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Posts com a Tag maria sharapova

domingo, 14 de julho de 2013 Tênis Feminino | 19:03

Agenda russa

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Há supresas e surpresas. Maria Sharapova e Jimmy Connors não é exatamente um casal – nem dentro nem fora das quadras. Bem. Podemos pensar asssim, mas a russa não. Como eu escrevi aqui, a Maria deu um pé nos fundilhos do low profile Hogstead e já tinha outro no quarto ao lado. Ontem, ela anuciou Jimmy Connors, uma legenda do tênis americano e nunca uma flor que se cheire sem perigos.

Os dois já haviam trabalhado juntos, brevemente, na pré-temporada de 2008, quando a russa venceu o Aberto da Austrália – ultimo Grand Slam conquistado antes de sua contusão no ombro.

Ela, e seu pai, o Yuri, gostaram do trabalho de Connors, mas não se acertaram nos detalhes com o tenista; mais precisamente na grana e semanas de compromisso. Como a loira ganha um dinheirão fora das quadras, mais do que qualquer outra e só comparável com Federer, imagino que desta vez se acertaram sem maiores delongas. A realidade é que um ano de trabalho de um bom técnico é pago com uma boa semana de trabalho de uma pupila da envergadura de Sharapova. O problema é que tenista é mão de vaca.

O vexame de Wimbledon – a derrota para a baixinha gemedora portuguesa – sobrou para o sueco. Essa é a zona de conforto do tenista: perdi, a culpa é do técnico. Sei lá, talvez ele não tenha feito um scouting sério sobre a rapariga e deixado a pupila em um voo cego; mas isso é só um chute. O que eu não acredito é que o sueco deixou de “poder viajar” logo após Wimbledon. Eu até diria que há uma boa chance que ele em breve embarque em uma viagem sobre a deslumbrante ponte de Oresung, entre Malmo e Copenhagen.

Enquanto isso, Connors chega com uma única agenda ao reino de Sharapova. Ensinar a moça como bater seu impiedoso algoz Serena Williams. As outras tenistas ela vem dominando e acidentes como Wimbledon só comprovam a regra. Mas a americana ganha dela no seu próprio estilo da pancadaria, cara feia e grunhidos quando necessários. Como Connors era um mestre da intimidação, seus conselhos vão soar como árias bachianas aos ouvidos da musa thaicovskiana.

connors

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quinta-feira, 11 de julho de 2013 Light, Porque o Tênis. | 14:17

Sem lenço nem documento

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 Os tempos são outros e eles não deixam de nos surpreender. E como tudo, o esporte mudou de várias maneiras. Os atletas de vários esportes são regiamente recompensados pelos seus esforços e até mesmo esportes que nunca deram carreira para ninguém remuneram bem seus atletas. Não custa lembrar que uma tenista como Maria Esther Bueno, que venceu seu primeiro Wimbledon em 1959, ganhou um sweater, um quarto de hotel, um vale Bride de 15 Libras e um “thank you very much” dos velhinhos do All England para vencer Wimbledon. Este ano a vencedora, Marion Bartoli, depositou cerca de R$5.4 milhões na conta. Dá para ficar frustrada com a data de nascimento.

Na época não existiam os dólares de Nike, Adidas, Correios e de todos outros patrocinadores que hoje alimentam as contas dos atletas. Era um Deus nos acuda para pagar a passagem aérea – não vou nem entrar no assunto. Quando muito, tenistas como Maria Esther ganhavam uniformes, pelo menos para Wimbledon, do designer Ted Tinling, uma figuraça sobre o qual um dia tenho que escrever, e que vestiu diferentes campeãs de Wimbledon por 30 anos. Ele criou o maior bafafá em Wimbledon 1949 quando colocou rendinhas nas calcinhas da tenista americana Gussie Moran. O tênis feminino nunca mais foi o mesmo.

 

Mas foi só nos últimos anos, coincidindo com TV a cabo, internet, Anna Kournikova, David Beckham etc que o marketing atingiu em cheio o esporte em geral e o tênis especificamente. Se Agassi dizia que “imagem é tudo” e muitos não acreditaram ou criticaram, hoje se a imagem não é tudo, ajuda muito, especialmente no tênis feminino, e engorda bastante as contas paralelas dos atletas.

