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Posts com a Tag Marcos Daniel

sexta-feira, 29 de abril de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:53

Passo Fundo

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Soube durante o dia da intenção do gaucho Marcos Daniel, de 32 anos, de abandonar a carreira. Não chega a ser uma surpresa, mas não deixa de ser uma perda para o tênis nacional.
 
Acompanhei a carreira de Marcos, quase sempre à distância, desde os seus tempos de juvenil. Como chegamos a dividir o espaço do tênis durante algum tempo, dividimos algumas histórias que talvez um dia eu me anime a contar.
 
Importante é dizer que após tanto tempo de carreira, ou carreiras, junto ao tênis, vejo minha trajetória mais como o exercício de uma paixão do que um trabalho. Com isso, aprendi, graças a Deus, a avaliar a carreira de outros por uma luz distinta do torcedor, do praticante ou mesmo do diletante.
 
O que torna uma carreira um sucesso? É simples e simplista dizer que é o numero de títulos e recordes conquistados. É, mas não só. Sob a luz que mencionei, o homem por detrás da carreira tem tanta importância como seus números. E nesse quesito Marcos Daniel leva vantagem sobre muito tenista famoso que fez do marketing pessoal o principal quesito de sua carreira. E tambem por esse quesito, aprendi, sem esforço, a gostar do jovem e, no devido tempo, admirar o homem por trás da raquete.
 
Com certeza, Marcos Daniel gostaria de mais taças em suas estantes e mais reais em suas contas. Mas, até que em termos de torneios Challengers ele foi bem – foram 22 finais e 14 títulos, o ultimo conquistado em São Paulo sobre Thomas Bellucci em belíssima final. Melhor ainda se pensarmos em termos de seu palco favorito, as quadras de terra da Colômbia, onde conquistou oito títulos em Challengers e chegou a ficar 22 partidas invicto, sem pensar em mudar seu passaporte.
 
Conversando com ele há cerca de um ano ele me confessou que pretendia permanecer dentro do tênis após encerrar a carreira de tenista profissional. Isso me pareceu bem claro em sua mente e planos não lhe faltavam. Na época, me assegurou que ainda não tinha data marcada para o abandono, mas que não demoraria muito.
 
É sempre difícil para o tenista fazer a decisão final. Geralmente passam da hora, muitas vezes antecipam e não raro permitem que as circunstâncias determinem. Marcos vinha ruminando a aposentadoria há algum tempo, pensava e falava sobre ela, mas foi só quando o corpo cansou de enviar sinais negativos, que o impediam de exercer sua paixão, que tomou a decisão.
 
Mesmo com todas as dores – o homem é uma aula de anatomia ambulante – Marcos tentará jogar um ultimo torneio; significativamente, Roland Garros, daqui a um mês. Para realizar seu ultimo sonho, dependerá, mais uma vez, das circunstâncias, já que precisará da desistência de três tenistas antes do início do evento de qualificação. Se entrar e realizar seu sonho, conto uma história, gozada a beça, envolvendo o garoto de Passo Fundo e o torneio parisiense. 
 

 

Marcos Daniel e Paulo Cleto há pouco tempo.

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:40

Chato

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Não assisti a partida entre Nadal e Marcos Daniel. E mesmo que assistisse não se pode avaliar a distância sobre as condições físicas de alguém, como alguns se arriscam ao fazer. Me permito manter a certeza pessoal de que Marcos sentiu uma contusão no 3º game da partida, como anunciado, e não teve como oferecer resistência ao animal Nadal. Até porque ele já havia enfrentado o espanhol sobre o saibro, piso favorito do rapaz, quando ofereceu uma boa resistência.

É chato para os fãs; é ainda mais chato para o Daniel, esse abandono prematuro. Como dise o Nadal, após a partida, “o mais triste é que ele se contundiu. O Marcos é um cara muito, muito legal, sinto por ele e espero que se recupere logo”. Eu também.

Marcos Daniel sentiu o joelho.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:18

13 de sucesso.

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Experiência ganha jogo? Se não ganha, ajuda barbaridades. A partida entre o gaúcho Marcos Daniel e o paulista Thomas Bellucci, pela final da Copa Petrobras, por 6/1 3/6 6/3, foi um bom exemplo.

Pode-se dizer que a chuva que castigou São Paulo no sábado também foi uma questão. Primeiro, porque deixou o jogo mais lento, o que tira um pouco a pimenta do jogo de Bellucci. Segundo, porque mexeu com a preparação dos tenistas – o início arrasador de Daniel e o pífio de Bellucci – deixou o fato evidente.

