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Posts com a Tag juan martin del potro

sexta-feira, 25 de março de 2016 Sem categoria | 01:26

Uma bela 6a feira no Aberto de Miami

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Da mesma maneira que se pode escrever que a jornada desta 5a feira foi fraquinha no Aberto de Miami, também se pode dizer que a de hoje, 6a feira, será ótima e imperdível.

 

A melhor do dia e que deixará, pela primeira vez, a quadra central lotada será entre Roger Federer e Del Potro, protagonistas de uma das melhores finais do US Open que já assisti.

 

Infelizmente, nenhum dos dois está em boa forma. O argentino ainda luta para encontrar sua forma. O pouco que o vi jogar chegou a me incomodar de tão chateado. Ele nao tem mais confiança no pulso esquerdo para bater o revés e, volta e meia, vai para o slice, algo que raramente fazia, o que o faz perder muito poderio. Vamos ver hoje.

 

Federer volta de sua primeira cirurgia. Em sua entrevista disse que o que mais o incomodou foi o emocional de passar por uma cirurgia – ele tinha a esperança de encerrar a carreira sem passar por uma. E contou que o click no joelho foi em casa, dando banho nas meninas, fazendo um movimento trivial.

 

Este é o primeiro torneio que ele joga após a cirurgia no menisco. Afirmou que tudo correu bem, mas que ainda nao sabe como o joelho irá reagir. Mas diz que se sentir qualquer incomodo no joelho sairá da quadra.

 

Será um jogo interessante e curioso entre dois dos tenistas mais admirados do circuito. Isso entre vários outros grandes jogos no dia.

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sexta-feira, 2 de março de 2012 Light, Tênis Masculino | 14:32

2a semifinal em Dubai

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Boa vitória de Roger Federer, muito à vontade no piso rápido de Dubai – acho que ele que determinou a velocidade da quadra – sobre Juan Del Potro, por 7/6 7/6.

Por alguns instantes pensei que teríamos um terceiro set. O Hermano teve 6/2 no TB e sacou duas vezes para ir à negra. Mas o jogo é do capeta e aposto que nem ele, nem o Roger, sabem como deixou escapar. Só sei que no 2º set point no serviço do argentino, e melhor ponto do jogo, Federer deu mais slices do que na partida toda (só um pouquinho de exagero).

A final vai ser legal. Roger está jogando muito, enquanto Murray está querendo jogar muito. Federer adora jogar solto e atacar nesse piso. Murray adora contra-atacar nas mesmas circunstâncias. Um conflito de estilos onde quem ganha com certeza é o público.

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 12:33

O sucesso ibérico

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Como é invariavelmente o caso, a final d Copa Davis foi emocionante e imperdível. Se compararmos com o joguinho sem vergonha que foi Corinthians x Palmeiras então o contraste fica gritante.

A partida final, entre Nadal e Delpo, foi tudo o que se espera de um grande confronto esportivo. Entrega, luta, atleticismo, técnica, emoção, drama, êxtase e aflição, e mais um bom bocado para dar e vender. Corinthians e Palmeiras me fez pescar durante boa parte do jogo do qual eu tinha altas expectativas, tamanha a porcaria, só acordando mesmo no final com a baixaria que se viu em campo.

Viva os espanhóis e Viva os argentinos que nos propiciaram três dias de uma gama enorme de emoções; para quem gosta de tênis e esporte em geral um prato gourmet e repleto. O público presente, tanto argentinos como espanhóis, soube reconhecer, participando e acrescentando suas tintas ao espetáculo. E ainda tem idiota que chama o esporte de elitista. Aliás, esta é uma palavrinha que adora passear pela boca de quem tem a mente curta e cheia de preconceitos.

Delpo jogou, e joga, muito. É lindo ver um tenista bater flat e jogando na faixa da audácia em tempo integral. Mas não é por nada que Rafa Nadal tem 20 vitórias e uma única derrota jogando simples pela Espanha. Só por curiosidade, sua única derrota foi na sua primeira partida quando foi derrotado por Jiri Novak, em fevereiro de 2004, aos 17 anos – são 20 vitórias consecutivas, sem que ninguém o levasse a 5 sets.