 

Cinco anos atrás a revista ESPN, publicada nos EUA, lançou um numero especial chamado The Body Issue. Convidaram cerca de 30 atletas a se despirem e posarem para seus fotógrafos. Só não mostram a genitália, o resto está lá. A capa foi Serena Williams e o sucesso tão grande que lançam um numero a cada ano. Sempre misturando atletas dos mais variados esportes. Não é a primeira vez – já vi de livros a calendários de atletas pelados – mas a revista tem um impacto gigantesco. Até por isso não devem ter muitas dificuldades em arregimentar modelos. Não divulgam, mas fico pensando quem foi convidado e não aceitou.

 

Uma eu aposto foi Sharapova, ou vocês acreditam que um o convite não passaria pela cabeça de qualquer editor. Mas a russa não está lá – essa está mais nas revistas de moda. Aninha também deve estar na lista. Nadal e Federer com certeza. Então há jogadas e jogadas de marketing e nem todas são para todos. Apesar de que Federer é extremamente ligado a um conceito de marketing – o cara é mesmo um case – mas não na linha peladão – a dele é mais um blazer com suas iniciais.

 

Os tenistas convidados da Body Issue 2013 são Agniezka Radwanska e John Isner. Duas surpresas pelos perfis. Isner faz mais o estilo All American tradicional, com boné, calçãozão e conservador. Radwanska é uma menina católica, e por isso está sendo criticada na Polônia, e nunca foi das mais “aparecidas”. Mas estão lá, sem nenhuma peça Lacoste ou Lotto.

 

As fotos são quase sempre de bom gosto e o resultado aprazível, já que o corpo de um atleta é, na maioria das vezes, algo bonito de ver. No mínimo interessante. E em tempos de macho, fêmea e coluna do meio não é só as mulheres atletas que tiram a roupa.

 

Mas, para mim, o ponto principal é o fato dos atletas, que sempre foram conservadores, até por receio de desagradarem patrocinadores, times e fãs, começam a colocar até mais do que as manguinhas de fora, exatamente para agradar e atrair os mesmos. Mudaram os atletas, mas primeiro mudaram todos os outros.

Moran e seus lacinhos cor de rosa

Moran e seus lacinhos cor de rosa

 

radwanska e suas bolinhas

radwanska e suas bolinhas

 

Isner - 2 metros de peladão.

Isner – 2 metros de peladão.

 

 

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quinta-feira, 27 de junho de 2013 Tênis Masculino, Wimbledon | 12:08

A fila anda

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Não sei se na Inglaterra tudo acaba em pizza or fish and chips, mas o fato é que eu acho que o jardineiro responsável pela grama do All England Club está com seus dias contados. Ontem o diretor de Wimbledon teve que fazer um comunicado dizendo que o clube não acha que a grama mudou um tiquinho sequer em comparação ao que era.  Sei. Reagia às massivas reclamações dos tenistas sobre a grama escorregadia e perigosa e consequente tombos e contusões dos atletas. Bem, se teve que explicar é porque tem algo ali.

Para agravar, o dia teve dez abandonos e WO por contusões, um recorde, sendo que pelo menos algumas por conta de escorregões. Como esse tipo de coisa não estoura na mão de diretores, suponho que o recém promovido fulano que toma conta das quadras seja rebaixado ao chatíssimo serviço de arrancar ervas daninhas. Para quem não sabe, o atual jardineiro-mór de Wimbledon assumiu a responsabilidade logo após Wimbledon 2012 – este é seu primeiro Wimbledon e parece que o trabalho não agradou aos tenistas.

O que não explica as outras contusões, como a de Darcis, o que eliminou Nadal na 1ª rodada, sentiu o ombro e não apareceu para o jogo. Isso é assunto para outro dia.

Wimbledon sempre foi terreno fértil para zebras nas primeiras rodadas. Faz parte da tradição e das circuntâncias, abordadas em meu recente post Escorregou na Grama.

