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terça-feira, 25 de outubro de 2011 Masters, Tênis Feminino | 14:19

Turkish delights

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Istambul é a cidade que melhor me apresentou o fascinante casamento de vibração, história, exotismo e contrastes a tornando em um local imperdível de se visitar. Sempre tive uma curiosidade enorme em conhecê-la, desde o meu antigo contato com os livros de história e em especial a leitura do clássico de Edward Gibbon. Intrigava-me também saber que a toda oportunidade o ex-presidente Janio Quadros corria para Istambul, enquanto Paris e Londres davam sopa na Europa.

Quando fui para lá em 2007 descobri que deveria ter ido muito antes. Uma das razões pela qual não fui é que boa parte de minha vida fui condenado a conhecer somente cidades ao redor do mundo que abrigavam torneios de tênis. Como as férias eram raríssimas, quando aconteciam eram passadas, obvio, em casa. Como agora só admito viajar a lazer, Istambul foi uma escolha natural e tardia.

A cidade tem cerca de 2.600 anos de história, já foi o centro do universo e durante toda sua história foi a porta da Europa para a Ásia e vice versa. Ainda hoje a cidade e dividida pelo efervescente Bósforo entre a Istambul européia e a Istambul asiática.

Fico a imaginar o quanto isso teve a ver com o fato de Maria Sharapova chegar uma semana antes à cidade para o Masters feminino de 2011. Normalmente tenistas chegam no máximo dois ou três dias para os eventos.

Agora as oito melhores tenistas da temporada começam hoje o espetáculo para o público local, que é fanático por futebol, mas nunca foi muito fã do tênis. Mas o país está, há anos, em uma campanha ferrenha para ingressar na Comunidade Européia, sempre levando uma buzina do pessoal em Bruxelas. Mas do jeito que a coisa anda atualmente já não sei se vale mais tanto a pena. Mas trouxeram o evento que fecha a temporada para a cidade.

As mulheres estão divididas em dois grupos: O primeiro com Wozniacki, Kvitova, Zvonareva e Radwanska. O outro: Sharapova, Azarenka, Li, Stosur. Este grupo da russa está bem mais “baba” do que o primeiro.

O “plus” do evento é que a posição de #1 da temporada ainda está em aberto. Isso pode significar centenas de milhares de dólares nos contratos das tenistas, especialmente nos de Sharapova, a tenista que mais arrecada fora das quadras – e não se enganem, o #1 da temporada é muito bem recompensado nesses casos. O que talvez explique a precoce presença da russa na cidade, onde treinou, fotografou fez toda uma campanha de marketing para agradar o público.

Wozniacki, com 7115 pontos está na liderança e quer lá ficar, porque ganhar um GS nem pensar. Mas Sharapova (6370), Kvitova (5870) e Azarenka (5630) têm chances aritméticas de passar à frente. Com uma vitória na 1ª fase, Caroline tira Azarenka da corrida. Com duas tira Kvitova. Se ela vence os três jogos dessa fase e Maria não vence os seus três a russa está fora. Se ambas vencerem, o bicho vai pegar nas semis e quiçá na final. Acho que alguém treme antes – senão a final pode ser um verdadeiro “Turkish Delight”.

TURKISH DELIGHTS – OS ORIGINAIS E O FORÇADO, AS MENINAS FICAM BEM MELHOR DE SAIOTES….

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011 Tênis Feminino | 13:46

Parlamentar

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A russa Anna Chakvetadze foi um dos maiores talentos surgidos no tênis na ultima década. Aos 16 anos já estava aprontando no circuito e aos 20 era #5 do mundo. Dona de um tênis limpo, elegante e eficiente, ainda tinha a seu favor um espírito combativo e intenso sem as macaquices vista por aí. Mas que não a desafiassem, pois a gatinha virava uma onça. Lembro de um vídeo que postei aqui de uma partida dela na Fed Cup contra Israel, como visitante. A certa altura o publico começou a provocá-la e a moça virou bicho, sem perder a competitividade, pelo contrário, vibrando a cada ponto, desafiando o publico que tentava hostilizá-la.

