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segunda-feira, 20 de junho de 2016 História, Tênis Feminino | 01:27

Por um tênis limpo

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Eu ia escrever antes sobre o caso do doping da Maria Sharapova, mas não me animava. Sei que se colocar aqui tudo que penso sobre o caso, os amantes incondicionais da russa irão ficar enfurecidos e corro o inquietante risco de ficar lendo parvoíces nos comentários. Não aguento mais amantes incondicionais. Incondicional na vida só amor de mãe.

 
A penalidade de dois anos para a moça foi pouco. O tribunal que a julgou preferiu dizer que o doping foi “não intencional”, porque aceitaram sua alegação que desconhecia a proibição que entrou em vigor em 2016. Ao mesmo tempo que derrubaram todas suas desculpas e as alegações de seus advogados. Lhe tascaram dois anos, para ficar claro. O que a moça pecou não foi pouco.

 
Tanto pelo intuito em enganar suas adversárias, e assim os fãs do tênis, tomando uma droga que lhe amplificava o desempenho, como pela soberba em se achar acima do bem e do mal. Ela escondia das pessoas ao seu redor que tomava Meldonium, incluindo seus técnicos e sua nutricionista – boa razão devia ter. Tanto que ninguém pode lhe avisar – o único que sabia era seu agente, que “marcou toca”, como explicou ao tribunal. Sharapova, porém, chegou ao ponto de insinuar que a FIT deveria ter feito uma comunicação especial a ela sobre a mudança de status do Meldonium, droga pela qual foi penalizada. O comunicado foi enviado a todos os tenistas, ela incluso.

 
Ela tomava o tal de Meldonium há anos, assim como uma lista de outros 17 remédios conforme informou seu médico. Era uma farmácia ambulante. Só em 2015 cinco exames do anti-doping mostraram que ela tomava a substância. Seu propósito sempre foi ter a infame “vantagem”. Ela tinha plena consciência do que, e para que, tomava cada remédio. Só que muitas drogas consideradas dopantes são para, por exemplo, mascarar dores e contusões, algo também proibido, mas a intenção é de poder continuar jogando, mesmo contundido. É proibido, mas é diferente de quem toma para ter uma vantagem no desempenho. O Meldonium é para aumentar e melhorar a performance – doping na veia. Tanto que na receita, que o médico foi obrigado a apresentar, vinha com a observação dele que “nos jogos importantes” ela deveria dobrar a dose. Sei.

 
Maria, seus advogados e os tais fãs incondicionais defendem que antes de 2016 o Meldonium não estava na lista das substâncias proibidas, o que seria uma escusa. É aí que eu discordo veementemente. Quer dizer que se não está na lista, e o atleta sabe que está tomando uma droga que lhe dará uma vantagem sobre seus adversários, pode? Por isso que o mundo flerta com a sarjeta moral.

 
O que não se pode ignorar é que o Meldonium não estava na lista porque não estava no radar da WADA. Ou seja, era desconhecido para a WADA por ser uma droga quase restrita à Russia e países vizinhos – e de uso também restrito aos atletas dessa área. Só começaram a ter suspeitas quando começaram a constatar que vários atletas de lá, que foram pegos com outras drogas, também tomavam o tal Meldonium. Aí foram pesquisar a respeito.

 
Como o Dr. Eduardo De Rose, maior autoridade em anti-doping no Brasil, gosta de lembrar; o anti-doping está sempre atrás na corrida do doping; já que médicos e atletas de mau caráter estão sempre fazendo e experimentando de tudo para se manter um passo à frente.

 
É a mesmo raciocínio que, por exemplo, em tempos de novas tecnologias como a internet, se comete um crime, sabendo-se que é um crime, simplesmente por se tratar de algo que a atual legislação não prevê. Maria sabia que ingerindo o Meldonium tinha um diferencial a mais que suas adversárias não tinham e desconheciam; que é exatamente o que caracteriza o doping – a forma pouco importa, porque sabemos que existem inúmeras, centenas, de drogas proibidas exatamente por oferecerem essa diferença.

 
O caso Sharapova-Meldonium levanta ainda uma cruel ambiguidade. De um lado a hipótese, distante e irreal, de se liberar tudo, permitindo que os atletas passem a ser verdadeiras cobaias, e se descubra até onde o homem iria, física e mentalmente, com a ajuda da medicina e da tecnologia.

