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segunda-feira, 26 de setembro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:21

Final mineira

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Não sei os detalhes do porque os mineiros Andre Sá e Marcelo Melo deixaram de jogar duplas juntos. Mas não é nada raro uma dupla se desfazer. As razões podem ser múltiplas, tanto amenas como bravas. Pelo o que sei a dos mineirinhos foi numa boa, fazendo jus à fama do estado, mais um ajuste de carreiras do que qualquer outra coisa.

Como qualquer relacionamento, o de duplistas pode se esvaziar com o tempo. Boa parte das vezes o que dá liga é o relacionamento fora das quadras. O que segura é a continuação desse relacionamento e os bons resultados. Já vi dupla ser desfeita porque os resultados minguaram, assim como já vi dupla no auge do sucesso terminar por conta de desavenças fora das quadras. Sá e Melo vinham tendo razoável sucesso – foram às semis de Wimbledon em 2007 e venceram 5 ATP Tour – e continuam amigos fora das quadras. Mas às vezes as ambições e planos não casam. Apertam-se as mãos e bola pra frente.

Hoje em dia as duplas tendem a ser mais perenes – pelo menos é a idéia. Antigamente, quando os singlistas eram também os duplistas, as de maior sucesso eram perenes, mas existiam também as de ocasião, conforme a disponibilidade dos tenistas nos eventos. Hoje, a maioria das duplas é de “duplistas” que sequer jogam simples; esse pessoal tende a buscar um parceiro fixo e desenhar seus calendários juntos. Alguns ajustes são feitos na bacia das almas para melhor acomodar rankings – essa é sempre uma hora punk para o pessoal que está no limbo.

É óbvio que a maioria é de tenistas do mesmo país, com uma história comum. Faz mais sentido no quesito relacionamento pessoal – dupla hindu-paquistanesa está aí para ser a boa exceção.

Não tenho a certeza que foi a primeira vez que os dois mineiros se enfrentaram após a separação. Quase tenho a certeza que foi a primeira em uma final – especialmente no ATP Tour. Quando vi que se enfrentariam fiquei imaginando o clima e a disputa que haveria. Por mais que sejam bons amigos, deve ter havido uma vontadinha a mais de vencer esta partida. Se há uma rivalidade saudável até em partidas de pangas, porque não haveria entre os cachorrões?

Na final de Metz, André Sá se emparceirou com Jamie Murray, irmão de Andy, e Marcelo, que vem jogando com outro mineiro Bruno Soares, jogou com o checo Dlouhi. Sá e parceiro venceram em dois sets. Mas aposto que os amigos de belohorizonte foram jantar juntos para comemorar os resultados.

Andre Sá e Marcelo Melo do mesmo lado da quadra.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:04

Tamborim x Balalaica

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Lá nos cafundós da Rússia o Brasil tentará, mais uma vez, voltar ao Grupo Mundial da Copa Davis. Infelizmente desde o fim da era Gustavo Kuerten a equipe tem colecionado uma série de fracassos e desiludido as expectativas. Fica a ver se será lá nos cafundós que isso se acertará, mas só o peru morre na véspera.

A equipe formada pela CBT é encorpada, preenche os requisitos da competição atual e a formação de uma equipe moderna. Pelo menos em termos de cargos e infra-estrutura está tudo lá e mais um pouco. Se os escolhidos são os melhores é o que determina o sucesso ou não.

A dificuldade real começa por jogar fora de casa, em um país que conseguiu formar uma certa tradição nos últimos anos. O problema ameniza quando se verifica que os russos não têm mais um time temível, nem os indivíduos que faziam a diferença. Foram-se Kafelnikov, Safin e Davydenko. Ainda resta Youzhni, que não queria jogar e o técnico trouxe no laço e na chantagem emocional. Mas, mesmo ele já não é o mesmo perigo, apesar de ser um “jogador de Davis”.

O Brasil não surpreendeu com seus singlistas. Bellucci e Ricardo Mello são as melhores opções. Bellucci porque é o nosso melhor tenista – ver o ranking – mesmo não tendo mostrado o tal espírito de Copa Davis. Ricardo todo mundo sabe do que é, ou não, capaz. E já mostrou que cresce na competição, o que conta. Desta vez o técnico/capitão levou dois singlistas e dois duplistas, formação ideal e com seus riscos. Se um dos singlistas ficar dodói é um problemaço.

