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Posts com a Tag maria sharapova

terça-feira, 21 de agosto de 2012 Light, Tênis Feminino | 10:20

Sugarpova

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Agora todo mundo vai poder comer Sugarpova. Pelo menos os americanos. A tenista lançou esta semana a sua linha de gostosuras e pretende com isso começar a alavancar sua carreira como empresária pós tênis.

A russa é a melhor das marqueteiras entre as tenistas, quiçá entre qualquer atleta, sendo a mais bem paga de todas, via patrocinios. A moça é bem falante, tem bom gosto, ao contrário de boa parte das tenistas que tem um pezinho na cafonice, sabe o que quer e não tem a menos cerimônia em correr atrás.

Desta vez ela não foi contratada para endossar. Colocou grana sua e veio com a ideia do que queria e procurou as pessoas para tornar possível. Ela decidiu que sua primeira aventura como entrepeneur seria ter a sua própria linha de balas finas, coisas estilo jujubas etc. Tudo nos trinques, da embalagem ao produto. Pelo menos as embalagens são interessantes, os doces, que são feitos na Espanha, ainda vou ter que experimentar. A moça jura que adora candies desde pequenina e que a decisão foi uma consequência. Sei lá se é verdade, até porque ela diria, como sempre, o que acreditasse ser a melhor estratégia de marketing, e também porque pouco importa.

O lançamento oficial foi na loja Henri Bedel em New York, que as leitoras mais patricinhas, e os maridões que preferem não ter discussões nas suas viagens, com certeza conhecem. É “a loja” de acessórias da cidade, localizada na 5ª Avenida, rua favorita das fashion girls como Maria.

Os tenistas aproveitam a semana anterior ao US Open para fazer as ações de marketing que seus patrocinadores demandam. É uma semana de descanso, treinos e marketing.

Fiquei imaginando se Maria vai distribuir as gostosuras nos vestiários e no lounge dos tenistas durante o U.S. Open. Seria, vamos dizer, uma atitude simpática com colegas, já que todo mundo gosta de um docinho. São 11 produtos distintos, inclusive uma balinha que reproduz exatamente uma bala com o formato de uma bola de tênis. Não vi nenhuma bala com o formato da tenista, o que poderia ser mais um atrativo para os gulosos.

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domingo, 5 de agosto de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 20:52

O que aconteceu?

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Quem assistiu a final feminina deve ter ficado, como eu fiquei, curioso com a cerimônia de entrega de medalhas. As tenistas perfiladas, ouvindo o hino americano, de repente começaram a rir enquanto um tremendo burburio vinha das arquibancadas. O que aconteceu?

Lógico que a cameras inglesas não mostraram, mas aqui vocês vão descobrir a cena inédita que pertubou a cerimônia. Fiquem de olho nas bandeiras, ao fundo e à esquerda da quadra.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:30

Para quem?

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Não sou muito de torcer, especialmente no tênis. Fico muito compenetrado em curtir e analisar o jogo para me envolver emocionalmente. Mas, Olimpíadas é um pouco diferente. Para eles tenistas e para mim apreciador.

A semifinal entre Federer e Delpo foi tão emocionante que exigiu um envolvimento emocional. O problema foi decidir para quem torcer. Tinha hora que o coração batia pelo Delpo, tinha hora que ele amolecia pelo suíço. Afinal, Roger, o melhor da história, quer muito colocar o ouro das simples no peito e, ao mesmo tempo, prefiro torcer por um hermano do que por um europeu.

Nunca vi Federer tão pressionado em quadra. Oscilou demais. Mas não aquela oscilação a que estamos acostumados. Foi o inverso. Ele parecia querer tanto ficar atento, jogar bem e ganhar, que fazia erros abaixo de seu padrão. Vários por falta de mexer os pés, primeiro sinal de nervosismo, muitos simplesmente por errar o golpe, algo fora de seu habitual.

Delpo pareceu não acreditar que dava para levar. Quando soltava o braço e ia para as bolas, que sempre foi o cenário onde é mais perigoso, incomodava barbaridades e acuava o adversário. No fim das contas, faltou ser um pouco mais audaz nos games de devolução do suíço no interminável 3º set. Afinal, o cara tem 2m de altura e é um inferno ter que passar alguém desse tamanho e envergadura quando se está sob pressão, que é o cenário de quem saca atrás no set final que se alonga.

