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Posts com a Tag juan del potro

quarta-feira, 29 de setembro de 2010 Tênis Masculino | 06:43

Bien venido

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A boa notícia da semana foi a volta às competições do argentino Juan Del Potro. O tenista, que recém completou 22 anos, o que às vezes surpreende, perdeu, ontem, por 7/6 6/4, na 1ª rodada na Tailândia para o belga Oliver Rochus, um tenista encardido que apesar de ser uns 30 cm mais baixo do que Delpo tem golpes sólidos e um coração de leão.

O belga vinha de uma revigorante vitória na Copa Davis, eliminando os australianos, o que sempre faz bem para a confiança, além de ser um tenista sólido e que gosta de jogar como zebra.

Após oito meses longe das competições, quase um ano de problemas e uma cirurgia no pulso, Delpo conseguiu jogar de igual para igual com o belga, pelo menos no 1º set, quando perdeu somente no tie-break.

O argentino agora tem que se acostumar novamente com a competição e todas as exigências que o corpo e a mente tendem a camuflar após um longo período de inatividade competitiva.

De qualquer maneira, é um tenista diferenciado, jovem, dono de um estilo vibrante e um Grand Slam, conquistado de uma maneira surpreendente e impressionante, que é muito bem vindo de volta ao circuito.

Delpo – de volta às quadras na Tailândia.

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terça-feira, 6 de outubro de 2009 Tênis Masculino | 13:52

Jet lag

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Foi só eu fazer algum tipo de insinuação sobre o tênis feminino que os rapazes decidiram reagir e mostrar do que são capazes. Andy Roddick, que pelo jeito está curtindo uma lua de mel por conta do futuro casório, perdeu para o polonês Kobot em dois sets. O argentino Juan del Potro brigou mais, mas dançou nas mãos do francês Roger-Vasselin em três sets.

O argentino alegou jet lag, dor de estomago e muita festa para a surpreendente derrota. Roddick, que nunca foi de oferecer desculpas, preferiu arregaçar sua raquete. Podem me criticar, mas acho mais condizente.

Jogar do outro lado do mundo definitivamente tem seus problemas. Quem fez essa viagem sabe o desconforto que é os primeiros dias. Eu ficava uns 10 dias torto – com sono de dia e querendo sair à noite. Mas o problema é coletivo e quem lidar melhor se dá melhor. Alguns vão mais cedo e jogam outros eventos, outros vão uns dias antes e outros ainda chegam em cima da hora. O corpo demora a se acostumar e às vezes é o bastante para causar surpresas. Como desculpa não ganha jogo nem justifica derrotas…

O espanhol Rafa Nadal escapou, por pouco, de entrar na lista acima, ao derrotar o sorridente Marcos Baghdatis 6/4 no 3º set. Agora deve embalar. Eles estão todos, junto com as moças, no Aberto da China, mais um torneio que reúne ambos os sexos, uma tendência que, espero, seja irreversível, senão imediata.

delpotro-roddick Delpo e Roddick – derrotas surpreendentes e reações distintas.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009 Copa Davis, Tênis Masculino | 16:08

Inconsciente.

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Como dizia Jack, vamos por parte. Estou de volta e tentarei, para não ficar prometendo, que não sou político nem devoto, dar um rock’roll no blog nos próximos dias. Afinal, estamos às portas do ultimo GS da temporada.

Vocês que querem Federer e Cincinnati logo de cara vão ter que se contentar com Ivo Minar e Copa Davis. O checo primeiro alegou que estava contundido e não jogaria o U.S. Open. Como mentira tem pernas curtas – êta ditado besta, já que ouço e leio mentiras todos os dias da minha vida e a mim parece que elas tem pernas bem fortes e longas – logo a federação checa divulgou que o rapaz foi pego com uma substância proibida, uma tal de pseudoefedrina, que eu não sei o que é mas imagino o que faz.

O tenista diz que “eu nunca conscientemente tomei qualquer substância banida”. Imagino por que eles usam a palavra “conscientemente”. Será porque estavam inconscientes quando tomaram ou lhe aplicaram, ou tomou algo sem saber o que era, ou tomou algo que, sem o saber continha algo proibido, ou se simplesmente a moça estava muito doidona.

Bem, isso tudo não é da minha conta e já estou de saco cheio dessas histórias. O que estou imaginando é o que isso vai fazer com o resultado do confronto Rep. Checa 3 x Argentina 2, pela ultima rodada da Copa Davis.

O exame foi feito logo após a vitória do Del Potro sobre o Minar, no primeiro dia do confronto. Está certo, o checo perdeu, mas jogou dopado, consciente ou não. Beijado ou não.

Será que os argentinos vão reclamar? Será que o certo é os checos perderem só aquele ponto? Ou deveriam perder o confronto? Afinal, ao colocar o Minar em quadra, os checos deixaram o Stepanek descansado para o quinto, o qual ele ganhou do Monaco e decidiu para a Rep. Checa.

