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Posts com a Tag juan del potro

sexta-feira, 25 de março de 2016 Sem categoria | 18:08

Ducha fria

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Um banho de agua fria, foi a descrição mais ouvida, vinda do público. O zumzum começou logo depois de Federer fazer seu aquecimento, que foi breve. Bem breve.

 

Logo depois chegava a notícia de que o monstro abandonava o confronto contra Del Potro. A maior parte do publico descobriu quando outro argentino, Zaballos, entrou em quadra e nao Federer. Teve gente que só veio do Brasil pra ver o torneio porque o suíço confirmou a presença!

 

Uma coisa eu escrevo. Pior do que a ausencia de Federer é ver Del Potro jogar, totalmente incapacitado de bater aquele revés maravilhoso que pegava na subida, cobria a bola e acuava o oponente. Hoje é só slice. Fico até constrangido de ver o adversário jogar seguidas bolas ali – imagino que eles fiquem também. Será que um dia vai melhorar?

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013 Sem categoria | 15:35

Mais menos ética

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Não sei se fiquei feliz, ou não, em saber que os problemas com a ética não se restringem ao Brasil e afligem o Canadá também. Ontem Milos Raonic bateu Del Potro em dois sets apertados, mas ficou no ar aquele gosto que o argentino foi garfado pelo juiz e pelo adversário.

Foi um exemplo clássico e raro de ética deturpada. Raro porque existe uma regra não escrita, quase um consenso, que a quadra é uma terra de ninguém no que diz respeito às marcações do juiz no que concerne às linhas. Talvez seja por conta da cultura de que é difícil cantar as linhas com exatidão o tempo todo – o foco deve ser em bater na bola – e isso fica sob a responsabilidade dos juízes e ponto final.

No entanto, mesmo em tempos atuais, sempre existiu certa expectativa que toque em rede ou na bolinha por parte do tenista estas seriam acusadas, por conta do cavalheirismo que deve existir mesmo no tênis profissional. Algo na linha do passar o pé na marca e dar o ponto ao adversário quando a bola é boa. Nada disso está no livro das regras, mas sempre esteve nos livros dos gentlemen que praticam o tênis em qualquer nível. Mas sabe-se lá, se não por todos os cantos do planeta, ganhar está acima de todas as coisas. Inclusive da ética.

Lembro de dois casos – que estão longe de ser isolados mas foram marcantes na história. Na primeira vez que ganhou Roland Garros 1982, aos 17 anos, Mats Wilander acusou uma bola de Clerc como boa, em match point a seu favor, na semifinal contra o argentino Jose L. Clerc. Só por curiosidade; Wilander havia perdido para o brasileiro João Soares dois torneios antes de Roland Garros, em Munique. Na verdade perdia para muita gente, já que foi uma zebra ainda maior do que Kuerten em 97.

O outro ficou também muito famoso porque dois dos envolvidos não engoliram o fato e botaram a boca no trombone sempre que puderam. Na final de dupla de 1985 do U.S. Open, entre os franceses Noah e Leconte x os americanos Flach e Seguso a coisa ficou feia. Empatados em um set, e com os franceses com set point (6/4) no TB do terceiro, Leconte bateu uma bola que tocou a rede, resvalou na cabeça do Flach e saiu. O juiz não cantou nada e Flach se fez de morto (depois do jogo disse que o juiz que teria que cantar o toque).

Os franceses foram à loucura, perderam o set e a partida – praticamente não saiu mais jogo após o incidente. Se ficaram com o troféu, os americanos, na ocasião uma das melhores duplas do mundo e titulares do time da Davis, foram dignamente vaiados a não mais poder pelo publico americano na quadra central. Vão sempre poder mostrar o troféu, mas nas suas almas nunca mais vão esquecer a vaia que levaram de seus compatriotas no seu maior torneio. Algo que os canadenses não brindaram Raonic.

