Publicidade

Posts com a Tag marcelo melo

segunda-feira, 28 de março de 2016 Masters 1000, Roger Federer, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:03

Administrando

Compartilhe: Twitter

Cheguei na quadra 2 o jogo estava começando. Dei uma panorama na quadra e me surpreendi. De um lado a dupla do brasileiro Marcelo Melo e seu parceiro croata Ivan Dodig. Do outro “A Besta” Mirny e seu parceiro Treat Huey, um baixinho filipino-americano que tem mais pinta de ser um boleiro mais velho do que um tenista profissional. O jeito dele simplesmente não bate com o resto dos tenistas, especialmente tendo a “Besta” Mirny de 1.96cm como parceiro.

 
Mas foi só o cara começar a jogar para meu queixo ir caindo. Mãos rápidas, pulso forte, pancadas dos dois lados e um estilingue para sacar. Ele deve ter dado mais de 10 aces no Dodig no centro da quadra. Isso porque o croata já sabia que iria lá e assim mesmo a bola passava por ele como um F1.

 
Nas devoluções o cara acelera dos dois lados e sabe bem onde meter as bolas. Na rede é um abílio. Esteve alguns patamares acima de seus colegas de quadra no quesito. E quem se atreveu a desafia-lo no quadradinho se deu mal. Bem mal.

 
Além disso, tem ótimo posicionamento, cruzando como saci junto à rede. Ali, novamente, levou Dodig à loucura. Cruzava muito, esticando seu braço para um voleio de forehand. Ali também o Dodig sabia que o cara iria e não conseguiu fazer muito – essa bola acabou sendo crucial no resultado final.

 
A “Besta” já tem 38 anos, nao tem mais o mesmo vigor físico de quando fez a memorável partida contra Gustavo Kuerten em 2001, no US Open, onde liderava por 2×0 e o catarina “encontrou” uma maneira de virar o jogo que levou os brasileiros presentes ao delírio. Mesmo assim, ainda se vira nas duplas, apesar que era o elo frágil da dupla, que não conseguiu ser explorado pelos adversários.

 
Talvez porque Dodig não estava 100% fisicamente, com a perna direita enrijecida na altura da coxa. Talvez porque a dupla de Melo não conseguiu tirar proveito dos melhores resultados que têm dentro do bolso. Talvez porque, em momento crucial no 2o set, Dodig acertou uma bolada na nuca do parceiro que o nocauteou. Talvez porque o tal de Huey estava em dia inspirado e foi, de longe, o melhor em quadra, dando um verdadeiro show de habilidades e de como se joga uma dupla bem jogada no estilo antigo.

 
De qualquer jeito, o felipino e o bielorusso estão na 3a rodada e Marcelo, que esteve focado e compenetrado, sabendo da importância da partida, já que agora não é mais o 1o do mundo – perde a posição para o parceiro de Bruno Soares, Jamie Murray, que também já estão fora do torneio, por meros 5 pontos, algo que evitaria com a vitória ontem.

 
No fim do jogo fiquei pensando porque não ouço falar mais do tal filipino/americano. Descobri que já ganhou sete títulos nas duplas, com quatro parceiros diferentes. É daqueles que muda bastante de parceiro. O porque não sei.

 
Mas, com certeza, se soubesse administrar melhor a carreira poderia ter ainda melhor resultados. Poderia perguntar umas dicas no assunto para Marcelo e Bruno, que têm sido ótimos no quesito. Isso prova que o circuito de duplas é extremamente competitivo e é necessário saber administrar fora das quadras também – a escolha, e manutenção, do parceiro um quesito fundamental!

 
Huey desistiu das simples ainda jovem – foi tenista universitário – porque achou que seria medíocre como singlista e poderia se dar melhor como duplista; um denominador comum nas carreiras dos duplistas.

