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Posts com a Tag juan del potro

sexta-feira, 3 de agosto de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:30

Para quem?

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Não sou muito de torcer, especialmente no tênis. Fico muito compenetrado em curtir e analisar o jogo para me envolver emocionalmente. Mas, Olimpíadas é um pouco diferente. Para eles tenistas e para mim apreciador.

A semifinal entre Federer e Delpo foi tão emocionante que exigiu um envolvimento emocional. O problema foi decidir para quem torcer. Tinha hora que o coração batia pelo Delpo, tinha hora que ele amolecia pelo suíço. Afinal, Roger, o melhor da história, quer muito colocar o ouro das simples no peito e, ao mesmo tempo, prefiro torcer por um hermano do que por um europeu.

Nunca vi Federer tão pressionado em quadra. Oscilou demais. Mas não aquela oscilação a que estamos acostumados. Foi o inverso. Ele parecia querer tanto ficar atento, jogar bem e ganhar, que fazia erros abaixo de seu padrão. Vários por falta de mexer os pés, primeiro sinal de nervosismo, muitos simplesmente por errar o golpe, algo fora de seu habitual.

Delpo pareceu não acreditar que dava para levar. Quando soltava o braço e ia para as bolas, que sempre foi o cenário onde é mais perigoso, incomodava barbaridades e acuava o adversário. No fim das contas, faltou ser um pouco mais audaz nos games de devolução do suíço no interminável 3º set. Afinal, o cara tem 2m de altura e é um inferno ter que passar alguém desse tamanho e envergadura quando se está sob pressão, que é o cenário de quem saca atrás no set final que se alonga.

Quanto ao suíço, podem tirar o cavalinho da chuva que o soberbo não vai mudar – não nesta encarnação. Quando ele usava o slice para atacar o adversário, desestabilizava e atrofiava o oponente. Mas era um aqui e outro lá a perder de vista. Quem disse que o bonitão do topete vai usar isso para ganhar jogo? Para quebrar, e fechar a partida, teve que aplicar um slice no revés, mesmo a contragosto, já que estava totalmente deslocado, após um net do oponente. Não deu outra – Delpo enfiou a bola no meio da rede, algo que teria acontecido muito mais, e abreviado a partida, se o tal melhor do mundo fosse também um grande estrategista, além de um grande intuitivo e um magistral talento.

Debaixo de que pedra a Azarenka, #1 do ranking, vai se esconder depois da surra (6/1 6/2) que ela tomou da Serena? A americana está um padrão acima das outras tenistas, graças a sua enorme confiança, e será difícil alguém tirar o ouro dela. Nas simples e nas duplas com a irmanzinha Venus. Só não irá à final das mistas porque não quis jogar – apesar de que o Roddick bem que queria. A final das simples é contra Maria Sharapova, o que será uma pancadaria dos infernos.

Não posso deixar de mandar os parabéns ao Rafael Silva, um atleta do Clube Pinheiros, e ao judô brasileiro em geral. Antes dos Jogos vi uma entrevista com o rapaz e fiquei impressionado com sua tranquilidade, em especial para um cara daquele tamanho e periculosidade.

O tênis plástico de Federer está na final Olímpica.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 Tênis Masculino | 16:59

Duas boas partidas

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Duas grandes partidas em Roma para quem ligou a TV. A vitória de Del Potro sobre Llodra – 7/5 3/6 6/4 – com o francês indo à rede no seu saque e no do outro tambem. Alguns pontos maravilhosos para nos lembrar de como é legal pelo menos um dos tenistas indo à rede. Até o fim não dava para saber quem levaria. O argentino teve até que se estrebuchar no chão para vencer – e não era a quadra escorregadia!

O confronto entre Murray e Nalbandian parecia que seria rapidinho após o escocês vencer o primeiro set sem esforço, graças aos mutos erros do hermando, por 6/1.

Mas Nalbandian encontrou uma forma de jogar, sem errar e assim mesmo forçando, e levou a partida para a negra. E esta também não dava para saber que levaria. No 5×5 Nalbandian ficou em 0x40 no seu saque, salvou dois BP, mas Murray mandou uma paralela na fita da rede que choramingou para o outro lado. O ultima game também foi uma correria, mas o escocês não deixou escapar – 6/1 4/6 7/5.