Os russos surpreenderam. Escalaram Youzhny, nenhuma surpresa aí, que enfrenta Melo. Mas, deixaram Tursunov fora e colocaram Andreev para enfrentar Bellucci. Das duas uma: ou o técnico/capitão Tarpicshev, que manda mais no tênis russo do que o pessoal da antiga KGB, sabe algo que não sabemos, o que não seria nenhuma novidade, ou a arrogância do Capitão pode custar caro.

Técnico surpreender a todos não é nenhuma novidade. Ele sabe todas as cartas do baralho e nós só sabemos as que ele quer mostrar. Mas, se ele quis poupar o Tursonov, por alguma razão, ou mesmo para as duplas, achando que o Youzhny ganha de qualquer jeito do Mello e o Andreev pode bater o Belo, o Czar pode cair do cavalo legal.

Mais uma vez o sucesso do nosso time passa pelo Bellucci. Ou ele joga ou nós toma. O Ricardo perder é esperado, mas, pelo o que jogou com o Simon em Nova York, dá para fazer uma fezinha bacana no campineiro. O jogo do Thomas é mais para ele do que para o adversário. O cara não joga bem faz tempo, tem um ranking bem pior e na única vez que se enfrentaram o brasileiro venceu (Gstaad 09). Os dois se dão melhor no saibro – então o Belo que ganhe.

Considerando um 1×1 após a sexta-feira, a perestroika russa pode azedar nas duplas do sábado. Os nossos – Melo/Soares – são mais duplistas, independente de quem entre em quadra pelos russos. O que é legal, mas tem um detalhe: a responsabilidade da dupla pão de queijo. Precisam ganhar ou vencer.

O terceiro dia eu deixo em aberto. Só garanto uma coisa. Se o Brasil abrir 2×1 para o Domingo, o tamborim pode tocar mais alto do que a balalaica e o estádio de Kazan pode se tornar um Gulag para Tarpicshev e seus camaradas.

A garotada vai invadir e pode tomar conta.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:57

Zebra em Washington

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Só pude acompanhar pela internet, mas os mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo acabam de bater os irmãos Bob e Mike Brian, cabeças de chave 1 e os maiores vencedores na história das duplas profissionais, por 7/6 6/3.

A partida era válida pela 1ª rodada do Torneio de Washington. Os mineiros, que já garantiram U$ 8.050, 00 de prêmio, enfrentam agora os israelenses Ram e Erlich.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro | 12:20

Gatos

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Quem não tem cão caça com gatos – ou gatos. Como nenhum tenista brasileiro se animou a vencer o Aberto do Brasil, dois mineirinhos decidiram que seria de bom tom conquistar o título de duplas. Afinal, a organização já havia priorizado as duplas. E quem não tem irmãos Bryan vai de Melo e Soares, o que está de bom tamanho.

A dupla pão de queijo já havia vencido o torneio anterior, em Santiago. Mesmo com a confiança bombando, a dupla suou em bicas para vencer as duas primeiras rodadas. Na 1ª venceram por 13/11 no TB do 3º set. Na 2ª por 10/8. Mais confortáveis em quadra e sentindo que o momento era realmente bom passearam nas semis e na final, quando bateram Andujar e Gimeno-Traver. Aliás o segundo fez todo o discurso da dupla na premiação, enquanto o primeiro, que tem uma carinha de bobo esteve mais perdido do que cego em tiroteio do Tarantino.

Para quem só conquistou um título desde que estão juntos, dois seguidos devem operar maravilhas no animo. Imagino que os dois agora partem para Buenos Aires e Acapulco, os dois últimos eventos sobre o saibro até a Europa, e que os coloca como favoritos em ambos. É hora de cacifar na confiança e no embalo com mais vitórias e títulos.

Girafa e Bruno – compenetrados e vencendo

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terça-feira, 15 de junho de 2010 Light, Tênis Masculino | 12:23

Quem?

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Daqui a pouco tem estréia do Brasil na Copa. Vou receber alguns amigos para acompanharmos pelo telão, logo após degustarmos um penne ao pesto, uma das especialidades da casa, já que planto e colho o próprio manjericão.

Enquanto cheio de alegres expectativas, tenho minhas duvidas quanto ao sucesso do time. Pelo menos não teremos aquela viadagem da última copa, onde cada um dos presentes estava mais preocupado com seu marketing pessoal do que com o título. A começar pelo Parreira o que foi uma grande decepção. Como o universo vive de ações e reações, hoje o Dunga é o chefe.