 
De qualquer maneira fica a lembrança. Se algum dia os leitores tiverem a oportunidade de assistir o rapaz jogar vão ver como se joga bem duplas sem ter a pinta de quem o faz. Um tenista muito rápido, com ótimas mãos, muita habilidade, que sabe tanto bater como tratar uma bolinha carinhosamente. Uma avis rara que merece ser vista porque é um animal em extinção.

 
Ontem tivemos dois jogos ótimos. A vitória de Gilles Simon sobre Marin Cilic, onde a paciência e regularidade mais uma vez se sobrepôs sobre o ataque, em um conflito sempre interessante de assistir, e a surpreendente vitória do francês de 22 anos, Lucas Pouille, tenista talentoso, com bons golpes de ambos os lados, voleios melhores do que o padrão atual, em um saque que incomoda sobre o operário David Ferrer. Um all around que está crescendo no circuito e que ainda vai dar o que falar. Talvez não seja um Federer, mas, aos poucos vai conseguir vitórias como a de ontem, melhorar seu ranking e, se souber administrar, deixar de ser uma surpresa e passar a ser um dos cachorrões.

Autor: Tags: , , , ,

domingo, 20 de dezembro de 2015 Copa Davis, História, Juvenis, Masters 1000, Novak Djokovic, Roland Garros, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino, US Open | 19:21

Os melhores do ano

Compartilhe: Twitter

Com o fim do ano e da temporada surgem as pesquisas dos “melhores do ano” para a apreciação dos fas. Interessante que nem sempre os votos dos “experts” coincidem com o dos fas. Qual vale mais? O que vale mesmo é o que você pensa, até porque se nao for o caso é melhor só usar pra pentear. Pode ser também o que você sente, já que em termos de escolhas esportivas o emocional fala alto. Nao é futebol, mas o Tênis também cria suas paixões.

Recebi dois ou três pedidos de enviar meus votos e o fato me inspirou em deixar aqui no Blog os meus pensamentos a respeito dos “melhores do ano”. Divirtam-se divirjam se forem capazes!

Os fatos marcantes mais mencionados foram: Os 3 Slams do Djoko e da Serena, a vitória da Penetta em Nova York, a conquista da Davis pelos britânicos.

Se Djoko ou Serena, os dois melhores tenistas do ano, tivessem ganho os quatro seria difícil ter outro fato mais marcante, o que nao tira o imenso mérito de ambos em conquistar algo dificílimo e merecedor de muitos aplausos. Mas a Serena foi, em um jogo, do Fato do Ano para a Afinada do Ano, ao perder para a Roberta Vinci nas semis e deixar escapar o Grand Slam que a colocaria como candidata a maior da história.

A vitória de Penetta, no apagar das luzes de sua carreira, foi a maior surpresa da temporada e uma conquista maravilhosa para uma tenista maravilhosa. E eu adoro surpresas em quadra, além de pernas bem torneadas. Alias, o fato é ampliado pela presença de duas italianas na final – na Itália elas vao ganhar todos os votos.

Mas Murray, o tripolar das quadras, liderar uma conquista da maneira como foi feita, e aí o diferencial, para o país que tem Wimbledon e Murray e nada mais em termos de tênis, apesar dos milhões investidos, foi um fato marcante. Eu fico com a vitória na Davis, pelo impacto que terá no país que inventou o tênis e as emoções que causou mundo afora.

As decepções? A Bouchard no feminino. Mais uma tenista que tropeçou na fama e na máscara, achou que era maior e melhor do que realmente é. Além de ainda nao ter conquistado lhufas ainda. Agora perdeu a confiança, perde jogos que nao deveria perder e ainda tem que enfrentar as consequências do tombo que levou – figurativamente e de fato.
Entre os homens, temos o Dimitri que pensou que era o rei da cocada preta, enquanto só foi o plebeu que pegava a rainha. Tem tênis pra ser mais do que apresentou. Eu nao vou falar do Gulbis porque ele nao é mais uma decepção e sim uma certeza.