Delpo sentiu o gostinho da danada nas duas partidas que perdeu. Contra Nadal conseguiu fazer um primeiro set perfeito, permitindo, aos poucos, o jogo sair do seu controle. No quarto set, com a partida totalmente tomada pelas cores expressionistas do drama e das emoções, ainda teve suas oportunidades para reverter a história. Mas – e não é nenhuma novidade – Nadal é extremamente perigoso e eficiente nessas horas. O tie break do set final foi o ápice dessa fórmula nadalesca de sucesso.

Os espanhóis se confirmam como o país de maior sucesso no tênis recente, pelo menos o masculino, desbancando a escola americana. O tênis feminino deles não conseguiu imprimir a mesma fórmula. Como quase sempre acontece, o país atinge o sucesso liderado por um tenista diferenciado. Nunca um time de Copa Davis teve sucesso sem ao menos um líder, um tenista que os companheiros possam se espelhar e se inspirar. A Espanha teve vários nos últimos anos, nem um maior do que esse gênio da raça – Rafa Nadal. E quem tem o luxo de contar com um coadjuvante do quilate de David Ferrer, pode até apresentar uma duplinha sem vergonha como a deles.

Os argentinos voltam para casa mais uma vez derrotados na final da Copa Davis – a quarta delas. Espero que apesar de toda dor que traz uma derrota como essas voltem de cabeça erguida. Fizeram por merecer. Tinham uma estratégia que parou nos detalhes, alguns já aqui repassados, e na força do adversário. O tênis, ao contrário de outros esportes, não permite o conforto do empate – neste esporte sempre há um vencedor e um derrotado, apesar de que muitas vezes o derrotado não é um perdedor, algo sutilmente tão ambíguo como verdadeiro.

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sábado, 3 de dezembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 11:32

Viram?

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Acho, vamos dizer, interessante alguns dos Comentários sobre a partida de ontem. Lógico me refiro a de Delpo x Ferrer, até porque outra não houve.

Sofasistas desconsideram Delpo, quase o dando como acabado. Pelo amor de meus netinhos! O cara nos brinda com uma partidaça de quase 5 hs, em um jogo de altissimo nível técnico e dramático, contra um adversário jogando na ponta dos cascos e motivado pela presença e torcida de milhares de pessoas, e alguns dos meus queridos leitores me veem com esse tipo de consideração – ou falta dela! Ahh, espera lá, levanta aí, pega a raquete e vai sofrer!!

Todo mundo critica a falta de fisico do argentino. Ignoram que um tenista de 2m de altura não terá o atleticismo de um de 1.80 – nunca. Até por isso, cada um com seu estilo. Delpo precisa encurtar os pontos, e por isso seu estilo flat, audacioso. Os pontos no saibro duram, no mínimo, o dobro para o argentino do que nas duras, o que, chega uma hora, tem seu preço.

Ferrer ao contrário. Pode e quer correr o dia todo. O piso propicia o estilo do espanhol, que forçou as quase 5hs de jogo, e confessou que, talvez, foi a melhor partida de sua carreira, o que dá bem o tom. Não vou me alonga na parte técnica/tática da partida, que foi interessantissima – um verdadeiro xadrez que os sofasistas simplesmente ignoraram ou não “viram”.

Me atenho, até porque é um dos meus fascínios no tênis, sobre o momento chave da partida – tambem ignorado por todos. 2×1 em sets para Delpo, se não me falha a memória 3×3, Ferrer sacando em 0x30. Uma quebra ali, eu diria, seria o acabradabra. Ferrrer deu um jeito de escapar e Delpo deu um jeito de desperdiçar. Perdeu 4 pontos seguidos e perdeu, com facilidade, seu serviço no game seguinte. Alí o jogo acabou e Evita voltou para as profundezas da Recoleta.

E, ao contrário do que nos quer fazer crer nosso querido Martin A, sempre um hermano torcedor, a definição foi por conta do emocional, e não do físico. Este só arriou porque o primeiro não conseguiu definir na hora da onça beber água.

Mas, insisto, que conste: Partidaça, no melhor molde da Copa Davis.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 23:30

Abracadabra

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Já vi um numero suficientes de confrontos de Copa Davis para saber, pelo menos, duas coisas.

Primeira: muitas vezes dá para se ter uma boa ideia do resultado final antes mesmo da primeira bolinha ser batida. Com isso, após analisar as variáveis, se chega a uma conclusão que obedece a lógica, mesmo que essa não seja a do torcedor ou do sofasista.