No final de 2007, Anna enfrentou um problema pessoal tenebroso. A casa de seus pais, onde ela estava, foi invadida por bandidos que barbarizaram e roubaram. Detalhes nunca foram divulgados, mas a moça acusou o golpe, espelhado nos maus resultados.

Em 2008 seu tênis começou a sofrer, as derrotas vieram e em 2009, aos 22 anos, fechou com o pior ranking em 5 temporadas. Este ano Anna enfrentou uma série de problemas nunca bem explicados. Teve que abandonar cinco partidas durante a temporada por conta de tonturas e desmaios em quadra. Não jogou Roland Garros, perdeu na estréia de Wimbledon para Sharapova, não jogou o U.S Open e viu seu ranking despencar para #150.

Talvez por conta dessa doença – dizem que viral – Anna se afastou das quadras sem divulgar detalhes e o retorno. O que divulgou é que vai concorrer ao Parlamento russo, como candidata de um pequeno partido – Partido da Causa Justa – que a pouco tempo expulsou o seu presidente, o bilionário Mikhail Prokhorov. A moça será a terceira na lista do partido.

À distância é sempre difícil saber a realidade das coisas. Sua companheira de Fed Cup, Maria Sharapova, que diz com a boca cheia que não têm amigas no circuito, avisou que acha difícil alguém fazer duas coisas bem feitas ao mesmo tempo. O que eu concordo e pergunto: e essa “segunda” carreira que várias das moças têm, achando que são também modeletes?

Contusões e doenças além de dificultarem a parte física mexem muito com o emocional. É uma dificuldade indescritível um atleta não poder fazer o que gosta e sabe poder fazer. Mas, suspeito, que o problema da Anninha é outro e a doença, talvez, só uma maneira perversa de o corpo externar o que a mente quer. Pelo perfil da moça, os parlamentares que se cuidem se ela for eleita.

Anninha despenca no Dubai

Anninha em Israel para o delírio da companheira Maria Sharapova

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011 Tênis Feminino | 13:22

Enlouquecidas em New York

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Comendo por fora, Maria Sharapova volta a ser um fator no circuito feminino. A fashionista russa já é a #4 do ranking, após a vitória em Cincinnati, sobre Jankovic em quase 3hs de jogo por 4/6 7/6 6/3, e vai para New York como uma das favoritas, sob as luzes da ribalta que ela adora. Afinal, a moça ganha mais dinheiro do que qualquer uma de suas adversárias graças ao seu “trabalho” fora das quadras, no que ela é muito boa, e New York é o centro do universo para tirar proveito desse fator. Se você pode vencer lá, pode vencer em qualquer lugar.

Eu diria que Maria e Serena Williams, outra que vem aos poucos se impondo novamente e que apesar do longo tempo longe das quadras tem mais pegada do que qualquer uma, são as favoritas ao último título de Grand Slam da temporada. O diferencial a favor das duas seria a maior experiência em títulos nos grandes eventos e o piso, rápido, que as ajuda. Serena adoraria mostrar que ainda pode, especialmente dentro de casa, na frente do público mais indócil dos GS, um perfil que ela deve adorar. Isso sem falar que ela deve ter aquela quadra central engasgada.

Mas, do jeito que as gatas andam se estranhando, a nova geração deve ter péssimos planos para acabar com a festa de ambas e começarem a se impor de uma vez por todas. Azarenka, Kvitova, Na Li e, por que não, Wozniacki, todas têm cacife para entrar nessa briga. Isso sem contar com algumas outras, como Zvonareva, Radwanska, Jankovic, Kuznetsova e, por que não, Ivanovic, que podem enlouquecer na Big Apple e surpreender.

Sharapova x Jankovic – as duas se odeiam desde os tempos de meninas.