 
Convenhamos que muitos flertam com a idéia – só que aí não teríamos nem antidoping, já que a corrida tecnológica seria liberada e “democrática” – aberta para todos. Para vocês verem como o uso indiscriminado da palavra “democrática” pode ser perigoso, algo que quem reside no Brasil vem descobrindo recentemente, pela bocas de alguns dos maiores salafrários soltos (ainda) por aí.

 
Na outro lado, o real, fica-se nesse infindável jogo de gato e rato, onde atletas de formação moral duvidosa, contrabalançada por habilidades de ações marketeiras e mentiras deslavadas para permanecerem acima de qualquer suspeita, manipulando o que puderem, e mais um pouco, para ficarem à frente de seus adversários. Ressalta-se que, não poucas vezes, influenciados e/ou liderados por agentes gananciosos, quando não por times e federações.

 
Isso, sem falar no cenário de atletas corretos convivendo com uma perene guilhotina sobre suas cabeças, pelo compreensível pavor de ingerirem, por mero descuido, algo que esteja na lista de doping, o que pode acontecer, tendo que se sujeitar à exames imprevistos e incômodos, uma triste necessidade, por conta de uma fração de velhacos. Hoje, os tenistas, e imagino atletas de vários outros esportes (mas não todos como se sabe) evitam tomar qualquer coisa, até para um mero resfriado, sem a aprovação de seus médicos.

 
Todo esse cenário é resultado de atletas, agentes, times, federações, países (lembrem dos países da cortina de ferro (que ainda por cima alegavam ser seus atletas de “amadores”) em especial a Russia (ver o atual escândalo no atletismo russo, que culminou com a proibição do atletismo russo no Rio 2016) e a infame Alemanha Oriental, com sérias falhas de caráter que criaram essa situação horrível a que o esporte, em geral, se defronta. Por isso, não me convenço que Maria Sharapova merecia um mero tapinha nas mãos e uma pena mais branda.

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quarta-feira, 16 de março de 2016 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:33

Me desliga

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Para quem vive no Brasil de hoje extremas caras de pau não é, infelizmente, novidade. Não vou escrever sobre os enormes e tristes escândalos que nos afligem. Mas não posso deixar de mencionar uma notícia que acabei de ler sobre o “caso sharapova”.

 

 

Em um esforço de parar a sangria financeira que deve estar afligindo o seu bolso e o de pessoas que ganham com ela, Sharapova acaba de dizer que instruiu a empresa Sugarpova, que fabrica balas e doces e que é dela mesma, que a tire de porta voz da empresa até que o julgamento de seu caso saia.

 

 

Então é isso. A moça é dona da empresa, mas em uma tentativa de distanciar a empresa dela mesmo, tentando evitar a contaminação, pede à empresa que não a tenha mais como porta voz. Então tá. Pelo menos, mesmo que pela razão errada, é o contrário do que acontece por aqui.

 

 

Com inúmeros patrocinadores pulando fora, ou suspendendo, contratos até segunda ordem, agora é esperar para ver qual será a posição de sua parceira Head. A empresa tem um contrato de raquetes com a russa/americana e, ao contrário da Nike, por exemplo, que em oito horas se manifestou pela suspensão do contrato, disse que não só não vai suspender como vai fazer uma extensão do mesmo.

 

 

No entanto, outro contratado da Head, o britânico Andy Murray também se manifestou. Disse que se Maria foi pega tomando o que não devia tem que ser suspensa mesmo – ela e/ou qualquer um. Ainda pediu mais exames. E que não entende como seu patrocinador pode ter a posição que divulgou. O rapaz não estava nada satisfeito e chegou a mencionar a possibilidade de terminar o seu contrato. Isso ainda vai dar pano pra manga e separar o joio do trigo a respeito de antidoping.

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terça-feira, 8 de março de 2016 Tênis Feminino | 11:43

Mel donium

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Maria Sharapova não deve esperar muita simpatia nos vestiários de Indian Wells, torneio que começa na California, já que sempre fez questão de deixar claro que não têm, nem quer, amigas no circuito.

 

Mas, a maioria dos tenistas que se manifestaram – não foram tantos, por enquanto – foram simpáticos a ela. A única que vociferou contra foi Jeniffer Capriati.