A maioria faz sentido, considerando estilo dos envolvidos, outras nem tanto, como a derrota de Sharapova para a atrevida portuguesinha Brito, que teve que jogar o Qualy. A moça era para ser uma grande tenista quando juvenil, ambição que bateu no fato de ser pequena. Mas sempre teve uma direitaça e foi insolente, como quando levou advertência de uma juíza por gemer muito alto e chiou de volta “se fosse a Sharapova vc não fazia essa advertência”. Pois é, ontem as duas berraram como bezerras desmamadas e ninguem disse nada. No final, a portuguesinha com sua direita manteve a russa sob pressão e se movendo, o que causou tres quedas ao chão da patachoca, que não deve ter gostado também do espelho auditivo. Pode-se dizer que Brito ganhou no grito.

A vitória de Stakhovsky e suas contigencias também foram abordadas precocemente no ultimo post. É a vitória do compromisso e da boa execução com o saque/voleio na grama. O ucraniano fez a decisão no dia anterior e ficou com ela até o fim. Foi bonito de ver – Federer costumava fazer isso. Mas o Bonitão não é mais o mesmo – nem no estilo nem na cabeça. Ainda dá para curtir muito quando ele está em quadra, mas me parece claro que ele não tem mais o que exige para ser o campeão que um dia foi. O que, convenhamos, é normal aos 31 anos.

Até por isso, há que se fazer mais acertos do que erros, dentro e fora das quadras. Federer sempre se deu ao luxo de fazer incompreensíveis erros em quadra, só para se impor graças ao imenso talento. Na imensa maioria das vezes funcionou. Hoje funciona menos.

Lembro-me que um ou dois anos atrás grande polêmica houve no Blog por conta do calendário de Thomaz Bellucci. Para quem nunca conseguiu entender, ele arriscou e não deu certo, algo que acontece na vida de quem opta pela audácia de querer mais do que tem, algo que vejo com bons olhos. Federer errou em seu calendário este ano, algo que dá para ver agora, mas quando o fez fazia seu sentido. Jogar menos e focar onde teria mais chances, considerando a idade e adversários que tem. Com isso chegou a Wimbledon, seu grande momento na temporada, junto com o US Open, sem o devido ritmo e a devida confiança. Quando pegou um fantasmaço jogando muito e abafando junto à rede não soube/conseguiu contra atacar o tsunami adversário. Teve uma época que lidaria com isso só com seus instintos. Hoje ele está fora. A fila anda.

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quinta-feira, 23 de maio de 2013 Roland Garros | 16:21

Quer ver o sorteio de Roland Garros?

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Para quem quiser acompanhar o sorteio das chaves de Roland Garros, este ano o torneio vai transmitir ao vivo pela internet no site www.dailymotion.com/rolandgarros. Talvez acompanhando ao vivo aqueles sofasistas que acreditam em teorias conspiratórias fiquem mais calmos.

Primeiro são sorteados, eletronicamente, todos os nomes dos tenistas não cabeças-de-chave e colocados no quadro. Depois as cabeças-de-chave femininas são sorteadas por Nadal na chave das mulheres, que é a primeira a ser feita, e depois Sharapova sorteia os cabeças-de-chave no quadro dos homens.

O sorteio acontece no Museu de Roland Garros, no próprio estádio. A cerimônia acontece às 6.30 da manhã nesta 6ª feira (amanhã).

A chave de 2012

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:33

O desafio

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Foi-se o Aberto da Austrália e ficaram os números do evento. Alguns interessantes e indicativos de como anda o tênis como um todo. Como o desafio é a grande novidade no mundo do tênis…

Os jogadores aprenderam a usar o desafio. Ou não; só aprenderam a pedir o desafio, algo bem diferente. Sempre achei que um tenista consegue dizer se uma bola é fora ou boa, com razoável segurança, especialmente do seu lado. E também, intuitivamente, logo após o impacto em sua raquete.

Foram pedidos 943 desafios no AO. Somente em 29% dos casos os tenistas estavam certos. Os juízes de linha devem se sentir vingados! Foi uma média de 8.51 por jogo masculino e 4.58 no feminino. Só tem cego ou é algo mais?

Entre os homens – e só vou consideram quem fez mais de 10 desafios no torneio – o que teve a pior porcentagem de acerto foi o Baghdatis. Em 16 desafios só acertou uma vez. O Simon teve 16 e dois acertos. Dois fanfarrões.

O melhor foi James Duckworth, que em 12 desafios acertou 6 – 50%!!! De novo, foi o melhor com mais de 10 desafios. O Tsonga acertou 5 de 21. O Murray 8 de 34. Federer 7 de 16. Djoko 11 de 29.