Quanto ao suíço, podem tirar o cavalinho da chuva que o soberbo não vai mudar – não nesta encarnação. Quando ele usava o slice para atacar o adversário, desestabilizava e atrofiava o oponente. Mas era um aqui e outro lá a perder de vista. Quem disse que o bonitão do topete vai usar isso para ganhar jogo? Para quebrar, e fechar a partida, teve que aplicar um slice no revés, mesmo a contragosto, já que estava totalmente deslocado, após um net do oponente. Não deu outra – Delpo enfiou a bola no meio da rede, algo que teria acontecido muito mais, e abreviado a partida, se o tal melhor do mundo fosse também um grande estrategista, além de um grande intuitivo e um magistral talento.

Debaixo de que pedra a Azarenka, #1 do ranking, vai se esconder depois da surra (6/1 6/2) que ela tomou da Serena? A americana está um padrão acima das outras tenistas, graças a sua enorme confiança, e será difícil alguém tirar o ouro dela. Nas simples e nas duplas com a irmanzinha Venus. Só não irá à final das mistas porque não quis jogar – apesar de que o Roddick bem que queria. A final das simples é contra Maria Sharapova, o que será uma pancadaria dos infernos.

Não posso deixar de mandar os parabéns ao Rafael Silva, um atleta do Clube Pinheiros, e ao judô brasileiro em geral. Antes dos Jogos vi uma entrevista com o rapaz e fiquei impressionado com sua tranquilidade, em especial para um cara daquele tamanho e periculosidade.

O tênis plástico de Federer está na final Olímpica.

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sexta-feira, 27 de julho de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:17

Porta-Bandeiras

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Aqui no Brasil até que não causou muita celeuma. Mas a decisão de quem é o atleta coroado com a honra de adentrar o Estádio Olímpico carregando a bandeira de seu país é “o assunto” na Vila Olímpica, em todas as delegações, assim como na imprensa de muitos países, o tema é de uma importância que nosso país e sua monocultura esportiva desconhecem. Aqui o negócio é discutir quem é o técnico da equipe de futebol, cargo que todo macho brasileiro tende a ter certeza de que deveria ser o titular.

Não existe um padrão universal para a escolha de tal honra, nem sou a pessoa mais “expert” sobre o assunto. Só tenho cá minhas informações que divido como vocês.

A minha primeira lembrança sobre o assunto é do russo/ucraniano Leonid Zhabotynsky, um halterofilista campeão olímpico, que na Cidade do México, em 1968, causou furor ao desfilar, do começo ao fim, e olha que a tal volta olímpica demora um bocado, segurando a bandeira com um só braço esticado (não achei uma foto do feito). Nem meu pai pensou em tal castigo. Experimentem, em casa, ficar segurando uma garrafa de cerveja, pode ser vazia, 10 minutos que sejam, com o braço esticado. Nunca mais ninguém tentou o feito, pelo contrário, quase todos desfilam segurando a bandeira em um apoio, colocado contra a cintura, onde é colocado o peso da bandeira, já as mãos são só para equilibrar a bandeira. Recentemente estão usando um metal ultr leva e uma bandeira menor para facilitar.

Tal gesto, do russo, tinha tudo a ver com a cultura comunista de usar os Jogos como base de marketing para seu falido regime. “Bota lá o fortão para impressionar e alertar os gringos que qualquer coisa nós vamos enviar um bando de Leonid para cuidar dos Rambos deles”.