Segunda: algumas vezes o setor emocional e imprevisível adquire, por conta do que acontece em quadra e perto dela, uma força tal que pode alterar a lógica e modificar o destino.

Na final da Davis em 2008 os argentinos tiveram el cuchillo e el quejo em las manos e deixaram a besta fugir com a donzela de prata. Chegaram espanhóis  a Mar del Plata sem o Animal Nadal e sem grandes esperanças. Os ibéricos jogaram o que sabem e nem precisaram se aventurar no que não sabiam. Os hermanos, com problemas de egos e desacordos, jogaram abaixo do padrão, evidenciando que sentiram a responsa de ficar com o título inédito. Vivem com esse esqueleto no armário até hoje. Se vão conseguir lidar com ele começam a descobrir amanhã. Só que agora, os espanhóis com a faca e o queijo nas mãos.

Os argentinos só ganham se: A/alguém, ou mais do que um deles, jogar acima do que são capazes na atualidade. B/se os espanhóis resolverem retribuir a gentileza de três anos atrás. De qualquer maneira, dois cenários fora do padrão.

Duvido que o autor da proeza argentina será Monaco, o amiguinho de Nadal. A não ser que ele tenha sido totalmente “brainwashed” pelo Tito Vasquez, jogue o tênis de sua vida e o amigo de uma tremenda força.

Com isso, a responsabilidade, e bota responsabilidade nisso, será de Delpo. O primeiro jogo será o do Animal e Monaco. Deixo para vocês fazerem a avaliação.

Logo depois, e conhecendo o resultado anterior, Delpo e Ferrer, que se enfrentaram quatro vezes, com duas vitórias para cada. Detalhe – todas em quadras duras, decidem a parada. Quem joga melhor no saibro? Não vejo tanto por esse lado. Quem estará mais confortável e com uma vitória no bolso do colete? Huumm!! Isso faz um bela diferença.

Quem tem mais coração? Talvez o espanhol.

Quem tem mais bola para ir para a ignorância de o momento exigir? O argentino.

Os dois sabem que podem se matar porque nenhum dos dois joga as duplas no dia seguinte. Jogam a la muerte.

De qualquer maneira, olhando agora, olhando de fora, essa segunda partida define o confronto. Ou pelo menos se haverá um confronto.

Com 2xo após o primeiro dia a Espanha só perde se Evita levantar da sua tumba e fizer um abracadabra.

Com 1 x1 após o primeiro dia, a dupla se sábado passa a ser o melhor programa do fim de semana, mesmo, ou junto, com Corinthians x Palmeiras no Domingão. Êta trem bão!!

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domingo, 1 de maio de 2011 Masters, Tênis Masculino | 18:48

Três em um

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Novak Djokovic segue com seu ano perfeito. Sua auto estima deve estar nas nuvens. Esta semana foi especial, por jogar em casa e por fechar o circulo iniciado com a conquista da Copa Davis na mesma Belgrado. Se o rapaz abandonasse a carreira tenistica esta semana, se elegia presidente da Sérvia na semana seguinte.
 
Imagino que o nosso amigo Marin A esteja tomando um Malbec antes de vir comemorar no Blog a vitória de Juan Del Potro. Se eu estou feliz por ele Delpo, imaginem a torcida argentina. Aos poucos, o rapaz vai readquirindo sua forma, seu físico, seus calos, sua confiança. A vitória, contundente, sobre um saibrista da categoria de Verdasco, que estava super motivado, por conta dos incidentes de Barcelona e pelos pontos a defender, deixa claro a sua volta aos ranking dos melhores. Nesta toada, Delpo estará pronto a fazer estragos nas quadras duras dos EUA, onde tem se dado melhor.
 
Um número surpreendente: Davydenko conseguiu, com a conquista de Munique, ultrapassar o numero de títulos de Gustavo Kuerten. A diferença é que Kuerten conseguiu brilhar em dois grandes palcos. O brasileiro dorme com três taças de Roland Garros em sua casa, além daquele belíssimo troféu de cristal que ergueu em Lisboa. Além de poder contar para seus netos que foi numero 1 do mundo. Davydenko venceu o Masters em 2009, mas o mais longe que chegou em GS foi à semifinal. São excelentes números, o bastante para orgulhar qualquer um. Mas é um detalhe interessante, e inesperado, ele ter passado Kuerten em títulos.
 

 

Davydenko no seu melhor momento.

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