Estive rapidamente nos vestiários após a segunda interrupção e o clima era extremamente ameno. Thomas conversava com seu preparador físico, debruçados sobre um ipad, enquanto Marcos conversava animadamente com o supervisor Paulo Pereira sobre sua visão da ATP. A cada dia que passa fica claro que Daniel tem qualidades que podem ser usadas pelo tênis, internacional e nacional.

Depois de mais de quatro horas de espera, os dois brasileiros entraram em quadra para decidir quem tiraria melhor proveito do fator casa.

Daniel entrou em quadra dando na bola com vontade, inclusive fazendo mais estragos com o saque que o oponente, reconhecido sacador. Tirou o tempo do adversário, o incomodando e acuando, já que Bellucci gosta de jogar mandando no ponto, despencando de qualidade quando tem que se defender.

O mandato de Daniel ficou incólume até o 1×2 no segundo set, quando se estendeu em uma discussão com o árbitro e acabou por perder o foco. Deixou de ser arrojado, sua bola ficou mais curta e Bellucci pode então mandar no jogo a seu feitio.

Essa fase do jogo durou até o início do terceiro set, quando Thomas teve suas chances e não conseguiu cacifar. Daniel pediu atendimento por conta de dores nas costas e no game seguinte parecia que iria entregar a rapadura – parecia. Chegou a ficar 0x40. Mas sacou bem, foi agressivo e não deixou Thomas vencer um dos games mais emocionantes da partida.

Bellucci voltou a ter outros dois break-points no 2×2 e novamente deixou escapar. A norma do futebol de quem não faz leva também tem seu valor no tênis. No game seguinte Bellucci foi quebrado.

Desde o terceiro game do terceiro set Daniel não sentava nos intervalos. Muito a vontade, virava para quem estava atrás dele e dizia: “se eu sentar, não levanto mais”, se referindo ao fato de que suas costas estavam travadas. “E não vou entregar a partida!”.

Não deixa de ser curioso e interessante o fato de que Bellucci não parece ter um Plano B para seu jogo, já que, claramente, Daniel não tinha mais a mesma mobilidade, um fato que Thomas não soube aproveitar – continuou jogando exatamente como antes. Durante a partida, só jogou diferente quando Daniel encurtou e ele pode realizar o seu jogo A.

Daniel ainda teve que enfrentar um momento delicado ao sacar em 5×3, sabendo que se deixasse escapar a oportunidade poderia perder o torneio. Não deixou.

Fiquei feliz com a vitória de Marcos Daniel, por saber o lutador que ele é. Além disso, sempre foi e continua sendo uma pessoa extremamente agradável, dentro e fora das quadras, ao contrário de um de seus mais impertinente crítico.

Marcos, que foi um juvenil talentoso, teve que passar por muitas dificuldades em sua carreira, de sérias contusões, sempre o maior adversário de um atleta, a rasas e interesseiras a perseguições, inclusive por indivíduos que chegaram, por pouco tempo é verdade, a posições das quais nunca foram merecedores.

Com seus 13 títulos em Challengers – os quais, declarou após a final no Harmonia, trocaria, de bom grado, por um título no ATP Tour – Daniel conseguiu escrever sua história dentro do tênis brasileiro. Talvez não tenha sido a mais brilhante, mas segue sendo uma belíssima história de superação, dentro da carreira que escolheu dedicar seus anos mais atléticos.

Não sei, e nem sei se ele sabe, o que fará nos anos após encerrar sua carreira. Mas as coisas que aprendeu, dentro e fora das quadras, a objetividade com que consegue se expressar, a simpatia irradiante, a transparência de caráter, a força interior, e outras qualidades que me isento de listar, asseguram que encontrará novos sucessos e felicidade, que é o que um homem pode desejar nesta vida. Realizar o melhor possível com suas qualidades, sem aceitar limites, internos e externos.

Marcos Daniel, esperando a chuva passar, perdendo a concentração, soltando as costas, sacando muito e recebendo um abraço especial.

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sábado, 13 de fevereiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:47

O sono dos justos

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Já que um dos leitores colocou o fato na roda, acrescento uma foto para ilustrar e um breve texto para explicar.