As esperanças? Temos aí o Zverev que tem golpes e serviço pra incomodar, o Kyrgios que tem o serviço, um pouco de golpes e a personalidade pra incomodar, o Thiem que tem uma bela direita mas precisa achar uma esquerda, o Coric que tem uma bela esquerda mas precisa melhorar a direita, o Kokkinakis que é um fantasmao com um belo serviço e se acertar os golpes vai ser bem perigoso.

Os que mais melhoraram fora dos radares. O Anderson aprendeu tirar o melhor de seu tênis limitado, provavelmente ouvindo sua mulher que é bem mais do que uma digitadora de texto ou uma fazedora de biquinhos. Outra melhora surpreendente, que me pegou de calças curtas, foi o Benoit Paire. O cara tem, de longe, a pior direita do circuito, pior do que os 3a classes lá no clube, além de tropeçar na própria mascara. Mas tem uma tremenda esquerda! Milagres acontecem, amigos. Entre as mulheres, a suíça Bencic, que ano e meio atrás jogava no mesmo nível da Bia Maia – as duas eram rivais no juvenil – e hoje é 12a do mundo.

O idiota do ano? O Kyrgios leva fácil. O cara investe no quesito com frequencia e sem medo, além de ter uma família que aplaude seu esforço. Alias, poderiam dar uma dica para narradores e comentaristas de TV. O nome do cara se pronuncia Kirios e nao Kirgios – meu, é só ouvir o juiz de cadeira falar. O interessante é que a Austrália, que sempre foi celeiro de tenistas extremamente educados e divertidos deu de exportar tenistas idiotas. Harry Hopmann deve estar tendo surtos na cova.

Entre os brasileiros tivemos bons sucessos. Marcelo Melo virou o Tenista do Ano no Brasil por se tornar #1 do mundo em duplas. Tenho minhas reservas em eleger um duplista à frente de um singlista. Mas ser #1 do mundo nao é mole nao. Marcelo soube aproveitar as oportunidades e administrar a temporada lindamente e colocou o tênis nacional na mídia de maneira positiva – parabéns! Bellucci nao foi grandes notícias, mas teve seus momentos – na Davis no Ibirapuera foi um deles. Permanece o 1o de nosso ranking e 30 do mundo, o que nao é nadinha mal. Parabéns também para Teliana Pereira, que soube fazer o necessária para sair das sombras e ir para as luzes do circuito principal. Fecha como 54a do ranking mundial e conseguiu dar seu salto à frente aos 27 anos, idade em que a maioria das tenistas já mostrou o seu melhor. Vale lembrar Orlando Luz, que aos 17 anos se tornou um dos melhores juvenis do mundo e, suponho, encerrou sua carreira entre a garotada, apesar de só completar 18 em 2016. Agora vai buscar o caminho do sucesso naa transição para o profissional, momento que separa os garotos dos homens.

Se vocês tiverem outras categorias que queira explorar, sejam meus convidados. E aproveito para desejar boas festas a todos que com sua leitura, e comentários, fazem deste Blog um local de amor ao tênis.

Autor: Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 11 de agosto de 2014 Masters 1000, Novak Djokovic, Roger Federer, US Open | 12:53

Quinzena recheada

Compartilhe: Twitter

Quinzena recheada de tênis, com dois grandes eventos, feminino e masculina, seguidos. Após a passagem pelo Canadá a festa segue para Cincinnati, local do torneio mais antigo dos EUA jogado em sua cidade original. Começou em 1899, quando as raquetes eram pouco mais do que um tacape, homens e mulheres usavam calças e vestidos longos e o golpe padrao, dos dois lados, era o slice salame. O piso original era uma derivaçao das quadras de terra e o local original hoje é uma universidade. O piso mudou algumas vezes e o local muitas; sempre na cidade. Chegou a ser propriedade da ATP, quando estava no perigo, e sobreviveu graças aos esforços de um abnegado, Paul Flory, falecido em 2013. Agora é propriedade da USTA, federaçao americana de tênis.