Explicando o vídeo. O Raonic toca a rede com os pés, o que é proibido. Ela sabe que tocou. O juizão complicou ainda mais porque: primeiro diz que não houve toque – nesses casos, sendo bom mesmo, o juiz fica de olho no tenista que está preste a “tocar”, já que as linhas tem seus juízes. Ele não faz isso e dança. Mas aí um desavisado coloca o replay no telão, porque na verdade, nem o Delpo viu. O juizão, na maior cara de pau, diz que mostrar o replay foi um erro, ao que o Delpo retruca, o erro foi seu, o que o juiz concorda. Agora o incompreensível, por conta da regra idiota, que não permite desafio ou correção nesses casos, é que mesmo sabendo que houve o toque ele, juiz, não corrige. Mas o ponto do Post é que Raonic “O Ético” se faz de morto e ganha o jogo, muito por por conta dessa bola. Infelizmente o problema com a ética é mesmo universal e, infelizmente, como disse o senador-tampão do Maranhão, ao que muitos julgam, um conceito abstrato e subjetivo.

Veja o vídeo no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=O9b8HhoJpV8

 

 

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Sem categoria | 13:34

Nicho

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A imprensa e jornalistas têm seus caminhos, muitas vezes não entendidos ou mesmo concordados pelos leitores. Eu, que não sou jornalista, mas trafego pelas mídias talvez a mais tempo do que deveria, fico em algum meio do caminho, mais fora dele do que dentro, também me dou ao luxo de frequentar, por vezes, esses caminhos.

Quando eu escrevia uma coluna semanal para o Estadão, o mesmo dava um pouco mais de notícias sobre o tênis do que agora. Com certeza pela era Guga, mas nem sempre ele era o personagem. A personagem favorita dos rapazes do editorial era Maria Sharapova – e como incriminá-los? A Serena vencia o torneio e o jornal publicava uma foto enorme da Maria com sua exuberância de pernas. Mas não era só no Estadão. Eu saia da cabine após uma final de um GS com a vitória do Federer e o editor queria falar sobre os dotes da Sharapova que havia perdido uma semana antes. A WTA adoraria esses momentos, já que uma boa parte do seu marketing é em cima desses predicados de suas atletas.

Mas cuidado. O mundo está invadido pelo PC. E no caso não este seu escriba e sim o Politicamente Correto. No início do ano, um veterano comentarista da ESPN americana, Burt Musburger, foi crucificado por parte da imprensa por conta de um comentário seu no ar em um jogo universitário de futebol americano. Em tempos de Twitter e Facebook, as redes sociais conseguem ampliar coisas para uma dimensão inconcebível – que não lembra daquela estudante que foi para o Canadá?

As câmeras da TV mostraram o rosto da namorada de um jogador de Alabama e o comentarista começou a elogiar a moça, dizendo o quanto os quarterbacks (os reis da cocada do football americano) se dão bem com as garotas bonitas. Coisa de 15 segundos. Terminou comentando: “bem, se você está em Alabama, comece a sair no jardim e atirar a bola com papai”. De um uma confusão dos diabos e a ESPN chegou a se desculpar pelo comentário, chamado de sexista. A hipocrisia não tem tamanho nem fim. Pode mostrar mulher bonita em transmissão esportiva, o que não pode é falar a respeito.

Este fim de semana os campeões foram Juan Del Potro, que encostou no #6 Berdich, batendo John Isner, que volta a ser top20, na final de Washington. Marcel Granollers batendo Monaco na Áustria. Samantha Stosur batendo Vik Azarenka, de quem havia perdido oito jogos seguidos, na Califórnia e Magdalena Rybarikova batendo Andrea Petkovic também em Washington.

Apesar disso, a foto do post é da Aninha Ivanovic, que a semana passada despediu o técnico, mais um,  e nesta saiu em ensaio fotográfico na revista Esquire – a moça achou um nicho perfeito para ganhar muito dinheiro, fora das quadras, posando para revistas de prestígio em fotos sensuais. A moça não é mais #1 do mundo – é #15 – e não ganha um GS há anos. Mas só Maria e Serena saem em tantas revistas quanto ela, e ambas já saíram em revistas em poses bem reveladoras. Não ofereço razões nem desculpas. Mas se vocês insistirem eu coloco uma foto da Stosur ou mesmo do Del Potro.

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quinta-feira, 4 de julho de 2013 Wimbledon | 12:57

Epopéia

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Este post era para ter aparecido ontem.

Este, e todo Wimbledon, será uma epopeia na carreira de Andy Murray. Com o peso sobre os ombros, da nação que inventou o Tênis como é conhecido atualmente, o escocês, que é complexo e denso emocionalmente, não terá tarefa fácil para chegar ao título que a Grã Bretanha dele espera. Australian Open, U.S. Open e Roland Garros são todos bem vindos, mas o que importa mesmo é Wimbledon.