Ontem fui para as quadras procurando um parceiro para bater umas bolinhas quando apareceram Marcos Daniel e André Sá para fazer o seu treino de fim de tarde. Como cometeram a bobeira de convidar eu não hesitei em aceitar. Resultado, passei quase duas horas fazendo drills e me divertindo com os dois e tambem com o Daniel Melo, que entrou em quadra para coordenar e ajudar nos drills.

Foi um belo treino/diversão, com empenho e compenetração dos garotos. Como disse o Daniel, é ótimo fazer uns treinos “out of the box” para fazer coisas diferentes. Variedade é bom até numa quadra de tênis.

Sá fez seu último treino no Sauípe – hoje ele embarcou para Buenos Aires – enquanto que Daniel ainda está nas duplas, com Bellucci. Tambem vai a Buenos Aires e depois para casa, acompanhar o nascimento da filha, que completa o casal do casal.

Quanto a mim, aproveitei a cortêsia, matei as saudades e ganhei o dia. E, para coroar, como adiantou o André à minha mulher ainda em quadra, dormi como uma pedra o sono dos justos.

DSC03099 BDaniel, o blogueiro e Sá. Treino e diversão.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:30

Durante a chuva

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Um pouco antes de chegarmos a Salvador o piloto do jato pendeu o avião para a direita, afastando-se um pouco da costa, o que nos proporcionou uma belíssima vista do litoral. À esquerda, disse ele, o Morro São Paulo, onde mais me saltou aos olhos o braço de mar que invadia a terra do que o tal morro. Mas foi alguns instantes mais tarde que a vista mais impressionante me atingiu. A Ilha de Itaparica e a Bahia do Todos os Santos totalmente encobertas por nuvens baixas e escuras e as evidentes colunas de chuvas que caiam ao chão. É uma vista exuberante lá de cima.

Fiquei com certo receio, mas quando chegamos ao aeroporto o sol brilhava. Entre pegar as malas, subir no ônibus, fazer o translado de uma hora, subir ao quarto para trocar de roupa e baixar para o hall do hotel foi o tempo certo para a chuva percorrer o caminho em nossa direção e despejar sua água. Era também a hora exata que começaria o jogo do Ricardo Melo, o que causou frustração entre todos no Sauípe.
 
O jeito foi encontrar uma mesa no hall do hotel, pedir um refrigerante e assistir a banda passar. E ela passou. Os tenistas e seus técnicos ocasionalmente saiam de seus castigos nos quartos, mas preferiam lá se isolar. No hall encontrei João Swetsch, técnico de Bellucci e recém empossado capitão da Copa Davis, Jorge Rosa, presidente da CBT, que recém voltou no frio novaiorquino, acompanhado de Emilio Sanchez, sim ele está aqui e conversando bastante, a simpática família Sá, escapando da fazenda no interior mineiro, o educado Marcos Daniel, ansioso por voltar a vencer e contar o incidente australiano, o gentil mineiro Bruno Soares, o sempre falante e “rápido” comentarista Dácio Campos, o radialista Fernando “Calega” Sampaio, sempre dividido entre as paixões pelo futebol e o tênis, o técnico Daniel Melo, que vai auxiliar Swetsch nas duplas da Davis, o afável Daniel Orsanic, técnico argentino de Cuevas, De Miguel, técnico espanhol, contemporaneo de Emilio, todos eles, e muitos outros, estiveram por ali cumprimentando e conversando enquanto a chuva caia.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:44

Briga boa

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Estava dando uma olhada na chave do Aberto do Brasil. Um lado ficou uma baba e o outro uma dureza. A chave de baixo tem o Montanes, Andreev e Cuevas. A de cima tem o Bellucci, Gasquet, Ferrero, Chela e o Hanescu.

Bellucci enfrenta na 1ª rodada o rival Thiago Alves, que adora essas 1as rodadas, em casa e sem pressão, para enfiar a mão em tudo que aparece pela frente – lembrem do Moya. Nas quartas estão na chave do Hanescu, que tem o Melo e o Feijão por perto para surprender. Numa semifinal Thomas enfrentaria o vencedor da chave acima que tem Ferrero (ex numero 1 e campeão de RG) e Gasquet (louco para mostrar serviço), tenistas com muito tênis para mostrar, especialmente no saibro.