Três brasileiros já se deram bem por lá. Gustavo Kuerten ganhou as simples em 2001, batendo Rafter na final, em jogo estranhissimo, e Carlos Kirmayr e Cassio Motta foram vices de duplas em 1983, época em que os cachorroes jogavam simples e duplas.

Hoje, com os cachorroes ficando quase que só nas simples, os irmaos Bryan vao tentar vencer o 99o torneio de suas carreiras. E podem apostar que vao tentar ao máximo, o que pode ser mais um estorvo pela pressao, porque adorariam chegar a New York com a possibilidade de lá ganhar o 100o. Imaginem o que eles nao iriam agitar na Big Apple – esse pessoal das duplas sao marketeiros nas “úrtima”, até pela necessidade.

Mas serao os dois primeiros favoritos – Djoko e Federer – que estarao nos cabeçalhos da semana, por razoes bem compreensíveis. O servio nunca ganhou em Cincinnati – perdeu em quatro finais – e completaria o Slam dos Masters1000 com o título. Nao existe outro tenista no circuito com essa conquista – um feito e tanto.

O Boniton, que já ganhou cinco vezes vezes por lá, imaginem seu olhar de desprezo no vestiário, deve chegar à sua 300a vitória em Masters1000, já na 1a rodada, feito único também no circuito.

Murray, que já ganhou duas vezes é outro que deve ter bons sonhos com Cincinnati. Faz tempo que o escocês busca um bom resultado. Tsonga chega confiante após socar geral em Toronto – mas esperar duas conquistas seguidas do francês é esperar demais.

Tsonga passou por cima de todos no Canadá; Djoko, Murray, Dimitrov e Federer. Tá bom ou querem mais? Dois compadres; Vasselin na 1a e Chardy na 2a rodada! Na final abafou Federer que, aos 33 anos, está em ótima fase técnica e física, mas continua pecando no quesito tática. Precisando vencer o TB para ir à negra, o suíço saca no 3×3 e, na 1a bola, com sua direita, seu golpe de ataque, passou uma bolinha sem vergonha na direita do francês, de longe seu melhor golpe, só para levar um cascudo para deixar de ser indisciplinado. É muita bobagem na hora da onça. Nao fez mais nenhum ponto.

Os brasileiros lavaram a alma na final das duplas. Marcelo Melo continua entre a cruz e a espada com seu parceiro Ivan Dodig. O cara, um dos poucos duplistas full time que é singlista full time e excelente duplista quando está disposto, volta e meia joga uma partida bem meia boca. A final foi uma delas.

Em compensação, Bruno Soares e seu parceiro Peya estavam a 1000 por hora. Aliás, Bruno mudou seu saque e pra bem melhor. Está alavancando melhor. Com isso está mais agressivo e deixando menos espaço para ataques. Ainda mete umas duplas faltas ingratas, mas no médio e longo prazo a mudança é um grande avanço. O rapaz já tinha melhorado bem sua devoluçao de revés, uma das razoes de sua melhora técnica nos últimos dois anos. Os manos Bryans que se cuidem.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 4 de julho de 2013 Tênis Masculino | 13:47

Nooossa!

Compartilhe: Twitter

Adoro assistir a frantica crente Marion Bartoli jogar. Essa realmente é fora da caixa. Além de bater com as duas mãos de ambos os lados, a moça é maluquete total. A coreagrafia que arma entre os pontos é nunca dantes vista. Dos agachamentos aos treinos dos golpes antes dos pontos. Mais incrível é assistir suas entrevistas – a moça é pura meiguice. Hoje ela passou por cima da belga Flipkens em uma das surpreendentes semifinais. Lembrando, já esteve na final de Wimbledon em 2007, perdendo para Venus Williams.