Não sei bem, até porque não é totalmente transparente, qual o critério de escolha do nosso porta-bandeira. Pelas escolhas, pelo menos em tempos atuais, tem a ver com as conquistas passadas, algo com as possíveis conquistas da presente Olimpíada e uma personalidade que espelhe os valores olimpicos. Roberto Scheidt, Torben Grael, Sandra Pires, a primeira brasileira a ter tal honra, e uma que causou polêmica maior, Joaquim Cruz, Aurélio Miguel, Walter Carmona, Eduardo Souza Ramos, João do Pulo e Adhemar F. da Silva, ambos do salto triplo e ambos levaram a bandeira em duas ocasiões, o Menon e o Wlamir Marques do basquete, João Gonçalves, um dos maiores atletas do Brasil, que era do Clube Pinheiros e foi olímpico como nadador (duas vezes), jogador de polo aquático (três vezes) e técnico de judô nem sei quantas, o militar Silvio Padilha, que era do atletismo, não ganhou nadinha, e mais tarde foi presidente do COB, em duas oportunidades quando era praxe, não me perguntem porque, colocar uma bando de militares uniformizados com a equipe e alguns outros mais no passado, sendo que o primeiro de todos foi outro militar, Afrânio da Costa, que venceu as duas primeiras medalhas do Brasil, em 1920.

Desta vez escolheram o Rodrigo Pessoa que tem três medalhas olímpicas (1 ouro e 2 bronzes, o ouro veio tardiamente após a desclassificação dos irlandeses), e boas chances de repetir o feito. Acho que aqui mesmo no IG o publico votou mais em Cesar Cielo e na Maureen. Ambos têm, atualmente, muito mais mídia do que Rodrigo, mas ainda não tem o mesmo histórico, além de que a escolha de Cielo só colocaria mais lenha na fogueira de atletas estrangeiros que questionam o julgamento de Cesar na questão do doping.

Nesta edição a escolha que está mais dando o que falar é a dos chineses, que, mais uma vez, escolher fazer uma “declaração política” com a escolha do porta bandeira. Os dirigentes deixaram bem claro, logo eles que não gostam de divulgar nada, que os critérios são; alto, bonito e influente. Com isso, mantiveram a tradição, desde 1984, de escolher um jogador de basquete, que se tem uma beleza discutível, são altos barbaridades, o que transparece que os chineses têm sérias questões com seu tamanho padrão. Desta vez vai um tal de Yi Jianlin, de 2.13m. Na ultima, foi o Yao Ming, que fez sucesso na NBA com basquete estiloso e sua altura. Dizem que uma das considerações foi Na Li, que foi mais votada online do que o Yi, mas os chineses ainda devem ter suas questões não resolvidas com o feminismo e Jian Quing.

Que eu me lembre, a maior polêmica entre porta-bandeira e tênis foi com o mala-mor Marcelo Rios que, horas antes do desfile, teve um fanitico e causou um escândalo imenso no país, se recusou a desfilar e carregar a bandeira do Chile. Já ouvi muitas bobagem em esportes, mas essa está em qualquer lista de top 10.

Este ano, Federer abriu mão de repetir a dose pela 3ª vez e o porta-bandeira suíço será o Wawrinka. Sharapova (que deve ser o maior sucesso das porta-bandeiras), Radwanska, Djokovic, Mirnyi (Bielorussia), Baghdatis, Tecau (Romenia), Vogt (Linchenstein) são outros tenistas que terão tal honra.

João Gonsalves no México. Mais tarde coloco a Maria e quem mais fizer sucesso no desfile de hoje.

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quinta-feira, 28 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:53

12.53hs

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Hoje a NET me deixou sem internet e TV toda a manhã. Lá fora tem um cara com um megafone protestando contra algo. Eu devia ir lá tirar o mega da mão dele e fazer o meu protesto. Só que aí eu iria protestar o resto do dia.

Em Londres, o pessoal continua pisando na grama. Alias, vocês obedecem avisos de não pisar na grama?

A Sharapova seguiu a partida de ontem e deixou a Pironkova vencer o TB do 2º set. Mas aí o 3º foi 6/0. Tá bom. Os dois primeiros sets no TB, o decisivo um pneu. E eu tenho que entender? Alias, a Pironkova é bonitinha, mas ao olharmos a senhora mãe dela decidimos que é melhor não casar não.