Entre as mulheres, as brincalhonas foram a Jankovic com um acerto em 16 desafios. É melhor não falar nada! A Azarenka 3 em 17! Ivanovic 3 em 15. As melhores foram Sharapova com 7 em 13 e Radwanska 5 em 10. A Na Li até que desafia pouco – 8 vezes e foi à final. Deve saber que é cegueta, pois só acertou duas. A russa Valeria Savinikh só desafiou seis vezes, em três partidas, mas acertou cinco, um fenomeno. Vale o prêmio de consolação.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 História, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:53

Memórias de um privilégio

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Tivemos outros grandes eventos de tênis em São Paulo que, infelizmente, se dispersaram na memória e na história, sempre mal mantida de nosso esporte. Nos anos setenta, o mesmo Ibirapuera foi invadido pelo circuito WCT que arregimentava a nata do tênis clássico de então, bancado por um milionário texano. O evento, oficial, não uma exibição, trouxe a São Paulo nomes como Rod Laver, Roy Emerson, Arthur Ashe, Bjorn Borg e muitos outros.

Já nos anos oitenta, novamente no Ibira, tivemos uma super exibição/competição com nomes como Ivan Lendl, Jan Kodes, Ilie Nastase, Gene Mayer entre outros, e os brasileiros Kock e Kirmayr jogando um evento que reuniu na final Lendl e Nastase, dois megas campeões. Através dos tempos, torneios como o Grand Smash Cup, um outro com a presença de Maria Esther Bueno, exibições com Gustavo Kuerten, apesar de lotar o mesmo inevitável local não tiveram o mesmo impacto.

Nada disso se compara com esta semana de Roger Federer. São outros tempos, o tênis está nas TVs e na internet, e os grandes ídolos atuais não são só de tenistas, mas da enorme legião de sofasistas. O cara conseguiu ofuscar a presença de Maria Sharapova, Serena Williams, Azarenka e Tsonga. É muito brilho. Lógico que as cartas foram dadas para o jogo ser assim. Mas o suíço fez sua parte, e muito bem, atuando como uma verdadeira mega estrela, esbanjando carisma, qualidade primordial para quem quer brilhar nos dias de TV e internet, disponibilizando simpatia para um povo que enxerga nisso uma inquestionável qualidade. Porém, mais importante, na hora da onça beber água matou a cobra e mostrou o pau. Ou seja, o que ele fez na quadra do Ibirapuera nunca mais será esquecido, nem repetido.

O meu massagista, que nunca jogou nem acompanha, assistiu um pouco pela TV, como muitos o fizeram em um domingão que só assiste o Faustão quem não tem mais nada para fazer na vida. Sabe o que mais o impressionou? “O cara faz aquilo parecer muito fácil enquanto o outro se matava em quadra”. Essa a mística de Roger – ele faz esse dificílimo esporte parecer fácil. Tanto na parte técnica, no executar dos golpes, plásticos e virtuosos, como no aspecto físico, fazendo com que oponentes pareçam transformers se movimentando pela quadra, enquanto ele lembra um Nureiev dançando no espaço.

Eu venho batendo há tempos na tecla que temos que aproveitar Federer enquanto está por aí, jogando seu melhor tênis. Felizmente foi o que aconteceu. Imaginou se o cara só aparece por aqui capengando, sem fôlego, errando tudo, total fim de carreira?

Federer apareceu por aqui jogando muito e mais um pouco. E aí mostrou mais uma vez seu enorme talento. Como outros, e outras, está no meio das férias, dias antes postou uma foto sua enterrado nas areias de uma praia, fora de ritmo e, consequenteente, sem a mesma força. Você notou? É só lembrar das dificuldades que Serena e Azarenka mostraram em quadra em um joguinho de dar dó. Federer parecia um cavalo árabe nas pontas dos cascos.

Pior, ou melhor, ainda, se deu ao luxo de mesclar o bom de uma exibição com o bom da competição. Não fez corpo mole, pois sabe que todos perceberiam. Se jogou mal em algum momento foi no início do 3º set com Bellucci – e aí deixo em aberto sobre a magnanimidade do rapaz. Mas jogou com um desprendimento que, infelizmente, as competições não permitem, o que fez com se atrevesse a coisas em situações de jogo que simplesmente não se faz. E um Federer desprendido e ao mesmo tempo com vontade de impressionar é algo que os deuses só permitem em ocasiões raras. Sim fomos privilegiadíssimos nesse sentido – duvido que se viu, ou se virá, Roger nas mesmas circunstâncias e com o mesmo resultado.