O peso da expectativa travou o rapaz nos dois primeiros sets contra o surpreendente Fernado Verdasco. Conseguiu encontrar dentro de si a fibra necessária para virar um jogo que nem seu publico mais acreditava. E, na hora da onça beber água, nos submundos do quinto set, jogou para ganhar melhor do que o oponente, que jogou sem pressão. A próxima rodada, na semifinal, enfrenta o fantasmaço polonês Jerzi Janowicz, talvez o mais perigoso sacador do circuito, agressivo, bom voleador, carismático e que, dependendo desta semana, pode estourar no circuito. Murray é, junto com Djoko, o melhor devolvedor do circuito e extremamente eficiente no contra ataque. O confronto de estilos é sempre espetacular e emocionante.

A surpresa maior é por conta de ver Juan Del Potro na semifinal – contra Djokovic. O argentino passou tranquilamente pelo operário Ferrer, o que não chega a ser uma surpresa, na grama. Espero que a contusão no joelho não se agrave depois de esfriar. Contra o sérvio vai precisar de tudo e mais um pouco que puder tirar da cartola. Não custa lembrar que o argentino bateu o sérvio aí nessa quadra na decisão do 3o lugar das Olimpiadas em 2012. Mas, ainda acho que Djoko é o favorito.

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domingo, 17 de março de 2013 Tênis Masculino | 22:38

Feliz

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Nunca vi Rafael Nadal tão feliz e à vontade após uma conquista de título como hoje na Califórnia. Nem após um Grand Slam. Era uma felicidade diferente, um à vontade mais confortável, como se o tirar de um peso fosse mais importante do que a vitória em si.

Com um braço apoiado sobre o troféu enquanto discursava, deixou isso tão claro quanto o seu longo e “fora da caixa” discurso. Tenho certeza que não foi inspiração no patrocinador-mor, um francês que também saiu fora da caixa em seu discurso. Também duvido que o fato de ter passado Federer no numero de títulos em Masters 1000 (ele agora tem 22) ou mesmo o fato de ter terminado com a ausência de um título em duras desde Outubro 2010 tenham sido a causa. Foi algo mais, uma felicidade que só quem viveu tempos difíceis, frustrações mil e duvidas atrozes e os deixou todos para trás conhece.

Apesar de ser o maior Animal que já vi em quadra, hoje ele teve suas derrapadas, muito provável pelas expectativas que trouxe para a final. Vencer no saibro era quase uma obrigação que ele cumpriu. Vencer na dura, com todos os cachorrões presentes, enquanto ainda havia muitas duvidas no ar sobre as condições de seu joelho – provavelmente mesmo em seu time – é algo sem preço. Imagino que nas contas dele, vencer em Indian Wells estava computada a possibilidade da saída do Torneio de Miami, o que se confirmou logo após a partida ( eu já havia cantado antes e fiquei imaginando se ele teria coragem de fazer e acho que fez o certo) e dá mais uma esvaziada na bola do evento.

Adorei ver o Delpo jogar bem. O cara já recuperou seu melhor tênis e agora, como quando ganhou o US Open, é uma questão de confiança, um predicado vital no seu estilo. Deve ser pesado na cabeça do hermano ter o tênis que tem e nunca ter ganho um Master 1000 – algo que fala alto sobre a dominância de seus contemporâneos. Imagino que isso ainda o pressione e o frustre, como o choro após a derrota entregou.

Indian Well é um torneio que cresce a cada ano – este ano 380 mil na quinzena, números de Grand Slam – e fico a imaginar se o fã brasileiro um dia o irá invadir como fez com Miami. Duvido, somente por razões geográficas. Hoje é mais evento do que Miami, algo que este evento vai correr atrás com seus anunciados investimentos. Para terminar, com uma nota que só acrescenta, Maria Sharapova bateu na final cruzadinha Wozniacki que, ouço, está tentando dar um upgrade em seu tênis. Lembrando, as irmãs Willians tem o evento de Indian Wells na sua lista negra e não colocam os pés por lá. As adversárias agradecem.