 
Os outros estão mencionando que foi um “erro honesto”, já que o tal Meldonium não era proibido até o ultimo dia de 2015. A moça, óbvio, não leu a atualização do AMA (Agencia Mundial de Antidoping). Nem ninguém de seu time – isso se seu time sabia que ela tomava o remédio. Ou, ainda, calcularam mal o tempo que o remédio sairia do sistema da moça – o Aberto da Austrália, onde foi colhido a amostra, é logo no início do ano.

 
Ela disse que toma Meldonium faz 10 anos e que foi indicado pelo seu “médico familiar”. Para reposição de magnésio, diz ela. Ao informar que toma há dez anos, teoricamente, se afasta daqueles que começaram a tomar para se dopar. O tratamento indicado pelo fabricante é de apenas tres a quatro semanas.

 
O fato é que a AMA proibiu o remédio porque uma série de atletas do leste europeu, russos em particular, começaram recentemente apresentar traços desse remédio nos exames antidoping. O AMA ficou curiosa e foi atrás dos benefícios paralelos do tal Meldonium. Bingo; e por isso o proibiu. A eterna luta entre a AMA e o WADA e os enganadores, que estñao sempre tentando ficar um passo à frente da instituição

 

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Então, Maria tomava algo que a ajudava melhorar seu desempenho, que é a idéia do doping, só que a droga, que não é usada fora do leste europeu, estava fora do radar. Ao seu ver, então não havia problemas. Mas a intenção, que era ter uma vantagem sobre suas “colegas”, era clara.

 

 

No entanto, a moça recebeu a atualização da AMA, e para seu azar, não se atentou e dançou.

 

No seu jeito Maria de ser, ela fez a conferencia de imprensa e admitiu que tomava, assumiu a responsabilidade de seu ato, lembrando o moto que a FIT insiste em lembrar os tenistas: “você é responsável pelo o que coloca em seu corpo”.

 
Ela foi bem na conferencia, sempre foi ótima de marketing e na arte de se expressar, e o fato de admitir que tomava e assumir a responsabilidade de seus atos deve ajudar na hora que a FIT definir sua pena. Seus patrocinadores, entre eles Nike, Porsche e Tag Heuer no entanto, seguindo o rito, começaram a pular fora do barco e suspenderem os contratos.

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segunda-feira, 25 de maio de 2015 Roland Garros | 20:30

Nem com açúcar.

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Já faz tempo que Maria Sharapova e o publico de Roland Garros nao se bicam. É bem possível que os franceses tenham visto através da máscara da moça desde o início e nao compram, nem com uma colher de açúcar, a marketagem da russa. Anos atrás a situação esteve mais negra, quando ela foi vaiada severamente na quadra central, agarrou a raquete pelo meio e mandou um certo gesto fálico para as arquibancadas e quem estava perto da quadra pode ouvir a moça respondendo com alguns impropérios de fazer corar qualquer mocinha de sainha mais longa.

Mesmo sendo seu Grand Slam menos favorito, do que ela nao fazia nenhum segredo, até porque, supostamente, nao encaixava com seu estilo de “balde na cabeça”, Maria venceu em Paris em 2012, na maior surpresa de sua vida, sendo a primeira conquista após sua mais severa contusão. Depois disso começou um caso de amor, pelo menos da parte dela, já que agora é onde se dá melhor. Quanto aos franceses, respeitam uma campea, mas nao morrem de amores pela moça. O affair nao deve melhorar após o jogo de estréia de 2015.

Sharapova entrou em quadra cuidando de uma gripe e, sendo a competidora que é, tratou de ganhar rapidinho e ficar pouco tempo em quadra. Mas o fato é que a tradição por aqui, e já bem antiga, é do vencedor do jogo na Quadra Central dar uma breve entrevista ainda dentro da quadra. Maria sempre adorou esse marketing, assim como aquela pirueta no fim da partida. Por isso o ex-tenista Cedric Pioline, que entrou em quadra empunhando seu microfone, nao entendeu nada quando chegou na russa e levou a maior “tábua” de sua carreira de entrevistador. A russa lhe disse, na cara dura, que nao conversaria com ele. Recolheu suas coisas e se mandou rapidinho para o vestiário. Saiu debaixo de vaias, pelo menos por parte do publico que percebeu o que aconteceu. Bem na cara de pau ainda mandou um ciozinhos, mas levou ainda mais vaias. Quanto a Pioline saiu com um sorriso amarelo e totalmente constrangido.