Na segunda semifinal a “cara de quem não gostou” Radwanska usou de toda sua inteligência tenistica para realizar uma bela batalha contra a alemã Sabine Lisicki, que no fim conseguiu vencer por 9/7 no set final. A Radwanska tem mais habilidades, é uma tenista pensante, mas falta-lhe um saque para se impor. A falta desse golpe é a diferença entre ficar na semi, mais uma vez, e vencer um Grand Slam. Aliás, tremanda falta de classe a maneira como cumprimentou a adversária ao final do jogo. Já a alemã assume que o negócio dela é porrada, ao risco de fazer algumas bizarrices em quadra. Mas o jogo dela se encaixa na grama e por ter um bom saque consegue enfrentar, e bater, qualquer uma.

A final é um jogo aberto. As duas gostasm de agredir. A francesa já esteve lá e agora deixou o pai em casa e ficou com a direção de Mauresmo, uma mulher inteligente que deve conseguir falar bem com o emocional de Marion. Quanto a alemã, ela oscila um pouco mais emocionalmente, mas tem a mão pesada para incomodar e atrasar a Bartoli, que não tem tanta movimentação. Um bom confronto que, suspeito, vence quem trouxer a melhor estratégica para a quadra. E, como toda final, quem controlar as emoções melhor.

Antes de terminar, as felicitações e alegria pela vitória de Marcelo Melo e o seu eficientíssimo parceiro Dodig sobre a dupla malamór Stepanek/Paes. Nooossa, chegar à final de Wimbledon, batendo esses dois, e enfrentar então os Bros Bryan é tudo de bom. O mineiro vai dormir como um anjo esta noite.

A alemão Sabine

A francesa Marion

Autor: Tags: , , ,

quinta-feira, 6 de junho de 2013 Roland Garros, Tênis Masculino | 05:58

Duplas sul americanas

Compartilhe: Twitter

Marcelo Melo não conseguiu passar à final das duplas mistas. Mas pelo menos, para ele, conseguiu “vingar” a derrota para o ex-parceiro Bruno Soares na duplas masculina, eliminando-o nas mistas.

Soares ainda está vivo na masculina – joga hj contra os irmãos Bryan a semifinal. Jogo tenso. Apesar de dividir a responsabilidade e o estresse com o parceiro – e isso é imensurável na tênis – as duplas são para quem gosta de viver perigosamente. O jogo muda muito de direção e comando, bem mais do que nas simples. Uma bobagem e o jogo se vai. E vc pode perder o 1o set como se fosse um panga e ganhar o jogo no 3o. É muito rápido, não só a velocidade das bolas, mas também o ritmo e a direção do jogo.

Nas 4as, Soares e Peya pareciam caminhar para o cadafalso – perderam 6/1, sem mais delongas e não conseguiam cacifar o break points que surgiam, o que é sempre um mal sinal. Dava para sentir a frustração no ar. Mas, a experiencia de ambos os manteve na partida, cavando, insistindo e conseguiram levar o jogo para o 3o set. Uma questão de um ou dois pontos que foram para o lado certo e quebraram no 4×4.

Talvez um dos poloneses tenha sentido as costas por alí, no final do 2o set. Talvez não, tenha sido no início do 3o set. De qq jeito, logo no início do 3o, no 2×1, vi que tinha algo estranho. Os poloneses não sentaram e ficaram conversando de pé, ainda dentro da quadra onde jogaram o ultimo game. Fica claro agora que estavam conferenciando sobre seguir ou não. Jogaram mais um game e desistiram.

Se Soares e Peya não tivessem conseguido aquela quebra no 4×4, quando tiveram várias outras, assim como os adversários tiveram oportunidades de fechar o game, o jogo poderia ter acabado e a contusão ter sido driblada ou mesmo não aparecer.