Na verdade, o regulamento da Davis só preve o Time ser penalizado em caso da partida ser a Final, o que é, no mínimo, conflitante com as regras. Mas, assim é.

Minar – consciente, não.

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terça-feira, 18 de agosto de 2009 Tênis Masculino | 11:04

Envergadura

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Enquanto meus leitores ainda seguem discutindo a rivalidade Federer e Nadal, divirtam-se, eu prefiro focar no fato de dois outros tenistas chegarem à final de um M1000.

Não que eu acredite que chegou a hora de uma troca de guarda, longe disso, mas é ótimo que esses dois excelentes jovens rivais – quem não se lembra do famoso bate-boca entre Del Potro e Murray em Roma causado pela mãe deste – estejam cada dia mais perto de brigar com os big dogs por títulos de GS.

Apesar de não ter escrito tanto sobre o Del Potro, vejo o argentino progredindo a olhos vistos com grande prazer. Gosto de sua personalidade em quadra, sua coragem e combatividade, e da completude de seu jogo. Acho que ele ficaria ainda mais completo e perigoso melhorando certos detalhes. Pode ser um sacador melhor, o que lhe economizaria físico, especialmente em partidas mais longas, tais como as de GS, e as que venham mais para o fim dos torneios.

Adoraria vê-lo se tornar um bom voleador; seus golpes de ataque e seus approachs são fora de série de ambos os lados, um arsenal de primeiríssima grandeza para a ida à rede, o que também lhe encurtaria os pontos.

Ambos os detalhes levam à minha duvida sobre o jogo de Del Potro – seu físico. A altura, que lhe traz tantos proveitos, torna difícil a movimentação por toda a quadra com a agilidade necessária ao enfrentar alguém que o mexa. Acredito que esse quesito, mais do que qualquer outro, determinará até onde o argentino poderá chegar.

Del Potro – ótima envergadura.

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quinta-feira, 2 de abril de 2009 Tênis Masculino | 23:39

Papo

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Eu ia começar escrevendo que um dia ainda entenderei a cabeça de torcedor. A verdade é que entendo, como entendo quase tudo o que acontece na vida e nem por isso concordo. Querer menosprezar a vitória de Del Potro, assim como a derrota de Nadal é ignorar o esporte e o jogo. Pouco importa as variáveis de qualquer partida e sim o que acontece lá dentro. Ou adianta alguém criar desculpas para o time Argentino que leva um 6×1 do time da Bolívia?!

Se quiserem dizer que Nadal jogou mal que digam. Ele mesmo, que geralmente não é de dar desculpa – nem precisa, pelo numero de vitórias que teve nos últimos meses – disse que jogou muito mal. Bem, azar dele e sorte do outro. Se olharmos a carreira do espanhol, encontraremos muitas partidas que ele venceu na bacia das almas e nos erros dos adversários nos momentos importantes.

Hoje foi diferente. Ele errou mais do que o seu normal, deixou escapar uma vantagem – 3×0 no terceiro set – que não é sua característica e o adversário nem se encolheu nem lhe entregou a partida de bandeja. Nem por isso deixou de lutar e mostra que queria a vitória como sempre quis.

Del Potro entrou preparado táticamente e com vontade de vencer. Soube colocar em prática e soube administrar seu emocional, o que não é simples nem fácil. Buscar desculpas para Rafael Nadal é desmerecer o número 1 do mundo, o sétimo do ranking, o jogo do tênis e negar a verdadeira essência da competição e do esporte. Podemos comentar, observar, buscar explicações, argumentos que acrescentem e enriqueçam a discussão de um confronto magistral entre dois grandes atletas. Desculpas? Não compro.

A partida foi espetacularmente, repleta de nuances emocional e tática, assim como de mudanças de ritmo e vantagens. Até o ultimo ponto não se podia apostar em um vencedor. Um momento a partida pendia para um lado e duas bolas depois para o outro. Os dois apresentavam golpes e bolas maravilhosas e ninguém abandonava a luta. Emoções à flor da pela. Se isso não é bom tênis eu não sei mais o que é.

As variáveis existem no circuito do tênis, até para torná-lo mais interessante. Se hoje o espanhol não esteve no seu melhor dia e o argentino estava ali para aproveitar, e saber fazê-lo, méritos dele. É o mesmo que ficar oferecendo desculpas para Roger Federer quando é derrotado por este ou aquele, ou para qualquer outro tenista que se considerava favorito antes de entrar em quadra. Quem morre na véspera é peru, e se não fosse assim qual seria a graça de tudo. Então só vale vencer quem agente gosta e quer e quando isso não acontece abrimos a caixinha de desculpas. Ahh, isso é papo de perdedor, ou, se preferirem, de torcedor.

Vitória e derrota, sempre próximas e distantes.

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Tênis Masculino | 20:23

Grande jogo, grande vitória

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E agora, como ficam os nossos entendidos do tênis que juravam que o Juan del Potro além de ser um filhinho do Nadal, não merece estar entre os top ten? Façam seus comentários que eu completo mais tarde.

Del Potro, olho vivo na vitória sobre Nadal.

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