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sexta-feira, 16 de março de 2012 Tênis Masculino | 15:36

As quartas masculinas

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As quartas de final masculinas de hoje nos apresentam realidades distintas. O confronto Federer e Del Potro poderia ser um samba de um nota só, mas tornou-se um clássico pela vitória do argentino na final do Aberto dos EUA. Federer deve acordar à noite até hoje por conta daquela final – perdeu porque deixou a soberba falar mais alto. Está 10×2 para o suíço no H2H. Fica a pergunta; o suíço vai dar slice hoje ou vai na moral mesmo? Ou o argentino vai acabar com a freguesia?

Nadal e Nalbandian é um jogo parelho. Nalbandian venceu duas partidas quando espanhol era um garoto, em 2007, e depois venceu tres seguidas, todas em duras, uma delas aí mesmo, em 2019.

Os dois vivem momentos peculiares. Nadal estava longe das quadras desde o AO, está nas finais de duplas porque está querendo jogo e está jogando de babador. Nalbandian vem levando a carreira com a pança já há algum tempo. Jogou os torneios de saibro na América Latina sem brilhar, já de olho em Indian Wells e Miami. E ele adora jogos como o de hoje, mas vai ter que fazer mágica para ganhar.

Na outra chave, já na semifinal, Djokovic enfrentará John Isner, que também está na semi de duplas, amanhã, o que deve favorecer o vencedor para a final de Domingo. Mas isso é amanhã.

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sexta-feira, 2 de março de 2012 Light, Tênis Masculino | 12:22

1a Semi em Dubai

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Assisti a 1ª semifinal de Dubai, com a vitória de MalaMurray sobre O Djoko por 6/2 7/5. Surpreendente! Sim e não. Sim pelo momento, alias bem mais do que um momento, do sérvio. Não pela qualidade do escocês que melhorou mas ainda não sacramentou sua melhora.

A partida estava uma aula – neste instante posso imaginar uma cara leitora abandonando a página – e Murray, que abriu 2×5 no 2º set, teve a oportunidade de fechar em seu serviço no 5×3. Fez uma lambança monumental, digna de alguns pangas que conheço lá no clube. Em menos de 1 minuto entregou a rapadura.

Mas sem estresse. Novak devolveu a cortesia no 5×6 e tudo acabou como os torcedores do britânico queriam.

Aliás, um aparte do que escrevi anteriormente. Estádio lotado e publico bem participativo, o que deixa os tenistas e os espectadores ainda mais “dentro do jogo”.

Agora, o Apolo do tênis tenta subjugar a Torre de Tandil decidindo quem enfrenta o MestreMalaMurray.

Djoko, assustado com o que se passou na semifinal.

Produção do Producer

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 Tênis Masculino | 12:41

Aproveitadores e Petrodólares

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Não foi só os espanhóis que se aproveitaram da ausência dos cachorrões. O canadense Raonic volta a jogar bem exatamente na mesma época que começou a colocar as manguinhas de fora na temporada passada. Venceu  Não por acaso a temporada de quadras cobertas, cenário ideal para seu estilo sacador. Cenário ideal para seu estilo sacador. Nas 5 finais que jogou, ele disputou 12 sets, 11 desses foram longos e 9 no tie-break, o que dá uma dimensão exata do estilo que compartilha com Isner e Karlovic.

Mas seu saque não foi o bastante para derrotar o MalaMelzer, um dos meus tenistas favoritos de se assistir. Ele é totalmente “out of the box”, um alívio nos dias de hoje. O austríaco, que já havia se metido entre os Top10 teve um ano conturbado e horrível em 2011, mesmo aos 30 anos encontrou forças, já que o talento e habilidade não o abandonaram, para ir dentro da casa dos gringos – o Torneio de Memphis é um típico evento americano – e levar a taça.

Del Potro fez a lição de casa. Colocou 73% de seus 1ºs serviços em quadra, e se você não sabe a importância disso contra um tenista como Michael Llodra é melhor levantar do sofá, e venceu o evento realizado na sempre densa Marseille. É o primeiro título indoors do argentino, algo que me remete àquela final da Davis na Argentina. Mesmo assim, os franceses fizeram bom uso da semana. Llodra, que só joga com empenho quando lhe dá na telha, fez um belo torneio, sendo derrotado na final. Até lá nos lembrou do quanto emocionante e plástico é o estilo saque/voleio. Tsonga, mesmo derrotado por Delpo na semifinal, melhorou seu ranking para colocá-lo como o 5º do mundo, o seu melhor, nada mal em tempos de Fab4.

Uma semaninha bem democrática, que ajudou muita gente. Só não ajudou quem não quis ou não precisa. Mas esta semana, os petrodólares tiram todos os cachorrões, menos Nadal, da toca e os colocam no Dubai.