Na chave de baixo, Marcos Daniel jogo com um qualy e então com o vencedor de Andreev e Potito Starace, dois tenistas que adoram ver o que a Bahia (ou as baianas) tem. Alias o russo é sempre um perigo em potencial. Mas perde umas partidas incompreensíveis. Por baixo, brigam um bando de azarões como o Montanes, Zeballos, Granolers, Arguello, Hernandes e daí pode sair qualquer um e fazer qualquer coisa. O torneio é de 250, mas a qualidade é grande e a briga boa.

Veja a chave completa: http://www.atpworldtour.com/posting/2010/533/mds.pdf

brigaCachorrões – Briga boa.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:32

Nada Real

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Nada de muito interessante aconteceu no Aberto no dia de hoje. A não ser que considerem a visita do príncipe britânico digno de nota. O rapaz parecia mais encabulado do que Federer, que foi escolhido por Jim Courier para fazer as honras da casa e apresentar o Principe William ao mundo do tênis. Já vi o Federer mais a vontade em quadra. E o Principe também.

Apesar de não ser lá grande coisa, com certeza melhor do que a nota acima, a derrota mais uma vez prematura de Ana Ivanovic, desta vez para a argentina Dulko. A moça tem sérias decisões a fazer na carreira e na vida. Um terapeuta, please..

O incidente com Marcos Daniel foi esclarecido e nenhuma surpresa aqui. Um colombiano encheu o saco do tenista, que sempre foi um cara educado dentro e fora das quadras, durante toda a partida. Houve bate boca no final da partida, mas Marco sequer chegou perto do idiota, pois foi impedido. A organização deu o caso como encerrado, após o próprio tenista colombiano depor a seu favor. Mais de 60 pessoas já foram expulsas do recinto nesta edição do AA por má conduta. É de longe o evento que mais tem problemas nesse departamento.

O Tipsarevic é um mágico, mas não conseguiu tirar a vitória da cartola contra o Haas. O sérvio não tem tamanho, nem talento, nem bolas. Mas tem coração e está entre os 40 melhores há anos.

Davydenko 6/3 6/3 6/0 no ucraniano Marchenko. Até onde irá essa avalanche do rapaz? O Youzhni, após os 5 sets com o Gasquet, enfiou 2,1,1 no Hajek. O Federer estava esperto, após as dificuldades com Andreev – fazia seis anos que ele não perdia um set na 1ª rodada de um GS – e não deixou a emoção passar perto de sua quadra.

Como eu disse acima, nada digno de nota, especialmente após as partidaças de ontem.

Amanhã, com Cljisters x Petrova, Henin x Kleibanova, Monfils x Isner, Cilic x Wawrinka as emoções devem melhorar, pelo menos um pouco. Em compensação, sou capaz de ter de encarar Safina x Baltacha, Zeng x Bartoli, Murray x Serra e Karlovic x Ljiubicic (clássico!). É na rodada seguinte que o bicho deve começar a pegar.

TENNIS-OPEN

Principe William – envergonhado ao ser apresentado por Federer ao público e nos bastidores.

TENNIS-OPEN

 

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 16:46

O sorteio da chave masculina

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A maioria dos tenistas fica apreensiva com a publicação da chave do torneio. Afinal, o rolar dos dados decide a sorte de muitos, para o bem ou para o mal. Alguns – eu sempre suspeito essa afirmação – juram que não olham, mesmo depois que o torneio começa. São adeptos de um susto por vez.

Como sempre, alguns gostaram do sorteio, outros nem tanto e vários devem ter odiado – mas não o confessam nem debaixo de boladas.

Como não odiar o sorteio o Luczak, que enfrenta o Nadal, e o Andreev, que enfrenta o Federer? Voar até o outro lado do mundo para encarar esses malas?! Apesar que existem uns “losers” que adoram pegar essas encrencas logo de cara para poderem dizer que pegaram o favorito ou o campeão. Tem cabeça para tudo.

Federer enfrenta Igor Andreev na 1ª rodada, mas tem Davydenko, o zebrão, nas quartas e, talvez, Baghdatis, uma zebrinha, antes.

Djoko e Gasquet, que voltou jogando bem, podem se encontrar na 4ª rodada. Haas e Tsonga podem colidir na 3ª rodada em um jogo de atacadores. Nessa chave, Marcos Daniel tem um clássico sul-americano com o colombiano Falla – uma partida bem ganhável para o brasileiro. O vencedor encarara o Soderling.

Thomaz Bellucci encara o casca-de-ferida russo Teimuraz Gabashvilli. Não é fácil, mas tem que ganhar essas. O vencedor encara Roddick. Nessa chave tem ainda o Berdich, o Querrey e o Gonzalez.