Aliás, alguem perguntou no Coments sobre porquê jogo interrompido é colocado como segundo e não como primeiro no dia seguinte. A Debi Djokovic, gentilmente, tentou ajudar na resposta, mas não ficou claro. Eu já escrevi sobre isso, bem recente, acho que durante R. Garros. Resumindo: não dá para colocar jogo interrompido na 1ª rodada porque quem joga a seguir fica sem ideia de que horas seu jogo começa. Exemplo: o da Sharapova podia acabar em 1o minutos como em 1h1/2. Quem joga a seguir fica sem parâmetro para aquecer, comer etc.

Ia colocar só a foto da Pironkov, mas achei melhor colocar a da Maria também.

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sábado, 9 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:44

Ocasiões

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Será uma quinzena que a italiana Sara Errani jamais esquecerá. Depois de tantos anos investindo em sua carreira, a moça chegou até morar nos EUA como adolescente, aos 25 anos ela consegue fazer todas as variáveis se afinarem e ter as duas melhores semanas de sua vida, ao chegar a duas finais de Roland Garros; nas simples e duplas. É um momento especial, o que ela deixou transparecer ao responder ao horrível entrevistador, o tenista Cedric Pioline, que lhe perguntou se ele tinha noção que sua vida mudaria a partir de hoje, ao que ela retrucou– espero que não. Na primeira final ela foi derrotada pela Maria Sharapova, na segunda ela venceu, em parceria com sua melhor amiga, Roberta da Vinci.

Se Sara não teve a quinzena perfeita foi porque a adversária também vinha se preparando há tempos para a ocasião e, por conta da maior experiência nas grandes ocasiões, e mais ainda por ter muito mais arsenal do que a oponente.

A russa mostrou ser uma profissional de primeirissima linha ao fazer de uma situação adversa e sofrida – uma contusão séria no ombro – uma ocasião para se reinventar como tenista. Investiu no preparo físico, melhorou bastante a movimentação – era uma patachoca de 1.88m de altura e muita dificuldade para se movimentar -, aprendeu a ser paciente e mexer a bola, fugindo do óbvio e do risco desnecessário, e a levar o jogo em si mais nas pontas dos dedos, como um bom cavaleiro leva uma égua de raça. Maria é hoje muito mais tenista do que quando venceu seus GS anteriores, onde o ímpeto falava mais alto do que a categoria. Hoje as qualidades se inverteram.

Até por fugir de suas características, gostei muito de Sharapova no final da partida e na premiação. Ela botar os pernões para escalar o Camarote Presidencial, sem a menor cerimônia ou vergonha, foi uma visão inesquecível. Ir às arquibancadas abraçar seu time foi sem preço e mostrou categoria e nobreza por parte da moça. Mais ainda quando, na cerimônia, além de agradecer individualmente ao seu time, em especial ao novo técnico, Hogstead, que tem de ser creditado pelas mudanças, e fazer sua declaração de amor aos pais, ausentes há anos dos torneios, Maria teve a lembrança de agradecer seu antigo técnico, Michael Joyce, com quem já não trabalha desde o fim de 2010, o que tem que ser uma das raras ou a única vez que vi isso.

Uma campeã é feita de inúmeros detalhes, alguns importantes, outros ainda mais importantes, e alguns que transparecem certas características de caráter, que o melhor dos marqueteiros não traz à tona, que só acrescentam ao título de campeã. Agora uma das poucas campeãs que pode dizer que venceu cada um dos Grand Slams e que ao mesmo tempo chega a termos a termos com algumas de suas antigas carências.

Sara e Maria – as finalistas em Roland Garros.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012 Tênis Feminino | 15:36

très intéssant ?

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A segunda semifinal feminina não aconteceu. Petra Kvitova esqueceu seu jogo em algum lugar entre o hotel e o vestiário e Maria Sharapova teve somente que usar sua experiencia para levar a partida só na maciota.

Kvitova depende muito dos alinhamentos galáticos dos planetas e de seus neuronios para que seu jogose acerte. Contra tenistas mais fracos até que funciona, e nem sempre funciona, contra uma cavala que soca tudo que ve pela frente, e acerta, com alguns GS na sua Louis Vuitton e golpes extravasando confiança a tarefa fica mais difícil. Não dá nem para comentar muito.