Todos que assistiram – in loco muito melhor – terão momentos inesquecíveis para contar a seus netinhos. Alguns serão unanimes. Vários inundam minha memória. A minha já elegeu a sua e para isso terei que descartar uma passada de direita na corrida contra Tsonga que abalou as estruturas do estádio e fez o Mestre flexeonar os músculos como Hulk.

Fico com Tsonga sacando, e não é qualquer sacador, e Roger aproveitando três segundos saques, no lado da vantagem, para fugir para o corredor, se arremessar no ar como se tivesse molas nos pés, indo em duas ocasiões para uma direita na diagonal e outra na paralela, com toda a velocidade permitida para uma bolinha de tênis, utilizando a munheca como se fosse uma catapulta romana, se arremessando sobre o golpe com um desprendimento que liberou em nós os nossos medos de errar, inspirando o mais cru dos pangas, e nos fazendo sonhar que tudo é possível, esta a verdadeira missão do artista. Só espero que Deus seja magnânimo e nunca apague da minha memória todas essas imagens pelas quais esperei uma vida de tenista. E se alguém encontrar as imagens acima na internet que seja generoso e divida conosco.

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:48

Imperdível

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A sempre polêmica sem perder a candura e a elegância leitora Maysa, ocupa seu espaço nos comentários para declarar sua ojeriza às chamadas “exibições”. Não é a primeira que me passa essa mensagem, ao mesmo tempo em que outros declaram seu amor pelas mesmas. O que separa as duas vertentes?

Exibição foi algo criado sabe-se lá quando, só posso dizer que há muito tempo, para trazer algo para o qual havia uma demanda. No caso, a presença de estrelas, das mais variadas grandezas, para próximo de seus fãs, em um cenário que não abrigava pelas mais diferentes razões, da tradição à falta de estrutura, torneios compatíveis com a presença de tais tenistas.

Isso são um fato e uma realidade mundo afora, não somente no Brasil. Na verdade, hoje se joga bem menos exibições do que no passado. A demanda do circuito e consequente esgotamento dos atletas, o televisionamento de tudo quanto é torneio tenistico que coloca os ídolos na frente de sofás mundo afora, e, principalmente, o quase obsceno, pelo menos comparado com poucas décadas atrás, dinheiro distribuído em prêmios de torneios oficiais, o que deixa seus bolsos e mentes tranquilos quando não acomodados, são razões pela diminuição da presença das estrelas em exibições.

Por conta disso, as aparições, pelo menos das estrelas, são raras e bem caras – lembrem-se que há demanda no mundo todo. Até mesmo uma cidade como New York, que tem um Grand Slam, demanda e recebe exibições com Federer. Mas imaginem quantas cidades não demandam e aguardam pela oportunidade que provavelmente nunca chegará. Na Europa e na América há a demanda e a oferta por outro tipo de exibições – são os Masters, que atraem o público com seus nomes, mas oferecem pouco mais do que brincadeiras e seções saudades de volta. Não é por menos que a maior estrela dessa troupe é um iraniano naturalizado francês, Mansour Barahmi, que encanta o publico europeu com seus marabalismos em quadra.

A exibição em si é uma arte, muito distinta da competição em si. A personalidade dos envolvidos conta muito para que ela seja um sucesso. Ninguém joga uma exibição como se a vitória fosse a meta. Pelo contrário. É bem mais do que provável que quando dois tenistas se enfrentam, em um treino, longe dos olhos do público, vão procurar a vitória com mais determinação e entrega do que em uma exibição. Por isso, nestas ocasiões é de muito bom tom colocar em quadra somente tenistas que se deem bem – e especialmente se a estrela maior aceita bem o sparring.

Existem algumas regras não escritas, que quase sempre são respeitadas, ainda que por vezes não. Fica “feio” um dos tenistas mostrar que está a fim de ganhar. Tem que saber aliar bons golpes, com uma dose correta de intensidade e um pouco, não muito, de relax e até humor. Se errar a mão em qualquer dos quesitos fica horrível – e, acreditem, poucos dominam essa arte.

