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Posts com a Tag kim clijsters

domingo, 2 de setembro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:05

Duplas e adeus.

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Imagino que não, mas bem que uma certa culpa pode se abater sobre o mineiro Bruno Soares, e sua parceira Ekaterina Makarova, que derrotaram ontem a dupla de Kim Clijsters e Bob Bryan em três sets, 12-10 no tiebreicão, colocando a pá de cal na carreira da belga.

Imagino que Clijsters escolheu Bob porque queria a oportunidade de ganhar mais um título de GS e desfrutar de mais uns dias da vida de tenista pro, senão poderia escolher o Rochus ou mesmo o Belo. Mas o Brunão não quis saber de história e foi atrás de um aumento de patrimônio, passando para as rodadas seguintes, no mesmo dia, nas duplas mistas e na masculina, com o austríaco Paya.

Antes de perder, Kim salvou quatro match-points, inclusive com um lob que deixou Bruninho olhando a lua, ontem cheia e maravilhosa. Mas um saque de Makarova, no corpo da belga, acabou com a festa do público que lotava a nova Quadra 17 – parece que as mulheres não gostam de ver as outras se darem bem!

Aliás, não foi só com a belga que o mineirinho arrumou inimizade. Na primeira rodada ele havia eliminado o outro Bryan, o Mike, e sua parceira Lisa Raymond – acabou com a alegria dos manos e das minas. Brunão na cabeça, junto com a Makarova, que é boa duplista e maior do que o Bruninho – tudo de bom para uma duplinha mista.

No mesmo dia, ontem, Marcelo Melo venceu suas duplas com o parceiro lutador Ivan Dodig, um tenista que gosto muito por ser parte da turma que luta para sobreviver sem maiores recursos – os dois enfrentam agora o Benneteau/Mahut, enquanto Peya/Soares enfrentam Mertinek/Cermak.

Até aí estava divertido.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012 Porque o Tênis., Tênis Feminino | 10:25

Vai fazer falta

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Com direito a muita emoção, Kim Clijsters despediu-se ontem do tênis profissional, pelo menos nas simples já que continua nas duplas, pela segunda vez, com precoce derrota no U.S. Open, para Laura Robson, aos 18 anos uma das mais jovens do circuito, em eletrizante partida decidida em dois tie-breaks consecutivos. Kim foi uma das melhores tenistas do mundo das últimas décadas e uma das atletas mais gostadas pelo público, organizadores, imprensa e companheiras/adversárias, um coletivo de qualidades para honrar qualquer um.

Acredito que a 1ª vez que a vi jogar foi em Miami quando tinha ainda 16 anos e já impressionava pelo estilo que a caracterizou. Golpes quase retos de ambos os lados, um ótimo revés com as duas mãos e forehand matador. Boa sacadora, era capaz de pressionar qualquer tenista e ai de quem decidisse medir forças com ela através de um jogo franco. Como jogava em uma alta zona de risco, era imbatível nos dias certos e um tantinho mais errática nos dias ruins. Impressionava os fãs mundo afora com sua força física, particularmente nas pernas, e em especial com o spacatto, que ela tornou sua marca pessoal.

Viveu em uma época fértil do tênis feminino e inaugurou a era de ouro do tênis belga junto com sua conterrânea e eterna adversária Justine Henin. Teve duas carreiras distintas, divididas pelo hiato quando foi ser mãe, após ter abandonado as quadras pela primeira vez em 2007. Voltou, quase sem querer, atendendo um convite de jogar uma partida de duplas com Tim Henman contra Andre Agassi e Steffi Graf para a inauguração do teto retrátil da Quadra Central de Wimbledon, o que considerou uma honra e aproveitou o embalo. Você pode ler mais sobre sua volta no link http://paulocleto.ig.com.br//2009/03/26/a-volta-do-spacatto/

O mínimo que se pode e dizer é que Kim surpreendeu barbaridades, a todos, ela inclusive, com os resultados na sua volta. Voltou só para matar umas vontades, para ver se conseguia ganhar alguns jogos, ajudar nas finanças da casa já que a carreira atlética do maridão nunca decolou, e postergar um pouco mais a não tão charmosa carreira de dona de casa. Bem, a casa caiu quando começou a ganhar, sem nem precisar adquirir muito ritmo, após quase não pegar na raquete nos quase dois anos que ficou longe. No terceiro torneio após sua volta, em Setembro de 2009, venceu o U.S. Open pela 2ª vez – venceria novamente em 2010 – tornando-se a segunda mãe ( a elegante e habilidosa Goolagong a outra) a vencer um Slam.

