio. Após o jogo ela disse que não queria falar sobre suas demandas e encrencas com a FFT, até porque havia perdido o jogo e o melhor que tinha a fazer era ir treinar e melhorar seu jogo. Não sei se ela tem 170 de QI, mas me pareceu mais inteligente do que a maioria, que só sabe desfilar desculpas e reclamações após uma derrota, especialmente uma dolorosa como a de Marion.

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sábado, 31 de março de 2012 Tênis Feminino | 02:10

Enrolona Radwanska

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Na manhã em que perdeu para a Radwanska, a francesa Marion Bartoli foi vista na quadra de seu hotel em um daqueles treinos malucos que seu pai/técnico desenhou para a moça. Quem já viu não acredita, quem não viu não vai acreditar igual.

Não vou dizer que não faça algum sentido, mas diria que existem outras maneiras de fazer a mesma coisa e momentos distintos. Além disso, é o tipo da coisa que só um pai pode obrigar uma filha a fazer – técnico nenhum convenceria uma pupila.

A moca é amarrada pelos tornozelos no alambrado do fundo da quadra por um tipo de corda elástica e tem que bater nas bolinhas lançadas pelo pai. Às vezes são bate-bolas, às vezes são bolas lançadas com as mãos. E às vezes com uma raquete com um tipo de capa cobrindo as cordas e, lógico, pesando mais.

Além desses treinos, vamos chamar de diferenciados, a moça é hilária em quadra. Desde os agachamentos antes de sacar ou devolver, os intermináveis pulinhos de costas para adversárias, a maneira como segura e balança a raquete à sua frente enquanto ameaça a adversária com a maior das devoluções fazem daquele figura com penteado de crente algo totalmente distinto do atual tênis feminino.

Há quem goste, quem não goste, quem se divirta, quem ria, quem quase chore. Mas a moça me parece ser do bem e viver em uma realidade paralela. Ela é o pai, um médico que abandonou a profissão para se dedicar à filha tenista. Mas ele, apesar das esquisitices familiares, também parece ser do bem, apesar de que juntos formam uma dupla de outro planeta.

Tudo isso foi o bastante para eliminar a Zazarenka, mas não o bastante para incomodar a Radwanska, que segue sendo a tenista mais “enrolona” do circuito, graças ao seu talento, suas habilidades muito bem camufladas, um jogo pensado, uma raridade entre as moças, aliada a um jeito “cool” de ser dentro da quadra. A Radwanska não é a favorita na final, mas pode, com muito menos bolas, enrolar a engessada russa Sharapova.

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quinta-feira, 2 de junho de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:17

Rápidas

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As duas semifinais femininas foram mais rápidas do que eu esperava. Esperava mais também da russa Sharapova, mas a moça naufragou no próprio serviço, ao cometer 11 duplas faltas, uma delas no match-point.

Talvez o vento, o grande vilão do dia e que hoje castigou bastante a Quadra Central, tenha impedido melhores apresentações e partidas mais emocionantes. Equilibradas elas foram. Até o aperto de mão final não dava para apontar uma vencedora em nenhuma das partidas.

Venceram as melhores.

A chinesa Li Na, ou Na Li ?? – êta polêmica desnecessária – jogou e joga mais do que a russa Sharapova. Saca melhor, e quem não saca??, se movimenta bem melhor, e tem a direita mais contundente. A esquerda e a postura da russa são melhores, mas faltou golpe para ela hoje.

Schiavone, a balzaquiana, tem um tênis das antigas, se comparado com os de hoje. Faz de tudo em quadra. E foi esse arsenal que possibilitou que enrolasse direitinho a francesa, engessada nos seus golpes com as duas mãos de ambos os lados.

Francesca sabe jogar um top spin com a direita, uma esquerda marvada, de reta, passando pelo top spin e salameando com o slice. A francesinha teve que experimentar de tudo e, claramente, não gostou. Foi uma autentica aula e vitória da estratégia.

A final, no Sábado, é imprevisível. A chinesa tem mais peso de bola e a frieza oriental frente ao perigo. Mas a italiana conhece o caminho, domina a mistureba de golpes e consegue levar a pressão numa boa. A chinesa bate reto e por isso pode tanto varrer a adversária da quadra como naufragar nos erros não forçados. É o jogo que vamos acompanhar no Sábado, nos canais ESPN, a partir das 10h.

Francesca – usou a cabeça para vencer.

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