O jogador da casa sempre ganha. E aí eu pergunto, com Federer e Bellucci que será o jogador da casa? Afinal, a grande estrela que o publico quer ver e aplaudir é o suíço. Será que Federer obedecerá a regra e fará a gentileza? Ou será que Bellucci esticará o tapete vermelho? Nosso tenista dá suas esticadinhas de tapete, mas raramente contra tenistas mais fortes e as tais estrelas, a quem gosta de fazer sentir sua mão pesada, pelo menos por um tempo. Será interessante ver como se desenvolve essa apresentação que deve ser o ponto alto do espetáculo, até pelo envolvimento do publico. Lembrando, essa será a primeira partida do suíço, do total de três, que jogará em São Paulo. Eu teria colocado como a última. Ele enchia o Tsonga e o Haas de bola nas primeiras, para delírio do público, e o Bellucci ficava para quando a festa já estava assegurada.

Comentando o comentário da Maysa, é preciso entender que na próxima semana não teremos em São Paulo nem um torneio, nem uma exibição. Teremos um espetáculo, uma festa. Uma festa do Tênis. Uma festa exclusiva, já que os ingressos são caros e em boa parte corporativos. Uma festa que todos gostariam de participar. Uma festa para tenistas, sofasistas e até mesmo estrangeiros do tênis, aquele que irão não por conta do Tênis e sim do ser visto.

Vamos ter o creme de la creme do tênis como poucas vezes reunido, em qualquer lugar que seja – o mundo vai babar de inveja. O foco ainda está no Federer, até porque o patrocinador que pagou a conta principal é seu, as chamadas são dele e o cara é adorado. Mas teremos Tsonga e Haas, dois belíssimos tenistas, com estilos distintos e propícios para a festa, até mais do que Ferrer, que é mais “engessado” e que saiu. Os espetaculares irmãos Bryan enfrentando os mineiros Melo/Soares, o que deve vir a ser um espetáculo à parte, em especial para os fãs tenistas.

E as mulheres! Até as Olimpíadas, agradeçam por ela, não vamos ver tal constelação por aqui: Sharapova, Serena, Azarenka, Wozniacki! As meninas mereciam uma festa só para elas e iriam sobrar. Isso sem falar no Roger. Não será um Grand Slam, mas será um espetáculo que lotaria o Madison Square Garden, um local que já acolheu os melhores de todas as áreas, numa cidade onde if you make it there you make it anywhere. Agora é em São Paulo. Esta, Maysa, é imperdível.

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domingo, 28 de outubro de 2012 Olimpíadas, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 20:33

Basiléia, Istambul e Valencia

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Ninguém gosta de perder. Muito menos jogando em casa. Minha mulher fica com vontade de largar a raquete. Roger Federer desiste de ir a Paris. Minha mulher fica louca da vida com as japas baloneiras. Federer detesta encontrar pela frente alguém que dê mais pancada na bola do que ele. Ela começou a competir faz pouco e ainda tem que aprender a lidar com as viadas que fazem das quadras de tênis uma filial de Cabo Canaveral. O suíço deveria lembrar que o argentino não tem nenhuma consideração e adooora alguém que fique lhe dando pancadas à altura da cintura. Aliás, o hermano estava tão com vontade de machucar que quase acaba com a felicidade da Mirka – veja o vídeo abaixo.

A final entre Federer e Del Potro na Basiléia foi tudo o que o publico queria. Em termos de emoção, porque o resultado esperado, lógico, não era a vitória argentina. Mas uma partida decidida no TB da negra, após um TB no 2º, quando Federer escapou de perder em dois sets, teve um tênis de primeiríssima em um estádio que se não é novo, garanto que é de primeiríssima qualidade – padrão suíço.

Logo após a derrota, Federer, que é presidente da ATP, declarou que não jogaria o Masters 1000 de Paris, mesmo sabendo que a decisão vai lhe custar a liderança do ranking no fim da temporada para el djoko. “É a única alternativa para mim!”, alegando que quer preservar o físico para as finais de Londres, e também suas apresentações na América do Sul! Os franceses devem ter adorado a notícia.