A minha maior dúvida, pelo menos antes da bola rolar pela primeira vez conosco em campo, é saber quem vai “liderar” esse time. Ao liderar eu quero dizer quem vai assumir a responsabilidade de fazer o nosso time ganhar, o que, na maioria das vezes, se traduz em enfiar, ou passar, a bola nas redes adversárias. Porque enquanto Dunga liderava o time em 1994, uma responsabilidade também vital a um time vencedor, foi o Romário que assumiu a responsabilidade de tornar a vitória uma realidade. Assim como fizeram Didi, Pelé, Garrincha e Vavá em 58, Garrincha e Amarildo em 62, Gerson, Pelé e Jairzinho em 70, Rivaldo e Ronaldo em 2002.

Esses nomes não tiram os méritos dos outros em campo, pelo contrário, já que são necessário 11 ou mais para vencer uma partida e um campeonato. Mas todo time campeão precisa de um jogador que paire acima dos outros, a quem estes olhem e procurem na hora da onça beber água. E que, acima de tudo, não só assuma a responsabilidade de agir, mas que tenha a técnica e a força para resolver.

Imagino que muitos vão falar; é o Kaká. Só que Kaká esteve em campo na última Copa e, apesar de estar em uma posição crítica em campo, também se eximiu. Além disso, nunca me marcou como um jogador de chamar a responsabilidade de fazer seu time vencer uma competição. Mas, é um enorme talento, foi eleito o melhor do mundo e, aos 28 anos, essa é a sua hora. Se não brilhar, me pergunto mais uma vez – quem vai fazer nosso time vencer?

Falando em vencer, a dupla pão de queijo Marcelo Melo e Bruno Soares, venceu os cabeças de chave 1 – Kubot e Marach – na grama de Eastborne. Com a vitória sobre os irmãos Bryan no saibro de Paris, espero que eles adquiram ainda mais confiança para aumentar a constância de suas vitórias, uma necessidade para conquistar títulos, justamente às portas de Wimbledon.

Maicon – um cara que gosta de decidir.

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terça-feira, 17 de novembro de 2009 Tênis Masculino | 17:30

Pão de queijo

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Era uma morte anunciada que se concretizou. Marcelo “Girafa” Melo encerrou sua parceria com Andre Sá e assumiu o casamento com o amigo Bruno Soares, cujo parceiro, Kevin Ullyet, abandonou o circuito. Os três são mineiros, amigos de longa data e, com certeza, devem ter conversado sobre o assunto mais de uma vez.

Até hoje a experiência de André ditou o ritmo da dupla mineira que, como toda dupla, deve ter mais de um componente em comum e mais ainda qualidades que se completam. Na dupla Sá/Melo, apesar da idade e pelo atleticismo natural, o primeiro é o ágil e o segundo, pela envergadura, o ancora. Seguindo essas características a dupla foi formada e teve sucesso.

É óbvio que não são só essas características que devem casar para a formação de uma dupla de sucesso. Diferentes tenistas trazem diferentes características para a parceria e é sempre uma incógnita se a parceria funcionará.
Na dupla Melo/Bruno, o segundo terá que forçar um pouco mais a característica de movimentar pela quadra, intimidando e atrapalhando adversários. Marcelo é mais parado – intimida pelo tamanho, mas não vai ficar varrendo a quadra.

Outra característica, que com certeza foi conversada e determinada, é sobre quem jogará no “deuce” e quem jogará na “vantagem”, já que, atualmente, ambos jogam na vantagem. É mais difícil jogar no “deuce”, pois é preciso bater a devolução de dentro para fora. Por isso, eu diria que Marcelo deve ir para lá, já ele bate a esquerda com as duas mãos. Ao mesmo tempo, a melhor bola de Bruno é exatamente a direita na diagonal, onde ele faz misérias, enquanto sua esquerda é mais fraca. No “deuce” ele ficaria mais vulnerável. De qualquer maneira, essa caracteristica e escolha será fundamental no sucesso da dupla.

O fator determinante para a parceria mineira é o fato de ambos serem bem amigos e terem praticamente a mesma idade (26 anos). Eles viajam juntos há tempos e se conhecem desde os tempos de juvenil. Esse carinho mútuo faz uma diferença enorme no emocional de quem tem que viajar e trabalhar junto e de quem tem que constantemente estar se motivando e perdoando.

Resta ver se funcionará tecnicamente, que é o que determinará a permanência da parceria. Ambos gostam do que fazem e ainda têm muito gás. Duplistas podem jogar bem mais tempo do que singlistas e, se tudo correr bem, a dupla pão de queijo pode ficar junta por uma década.

DSC02649 Bruno – simpatia e categoria.

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domingo, 28 de junho de 2009 O Leitor no Torneio | 22:18

Alexandre na Henman's Hill

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Mais um leitor mata a cobra e mostra o pau, desta vez no Torneio de Wimbledon. O Alexandre Rodrigues acaba de me enviar o relato e as fotos abaixo. O rapaz está de parabens porque teve o amor pelo esporte e a paciencia para exercê-lo. Leiam.