Na entrevista após o jogo cortou a conversa sobre o assunto, dizendo que “entendo, mas que tenho que fazer o que tenho que fazer”. Nao deu pra entender, já que o que tinha que fazer era a entrevista e nao a fez. Talvez achou que se falasse dois minutos iria piorar a gripe. Talvez pudesse exatamente falar sobre a gripe e se desculpar rapidinho – tipo 15 segundos. Talvez esteja “chateada” porque pediu pra jogar na 3a feira e nao conseguiu. Talvez seja só mal educada. Sei lá.

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domingo, 8 de junho de 2014 Roland Garros, Tênis Feminino | 00:23

Uma bela final

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Foi a melhor final feminina em Roland Garros desde 2001, quando Jennifer Capriati bateu Kim Cljisters 12-10 no 3o set. De lá para cá as finais foram decepcionantes emocionalmente, sempre decididas em dois setinhos.

Maria Sharapova e Simona Halep honraram a expectativa e fizeram um jogo equilibrado e eletrizante, repleto de alternativas táticas e liderança no placar e, até o último game, era difícil apostar em uma ou outra.

Maria foi mais jogadora, tentando, como sempre, imprimir o ritmo da partida e, por conta de seu estilo, ditando quem venceria. Se ela, se suas bolas entrassem nas horas da onça beber água, ou se a romena, caso as bolas nao entrassem.

Como sempre, tiro o chapéu para a russa, que nao tem medo de ir para suas bolas com extrema audácia e viver com o resultado. Simona fazia das tripas coraçao para sobreviver e alongar a partida, contando que uma hora o estilo audaz da russa naufragasse. Para isso usava sua excelente velocidade e seus sólidos golpes de ambos os lados – uma pena que nao consiga gerar mais força no seu saque (especialmente o segundo) e que tenha dado um único slice (quando venceu o ponto) contra uma tenista que tem uma certa dificuldade com essa bola. E, para quem acompanhou pela TV e viu Maria quase às lágrimas quando as coisas ficaram pretas no terceiro set, sua estratégia quase deu certo.

Simona apostou em mover a adversária, evitando que Maria batesse duas bolas do mesmo lado, e assim dificultasse a produçao de suas bolas mortais, algo extremanete difícil de fazer contra uma tenista do calibre da russa. A romena nao tem nem o tamanho, nem a força para entrar na pancadaria que Sharapova adora imprimir. Mas, conseguiu sobreviver à seu modo e levar o jogo até a hora onde o emocional cala a técnica, transformando a partida em um confronto extremamente físico de mais de três horas. Tudo isso na primeira oportunidade que esteve em uma final de GS, enquanto sua oponente é macaca velha nesse galho.

Para variar, tivemos, mais uma vez, o Instante Decisivo. E este veio na hora da onça beber sua água. 4×4 no set final, com todo mundo tenso em quadra, do público às tenistas e aos juízes. E foi um destes que, sem querer, foi o fiel da balança. No primeiro ponto do game, com Simona sacando, Maria alonga a devoluçao do saque, que escorrega na quina da linha de fundo, impossibilitando a boa devoluçao da romena, que espirra a bolinha para as arquibancadas. A juiza de linha canta fora e o juizao com voz de FM desce para verificar a marca. Dá boa! Simona se move para repetir o ponto (indo para o lado direito da marca central da quadra). Imediatamente o juizao, que voltava às cadeira, para, atento, volta e explica que o moça isolara a bola antes da chamada da juiza. Simona tenta dialogar sem sucesso. Como sempre acontece nessas ocasioes a tenista nao concorda – essa chamada sempre dá confusão e sempre, como nao poderia deixar de ser, prevalece a decisao do árbitro. Sabem quantos pontos a moça ganhou depois desse ponto, no momento mais crítico da partida? Pois é – nenhum!