Não tem contusão, nem nada que o impeça – simplesmente magoou. Roger já tem 600 partidas, mais de 12 anos de carreira, mas em Janeiro de 2012 ainda não tinha 31 anos, o que o isentaria totalmente das responsabilidades de jogar qualquer Masters 1000 – o que vale dizer que, teoricamente, a partir do ano que vem pode até cobrar para jogar os Masters 1000.

David Ferrer mostrou, mais uma vez, que é “o casca de ferida”. É na Espanha, é na quadra dura lenta, o Nadal não vem, é meu! É a 3ª vez que o casca vence por lá. E desta vez dedicou a vitória a Ferrero, que é um dos donos do evento e encerrou a carreira por lá esta semana.

Para nós, a boa notícia foi mais uma conquista de Bruno Soares, e seu parceiro Peya, batendo na final os ibéricos Verdasco/Marrero em três sets. É o terceiro título com Peya, o seu quinto esta temporada e o seu décimo na carreira. Eue temporada, e que parceria. Essa parceria deve dificultar a possível decisão voltar a jogar com Melo, com quem emparceirou na Davis e com quem ganhou Estocolmo. Com quem ele jogara em 2013?

Maria Sharapova chama Serena Williams de minha rainha do ébano. Não vou tentar adivinhar do que a gringa chama a russa/americana. Eu sei que suas cadelinhas ela chama de Jackie e Lorelei! São oito anos que Maria não vence Serena. Oito anos e nove partidas – uma média legal. O resultado de hoje, em Istambul, na final do Masters, 6/4 6/3, foi melhor do que o ultimo, nas Olimpíadas, 6/1 6/1. Pior do que isso a russa teria que sumir do circuito ou se trocar no carro; sua vida nos vestiários ficaria impossível. Para sempre vai se perguntar: Serena deixou ela fazer um??

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 Tênis Feminino | 13:42

Bondage

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Enquanto todo mundo espera São Pedro dar sua colher de chá ao evento em N. York, coloco abaixo o que espera Maria Sharapova. A russa está enfrentando, e perdendo por 0x4 no 1o set, a francesa Marion Bartoli.

Quando eu digo que a francesa é uma peça raríssima é pouco. Deem uma olhadinha no aquecimento da moça na Quadra 11 do complexo Billie J. King – local do US Open. Pernas amarradas, bolas quadradas, bolas amarradas etc..

Só mesmo o Dr Pardal do pai dela para fazer com que a filhinha pague esse mico. Ninguem mais no circuito usa uma parafernália dessas – e ela não está nem aí. Faz o que é mandada, joga com seu estilo, em mais de uma maneira, nem um pouco ortodoxo, e tem uma grande carreira. E por isso tiro o meu chapéu para ela. Vocês podem imaginar a Maria usando esse tipo de bondage – pelo menos numa quadra de tênis?

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:31

No Ibirapuera

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O mundo dá voltas. O mundo dos negócios então dá mais ainda. Durante o Torneio de Miami surgiram os rumores sobre a vinda de Federer ao Brasil. Todos tinham uma posição definitiva a respeito do que e como seria. Até Gustavo Kuerten lançou a tese de que faria parte e jogaria contra Federer.

No mesmo dia liguei para Luiz Felipe Tavares, dono da Koch-Tavares, que me assegurou que só uma coisa era certa – Federer viria. Quanto ao resto, nada estava definido. Ele mencionou Serena, provando que ali já tinha em mente o conceito do que se provou realidade. Além de Federer, atual #1 do mundo, as quatro mulheres envolvidas já foram #1 do mundo.

Abaixo o anuncio divulgado pela KT do que acontecerá nesses três dias que farão de São Paulo o centro do universo do tênis.
Gillette Federer Tour
Data: 6 a 8 de Dezembro
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Piso: Indoor Hard (quadra rápida coberta)

Programação:

6 de dezembro Roger Federer vs Thomaz Bellucci
Bob/Mike Bryan vs Bruno Soares/Marcelo Melo

7 de dezembro Maria Sharapova vs Caroline Wozniacki
Thomaz Bellucci vs Jo-Wilfried Tsonga

8 de Dezembro Serena Williams vs Victoria Azarenka
Roger Federer vs Jo-Wilfried Tsonga

Todos os jogos do Gillette Federer Tour serão disputados em melhor de três sets, com tiebreak.


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