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terça-feira, 2 de agosto de 2011 Light, Tênis Feminino | 14:09

As 10 mais do Forbes

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A revista Forbes divulgou, e o portal iG publicou, a lista das esportistas mais bem pagas nos últimos 12 meses. Que fique claro, apesar de que a Forbes não o deixa; isso são estimativas. Porque o que elas ganham só elas, seus agentes e, talvez, algum órgão da Receita saibam. Por exemplo, a 2ª da lista, Caroline “cruzadinha” Wozniacki, apesar de dinamarquesa, declara a residência em Monte Carlo, um paraíso fiscal.

Que a Maria Sharapova, 24 anos, seja a primeira da lista não é surpresa. É de longe a mais fotografada, especialmente fora das quadras. Lembro que quando escrevia no “Estadão” uma fulana vencia um evento e publicavam uma foto da Sharapova que perdera na semifinal. Uma loira de 1.88m de altura, com os traços finos, com um fino senso fashion e marqueteira na “úrtima” vai vender melhor do que algumas cafonérrimas que se metem a gostosonas ou fashionistas e que mal conseguem construir uma sentença. O fato de ela não ganhar um Grand Slam desde 2008 (Austrália) e não ser a #1 desde 2005 não mexeu em nada com seus cifrões, o que, de certa forma, delineia as prioridades dos patrocinadores.

Caroline é a 2ª da lista. A moça é a atual #1 do mundo do tênis, loirinha, eu já não acho bonitinha, mas tem uma legião que acha, então faz algum sentido sua colocação. Imaginem se começar a ganhar Grand Slams – afinal ela completou 21 aninhos.

E se a Na Li aparece em oitavo lugar, após vencer Roland Garros em Maio e ir à final do AO em Janeiro, mostrando que a moça deve faturar com o tempo megas-dólares, ou pelo menos megas-yuans, por resultados em quadra, ainda sobrou um lugarzinho na lista para Aninha Ivanovic, que faturou U$6 milhões nos últimos seis meses, após ter perdido na 1ª rodada de dois dos três GS da temporada, ser #18 do ranking, após ter sido #1 em 2008, quando venceu Roland Garros. Também com 1.88m, mas morena, para um contraponto, a moça prova que aquele corpão e o jeitinho de menina ainda vale milhões.

As duas irmãs Williams estão com rankings horríveis – Venus #34 e Serena #79 . Venus não ganhou nada este ano. Serena nem jogou durante um ano. Mas venceu o AO e Wimbledon no ano passado. As moças não jogam muito, mas quando jogam fazem um estrago, o que é, no mínimo, ambíguo. Além disso, são negras, o que tem suas vantagens e desvantagens nesse mundo maluco que vivemos e, mais ainda, aonde vivem.

O que mais salta aos olhos nessa lista das 10 primeiras esportistas bem pagas, é que sete são tenistas. O que me faz pensar que, independente de diferentes pontos de vista sobre o assunto, o pessoal da WTA está com sua estratégia de marketing afiada. Este mês li em algum lugar o Emilio Sanches metendo o pau na WTA e seu circuito. Ainda bem que as moças não contrataram o rapaz.

De qualquer maneira, no mundo dos esportes, as mulheres tenistas reinam absolutas, o que dá uma importância enorme ao tênis feminino, assim como evidencia uma perspectiva interessante de como o mundo gosta de ver suas mulheres; de sainha e raquete na mão.

1º Maria Sharapova Rússia Tênis 25 milhões
2º Caroline Wozniacki Dinamarca Tênis 12,5 milhões
3º Danica Patrick Estados Unidos Automobilismo 12 milhões
4º Venus Williams Estados Unidos Tênis 11,5 milhões
5º Kim Clijsters Bélgica Tênis 11 milhões
6º Kim Yu-na Coreia do Sul Patinação no gelo 11 milhões
7º Serena Williams Estados Unidos Tênis 10,5 milhões
8º Na Li China Tênis 8 milhões
9º Ana Ivanovic Sérvia Tênis 6 milhões
10º Paula Creamer Estados Unidos Golfe

Maria – super fashion e mega dólares

Aninha – entre as bolas e as fotos.