No total a belga venceu 41 títulos, foi #1 do mundo pela 1ª vez aos 20 anos e novamente na sua “segunda” carreira”, conquistou quatro GS (três em N. York e daí a escolha do evento para a se aposentar, e o da Austrália, onde foi mais amada do que em qualquer lugar pelo seu affair com Lleyton Hewitt).

Ontem foi só a concretização de uma morte anunciada, veja no link http://paulocleto.ig.com.br//2012/05/23/coracao-de-mae/.

Kim é uma tenista que fará falta, pelo tênis empolgante a arrojado e, mais ainda, pela personalidade que, no fim das contas, é o que marca no coração dos fãs.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino | 12:13

Coração de mãe

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Talvez obedecendo o coração de mãe, Kim Clijsters anuncia, mais uma vez, o abandono do circuito. Ela avisa que não joga Roland Garros, joga Wimbledon e os Jogos Olímpicos e encerra a carreira no Aberto dos EUA.

O torneio de Nova York é o principal de sua carreira, onde venceu duas vezes. Uma antes e outra após o “encerramento” da carreira. Essa vitória foi uma das conquistas mais inexplicáveis e um “tapa na cara” das melhores do circuito. Como que uma mulher fica dois anos longe das quadras, é mãe, volta e coloca todas para dançar? Ela encontrou uma maneira e causou a maior surpresa das ultimas décadas no tênis profissional. Além dessa obviedade da escolha, “sua” casa nos EUA, a casa de seus sogros, fica bem próxima de Flushing Meadows e é lá que ela se hospeda durante o evento.

Kim é antítese das mariasharapova, serenaswilliams, martinashinguis. Uma figura simpaticíssima, mas de verdade, não “construída” nas salas de marketing ou nas tentativas infrutíferas que a mídia proporciona a quem a ele tem acesso. Não é uma chata de galocha, inimiga de suas adversárias, preocupada com seus looks, escrava de suas vaidades e aprendiz de fashionista. Ela é uma tenista na melhor definição da palavra. Foi excelente e atingiu o sucesso no que se propôs a fazer, sem perder o foco em ser também excelente como pessoa. O que conquistou foi sempre com um sorriso e uma transparência de coração de desarmar qualquer um – até um Lleyton Hewitt, com quem esteve a dias de se casar, mas que acabou ficando com uma “atriz” e “jornalista”, outra antítese de Kim.

Seus próximos meses serão extremamente emotivos. A belga é outra para curtir enquanto estiver por aí e fará falta quando se for.

Kim – administrando as paixões de sua vida.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:27

1000!! e sem surpresas

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Os meus leitores são um capítulo à parte no meu Blog. Logo que resumo meu trabalho na ESPN e ligo para minha mulher, ela me avisa que o Blog está bombando e que o pessoal está excitado com a aproximação dos 1000 comentários.

Como marquei hora com meu colega Romeu para bater umas bolinhas no Clube, mesmo debaixo do sol que ferve São Paulo, mesmo que só para tirar a inhaca, não vou poder postergar muito este meu post, que não será o definitivo do dia – adivinhem qual será o tema deste!? Será que será antes do milésimo – eu e o Federer flertando com esse numero redondo!

O fato é que o tema de outro recente post – “Fabulous Four” – acabou sendo profético sobre o Aberto da Austrália. Os quatro melhores do mundo chegam às semifinais, provando que eles estão um degrau acima do resto.

Um colega meu de ESPN me pergunta se isso não mostra um momento menor do circuito. É a história do meio copo d´água. Eu vejo como um momento diferenciado, só que pelo melhor. São quatro excelentes tenistas e qualquer um deles pode ficar com o título que não seria nenhuma surpresa.

Desses quatro, Djoko, Nadal, Federer e Murray, só este não tem um título. Por isso, e só por isso, a minha “torcida” pelo Mala. Aí nos próximos, incluindo as Olimpíadas, teríamos realmente quatro tenistas em igualdade de condições. MalaMurray precisa de um título para tirar esse urubu dos ombros e poder explorar seus limites.

Na chave das mulheres uma interessante ambiguidade. Três tenistas – Kvitova, Sharapova e Azarenka – com chances de terminar a quinzena como #1 do mundo, algo muito difícil de acontecer e que acrescenta no drama do torneio – CruzadinhaWozniacki não poderá, pelo menos por enquanto, levantar seu dedinho indicador mundo afora.