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domingo, 11 de novembro de 2012 Masters, Tênis Masculino | 20:20

Não é…

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Roger Federer não é Del Potro. Nem o Delpo é o Federer. Hoje, os dois se colocaram exatamente na mesma situação – 1 set acima e break logo no início do 2º set. Enquanto o argentino deixou a partida lhe escapar pelos dedos, Federer, que é um perigo, quando confiante e atento, aproveitou-se de ambas virtudes para acabar com as possíveis idéias de recuperação do hoje escocês Murray. O que também levanta a possibilidade de se dizer que Murray não é um Djokovic, nem o Djoko é o Murray. O escocês encolheu sob pressão, ao contrário do que fez mais cedo o sérvio. O resultado de tudo isso? Os dois melhores jogadores do torneio foram à final, que será disputada às 18h desta 2ª feira. 2ª feira?? É! Por que? Sei lá. Porque é na Inglaterra e lá eles não fazem jogos aos Domingos, às vezes, mas fazem finais no Domingo – porque são ingleses.

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Tênis Masculino | 16:57

Faltou acabar..

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Antes da partida entre Del Potro e Djoko eu imaginava que o sérvio iria vencer. Dependendo da apresentação do argentino poderia ser até difícil, mas não via muitas chances de vitória argentina.

Na verdade, via duas chances: o argentino jogar muito, indo para a pancadaria, estilo que pode varrer qualquer um da quadra, ou o sérvio jogando abaixo de seu padrão.

O 1º set surpreendeu, com a vitória do Hermano, e a coisa ficou mais surpreendente com Djoko começando o 2º set ainda mais inseguro, tendo três break-points contra no primeiro game, só para ser quebrado de fato no segundo game.

Del Potro sacou em 2×1, para fazer 3×1 e “acabar” com o jogo. Mas vacilou. E numa quadra de tênis, até com minha madrecita, vacilou dançou. Com o Djoko então…

O homem vira bicho quando acuado. Primeiro se acua, coloca o rabo no meio das pernas e começa a choramingar enquanto perde a confiança. Depois, quando se vê sem saída parte para o pau e faz a vida do adversário um inferno.

Foi o que ele fez. Jogou muito bem o game seguinte, quebrou o argentino e daí para a frente foi um passeio pelo parque. O pior é que Delpo entrou no buraco e não encontrou forças para sair. Pensei que no set decisivo o jogo pudesse até pegar fogo, mas foi a hora do argentino colocar o rabo entre as pernas e não encontrar forças para sequer equilibrar a contenda.

Os dois tem estilos e arsenal perigosos, mas levou aquele que é mais “jogador” e um dos que deve comandar o circuito nas próximas temporadas. O outro? Entra em quadra daqui a pouco para enfrentar aquele que até MalaMcEnroe acaba de admitir ser o melhor da história. Se é, ou não é, ou talvez, se vai bater MalaMurray, pouco importa. Importa que enquanto ele estiver por aí o tênis será imensamente mais rico.

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domingo, 16 de setembro de 2012 Copa Davis | 11:31

Argentina x Rep. Tcheca

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O Brasil voltou ao Grupo Mundial, essa a grande notícia da semana da Copa Davis, pelo menos para nós. No entanto, Davis sempre produz grandes episódios, grandes momentos tenisticos. Alguns que me chamaram a atenção. Vamos à primeira:

A Argentina está à beira de perder em casa para a Rep. Tcheca. Berdich encontrou uma maneira de bater o Juan Monaco, em Buenos Aires, sempre uma aventura, no 5º set. Com certeza uma partidaça emocionante. Na primeira partida Delpo batera Stepanek, que no saibro não o incomoda e a dupla argentina tomou tres setinhos dos checos. Agora Berlocq vai ter que encontrar uma maneira de bater Berdych, o que não será nada fácil, mas a chance de sua vida de se tornar um herói, e se não tem tênis para fazê-lo com certeza tem fibra, para levar o confronto para o 5º jogo – Monaco x Stepanek – e assim o confronto viraria novamente.

Berlocq está em quadra porque, mais uma vez, Delpo saiu de um confronto de Copa Davis por conta de contusão – foi a 5ª vez. Ele alegou novas dores no pulso para não enfrentar a batata quente.

Time argentino em Puerto Madero.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 11:18

O que é isso?

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Como é sábadão e o jogo do Djoko e Delpo acabou tarde, apelo, mais uma vez, para o corporativismo blogal. Publico abaixo o comentário do Barão do Blog que, sabe-se lá porque ficou retido na censura tecnológica. Ele nos oferece sua visão sobre a 2ª quarta de final do dia que, como enteado colocou com economia cirúrgica, se referindo à correria e à pancadaria sem dó: “o que é isso???”