Se Sharapova é uma russa que já venceu todos os Grand Slams pelo menos uma vez, sendo a tenista que mais faturou na história do esporte e até hoje nao sabe explicar seu sucesso no saibro parisiense, Halep é uma tenista da Romênia, país extremamente maltratado nos últimos 70 anos, forçando um legado extremamente desolador para seus habitantes, que, após ser a melhor juvenil do mundo, começa a descobrir o sucesso na carreira, sendo, de inumeras maneiras, o contraponto de sua oponente. Foi um belo confronto de estilos, táticas, momentos, circunstâncias e personalidades. Um verdadeiro ganho para o tênis feminino.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014 Juvenis, Light | 16:32

Fantasie

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Freud dizia que as fantasias sexuais nos levavam às cenas mais primitivas. O doutor vienense explorou, com certa controvérsia, esse aspecto humano, sendo por vezes massacrado pelos seus contemporâneos, pela audácia na abordagem. Porém, convenhamos, o tema exige uma boa dose de audácia, pois é raramente lidado de maneira aberta e transparente no dia a dia e investiga nossas mais secretos pensamentos e fantasias.

Como nao podia deixar de ser, os elementos ofertados por Freud para pensarmos as fantasias nos leva a um universo de questionamentos. Freud flertou por um tempo, nao vou entrar em detalhes, com a teoria que as fantasias estariam ligadas às nossas lembranças, mais precisamente à nossa percepçao de acontecimentos passados e até antepassados. E aí sabemos que nao existem regras. Se cada um enxerga o presente da maneira que mais lhe convêm, ou talvez nao, já que os neuróticos sao cada vez mais numerosos, considerem a flexibilidade existente sobre a imaginaçao do que aconteceu no passado muitas vezes distante.

Freud “brincou” com a idéia de que as fantasies/teoria da seduçao teriam dois momentos distintos. O primeiro seria na chamada cena de seduçao, onde haveria uma certa inocência por parte do afetado (criança) e uma açao mais ativa por parte do adulto. Na ocasiao, o pai da psiquiatria foi pressionado por vários críticos. Pouco tempo depois mudou a teoria – uns dizem que por conta da pressao exterior, outros que por conta de uma profunda auto-análise. A mudança sugeria que a tal cena de seduçao seria de fato inexistente, sendo sexual unicamente por parte do adulto e nao da criança já que o jovem nao teria entao condiçoes de entender o evento como sexual.

Só quando surge a segunda cena, anos mais tarde, quando a criança faz a associaçoes que remontam à lembrança da primeira cena, causando o recalque, que a explosao sexual, no já adulto, é deflagrada. Como veem, o assunto, além de fascinante, abre inúmeras portas, algumas que Freud, e outros, tanto abriram como fecharam.

E onde quero chegar com essa elucubrações sexuais. A origem foi uma foto, que publico abaixo, de um garoto Dimitrov com uma jovem Sharapova. Todos os atletas até se cansam de assinar autógrafos e tirar fotos com fas. Faz parte do dia a dia. Alguns fazem com prazer, outros nem tanto. Já ouvi várias pessoas reclamarem da postura da Sharapova. Talvez tenha sido o dia, as circuntâncias ou mesmo a pessoa?

Em ambas as fotos ela me parece bem alegrinha, assim como o garoto, afinal ao seu lado uma campea e bela loira. A questao é de como ela o via. Eu diria que na primeira foto ele tem uns 13/14 anos e ela uns 17/18 aninhos. Eles tem quatro anos de diferença. É óbvio que nessa idade a diferença era gritante e jogava com interessantes discrepâncias amenizadas nos anos seguintes.

Na primeira foto, será que o Grigor era tao inocente quanto demonstrava seu sorriso juvenil? E a Maria, nao me pareceu nem um pouco amuada ou mesmo constrangida em se inclinar carinhosamente para o garoto. Na segunda foto, quase dez anos depois, ele se inclina, felizinho, orgulhoso, quase deslumbrado. Maria, retraída, contente, tranquila, fêmea, segura. Como será que eles olham  para esse foto de anos atrás. Que fantasias podem tais lembranças causar?

Ou pode, como toda a psicologia permite, somente ser devaneios meus.

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 Esta está ligada à lembrança, à percepção de acontecimentos passados reais,

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013 Sem categoria | 09:49

Nao vai dar

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Maria Sharapova está fora do U.S. Open. Essa é a notícia de hoje. A razao alegada sao problemas no ombro direito, o mesmo que a forçou ficar longe das quadras por 10 meses após cirurgia.