A dupla de franceses Mahut e Llodra tambem passaram por estresse logo na 2a rodada. Perderam o 1o set fácil para o Mirnyi e o Tecau. No 2o ainda não tinham chegado perto de um BP, com o Mahut enterrando legal, mas chegaram no TB e venceram. No 3o set os adversários sacaram no 5×4 e deixaram escapar. A essa altura a quadra 2, uma quadra fechadinha, charmosa, com um ambiente ótimo e com o publico quase “dentro” da quadra estava em ebulição. O publico levou os franceses à vitória. Agora estão na outra semi, enfrentando o Cuevas e o Zeballos, dupla uruguaia/argentina.

Seria legal que vencessem e enfrentassem Bruno e parceiro na final. Afinal, o tênis sul americano foi sofrível neste Roland Garros, o que levanta uma questão a ser comentada: porque os sul americanos, que sempre tiveram grandes saibristas não estão com ninguem no topo, pelo menos nesse piso?

Autor: Tags: , ,

terça-feira, 4 de junho de 2013 Roland Garros | 10:38

Parceiros

Compartilhe: Twitter

O jogo entre os mineiros nunca decolou de fato. Bruno Soares e seu parceiro Paya estavam focados e totalmente comprometidos com o match. Já os adversários, Melo e Dodig nao tanto. Dodig era o melhor tenista em quadra, nao necessariamente o melhor duplista, mas o que cansou mais rápido do jogo. Algo sutil, mas real.

Nas duplas o jogo muda muito rápido e qq desatenção, faça nao, pode custar o jogo. Talvez aquele fio de nao comprometimento mexesse com a cabeça de Melo, talvez até tirasse um pouco de sua confiança. Talvez fosse o inverso. O fato é que duas quebras decidiram a partida, enquanto os perdedores tiveram inúmeros break points e nao conseguiram cacifar.

nao conseguiram porque Soares e Peya fecharam as portas. Bruno melhorou muito seu tênis e Peya é um parceiro dedicado e comprometido. Os dois tem todos os fundamentos das duplas e jogam intensos o tempo todo, um diferencial. Além disso é claro que ambos estão confiantes e tem confiança em seus parceiros. Nao dá para dizer aonde podem ir.

Marcelo Melo acaba de entrar em quadra para jogar duplas mistas com a parceira Huber contra Jankovic e Pães. Se ganharem enfrentam, ainda hoje, Bruno e Raymond. Seria a terceira partida do dia de Melo e a segunda contra Bruno. Para quem jogavam juntos é dose…

Autor: Tags: ,

sábado, 1 de junho de 2013 Roland Garros | 08:11

Ponta firme

Compartilhe: Twitter

E nao tem história, os franceses aplaudem os erros dos oponentes nos pontos chaves, especialmente se for um smash q fica na fita no break ponto. Agora a Azarenka tem sabe. E como gemes essas duas. Parece um corredor de motel.

Marcelo Melo perdeu seu saque no 4xo do set decisivo, mas sacou muito na hora de fechar no 5×3. Ele e o código caminharam ara a 3a rodada. Imagino q o mineiro ficou um pouco tenso após seu parceiro perder 10/8 no 5o set na primeira rodada. Mas o rapaz mostrou q é ponta firme.

Autor: Tags:

domingo, 2 de setembro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:05

Duplas e adeus.

Compartilhe: Twitter

Imagino que não, mas bem que uma certa culpa pode se abater sobre o mineiro Bruno Soares, e sua parceira Ekaterina Makarova, que derrotaram ontem a dupla de Kim Clijsters e Bob Bryan em três sets, 12-10 no tiebreicão, colocando a pá de cal na carreira da belga.

Imagino que Clijsters escolheu Bob porque queria a oportunidade de ganhar mais um título de GS e desfrutar de mais uns dias da vida de tenista pro, senão poderia escolher o Rochus ou mesmo o Belo. Mas o Brunão não quis saber de história e foi atrás de um aumento de patrimônio, passando para as rodadas seguintes, no mesmo dia, nas duplas mistas e na masculina, com o austríaco Paya.