A partida entre ambos foi de cachorrões loucos e babando, mostrando que esse tipo de jogador – atletas entre 1.85m e 2m de altura é uma tendência que nos levará sabe-se lá a que limites dos atletas e do tênis.

Em termos de emoções preferi o confronto entre Ferrer e Tipsarevic, dois estranhos no ninho do tênis atual. Dois jogadores de pouca estatura e ótima mobilidade, pouco talento e muita determinação, raras firulas e excelente precisão técnica, algo que só se conquista com muito trabalho. Mas, acima de tudo, são dois tenistas que colocam o coração sem freios em quadra, apresentando o que há de melhor no esporte; uma integridade ímpar que nos toca, emociona e convence que assistir a entrega total de um ser humano, em qualquer atividade, é uma das maneiras mais claras de se homenagear, e enxergar, a Deus e a nós mesmos. O que eles fizeram em quadra, em partida decidida após 4h e no TB do 5o set, também me leva a repetir o enteado- o que é isso?!?

Vamos ao Barão, em justa homenagem a um dos mais antigos, participativos, equilibrado, dedicado e queridos deste Blog, após a sacanagem da tal moderação.

Muito bom o jogo de agora à noite.

No primeiro set, o sérvio se impôs com um jogo em que tudo funcionava, desde o saque até os contra-ataques. O 6×2 foi o retrato cristalino de um set de um jogador só.

A melhor parte do jogo ficou para o segundo set. Djoko caiu de produção, o serviço passou a não entrar, as batidas começaram achar a rede ou irem pra fora, Delpo entrou em jogo e abriu 2×0, 0×30, mas a partir daí o sérvio voltou para o jogo, salvou o game e começou a complicar todo serviço do argentino.

Cômico foi ouvir o Meligeni dizer que consultou as estatísticas e aí descobriu que o aproveitamento de primeiro serviço do sérvio despencou no início do segundo set. Era só ter prestado atenção ao que rolava na quadra e possuir um HD mínimo de memória, de tanto que o Nole errou o primeiro saque.

A quebra ao sacar para o set já tinha sido anunciada nos quatro games anteriores em que o Delpo serviu, quando sempre fechou com sofrimento. No 5×4, errou um voleio-smash porque demorou a ir para à rede e depois, no 30 iguais, após afundar a terceira seguida no revés do sérvio, esqueceu de subir à rede para matar o ponto numa bola que até panga sabia que iria voltar lenta e flutuando. O sérvio fez o 30×40 ali e depois, ao quebrar o serviço da Torre, praticamente decretou o final da partida. Foi mais jogador no tie e fechou em 7×6.

A quebra no início do terceiro set sepultou de vez as chances do argentino, que mesmo jogando bem não conseguia aproveitar as poucas chances que o sérvio lhe deu. O exemplo mais claro foi no 1×2, Djoko sacando em 0×30, a bola sobrou no tê para um approach básico, mas o argentino bateu reto e a bola foi na fita. Com 0×40 seriam três chances para empatar o set e devolver a quebra, porém mais uma vez, na hora de um pouco de habilidade, ficou devendo. O resultado em 3×0 ficou previsível e cada um manteve seu saque até o Djoko cacifar o set.

Alguns pontos importantes do jogo:

– Pra quem gosta de pancadaria, foi muito bom, sendo que o segundo set foi sensacional mesmo para quem não gosta só de pancadaria;

– Djoko usou e abusou da estratégia de mexer o argentino para lá e para cá, usando sua incrível facilidade em mudar a direção da peluda. Nem precisou deslocar tanto o argentino, mas o que fez ao longo da maior parte do jogo já era o suficiente;

– Delpo saca mais forte, mas Nole saca bem melhor que ele. O argentino varia pouco e é muito previsível, o que é complicado contra alguém que devolve serviços tão bem quanto o sérvio. Já este varia mais, é menos previsível e consegue ser menos dependente de conseguir constantemente saque mais potentes;

– Uma das principais chaves do jogo foi a famosa esquerda paralela do sérvio, aproveitando o corredor livre que surge quando se desloca seu adversário para a esquerda. Fez a festa com essa bola, assim como se complicou nos poucos pontos em que ela não funcionou;