No entanto, a favorita ao título, o que também não quer dizer muito, ainda é Kim Clijsters, que, e aí a ambiguidade, está fora dessa corrida. Ela tem jogado menos e seus pontos não são o suficiente para a colocar na “briga”. A belga de 28 anos tem mais experiência do que todas e quatro títulos de GS. Ela e Sharapova já foram #1 do mundo e ambas já venceram em Melbourne. Kvitova nunca foi #1, mas ganhou Wimbledon. Por fora, a intensa Azarenka, que nunca foi #1 nem ganhou um GS. Mas aí também a vitória de qualquer uma delas não será uma surpresa.

Uma homenagem aos leitores deste Blog. Abss

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domingo, 30 de outubro de 2011 Tênis Feminino | 22:29

Eleição de 2011 na WTA

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Recebi a semana passada um email com a votação de jornalistas convidados pela WTA para eleger as melhores da temporada 2011.

Eu já escrevi também que marketing da WTA dá de dez na ATP. Não me perguntem o porque, só posso dizer que dá. E olhem que o produto da ATP é superior – talvez bem superior.

A votação é feita através de opções que eles oferecem que você pode escolher uma delas ou criar a sua. Imagino que a maioria fique com uma das opções. Fica difícil inventar.

Para dar um exemplo. A lista para a escolha da “Melhor do Ano” tem: Kim Clijsters, Petra Kvitova, Li na, Maria Sharapova, Sam Stosur e Cruzadinha Wozniacki. Humm, não tem Williams. Como eu disse, não dá para inventar.

Eu já votei. Para não estragar a brincadeira não vou divulgar, ainda, os meus votos. Mas publico abaixo a lista de todas as perguntas:

Melhor Tenista: Clijsters, Kvitova, Li, Sharapova, Stosur e Wozniacki

Melhor Dupla: Azarenko/Kirilenko, Penetta/Dulko, Raymond/Huber, Shvedova/King, Peschke/Srebotnik

Comeback Player (O melhor retorno?): Sabine Lisicki, Peng Shai, Serena Williams,

A que mais melhorou: Julia Georges, Petra Kvitova, Andrea Pitkovic, Roberta Vinci

A novidade: Irina Begu, Irina Falconi, Bojana Jovanovski, Christina McHale, Ksenia Pervak

Duvido que alguém aqui, fora eu, acerte todas.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:21

Não sobrou ninguem

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Com uma série de coisas a fazer no computador, acompanhei no Ao Vivo de Roland Garros a partida de João “Feijão” Sousa, uma derrota que completou a total eliminação de brasileiros no Qualy do torneio – anteriormente, Rogerio e Julio Silva, Ricardo Hocevar, Fernando Romboli e Thiago Alves já haviam perdido.  Como entre as mulheres nenhuma sequer entrou no qualy, o Brasil será representado em RG por Thomaz Bellucci e Ricardo Melo nas simples, e Andre Sá, Bruno Soares e Marcelo Mello nas duplas.

Andy Murray estava treinando com o japonês Nishikori quando sentiu uma contusão na virilha que o fez abandonar a quadra. Esse tipo de contusão pode ser desde uma coisa mínima até algo que pode o tirar do torneio. A ver.

Por outro lado, a belga Kim Clijsters está em Paris e treinando, mostrando estar recuperada da contusão que a afastou das quadras recentemente. Ela machucou o tornozelo ao tropeças de salto alto no casamento da irmã!

Coloquei tambem abaixo uma foto da Azarenka, fiquem de olho na moça neste torneio!, para alguem me explicar que treino é esse?!

Andy sente a virilha!

Que pasa??

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quarta-feira, 13 de abril de 2011 Light, Tênis Feminino | 14:00

Cinderelas

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Cinderelas. As melhores do mundo vêm sofrendo alguma praga em seus preciosos pezinhos nos seus preciosos momentos de lazer.

Primeiro foi Serena Williams, sem jogar desde Agosto por conta de um corte no pé em um restaurante, ou seria um bar, na Alemanha. Serena voltou a bater bolas nesta terça feira. Mas ainda é prematuro afirmar a data de sua volta às competições.

A nova Cinderela é Kim Clijsters, que recente chegou a roubar a 1ª posição do ranking mundial da dinamarquesa Wozniacki. A belga estava no casamento da irmã e torceu o pé, danificando os ligamentos. Provavelmente estava arriscando sua beleza e sua carreira em cima de um salto alto. As mulheres perdem a carreira mas não perdem a vaidade. Duvido que torceria o pé usando uma sandália. E a moça é tudo, menos baixinha.