5,5 milhões
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sábado, 30 de julho de 2011 Tênis Feminino | 21:07

A volta

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As quadras de tênis da Universidade de Stanford, uma das melhores da Califórnia e do mundo, hospedam um dos melhores torneios do circuito feminino. Nesta sexta-feira, nas quartas de final aconteceu uma partida marcante, que nos relembra de uma realidade do circuito que estava afastada de nossas mentes.
A partida foi entre Maria Sharapova, finalista em Wimbledon e eterna candidata a um novo título nos torneios Grand Slams. Para quem não se lembra, Serena esteve afastada do circuito um ano por conta de uma contusão no pé e um grave problema de saúde e viu seu ranking despencar para #169. O evento em Stanford é o primeiro que a melhor tenista da década joga em seu país desde o US Open de 2009.
Apesar da falta de ritmo, como vimos em Wimbledon, Serena continua perigosa e, por conta do longo tempo longe das quadras, vem babando para os torneios. Ela pegou a russa e deu-lhe uma bela chacoalhada, vencendo por 6/1 6/3, uma surra de qualquer jeito que se olhe, provando que a moça deve ser uma das favoritas no US Open, que acontece daqui a uma mês, tempo mais do que suficiente para ela adquirir ainda mais ritmo.
Neste sábado Serena enfrenta a alemã Sabine Lisicki, outra tenista que teve sérios problemas de saúde, deu a volta por cima, venceu Birmigham e perdeu nas semis de Wimbledon para Sharapova.
Serena deu uma aula na Sharapova.
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sábado, 2 de julho de 2011 Tênis Feminino | 13:59

Olhar #76

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Houve momentos em que a Petra Kvitova me deixou nervoso na final de hoje em Wimbledon. Houve um deles em que ela perdeu um game importante após errar duas bolas a dois metros da rede, dando uma pancada tão grande que parecia não haver alternativas para o golpe. No entanto, uma sutil delicadeza para o lado oposto ao da adversária teria feito o serviço com a exigida competência. Às vezes as mulheres podem me deixar irritado dentro de uma quadra de tênis, como alertei minha mulher enquanto assistíamos à partida, que me devolveu o olhar # 76 de desaprovação.

Mas a Petra tem muito mais talento e bola que a Maria, bastava ver se teria mais emocional nesta final. Mesmo com todas as vibrações negativas que devem ter atravessado sua mente, na sua primeira final de Grand Slam, ela administrou a situação. Teve seus momentos de safinaelenaanacaroline, mas mostrou que tem também whatitakes, ou seja, o espírito de campeã.

A moça saca muito, tem um drive fulminante e quando a adversária começa a achar que aquele lado não é um bom negócio, fica então a um passo do precipício, ao pensar em passar para o backhand, ainda mais venenoso, onde faz o que quer e mais um pouco – fiquei mais ainda irritado com sua recusa em usar mais o slice, algo que ela mesmo teve que se lembrar, para quebrar o saque de Maria no 1º set e, então, arquivar por uma eternidade.
 
É uma campeã muito bem vinda, pelo talento, habilidade e personalidade. Dona de um jogo vistoso, é menos vistosa pessoalmente – aquela blusinha salientando a barriguinha é terrível – tem ainda aquela simplicidade intocada; percebe-se pelo seu jeito e dos familiares, presente hoje no camarote, que veio de uma família bem simples.

Maria, como sempre esbanjando elegância, pelo menos nos outfits, fez o que pode, sendo arrojada e corajosa como sempre, ao mesmo tempo que limitada tecnicamente. Hoje encarou uma adversária que simplesmente pega mais pesado do que ela e não teve alternativa para apresentar – ao contrario de Petra, que teria mais variações – entre elas o SLICE – para apresentar.