Desde Wimbledon, onde perdeu na 2a rodada, jogou Cincinnati e perdeu na 1a rodada. Isso após despedir seu técnico de anos, contratar Jimmy Connors e o despedir após a derrota na 1a rodada de Cincinnati. Esta semana inventou essa história de mudar de nome, causou maior agitaçao, voltou atrás, foi a New York para divulgar seu negócio de balas e agora diz que nao vai jogar. Se sabia hoje, provavelmente sabia dias atrás. Mas, uma coisa de cada vez. Primeiro divulgamos o que dá grana e nao pode esperar – New York é o lugar que agita. Depois o que realmente importa aos fas do tênis que compraram ingressos para vê-la jogar. As ultimas semanas foram agitadas para a russa.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013 Sem categoria | 12:40

Distintas

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Ainda estou tentando compreender a decisão da atual campeã de Wimbledon, a francesa Marion Bartoli, de abandonar a carreira, semanas após conquistar o torneio de Wimbledon, o maior feito de sua carreira. É algo simplesmente inexplicável, apesar das explicações da moça. Para tentar entender sua decisão, avalio o contraponto, sendo este a anunciada decisão de Maria Chatapova (me sinto bem mais à vontade em mudar o nome da moça agora) de mudar seu nome, para logo em seguida anunciar que não mais o faria.

Existem duas personalidades mais distintas do que as de Marion e Maria? A francesa, uma graça de pessoa e muito mais simpática e generosa do que a russa, sempre foi o patinho feio do circuito, pelo descuido com seu visual, o tênis não ortodoxo, para dizer pouco, os métodos de treinamento adotados pelo pai/técnico e a total ausência de charme ou carisma. Do outro lado a Maria, arrogante e antipática, que faz todos os esforços possíveis em sem par no circuito, para ressaltar o que tem em dotes físicos, porque se for por outros dotes, tipo simpatia, morre dura, e um comprometimento perene e incansável em faturar em cima da própria imagem.

Marion vai completar 29 anos em outubro, uma idade em que a decisão de abandonar tudo por conta de ter o corpo cansado – razão alegada – surpreende. Maria tem dois anos a menos e parece que ainda vai longe. Pode-se alegar que Marion sempre carregou quilinhos a mais em quadra, o que uma hora cobra o preço, como tinha treinos físicos extenuantes, o que também cobra um preço. Mas o que instiga é a opção de fazê-lo após chegar ao paraíso – conquistando o “maior” torneio de todos.

Considerem o que a moça poderia faturar nos próximos doze meses. Os franceses tem uma séria carência por vencedores de Grand Slam, especialmente Wimbledon, e uma economia razoável capaz de gerar bons patrocínios. É verdade que um ou dois conselhos femininos/marketeiros da russa, mais do que dobrariam os números. Isso sem contar a maravilha que seriam as mordomias, inclusive as financeiras, no próprio circuito, o real “escritório” dos tenistas profissionais. Uma campeã de Wimbledon demanda, e consegue, coisas que vossas imaginações sequer cogitam. Na pior das hipóteses, jogando o que fosse, Marion seria alguns milhões mais rica e viveria no paraíso durante um ano que fosse, algo que toda criança que um dia pegou uma raquete sonhou. Foi-se com o vento.

Enquanto isso, Maria, mesmo perdendo precocemente em Wimbledon, e na 1ª rodada do único torneio que jogou desde então, e fracassando no relacionamento com seu recém contratado técnico, conseguiu agitar a mídia americana ao divulgar que ira mudar seu nome para Maria Sugarpova durante o US Open. Isso mesmo! Ele teria ido a um cartório para requisitar a mudança, algo que explodiu na imprensa americana e não só na esportiva. Logo em seguida avisaria que a mudança não mais aconteceria. Tudo isso só serviu para agitar o lançamento de uma linha de assessórios que acompanham agora a linha de doces da moça, lançada exatamente um ano atrás, com o nome de Sugarpova. Marion, com sua personalidade, talvez esteja dando graças a Deus de não ter ido a Nova York, onde o US Open começa na próxima 2ª feira, e ser ofuscada na mídia em sua maior hora pela moça dos doces.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2013 Sem categoria | 01:08

Já??