Kim não dá maiores detalhes, mas adianta que, provavelmente, ficará fora de Roland Garros, o que será uma perda enorme para o evento. Talvez Serena esteja pronta para Paris. Vamos ver como as Cinderelas administram seus pezinhos.

Cinderelas com seus valiosos e vulneráveis pés.

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quinta-feira, 10 de março de 2011 Tênis Feminino | 12:20

Fora do padrão

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Enquanto a esmagadora maioria das tenistas, e dos tenistas, faz nos seus contatos com a imprensa e público, um esforço enorme para sobreviver, agradar e tentar parecer um mínimo de natural, só para naufragarem na enrolação, lugares comuns, hipocrisia ou pura falta de capacidade de se comunicar, há um contraponto a todo essa aridez.

Kim Clijsters é adorada mundo afora exatamente porque ela não faz esforço para agradar. Ela agrada, ponto. O inverso, digamos, de uma Maria Sharapova que do alto de seus 1.88m está sempre olhando o mundo de cima para baixo, com um olhar duro e altivo, tentando mascarar essa postura com palavras ocas que tentam ser politicamente corretas. E Maria é só um exemplo, bem visível, porque a lista é extensa. Kim nos olha direto nos olhos e sorri – com os lábios e com os olhos.

Infelizmente essa postura tornou-se um padrão não só no tênis, mas no mundo midiático global, seja lá ou aqui, com esportistas, atores e qualquer pessoa que caia, ou procure um lugar, na mídia. É só abrir os olhos, e ouvidos, para ser inundado pelos absurdos que nos chegam de toda parte e de quase todos.

Kim caminha, com naturalidade, na outra direção. Já mencionei que eu me admirava com essa sua postura desde os tempos de garota e da maneira como tratava o seu então namorado mala/Hewitt, que se transformava em um tranquilo rapaz quando com ela.

Melhor do que explicar é contar uma de suas passagens.

Em 2006, antes de se aposentar, ela esteve em San Diego, evento realizado há décadas pela argentina Raquel Giscafre, em um daqueles coqueteis que os organizadores reúnem tenistas e pessoas relevantes ao evento. Os tenistas, geralmente, odeiam tais jantares e não vêem a hora de escapar. No entanto, é uma questão de profissionalismo e não de gosto.

Nesse coquetel, que tinha o intuito de levantar dinheiro para uma caridade, Kim conheceu uma mulher e começaram a conversar sobre cachorros. Clijsters adora cães e a mulher tinha acabado de perder o seu para uma doença. Vocês sabem como são os amantes de cachorros.

Após o coquetel, o torneio realizou um leilão na Quadra Central, para o público presente, regido pela tenista Pam Shriver, onde um dos itens foi um cãozinho. A disputa foi até os U$11 mil, o que, consideremos, é um preço salgado para um Labrador.

O lance final foi de Kim, que havia feito seus lances através de outra pessoa, e entrou em quadra para receber o seu cão. Pegou o microfone e chamou sua mais nova amiga de infância, que caiu em prantos de surpresa, para receber seu novo melhor amigo.

Para completar o perfil, a história desta semana. Em Indian Wells a moça, que pode se tornar novamente numero 1 do ranking, atendeu o pessoal das TVs.

Uma das perguntas veio detrás das câmeras e poderia ter passado em branco se a moça assim quisesse.

E agora, qual sua principal ambição na vida?

Minha ambição é adotar uma criança, disse a mãe de uma menina de três anos. Ela, que já tem a sua, quer agora dar uma melhor oportunidade a uma que não tem.

Kim, sorriso e filha.

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 22:00

Curtas

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Depois de oito meses longe das competições, David Nalbandian volta a jogar e na sua primeira partida sente uma contusão no abdômen. Certas coisas, e pessoas, não mudam. Depois de tanto tempo seria de se esperar que o rapaz voltasse protegido fisicamente, mas…

Se a final de Brisbane, entre as belgas Henin e Clijsters for um sinal do que vem por aí, as tenistas da Europa Oriental vão ter que contratar psicólogos ambulantes para acertarem suas cabecinhas. Está certo que as belgas são ótimas e fizeram uma final emocionante e tecnicamente elevada, mas ficarem fora do circuito um tempão. Voltam dominantes e colocando as adversárias para correr. Essa realidade diagnostica algo errado com o tênis feminino.

Só para comparar os dois comentários acima, Henin sentiu o glúteo após uma chegar a uma final que só foi decidida no tie-break do terceiro set. Ou seja, se preparou fisicamente para voltar.