A final entre Sharapova e Errani será très intéressant por uma única razão. Pode uma bolonhesa de 1.64 de altura, com as pernas curtas, grossas e fortes de tanto correr, olhos azuis e lindos que destoam do resto, baloeira na “úrtima”, um segundo saque de dar dó, que deve ser a porta da felicidade da adversária, bater uma égua de raça e canelas finas, de 1.88m, intimidante pela atitude, força e currículo, extremamente confiante e combativa, duas qualidades por si avassaladoras, com golpes penetrantes que já não são mais as de uma desvairada sem nada a perder e sim de uma tenista que sabe distinguir a audácia da insensatez, e que vem jogando o melhor tênis do circuito há alguns meses?

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quarta-feira, 6 de junho de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:15

Showdown no OK Curral

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Escrever sobre jogos do Nadal torna-se repetitivo e sem graça. O cara não deixa os confrontos nem se tornarem, no mínimo, interessantes. Não perde sequer um set quando adentra o palco vermelho.

O Almagro é um ótimo tenista, perigosissimo na terra, mas quando vê o Animal do outro lado da rede vira menininha. Hoje até que tentou, no primeiro set, colocar um shortinho para enganar. Mas após perder o primeiro set no TB voltou para o vestidinho e miau.

O MalaMurray, o judas favorito de alguns sofasistas que babam em ovos nadalenhos, ainda não decidiu o quanto perigoso quer ser no saibro. Tem dias que ele põe a fantasia da “drama queen”, outros que dá uma aula de tênis para o coitado do outro lado e ainda outros em que flerta com a grandeza para terminar na pobreza.

O Ferrer é o antonimo do escocês. Tracem uma linha horizontal de um lado ao outro do quarto e terão a variação da determinação do espanhol através de uma partida. A não ser quando enfrenta o Animal no saibro ou o Federer na rápida. Aí, até ele vacila.

As mulheres, ahh as mulheres! Big Mary Sharapova continua surpreendendo pela qualidade. Ela aprendeu a jogar no saibro e vem depurando a cada jogo essa qualidade. Ela não tem mais aquela ansiedade, que vinha da falta de confiança em sua refularidade, de terminar o ponto de imediato. Aprendeu a “mexer”a bola. Como já pegava pesado e tem uma espirito guerreiro de primeirissima grandeza, alguém vai ter que se superar para batê-la em Roland Garros. E vai ficar mais difícil ainda quando forem para a grama.

A minha professorinha vacilou, porque teve chances de vencer, e dançou. Kvitova é mais tenista que a russa/cazaque Shvetova; conseguiu administrar seus altos e baixos e passar para a semifinal. A checa tem golpes poderosissimos e pode varrer qualquer uma da quadra. O problema da moça é que nem sempre entra tudo, já que joga bem reto. Às vezes nada entra. Mas que habilidade, que arsenal. Hoje, ela definiu a partida. Quando entrou, ponto dela, quando não, ponto da outra.

Shvetova tem o melhor par de pernas do circuito. Para não ficar no subjetivo, que é o meu e o seu gosto, me refiro à sua movimentação. A mulher é uma égua de tres anos. Ela não tem golpes contundentes, mas sua destreza em quadra é para dar inveja à muitos dos homens, sem falar no mulheril lentão. Além disso, tem um sorriso lindo, dentro e fora de quadra, onde assume uma persona bem distinta da que vemos entre as linhas.

Amanhã os homens descansam. Às 9h, Stosur x Errani na Quadra Central e a seguir Sharapova x Kvitova.

Na primeira, uma partida de duas moças com muitas pernas, ótima movimentação, fortes e dois estilos distintos. A australiana atacadora e a italina contra atacadora.

Sharapova e Kvitova é uma partida para pegadores e juizes de linha acompanharem com atenção redobrada para não sobrar para eles. O bicho vai pegar e a bola vai andar. As duas são de ir pro pau e salve-se quem puder e leva quem acertar mais. A única possibilidade de não ser um verdadeiro showdown no OK Curral é se o técnico de Kvitova lembrar que existe slices e convencer a pupila que essa seria uma maneira interessante e sutil de tirar a Shatapova, perdão, esse meu teclado vida própria, de jogo. Mas talvez eu esteja pedindo demais.