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Eu não sei o que aconteceu, adoraria saber, mas não estou nem um pouco surpreso. O affair Maria Sharapova/Jimmy Connors não durou um torneio. Na verdade durou uma partida, na qual a moça foi derrotada pela americana Sloane Stephens. E vocês acham que só vocês fazem bobagem?

Porque a russa ou fez uma enorme besteira contratando o mala Connors, ou uma ainda uma maior o despedindo depois de uma única partida. Alguém convenceu a moça que para ela ganhar da Serena ela precisaria de um técnico bagaceiro que acredita que tênis vencedor passa pela intimidação. Dizem que foi o pai quem a convenceu e dizem que foi o pai quem ligou para o coach o despedindo. A unica coisa que ela disse foi que “não era a coisa certa para sua carreira neste momento”. Nada como saber exatamente o que ser da vida. Agora vai para o US Open sem técnico e sem confiança, já que não ganha uma partida desde Wimbledon, quando perdeu precocemente. A ver…

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Connors – cara feia na arquibancada.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Sem categoria | 13:34

Nicho

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A imprensa e jornalistas têm seus caminhos, muitas vezes não entendidos ou mesmo concordados pelos leitores. Eu, que não sou jornalista, mas trafego pelas mídias talvez a mais tempo do que deveria, fico em algum meio do caminho, mais fora dele do que dentro, também me dou ao luxo de frequentar, por vezes, esses caminhos.

Quando eu escrevia uma coluna semanal para o Estadão, o mesmo dava um pouco mais de notícias sobre o tênis do que agora. Com certeza pela era Guga, mas nem sempre ele era o personagem. A personagem favorita dos rapazes do editorial era Maria Sharapova – e como incriminá-los? A Serena vencia o torneio e o jornal publicava uma foto enorme da Maria com sua exuberância de pernas. Mas não era só no Estadão. Eu saia da cabine após uma final de um GS com a vitória do Federer e o editor queria falar sobre os dotes da Sharapova que havia perdido uma semana antes. A WTA adoraria esses momentos, já que uma boa parte do seu marketing é em cima desses predicados de suas atletas.

Mas cuidado. O mundo está invadido pelo PC. E no caso não este seu escriba e sim o Politicamente Correto. No início do ano, um veterano comentarista da ESPN americana, Burt Musburger, foi crucificado por parte da imprensa por conta de um comentário seu no ar em um jogo universitário de futebol americano. Em tempos de Twitter e Facebook, as redes sociais conseguem ampliar coisas para uma dimensão inconcebível – que não lembra daquela estudante que foi para o Canadá?

As câmeras da TV mostraram o rosto da namorada de um jogador de Alabama e o comentarista começou a elogiar a moça, dizendo o quanto os quarterbacks (os reis da cocada do football americano) se dão bem com as garotas bonitas. Coisa de 15 segundos. Terminou comentando: “bem, se você está em Alabama, comece a sair no jardim e atirar a bola com papai”. De um uma confusão dos diabos e a ESPN chegou a se desculpar pelo comentário, chamado de sexista. A hipocrisia não tem tamanho nem fim. Pode mostrar mulher bonita em transmissão esportiva, o que não pode é falar a respeito.

Este fim de semana os campeões foram Juan Del Potro, que encostou no #6 Berdich, batendo John Isner, que volta a ser top20, na final de Washington. Marcel Granollers batendo Monaco na Áustria. Samantha Stosur batendo Vik Azarenka, de quem havia perdido oito jogos seguidos, na Califórnia e Magdalena Rybarikova batendo Andrea Petkovic também em Washington.

Apesar disso, a foto do post é da Aninha Ivanovic, que a semana passada despediu o técnico, mais um,  e nesta saiu em ensaio fotográfico na revista Esquire – a moça achou um nicho perfeito para ganhar muito dinheiro, fora das quadras, posando para revistas de prestígio em fotos sensuais. A moça não é mais #1 do mundo – é #15 – e não ganha um GS há anos. Mas só Maria e Serena saem em tantas revistas quanto ela, e ambas já saíram em revistas em poses bem reveladoras. Não ofereço razões nem desculpas. Mas se vocês insistirem eu coloco uma foto da Stosur ou mesmo do Del Potro.

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