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Nesta sexta-feira parti do Porto rumo a Londres na tentativa de conseguir um ingresso para o Sábado, da cota diária que eles vendem para as quadras secundárias. Na sexta-feira a tarde ainda deu um tempo de dar um giro pela cidade, por alguns dos pontos turísticos outdoors, como o Big Ben, Picaddilly Circus e o Palácio de Buckingham.

A temperatura estava bem agradável, o que é garantia de parques cheios, todos “lagarteando” e fazendo pic-nics nos gramados. Também é interessante a quantidade de pessoas que andam de bicicleta e o respeito dos motoristas pelos ciclistas, independente da existência ou não de uma faixa reservada para ciclistas.

Assim como sabemos que o inverno londrino é tenebroso, quando chega o verão, principalmente à noite, a mulherada sai toda produzida e com muito pouco tecido, por sinal, e a juventude como um todo bebe e bebe pesado, mas isso eram apenas 2 detalhes.

No sábado lá fui pra batalha propriamente dita. Fui para o Wimbledon Park para entrar na fila tentar conseguir entrar. Confesso que não cheguei muito cedo, somente às 10h da manhã. Como o Paulo Cleto mostrou, o Wimbledon Park é um imenso gramado e estava praticamente todo tomado, mas pelo menos posso dizer que estava bem organizado.
Recebi minha senha, que tinha o singelo número: 12265, ou seja, já tinham 12264 pessoas à frente. Estava um belo dia de sol e só restava sentar e torcer por um milagre.
E assim foi. Depois de 7h15 na fila, que sai do Wimbledon Park pra rua e depois retorna novamente pro Wimbledon Park, às 17h15 consegui o bilhete das quadras secundárias para entrar no complexo de Wimbledon, propriamente dito.

A fila.

Nesta altura o sol já tinha ido embora e nuvens ameaçadoras pairavam por ali, o que não gerava uma sensação agradável, a espera toda e correr o risco de entrar e não ver pelo menos um jogo.

Como era minha primeira vez, fiquei mais perdido que cego em tiroteio. Como disse o Paulo Cleto, as quadras são muito bonitas, o tapete verde em si perfeito e com um realce bonito. Rodei por diferentes quadras, em uma delas estava tendo o jogo de duplas mistas da dupla indiana Bhupathi/Mirza contra a dupla britânica Fleming/Borwell (Quadra 4), que por acaso tem uma arquibancada lateral. Estava tomada, mas tomada de torcedores indianos, que torciam fervorosamente. Um quadro que retrata uma das características da cidade londrina.

Alguns jogos dos torneios de juvenis rolando, um jogo de duplas masculinas do Clement/Gicquel contra Blake/Fish, mas que foi impossível de ver, pois a quadra estava bem cheia ao redor. Tive a sorte de pegar o inicio do jogo de duplas mistas do Bruno/Kleybanova contra Huss/Ruano Pascal, mas infelizmente, apesar do jogo parelho, a dupla adversária ganhou nos momentos cruciais da partida. Nesses jogos, realmente não há muitas trocas, pelo que percebi no máximo 5 a 7 trocas.

Durante este jogo, o Marcelo Melo apareceu por lá, infelizmente ele não teve sorte e está fora do torneio, em ambos os torneios de duplas.

Logo após o jogo do Bruno, acompanhei o final do jogo de duplas mistas do André, na quadra 14. Estava bem cheio, principalmente com a presença de muitos japoneses prestigiando a parceira do André. Boa vitória e vaga nas quartas-de-final do torneio. Aproveitei pra tirar uma foto com o André e desejar boa continuação do torneio.


Em outra quadra, uma bela dupla ou uma dupla bela, como queiram; Cirstea/Wozniacki, mas que não tiveram sorte e foram eliminadas. Também dei uma passada na Henman Hill, enquanto rolava o jogo do Murray. Completamente lotado e a galera vibrando com cada ponto do, por enquanto britânico, Andy Murray.

Alexandre na Henman’s Hill

Pra finalizar acompanhei os 2 últimos games da partida do Ferrero contra Gonzalez pelo telão. Depois disso finalizei meu dia em Wimbledon, um dia curto dentro do complexo de tênis em si, mas feliz por ter passado por toda aquela jornada de horas e ainda assim poder dizer que valeu a pena a experiência.

Grande abraço Paulo Cleto e companheiros do Blog

Alexandre Rodrigues.

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