Sobre a russa, se eu tivesse 10 minutos com a moça, garanto que não seriam gastos com uma balde na mão, em uma quadra de tênis e falando sobre a técnica de seu saque, que se é frágil, e o é, em momentos nervosos, não é por conta da técnica e sim do emocional, algo que continua crucificando as meninas em quadra.

Petra Kvitova – olho na moça…

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quinta-feira, 30 de junho de 2011 Tênis Feminino | 13:13

Experiência

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Experiência ganha jogo, assim como a falta desta pode trazer a derrota. Maria Sharapova derrotou a alemã Sabine Lisicki em dois sets rápidos porque há sete anos descobriu o caminho das pedras enquanto Sabine ainda não o achou.

Aalemã saiu na frente, abrindo 3×0, como se não fosse tomar conhecimento da russa, distribuindo pancadas enquanto Sharapova acumulava erros e duplas faltas. Ledo engano. Maria agüentou o rojão sabendo que sempre há um amanhã e que uma oponente pode sempre começar a pensar o que não deve.

Bastou igualar a partida, o que não foi difícil, para a Lisicki desmoronar emocionalmente como um castelo de cartas, expondo suas ainda existente deficiências técnicas. A partir desse momento, Maria soube enfiar a mão na bola, acuando e inibindo a adversária, apesar do martírio das duplas faltas, um total de 13 delas.

Maria e Petra fazem a final no Sábado. Uma final feminina, onde a devolução, e não o serviço, será o diferencial técnico. Mas o que determinará o título será, como muitas vezes acontece em finais, o fator emocional. Se Petra segurar a peruca leva, por ser mais completa; se vacilar leva Maria, mais experiente.

Maria – experiência, arrojo e uma bela direita.

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domingo, 26 de junho de 2011 Light, Tênis Feminino | 12:26

102.7 decibéis

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A tradução é Grunhidos. Eu preferia Gemidos. Esse é o nome do CD que a Radio Wimbledon, radio que existe somente durante o tal torneio, gravou e entregou ao Museu de Wimbledon, este aberto durante todo o ano.

O CD reúne os sons de tenistas no momento de bater nas bolinhas e servirão de fundo sonoro para uma nova exposição. Tenistas, imprensa, dirigentes e até vizinhos querem baixar o volume de alguns e, especialmente, algumas. A imprensa londrina não cansa de abordar o assunto, especialmente após algumas apresentações inspiradas de Maria Sharapova, a campeã incontestável dos gemidos, quero dizer, grunhidos. Talvez os ingleses gostem da tradição que exige silêncio nas quadras. Alguém tem mesmo que me explicar por que não pode haver o menor barulho vindo das arquibancadas e uma tenista pode fazer um tremendo escarcéu cada vez que bate na bolinha.

Maria Sharapova, a tenista que vive no imaginário do setor masculino das arquibancadas e de boa parte da mídia é a responsável pela comoção na imprensa. As adversárias também odeiam os gemidos, quero dizer, grunhidos, da deusa loira. Não é para menos. Eles foram medidos a 102.7 decibéis, algo na faixa de uma perfuratriz. Se ela começasse com uma seção de gritos dessa grandeza aqui no prédio, o síndico chamaria a polícia. Na pior, ou melhor, das hipóteses bateria babando na porta dela.

102.7 decibéis é algo para tirar a concentração de qualquer um – dentro e fora da quadra. O comentarista da BBC sugeriu que abaixassem os microfones. Um vizinho, mal humorado, a mais de 1km, reclamou com o clube. É possível que muitos adorariam ouvir a moça gemer, quero dizer grunhir, mas não necessariamente suas adversárias e não em quadra. Várias reclamaram, exigindo que algo fosse feito a respeito. E não só a respeito de Sharapova. Até agora os árbitros não tomaram nenhuma medida. Talvez porque seja subjetivo julgar se esta ou aquele tenista está gemendo, grunhido, além da conta. É o que faltava, um juiz com medidor de decibéis.