Delpo – levou a taça em Marselha.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 12:32

Até daria

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Se Rafael Nadal saiu de Paris por conta da Copa Davis, Juan Del Potro não deixou por menos. Se não houvesse a reedição da final contra a Espanha – uma derrota atravessado na garganta dos hermanos – com certeza Delpo não teria se retirado no ultimo Master 1000 da temporada por conta de uma dor no ombro que o vem incomodando.

Nas ultimas duas semanas ele chegou à final de Viena e à semi de Valencia, o que deve solidificar seu ranking entre os 10 primeiros para a temporada, que foi um sucesso. No inicio do ano, após o Aberto Austrália, estava como #485 do ranking!

Matematicamente o argentino ainda podia se classificar para o Master de Londres, por isso não se pode dizer que foi uma decisão fácil. Mas, como eu já disse antes, o seu não comprometimento total com a final de 2008, pelo menos no ponto de vista de seu companheiro de equipe Nalbandian, deve ter pesado ainda mais na decisão. Ele deixou claro que a dor no ombro existe, mas até daria para jogar Paris em uma situação normal. Mas com certeza ele não quis correr o risco de piorar e depois ter que ouvir insinuações a respeito de quem quer que fosse.

Com isso, Delpo deve voltar à Argentina para se colocar a disposição do técnico Tito Vasquez, esquecer as quadras duras temporariamente e focar nas quadras de saibro que, se não é o seu forte, é onde será decidida a Copa Davis.

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quinta-feira, 12 de maio de 2011 Curtinhas, Tênis Masculino | 10:26

Mala suerte

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Os argentinos continuam sem muita sorte no circuito. Só para se ter uma idéia, Thomaz Bellucci é hoje melhor classificado do que qualquer Hermano, o que fazia tempos que não acontecia – desde de Kuerten.

Nalbandian está no estaleiro, não joga Roland Garros, por conta de um problema muscular e outras cositas más que teve após seu breve retorno às quadras – não se sabe direito o que se passa, já que seu manager fala, genericamente, que ele “não está bem”. Dizem que volta para os eventos na grama.

Juan Del Potro também abandonou o torneio de Roma e não sabe se joga em Paris, por conta de uma nova contusão – ele ficou quase um ano longe das quadras por problemas no punho. Desta vez, o problema é um dos músculos da perna direita. Como já disse que seu foco é o segundo semestre e as quadras duras, vamos ver se vai bater a ansiedade de jogar o GS do saibro ou não.

Delpo vem jogando com o ranking protegido (#5, que não serve para ser usado na escolha de cabeças de chave) e é o terceiro tenista que mais partidas jogou na temporada, o que mostra sua vontade de adquirir ritmo e voltar a ser um dos cachorrões do circuito. Mas isso tambem teve seu preço em uma musculatura que perdeu algo da força, após tanto tempo sem competir, independente de toda a fisioterapia que deve ter realizado.

Como ninguém é de ferro, Delpo aproveitou a viagem a Buenos Aires para divulgar um novo e importante patrocínio, que deve lhe render os sempre bem-vindos dólares. 

Delpo sorrindo – sem jogar, mas faturando.

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segunda-feira, 28 de março de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:10

Padecendo no paraíso

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Um dia completo de tênis deve passar pela mais completa gama possível de opções para se tirar o melhor proveito da oportunidade.

Uma partida entre dois tenistas diferenciados por seus estilos é um prato cheio de entrada. Michael Llodra é um tenista com um estilo em extinção, para a tristeza dos reais fãs do tênis. Seu oponente de ontem, Marcel Granollers é um daqueles mágicos do circuito. O confronte entre eles foi pau a pau, decidido na bacia das almas depois de muita disputa, drama e oportunidades que é o que enriquecem um jogo de tênis.

Assisti uma dupla feminina só é algo possível, pelo menos para mim, se houver algum encanto a mais em jogo. Isso sempre aparece com a presença de Aninha Ivanovic em quadra – mesmo de parceria com a tal de Petkovic, que pode ser uma gracinha dançando, mas é uma anta consagrada em quadra.

Nada melhor do que pegar o último game da Clijsters, em vitória apertada, tomar um sorvete regado por uma soda gelada, porque o calor dos últimos dias estava de rachar deixando a vida do público e tenistas um inferno (hoje, segunda-feira, o dia amanheceu nublado – chuva a vista) e depois acompanhar a partida que mais prometia no dia: Soderling x Del Potro. Prometia..