E os Politicamente Corretos atacam novamente. O Comitê Ético do Tênis suspendeu a russa Ekaterina Bychkova por 30 dias, vai perder o Aberto da Austrália, e aplicou-lhe multa de U$5 mil dólares. A razão? Ela teria recebido algum tipo de proposta para entregar uma partida e não reportou oficialmente o fato.

Imediatamente pessoas como John McEnroe – que é o Caetano Veloso do tênis, e tem uma opinião sobre tudo – e Svetelana Kuznetsova caíram de pau. Svetlana disse que nunca foi informada sobre a obrigação de dedurar quando assediada para entregar partidas. E adiantou que nos vestiários outras tenistas afirmam o mesmo. Perguntada se já foi assediada respondeu: “e vou falar alguma coisa para ser suspensa?!”

A WTA e a FIT insistem que elas todas foram informadas sim senhora, tanto que suspenderam a russa para servir de exemplo. Pau na Ekaterina, enquanto isso a Serena, que ameaçou engasgar uma juíza, não foi suspensa um dia sequer.

O fato é que não é nenhum segredo que quem faz esse tipo de proposta é criminoso e criminoso não vê com bons olhos ser dedado. Por isso, os tenistas ficam com o pé atrás. Vocês têm idéia do que é a Máfia Russa? A Ekaterina deve ter. Estamos sempre lendo sobre o assunto e nunca ninguém foi preso por assediar. Lembro que até o Flávio Saretta falou, sem papas na língua, ter sido assediado.

No caso, concordo com McEnroe. O assunto está sendo focado nos tenistas. O assunto deveria ser focado tanto nessa vergonha ser permitida sem nenhum problema mundo afora, como, principalmente, os criminosos que assediam tenistas.

TENNIS-WOMEN/THAILANDEkaterina – sobrou para ela.

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quinta-feira, 26 de março de 2009 Tênis Feminino | 16:06

A volta do spacatto

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Este post é daqueles; “você leu primeiro aqui”. Como eu já tinha levantado a lebre, a belga Kim Clijsters, uma das tenistas mais gostadas do circuito, vai voltar às competições. A belga é gostada porque é simpática, transparente, sem afetação, atenciosa, além de ser ótima tenista. Quando era namorada de Lleyton Hewitt, dava gosto ver os dois no maior carinho nos lounges do torneio. Perto dela Lleyton era um gatinho e, ao mesmo tempo, um demônio na quadra. Longe dela virou um gatinho em quadra. Vai entender.

A primeira indicação da mudança de planos de Kim foi a confirmação de sua presença na inauguração do teto retrátil em Wimbledon, em Maio, junto com Henman, Agassi e senhora. A moça começou a treinar, para não fazer feio, pegou gosto e os velhos fluidos voltaram a correr no sangue.

Clijsters é casada com um jogador de basquete americano e é mãe de uma filha, a razão alegada para abandonar as quadras dois anos atrás, aos 23 anos de idade. A razão alegada para voltar é que tem saudades da competição. Esportistas geralmente têm problemas com a aposentadoria. Especialmente a prematura e com alguma razão fundada em contusões, como foi o caso.

À parte disso, suspeito que a morte, também prematura, de seu pai, aos 52 anos, no mês de janeiro, também teve algo a ver com a volta. O pai foi jogador profissional de futebol – jogou as Copas do Mundo de 86 e 90. Era um zagueirão viril, daqueles “ou você ou a bola”. As pernonas de Kim são uma clara herança genética. Após a carreira no futebol tomou conta da carreira da filha, de quem era bem próximo. Já imaginou um pai esportista ver sua filha ser a 1ª do ranking mundial?

Para evitar novos problemas físicos a belga vem trabalhando seu corpo há três meses. Para quem não lembra a moça era um tanque e tinha como característica mais reconhecida aquele spacatto que a Jelena imita sem nenhuma vergonha. Quanto ao pai, talvez a concentração na filha, marido e tênis ajudem aliviar a dor da ausência paterna.

Kim pediu convites para Cincinnati, Toronto e o U.S Open, onde conquistou o título em 2005. Jogará também algumas partidas do World Team Tennis, para o time de St. Louis. Não tem ambições de ser número 1 novamente, mas quer ver onde a nova investida a pode levar. Sem pressões ou angustias. Duas situações sempre presentes nas cercanias das quadras de tênis. Boa sorte e bem vinda.

Kim – pernonas, spacatto e retorno às quadras.

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