Antes de perder, Kim salvou quatro match-points, inclusive com um lob que deixou Bruninho olhando a lua, ontem cheia e maravilhosa. Mas um saque de Makarova, no corpo da belga, acabou com a festa do público que lotava a nova Quadra 17 – parece que as mulheres não gostam de ver as outras se darem bem!

Aliás, não foi só com a belga que o mineirinho arrumou inimizade. Na primeira rodada ele havia eliminado o outro Bryan, o Mike, e sua parceira Lisa Raymond – acabou com a alegria dos manos e das minas. Brunão na cabeça, junto com a Makarova, que é boa duplista e maior do que o Bruninho – tudo de bom para uma duplinha mista.

No mesmo dia, ontem, Marcelo Melo venceu suas duplas com o parceiro lutador Ivan Dodig, um tenista que gosto muito por ser parte da turma que luta para sobreviver sem maiores recursos – os dois enfrentam agora o Benneteau/Mahut, enquanto Peya/Soares enfrentam Mertinek/Cermak.

Até aí estava divertido.

Autor: Tags: , ,

domingo, 8 de abril de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:46

O abraço da dupla

Compartilhe: Twitter

Não poderia ser mais contundente a vitória da dupla brasileira. Três sets a zero e sem nunca deixarem os adversários verem uma luz no fim do túnel, maneira correta de se vencer partida tão crucial.

Se tudo correr bem, e como previsto, tal vitória deve encher de confiança os nossos tenistas que entrarão em quadra hoje para definir o confronto. Na mesma medida, os adversários sentirão a derrota e a consequente pressão. Na verdade, a angústia colombiana deve ser ainda maior por conta da vantagem que viram e sentiram quando Falla liderava por 2×0 na 6s feira. Não aproveitaram, dançaram.

Fico feliz também por ver a dupla pão de queijo jogando, e vencendo, juntos novamente. Tomara que a emoção que dividiram em quadra, evidente durante a partida e tocante quando do abraço após a vitória, seja um catalisador para que considerem e voltem a jogar juntos novamente. Como toda parceria, uma dupla formada tem seus altos e baixos, momentos de alegria e tristeza, certezas e dúvidas, mas o que esses dois fizeram juntos neste sábado, após meses separados, é algo para ser considerado e reconsiderado.

Aliás, nesse casamento corro até o risco de colocar uma terceira parte, o que quase sempre é um perigo. Mas a participação de Andre Sá na equação sempre foi extremamente positiva nesse time de duplistas brasileiros e se ele não esteve presente nas quadras de Rio Preto, foi lembrado e honrado pela excelente apresentação de Melo e Soares.

Alô torcida brasileira, aquele abraço!!

Autor: Tags: , ,

segunda-feira, 24 de outubro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:39

865

Compartilhe: Twitter

De repente, os mineiros Melo e Soares têm uma chance de ir ao Masters de Londres nas duplas. A semana passada eles foram à final de Estocolmo e o resultado deu uma esperança, mesmo que longínqua.

A dupla mineira está em décimo lugar – oito vão à Londres. Eles estão a 865 pontos dos nonos – Butoroc e Rojer – e a 1015 dos oitavos, Fyrstenberg e Matkowski. As chances existem, apesar de mínimas, já que não só eles tem muitos pontos a recuperar como os outros não podem fazer muito.

Quem criou esperanças também após vencer em Moscou foi o sérvio Tipsarevic, que de repente engrenou após um começo de temporada um tanto lento – afinal o rapaz estava em lua-de-mel.

Só existem cinco tenistas classificados até agora: Djoko, Nadal, Murray, Federer e Ferrer. Logo atrás Berdych, Fish e Tsonga. Em nono Almagro, Tipsarevic e Simon – a briga é entre esses. Faltam esta semana, a seguinte e o Masters 1000 de Paris, que onde deve haver a definição – nessa hora tem uns que dão umas piscadas de dar pena.

Autor: Tags: ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última