Isso porque o argentino deu um chocolate no sueco, que deve estar tentando entender o que aconteceu até agora. E o que aconteceu é que esses dois arrasa-quarteirões das quadras de quase 2m de altura, enfiaram a mão na bola como nunca deixando as arquibancadas excitadas. Mas isso era o esperado.

A vitória do argentino aconteceu, até de maneira categórica, porque esteve mais confiante em quadra, até porque não é o #4 do mundo nem tem que defender ranking – pelo contrário – que era o caso do sueco.

Mas isso não vem de graça. Enquanto os dois davam na bola como gente grande, o que não é difícil no caso deles, um fato me chamou a atenção e não o desconsideraria como o diferencial no resultado.

Del Potro soube misturar, acrescentando, por toda a partida, bolas altas, bolas longas e bolas com peso distinto, às pancadas que retratam seu estilo e o do adversário. Soderling permaneceu na estreita faixa da pancadaria e nela padeceu. Alôôôuuu!!

E antes que alguem venha me lembrar, atualmente não tem jogo do Novak Djokovic. Tem exibição. Até alguem pisar no calo dele.

Aninha sacando. Uma visão e uma dificuldade.

Teve gente que preferiu assistir Llodra no telão.

A torcida argentina acompanhou a vitória do hermano Delpo.

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 17:36

alles ist blau

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Ainda comendo por fora, aceitando o convite de um ATP 250, um evento menos comparado com Dubai, onde estavam os cachorrões, ou mesmo Acapulco, onde estavam os reis do saibro, ganhando uma grana por fora, porque afinal é uma estrela, já que venceu o torneio maior das Américas, o argentino Del Potro foi à Delray Beach, ao norte de Miami, jogou com uns bons tenistas, nenhum big dog , progrediu na chave, que é o mais importante a esta altura do campeonato, ficou com o título e deixou todos felizes.
 
Delpo disse, outro dia, que precisaria de umas 20 a 25 partidas para pegar o ritmo necessáriao para enfrentar a matilha. Está certo que Fish não é cachorro, mas é um tenista perigoso, até porque cresceu naquelas mesmas quadras onde foi realizado o evento.
 
Os americanos colocaram o argentino para jogar à noite durante toda a semana e só a final durante o dia – algo que o tenista sente. Mas deram a ele uma boa grana para pagar esse mico, já considerando que a seção noturna é a dos grandes nomes do torneio.
No fim das contas, alles ist blau. O público de um torneio pequeno assistiu um campeão, garantiu a bilheteria dos organizadores e Delpo colocou mais cinco vitórias em seu portfólio. Os outros que se cuidem.

Fica a torcida que a contusão que atazanou seu pulso tenha caducado e que o hermano possa desenvolver sua carreira normalmente. Porque é, definitivamente, mais um na lista dos que vão atormentar a vida de Nadal e Federer.

Delpo – tudo azul.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 Tênis Masculino | 12:34

Delpovolta

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Acabei de votar em Juan Del Potro como a “contusão que fez a maior diferença” em 2010. O rapaz era #4 do mundo quando abandonou as competições no início deste ano, após surpreender e vencer um Grand Slam, batendo contundentemente a todos, só para ver sua marcha ao topo interrompida por uma contusão das piores.

Só para se ter uma idéia, estes dias apareceu nos Comentários várias versões sobre o término precoce da carreira de Marcos Barbosa por conta de uma contusão no punho. O tenista Luiz Mattar, mesmo estando então já contemplando a aposentadoria, também abandonou a carreira precocemente por conta de uma contusão semelhante. Eu mesmo fiquei quase dois anos sem pegar na raquete pela mesma razão. Contusão ali é triste.

Felizmente, para todos os seus fãs, que imagino não serem poucos, Delpo volta, espero que definitivamente, às competições no Torneio de Sidney, de 9 a 15 de Janeiro, onde recebeu um convite. Seu ranking despencou para #259, o que nem com um telescópio espelha o seu tênis, após uma contusão, cirurgia e quase um ano longe das competições. Por isso terá que contar com a boa vontade dos diretores dos eventos para jogar – vamos ver se os australianos darão também um convite para o Aberto da Austrália – é o mínimo!

Dono de um tênis excitante, audaz e agressivo, Delpo é sempre uma festa para os fãs, especialmente nas quadras duras, onde seu tênis rende mais. E quando está confiante, uma exigência de seu estilo, plano, de definição e risco. Um jovem (22 anos) e ótimo tenista que, esperamos, voltará rapidamente a sua melhor forma, o que, adianto, não será fácil.

Delpo de vuelta.

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