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sexta-feira, 1 de junho de 2012 Tênis Feminino | 11:47

11.46h – só mulheres

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Maria Sharapova entrou na Suzane Langlen para disputar a segunda partida do dia, logo após a italiana Sara Errani despachar a Aninha Ivanovic. A partida da Maria não deu nem para assistir – a japonesa Morita não ofereceu a menor resistência: 1 e 0.

A razão de Maria jogar a segunda partida, após este ter sido transferido do dia anterior, e não o primeiro, é por conta de uma antiga regra dos árbitros de torneios. Quando um jogo é transferido no fim do dia anterior, não importa se interrompido ou se nem inciado, ele nunca é colocado como primeiro no dia seguinte. Primeiro, como no caso da Maria, para dar mais tempo às tenistas. Mas a principal razão, em especial com jogos interrompidos, é não atrapalhar quem jogará o segundo jogo. Porque os tenistas deste fazem certas contas padrões de quanto uma partida deve durar para acertar suas preparações. Por conta disso, não dá para colocar em quadra um jogo que pode durar 15 minutos como 2 hs que derruba qualquer um.

Quanto a Aninha, não diria que é um caso perdido, por que uma mulher daquelas não se pode chamar de caso perdido. Mas tenho sérias duvidas de que ela voltará a ser a #1 do mundo. Primeiro, porque perdeu o foco há tempos e, por mais que tente, não tenta tanto como deveria. Depois, não vejo nela a força interior necessária para fazer frente às adversárias que estão aí. Esse negócio de fechar o punho após cada ponto ganho e fazer carinha de brava não engana ninguém. A moça é uma fofa e não tem jeito.

E já que começamos com as moças que terminemos com as mulheres. A Kuznetsova é a típica tenista sazonal. É como o meu pé de manga lá em casa. Só dá quando quer. A moça não é manga, mas se fosse ficaria esfiapada nos dentes.

Hoje o diretor de imagem, que deve ser um brincalhão, passou da imagem em “close” da Sharapova, com aquele novo modelito preto que lhe caiu como uma luva, para a mesma imagem da Svetlana, de calção e penteado predador, e que já declarou não fazer nenhuma questão de ter uma imagem bonita e agradável como suas oponentes. Nem precisava dizer. E agora adicionou mais um charme com uma tauagem no braço que diz: a dor não me mata, eu mato a dor”. Em inglês??!

De qualquer maneira, a russa é um perigo quando decide jogar. Deu uma aula na Radwanska (1 e 2), que é a #3 do mundo, é muito talentosa e vinha massacrando as adversárias. Não sei o que aconteceu, se é que algo aconteceu, na partida, mas é o tipo da vitória de alguém que estava com outro alguém atravessado na garganta.

Veja a foto da tatuagem da Svetlana na página do Face: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

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sexta-feira, 4 de maio de 2012 História, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:09

Saibro Smurf

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Receio que a quadra azul do Aberto de Madrid, que começa este fim de semana, está se tornando mais importante do que o evento em si. Não duvido que isso seja bem vindo pelo dono do torneio, o romeno Ion “o Ogro” Tiriac, que, entre outras novidades, trouxe modelos para pegarem bolas, algo que muitos também reclamaram no início e para o que alguns ainda fazem cara feia. A única duvida que tenho a respeito é se algum tenista já perdeu a concentração durante o jogo com aqueles excessos femininos lhes dando bola. Mas, lembro que a maioria também achou um absurdo quando começaram a usar camisas coloridas em quadra e mais ainda quando Andre Agassi começou a usar as camisas espalhafatosas com desenhos horríveis que a Nike fazia para encaixar a sua personalidade.

Não deixa de ser interessante o fato de que a cor azul, em um tom bem semelhante, é a cor do principal patrocinador do evento, o que fica difícil de ignorar na questão. Os organizadores lembram que vários torneios usam cores diferentes durante a temporada e Slams como o U.S. Open o fez no passado e recentemente o Aberto da Austrália, também mudaram a cor do piso. Quanto à questão do contraste do amarelo da bola com o azul da quadra, a razão alegada para a mudança, nós vamos ver o quanto Tiriac tem razão assim que o televisionamento começar.