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quinta-feira, 2 de junho de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:17

Rápidas

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As duas semifinais femininas foram mais rápidas do que eu esperava. Esperava mais também da russa Sharapova, mas a moça naufragou no próprio serviço, ao cometer 11 duplas faltas, uma delas no match-point.

Talvez o vento, o grande vilão do dia e que hoje castigou bastante a Quadra Central, tenha impedido melhores apresentações e partidas mais emocionantes. Equilibradas elas foram. Até o aperto de mão final não dava para apontar uma vencedora em nenhuma das partidas.

Venceram as melhores.

A chinesa Li Na, ou Na Li ?? – êta polêmica desnecessária – jogou e joga mais do que a russa Sharapova. Saca melhor, e quem não saca??, se movimenta bem melhor, e tem a direita mais contundente. A esquerda e a postura da russa são melhores, mas faltou golpe para ela hoje.

Schiavone, a balzaquiana, tem um tênis das antigas, se comparado com os de hoje. Faz de tudo em quadra. E foi esse arsenal que possibilitou que enrolasse direitinho a francesa, engessada nos seus golpes com as duas mãos de ambos os lados.

Francesca sabe jogar um top spin com a direita, uma esquerda marvada, de reta, passando pelo top spin e salameando com o slice. A francesinha teve que experimentar de tudo e, claramente, não gostou. Foi uma autentica aula e vitória da estratégia.

A final, no Sábado, é imprevisível. A chinesa tem mais peso de bola e a frieza oriental frente ao perigo. Mas a italiana conhece o caminho, domina a mistureba de golpes e consegue levar a pressão numa boa. A chinesa bate reto e por isso pode tanto varrer a adversária da quadra como naufragar nos erros não forçados. É o jogo que vamos acompanhar no Sábado, nos canais ESPN, a partir das 10h.

Francesca – usou a cabeça para vencer.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:48

Pirigueti

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Hoje a búlgara Sesil Karatantcheva, que agora joga pelo Casaquistão, bateu a loirinha holandesa Machaella Krajicek pela 2ª ronda do Qualy de Roland Garros.

Para quem não se lembra Sesil, 21 anos, chegou às 4as de final de Roland Garros em 2005, aos 15 anos!, e naquele ano chegou a ser a #35 do mundo! O que aconteceu? Foi pega no antidoping de Roland Garros usando nandralona e suspensa por dois anos. Na época, era treinada e orientada pelo pai, que tinha fama de ser um “daqueles” pais.

Para os juizes alegou que estava grávida – precoce a menina – mas os testes não o comprovaram – mentirosa a moça! Ela sempre foi uma pirigueti bem humorada, um tanto maluquete e sem papas na língua. Foi pega como exemplo. Recentemente, quando perguntada sobre o que aprendeu com o incidente, respondeu: que é preciso usar camisinha sempre!

Antes da partida do vídeo abaixo, ela e Sharapova, outra do mesmo naipe, brigavam como duas gatas no cio e quase saíram a tapas, se é que não chegou a isso. Ambas treinavam na Academia Nick Boletierri e a ciumeira era total, já que brigavam para ver quem seria a próxima grande tenista. Chegaram a bater boca pela imprensa. Nick declarou que a búlgara foi o maior talento que já treinou. Quando perguntada, aos 14 anos, se era a nova Kournikova, respondeu perguntando “eu sou tão uma tenista tão ruim assim?”

De lá para cá, como não podia deixar de ser, sua vida de um rodopio total, voltou a jogar em 2008, mas tem penado no circuito. Agora, como #171 no ranking, ainda tenta voltar a ter uma carreira. Não está fácil.

Abaixo um vídeo dela, aos 14 anos, enfrentando, em Indian Wells, de igual para igual, uma Sharapova de 16 aninhos e uma foto tirada após a suspensão, já com a tatuagem da fadinha que mandou fazer para afastar os maus espíritos.

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