– Os voleios que eles acertaram eram meio básicos, bolas na linha da cintura, coisa que jogadores do nível deles tem quase obrigação de acertar na maioria das vezes. Contudo, nas horas em que se precisou usar de alguma variação de peso, slices baixos ou um pouco mais de mão, os dois ficaram devendo bastante, chegando a fazer alguns lances bizarros. Mas em pelo menos dois lances o argentino fez bolas a la Federer;

– Um cara que tem a patada que o argentino possui precisa subir à rede para matar ou abreviar pontos, mas parece que ele tem uma âncora prendendo seu pé no fundo da quadra. Num jogo onde ele era visivelmente inferior na troca longa de bolas, tinha que buscar alguma alternativa como contrapés ou subidas à rede quando conseguia forçar o sérvio a uma rebatida menos qualificada. Nas poucas vezes que não usou a tática de bolas alternadas direita-esquerda, conseguiu desequilibrar o sérvio e fazer alguns bons pontos;

Djoko mostrou nesse jogo muito daquele jogador de 2011, principalmente no que se refere ao fisicismo. Sua capacidade de chegar bem nas bolas e contra-atacar de forma mortal é espantosa, mas muito disso se deve ao tipo de bola que recebe de jogadores como o argentino, que vem a 150 e aí volta a 300. Seja como for, o que ele faz nessas bolas é digno de Hall da Fama!

Não é o tipo de jogador que você vai ganhar na pancada, tem que se quebrar seu ritmo com variações de batidas e pesos. A questão é que pouca gente no circuito tem cacife para tal e numa quadra dura, com piso regular, rápida pero no mucho como parece ser essa do US, vão precisar jogar muito tênis para derrotá-lo. Dos sobreviventes, creio que só o Murray tem condições de fazer isso.

Quanto ao Delpo, bom jogador e que não desistiu nunca, fica claro que não tem jogo para enfrentar os bulldogs atualmente. Faltam opções no cardápio quando o nível do jogo dos tops aumenta e aí fica na dependência de uma jornada extraordinária, o que é difícil de acontecer em melhor de 5 sets e, mais ainda, a partir das quartas de final.

Agora é esperar sábado para ver o que rola nas semis. Aposta em Murray e Djoko na final, mas se tiver zebra, só se for o tcheco. Ferrer provavelmente vai jogar como nunca e perder como sempre para o sérvio.


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Olimpíadas, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:04

Descanso

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Pode ser a mudança de uma semana para a outra do piso, pode ser a mudança de continente e o consequente fuso horário, pode ser o corpo acusando o cansaço. Todas essas possibilidades, em um cenário onde a competitividade é tão grande que detalhes fazem a diferença, podem explicar as surpresas no primeiro Masters Series da temporada de quadras duras na América do Norte.

As derrotas precoces de Del Potro, para Stepanek, Tsonga, para Chardy são claros exemplos de tenistas que não conseguiram “entrar” no torneio, perdendo logo na primeira partida, após a temporada na grama. Aliás, não foi muito diferente que Sharapova saiu de Montreal.

Por outro lado, Murray administrou bem a euforia dourada e passou com facilidade pelo Cipolla, que não é tão perigoso, mas vamos ver contra Raonic e daqui para frente se o emocional e o físico se sustentam.

Djokovic deve estar tão contente de estar de volta ao seu piso favorito que não acusou nenhuma das dificuldades listadas na vitória sobre Tomic, um tenista mais perigoso do que Cipolla. Deu uma vacilada no início, mas logo encurralou o australiano que ainda não conseguiu cumprir as expectativas. Ainda não se ouviu maiores detalhes sobre a inconfidência do ex-técnico do sérvio, que disse que o tenista vem passando por dificuldades pessoais que explicariam seus recentes fracassos e uma certa dose de apatia para quem chegou ao topo sendo extremamente combativo.

Já Federer, que completou 31 anos ontem, decidiu que o descanso lhe faria muito bem ficou em casa curtindo a família e que pouco teria a ganhar em Toronto. Porém é certo que estará em Cincinnati. Quanto a Nadal, que não esteve nas Olimpíadas, também não esteve presente no Canadá e, oficialmente, não se sabe quando o espanhol volta ao circuito.

Delpo – sem pernas e esquerda com uma mão.

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