O Marin Celic vai, infelizmente, acabar com a carreira do mago Santoro. O Delpo, se jogar, por conta de contusão, enfrenta aquele baixinho Russel que quase eliminou Kuerten em Roland Garros. Se vencer, encara o vencedor de Blake x Clement, um jogo que pode ser tanto emocionante como de cortar os pulsos.

O Murray caiu na chave do Nadal, nas quartas-de-final, o que viria a ser uma partidaça, com um monte de coadjuvantes entre eles. Os que podem incomodar são o Monfils, que está mais perto do escocês, e o Isner e o Kohlschreiber que estão perto do Nadal – ou seja, o espanhol não está, como eu, perdendo o sono. Nessa chave temos uma 1ª rodada também tanto imperdível como de cair no sono. Stepanek e Karlovic se enfrentam em mais uma melhor de cinco. Na última, o croata bateu o recorde mundial de aces e fez a proeza de perder o jogo.

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Alguem ao olhar a Chave.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009 Copa Davis, Tênis Brasileiro | 15:22

Pitadas

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Toda quarta-feira abro jornal “A Folha de São Paulo” procuro o caderno de esportes e lá a coluna do tênis, escrita pelo colega Régis Andaku com um distanciamento que proporciona uma visão peculiar do tênis.

Régis nos deixa saber o que se passa pelo mundo do tênis, fazendo uma interessante mistura do tênis nacional e internacional, de fatos e opiniões. Além da coluna propriamente dita, acrescenta, em coluna lateral, pitadas do tênis nacional, em especial o juvenil e o de tenistas ainda em formação. É sua maneira de expor e auxiliar os que ainda não são noticias mas já estão na luta.

Na imensa maioria das vezes Régis não é polemico, pelo contrário, preferindo passear pelas notícias como um diletante e um escancarado apaixonado pelo esporte.

Por isso, foi com surpresa que li sua coluna de hoje sobre a derrota do Brasil na Copa Davis. Desta vez Régis decidiu ir na veia.

Menciona que houve gente defendendo jogadores “com mais espírito de Davis”, ao mesmo tempo em que diz, com razão, que seria impossível deixar de fora Bellucci e Daniel, assim como a dupla Sá/Melo, pelos resultados obtidos e, acrescento, pela ausência de resultados de outros.

Então, pergunta Régis, se tudo estava certo, o que deu errado, já que tinhamos a grande vantagem de jogar em casa e, no papel, um time melhor rankeado? Ele oferece duas razões.

Primeiro, o show de bola de Nicolas Lapentti. Algo que todos viram, aplaudiram e que não é nenhuma surpresa, mas não o suficiente para sugestificar uma derrota em casa para um tenista de 33 anos, em fim de carreira e com um ranking atual bem pior do que nossos tenistas.

Na próxima razão ele pega na ferida e escreve; “porque faltou um verdadeiro capitão ao Brasil, capaz de mexer com coração e mente, muito mais do que gritar palavras de incentivo. Para um grupo ainda inexperiente em Davis, como o nosso, faz diferença. Um capitão que, além de ser referência, seja personagem do confronto. Sendo a Davis o único torneio que permite a um técnico sentar ao lado da quadra e interferir no jogo, por que não fazê-lo?”

“Não se trata de catimbar, gritar ou tumultuar (às vezes até isso), mas de se levantar nas horas certas e fazer crescer o bom tenista quando tudo parece perdido. Mexer com os brios e mudar, ou a cabeça do jogador, ou o momento da partida, ou o destino do duelo. Com Nico inspirado de um lado e um capitão coadjuvante de um time inexperiente do outro, o resultado, visto agora, não parece surpresa, infelizmente.”

Pensei em ligar para o Régis e perguntar: onde assino embaixo? Já que tenho o blog, achei interessante publicar esse trecho da coluna. Eu vinha pensando como abordar o tema, que para mim é um tanto mais delicado. Por conta disso, acrescento minhas pitadas.

Nico Lapentti deitou, rolou e fez a festa porque deixaram. Não que para isso fosse necessário agredir ou mesmo intimidar o “gentleman” equatoriano. Longe disso e não é por aí. Mas, para isso seria necessária uma vivencia, conhecimento e, especialmente, uma liderança que não houve e já não há a algum tempo – para colocar todas as peças nos seus devidos lugares. Mas isso é uma questão de personalidade ou, no caso, a ausência de uma.