Rafa Nadal lidera o bloco dos que odeiam mesmo sem experimentar, algo que crianças fazem quando se veem à frente de um prato de miúdos. Em um malabarismo lógico, Nadal diz que entende e não culpa os organizadores e sim a ATP por permitir – algo na linha de não culpar o bandido que o assalta e recriminar a polícia que permitiu. Com isso, ele quer, como se fosse possível, preservar o evento espanhol e ao mesmo tempo seguir na sua cruzada de criticar a ATP por tudo e mais um pouco por não fazer as coisas exatamente como ele quer. A postura não é de hoje, piorou quando não conseguiu que as coisas fossem como queria, quando vice-presidente do Conselho da ATP, e a única coisa que mudou de anos atrás é que antes seu tio era o porta-voz de todas as reclamações. Em suas declarações Nadal diz que não há vantagens para os tenistas e para mais ninguém – só para o dono do torneio, se referindo a Tiriac, sem mencionar seu nome.

Deve ser um pouco constrangedor para ambos que um dos que defende a quadra azul é seu amigo, vizinho e mentor Carlos Moya. Este diz que não há nada errado com a quadra e que acha tudo muito bom com ela. Não sei se seria exatamente essa sua posição se ainda competisse no circuito profissional, mas não acredito que dissesse se não acreditasse. Além dele, o ex-número 1 do mundo e maior ícone do tênis espanhol, Manuel Santana, é o diretor do torneio, avalista do piso e tem recebido os principais tenistas na Quadra Central.

Novak Djokovic não gostou que mudassem a quadra sem o aval dos tenistas, uma questão atualmente nos vestiários. Ele diz que uma decisão como essa não pode ficar nas mãos de um executivo, no caso o presidente da ATP, e não passar pelos tenistas. Após seu primeiro bate bola, disse o quique da bola é um pouco diferente, especialmente no slice.

Andy Murray, antes de abandonar o torneio por conta de uma contusão nas costas, afirmou não ter maiores restrições à quadra azul, antes de jogar nela, do que o fato de o evento ser tão próximo a Roland Garros. Ele concorda que às vezes é difícil assistir jogos no saibro na TV e que entende a mudança.

A posição do diplomata Federer é expressa em poucas palavras. “É uma história bem longa, mas acho triste que o evento seja disputado em uma quadra que os tenistas não aceitam e que Nadal seja obrigado a jogar em uma quadra que não aceita em seu próprio país.”

Fernando Verdasco disse que gostou da quadra, o “deslizar” e que permite ótima movimentação. As marcas deixadas pelas bolas são bem claras Ele salienta que Madrid é sempre complicada pela altitude.

Milos Raonic deixou a coisa mais simples e cômica ao chamar a quadra de “saibro smurf”, lembrando os personagens azuis das histórias em quadrinhos e filmes.

O atual presidente da ATP, no cargo desde Novembro último, não foi o que aprovou o piso, mas decidiu manter a decisão, pelo menos para este evento. Após o torneio a ATP fará uma revisão do assunto e decidirá se a quadra continua azul ou voltará à cor laranja/vermelho, o que deixará a questão em aberto mesmo após o torneio.

Lembrando que o evento reúne homens e mulheres na mesma semana e estas tiveram ainda menos input sobre o assunto do que os homens. No entanto as moças tem mantido um “low profile” sobre o assunto.

Serena segiu na sua linha rebeldo declarando ser ridiculo o saibro azul e que o seu veto à cor foi simplesmente ignorado. Maria Sharapova treinou, achou interessante e “diferente”, sem passar qualquer julgamento negativo. Cirstea, romena como Tiriac, adorou a novidade, que diz ser boa para o tênis. Venus Williams diz que a quadra é uma declaração fashionista, o que faz bem o seu gênero e com o que Maria concorda, ao dizer que “é bem legal para o espetáculo e o entretenimento, dois fatores importantes no esporte”. Pelo menos por enquanto as mulheres parecem ter um olhar mais feminino e de menos conflito sobre o assunto. Mas acredito que muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte nos próximos dias.

Quadra azul e bola amerela – visual melhor?

Saibro Smurf ?



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