Chico Costa nunca fez um impacto como tenista e muito menos como técnico, dois critérios utilizados para a escolha de um capitão de Davis. Mas tem feito um impacto como um personagem que sabe se aproximar de pessoas no poder e se prestar ao papel que lhe oferecem. Por um bom tempo foi o de criticar e atacar aqueles que lutavam para construir, como ele agora pensa que faz. Foi recompensado com um cargo um tanto além de suas capacidades.

Hoje tenta se estabelecer “formando” tenistas, o que não fez até agora e, quando inquirido, batendo na tecla do que acredita ser “politicamente correto”, liberando aos ventos idéias pueris, simplórias e batidas como se fossem pensamentos profundos e inéditos. Isso quando não está criticando dura e publicamente jovens tenistas por aceitarem bolsas de estudos em ótimas universidades nos EUA. Não tenho certeza, mas acho que ele não tem esse currículo.

Mas Chico Costa é o capitão indicado e mantido pela CBT. Infelizmente, por motivos diretamente opostos a que Régis Andaku oferece como as razões que poderiam ter evitado essa derrota em uma excelente oportunidade desperdiçada.

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domingo, 20 de setembro de 2009 Tênis Masculino | 23:14

Quilometragem.

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Nicolas Lapentti jogou muito tênis nos dois primeiros sets. O Marcos Daniel até tentou acompanhar, mas não conseguiu. Existe uma diferença técnica e uma experiência de jogo entre os dois que ficou evidente nesses dois sets.

O equatoriano, enquanto teve pernas, fugiu constantemente da esquerda para gerar força com a direita, montar os ataques e terminar os pontos com bolas vencedoras, forçando erros ou indo à rede. Como sua esquerda é também um belíssimo golpe de contra ataque o cenário estava montado.

Mas, aos poucos, Marcos Daniel foi minando o físico adversário, alongando os pontos, especialmente, com as direitas abertas na cruzada, uma bola que se não matou o Lapentti fez um estrago no seu físico e na sua tática.

No terceiro set o equatoriano bateu na parede. Parou. O brasileiro aproveitou para se soltar e subir de padrão. Jogou muito durante dois sets, enquanto que Lapentti parecia ter naufragado.

Boris Becker já dizia, só para usar um nome de peso no argumento, já que conhece tênis conhece essa verdade, que o quinto set é na raça e na emoção.

Ambos sabiam que aquele set decidiria o evento, já que o quinto jogo seria bem mais para o Brasil. Lapentti, já quase morto de cansaço, foi buscar forças naquele local que só os “copeiros” conhecem. Abriu a 5×2 e tudo levava a crer que fecharia a partida.

Foi nesse momento, a partir do 2×5, que a mágica da Copa Davis tomou conta do Gigantinho. Os dois tenistas passaram a jogar muito bem concomitantemente, o que deixou o espetáculo emocionante e maravilhoso. É nessas horas que eu digo, sem pestanejar, que Copa Davis é a grande competição e cinco sets é o cenário inigualável.

Eu, em casa acompanhando pela TV, comecei a sentir aquelas emoções que me invadiam e torturavam quando eu ficava sentado na cadeira de capitão. Não encontrava posição na cadeira. Um suplício.

Os dois tenistas apresentaram então um tênis de primeiríssima linha; isso após quatro horas de correria em quadra. Um combate de titãs. Quando Nico Lapentti sacou bem aberto no match-point, invadiu a rede para o voleio final e Marcos deu aquela passada magistral de esquerda por fora, em cima da linha, lembrei de uma passada igualzinha do Jaime Oncins, na mesmíssima situação, no Rio de Janeiro, contra o alemão Markus Zoecke. Naquele momento pensei que Marcos Daniel encontraria uma maneira de vencer, assim como Oncins encontrou naquela ocasião ao ganhar por 7/5 no quinto set e fechar a vitória contra a Alemanha de Becker.

Mas, apesar da luta e coragem de Daniel, a vitória ficou com o tenista mais experiente. Nicolas Lapentti tem 33 anos e 61 vitórias na Davis, entre simples e duplas. É um recorde dos mais ricos, especialmente porque Nico quase sempre teve que levar o time nas costas jogando os três dias. Ou seja, o cenário, por mais bicudo que fosse não lhe era estranho. Marcos Daniel, apesar de ter 31 anos, tinha somente duas vitórias na Davis. Faltou quilometragem.

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